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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

18º Domingo do Tempo comum, homilias, subsídios homiléticos


18º Domingo T.C. Ano B – Adaptado pelo Diácono Ismael.

SINOPSE:
TEMA: Deus oferece o alimento que dá a vida eterna e definitiva.
Primeira leitura: Deus se preocupa em oferecer o alimento que dá vida. A ação de Deus não é só satisfazer a fome física; mas também ajudar o Povo a amadurecer, a superar mentalidades estreitas e egoístas e ver outros valores.
Evangelho: Jesus apresenta-Se como o “pão” da vida que desceu do céu para dar vida ao mundo. Aos que O seguem, Jesus pede que aceitem esse “pão” – isto é, que escutem as palavras que Ele diz, que as acolham no seu coração, que aceitem os seus valores, que se juntem à sua proposta.
Segunda leitura: Pela adesão a Jesus nos tornamos “homem novo”. O encontro com Cristo deve significar uma mudança radical face a Deus, face aos irmãos, face a si próprio e face ao mundo.

PRIMEIRA LEITURA (Ex 16,2-4.12-15) Leitura do Livro do Êxodo. Naqueles dias, a comunidade dos filhos de Israel pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão, no deserto, dizendo: “Quem dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor no Egito, quando nos sentávamos junto às panelas de carne e comíamos pão com fartura! Por que nos trouxestes a este deserto para matar de fome a toda esta gente?” O Senhor disse a Moisés: “Eis que farei chover para vós pão do céu. O povo sairá diariamente e só recolherá a porção de cada dia a fim de que eu o ponha à prova, para ver se anda ou não na minha lei. Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes, pois: ‘Ao anoitecer, comereis carne, e pela manhã vos fartarei de pão. Assim sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus’”. Com efeito, à tarde, veio um bando de codornizes e cobriu o acampamento; e, pela manhã, formou-se uma camada de orvalho ao redor do acampamento. Quando se evaporou o orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, em forma de grãos, fina como a geada sobre a terra. Vendo aquilo, os filhos de Israel disseram entre si: “Que é isto?” Porque não sabiam o que era. Moisés respondeu-lhes: “Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento”.

AMBIENTE - O Povo desconfia e murmura diante das dificuldades, volta-se contra Moisés e chega a acusar Deus pelas dificuldades; Jahwéh perdoa o pecado do Povo e concede os bens que necessitam. Os relatos apresentam-se na forma de uma intervenção prodigiosa de Deus. Provavelmente, estes relatos têm por base elementos históricos  que ficaram na memória coletiva; os catequistas se aproveitam para passar sua doutrina; a tentação de procurar segurança fora de Jahwéh…: o Egito representa a tentação de voltar atrás, de abandonar os valores e a vida de Deus, de se instalar em esquemas à margem de Deus. O catequista jahwista garante que Deus o acompanha e oferece a vida em abundância.
A história das codornizes tem por base um fenômeno que se observa na Península do Sinai: a migração em massa de codornizes que, depois de atravessar o mar, chegam ao Sinai muito cansadas e deixam-se apanhar com facilidade. A história do maná deve ter por base uma pequena árvore (“tamarix mannifera”) existente em certas zonas do Sinai que, após ser picada por um inseto, segrega uma substância resinosa e espessa que logo se coagula; os beduínos recolhem, ainda hoje, essa substância (que chamam “man”), derretem-na ao calor do sol e passam-na sobre o pão. Vai ser com estes elementos que os  catequistas bíblicos vão “moldar” a catequese.

MENSAGEM - 1. A murmuração; saudades do Egito, pois tinham  “ao pé de panelas de carne” e “pão com fartura”. Ao longo da caminhada, vêem as limitações um grupo com mentalidade de escravo e sem maturidade, agarrado ao egoísmo, ao comodismo, que prefere a escravidão à liberdade. É um Povo que ainda não confia em Deus.
2. “fazer chover pão do céu” e dar ao Povo carne em abundância é a resposta de Deus. O objetivo de Deus é, não só satisfazer as necessidades materiais do Povo, mas também revelar-Se como o Deus da bondade e do amor. Ele que cuida do seu Povo e que está sempre ao seu lado ao longo da caminhada. Ele satisfaz as suas necessidades mais básicas para vencer as forças da morte. O cuidado e o amor de Deus experimentados nesta  “crise”, não só ajudarão o Povo a sobreviver, mas irão permitir-lhe, também, superar mentalidades estreitas e egoístas, fazendo-o ver mais além, alargar os horizontes, tornar-se mais adulto, mais consciente, mais responsável e mais santo. Israel aprende, assim, a confiar em Deus, a entregar-se em suas mãos, a não duvidar do seu amor e fidelidade.
3. O fato de se dizer que Deus dava a quantidade de maná necessária “para cada dia”, Ensina o Povo a não acumular bens e a confiar em Deus.

ATUALIZAÇÃO - **¨ A preocupação de Deus em oferecer ao seu Povo o alimento que dá vida. A ação de Deus ajuda o Povo a superar o egoísmo e a tomar consciência de outros valores. Libertar-se de uma mentalidade de escravo e de descobrir o caminho para a vida nova da liberdade e da felicidade.  Ele vai conosco, vê as nossas necessidades, conhece os nossos limites, percebe a nossa tendência para o egoísmo e o comodismo e, em cada dia, aponta-nos caminhos novos, convida-nos a ir mais além, mostra-nos como podemos chegar à terra da liberdade e da vida verdadeira.
**¨ As “saudades” do Egito revelam a comodidade, incapaz de arriscar, de enfrentar a novidade, de querer mais, de aceitar a liberdade que se constrói na luta e no risco. Esta mentalidade de escravidão continua bem viva no nosso mundo…a mentalidade pelo “ter”, pela fama”; que fazem de nós escravos e que nos impedem de chegar à vida verdadeira; Ele vem ao nosso encontro e aponta-nos caminhos, pois Ele vai ao nosso lado.
***¨ (proibindo “juntar” mais do que o necessário para cada dia) pretende ajudar o Povo a libertar-se da tentação do “ter”, da ganância, da ambição desmedida. Só Deus é a nossa segurança, só n’Ele devemos confiar, pois só Ele (e não os bens materiais) nos liberta e nos leva ao encontro da vida definitiva.

SALMO RESPONSORIAL / Sl 77 (78)
O Senhor deu a comer o pão do céu.
• Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, / e transmitiram para nós os nossos pais, / não haveremos de ocultar a nossos filhos, / mas à nova geração nós contaremos: /as grandezas do Senhor e seu poder.
 • Ordenou, então, às nuvens lá dos céus, / e as comportas das alturas fez abrir; / fez chover lhes o maná e alimentou-os, / e lhes deu para comer o pão do céu.
• O homem se nutriu do pão dos anjos, / e mandou-lhes alimento em abundância; / conduziu-os para a Terra Prometida, / para o Monte que seu braço conquistou.

EVANGELHO (Jo 6,24-35) Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
Naquele tempo, quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

AMBIENTE - No “dia seguinte” ao episódio da multiplicação dos pães e dos peixes,
a multidão encontra Jesus na sinagoga de Cafarnaum. Confrontado com a multidão, Jesus explica o sentido do gesto precedente (a multiplicação dos pães e dos peixes).

MENSAGEM - A cena inicial parece sugerir que a pregação de Jesus alcançou um êxito total: a multidão segue-O para todo o lado. Jesus percebe que a multidão está equivocada e que O procura pelas razões erradas. Na verdade, a multiplicação dos pães e dos peixes pretendeu ser uma lição sobre amor, partilha e serviço; mas a multidão não foi sensível ao significado do gesto, ficou-se pelas aparências e só percebeu que Jesus podia oferecer-lhe, de forma gratuita, pão em abundância. Se dirigir ao seu encontro não significa que tenha aderido à sua proposta; significa, apenas, que viu em Jesus um modo fácil e barato de resolver os seus problemas materiais.
Jesus está consciente de que é preciso desfazer, quanto antes, esse mal-entendido. Por isso, nem sequer responde à pergunta inicial que Lhe põem (“Mestre, quando chegaste aqui?”); mas, mal se encontra diante da multidão, procura esclarecer coisas bem mais importantes do que a hora da sua chegada a Cafarnaum: eles não procuram Jesus, mas procuram a resolução dos seus problemas materiais. É uma procura interesseira e egoísta, que é contrária à mensagem que Jesus procurou passar-lhes. Jesus deixa-lhes um aviso: é preciso esforçar-se por conseguir, não só o alimento que mata a fome física, mas, sobretudo o alimento que sacia a fome de vida que todo o homem tem. Esse alimento que dá a vida eterna é o próprio Jesus que o traz. O que é preciso fazer para receber esse pão? –é preciso aderir a Jesus e ao seu projeto. Para receber o alimento que dá vida eterna, é preciso, acolher as propostas de Jesus e aceitar viver no amor que se faz dom, na partilha daquilo que se tem com os irmãos, no serviço simples e humilde aos outros homens. É acolhendo e interiorizando esse “pão” que se adquire a vida que não acaba. Custa-lhes a aceitar que a vida eterna resulte do amor, do serviço, da partilha. O que é que garante que esse seja um caminho verdadeiro para a vida definitiva? Porque é que Jesus não realiza um gesto espetacular – como Moisés – para provar que a proposta que Ele faz é verdadeiramente uma proposta geradora de vida? Jesus responde: o maná foi um dom de Deus para saciar a fome material do seu Povo; mas o maná não é esse “pão” que sacia a fome de vida eterna do homem. Só Deus dá aos homens a vida eterna; e esse dom do Pai não veio através de Moisés, mas através de Jesus. A última frase do nosso texto identifica o próprio Jesus como o próprio pão que Deus quer oferecer ao seu Povo para lhe saciar a fome de vida. “Comê-lo” será escutar a sua Palavra, acolher a sua proposta, fazer da vida (como Jesus fez) um dom total de amor aos irmãos. Seguindo Jesus, acolhendo a sua proposta em gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, o homem encontrará essa “qualidade” de vida que o leva à sua realização plena, à vida eterna.

