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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM, homilias, subsídios homiléticos


Jo 6,41-51 - 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM (Adaptado pelo Diácono Ismael)

Sinopse:
Tema: Vocação para a vida em família (Dia dos Pais) A liturgia nos convida a sairmos do orgulho e da autossuficiência e a acolhermos os dons que Deus nos oferece.

A primeira leitura mostra que Deus nos oferece o pão que dá vida, nos dá força, para a nossa missão.
O Evangelho apresenta Jesus como o “pão” vivo que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Para que esse “pão” sacie é preciso acreditar, aderir a Jesus, acolher as suas propostas, aceitar o seu projeto, segui-lo no “sim” a Deus e no amor aos irmãos.
A segunda leitura: Quando alguém acolhe Jesus como o “pão” que desceu do céu, torna-se um Homem Novo, que renuncia à vida velha do egoísmo e do pecado e que passa a viver no amor, a exemplo de Cristo.

LEITURA I – 1 Re 19,4-8 - Leitura do Primeiro Livro dos Reis
... Elias entrou no deserto e andou o dia inteiro. ...sentou-se ...e, desejando  a morte, exclamou: «Já basta, Senhor. Tirai-me a vida, porque não sou melhor que meus pais». Deitou-se por terra e adormeceu... Nisto, um Anjo do Senhor tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come». Ele olhou e viu um pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água. Comeu e bebeu e tornou a deitar-se. O  Anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come, porque ainda tens um longo caminho a  percorrer». Ele levantou-se, comeu e bebeu. Depois, fortalecido com aquele alimento, caminhou durante quarenta  dias e quarenta noites até ao monte de Deus, Horeb.

AMBIENTE - Elias atua no Reino do Norte (Israel) durante o século IX a.C., num tempo em que a fé jahwista é posta em causa pela preponderância que os deuses estrangeiros (especialmente Baal. Elias é o grande defensor da fidelidade a Jahwéh. Elias representa os pobres de Israel, na sua luta sem tréguas contra os poderosos. Após o massacre dos 400 profetas de Baal no monte Carmelo, Acab e a sua esposa fenícia juraram matar Elias; e o profeta fugiu para o sul, a fim de salvar a vida.

MENSAGEM - Elias abatido, deprimido face à incompreensão e à perseguição de que é alvo. O profeta sente que a sua missão está fracassada; sente medo e está prestes a desistir de tudo… O pedido de morte reflete o seu profundo desânimo e desespero. O profeta é um homem que tem fragilidades, mas Deus não abandona o seu profeta. Deus oferece “pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água”. A cena garante-nos que Deus cuida daqueles que chama e dá o alimento para serem fiéis à missão, mesmo nas dificuldades. Repare-se como Deus não anula a missão, nem elimina os perseguidores; mas dá  a força para continuar a sua missão. Alimentado pela força de Deus, o profeta caminha durante “quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, o Horeb, lugar da aliança e dos mandamentos da Lei;– o monte da Aliança – é um regresso às fontes, uma peregrinação às origens de Israel como Povo de Deus… Perseguido, incompreendido, desesperado, Elias necessita revitalizar a sua fé e reencontrar o sentido da sua missão como profeta de Jahwéh e como defensor dessa Aliança.

ATUALIZAÇÃO •  Elias vencido pela decepção experimentou a sua impotência no em mudar o coração do seu Povo e desistiu de lutar; ele prefere morrer a ter de continuar. A fragilidade está sempre presente na experiência profética. A nossa missão está, muitas vezes, marcada pelas incompreensões, calúnias e perseguições; outras vezes, é o sentimento da impotência em mudar o mundo que nos desanima; outras vezes ainda, é a nossa fragilidade, nossos limites que nos assusta.  A solução será abandonar a luta? Deus nos dá força para continuar.
•  Deus não abandona aqueles a quem chama a dar testemunho profético. No “pão cozido sobre pedras quentes” e na “bilha de água” Deus retempera as forças de Elias, manifesta-se o Deus da bondade e do amor, que anima os seus profetas e lhes dá a força para testemunhar, mesmo nos momentos de dificuldade e de desânimo.
•  Por vezes, pedimos a Deus que nos resolva milagrosamente os problemas, com um golpe mágico, enquanto nós ficamos, de braços cruzados… O nosso Deus não Se substitui ao homem, não ocupa o nosso lugar, mas está ao nosso lado sempre que precisamos, dando-nos a força para vencer as dificuldades.
• A “peregrinação” de Elias ao Horeb/Sinai é para se reencontrar com as origens da fé israelita e para recarregar as baterias espirituais, sugere-nos a necessidade de, por vezes, encontrarmos momentos de “parada”, de reflexão, de “retiro”, de reencontro com Deus, de redescoberta dos fundamentos da nossa missão…

SALMO RESPONSORIAL / 33(34)
 Provai e vede quão suave é o Senhor!
• Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, /seu louvor estará sempre em minha boca. / Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem!
• Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome! / Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou.
• Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! / Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia.
• O anjo do Senhor vem acampar / ao redor dos que o temem e os salva. / Provai e vede quão suave é o Senhor! / Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

EVANGELHO (Jo 6,41-51)  ...os judeus murmuravam porque Jesus havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. Eles comentavam: “Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?” Jesus respondeu: “...Ninguém pode vir a mim, se o Pai não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. ...Ora, todo aquele que escutou o Pai ...vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

AMBIENTE - Todas essas catequeses (“a água que dá a vida”; “o pão que sacia todas as fomes”; “a luz que liberta o homem das trevas”; “o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas”; “vida e ressurreição para o mundo”) terminam com a oposição dos judeus. João vai  preparando o final da caminhada histórica de Jesus: a morte na cruz.

