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quinta-feira, 13 de julho de 2017

15º DOMINGO DO TEMPO COMUM, homilias, subsídios homiléticos

15º DOMINGO DO TEMPO COMUM  2017  ANO A (Adaptado e postado pelo Diácono Ismael)

Tema: A importância da Palavra de Deus. “A palavra que sair da minha boca não voltará para mim vazia.”

Primeira leitura: A Palavra de Deus é criadora de vida. Dá-nos esperança e caminhos.
Evangelho: A Palavra exorta-nos a ser uma “boa terra”, e que produzamos abundantes frutos.
Segunda leitura: Há uma solidariedade, uma relação, entre o homem e o resto da criação.

PRIMEIRA LEITURA (Is 55,10-11) Leitura do Livro do Profeta Isaías.
Isto diz o Senhor: “Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair da minha boca não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la”.

AMBIENTE - O Deutero-Isaías, autor deste, exerce a sua missão entre os exilados da Babilônia, mantendo a esperança. Hoje, o profeta relembra a eficácia da Palavra de Deus.

MENSAGEM - A Palavra de Deus é eficaz, transformadora, geradora de vida. Ela nunca falha. O profeta utiliza o exemplo da chuva e da neve, que descem do céu fecundam a terra e multiplicam a vida nos campos, assim a Palavra de Deus cria vida plena para o Povo de Deus.

ATUALIZAÇÃO • Quando escutamos a Palavra de Deus, sentimos que o caminho que Deus nos indica é um caminho de felicidade e de vida plena… No dia a dia constatamos que os maus, os corruptos, os violentos, parecem triunfar, enquanto que os bons, os justos, os humildes, os pacíficos são vencidos, magoados, humilhados… Então perguntamos: podemos confiar nas promessas de Deus? Não estaremos a ser enganados? A Palavra de Deus hoje nos responde a estas dúvidas: a Palavra de Deus não falha; ela indica sempre caminhos de vida plena, de felicidade, de paz sem fim.
• A Palavra dá-nos esperança e caminhos a percorrer e dá-nos o ânimo para intervirmos no mundo. A Palavra revela-nos os projetos de Deus para o mundo e para os homens e convida-nos ao compromisso com a transformação e a renovação do mundo.

SALMO RESPONSORIAL / 64 (65)
A semente caiu em terra boa e deu fruto.
•           Visitais a nossa terra com as chuvas, / e transborda de fartura. /
Rios de Deus que vêm do céu derramam águas, / e preparais o nosso trigo.
•           É assim que preparais a nossa terra: / vós a regais e aplainais, /
os seus sulcos com a chuva amoleceis / e abençoais as sementeiras.
•           O ano todo coroais com vossos dons, / os vossos passos são fecundos; /
transborda a fartura onde passais, / brotam pastos no deserto.
•           As colinas se enfeitam de alegria / e os campos, de rebanhos; /
nossos vales se revestem de trigais: / tudo canta de alegria!

EVANGELHO (Mt 13,1-23) Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia. Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho e os pássaros vieram e as comeram. Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, caíram em terra boa e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. Quem tem ouvidos, ouça!” Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?” Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não vêem e, ouvindo, eles não escutam nem compreendem. Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. Felizes sois vós, porque vossos olhos vêem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, desejaram ouvir o que ouvis e não ouviram. Ouvi, portanto, a parábola do semeador: Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”.

AMBIENTE - A “parábola” é um método pedagógico, que ensina a refletir, a medir os prós e os contras, a encontrar soluções para a vida.

MENSAGEM - O quadro apresenta as técnicas agrícolas usadas na Palestina: primeiro, o agricultor lançava a semente à terra; depois, é que passava a arar o terreno. Assim que uma parte da semente pôde cair “à beira do caminho”, outra em “terrenos pedregosos” e outra “entre os espinhos”. As diferenças do terreno significam as diferentes formas como é acolhida a semente. O que aqui é significativo é a quantidade de frutos que a semente lançada na “boa terra” produz… na época, uma colheita de sete por um era considerada farta, os cem, sessenta e trinta por um era algo de surpreendente, de milagroso.  Com esta parábola, Jesus diz aos desiludidos: “coragem! Não desanimeis, pois apesar do aparente fracasso, o ‘Reino’ é uma realidade impar; e o resultado final será algo de surpreendente”.
Na segunda parte temos uma reflexão sobre a função das parábolas. Nos que rejeitam a proposta de Jesus, cumpre-se a profecia de Isaías: o profeta fala de um povo de coração endurecido, que quanto mais ouve a pregação profética, mais se irrita, agravando mais a sua culpa. Os discípulos são aqueles que escutam a proposta do “Reino” e estão dispostos a acolhê-la. Eles compreendem, portanto, as parábolas e aceitam a realidade que elas propõem. Eles são “felizes”, porque abriram o coração às propostas de Jesus, escutaram as suas palavras, viram e entenderam os seus gestos e sinais; são “felizes” porque já integram o “Reino”.
Na terceira parte, temos a explicação da parábola. Nessa explicação, a parábola é uma reflexão sobre as diversas atitudes com que a comunidade acolhe a Palavra de Jesus.
O acolhimento do Evangelho não depende, nem da semente, nem de quem semeia; mas depende da qualidade da terra. Diante da Palavra de Jesus, há várias atitudes…
- Há aqueles que têm um coração duro como o chão dos caminhos: a Palavra de Jesus não poderá penetrar nessa terra e dar fruto.
- Há aqueles que têm um coração inconstante, se entusiasma, mas logo desanima perante as primeiras dificuldades: a Palavra não cria raízes.
- Há aqueles que têm um coração materialista, que dá prioridade à riqueza: a Palavra de Jesus é sufocada por outros interesses.
- Há também aqueles que têm um coração bom, aberto aos desafios de Deus: a Palavra de Jesus é aí acolhida e dá muito fruto. Os verdadeiros discípulos (a “boa terra”) identificam-se com aqueles que escutam as parábolas, as entendem e acolhem a proposta do “Reino”.
Temos aqui, portanto, uma exortação aos cristãos no sentido de acolherem a Palavra de Jesus, sem deixarem que as dificuldades, os acidentes da vida, os outros valores a afoguem e a tornem uma semente estéril, sem vida.

ATUALIZAÇÃO • A semente que caiu em terrenos duros, corações insensíveis, egoístas, orgulhosos, onde não há lugar para a Palavra e os valores do “Reino”. Preferem um caminho de independência e autossuficiência, à margem de Deus.
• A semente que caiu em terras pedregosas, brota nessa pequena camada de terra, mas morre por falta de raízes profundas, são os incapazes de suportarem as dificuldades, os sofrimentos. Perdem a coragem quando são confrontados com a radicalidade do Evangelho.
• A semente que caiu entre os espinhos e que foi sufocada, a proposta do “Reino” não é a prioridade. Fazem do dinheiro, do poder, da fama, do êxito profissional ou social o verdadeiro Deus a que tudo sacrificam.
• A semente que caiu em boa terra e que deu fruto abundante faz-nos pensar em corações bons, capazes de aderirem às propostas de Jesus e encontraram um caminho de libertação e de vida plena e que, como Jesus, aceitam fazer da sua vida uma entrega a Deus e um dom aos homens.
• Com frequência, ficamos desanimados com o materialismo, os falsos valores que marcam a vida de muitos do nosso tempo. Perguntamo-nos se vale a pena anunciar a proposta libertadora de Jesus … O Evangelho de hoje responde: “coragem! Não desanimeis pois, apesar do aparente fracasso, o ‘Reino’ é uma realidade impar; e o resultado final será algo de surpreendente, de maravilhoso, de inimaginável”.