ATUALIZAÇÃO - ***¨ A vida é marcada pela procura da nossa realização, da nossa felicidade, da vida plena. Procuramos, de mil formas, saciar essa fome; mas continuamos sempre insatisfeitos, tropeçando na nossa finitude, em respostas parciais, em falsas miragens de felicidade e de realização, que parecem sedutoras mas que só geram escravidão e dependência… Na verdade, o dinheiro, o poder, a realização profissional, o êxito, o reconhecimento social, os prazeres, os amigos são valores efêmeros que não chegam para “encher” totalmente a nossa vida e para lhe dar um sentido pleno.
***¨ Jesus é o “pão de Deus que desce do céu para dar a vida ao mundo”. É esta a questão central deste domingo. É através de Jesus que Deus sacia a fome dos homens e lhes oferece a vida em plenitude.
***¨ O que é preciso fazer para ter acesso a esse “pão de Deus que desce do céu para dar a vida ao mundo”? - a resposta é clara: é preciso aderir (“acreditar”) a Jesus. Aderir a Jesus é escutar o seu chamamento, acolher a sua Palavra, assumir e interiorizar os seus valores, segui-lO no caminho do amor, da partilha, do serviço, da entrega da vida a Deus e aos irmãos. Trata-se de uma adesão que deve traduzir-se em obras concretas. Aderir a Jesus é assumir o seu estilo de vida e fazer da própria vida um dom de amor, até à morte.
***¨ É um equívoco procurar o Batismo porque é uma tradição da nossa cultura; é um equívoco celebrar o matrimônio na Igreja porque, assim, a cerimônia é mais espetacular e proporciona fotografias mais bonitas; é um equívoco assumir tarefas na comunidade cristã para nos auto-promovermos ou para resolvermos os nossos problemas materiais; é um equívoco praticarmos certos atos de piedade para que Jesus nos recompense, nos livre de desgraças, nos pague resolvendo algumas das nossas necessidades materiais… A nossa adesão a Jesus deve partir de uma profunda convicção de que só Ele é o “pão” que nos dá vida.
***¨ A recusa de Jesus em realizar gestos espetaculares mostra que Deus não vem ao encontro do homem para lhe oferecer a sua vida em gestos portentosos; mas Deus atua na vida do homem de forma discreta, embora duradoura e permanente.
Deus vem ao encontro do homem  sem forçar nem se impor, convida-o a escutar a Palavra de Jesus, propõe-lhe a adesão ao seu projeto, ensina-lhe os caminhos do amor, da partilha, do serviço. Convém que nos familiarizemos com os métodos de Deus, para o conseguirmos perceber e encontrar, no caminho da nossa vida.

SEGUNDA LEITURA (Ef 4,17.20-24) Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.
Irmãos: eis pois o que eu digo e atesto no Senhor: não continueis a viver como vivem os pagãos, cuja inteligência os leva para o nada. Quanto a vós, não é assim que aprendestes de Cristo, se ao menos foi bem ele que ouvistes falar, e se é ele que vos foi ensinado, em conformidade com a verdade que está em Jesus. Renunciando à vossa existência passada, despojai-vos do homem velho, que se corrompe sob o efeito das paixões enganadoras, e renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. Revesti o homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade.
AMBIENTE -  Paulo escreve da prisão (Roma, anos 61-63?). Tem por objetivo exortar os cristãos a viverem de forma coerente com o seu Batismo. Paulo exorta os cristãos a viverem de acordo com a sua condição de Homens Novos em Cristo.

MENSAGEM - O texto é, um convite  a deixar os esquemas do passado, para abraçar a vida nova que Cristo veio propor. O homem que ainda não aderiu a Cristo é o homem velho, cuja vida é marcada pela futilidade, pela corrupção, pela escravidão aos “desejos enganadores”. O homem que já encontrou Cristo e que aderiu à sua proposta é o homem novo, que vive na verdade, na justiça e na santidade verdadeiras. O Batismo é o momento decisivo da transformação do homem velho em homem novo. A partir daí, adotar uma nova maneira de pensar e de agir.
Contudo, o homem continua marcado pela fragilidade… por vezes, sente a tentação de regressar ao homem velho do egoísmo, do orgulho, do pecado… O crente, animado pelo Espírito é chamado a renovar cada dia a sua adesão a Cristo. O homem novo é uma realidade continuamente a fazer-se, que exige constante renovação.

ATUALIZAÇÃO - ***¨ O cristão é alguém que encontrou Cristo e que aderiu à sua proposta. O encontro com Cristo deve significar uma mudança radical, face a Deus, face aos irmãos, face a si próprio e face ao mundo.
***¨ O homem velho é o homem dominado pelo egoísmo, pelo orgulho, que vive de coração fechado a Deus e aos irmãos, que vive instalado em esquemas de opressão e de injustiça, que gasta a vida a correr atrás dos deuses errados (o dinheiro, o poder, o êxito, a moda…), que se deixa dominar pela cobiça, pela corrupção, pela ira, pela maldade e se recusa a escutar a proposta libertadora que Deus lhe apresenta.
***¨O homem novo é o homem atento às propostas de Deus, que aceita integrar a família de Deus, que não se conforma com a maldade, a injustiça, a exploração, a opressão, que procura viver na verdade, no amor, na justiça, na partilha, no serviço, com alegria e simplicidade, dos valores de Deus.
***¨ a construção do homem novo nunca é um processo acabado.  O homem velho espreita-nos a cada esquina. Precisamos renovar nossas opções e compromisso.

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"O Pão da Vida"

Nosso coração está sempre insatisfeito do que é e do que tem... sempre está com fome de algo…
E Deus intervém sempre na vida dos homens, saciando-os de toda fome.

Na 1a Leitura, Deus alimenta o Povo com o MANÁ no deserto. (Ex 16,2-4.12-15)

- O povo de Deus está no deserto faminto, a caminho da terra Prometida.
Depois dos primeiros dias de entusiasmo pela liberdade conquistada, o povo sente a dureza da marcha e a escassez de alimento e de água. Começa, então, a reclamar de Moisés e Aarão.
No Egito era escravo sim, mas tinha comida em abundância.
E estavam dispostos a trocar a liberdade por um pouco de comida...
- Deus não o abandona, pelo contrário, oferece um alimento inesperado: o Maná e codornizes para que possam fortalecidos prosseguir a caminhada.
* O Maná é Sinal de outro alimento, de que nos falará o evangelho...

A 2ª Leitura diz que quem aceita Jesus como o "pão" da vida e adere a ele, deixa de ser homem velho e passa a ser "o homem novo". (Ef 4,17.20-24)

No Evangelho Jesus se apresenta como o "PÃO DA VIDA".
O Povo busca o pão do milagre e não o Messias que dá o pão. (Jo 6, 24-35)

Continua o capítulo 6o de João, introduzindo o "sermão do pão da vida", que Jesus pronunciou na sinagoga de Cafarnaum, dando continuidade ao "sinal" da multiplicação dos pães.
Entusiasmado com aquele milagre estrondoso, o povo procura Jesus.
Poderia parecer um sucesso... Para Jesus, ao invés, foi um fracasso.
O povo não entendeu o sentido daquele gesto.

- Por que o povo está à sua procura? Não foi para escutar suas palavras e aprofundar a sua mensagem.
Mas porque comeu pão em abundância e de graça e esperava continuar tendo o pão garantido sem precisar trabalhar.

1) JESUS: critica essa procura e sugere outra procura: a FÉ.
    "Vocês estão me procurando porque comeram e ficaram satisfeitos.  Não busquem o alimento que perece, mas o pão que permanece  até a vida eterna."
   Jesus não veio para oferecer pão com milagres, mas para ensinar que o amor e a partilha produzem pão em abundância.

* Quantos ainda hoje o procuram, esperando apenas graças... milagres...
   E quando não conseguem... passam para seitas que os prometem...