MENSAGEM - Os interlocutores de Jesus não O aceitam como “o pão que desceu do céu”. Eles sabem que o seu pai é José, conhecem a sua mãe e a sua família; eles não aceitam que Jesus traga aos homens a vida de Deus.  Os judeus, instalados nas suas certezas, acomodados a um sistema religioso ritualista, estéril e vazio, já decidiram que não precisam do “pão” de Deus. Assim, não escutam Jesus. Para aqueles que, O aceitam como “o pão de Deus”, Jesus traz a vida eterna. Quem adere a Jesus e à proposta que Ele veio apresentar  encontra a vida definitiva. O que é decisivo é o “acreditar” – isto é, o aderir à Jesus e aos valores que Ele veio propor. Jesus estabelece um paralelo entre o “pão” que Ele veio oferecer e o maná que não lhes garantia a vida eterna e definitiva e que nem sequer lhes assegurava o encontro com a terra prometida e com a liberdade plena; mas o “pão” que Jesus quer oferecer levará o homem a alcançar a vida plena. “um “tempo” sem fim; uma vida com qualidade ilimitada – uma vida plenamente realizada. Jesus estará aqui a referir-se à sua “carne” física? Não. A “carne” de Jesus é a sua pessoa que se manifesta, todos os dias, em gestos concretos de amor, de bondade, de solicitude, de misericórdia. Essa “pessoa” revela-lhes o caminho para a vida verdadeira: nas atitudes, nas palavras de Jesus, manifesta-se historicamente ao mundo o Deus que ama os homens e que os convida, através de gestos concretos, a fazer da vida um dom e um serviço de amor.

ATUALIZAÇÃO •  Jesus, com a sua vida, palavras, gestos, amor, veio dizer-nos como chegar à vida verdadeira.
• “Quem acredita em Mim, tem a vida eterna”. “Acreditar” não é aceitar que Ele existiu, conhecer a sua doutrina … “Acreditar” é aderir, de fato, a essa vida que Jesus nos propôs, viver como Ele na escuta dos projetos do Pai, segui-lo no caminho do amor, da entrega aos irmãos; é fazer da própria vida uma luta contra o egoísmo, a exploração, a injustiça, o pecado, tudo o que traz sofrimento ao mundo.
• O maná matou a fome física, mas que não lhes deu a vida definitiva, não lhes transformou os corações, não lhes assegurou a liberdade plena e verdadeira. O maná representa aqui todas essas propostas de vida que atraem a o nosso interesse, mas que vêm a revelar-se falíveis, parciais, porque não nos libertam nem geram vida plena. É é necessário discernir entre o que é ilusório e o que é eterno; é preciso não nos deixarmos seduzir por falsas propostas de realização e de felicidade …
• Porque é que os judeus rejeitam a proposta de Jesus? Porque vivem nas suas certezas teológicas e perderam a faculdade de escutar Deus. Todos nós temos alguma tendência para a acomodação; e quando nos deixamos dominar por esse esquema, tornamo-nos prisioneiros dos ritos, dos preconceitos, das ideias religiosamente corretas, de catecismos bem elaborados mas parados no tempo, que deixam pouco espaço para o mistério de Deus e para os desafios sempre novos que Deus nos faz. É preciso aprendermos a questionar as nossas certezas.

SEGUNDA LEITURA (Ef 4,30–5,2) Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.
Irmãos: Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação. Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo  isso deve desaparecer do meio de vós, como toda espécie  de maldade. Sede   bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos  perdoou por meio de Cristo. Sede  imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo  nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em  oblação e sacrifício de suave odor.

AMBIENTE - Paulo estava na prisão (em Roma, anos 61-63). O objetivo principal é exortar os cristãos a viverem de forma coerente com o seu Batismo e com o seu compromisso com Cristo; viver a condição de Homem Novo.

MENSAGEM - Pelo Batismo, cada cristão tornou-se morada do Espírito; recebeu um sinal ou selo da sua pertença a Deus.  O que é ser “morada do Espírito”? - por de lado os vícios do “homem velho” (toda espécie de maldade). Significa, por outro lado, pautar toda a vida por atitudes de bondade, de compaixão, de perdão, de amor, tendo Cristo como o modelo de vida. O que fundamenta é o fato de os crentes serem “filhos amados de Deus”; por isso, devem imitar a perfeição, a bondade e o amor de Deus. Como exemplo concreto, os crentes têm diante dos olhos Cristo que, cumprindo os projetos do Pai, ofereceu a sua vida por amor aos homens.

ATUALIZAÇÃO • Pelo Batismo, os cristãos tornam-se filhos de Deus e passam a integrar a comunidade de Deus. O Batismo não é, portanto, uma tradição ou uma obrigação social; mas é uma opção por Deus e  seus os valores.
• Para os batizados, o modelo é Jesus… A vida de Jesus concretizou-se na contínua escuta dos projetos do Pai e no amor total aos homens. Jesus é  o modelo que Deus propõe a todos os outros seus filhos.
• Seguir Cristo e ser um Homem Novo implica assumir uma nova atitude nas relações com os irmãos. Os “vícios” são manifestações do “homem velho” que não cabem na existência de um “filho de Deus”, cuja vida foi marcada com o selo do Espírito. Quando nos deixamos levar pelo rancor, ciúme, ódio, violência e magoamos os irmãos, estamos sendo incoerentes com o compromisso que assumimos no Batismo e  cortamos a relação com a família de Deus.