SEGUNDA LEITURA (Rm 8,18-23) Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.
Irmãos: Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós. De fato, toda a criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus. Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua livre vontade, mas por sua dependência daquele que a sujeitou; também ela espera ser libertada da escravidão da corrupção e, assim, participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus. Com efeito, sabemos que toda a criação, até ao tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo.

AMBIENTE - A salvação é um dom gratuito, que é fruto da bondade e do amor de Deus. Essa salvação chega-nos através de Jesus Cristo. Seguir o exemplo de Cristo implica deixar a vida “segundo a carne” (egoísmo, orgulho, autossuficiência) e aderir à vida “segundo o Espírito” (escuta de Deus, de obediência a Deus, e doação aos homens).

MENSAGEM - Na perspectiva de Paulo, toda a criação está dependente das escolhas que o homem faz. Como resultado do pecado do homem, a criação inteira ficou submetida ao império do egoísmo e da desordem. Se o homem passar a viver “segundo o Espírito”, superará o destino de maldição e de morte em que o pecado o tinha lançado; então, também o resto da criação será libertado e nascerá o novo céu e a nova terra Portanto, toda a criação aguarda que o homem escolha a vida “segundo o Espírito”. A vida “segundo o Espírito” supõe a renúncia ao egoísmo, ao comodismo, ao orgulho e a opção por um caminho de entrega e de dom da própria vida a Deus e aos outros. Paulo utiliza até o exemplo das dores do parto, para iluminar a mensagem que pretende transmitir… Os “padecimentos”, as renúncias, as dificuldades, não são nada, em comparação com a felicidade sem fim que espera os crentes no final do caminho.

ATUALIZAÇÃO• Paulo exorta a uma vida “segundo o Espírito”. Essa opção afetará a relação do homem com os outros homens e com toda a criação. Uma com critérios de egoísmo, de orgulho, de autossuficiência, de pecado, gera escravidão, injustiça, arbitrariedade, morte. Ao contrário, uma vida conduzida de acordo com os critérios de Deus gera respeito, amor, solidariedade, que se refletem na vida dos outros seres criados e criam harmonia, equilíbrio, bem-estar, felicidade.
• A criação não é para ser explorada, violentada, mas com critérios para sua exploração. A ideia da fraternidade deve unir o homem e as outras coisas criadas por Deus.
• Não caminhamos para a destruição, mas para o “novo céu e a nova terra”, que já estão em gérmen presentes na nossa história e que, cada dia, se manifestam um pouco mais.
                                
 Pe. Joaquim, Pe. Barbosa, Pe. Carvalho
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+ Diante da Palavra de Deus, há 4 TIPOS DE OUVINTES:

- Há aqueles que têm um coração duro como a terra pisada de uma estrada: não permitem que a semente da Palavra de Deus penetre em seu coração. E Satanás elimina os grãos caídos.
- O coração inconstante, que se entusiasma com facilidade, mas depois desanima nas dificuldades.
A Palavra de Jesus não pode criar aí raízes profundas. 
- O coração materialista. São até "muito religiosos", mas dão prioridade à riqueza.
Essas preocupações são como espinheiros que sufocam a semente da Palavra.
- Há também os que têm um coração aberto e disponível. Neles, a Palavra é acolhida e frutifica.
O Evangelho de hoje nos garante, que apesar do aparente fracasso, o sucesso do "Reino" está garantido; e o resultado final será algo de surpreendente e de maravilhoso.
Deus nos garante: "A palavra de Deus não voltará sem produzir o seu fruto"
Aí está a missão do cristão: preparar o terreno, ser terra boa e fazer de tudo para que os outros terrenos recebam a Palavra de Deus com generosidade. Daí a importância do estudo, da formação contínua, das boas leituras. A nova evangelização dependerá muito dessa capacidade de transmissão que tenhamos. Cada cristão deve ser evangelizador e por isso deve procurar, segundo a sua capacidade, crescer no conhecimento da doutrina cristã,com as coisas de Deus e com as coisas dos homens, seus irmãos. A nova evangelização é tarefa de todos. Deus tem um campo, um terreno enorme, e ele pede que muitos homens e mulheres realizem a sua vocação cristã no campo do trabalho profissional, da família, das diversões, da amizade. Nestes campos terão que lançar a semente, falar com simplicidade e de maneira compreensível.
O Padre Antônio Vieira, comentando esse Evangelho afirmava que a Palavra pode não dá fruto, mas dará sempre efeito: efeito de salvação ou efeito de condenação! É verdade: ninguém ficará neutro diante da Palavra do Senhor que escutou: ou a acolhe, dá fruto nela e acolhe a salvação, ou a rejeita, para ela se fecha e por causa dela se perde!
Ä semente que caiu na terra é aquele que ouve a Palavra e a compreende. “Esse produz fruto: um dá cem, outro sessenta e outro, trinta”. Não nos iludamos: ao final, o Reino triunfará, ainda que pareça inútil, ainda que muito da semente semeada pareça destinada ao fracasso e à esterilidade… A semente dará fruto… Que frutifique, pois, em nós! Caríssimos, a humanidade inteira e a criação toda esperam o testemunho dos cristãos, esperam o nosso fruto no aqui e agora da existência, que antecipa e prepara a manifestação final da glória, que é a plena manifestação do Reino dos Céus. Caríssimos, a parábola de hoje nos convida a preparar nossa existência para que o Reino possa brotar; convida-nos também ao espírito de fé para ouvir, para ver, para compreender mesmo nas coisas pequenas da vida; convida-nos à paciência e à fidelidade no dia a dia; convida-nos à consciência de que é Deus quem age, fazendo a semente crescer, desde que não impeçamos o dinamismo da semente. Eis! O Reino está em nós, está no meio de nós! Abramo-nos a ele…

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Síntese do Pe. Antônio : A Semente
A PALAVRA DE DEUS nos exorta a ser uma "terra boa" e produzamos frutos abundantes.

Na 1ª Leitura, o Profeta compara a Palavra de Deus à CHUVA.
"Não voltará, sem ter cumprido a sua missão". (Is 55,10-11)

* Ao Povo no exílio, já cansado e desiludido de voltar à sua terra, o profeta anuncia que Deus é sempre fiel às suas promessas. Deus não esquece o seu povo, sua Palavra nunca falha.

Na 2ª Leitura, Paulo ensina que o tempo da semeadura sempre é difícil, sofre-se com a dor e a espera, mas não se trata de um grito de morte, e sim do início de uma nova vida que vem chegando. (Rm 8,18-23)

No Evangelho, com a Parábola da SEMENTE e do SEMEADOR, vemos que o fruto da Palavra de Deus depende da qualidade da terra. (Mt 13,1-23)

Jesus estava encontrando dificuldade na aceitação de sua Palavra.
- Havia gente que não acreditava...
- Havia gente que embora simpatizasse com Jesus, logo desistia de segui-lo.
- Havia gente que via a mensagem de Jesus como uma ameaça: devia mudar de vida, afastar-se do poder, largar as riquezas... Por isso, hostilizava e tramava a morte do próprio Jesus.
- No fim estavam ficando com ele só alguns discípulos.