2) Povo: "Que obras devemos fazer para conseguir esse alimento que permanece até a vida eterna ?"  
   Jesus: "Que acrediteis naquele que Deus enviou...": 
   Deus não exige "obras" (práticas da lei), mas fé em Cristo, enviado do Pai.
3) O Povo exige milagres para acreditar. Querem uma fé com garantias. 
    Não foi suficiente a multiplicação dos pães: querem um sinal comparável ao de Moisés: Por isso, exigem : "Que sinal tu fazes para que vejamos e creiamos em ti?"
   Jesus: tenta explicar que foi Deus quem deu o Maná, e que o mesmo Deus envia o novo e verdadeiro pão do céu, que pode dar a vida verdadeira e sem fim.

4) E o Povo não entende a resposta de Jesus. E fixo nos seus interesses materiais, insiste:
     "Senhor, dá-nos sempre desse pão".
  - Jesus, constrangido, esclarece:
"EU SOU o Pão da vida… Quem vem a mim não terá mais fome e quem crer em mim jamais terá sede".
    Cristo, Palavra de Deus, é o único pão do céu que sacia plenamente     nossa fome de felicidade e de paz do homem.

No deserto, o Povo recebeu o Maná, um alimento para prosseguir a caminhada para a Terra Prometida... mas assim mesmo morreu.
Hoje: Deus alimenta o seu povo com o pão da vida, com a sua PALAVRA, que é Jesus Cristo de Nazaré...

+ E Nós o que buscamos?
O Povo procurou o pão do milagre, não o seu autor. Não basta buscar o pão de cada dia.
É necessário buscar o pão que não perece e dura até a vida eterna.
O Pão da vida eterna está presente na bondade, no amor, na luta pela justiça, na construção de um mundo novo...
* Qual é a atitude que motiva a nossa busca de Deus, hoje?

O encontro dominical é um momento privilegiado em que Cristo continua alimentar o seu povo, com sua palavra e seu pão...
Nós aceitamos o convite e estamos aqui nessa celebração à sua procura.
- É uma procura sincera de Deus, animada pela fé, para um encontro pessoal com Cristo, "Pão da Vida"?
  Ou é apenas um encontro social, movido por motivos humanos?

Peçamos que Deus aumente a nossa fé para perceber seus sinais e seguir com generosidade seus apelos...
Façamos nosso (no bom sentido) o pedido do povo de ontem:
"Senhor, dá-nos sempre desse pão".  

O primeiro domingo de agosto é dedicado às Vocações sacerdotais: (presbiteral e diaconal)

Rezemos ao Senhor para que continue enviando presbíteros e diáconos para o serviço da evangelização e da fraternidade.

                                  Pe. Antônio Geraldo

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Homilia do Pe. Pedrinho:

Meus irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje continua o ensinamento da semana passada. Para Quem não se recorda, Jesus reúne a multidão, e a partir da iniciativa do menino que tinha cinco pães e dois peixes, Ele alimenta, diz o texto, cinco mil homens. São Mateus, querendo ser mais preciso, vai dizer; sem contar as mulheres e crianças. Assim, aquele povo se sente, de fato, convencido, se convence de que Jesus deve ser o Rei, que eles tanto estão procurando. Jesus percebendo que querem fazê-lo rei, foge para a montanha. Dessa maneira, então, já ninguém mais consegue encontra-lo. É a partir daí, o Evangelho de hoje. Aonde o texto nos fala que, quando a multidão viu que Jesus não estava ali, subiram nas barcas e foram até Cafarnaum. Cafarnaum, tudo indica, era onde Jesus morava, aonde ele tinha endereço para alguma novidade, alguma correspondência. Lá, encontrando Jesus, eles cobram a sua presença. Jesus diz: escuta, vocês estão me procurando é por causa que comeram o pão de graça. Ora, procure o pão que não se perde e lhe garanta a vida eterna. Este é o primeiro questionamento que a liturgia nos propõe hoje. Quando eu procuro Jesus, para que que é? O que é que eu tenho como interesse? Se for para comer pão de graça, melhor não procura-lo. Em outras palavras, o que me motiva encontrar Jesus é o interesse material, eu estou totalmente equivocado. Porque isto não tem a ver com Jesus. Então, é a partir disto que nós somos convidados a aprofundar um pouco mais. O que é então, buscar o pão que me conduz à vida eterna? Certamente é estabelecer uma comunhão com Jesus, ao ponto que eu não morra mais. Aqui é importante compreendermos; todo alimento que eu como, ele passa a fazer parte do meu corpo. Com a Eucaristia é diferente. Cada vez que eu comungo a hóstia consagrada, eu é que passo a fazer parte do corpo de Jesus. É por isso, que; quem come a minha carne e bebe o meu sangue, vai dizer Jesus, não morrerá para sempre e eu o ressuscitarei no último dia. Por que Ele afirma isto? Porque Ele venceu a morte e vive eternamente, quem passa a fazer parte do seu corpo, quem estabelece comunhão com Jesus, também não morre para sempre e vive eternamente. Agora, aquilo que o Papa Bento XVI já falou várias vezes, para que eu possa compreender este mistério, eu preciso entender que Jesus não é uma idéia, jesus não é uma proposta filosófica; Jesus é uma experiência concreta. Para que eu possa entender o sentido da Eucaristia, eu preciso ter um encontro pessoal com Jesus. Isto não se dá de maneira mágica. O próprio Salmo de hoje nos ajuda a compreender de que maneira eu descubro Jesus. É na medida em que eu acolho tudo aquilo que nossos pais nos transmitiram e na medida que eu transmito para os filhos, aquilo que eu aprendi. Então, é uma verdade que uma geração vai transmitindo para outra a sua experiência. Isto tem sido hoje um grande desafio. Porque muitos pais têm utilizado o argumento de é necessário que a criança cresça para depois ela escolher que religião ela vai seguir. Mas como eu posso escolher algo que eu não conheço? Como eu posso dizer isto é melhor, aquilo é pior, se eu não conhecer? Se eu quero garantir a liberdade plena das pessoas, eu preciso aprender o que Deus, na pessoa de Jesus, realizou por nós. Depois, na hora que ela quiser, tiver condições de fazer uma escolha, já madura, já tendo clareza total das coisas, então, ela vai escolher. Se ela vai estabelecer este encontro com Jesus ou não. Mas, até aí, é papel nosso, é um papel muito importante a ajuda-los a descobrir o Senhor. Veja que a intenção e a liberdade, a intenção de que todos sejam livres e a liberdade concreta, isto é um grande anseio de Deus. É assim que a primeira leitura nos apresenta Deus na liturgia de hoje. Ele não se tranquilizou enquanto não libertou o povo da escravidão do Egito. Com braços fortes não mediu esforços para garantir que aquele povo tivesse a liberdade. Mas, a resposta daquele povo foi  muito estranha: “nós éramos  escravos, mas lá nós comíamos pão e carne à vontade”. Ora, Deus nos mostra que nós não viemos ao mundo só pelo o prato de comida. Aliás, o Eclesiastes vai dizer: que a diferença há entre o homem e o burro se ambos trabalham só para comer? É interessante isto. Não podemos achar que somos livres porque temos comida. Ou que temos energia elétrica. Ou porque temos água, ou porque temos acesso a todo bem de consumo. Isto não é liberdade. A liberdade, de fato, é eu ter certeza e segurança de eu nasci para a eternidade. Isto foge à razão. por isso, São Paulo vai dizer: “não continueis a viver como pagãos, cuja inteligência os leva para o nada”. Foge à razão pensar numa proposta de vida que vai além da morte. Foge à razão, porque não podemos provar. Entretanto, nós sabemos muito bem, que esta é uma das principais promessas de Jesus. Por isso, é preciso experimentá-lo, para poder ver, de maneira sólida, é esta proposta. Por fim, diante da chamada de Jesus, o povo pergunta: que devemos fazer para realizar as obras de Deus? E Jesus diz: bom, que vocês acreditem naquele que foi enviado. Isto também já levou os cristãos a grandes equívocos; houve uma época em que todo mundo era forçado a ser cristão. E, não era nem por maldade isso.  É porque o Evangelho diz que para você não se perder, que creia no Senhor. Então, mesmo que seja à força, vamos fazer com que todos creiam no Senhor, porque é em vista de um bem maior. Isto é um equivoco. Na realidade, Jesus deixa claro que não é suficiente crer em Deus. Como também não é suficiente crer que Jesus é Filho de Deus feito homem. Se isto fosse suficiente, os cristãos já teriam mudado o mundo, sem problema nenhum. O que é necessário é que a pessoa, de fato, realize as obras que Jesus ensinou. Que siga as orientações que Jesus ofereceu. Então, é evidente; nós somos cristãos, cremos que Jesus é Filho de Deus feito homem, sem problema nenhum. Mas, por um instante, vamos deixar de lado a nossa fé. A grande proposta é vivermos como Jesus de Nazaré viveu. Isto é um grande desafio. Mesmo quem não crê em Jesus, reconhece que ele só realizou boas obras, que jamais prejudicou alguém. Então, isto é necessário para o ser humano; que ele repita os gestos e ensinamentos de Jesus. É evidente, que se eu fizer isto, crendo que Ele é o Filho de Deus, então, terei o conhecimento pleno de quem é Jesus. Mas, mesmo que eu não creia, se realizar as suas obras, estou fazendo, de fato, as obras que Deus espera de cada um de nós.
Portanto, meus irmãos, esta liturgia de hoje nos convida a mergulharmos sobre a pessoa de Jesus. É evidente que ela terá sua conclusão semana que vem. Porque, domingo próximo continuamos a ler este capítulo do Evangelho de João. É um dos capítulos centrais sobre a Eucaristia.
Uma última palavra; “o Pão do céu deu-lhes a comer”. Ora, que Pão do Céu é este? É um pão que não se encontra em padaria e por mais que queiramos fazer este pão em casa, ele não acontece. Porque o Pão do Céu é o Pão da Eucaristia. Este Pão só acontece quando nos reunimos para Celebrar a memória do Senhor. “Toda vez que quiserem celebrar a minha memória, faça isto; pegue o Pão, parta e distribua, dizendo; isto é meu corpo, isto é meu sangue”. Então, de fato, o Pão do Céu é a Eucaristia. É um pão que eu tenho que enxergar além da aparência que ele mantém. É o Pão que nos mantém unidos, porque nós somos, de fato, o corpo de Cristo. Este Pão, que é Eucaristia, colabora para que possamos viver a unidade. Porque Jesus quis, assim, ele conta com homens que, de fato, possam realizar este gesto chamado sacramental. Esta é a missão do presbítero, chamado também de padre. Esta semana rezamos pelos presbíteros e diáconos. A função do presbítero é consagrar a hóstia e perdoar os pecados. Mas, ao lado do presbítero (padre) tem o diácono, que muitas vezes tem mal compreendido a sua função. O diácono não pode consagrar  a hóstia, nem perdoar os pecados. Mas, o restante, ele faz tudo aquilo que um presbítero pode fazer. Às vezes acontece que vem alguém dizendo: olhe, como eu sou um católico tradicional, eu gostaria que o senhor viesse benzer a minha casa, me dar uma palavra, um conselho, me explicar uma passagem bíblica, abençoar uma imagem. Aí, eu digo: olhe, se você é tradicional, há de conhecer os Atos dos Apóstolos, que ali diz que foram instituídos sete diáconos para serem auxílio aos Apóstolos. Mais tradicional do que isto não existe. Na bíblia está mais claro a ordenação do diácono, do que a do próprio presbítero (padre). Se formos ver, Jesus está com os Apóstolos, que hoje vamos reconhecer na pessoa dos bispos. Diz que Paulo e outros apóstolos também impunham as mãos e enviavam discípulos seus para cuidar das comunidades. E são estes os presbíteros (padres). Agora, na realidade, os diáconos, está muito claro, nos Atos dos Apóstolos, é importante nós compreendermos que não se trata de ser um mais importante do que o outro. A missa do Papa não é mais importante daquela de um padrezinho que foi ordenado hoje. As duas missas tem o mesmo valor. Claro que a do Papa vai lotar mais, porque o povo quer ver o “Papa”, mas a missa tem o mesmo valor. Isto é importante nós compreendermos que é um serviço que é colocado. O ato realizado tanto pelo “padre” como pelo diácono tem o mesmo valor, o mesmo peso, pois somos apenas instrumentos de Cristo. O ato é sempre do Cristo. É evidente que quem realiza todo o mistério da consagração é Jesus Cristo. Agente simplesmente preside a assembleia que se reúne para, de verdade, celebrar a memória do Senhor. Então, é evidente, que o presbítero (padre) é importante, mas não significa que o presbítero (padre) tenha uma posição a mais na assembleia; ele tem funções diferentes. Tanto, que daqui a pouco vou dizer: “Orai, irmãos, para que este sacrifício seja aceito por Deus Pai todo poderoso”.  E, aí, a assembleia que reza, pedindo que aquilo que o presbítero vai fazer, que, de fato, seja aceito por Deus. Então, é evidente, que aqui há uma troca de orações, há uma troca de na celebração, aonde TODOS  tem seu papel fundamental. Evidente que tudo que é feito com carinho e é feito com fé, Deus acolhe. Por isso, vamos pedir a Deus que envie vocações presbiterais e diaconais, porque a Igreja é feita de ministérios.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO.