PAIS, não desanimem como Elias diante de situações difíceis e complicadas… nem murmurem como os judeus diante do incompreensível…SER  PAI é uma Missão sublime…
- É participar do mistério da criação, é iluminar o mundo com uma nova e insubstituível centelha de vida.
- É prosseguir na história e testemunhar a esperança de um mundo sempre mais humano, fraterno e de paz…
  Mas onde buscar força, quando parece tudo perdido?
O Evangelho de Hoje nos dá uma resposta… Essa energia nos é dada no pão vivo descido do céu, que é CRISTO, presente no meio de nós na EUCARISTIA e na sua PALAVRA.
E mais do que ninguém, o pai tem a missão de oferecer esse pão aos filhos…

O que não teria conseguido com as suas próprias forças, conseguiu-o com o alimento que o Senhor lhe proporcionou quando mais desanimado se sentia. Nós estamos a caminho, também nós precisamos de um pão como o de Elias.
O monte santo para o qual o Profeta se dirige é imagem do Céu, e o trajeto de quarenta dias representa a longa viagem que vem a ser a nossa passagem pela terra; uma viagem semeada também de tentações, cansaços e dificuldades que por vezes nos fazem fraquejar o ânimo e a esperança. Na Eucaristia  encontramos as forças necessárias para chegarmos até o Céu, apesar da nossa fraqueza. Na Comunhão, o poder divino ultrapassa todas as limitações humanas, porque recebemos o próprio Cristo. “Assim como quando se juntam dois pedaços de cera e com o fogo se derretem, dos dois se forma uma só coisa, assim também é o que acontece pela participação do Corpo de Cristo e do seu precioso Sangue” (São Cirilo de Alexandria). É o que diz Jesus: “Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por meio do Pai, assim aquele que de mim se alimenta viverá por meio de mim” (Jo 6, 57).
A Eucaristia Fortalece-nos e afasta de nós a morte. Tal como o alimento natural permite que o corpo cresça, a Eucaristia aumenta a união com Deus, “porque a participação do corpo e do sangue de Cristo não faz outra coisa senão transfigurar-nos naquilo que recebemos” (São Cirilo de Alexandria). A Comunhão ajuda-nos a santificar a vida e as dificuldades diárias.
Os judeus só conseguem ver que ele é o filho de José; não percebem, não crêem que ele vem do Pai, como alimento de nossa existência. Com ele, a vida tem sentido, tem rumo, tem razão de ser; com ele, descobriremos porque vivemos, descobrimos de onde vimos e para onde vamos, descobrimos que somos amados e somos fruto de um sonho de amor; com ele, finalmente, temos a paz! “Eu sou o pão da vossa vida!
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"Levanta e come"

Deus oferece aos homens o "pão" da vida plena e definitiva.

Na 1a Leitura Elias recebe no deserto um "pão do céu" para refazer as forças e continuar a sua missão. (1 Rs 19,4-8)

Ele acusara o Rei e a Rainha de serem a ruína de Israel, desafiara e matara os profetas de Baal, que davam sustentação à religião pagã da rainha Jesabel (± ano 450).
Ameaçado de morte, foge para o DESERTO, onde o povo encontrara a fonte de sua fé (êxodo).
Perseguido, cansado, faminto, abatido e desanimado, adormece debaixo de uma árvore,  desejando a morte...
- Deus não o abandona, manda um anjo, que lhe diz: "Levanta e come"…
- Elias, revigorado por aquele alimento vindo do céu,  continua o seu caminho (40 dias e 40 noites) até o monte de Deus (Horeb).
  Deus não abandona o profeta em sua missão, nem elimina os inimigos, apenas lhe dá a força para continuar a caminhada...

* Esse pão vindo do céu prefigura o "Pão", oferecido por Jesus.
   O seguidor de Cristo, que caminha pelo deserto da vida,   pode sentir o cansaço, desânimo e a tentação de deixar tudo.  Mas, como Elias, deve despertar do sono, comer do "Pão do Céu"   e, fortalecido, retomar o caminho até chegar ao monte santo.

Na 2ª Leitura, Paulo exorta os efésios a serem imitadores de Deus, em sua bondade e misericórdia e arrancar tudo o que se opõe ao Espírito Santo e à caridade..  (Ef 4, 30-5,2)

No Evangelho prossegue o discurso de Jesus em Cafarnaum, onde Jesus se apresentara como o "Pão" descido do céu
para dar vida ao mundo. (Jo 6,41-51)

- Provoca uma forte REAÇÃO: "Os judeus murmuram" (como no deserto).   Daí nasce uma tremenda resistência e recusa… - JESUS não desiste e reafirma:
  "Eu sou o pão descido do céu… Quem come desse pão viverá eternamente"   E exige FÉ: "Quem crê, tem a vida eterna. Quem dele comer, não morrerá..."

"Comer a carne de Jesus"
- É assimilar na sua totalidade a pessoa e a Missão de Jesus e, como ele,   ter gestos de doação e de solidariedade em favor dos irmãos.
- É acolher Jesus na sua realidade divina e humana, dom de Deus para a salvação da humanidade.


+ O que essas leituras bíblicas nos dizem no dia dos Pais?