  O Homem pode fechar-se à Palavra de Deus, rejeitá-la, mas sempre haverá terreno onde produzirá 30, 60, 100...
+ Diante da Palavra de Deus, há 4 TIPOS DE OUVINTES:

- Há aqueles que têm um coração duro como a terra pisada de uma estrada: não permitem que a semente da Palavra de Deus penetre em seu coração. E Satanás elimina os grãos caídos.

- O coração inconstante, que se entusiasma com facilidade, mas depois desanima nas dificuldades.
A Palavra de Jesus não pode criar aí raízes profundas. 

- O coração materialista. São até "muito religiosos", mas dão prioridade à riqueza.
Essas preocupações são como espinheiros que sufocam a semente da Palavra.

- Há também os que têm um coração aberto e disponível. Neles, a Palavra é acolhida e frutifica.

+ A Parábola nos propõe TRÊS PERGUNTAS:

1. Que terreno somos nós ?
Muitas vezes questionamos o PREGADOR ("Semeador") da Palavra de Deus:
Qual tal questionar também a nossa atitude de OUVINTES?

2. Que semeadores somos nós?
- Cuidamos do nosso terreno, retiramos as pedras e espinhos que atrapalham?
Procuramos estudar, nos informar, nos atualizar? (Na catequese, liturgia, canto, escola, família...)

3. Vale a Pena semear?
Jesus é o Semeador, e nós também o somos, junto com ele...
Ele semeia em todos os terrenos, mesmo nos inférteis.
E algumas sementes acabam germinando...
Semear o sorriso, nossas energias para enfrentar as batalhas da vida, o nosso entusiasmo, a nossa fé, o nosso amor...

O Evangelho de hoje nos garante, que apesar do aparente fracasso, o sucesso do "Reino" está garantido; e o resultado final será algo de surpreendente e de maravilhoso.
Deus nos garante: "A palavra de Deus não voltará sem produzir o seu fruto"