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Homilia de D. Henrique Soares

Caríssimos em Cristo, no Domingo passado, deixamos o Senhor Jesus orando a sós no monte, após ter multiplicado os pães e despedido a multidão. Está no capítulo VI de São João: do monte, Jesus atravessa o mar da Galileia, caminhando sobre as águas. Ao chegar do outro lado, lá esta o povo a sua espera… Sigamos, as palavras do Senhor nesta perícope, pois elas nos falam de vida, falam-nos do Cristo nosso Deus!
Primeiramente, Cristo censura duramente o povo: procuram-no – como tantos hoje em dia – não porque viram o sinal que ele realizou! Mas, que sinal? Fez o povo sentar-se na relva, como o Pastor do Salmo 22 faz a ovelha descansar em verdes pastagens; prepara uma mesa para o fiel, multiplicando-lhe os pães, como Moisés no deserto… Ante tudo isto, amados em Cristo, o povo ainda pensou em Jesus como sendo o Profeta que Moisés prometera (cf. Dt ); mas, infelizmente, não passou disso. Daí a repreensão do Senhor: aqueles lá o procuravam simplesmente porque comeram pão, como hoje tantos o procuram para ganhar benefícios – e, assim, são enganados pelos charlatões de plantão! A prova de que o povo não compreendeu o sinal, é que ainda vai perguntar no Evangelho de hoje: “Que sinal realizas? Que obra fazes?” Como estes, lá com Jesus, se parecem conosco, tantas vezes cegos para os sinais do Senhor na nossa vida!
Observai, irmão! Notai como os judeus não conseguem compreender que o que Jesus quer deles é a fé na sua pessoa e na sua missão! Vede como eles pensam que podem agradar ao Senhor simplesmente com um fazer exterior, sem compromisso de amor que brota do coração: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Fazer! De nós, Jesus quer muito mais do que um simples fazer! Eis a resposta do nosso Salvador: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou!” Resposta admirável: tua obra, cristão, já não é cumprir a Lei de Moisés; também não é fazer e fazer coisas, mas crer e amar a Jesus! Daí sim, tudo decorre, e também tuas boas obras, feitas por amor a Jesus e na fé em Jesus, serão aceitas pelo Senhor!
Diante da palavra do Cristo, os judeus duros de compreender, pedem a Jesus outro sinal! Não compreenderam o que ele fizera! E ainda citam Moisés, como que dizendo: Tu nos deste pão agora; Moisés nos deu o maná por quarenta anos! Aí, o nosso Salvador faz três revelações surpreendentes e consoladoras! Ei-las:
Primeiro: Aquele maná dado por Moisés não é o pão que vem do céu. É pão terreno mesmo, dado por Deus; pão que mata a fome do corpo, mas não enche de paz o coração; pão que alimenta esta vida, mas não dá a Vida divina, a Vida que dura para sempre! Aquele maná do deserto era apenas pálida imagem de um outro maná, de um outro pão que o Pai daria mais tarde.
E aqui vem a segunda revelação, surpreendente, consoladora: agora o Pai está dando o verdadeiro maná, o verdadeiro Pão do céu, que dá a vida divina ao mundo: Moisés não deu (no passado); meu Pai vos dá (agora, no presente)! Os judeus ficam perplexos, admirados; e pedem: Dá-nos desse pão! Pão que alimenta a fome de vida, de paz, de sentido, de eternidade!
Jesus faz, então, a terceira e desconcertante revelação: “Eu sou o Pão da vida!” Pronto: o pão verdadeiro é uma Pessoa, é ele mesmo! Os pães que ele multiplicara eram imagem dele mesmo, que se nos dá, que nos alimenta, que nos enche de vida: “Eu sou o Pão da vida! O Pão que desce do céu e dá a vida ao mundo! Quem vem a mim nunca mais terá fome de vida e de sentido de existência; quem crê em mim nunca mais terá sede no seu coração!”
Eis, meus caros! Corramos para Jesus! Seja ele nosso alimento! E dele nos alimentando, sejamos nele, novas criaturas, despojando-nos do homem velho, deixando o velho modo de pensar, que conduz não à Vida, mas ao nada, como diz o Apóstolo na segunda leitura! Se nos alimentamos de Cristo, se bebemos de sua santa palavra, como poderemos pensar como o mundo, agir como o mundo, viver como o mundo? Como ainda poderíamos consentir nas velhas paixões que nos escravizam?
Que alimentando-nos de Jesus, Pão bendito de nossa vida, nós atravessemos o deserto desta vida não como o povo de Israel, que murmurou e descreu, mas como verdadeiros cristãos, renovados pelo Senhor, despojados da velhice do pecado e saciados de vida eterna, vida que é o Cristo nosso Deus, bendito pelos séculos dos séculos. Amém.
 D. Henrique Soares 
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Hoje há muitas multidões em busca de sinais. O grande investimento do mercado religioso do nosso tempo é justamente atrair multidões com promessas de muitos sinais e prodígios, milagres, curas, garantia de prosperidades etc. Não faltam propagandas de todos os gostos para atrair multidões com suas sacolinhas para receber o pão, na ilusão de que serão saciadas plenamente. Mas nenhum compromisso de seguimento até a cruz, nehum desafio para transformar o mno e anunciar a verdade que liberta; egoísmo, individualismo não podem ser denunciados nessas investidas, pois são os pressupostos para que as tais propagandas sejam eficientes.
O sinal da multiplicação dos pães e dos peixes não foi campanha para garantir a aclamação que o levasse ao poder: “Vendo o sinal, exclamavam... Mas Jesus sabendo que viriam buscá-lo para fazê-lo rei, escapou e ficou sozinho...” (6,15). Era verdadeiramente um sinal, isto é, apontava para algo além do seu aspecto material, momentâneo, preanunciava a entrega Daquele que o realizava. Era o ensaio do