- COMO SER PAI, HOJE,  num mundo que se transforma e enfrenta todo tipo de dificuldades?
 
PAIS, não desanimem como Elias diante de situações difíceis e complicadas… nem murmurem como os judeus diante do incompreensível…

SER PAI é uma Missão sublime…
- É participar do mistério da criação, é iluminar o mundo com uma nova e insubstituível centelha de vida.
- É prosseguir na história e testemunhar a esperança de um mundo sempre mais humano, fraterno e de paz…
 
Mas onde buscar força, quando parece tudo perdido?
O Evangelho de Hoje nos dá uma resposta… Essa energia nos é dada no pão vivo descido do céu, que é CRISTO, 
presente no meio de nós na EUCARISTIA e na sua PALAVRA.
E mais do que ninguém, o pai tem a missão de oferecer esse pão aos filhos…


                                       Pe. Antônio Geraldo

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Homilia do PE. PEDRINHO

Dia dos pais. Claro que pretendo dirigir uma palavrinha a estes importantes instrumentos de Deus para o mundo.
A liturgia de hoje continua nos oferendo, como proposta de reflexão, o capítulo 6 do Evangelho de São João. Já vimos Jesus, que alimenta uma multidão, trazendo uma nova proposta, um novo sinal para o mundo. São João diz; cinco mil pessoas. Hoje Jesus deixa claro que Ele é o Pão vivo que desceu do céu e que nos leva para a vida eterna. Nós sabemos bem, que a Eucaristia ela é, para nós, o ponto central da nossa fé. E, por uma questão muito simples. Ela que nos mantém em comunhão, unidos e unidos formamos o corpo de Cristo, aonde Ele é a cabeça. É Jesus que nos orienta, Ele que nos fala o que devemos fazer, a exemplo do cérebro que comanda todo o corpo. Portanto, a Eucaristia vai muito além de um pedaço de pão que eu como. A Eucaristia é um sinal do corpo vivo de Cristo. Eu já disse e gosto de repetir; todo o alimento que me sirvo, ele passa a fazer parte do meu corpo. A Eucaristia é o contrário; na medida que eu comungo, eu passo a fazer parte do corpo de Cristo. Esta é uma grande diferença. Como eu sou mortal, todo alimento que passa a fazer parte do meu corpo, morre comigo. Enquanto Jesus é eterno. Todo aquele que passa a fazer parte do corpo de Cristo, ele vive eternamente. É aí que nós ligamos, está unido, Eucaristia - vida eterna. Eucaristia – ressurreição.
É muito interessante observar a primeira leitura de hoje; o profeta Elias, ele diz; olhe, sabe, a solução para minha vida é a morte. É uma contradição, mas, muitas vezes, pensamos isto mesmo; por que eu não morro e assim resolveria este problema de uma vez! É bem uma atitude de ser humano. Como é que a solução para a vida é a morte? Aí, Deus puxa a orelha dele dizendo: escuta, tá vendo este pão aí? Levanta e come. Ele consegue com aquele pão, que lhe serviu de alimento, caminhar quarenta dias e quarenta noites. Então, não é qualquer pão! Um pão que me alimenta por quarenta dias, é bastante. Ora, Jesus vem agora e diz: aquele é um sinal, porque o pão que lhe ofereço, agora, é para caminhar eternamente; não é mais só para quarenta dias; eternamente. Então, é a grandeza do Pão vindo do céu que nos garante vida e vida eterna. É evidente que eu não vou dizer, que fiz ao longo da minha vida; seis mil e tantas comunhões. Não. Não dá para falar assim, porque a comunhão é única e a mesma. Eu participo desta comunhão com Deus, na pessoa de Jesus cristo, cada vez que eu me dirijo à fila da comunhão, cada vez que eu me sirvo do corpo de Jesus Cristo. É claro que isto nos traz consequências; porque eu comungar e não viver a comunhão, eu simplesmente estou fazendo um teatro, fazendo de conta.  Então, é um grande desafio estabelecermos a comunhão. Aí então, que a comunidade é uma parte importantíssima dentro de toda reflexão eucarística. é muito interessante que aqueles que não aceitam Jesus ou não aceitam o seu projeto, sempre terão alguma desculpa a dar. Hoje é: nós conhecemos a família dele. Como é que ele agora vem dizendo que é o Pão vindo do céu? Porque nós conhecemos muito bem a sua origem. É um pretexto. Qualquer pessoa pode apresentar qualquer desculpa para não aceitar ou não assumir a proposta de Jesus. Por outro lado, são Pedro dirá: a quem iremos, Senhor, só tu tens palavras de vida eterna. É o contraponto. É a Igreja dizendo: de fato, a Eucaristia não se limita somente no Pão, pois você tem o Pão da Palavra, o Pão da solidariedade, o Pão do amor, formas que nos levam ao mesmo Jesus. É claro, que a Eucaristia se torna este sinal e a síntese, a junção, o encontro de todos estes valores do Evangelho. Por isso, é tão importante este capítulo 6 do Evangelho de João. Assim como nós temos a oração Eucarística, onde os apóstolos lembravam as orações e palavras de Jesus, iam organizando um certo discurso catequético, para irmos compreendendo o que é Eucaristia. Por isso, vale a pena ler o capítulo 6 de São João, por inteiro.  Claro, que na liturgia isso não é possível, pois seria uma leitura longa e não haveria tempo de meditar parte por parte. Por isso, a liturgia vai dividir em pedaço, em trechos, para que possamos ter a oportunidade de aprofundar um pouco mais. Que bom que nós cremos na Eucaristia, que bom que podemos contar com este alimento, porque Ele nos conduz à vida eterna.