                                             
                                   Pe. Antônio

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Homilia de Pe. Françoá Costa: Parábolas do cotidiano
Vamos aproveitar as passagens bíblicas que a liturgia nos oferecerá nos próximos três domingos para refletir sobre a importância da formação. Neste domingo, procurando entender porque Jesus explicava as coisas em parábolas, tiraremos algumas consequências. No próximo, veremos que um cristão bem formado é condição de eficácia no meio do mundo. Finalmente, veremos a importância de um conhecimento que, ademais de ser fruto do estudo, é também fruto da instrução do Espírito Santo.
O que é uma parábola? É aquilo que chamávamos antes de “estória”, ou seja, uma historinha inventada da qual se podem deduzir diversas verdades importantes. Jesus contava muitas estórias. Era uma maneira pedagógica de explicar-se aos seus ouvintes. As parábolas de Jesus não são difíceis. No entanto, quando se lê que era concedido aos Apóstolos conhecer os mistérios do Reino, mas aos demais não ou quando se observa que Jesus se dirigia ao povo com parábolas, dá a impressão que ele não quer que as multidões entendam a sua mensagem. Até parece que a doutrina de Jesus é para um grupinho selecionado e formado por alguns privilegiados. E não é assim.
Ora, concedamos que, diante da dureza de coração do povo, Jesus, pedagogicamente, cite o profeta Isaias e se lamente de que ainda que fale em parábolas o povo parece encontrar-se tão torpe para as coisas do Espírito que não entende as realidades do Reino. E, no entanto, as parábolas eram altamente instrutivas, fáceis de captar e muito oportunas no contexto: “Tudo isso disse Jesus à multidão em forma de parábola. De outro modo não lhe falava, para que se cumprisse a profecia: Abrirei a boca para ensinar em parábolas; revelarei coisas ocultas desde a criação do mundo” (Mt 13, 34-35). Portanto, as parábolas são reveladoras de realidades arcanas, escondidas. Jesus as utiliza porque sabe que são muito importantes para levar o povo, paulatinamente, a adentrar nas realidades do Reino de Deus.
A parábola de hoje é maravilhosa: Jesus é o semeador que lança em terra a semente, isto é, a palavra de Deus. Ele a semeia por todas as partes, em todos os campos, porque a salvação é para todos. Todos devem ter acesso à felicidade eterna. No entanto, os terrenos são diversos. Alguns estão muito expostos, estão à beira do caminho; outros não têm profundidade, trata-se duma terra pedregosa na qual as raízes não podem estender-se. Mas nem tudo está perdido, também há terra boa. Isso não significa que as sementes que caíram à beira do caminho ou em solo pedregoso não possam produzir frutos. O terreno seria relativamente indiferente quando preparado para a plantação. O importante é trabalhar bem o terreno, mais ainda quando hoje em dia há técnicas agrônomas eficazmente comprovadas. Aí está a missão do cristão: preparar o terreno, ser terra boa e fazer de tudo para que os outros terrenos recebam a Palavra de Deus com generosidade.
Jesus fala com uma linguagem acessível aos seus ouvintes. Há algum tempo, procurando entrar na pedagogia do Divino Mestre, utilizo historinhas nas minhas pregações para facilitar que se capte a mensagem do Senhor. É preciso que falemos aos demais das coisas do Reino de uma maneira cada vez mais inteligível. Talvez não o façamos porque nem nós mesmos entendemos aquilo que gostaríamos de transmitir. Daí a importância do estudo, da formação contínua, das boas leituras. O cristão tem que ter muito cuidado para não ser um “bicho raro”: sabe muito sobre a ciência humana na qual trabalha (física, química, matemática, etc.), mas não sabe nada ou quase nada da ciência de Deus; sabe muito do mundo, mas não do Criador do mundo; pensa saber muito sobre a liberdade, mas sem entender verdadeiramente o que significa o respeito à liberdade dos seus irmãos.
A nova evangelização dependerá muito dessa capacidade de transmissão que tenhamos. Por outro lado, não se pode pensar que isso é simplesmente um dom que se tem ou não se tem. Cada cristão deve ser evangelizador e por isso deve procurar, segundo a sua capacidade, crescer no conhecimento da doutrina cristã, ter uma verdadeira empatia – uma capacidade de identificar-se – com as coisas de Deus e com as coisas dos homens, seus irmãos. Nesse contexto, a amizade é muito importante para que seja possível compreender os próprios amigos e ajudá-los falando “a mesma língua” que eles. Quando se conhece bem a uma pessoa através da amizade, se lhe poderá falar de Deus através daquelas realidades humanas nas quais se encontra mais inserida.
A nova evangelização é tarefa de todos. No entanto, hoje eu gostaria de destacar a função dos leigos. Deus tem um campo, um terreno enorme, e ele pede que muitos homens e mulheres realizem a sua vocação cristã no campo do trabalho profissional, da família, das diversões, da amizade. Nestes campos terão que lançar a semente, falar com simplicidade e de maneira compreensível, utilizar as diversas parábolas que tenham base no cotidiano dos demais. Deus lhes ajudará a colher abundantes frutos em todos os ambientes nos quais devem viver lado a lado com os demais, implicados em realizar a sociedade atual na qual também Deus tem direito a ter o seu lugar.
Pe. Françoá Costa
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Homilia de D. Henrique Soares da Costa
Mt 13,1-23
Na proclamação da Palavra deste Domingo, iniciamos a escuta do capítulo 13 do Evangelho de São Mateus, que nos traz o encantador Discurso das Parábolas sobre o Reino dos Céus. Neste e nos próximos dois domingos, escutaremos essas sete sugestivas parábolas. Atenção, caríssimos, porque este capítulo 13 é o centro do Evangelho segundo Mateus! Para que possamos compreender bem o que nosso Senhor nos quer dizer, recordemo-nos que o Reino dos Céus é o núcleo, o tema, o objetivo da pregação de Jesus: ele veio para instaurar o Reino entre nós e nos fazer participar dele em plenitude após nosso caminho neste mundo. Quando Mateus diz “Reino dos Céus” é o mesmo que dizer “Reino de Deus”, pois o céu é Deus e fora de Deus não pode haver céu! O anúncio do Reino dos Céus é, portanto, o anúncio do reinado do Deus de Jesus, aquele mesmo Deus a quem ele chamava de Pai, Pai que é todo amor, todo ternura, todo compaixão e misericórdia! Por isso, o reinado de Deus é nossa vida e nossa felicidade!
Pois bem, caríssimos, com sete parábolas (sete significa perfeição, completude) o Senhor Jesus nos fala dos mistérios do Reino dos Céus. São parábolas para serem ouvidas com essas perguntas no coração: Que é o Reino? Por que não aparece claramente neste mundo? Por que parece tão frágil? Onde ele está? Como se pode descobri-lo? Escutemos, porque o Senhor nos vai falar. Coloquemo-nos ao lado dos seus ouvintes, na tão doce cena do Evangelho de hoje: “Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia. Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. E disse-lhes muitas coisas em parábolas…” Sentemo-nos nós também com essa multidão e escutemos as parábolas desses três domingos!
Ó Mestre, porque falas em parábolas? – perguntaram a Jesus. As parábolas, caríssimos, têm, primeiramente, um sentido didático: Jesus falava do Reino com imagens e cenas da vida do povo… Era fácil compreender, era acessível aos simples… Mas também, exatamente por serem simples e cheias de figuras, as parábolas somente poderiam ser compreendidas por quem tivesse um coração simples e cheio de boa vontade. Os soberbos, os de má vontade, os autossuficientes jamais poderiam compreender, penetrar com o coração o mistério tão doce e suave que Jesus revela em suas parábolas. Por isso ele nos diz: “A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. Ao que tem será dado mais e terá em abundância; mas ao que não tem, será tirado até o pouco que tem… Porque eles, olhando, não vêem, ouvindo, eles não escutam nem compreendem… Deste modo, cumpre-se a palavra do profeta: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração…’” Também nós, sem um coração pobre, humilde e confiante, jamais compreenderemos a verdade do mistério que Jesus nos apresentará nessas sete estupendas parábolas…
Comecemos, pois, a escutá-lo nesta primeira das sete: a Parábola do Semeador. A semente é a Palavra de Deus, que é sempre fecunda “como a chuva e a neve que descem do céu e para lá não voltam, mas vêm irrigar e fecundar a terra”… A Palavra que Jesus, o Semeador, joga no terreno do nosso coração, nunca ficará sem efeito; é uma Palavra eficaz! O Padre Antônio Vieira, comentando esse Evangelho afirmava que a Palavra pode não dar fruto, mas dará sempre efeito: efeito de salvação ou efeito de condenação! É verdade: ninguém ficará neutro diante da Palavra do Senhor que escutou: ou a acolhe, dá fruto nela e acolhe a salvação, ou a rejeita, para ela se fecha e por causa dela se perde!
Se o semeador é Jesus e a semente é a Palavra, os diversos tipos de terrenos são os diversos tipos de coração. Sim, o terreno somos nós, caríssimos! E aqui está a nossa responsabilidade: tornar o nosso coração uma terra boa! Que não seja terra ruim, que não seja terra estéril. Não aconteça que sejamos daqueles que ouvindo, não escutam e vendo, não vêem! Por isso mesmo, essa Palavra deste hoje nos deve inquietar… Que tipo de terreno tenho sido? Que tipo de terreno tenho preparado no meu coração? Que fruto a Palavra está dando na minha vida? Recordemos, caríssimos em Cristo: se a Palavra não tiver fruto, ainda assim terá efeito!
Mas, há outro recado, outro ensinamento do Senhor nesta estória. Notem que a Palavra que anuncia o Reino é tão precária, a maior parte da semente parece ter um destino inglório, sem fruto! A Palavra onipotente aparece nesta parábola escandalosamente impotente – como na cruz! Mas, ao fim, ela triunfará, dará fruto: Ä semente que caiu na terra é aquele que ouve a Palavra e a compreende. Esse produz fruto: um dá cem, outro sessenta e outro, trinta”. Não nos iludamos: ao final, o Reino triunfará, ainda que pareça inútil, ainda que muito da semente semeada pareça destinada ao fracasso e à esterilidade… A semente dará fruto… Que frutifique, pois, em nós!
Para isso, cuidemos do aqui e do agora de nossa existência, porque são nas coisas pequenas que o Reino aparece, que o Reino se faz, que a semente germina: no irmão que acolhi, na dor que suportei, na presença de Deus que descobri mesmo no meio das trevas da vida… Só quem ouve, só quem compreende pode acolher esse Reino e dar fruto de vida.
Caríssimos, a humanidade inteira e a criação toda esperam o testemunho dos cristãos, esperam o nosso fruto no aqui e agora da existência, que antecipa e prepara a manifestação final da glória, que é a plena manifestação do Reino dos Céus. A criação geme, a humanidade geme, tateando nas trevas em busca da luz, faminta em busca do alimento, mortal em busca da vida. Quem pode apontar a luz, quem pode trazer o pão, quem pode testemunhar a vida? Os cristãos, nós, se deixarmos que a semente da Palavra faça o Reino germinar em nós para que o Reino seja presença no mundo. Eis, portanto, que mistério tão grande: o Reino passa por nós, pela nossa pequena vida! Os cristãos, a Igreja, são como a respiração do mundo; sem nós, o mundo morreria asfixiado…
Caríssimos, a parábola de hoje nos convida a preparar nossa existência para que o Reino possa brotar; convida-nos também ao espírito de fé para ouvir, para ver, para compreender mesmo nas coisas pequenas da vida; convida-nos à paciência e à fidelidade no dia a dia; convida-nos à consciência de que é Deus quem age, fazendo a semente crescer, desde que não impeçamos o dinamismo da semente. Eis! O Reino está em nós, está no meio de nós! Abramo-nos a ele…


D. Henrique Soares da Costa

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SINOPSE:
terrenos duros, corações insensíveis, egoístas, orgulhosos, (não a levam a sério. “Entra por um ouvido e sai pelo outro.”) onde não há lugar para a Palavra e os valores do “Reino”.
pedregosos, falta de raízes, corações inconstantes, incapazes de suportarem as dificuldades. Tantos que perdem a coragem com a radicalidade do Evangelho.
espinhos, corações materialistas, comodistas, para quem a proposta do “Reino” não é a prioridade. Fazem do dinheiro, do poder, da fama, do êxito o verdadeiro Deus a que tudo sacrificam.
A semente que caiu em boa terra, corações sensíveis e bons, capazes de aderirem às propostas de Jesus. Encontram na proposta de Jesus um caminho de libertação e de vida plena, aceitam fazer da sua vida uma entrega a Deus e um dom aos homens.
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Para a Celebração da Palavra (Diáconos ou Ministros extraordinários da Palavra):