Hoje há muitas multidões em busca de sinais. O grande investimento do mercado religioso do nosso tempo é justamente atrair multidões com promessas de muitos sinais e prodígios, milagres, curas, garantia de prosperidades etc. Não faltam propagandas de todos os gostos para atrair multidões com suas sacolinhas para receber o pão, na ilusão de que serão saciadas plenamente. Mas nenhum compromisso de seguimento até a cruz, nenhum desafio para transformar o mno e anunciar a verdade que liberta; egoísmo, individualismo não podem ser denunciados nessas investidas, pois são os pressupostos para que as tais propagandas sejam eficientes.
O sinal da multiplicação dos pães e dos peixes não foi campanha para garantir a aclamação que o levasse ao poder: “Vendo o sinal, exclamavam... Mas Jesus sabendo que viriam buscá-lo para fazê-lo rei, escapou e ficou sozinho...” (6,15). Era verdadeiramente um sinal, isto é, apontava para algo além do seu aspecto material, momentâneo, preanunciava a entrega Daquele que o realizava. Era o ensaio do banquete, a Eucaristia, que alcançaria a sua realização máxima na cruz, o sinal por excelência que precisa ser visto para crer: “... Saiu sangue e água. Aquele que viu dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro... para que creiais...” (19,34-36).
Hoje há muitas multidões em busca de sinais. O grande investimento do mercado religioso do nosso tempo é justamente atrair multidões com promessas de muitos sinais e prodígios, milagres, curas, garantia de prosperidades etc. Não faltam propagandas de todos os gostos para atrair multidões com suas sacolinhas para receber o pão, na ilusão de que serão saciadas plenamente. Mas nenhum compromisso de seguimento até a cruz, nehum desafio para transformar o mno e anunciar a verdade que liberta; egoísmo, individualismo não podem ser denunciados nessas investidas, pois são os pressupostos para que as tais propagandas sejam eficientes.
O sinal da multiplicação dos pães e dos peixes não foi campanha para garantir a aclamação que o levasse ao poder: “Vendo o sinal, exclamavam... Mas Jesus sabendo que viriam buscá-lo para fazê-lo rei, escapou e ficou sozinho...” (6,15). Era verdadeiramente um sinal, isto é, apontava para algo além do seu aspecto material, momentâneo, preanunciava a entrega Daquele que o realizava. Era o ensaio do banquete, a Eucaristia, que alcançaria a sua realização máxima na cruz, o sinal por excelência que precisa ser visto para crer: “... Saiu sangue e água. Aquele que viu dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro... para que creiais...” (19,34-36).
O sinal da multiplicação dos pães não pode ser visto, de modo racionalista, como uma simples técnica de partilha para que todos tenham o necessário, fruto de uma compensação horizontal, onde Jesus seria apenas uma espécie de escoteiro responsável pela organização do piquenique. Por outro lado, a visão mágica da multiplicação como efeito da varinha de condão, negaria o princípio da encarnação do Verbo que assumiu em tudo a nossa condição. Para além de qualquer hermenêutica reducionista, é preciso reconhecer o mistério que envolve o sinal, pois isto é condição para alcançar o seu objetivo: crer e ter a vida: “Muitos outros sinais fez Jesus... Estes foram escritos para crerdes, que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida eterna em seu nome” (20,30-31).

Pe. André Vital Félix da Silva, SCJ. Mestre em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Professor nos Seminários de Campina Grande-PB, Caruaru-PE e João Pessoa-PB. Membro da Comissão Teológica Dehoniana Continental – América Latina (CTDC-AL).

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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos e ministros extraordinários da Palavra):

LOUVOR (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
à COM JESUS, por Jesus e em Jesus, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
Todos repitam: louvor e glória a vós, ó pai de bondade!
- Pai querido, Nós Vos damos graças, Vos agra  decemos, por todas as refeições que saciam nossa fome. Sois o bom Pai que sempre nos dais de comer.  Nós Vos pedimos por todos os famintos da terra e por todas as formas de pobreza: os mendigos de pão, de atenção, de ternura, de justiça e de paz. Dái-nos a coragem de lhes deixar mais do que as migalhas. Que saibamos repartir o conhecimento, a alegria, o pão, a água, o trabalho, a dignidade, o direito de ser humano; Que saibamos amar.
T: louvor e glória a vós, ó pai de bondade!
- Pai Querido, nós Vos bendizemos pelo amor que manifestastes em Jesus Cristo.  Através dele nos tornastes novas pessoas. Nós Vos pedimos por todos os nossos irmãos e irmãs desencorajados, ameaçados pelo desânimo, pela angústia, pela perseguição, pela fome e pelos perigos. Pai querido, dái-nos força e coragem para que sejamos mais amor diante de nossos irmãos.
T: louvor e glória a vós, ó pai de bondade!
- Pai querido, Nós Vos bendizemos pelo pão da vida que nos ofereceis através de Jesus. Nós Vos pedimos por cada um de vossos filhos aqui presentes. Que nunca nos falte amor para dar e alegria para manifestarmos vosso Reino. Que vossa benção esteja sempre conosco.
T: Louvor e glória a vós, ó pai de bondade!

PAI NOSSO... A PAZ DE CRISTO... EIS O CORDEIRO...


quinta-feira, 28 de julho de 2016

18º DOMINGO DO TEMPO COMUM, subsídios homiléticos, homilias

18º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C 2016 (Adaptação Diácono Ismael)

SINOPSE:

Tema: Que lugar ocupa os bens deste mundo em nossa vida?
Primeira leitura: uma reflexão do “Cohélet” (Eclesiástico) sobre o sem sentido  em acumular bens terrenos.
Evangelho: Jesus denuncia a falência de uma vida voltada apenas para os bens materiais.
Segunda leitura: convida-nos à identificação com Cristo e renascermos ao Homem Novo, deixando os deuses que nos escravizam.

PRIMEIRA LEITURA (Ecl 1,2;2,21-23) Leitura do Livro do Eclesiastes.
“Vaidade das vaidades”, diz o Eclesiastes, “vaidade das vaidades! Tudo é vaidade”. Por exemplo: um homem que trabalhou com inteligência, competência e sucesso, vê-se obrigado a deixar tudo em herança a outro que em nada colaborou. Também isso é vaidade e grande desgraça. De fato, que resta ao homem de todos os trabalhos e preocupações que o desgastam debaixo do sol? Toda a sua vida é sofrimento; sua ocupação, um tormento. Nem mesmo de noite repousa o seu coração. Também isso é vaidade.

AMBIENTE - O Livro de Qohélet é um livro de caráter sapiencial, escrito pelos finais do séc. III a.C.. O nome “Eclesiastes” é do grego “ekklesiastes”: significa “aquele que fala na assembleia” (“ekklesia”). O autor nega qualquer possibilidade de encontrar um sentido para a vida… Não é um livro de respostas; é um livro que denuncia o fracasso da sabedoria tradicional e onde se não compreende a razão de viver.

MENSAGEM – O texto proclama a inutilidade de qualquer esforço humano. Que adianta trabalhar e deixar tudo a outro que nada fez? A lição que o “qohélet” nos deixa a demonstração da incapacidade de o homem, por si só, encontrar uma saída, um sentido para a sua vida. O “qohélet” leva-nos a reconhecer a nossa impotência, o sem sentido de uma vida voltada apenas para o humano e para o material. A reflexão deste livro força-nos a olhar para o mais além. Para onde? O “qohélet” não vai tão longe; mas nós, iluminados pela fé, já podemos concluir: para Deus. Só em Deus e com Deus seremos capazes de encontrar o sentido da vida e preencher a nossa existência.