Mas, hoje é dia dos pais e concidentemente tem uma frase no Evangelho, que eu gostaria de partilhar uma pequena reflexão; os que murmuravam contra Jesus diziam: Ele é filho de José. Muito interessante porque dos quatro Evangelhos, Lucas, Mateus, Marcos e João, o único que dá nome ao pai de Jesus é o Evangelho de São João. Todos os outros vão dizer é filho do carpinteiro. São João faz questão de dizer: filho de José. Nós sabemos muito bem que São José é apresentado como sendo o patrono da Igreja. O que significa o Pai da Igreja. Agora, a figura, a pessoa de São José no Evangelho, é bastante questionadora para nós. Primeiro, que deixa claro que Deus, entre as infinitas possibilidades, escolheu a família para se fazer presente no mundo. Ele poderia escolher outra forma, com todo o seu poder poderia vir do mar, cair do céu, mas ao escolher a família Ele indica que a família é o lugar mais adequado para se celebrar a vida. A família há de supor o pai, a mãe e os filhos, pois foi assim que aconteceu; São José, Nossa Senhora e Jesus. Ora, isto nos ajuda a compreender a importância da mãe, evidentemente, que não vou refletir hoje, mas também a importância do Pai. Hoje é dia dos Pais. O que é que São José pode ajudar cada pai? a realizar a sua missão. Em primeiro lugar, nós vemos em José uma disponibilidade incrível, porque ele já tinha a vida feita. Ele vai estar disponível a Deus e vai começar tudo do zero, porque Deus o convidou e ele acreditou na Palavra: não tenhas medo de receber Maria como tua esposa. E ele aceitou. Segundo, vemos em José alguém que tem um respeito profundo pela esposa. É muito interessante. Ele tem clareza do seu papel, ao ponto que quando Nossa Senhora vai puxar a orelha de Jesus, é Ela quem fala. Ele sabe muito bem como caminhar com esta família; não é ele o dono da verdade, mas aquele que partilha as responsabilidades. Hoje, os pais sentem até um pouco de medo e dificuldade de realizar a sua missão. Então, eu penso que a figura de São José pode lhe ajudar muito. São José deu o que ele teve. Aqui eu vejo um equívoco; muitos dizem: eu quero dar pro meu filho o que eu não tive. Não. São José deu o que ele tinha. Ele deu o ser carpinteiro para Jesus. Ele mostrou que é através do fruto do trabalho, que você pode levar a vida adiante. Não precisou “fazer das tripas coração” para Jesus ser feliz; simplesmente se colocou à disposição. Então, não tenha medo de dar para seus filhos o que você tem. Não o que não tem. E não queira dar tudo, porque a maior glória do mundo é aquele que nós formamos no superar. Se você não consegue dar tudo pro seu filho, ele que conquiste. Que bom se ele te superar, conseguir mais do que você conseguiu. Isto não é vergonha, mas o contrário. É sinal de um bom mestre. Neste sentido, Jesus superou São José em tudo, o que mostra que é um bom mestre. O que me parece fundamental é que São José teve grande intimidade com Jesus e com Nossa Senhora. Intimidade de viver como família. Então, este é o segredo. Incluir Jesus e Maria em sua família. Já não se tem mais o costume de dar a benção aos filhos; “Deus te abençoe”. É evidente, que quem não está acostumado, se fizer isto os filhos vão se assustar. Mas, agente sabe que a benção vinda do pai é única. Quem tem seu pai no céu, sabe disto. Não tem mais aquele “Deus te abençoe”. Aquela benção vinda dos pais, nenhum padre pode dar, nem a esposa, nem os filhos. É uma benção própria, é o múnus que ele traz consigo, é a capacidade de abençoar. É evidente que isto traz carinho, segurança, porque a benção nos dá coragem para caminharmos. Pai, não desanime, conte com a presença de Jesus e Maria em sua família. Conte com a Eucaristia e tudo aquilo que for necessário a sua família irá conquistar.
Muitos daqui já têm os filhos criados e, portanto, já chegam os netos. Ora, é evidente que na família cristã, todo aquele que é pai, é avô, é fonte de vida. É evidente que como avô pode e deve continuar a dar a benção aos netos, ajudando-os a descobrir a Palavra de Deus e ter maior segurança, que tudo mais é passageiro e ilusório. É Deus na pessoa de Jesus Cristo, que nos dá a Palavra de vida eterna.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo...