LOUVOR: (quando o Pão consagrado estiver sobre o altar) 15º D.T. COMUM  Mt 13, 1-13
- O Senhor esteja com todos vocês... demos graças ao Senhor...
- COM JESUS, POR JESUS E EM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: LOUVOR E GLÓRIA A VÓS, Ó PAI DE BONDADE!
- Ó Deus, nosso Pai, Nós Vos damos graças pela Vossa Palavra que nos transforma e nos salva. Nós Vos pedimos: preparai o nosso coração como uma boa terra para o acolhimento da Vossa Palavra, para que ela germine e dê bons frutos.
T: LOUVOR E GLÓRIA A VÓS, Ó PAI DE BONDADE!
- Nós Vos damos graças, ó Pai, pelo imenso e admirável universo, que nos ofereceis como um jardim para cultivar. Nós Vos pedimos por toda a criação, mas sobretudo pela humanidade. Iluminai-nos com o Vosso Espírito criador, para nos inspirar o respeito pela Vossa criação.
    T: LOUVOR E GLÓRIA A VÓS, Ó PAI DE BONDADE!
- Nós Vos agradecemos pelo semeador que nos enviastes; Jesus Cristo, Vosso Filho. Ele lançou generosamente o bom grão do Vosso amor e da Vossa vida em todos os terrenos. Nós Vos pedimos pelas nossas comunidades: livrai-nos de abafar o bom grão da Palavra, mas que o Vosso Espírito a faça frutificar em nós e à nossa volta.
T: LOUVOR E GLÓRIA A VÓS, Ó PAI DE BONDADE!
- PAI NOSSO...       A PAZ de Cristo...         EIS O CORDEIRO...




quinta-feira, 7 de julho de 2016

15º DOMINGO DO TEMPO COMUM, subsídios homiléticos, homilias

15º DOMINGO DO TEMPO COMUM  ANO C (Adaptado pelo Diácono Ismael)

– SINOPSE:
TEMA: É no amor a Deus e ao próximo que encontraremos a vida eterna.
Primeira leitura: Deus é o centro da sua vida; Devemos amá-lo de todo o coração.
Evangelho: A vida plena está no amor a Deus e aos irmãos.
Segunda leitura: Paulo apresenta-nos Cristo como o centro de nossa vida.

PRIMEIRA LEITURA (Dt 30, 10-14)
...Moisés falou: “Ouve a voz do Senhor teu Deus e observa todos os seus mandamentos, que estão escritos ...Não está no céu, ...: Ao contrário, esta palavra está ...em tua boca e em teu coração”.

AMBIENTE
O Deuteronômio é reflexão dos teólogos do Reino do Norte (Israel) no final do exílio da Babilônia, alertando para as consequências da  infidelidade para com Jahwéh.

MENSAGEM
É um convite às propostas e aos mandamentos de Deus. Os exilados perguntavam Como é que se descobre o que Deus quer de nós? - O caminho que Deus propõe está inscrito no coração e na consciência de cada homem; é aí que Deus nos fala as suas propostas.

ATUALIZAÇÃO
♦ O convite às propostas de Deus Não pode ser uma meia adesão de acordo com os nossos interesses; mas tem de ser uma adesão total.
♦ Nossos interesses egoístas abafam a voz de Deus.

SALMO: Humildes, buscai a Deus e alegrai-vos: / o vosso coração reviverá!
• Por isso elevo para vós minha oração, / neste tempo favorável, Senhor Deus! /
Respondei-me pelo vosso imenso amor, / pela vossa salvação que nunca falha!
/ - Senhor, ouvi-me, pois suave é vossa graça; / ponde os olhos sobre mim com grande amor!
• Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! / Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! /
Cantando eu louvarei o vosso nome / e agradecido exultarei de alegria!
• Humildes, vede isto e alegrai-vos: / o vosso coração reviverá, /
se procurardes o Senhor continuamente! / Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres /
 e não despreza o clamor de seus cativos.
• Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, / reconstruindo as cidades de Judá. /
 A descendência de seus servos há de herdá-las, / e os que amam o santo nome do Senhor/
dentro delas fixarão sua morada!

EVANGELHO (Lc 10,25-37)
...um mestre da Lei ...perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei?...” Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e ...ao teu próximo como a ti mesmo!”: “E quem é o meu próximo?” Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. ...deixando-o quase morto. Por acaso, um sacerdote ...Quando viu, seguiu adiante,... O mesmo aconteceu com um levita... Mas um samaritano, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. ...fez curativos. ...e levou-o a uma pensão, ...pegou duas moedas de prata..., recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais”. E Jesus perguntou: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

AMBIENTE
Jesus prepara os discípulos para serem as testemunhas do Reino. É neste contexto “pedagógico” que vai aparecer a “parábola do bom samaritano”. Havia inimizades entre eles. Quando, em 721 a.C., a Samaria foi tomada pelos assírios e colonos assírios se misturaram com a população local; Após o exílio, os judeus recusaram a ajuda dos samaritanos para a reconstrução do templo de Jerusalém (ano 437). No ano de 333 a.C., os samaritanos construíram um templo no monte Garizim; que foi destruído em 128 a.C. por João Hircano. Na época de Cristo samaritanos profanaram com ossos o templo de Jerusalém. Os judeus desprezavam os samaritanos, por serem uma mistura de sangue israelita com estrangeiros.

MENSAGEM
O que fazer, a fim de conseguir a vida eterna? - o mestre da Lei a conhece: amar a Deus e amar o próximo. “quem é o meu próximo?” Na época de Jesus o “próximo” era apenas o membro do Povo de Deus. Para explicar, Jesus conta a “parábola do bom samaritano”. Passaram um sacerdote e um levita. Apesar dos conhecimentos religiosos, não têm misericórdia. Um samaritano foi até ele, cuidou e o salvou. Jesus conclui dizendo: “vai e faz o mesmo”. A verdadeira religião que conduz à vida plena passa pelo amor a Deus, traduzido em gestos concretos de amor pelo irmão, sem exceção. O “próximo” é qualquer um que necessita de nós para se levantar.

ATUALIZAÇÃO
♦ “O que fazer para chegar à vida plena, à felicidade? A resposta é: “faz de Deus o centro da tua vida, ama-O e ama também os outros irmãos”. A verdadeira religião que conduz à salvação passa por este amor sem limites.

SEGUNDA LEITURA (Cl 1,15-20)
...Cristo é a imagem do Deus invisível,...Tudo foi criado por meio dele e para ele... Ele é a Cabeça, o Princípio, ...ele tem a primazia, porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da cruz

AMBIENTE
Paulo escreveu aos Colossenses da prisão (de Roma). Ano 63. Epafras visitou Paulo e levou notícias alarmantes… Alguns “doutores” locais misturavam cristianismo com cultos mistéricos em voga no mundo helenista. Paulo desmonta toda esta confusão doutrinal e afirma que nenhum destes elementos tem qualquer importância para a salvação: Cristo basta.