ATUALIZAÇÃO • Quase que o “qohélet” é o precursor dos filósofos existencialistas modernos que refletem sobre o sentido da vida e constatam a futilidade da existência que acompanha a vida do homem, a inutilidade da busca da felicidade, o fracasso que é a vida condenada à morte (Jean Paul Sartre, Albert Camus, André Malraux…). As conclusões, quer do “qohélet”, quer das filosofias existencialistas agnósticas, seriam desesperantes se não existisse a fé. Para nós, os crentes, a vida não é absurda porque ela não termina neste mundo… A nossa caminhada nesta terra está cheia de limitações; mas nós sabemos que esta vida caminha para a sua realização plena, para a vida eterna: só aí encontraremos o sentido pleno do nosso ser e da nossa existência.
•  Quem vive, apenas para acumular, pode encontrar pleno significado à vida? Quem vive obcecado com a conta bancária, com o carro novo, ou com a casa com piscina num empreendimento de luxo, encontrará aí aquilo que o realiza plenamente? Para mim, o que é que dá sentido pleno à vida? Para que é que eu vivo?

SALMO RESPONSORIAL / 89 (90)

Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.
• Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, / quando dizeis:
“Voltai ao pó, filhos de Adão!” / Pois mil anos para vós
são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou.
• Eles passam como o sono da manhã, / são iguais à erva
verde pelos campos: / de manhã ela floresce vicejante,
/ mas à tarde é cortada e logo seca. (...)
• Saciai-nos de manhã com vosso amor, / e exultaremos
de alegria todo o dia! / Que a bondade do Senhor e
nosso Deus / repouse sobre nós e nos conduza! / Tornai
fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.

EVANGELHO (Lucas 12,13-21)
Alguém disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de dividir vossos bens?” E disse-lhes: Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida não consiste na abundância de bens. E contou lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. Ele pensava: ‘O que vou fazer? Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus.

AMBIENTE - Um homem queixa-se uma herança. Segundo as tradições judaicas, o filho primogênito recebia dois terços das posses e intacto o patrimônio da família, a casa e as terras.

MENSAGEM - Cristo denuncia a cobiça e a preocupação exagerada pelos bens terrenos... E adverte: "Tomai cuidado contra todo tipo de GANÂNCIA...    A vida de um homem não consiste na abundância de bens..."
Jesus não toma posição de um irmão contra outro. O que estava em questão era a cobiça pelos bens. Jesus explica: o dinheiro não é a fonte da verdadeira vida. A cobiça insaciável de ter é idolatria: não conduz à vida plena. Viver para acumular bens é, aos olhos de Deus, “insensatez”.
Jesus nos diz que não podemos viver escravos do dinheiro e dos bens materiais, como se eles fossem a coisa mais importante da nossa vida. A preocupação excessiva com os bens é egoísmo, que centra o homem em si próprio e o impede de estar disponível para os valores importantes – os valores do Reino. Quando o coração está cheio de cobiça, de avareza, de egoísmo, o homem torna-se insensível aos outros e a Deus; é capaz de explorar, de escravizar o irmão, de cometer injustiças. Torna-se orgulhoso e auto suficiente, incapaz de amar, de partilhar, de se preocupar com os outros. Atenção: esta parábola destina-se a todos que (tendo muito ou pouco) vivem obcecados com os bens.

Todos buscamos segurança: segurança econômica, segurança quanto à saúde, segurança afetiva, segurança profissional... sempre segurança. O problema é que nesta vida e neste mundo nada é seguro e toda segurança não passa de uma ilusão, que cedo ou tarde desaba. O Eclesiastes é de um realismo cortante: "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. – Em outras palavras: pó do pó, tudo é pó; tudo passa, tudo é transitório... E o Salmista diz: “Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: ‘Voltai ao pó, filhos de Adão!’ Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos. De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca”. O Autor do Eclesiastes coloca a questão tão dramática: será que tudo caminha para o nada? “Toda a sua vida é sofrimento, sua ocupação, um tormento. Nem mesmo de noite repousa o seu coração!”  Mas, não é assim: o Autor nos quer acordar do marasmo, para que demos melhor sentido à nossa vida e olhemos mais adiante.

Então, onde apostar nossa vida, para que tenha um sentido? É interessante observar hoje a preocupação com a estética, com a saúde, com a satisfação dos desejos, ser vip, ter poder... A Palavra de Deus nos adverte: tudo passa, tudo é vaidade; não consiste nisso a vida de uma pessoa!

Então, em que consiste a vida? Como usar as coisas que passam de modo a abraçar as que não passam? Os cristãos têm uma resposta, que para o mundo é incompreensível. Escutemos o Apóstolo: "Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”.  Para o cristão, a vida verdadeira é Cristo, aquele que morreu e ressuscitou, aquele que se encontra à direita do Pai. Nós cremos que tudo quanto vivamos com ele e de modo coerente com o seu Evangelho, é vida e nos faz felizes, livres e maduros. Cremos que viver de verdade a vida é apostar nele a existência, pois somente nele, no Cristo Senhor, está a vida verdadeira. Cremos que viver é viver como ele viveu. Ora, como foi a vida do Cristo? Foi total doação ao Pai e aos outros, por amor do Pai. Total despojamento, numa total liberdade – foi assim que o Cristo passou entre nós. Pois bem, é nisso que consiste a vida verdadeira; é nisto que consiste o que Jesus chama no Evangelho de ser “rico diante de Deus” e não ajuntar tesouros para si apenas.

Pensemos bem: num mundo que já não mais sabe olhar para o alto, num mundo que desaprendeu a ouvir aquele que tem palavra de vida eterna, não é fácil viver este caminho de Jesus. E, no entanto, esta é a condição para ser cristão de verdade e para encontrar a verdadeira vida.

ATUALIZAÇÃO •  Muitos vivem escravos do trabalho e dos bens, que têm tempo para as coisas importantes – Deus, a família, os irmãos que nos rodeiam. Quantas pessoas escolhem prescindir dos filhos, para poder dedicar-se a uma carreira de êxito profissional que as torne milionárias … Quantas pessoas esquecem as suas familias, porque é mais importante assegurar o dinheiro suficiente para as férias… Quantas pessoas renunciam à sua dignidade e aos seus direitos, para aumentar a conta bancária… Tornamo-nos, assim, mais felizes e mais humanos? É aí que está o verdadeiro sentido da vida?
• O que Jesus denuncia aqui não é a riqueza, mas a deificação da riqueza. Jesus recomenda: “cuidado com os falsos deuses; não deixem que o acessório vos distraia do fundamental”.

- Todos nós desejamos segurança, felicidade... Mas onde a podemos encontrar?
Muitos a procuram nas COISAS, nos bens terrenos e, para isso, se dedicam febrilmente em empreendimentos grandiosos e lucrativos. Às vezes basta a simples visita de um ladrão, um fracasso nos negócios, o desemprego, uma doença... e lá se vai o que acumularam... Só Deus pode nos tornar plenamente felizes...


* O pecado foi "acumular apenas para si". Não agradeceu a Deus, nem partilhou com os irmãos.
A ganância pelos bens terrenos é a causa de muitos males...
- Quantas brigas e divisões em família... na divisão da herança!          
- Quantas lutas... para vencer o concorrente... e ter mais!
- Quantas fraudes, injustiças e corrupção... no desejo insaciável de bens!
- Quantas discriminações: porque as pessoas valem pelo que têm!

Pura ilusão: A fonte da vida está só em Deus...  E a morte nos convence dessa dura realidade...

Esta parábola não se destina apenas àqueles que têm muitos bens; mas destina-se a todos aqueles que (tendo muito ou pouco) vivem obcecados com os bens, orientam a sua vida no sentido do "ter" e fazem dos bens materiais os deuses, que condicionam a sua vida e o seu agir.

SEGUNDA LEITURA (Colossenses 3,1-5.9-11)
Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória. Portanto, fazei morrer o que em vós pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça, que é idolatria. Não mintais uns aos outros. Já vos despojastes do homem velho e da sua maneira de agir e vos revestistes do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu Criador, em ordem ao conhecimento. Aí não se faz distinção entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, inculto e selvagem, escravo e livre, mas Cristo é tudo em todos.

AMBIENTE - Paulo polemiza contra os “doutores” para quem a fé em Cristo devia ser complementada com o conhecimento dos anjos e com certas práticas legalistas e ascéticas. Paulo procura demonstrar que a fé em Cristo (entendida como adesão a Cristo) basta para chegar à salvação. Paulo convoca os Colossenses a viverem de acordo com essa vida nova que os identificou com Cristo.