PE. PEDRINHO


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Homilia de D. Henrique Soares
A Liturgia da Palavra deste Domingo ainda está ligada ao evangelho da multiplicação dos pães. Jesus reclama porque os judeus não quiseram compreender o sinal da multiplicação. Claramente, ele afirma: “Eu sou o pão que desceu do céu! Quem dele comer, nunca morrerá!”
Eis aqui a grande revelação do Senhor! Os judeus só conseguem ver a superfície, somente compreendem que ele é o filho de José; não percebem, não crêem que ele vem do Pai, como alimento de nossa existência: ele é o sustento, o alimento da nossa vida. Afinal, que é viver? Será simplesmente existir, respirar, sobreviver, de qualquer modo, sem rumo, sem sentido, sem uma finalidade para a existência? Que vida seria essa? Não uma existência assim, miserável, que vemos tantos e tanto hoje vivendo? Pois bem, Jesus afirma que ele dá o sustento verdadeiro à nossa vida; com ele, a vida tem sentido, tem rumo, tem razão de ser; com ele, descobriremos porque vivemos, descobrimos de onde vimos e para onde vamos, descobrimos que somos amados e somos fruto de um sonho de amor; com ele, finalmente, temos a paz! “Eu sou o pão da vossa vida! Precisais mais de mim que vosso corpo do pão de cada dia. Quem come desse pão que sou eu, isto é, quem se alimenta de meu amor, de minhas palavras, de meu caminho, nunca viverá uma vida de mentira, de ilusão, de morte; antes, viverá de verdade!
Para ilustrar isso, basta pensarmos na situação de Elias, na primeira leitura de hoje. Ele tinha matado os profetas de Baal no monte Carmelo. Jezabel, a rainha idólatra, tinha prometido vingança e queria matá-lo. O profeta sentiu medo e figiu, procurando esconder-se no deserto do Sinai para encontrar inspiração e consolo no monte Horeb (outro nome para o monte Sinai), o Monte de Deus. E lá vai Elias… Mas, o caminho longo, os dias quentes do deserto, a solidão, a tensão da fuga, tudo isso traz desânimo e depressão ao profeta. A vida lhe parece dura, amarga, sem sentido. Cansado, ele se rende e pede a morte: “Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais… Sou igual a todo mundo, não sou a palmatória do mundo… Cansei! Quero morrer!” Quantas vezes somos como Elias, quantas vezes a existência nos pesa, o sentido da vida parece se nos esconder, quantas vezes parece que apenas sobrevivemos, mas não temos idéia para onde vai o caminho… O desengano do profeta é tão profundo que ele, deprimido, cai no sono. E o Senhor envia-lhe um anjo: “’Levanta-te e come!’ E ele viu junto à sua cabeça um pão assado… ‘Ainda tens um longo caminho a percorrer’. Elias levantou-se, comeu e bebeu e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus”. Caríssimos, também nós estamos a caminho, também nós precisamos de um pão como o de Elias. Esse pão o Senhor nos dá, esse pão é o próprio Cristo, que hoje nos diz: “Eu sou o pão da vossa vida!” Infelizmente para nós, caríssimos, nos iludimos, procurando saciar nossa fome de vida com coisas que não alimentam o coração. É aquela antiga queixa de Deus, pela boca do profeta Isaías: “Ah! Todos que tendes sede, vinde à água. Vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; comprai sem dinheiro e sem pagar, vinho e leite. Por que gastais dinheiro com aquilo que não é pão, e o produto do vosso trabalho com aquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me com toda atenção e comei o que é bom. Escutai e vinde a mim, ouvi-me e havereis de viver!” (Is 55,1-3)
Mas, o Senhor é bondoso e sua misericórdia é sem limites! Quem pode pôr medida à sua bondade? Ele não somente é pão e sustento de nossa vida de modo figurado. Para surpresa nossa, para escândalo do mundo – e até de tantos cristãos que estão separados da Igreja de Cristo – o Senhor revela: “O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo!” É demais, caríssimos! É surpreendente, é inesperado! Aqui, o Senhor está falando claramente da Eucaristia: “Eu sou o pão da vossa vida, eu vos alimento de vida e de sentido de viver; e eu fico entre vós, fico convosco, alimento-vos de um modo que não esperáveis: minha união convosco é total, absoluta: eu vos dou verdadeiramente minha carne, meu corpo morto e ressuscitado, como vida da vossa vida!” Meus irmãos, não pode haver maior dom, maior intimidade, mais revigorante alimento! Os judeus murmuravam, os protestantes murmuram, mas Cristo nosso Deus, que tem palavras de vida eterna e para quem nada é impossível, nos garante: “O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo!” Caríssimos, estejamos atentos para nos aproximar freqüentemente desse alimento de vida eterna; com freqüência e com dignidade. Privar-se da comunhão eucarística quando se poderia comungar é fazer pouco caso do dom do Senhor, é ser auto-suficiente, é não reconhecer que somente Jesus nos alimenta e nos sustém com a sua graça. Não cuidar de comungar é um orgulho que nos coloca debaixo da terrível sentença do nosso Salvador: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes do seu sangue, não tereis a vida em vós!” (Jo 6,53). Por outro lado, aproximar-se do Corpo do Senhor sem se examinar; comungar sem estar em comunhão com o Senhor e com os irmãos é mentir contra a Eucaristia, é comer e beber a própria condenação! Comunguemos sempre, caríssimos; mas, comunguemos estando preparados, conforme a santa Palavra de Deus nos exorta! Recordemos a grave palavra do Apóstolo: “Que cada um se examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo come e bebe a própria condenação” (1Cor 11,28s).
Meus caros, a Eucaristia, comunhão no santíssimo Corpo do Senhor, não somente é alimento para o nosso caminho, não somente á sustento da nossa vida, não somente é penhor de vida eterna, como também nos dá a graça do Santo Espírito, que nos faz ser um só corpo em Cristo. Eis, que mistério tão profundo: comungando do Corpo do Senhor na Eucaristia, nós nos tornamos cada vez mais unidos no corpo do Senhor, que é a Igreja! Comunguemos, pois, e teremos força para viver o belo caminho que a segunda leitura deste hoje nos aponta: “Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor”. Eis aqui: a nossa participação no sacrifício eucarístico de Cristo, a nossa comunhão no seu corpo sacrificado e entregue amorosamente, devem nos levar a um novo modo de viver, um modo que consiste na docilidade ao Espírito do Senhor morto e ressuscitado, que significa comunhão com Deus e com os irmãos: “Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.
Portanto, seja Cristo, que se oferece por nós em sacrifício e se dá a nós em comunhão, o pão, o sustento, o sentido da nossa vida, para podermos caminhar, entre as lutas, desafios e cansaços desta vida, até o monte de Deus, que é a Pátria celeste. Amém.
Dele alimentar-se é iniciar uma nova vida, vivendo sua dinâmica de entrega: vivei em amor como ele nos amou e se entregou por nós em sacrifício (2l).