MENSAGEM
A primeira afirmação é a de que Cristo é a “imagem de Deus invisível”. Ele é em tudo igual ao Pai, no ser e no agir, pois n’Ele reside a plenitude da divindade. Deus se revela aos homens e Se faz visível através da humanidade de Cristo.
A segunda afirmação é que Ele é o “primogênito de toda a criatura”. No contexto judaico, o “primogênito” era o herdeiro principal, que tinha a primazia em dignidade e em autoridade sobre os seus irmãos. Aplicado a Cristo, significa a supremacia e a autoridade de Cristo sobre toda a criação.
A terceira afirmação é a de que “n’Ele, por Ele e para Ele foram criadas todas as coisas”. Significa que todas as coisas têm n’Ele o seu centro supremo de unidade, de coesão, de harmonia (“n’Ele”); que é Ele que comunica a vida do Pai (“por Ele”); e que Cristo é o termo e a finalidade de toda a criação (“para Ele”). Paulo desmonta as especulações dos “doutores” Colossenses acerca dos poderes angélicos, considerados em paralelo com o poder de Cristo.
Ele é a “cabeça do corpo que é a Igreja”. A expressão significa, em primeiro lugar, que Cristo tem a primazia e a soberania sobre a comunidade cristã; mas significa, também, que é Ele quem comunica a vida aos membros do corpo e que os une num conjunto vital e harmônico. A segunda afirmação é a de que Ele é o “princípio, o primogênito de entre os mortos”. Significa que Ele, não só foi o primeiro que ressuscitou, mas também que Ele é a fonte de vida que vai provocar a nossa própria ressurreição. A terceira afirmação é de que n’Ele reside “toda a plenitude”. Significa que n’Ele e só n’Ele habita, efetiva e essencialmente, a divindade: tudo o que Deus nos quer comunicar, a fim de nos inserir na sua família, está em Cristo. Por isso, por Cristo foram reconciliadas com Deus todas as criaturas: a criação, marcada pelo pecado, recebeu a oferta da salvação e pôde voltar a inserir-se na família de Deus.

ATUALIZAÇÃO
♦ Cristo é a referência fundamental à volta da qual a nossa vida se articula e se constrói. É Ele que está no centro dos interesses e da vida das nossas comunidades?
 Há outros deuses, ou poderes, ou “santos” que nos desviam de Cristo?
♦ Para muitos Jesus, quando muito, foi um homem bom, um visionário, um idealista; por isso, não tem qualquer espaço nas suas vidas. Como podemos testemunhar a nossa convicção de que Ele é o centro da história e de que Ele está no princípio e no fim da história da salvação?

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Quem é seu Próximo?

Todos nós desejamos com segurança a Vida eterna.
Mas qual é o CAMINHO para conquistá-la.
As leituras bíblicas respondem: no amor a Deus e aos outros.

Na 1a leitura, MOISÉS convida o Povo a aderir aos MANDAMENTOS:
"Ouve a voz do Senhor, teu Deus, e observa todos os seus Mandamentos".
E acrescenta: "Esta lei não está acima de tuas forças... pelo contrário,
ela está bem perto de ti, está em tua boca e em teu CORAÇÃO" (Dt 30,10-14)

Os Mandamentos de Deus não são uma coleção de prescrições impostas, que tolhem a nossa liberdade e prejudicam a nossa realização pessoal.
Pelo contrário, correspondem aos anseios profundos da pessoa humana, são o caminho seguro, que nos conduz à Felicidade eterna desejada.
E Deus inscreveu esses preceitos em nosso próprio coração.

A 2ª Leitura mostra Cristo como o centro de toda a criação. (Cl 1,15-20)
É um hino cristológico, em que Paulo apresenta Cristo  como "imagem do Deus invisível" e o "primogênito de toda a criatura".

No Evangelho, CRISTO aponta o caminho da vida eterna, respondendo a duas perguntas de um Mestre da Lei: (Lc 10,25-37)

1. "Que devo fazer para alcançar a vida eterna"?
- Jesus o questiona: "O que diz a Lei?"
- Ele resume os 613 preceitos em dois: o Amor a Deus e o Amor ao Próximo... (Dt 6,5; Lev 19,18)
- Jesus concorda: "Respondeste bem... FAZE isto e viverás".
- E ele insiste com a segunda pergunta:

2. "E quem é o meu próximo?"
Na época de Jesus, "próximo" era o membro do Povo de Deus; excluíam os inimigos, os pecadores e os não praticantes...
Jesus responde não com uma definição, mas com um exemplo prático...
com a maravilhosa Parábola do BOM SAMARITANO...

- Um homem é assaltado por ladrões...  que o deixam jogado meio morto à margem da estrada.
- Ali passa um SACERDOTE, que sabe tudo sobre a Lei:   vê o homem jogado, mas vai adiante.
- Passa também um LEVITA, que trabalha diariamente no templo, mas não sabe nada de Deus: não tem misericórdia para aquele homem.
  Vê o homem e vai em frente...
- Passa também um "SAMARITANO" que não sabia tão bem a Lei de Moisés.
  Esse "pagão" sente "compaixão" (sentimento próprio de Deus).
  Supera a hostilidade entre judeus e samaritanos,   esquece seus negócios, seus compromissos, seu cansaço, o medo...
   "Aproxima-se dele, derrama óleo e vinho nas feridas. Depois o coloca em seu animal e completa os cuidados na pensão".
- E Jesus concluiu: "Vai e faze tu o mesmo".

A Parábola nos diz que...

- A "Vida eterna" é encontrada no Amor a Deus,   concretizado no Amor ao Próximo.
  Para ter a vida devemos fazer de quem está perto de nós o nosso próximo.
  PRÓXIMO é todo irmão, que necessita de nossa ajuda e de nosso amor.

- Mais importante do que saber quem é o "próximo", é tornar-se próximo de quem precisa...
  PRÓXIMO é quem age com misericórdia e compaixão...
  Cristo foi o verdadeiro Bom Samaritano, que antes de ensinar a Parábola a fez realidade em sua vida acolhendo a todos.
  E ele nos convida: "Vai e faze tu o mesmo..."
  Esse gesto é um aspecto fundamental da missão da Igreja.

* A Parábola propõe Três PASSOS para realizar o amor misericordioso:
   Ver, Ter compaixão e Agir...

+ Quem é o nosso Próximo, HOJE?
   Só os amigos, os familiares? Os que nos ajudam? Gente do nosso grupo?

* Ainda hoje, há pessoas à beira das estradas, assaltadas pela violência ou opressão... precisando de nossa ajuda...

- Qual é a nossa atitude para com elas?

* A do Sacerdote e do Levita, que olharam o 'coitado' e passaram à frente, porque não tinham tempo, deviam cuidar dos seus trabalhos?

* Ou a figura simpática do Bom Samaritano, que mesmo estando de viagem, soube parar... e oferecer a esse coitado aquilo que estava ao seu alcance, para  suavizar a sua situação?  

- E nós, que aqui estamos reunidos nessa celebração para fortalecer a nossa fé e o nosso amor,
  sabemos quem é o nosso próximo? Qual é o seu nome?

- Reconhecemos de fato a presença de Cristo nas pessoas que encontramos ao longo dos caminhos do mundo?
  Ou preferimos não perder tempo e seguir o nosso caminho, deixando o nosso próximo na sarjeta do abandono?

Enquanto Cristo aguarda uma resposta, professemos publicamente a nossa fé no Cristo que ainda hoje muitas vezes encontramos abandonado e espoliado, ao longo de nosso caminho...