MENSAGEM - Paulo apresenta, como base sólida da vida cristã, a união com Cristo ressuscitado. Os cristãos, pelo batismo, identificaram-se com Cristo ressuscitado; dessa forma, morreram para o pecado e renasceram para uma vida nova. Essa vida deve crescer progressivamente, mas manifestar-se-á em plenitude, quando Cristo “aparecer”.
O cristão deve fazer morrer em si a imoralidade, a impureza, as paixões, os maus desejos, numa palavra, todos esses falsos deuses que enchem a vida do homem velho; e, por outro lado, deve revestir-se do Homem Novo – ou seja, deve renovar-se continuamente até que nele se manifeste a “imagem de Deus”. Quando isso acontecer, desaparecerão as velhas diferenças de povo, de raça, de religião e todos serão iguais, isto é, “imagem de Deus”. Foi isso que Cristo veio fazer: criar uma comunidade de homens novos, que sejam no mundo a “imagem de Deus”. A identificação com Cristo ressuscitado –pelo Batismo – é um renascimento contínuo que deve levar-nos a parecer-nos cada vez mais com Deus.

ATUALIZAÇÃO • Ser batizado é identificar-se com Cristo e, portanto, renunciar aos mecanismos que geram egoísmo, ambição, injustiça, orgulho, morte – os mesmos que Jesus rejeitou como diabólicos; e é, em contrapartida, escolher uma vida de doação, de entrega, de serviço, de amor – os mecanismos que levaram Jesus à cruz, mas que também o levaram à ressurreição.
• O objetivo da nossa vida é a renovação contínua da nossa vida, a fim de que nos tornemos “imagem de Deus”.
• A comunidade é essa família de irmãos onde as diferenças são ilusórias, porque o fundamental é que todos caminham para ser “imagem de Deus”.
• A construção do “Homem Novo” é uma tarefa constante: cada instante apresenta-nos novos desafios, que podem ser vencidos ou que podem vencer-nos.

Hoje em dia é muito comum pôr tudo no seguro...
Há seguro de vida para carros, roubos, incêndios, acidentes pessoais...
A nossa vida, que continua na eternidade, também deve ser assegurada. Mas a vida eterna não pode ser assegurada com as riquezas desse mundo... e sim com os tesouros reconhecidos por Deus.
O dinheiro nos dá a falsa sensação de segurança. O único fundamento seguro de nossa existência é Deus...
E, nele, o próprio dinheiro adquire outro sentido: Não será mais instrumento de SEPARAÇÃO entre os homens, mas sim de COMUNHÃO, um sinal de amor...

Não nos esqueçamos: nosso coração foi feito por Deus, e apenas em Deus encontrará a verdadeira e plena felicidade...
O necessitado, o desempregado vê no dinheiro sua sobrevivência o rico vê a possibilidade de ter mais.; Meu trigo, meu celeiro, acumular, ter mais. Ele não pensa em ajudar sequer seus empregados. Este homem perdeu seu trabalho e sua existência correndo atrás do ter.

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A Ganância

Todos nós desejamos segurança, felicidade... Mas onde a podemos encontrar?

- Muitos a procuram nas COISAS, nos bens terrenos e, para isso, se dedicam febrilmente em empreendimentos grandiosos e lucrativos.
Às vezes basta a simples visita de um ladrão, um fracasso nos negócios, o desemprego, uma doença... e lá se vai o que acumularam...

- Outros buscam segurança e felicidade nas PESSOAS, e quantas vezes acabam depois profundamente decepcionados... Percebem que, o que este mundo oferece, não é suficiente para estancar a sede de felicidade.
Só Deus pode nos tornar plenamente felizes...

As Leituras bíblicas aprofundam essa Verdade:

A 1a Leitura lembra a situação insuportável do povo de Deus pela ganância dos poderosos de então.
Isso levou o autor sagrado a afirmar:
"Vaidade das vaidades, tudo é vaidade". (Ecle 1,2; 2,21-23)


Na 2a Leitura, São Paulo nos exorta a mesma coisa: "Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto...
e não as da terra... " (Cl 3, 1-5.9-11)

No Evangelho, Cristo denuncia a cobiça e a preocupação exagerada pelos bens terrenos... (Lc 12,13-21)

- Um desconhecido pede a Jesus para resolver um problema de herança.
- Jesus se recusa, porque é difícil fazer justiça quando existe cobiça.
  E adverte: "Tomai cuidado contra todo tipo de GANÂNCIA...    a vida de um homem não consiste na abundância de bens..."

- Para ilustrar essa verdade, conta a Parábola do RICO INSENSATO,   que construiu grandes celeiros para armazenar a colheita abundante,   pensando assim ter segurança para viver tranqüilamente.
  Pura ilusão: Naquela mesma noite veio a morrer...   e se apresentou de mãos vazias diante de Deus...

- E Jesus conclui: "Assim acontece com quem  guarda tesouros para si e não é rico diante de Deus."

* O pecado foi "acumular apenas para si". Não agradeceu a Deus, nem partilhou com os irmãos.
A ganância pelos bens terrenos é a causa de muitos males...
- Quantas brigas e divisões em família... na divisão da herança!              
- Quantas lutas... para vencer o concorrente... e ter mais!
- Quantas fraudes, injustiças e corrupção... no desejo insaciável de bens!
- Quantas discriminações: porque as pessoas valem pelo que têm!

Pura ilusão: A fonte da vida está só em Deus...  E a morte nos convence dessa dura realidade...

Esta parábola não se destina apenas àqueles que têm muitos bens; mas destina-se a todos aqueles que (tendo muito ou pouco) vivem obcecados com os bens, orientam a sua vida no sentido do "ter" e fazem dos bens materiais os deuses, que condicionam a sua vida e o seu agir.

+ A Palavra de Deus nos questiona.
O ensinamento de Jesus toca em cheio os cristãos encantados com o capitalismo neoliberal e sua apologia do lucro e do acúmulo de bens.
Ficam anestesiados diante das necessidades dos irmãos.
Cristãos vivendo na riqueza, enquanto muitos irmãos na fé vivem na indigência, sem experimentarem a solidariedade dos seus irmãos e irmãs na fé abastados.

Hoje em dia é muito comum pôr tudo no seguro...
Há seguro de vida para carros, roubos, incêndios, acidentes pessoais...
A nossa vida, que continua na eternidade, também deve ser assegurada. Mas a vida eterna não pode ser assegurada com as riquezas desse mundo... e sim com os tesouros reconhecidos por Deus.
O dinheiro nos dá a falsa sensação de segurança. O único fundamento seguro de nossa existência é Deus...
E, nele, o próprio dinheiro adquire outro sentido: Não será mais instrumento de SEPARAÇÃO entre os homens,
mas sim de COMUNHÃO, um sinal de amor...

Não nos esqueçamos: nosso coração foi feito por Deus, e apenas em Deus encontrará a verdadeira e plena felicidade...

Estamos celebrando o mês vocacional. Nesse domingo, queremos lembrar de modo especial a
Vocação Sacerdotal e Diaconal. Aos nossos Padres e Diáconos, a nossa gratidão e a nossa prece!...

                                       Pe. Antônio Geraldo
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Homilia do Pe. Pedrinho