Dom Henrique Soares da Costa



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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos, ministros extraordinários da Palavra):






LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
- COM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
- T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
- Pai, Por Jesus e na força do Espírito Santo, fomos transformados em novas pessoas; somos vossos filhos e filhas. Vinde sempre em nosso auxílio quando o cansaço e o desânimo caírem sobre nós. Que o Espírito Santo nos faça fortes para superar as nossas limitações.
- T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
- Senhor, fazei-nos atentos às novidades e aos novos chamados que fazeis em nossa vida. Que sempre estejamos atentos e dispostos aos novos trabalhos de evangelização para que vosso reino seja feito segundo a vossa vontade.
- T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
- Senhor, nosso Deus e Pai, vinde sempre em nosso auxílio, pois muitas vezes somos fracos e nos vencemos pelas tendências do homem velho. Muitas vezes caímos pelo nosso egoísmo e orgulho. Transformai-nos a cada dia para que possamos espelhar a vossa bondade a todos.
- T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
-Pai nosso...
Oração da Paz...
A Paz de Cristo...
Eis o Cordeiro de Deus...






quinta-feira, 4 de agosto de 2016

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM, subsídios homiléticos, homilias

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C 2016
(Mês vocacional: Mês vocacional: Vocação ao ministério ordenado [bispos, presbíteros e diáconos] e vocação à família, à vida religiosa e à catequese)

SINOPSE:
Tema: “Onde está o vosso tesouro, estará vosso coração”:
Primeira leitura: só os valores de Deus geram vida e felicidade.
Evangelho: Quem está atento ao libertador, vai agir para que a felicidade aconteça.
A segunda leitura apresenta Abraão e Sara como modelos de fé para todas as épocas.

PRIMEIRA LEITURA (Sb 18,6-9):  Leitura do Livro da Sabedoria.
A noite da libertação fora predita a nossos pais, para que, sabendo a que juramento tinham dado crédito, se conservassem intrépidos. Ela foi esperada por teu povo, como salvação para os justos e como perdição para os inimigos. Com efeito, aquilo com que puniste nossos adversários, serviu também para glorificar-nos, chamando-nos a ti. Os piedosos filhos dos bons ofereceram sacrifícios secretamente; de comum acordo, fizeram este pacto divino: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos. Isso, enquanto entoavam antecipadamente os cânticos de seus pais.

A noite da libertação fora predita, ...  esperada...; fizeram pacto: solidariedade nos bens e perigos. Isso, enquanto entoavam antecipadamente os cânticos de seus pais.

O “Livro da Sabedoria” é do séc. I a.C. - Elogio da “sabedoria” israelita aos os valores da fé; reflexão entre o que aconteceu aos egípcios e ao Povo de Deus:

-As pragas de animais aos egípcios      à mas as codornizes para os israelitas;
-As moscas e gafanhotos aos egípcios à a serpente de bronze salvou o Povo;
-As chuvas destruíram as culturas egípcias à o maná alimentou o Povo de Deus;
-As trevas aos egípcios à coluna de fogo ilumina a caminhada do Povo de Deus;
-Morte aos primogênitos dos egípcios  à Deus salvou a vida do seu Povo…

MENSAGEM - O texto refere-se à noite do êxodo como a “resposta de Deus” ao faraó que ordenava a matança e escravidão. Para os egípcios, foi uma noite trágica, de morte e de luto; para os judeus, foi uma noite de salvação, de glória e de louvor do Deus libertador. Deus, através de Moisés, fez saber com antecedência aos hebreus os acontecimentos da noite pascal. A fé provoca uma reação em agradecimento:
1-       Os sacrifícios (cordeiro pascal),
2-       A solidariedade (participação na partilha igual dos despojos.
3-       O cântico de hinos cantados todos os anos durante a ceia pascal).
4-       Os egípcios que corriam atrás dos deuses falsos –esquemas de opressão e de injustiça -  receberam o justo castigo.
5-       Os israelitas, fiéis a Jahwéh e à Lei, viram Deus atuar e encontraram a liberdade e a paz.

ATUALIZAÇÃO ♦ Há diferença entre o viver de acordo com os valores da fé e o viver de acordo com propostas enganosas de felicidade e de bem-estar… Só a fidelidade aos caminhos de Deus gera vida e libertação; e que os deuses do egoísmo e da injustiça geram sofrimento e morte.
♦  “vigilância”; trata-se de eu saber o que quero, de ter ideias claras quanto ao sentido da minha vida e de, em cada instante, atuar em conformidade.
♦ A resposta do Povo à ação libertadora de Deus; 1- celebração, 2- solidariedade, 3- louvor e ação de graças.
* Rever o passado encoraja a comunidade a não parar, a olhar para frente, a ter esperança no futuro.
   Só a fidelidade aos caminhos de Deus gera vida e libertação.