                          Pe. Antônio Geraldo

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Homilia do Pe. Pedrinho

Meus irmãos e irmãs, a liturgia de hoje, ela faz vários convites e apresenta vários desafios para nossa fé, nossa caminhada.
O primeiro é eu ter condições de avaliar em que eu sou pobre.
Claro, que a pobreza é classificada pelo dinheiro que eu tenho disponível,  pela autonomia que eu tenho na vida, mas a pobreza não pode ser vista só com a questão do dinheiro. A pobreza pode ser o quanto eu sou egoísta. Quanto mais egoísta, mais falta eu tenho, não do dinheiro, mas de Deus. O quanto eu sou solidário para com o outro. Quanto menos solidário, menos parecido com Deus eu sou. Então, Maior é a minha falta de imagem e semelhança a Deus e assim por diante. O salmo de hoje diz: “Humildes, buscai a Deus e alegrai-vos”. Se eu não sou humilde, ao ponto de não reconhecer a necessidade de Deus, eu sou incapaz de rezar. É por isso, que cada vez menos pessoas tem o hábito da oração, porque elas não sentem necessidade de Deus. Elas se vêem “Eu me basto em  mim mesmo”. Esta é uma grande dificuldade.
O Evangelho de hoje faz um convite para nós abrirmos nossa atenção e sermos sensíveis para com aqueles que estão ao nosso redor. A pergunta do mestre da lei, ela é muito importante: “O que devo fazer para ter a vida eterna”? não é qualquer coisa que ele quer. Ele q     uer algo que só Deus pode conceder. Ninguém, nenhuma proposta do mundo pode lhe oferecer vida eterna. Deus é o único que pode. Cada vez que eu dirijo uma pergunta a Deus, através de Jesus, ele me responde, segundo a minha capacidade de compreensão. Deus é fantástico! Para aquele mestre da lei, Jesus vai responder segundo a sua capacidade. Ele vai responder segundo o mestre da lei conhece. O doutor da lei conhecia o Antigo Testamento todo! Jesus diz: “olhe, o que diz a lei”? o doutor da lei vai dizer: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda tua alma, com toda tua inteligência e o próximo como a ti mesmo”. Jesus diz: “faça isto então”! é vidente, que tanto ele, como qualquer um de nós, ele tentou se justificar: “quem é o meu próximo”? era o que faltava para Jesus ajudar as pessoas a enxergar um pouco além. Além daquilo que estão vendo. O próximo é quem está ao meu lado! Normalmente, nós pensamos os próximos são os da nossa casa. Jesus diz: vamos abrir esta visão, vamos ampliar, vamos aí refletir um pouco, que o cuidado da casa é obrigação de todos e não opção. Se você é uma pessoa de responsabilidade, honrada, você vai cuidar de quem pertence a sua família. Isto é uma obrigação. Agora, estar atento às necessidades dos outros, é uma opção, é uma escolha. Olhe o que rezamos no Ato Penitencial: “Peço à Virgem Maria e a vós, meus irmãos, que rogueis por mim”. A oração é pedindo ao irmão que reze por mim. Não eu rezar para mim. Isto também é egoísmo. É eu rezar pelo irmão, tendo a confiança de que o irmão irá rezar por mim. É aí que começa a complicar; será que vai rezar mesmo? Convém eu dar uma reforçada, pois se ele não rezar por mim, pele menos eu garanto. Veja, isto é um ato de fé; estar aberto para o próximo, confiar que o irmão reze por mim e eu rezo pelo irmão. Esta troca de oração é um exercício para eu estar aberto às necessidades do outro. Nós sabemos que muitas pessoas se santificaram pela oração do outro! Pela oração do outro! Aí é que está.
Jesus vai fazer uma leve modificação na Lei, mas profunda. A Lei diz: “Amarás a Deus de todo coração e ao próximo como a ti mesmo”. A Lei colocava como critério a pessoa. Como é que eu quero ser amado, é assim que sou chamado a amar o próximo. Mas, e quando eu não me amo? Isto tem acontecido muito! Cada vez mais tem pessoa que não tem mais a autoestima. Está disposta a qualquer coisa para se manter em evidência. Então, Jesus vai ser um pouco mais exigente: Ele vai modificar o “amar o próximo como a ti mesmo”. Ele vai dizer: “amai-vos uns aos outros COMO EU VOS AMEI”. É mais exigente! Como é que Jesus nos amou? Entregando a vida. Entregando a vida pelo irmão. É muito mais exigente. De qualquer maneira, o Evangelho de hoje também nos mostra, que ter dinheiro também não é problema. Não é que quem tem dinheiro está condenado, não! O Samaritano tinha dinheiro e crédito, porque ele leva o fulano para ser cuidado, deixa lá um dinheiro, um cheque calção, e diz: quando eu voltar, pago o que exceder a conta. Ele tem crédito também. Não é um mero desconhecido. Tem crédito, tem o dinheiro. Vamos pensar um pouco em nós. Você vê alguém baleado, esfaqueado na rua, você vai colar no seu carro, vai levar para o hospital. Primeiro, vai ser difícil conseguir vaga. Primeira coisa. Segundo, vai ter que fazer um boletim de ocorrência (BO). Depois vai ter que prestar depoimento: como você viu este fulano, por que você está levando ele lá, até onde você está envolvido, quem é fez aquilo; muita complicação. Muita complicação. Veja, que a sociedade faz de tudo, para nós não vivermos o Evangelho, embora a sociedade se diz cristã, mas se você quiser arrumar para a cabeça, faça isto: ponha alguém no seu carro e leva para o hospital. Aí é que está. Muito bem. Se isto não fosse suficiente, você ainda tem que deixar os seus afazeres. Normalmente, nós temos toda uma agenda programada. Então, veja: se quisermos começar este exercício, de um mundo novo, rezando uns pelos outros pelo menos. Pelo menos isto. Agora, cada um é convidado hoje para se colocar diante de Deus dizendo: eu tenho feito tudo, que eu tenho possibilidade.   Ótimo! Realmente falta muito para mim. O importante é ter consciência o quanto anda a minha caminhada em vista da prática do Evangelho. A partir daí, dizer: Senhor, olhe a minha pobreza onde está: eu sou incapaz disto, sou incapaz daquilo. Me ajuda nesta pobreza. Outro vai dizer: eu não tenho dinheiro mesmo e o Senhor sabe disto. Por isso, eu não posso ajudar. Senhor, me ajude a minha pobreza. Cada um na sua realidade e respondendo a Deus. Olhe o sacerdote: é dever de ofício. Sabe o que é dever de ofício? É aquilo que eu me proponho a fazer na vida. Isto é o ofício que eu escolho. Primeiro ofício do sacerdote É SERVIR. O sacerdote olhou o fulano e passou para o outro lado. É. Os levitas. Os levitas são as lideranças do templo. As lideranças é de se esperar que sejam os primeiros a dar o exemplo. O levita passou para o lado também. Quem ajudou? Um samaritano. Quem era o samaritano? Pessoa de segunda categoria. Era tido como ateu. Não acreditava em nada, não podia ir ao templo, ele também não tinha nada a perder. É este o ponto principal. Quando eu não tenho nada a perder, eu me entrego totalmente. Mas, se eu tenho algo a perder, aí eu penso duas vezes. Então vamos abrir mão de tudo! Não é esta a questão.  A questão é não ficarmos só admirando o samaritano, mas nos colocarmos no lugar dele e saber até onde eu sou capaz de viver o Evangelho.
São Camilo de Lelis, hoje são Camilo, ele vai dizer: Eu vou viver o Evangelho, atendendo os enfermos. Ele é o protetor, o padroeiro dos enfermos. Então, olhe, é uma maneira. Nós temos muitas pessoas entre nós que visitam os enfermos. É tão importante a visita ao enfermo! Ela fica o dia inteiro na cama sem fazer nada, porque não pode. Então, uma conversa, uma visita, trocar idéia uma meia hora, isto alegra o dia do enfermo e não custa dinheiro. Pode custar um tempinho a locomoção. Outros ajudam de outras maneiras. É evidente, que o Evangelho nos pede é em vista de nossa caminhada para a vida eterna. Nós temos a vida aí para irmos caminhando. Quanto tempo de vida? Ainda bem que ninguém sabe, porque alguns esperariam o último dia para tirar o atraso todo, não é? Não. A caminhada é cada dia, até chegarmos lá.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Pe. Pedrinho – Diocese Santo André – SP.