Meus irmãos e irmãs, eu gostaria de perguntar para as crianças que vão fazer a primeira comunhão: o que temos que fazer para que a semente dê frutos? – água, o que mais? – luz, então eu preciso do sol, o que mais? – terra. Então, terra, sol, água. Que mais? Faltam mais algumas coisas ainda. Adubo se a terra não for boa. Ar e falta mais uma coisa muito importante! – plantar. Claro! Não adianta eu ter água, terra, sol, semente e se eu não plantar, não nasce. Agora, quem é que fabricou a terra, o sol, o ar, a água,  a semente? Deus. O ser humano não conseguiu fazer isto.
Outra pergunta: quando é que eu me torno imagem e semelhança de Deus? Quando eu junto todos estes elementos e planto. Quando eu planto, eu completo a obra do Criador. Ele já providenciou o sol, a terra, o ar e a água e espera que eu plante, que eu junte estes elementos. É assim, que somos imagem e semelhança de Deus. Veja, que Deus nos deu todas as riquezas necessárias. Todas e Ele disse assim: “Crescei, multiplicai e dominai a terra”. Significa: sede o jardineiro. Seja aquele que cuida do jardim do Édem. Quem é que cumpriu esta ordem que Deus nos deu? Quem será? Quem é que foi um verdadeiro jardineiro? Quem é que na bíblia, é chamado de jardineiro? – Jesus. E você respondeu pelo óbvio, porque é sempre Jesus o certo, ou você se lembra de alguma passagem na Bíblia? Você não se lembra, claro, foi pelo óbvio. Ótimo! É Jesus mesmo. Lembra, quando Maria Madalena vai ao túmulo e não encontra o corpo de Jesus e pensando que fosse quem? – o Jardineiro. Ela diz a Jesus: “Senhor, se foi você que levou o corpo de Jesus, me diga onde o colocou”. Jesus diz: “Maria”! Aí, ela se dá conta de que é Jesus.
Jesus é o jardineiro, que conseguiu cuidar do jardim do Édem.  Adão não conseguiu. Por que eu estou falando isso? Porque a segunda leitura diz: Já vos despojastes do homem velho e da sua maneira de agir e vos revestistes do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu Criador, em ordem ao conhecimento. O homem velho e o homem novo. Quem é o homem velho? Adão. Quem é o homem novo? Jesus. Como Ele se tornou o Homem novo? Ele cuidou do mundo na forma como Deus gostaria que cuidasse. E, mais ainda: Ele, de verdade, no mostrou o que é ser imagem de Deus. Olha, não adianta, se você quer ser a imagem de Deus, você tem que entender, que o trabalho é a maneira como eu completo a obra do criador. Comer feijão cru não dá, mas na medida em que eu ponho para cozinhar o feijão, eu completei a obra do criador. Você juntar a sêda, não resolve. Isto, o bichinho da sêda faz. Mas, eu tecer a sêda, transformo em pano, tecido, para me cobrir, completo a obra do Criador. E, assim, canalizar a água, assim, construir as coisas, então, o trabalho é dom de Deus, é benção.
Quando é que se torna maldição? A primeira leitura diz: quando eu trabalho para o outro desfrutar. Às vezes, a gente acha que o trabalho é um peso na vida. Ele é um peso, se um trabalha e outro é que desfruta. Claro, que há divisões de trabalho. Às vezes, um vai fora de casa para conseguir o dinheiro, para honrar os compromissos e o outro fica em casa para dar o suporte para que a pessoa possa conseguir o trabalho e trabalhar com tranquilidade. Há aqueles que dependem do salário da gente, é evidente! As crianças, por exemplo. Não é disso, que a primeira leitura diz. A primeira leitura diz sobre a exploração, onde um trabalha, se dedica, e o outro, que nada fez, desfruta do trabalho que foi realizado. Isto é maldição! Isto é vaidade.
A segunda leitura fala de idolatria. Aqui, eu gostaria de chamar a atenção. Portanto, fazei morrer o que em vós pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça, que é idolatria. Idolatria e vaidade, são sinônimos. O que é que eu aprendi, que é vaidade? O pessoal fala que vaidade é tingir o cabelo, vaidade é pintar as unhas, vaidade é passar perfume! Não! Vaidade é explorar o irmão. O que é que falam de idolatria? Falam que a nossa devoção para com os santos é uma idolatria. Hanhãm. Idolatria é a cobiça. Idolatria é eu querer tudo para mim. É isto que fala o Evangelho. O fulano não estava errado. Estava feliz! Ele trabalhou! Conseguiu uma grande colheita. Mas, não passou na cabeça dele dividir com alguém. Ele quis tudo para si, para guardar num depósito, para ele não ter que trabalhar mais. Olhe aí. Quem deixa de trabalhar, deixa de ser imagem de Deus. Quem pensa só em si, é um egoísta, portanto, é um idólatra. De fato, quem vai viver do trabalho do outro, isto é vaidoso. Cobiça, vaidade, são todos pecados. Aí é que está. O problema não é termos bens e recursos. O problema é quando isto é a razão da minha vida. O papa Francisco dizia: o problema do mundo qual é? O problema do mundo está em ser alimentado pela vaidade e a cobiça, onde eu me sinto eternamente frustrado, porque, quando vou mostrar um novo celular para o outro, o outro já me mostra um celular mais novo do que o meu. Sinto-me frustrado quando eu não consegui trocar o meu carro. Sinto-me frustrado, porque a viagem dos meus sonhos não consegui fazer. O papa diz: sempre você vai estar escravizado, porque isto é escravidão. É viver só para o consumo, quando a vida consiste em cultivar valores, que não são ultrapassados: o amor, a solidariedade, ajudar o próximo e assim por diante os valores do Evangelho. Estes, nunca são ultrapassados. O restante pode ultrapassar à vontade. Não tem problema nenhum.
Para nossa conclusão: eu tenho certeza, não vou dizer todos, mas a maioria é muito consciente disto, dos presentes aqui. Então, por que estou falando tudo isto? Porque tem gente que não ouve a Palavra de Deus e se sente amargurado porque não consegue acompanhar o ritmo do consumo. Ajudar a estas pessoas, mostrando a elas, que a verdadeira felicidade consiste nos valores do alto. E, os valores do alto são os valores do homem novo, de Jesus, porque Ele nos traz, de fato, razões para viver. Vamos lembrar da frase do Papa Francisco: “Não te trago ouro nem prata; te trago Jesus Cristo, porque este é o verdadeiro valor”. O restante pode ajudar, na medida em que soubermos utilizar. Pode atrapalhar na medida em que nos embriagarmos com o efeito, que eventualmente, ele venha a se demonstrar.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pe. Pedrinho – Diocese de Santo André – SP.   

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HOMILIA DE D. HENRIQUE SOARES DA COSTA

Em que consiste a vida do ser humano? Como o homem pode, de verdade, ganhar a vida? O Jesus nos adverte: “A vida do homem não consiste na abundância de bens!” Esta outra: “O homem não vive somente de pão!” (Mt 4,4). Ao contrário do que o mundo nos coloca na cabeça, não se pode medir o valor de uma vida pelos bens materiais ou pelo sucesso de alguém.

Todos buscamos segurança: segurança econômica, segurança quanto à saúde, segurança afetiva, segurança profissional... sempre segurança. O problema é que nesta vida e neste mundo nada é seguro e toda segurança não passa de uma ilusão, que cedo ou tarde desaba. O Eclesiastes é de um realismo cortante: "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. – Em outras palavras: pó do pó, tudo é pó; tudo passa, tudo é transitório... E o Salmista diz: “Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: ‘Voltai ao pó, filhos de Adão!’ Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos. De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca”. O Autor do Eclesiastes coloca a questão tão dramática: será que tudo caminha para o nada? “Toda a sua vida é sofrimento, sua ocupação, um tormento. Nem mesmo de noite repousa o seu coração!”  Mas, não é assim: o Autor nos quer acordar do marasmo, para que demos melhor sentido à nossa vida e olhemos mais adiante.

Então, onde apostar nossa vida, para que tenha um sentido? É interessante observar hoje a preocupação com a estética, com a saúde, com a satisfação dos desejos, ser vip, ter poder... A Palavra de Deus nos adverte: tudo passa, tudo é vaidade; não consiste nisso a vida de uma pessoa!

Então, em que consiste a vida? Como usar as coisas que passam de modo a abraçar as que não passam? Os cristãos têm uma resposta, que para o mundo é incompreensível. Escutemos o Apóstolo: "Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”.  Para o cristão, a vida verdadeira é Cristo, aquele que morreu e ressuscitou, aquele que se encontra à direita do Pai. Nós cremos que tudo quanto vivamos com ele e de modo coerente com o seu Evangelho, é vida e nos faz felizes, livres e maduros. Cremos que viver de verdade a vida é apostar nele a existência, pois somente nele, no Cristo Senhor, está a vida verdadeira. Cremos que viver é viver como ele viveu. Ora, como foi a vida do Cristo? Foi total doação ao Pai e aos outros, por amor do Pai. Total despojamento, numa total liberdade – foi assim que o Cristo passou entre nós. Pois bem, é nisso que consiste a vida verdadeira; é nisto que consiste o que Jesus chama no Evangelho de ser “rico diante de Deus” e não ajuntar tesouros para si apenas.

Pensemos bem: num mundo que já não mais sabe olhar para o alto, num mundo que desaprendeu a ouvir aquele que tem palavra de vida eterna, não é fácil viver este caminho de Jesus. E, no entanto, esta é a condição para ser cristão de verdade e para encontrar a verdadeira vida.

D. HENRIQUE

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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (DIÁCONOS E MINISTROS DA PALAVRA):

LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
à O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR...
à COM JESUS, POR JESUS E EM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:  TODOS REPITAM:
T: Bendito seja o Senhor nosso Deus.
1- “Deus nosso Pai, nós Vos bendizemos por toda a criação. Mesmo as flores, que hoje existem e depois passam, ensinam-nos que sois o Criador soberano. Bendito sejais, porque nos chamas a participar da Vossa  eternidade.
T: Bendito seja o Senhor nosso Deus.
2- Pai, sois bondade e misericórdia. Nós vos louvamos pelo vosso grande amor por nós. Imenso é o vosso amor nos criando e nos propondo participar de vossa glória. Agradecemos nos ter enviado vosso Filho para nos ensinar o caminho da salvação.
T: Bendito seja o Senhor nosso Deus.
3- “Jesus Cristo, o Vosso Filho, nos fez filhos vossos. Pai, ouvindo Jesus Cristo, caminhamos nos transformando em novas pessoas todo dia. Esperamos ansiosos habitar em vossa casa por toda a eternidade. Ajudai-nos para que não nos desviemos de vossos caminhos.
T: Bendito seja o Senhor nosso Deus.
4- Deus nosso Pai, Vosso Filho Jesus nos ensina a renunciar as coisas passageiras e valorizar as riquezas do alto. Ter olhos para os atos que constroem o Vosso Reino e não colocar nosso coração apenas nas coisas que são terrenas. Pai, dai-nos o Espírito da fortaleza para que saibamos ver os valores do alto e saibamos partilhar as riquezas desta terra.
T: Bendito seja o Senhor nosso Deus.
à= Pai nosso...  Oração da Paz... Eis o cordeiro de Deus...