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Homilia de D. Henrique Soares da Costa

A Palavra de Deus proposta neste Domingo é surpreendente. Tudo começa com uma pergunta que, apesar de mal intencionada, é válida, necessária, sempre urgente; pergunta que brota do mais profundo da nossa angústia: “Que devo fazer para receber a vida? Como devo viver para viver de verdade, para que minha vida valha a pena e não seja uma paixão inútil?” Apesar de um mundo que procura nos distrair dessa pergunta, não há como sufocá-la, como fazer de conta que ela não perturba nosso coração! Pelo amor de Deus, responda o mundo tão animado e cheio de distrações: onde está a felicidade duradoura? Onde está a vida, a realização da existência? Que caminho seguir, para ser feliz de verdade?
Jesus indica o caminho: “O que está escrito na Torah? Como lês?” – Aqui, há algo importantíssimo. Jesus está falando com um escriba judeu; por isso, manda-o à Lei de Moisés. Uma coisa ele quer deixar clara: a vida não está no homem, mas na vontade de Deus! O homem somente será feliz, somente encontrará a vida se procurar lealmente a vontade de Deus. Por isso, no Salmo 118, o Salmista pede, de modo comovente: “Sou apenas peregrino sobre a terra; de mim não oculteis vossos preceitos!” Perder de vista o projeto de Deus para nós, é perder de vista a própria vida, o sentido da existência! Não esqueçamos, para não sermos enganados: fechados para a vontade do Senhor, não encontraremos a realização verdadeira! E este é o drama do mundo atual, que se julga maior de idade e, portanto, independente de Deus. Na verdade, é um mundo ateu, porque é um mundo autossuficiente, que só confia de verdade na sua filosofia, na sua tecnologia, na sua racionalidade pagã e na sua moral fechada para o Infinito!
Ao invés, Jesus nos força a abrir o coração para o Alto, para o Altíssimo; convida-nos a respirar fundo o ar novo e puro, que brota das narinas de Deus e dá novo alento ao ser humano cansado e envelhecido pelo pecado! “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência”. Esta abertura para Deus dilata e realiza o coração humano, que foi criado para dar e receber amor, amor na relação com Deus, que desemboca, generoso, no amor em relação aos outros: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. – “Faze isto e viverás!” Os filósofos ateus dos séculos XIX e XX – de Feuerbach a Sartre – gostavam de insistir que Deus escraviza o homem, desumaniza a humanidade, impedindo-a de ser ela própria, de ser feliz. É mentira! É um triste mal-entendido! A verdadeira abertura para Deus nos faz crescer, nos faz superar nossos estreitos limites, nos lança de verdade em relação a Deus e nos compromete com os outros! Os mandamentos de Deus realizam o mais profundo anseio do nosso coração, que é a vida: “Converte-te ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma! Na verdade, o mandamento que hoje te dou não é difícil demais, nem está fora do teu alcance!” O próprio Deus – acreditem – nos deu o desejo e a capacidade de amar ao nos criar à sua imagem!
Jesus insiste ainda em algo muito importante: nossa relação com Deus, se é verdadeira, deve abrir-nos aos irmãos: “Quem é o meu próximo?” – A resposta de Jesus é clara: nosso próximo são aqueles que a vida fez próximos de nós. Nosso próximo são os próximos! Ou os amamos de verdade, ou não há próximo para amar. O próximo viraria uma idéia abstrata e sem valor algum. Não esqueçamos: o próximo tem rosto, tem cheiro, tem problemas e, às vezes, nos incomoda, nos atrapalha, nos desafia, nos causa raiva e contradição. É a este próximo, concreto como uma rocha, que eu devo amar! Mas, atenção: um judeu deve amar o próximo como a si mesmo: é isto que está escrito na Lei. Um cristão, não! Ele deve amar o próximo como Jesus: até dar a vida: “Amai-vos como eu vos amei. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, façais vós também!” (Jo 13,34.15).
Recordemos que o próprio Senhor nos deu o exemplo; ele mesmo se fez próximo de nós: sendo Deus se fez homem, veio viver a nossa aventura, partilhar a nossa sorte, para nos dar a sua vida: “Cristo é a imagem do Deus invisível… porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude”. Ele não viu nossa miséria de longe, não nos amou à distância: desceu e veio viver a nossa vida, fazendo-se Deus-conosco! Por isso, ele é o verdadeiro Bom Samaritano, o verdadeiro modelo daquele que “se faz próximo” do próximo: viu-nos à margem do caminho da vida; viu-nos roubados e despojados de nossa dignidade de imagem de Deus; viu-nos totalmente perdidos… Ele se compadeceu de nós, desceu à nossa miséria, fez-se homem, para nos curar e elevar. Nele, se revela a plenitude do amor a Deus e aos outros: “Deus quis por ele reconciliar consigo todos os seres que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz”. Então, somente em Cristo, encontramos a vida verdadeira e a realização pela qual tanto almejamos. Só ele nos reconcilia com Deus e no abre uns para os outros, aproximando-nos no seu amor!
Quando os cristãos não conseguem viver isso, quando não conseguem deixar que essa realidade maravilhosa transpareça, é porque estão sendo infiéis, estão sendo uma caricatura de discípulos do Senhor Jesus. Que responsabilidade a nossa! Saiamos daqui, hoje, com essa pergunta: quem são os meus próximos? Que tenho feito com eles? Pensemos em Jesus que veio ser próximo, e ainda se faz próximo hoje, em cada Eucaristia. Pensemos nele: “Vai, tu também, e faze o mesmo!” Amém.
 D. Henrique Soares da Costa

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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos e ministros ext. da Palavra):









15º Dom. TC - LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR):
à O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR...
à COM JESUS, por Jesus e em Jesus, NA FORÇA DO E. SANTO, louvemos O PAI:
T: Louvor e glória a vós, ó Pai de bondade!
à Senhor, nosso Deus, nosso criador e nosso Pai. Nós vos bendizemos pela vossa bondade e vossa misericórdia. Sabemos pela vossa palavra que sempre estais ao nosso lado seja na alegria seja na dor. Vós nunca desamparais aqueles que vos honram e respeitam os vossos ensinamentos.
T: Louvor e glória a vós, ó Pai de bondade!
à Senhor, nosso Deus, nós vos agradecemos por nos enviar vosso Filho para nos ensinar os vossos preceitos e nos guiar por caminhos seguros rumo ao vosso Reino. Ele é a vossa imagem no meio de nós. Ele nos revela vossa bondade e vosso amor.
T: Louvor e glória a vós, ó Pai de bondade!
à Senhor, nosso Deus, vosso Filho Jesus Cristo nos ensinou o amor ao próximo como forma de nos transformarmos e alcançar a salvação eterna. Sabemos que o nosso próximo é todo aquele que necessita de nossa ajuda, de nosso conselho, de nosso amor. Pai, sede a nossa força e nosso amparo nessa caminhada.
T: Louvor e glória a vós, ó Pai de bondade!

 PAI NOSSO...              EIS O CORDEIRO...