SALMO RESPONSORIAL - 32(33)
Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

 EVANGELHO (Lc 12,32-48)
...Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. ...Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe;
.... Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento. ...Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel que o senhor vai colocar à frente do pessoal? Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! Porém, se aquele empregado ...começar a espancar os criados, o senhor chegará num dia inesperado; ele o partirá ao meio... Aquele que, conhecendo a vontade do senhor, não agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. Porém, o empregado que não conhecia essa vontade, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

AMBIENTE - Jesus dirige-Se ao grupo dos discípulos (como “pequeno rebanho”), mostra o que fazer para que o “Reino” seja uma realidade e quais os “tesouros” são a prioridade.

MENSAGEM - O “verdadeiro tesouro” não está nos bens deste mundo: Estar atentos, trata-se do “Reino” e dos seus valores.
1- A primeira parábola convida a ter os rins cingidos e as lâmpadas acesas, como homens que esperam o senhor que volta da sua festa de casamento; estarem preparados para acolher a libertação.
2 - A segunda, incerteza da hora; A imagem do ladrão:
3 - A terceira, a pergunta de Pedro aos responsáveis da comunidade; fiéis às suas tarefas: quem usa as funções em benefício próprio, será castigado: os que desobedeceram intencionalmente serão mais castigados; os que desobedeceram não intencionalmente serão menos castigados. A última afirmação (“a quem muito foi dado, muito será exigido) é dirigida a todos os que receberam dons materiais ou espirituais. - E conclui, respondendo à pergunta de Pedro: "Quem deve vigiar?". TODOS: sobretudo os Animadores da Comunidade cristã, que devem permanecer fiéis às suas tarefas de animação e de serviço.
- Muitas vezes temos a tentação do desânimo. A Palavra de Deus nos anima: "Não tenhais MEDO”...
"A fidelidade de Deus no PASSADO é garantia de sua presença no PRESENTE.
Uma luz sempre se acende, diante de quem tem fé e esperança.

ATUALIZAÇÃO ♦ A vida dos discípulos de Jesus tem de ser uma espera vigilante e atenta.
♦ Ser cristão não é um trabalho de fim de semana; mas é um compromisso a tempo inteiro.
♦ Desempenhar bem as funções que lhe foram confiadas. A quem foi confiado a autoridade, que ajam como servos e com humildade.

SEGUNDA LEITURA (Hebreus 11,1-2.8-19) A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera,... Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. Foi pela fé que Abraão obedeceu..., e partiu. Foi pela fé que ele residiu como estrangeiro na terra prometida, Pois esperava a cidade que tem Deus por construtor. Foi pela fé que Sara, ...se tornou capaz de ter filhos.... Todos estes morreram na fé. Não receberam a realização da promessa, mas a puderam ver e saudar de longe e se declararam estrangeiros e migrantes nesta terra. Mas agora, eles desejam uma pátria melhor, isto é, a pátria celeste. ...Foi pela fé que Abraão ofereceu Isaac; ele, o depositário da promessa. Ele estava convencido de que Deus tem poder e assim recuperou o filho o que é também um símbolo.

AMBIENTE - Carta aos Hebreus anos 70. Destina-se a comunidades cristãs desanimadas, por causa das perseguições. O autor apresenta um estímulo à vocação cristã, até à identificação total com Cristo. Cristo, o sacerdote por excelência – através de quem os homens são inseridos nesse Povo sacerdotal que é a comunidade cristã e devem fazer da sua vida um contínuo sacrifício de louvor, de entrega e de amor. O autor insiste na fé e na constância ou perseverança. Pela fé, percorrer o caminho dos “antigos”; pela constância, aceitar com paciência os sofrimentos que a vida comporta, pois esses sofrimentos fazem parte da pedagógica para chegar à perfeição.

MENSAGEM: A “fé” é posta em relação com a esperança; ela dirige-se ao futuro e ao invisível. A fé é, sobretudo, a adesão a Jesus. Pela fé, Abraão acolheu o chamamento de Deus, deixou a sua casa e partiu ao encontro do desconhecido; pela fé, Sara pôde conceber e dar à luz Isaac; pela fé, Abraão não duvidou quando Deus o mandou sacrificar o filho Isaac. Abraão não viu concretizar-se a promessa da posse da terra, nem a promessa de um povo numeroso; mas, pela fé, ele contemplou antecipadamente a realização das promessas de Deus, “saudando-as de longe”. Assim, Abraão assumiu a sua condição de peregrino e estrangeiro, ansiando pela cidade futura, e caminhando ao encontro do céu, a sua pátria definitiva. A carta quer propor a esses cristãos perseguidos e desanimados: vivam na fé, esperando a concretização dos dons futuros que Deus vos reserva e caminhem pela vida como peregrinos, sem desanimar, de olhos postos na pátria definitiva.

ATUALIZAÇÃO ♦O autor convida a confiar na possessão dos bens futuros, anunciados por Deus. A nossa caminhada nesta terra está marcada pela finitude, pelas nossas limitações, pelo nosso pecado; mas isso não pode fazer-nos desanimar e desistir: viver na fé é, apesar disso, apontar à vida plena que Deus nos prometeu e caminhar ao seu encontro.
♦ o cristão deve ser o homem da serenidade e da paz; ele sabe que a sua existência está para além dos êxitos ou dos fracassos que o dia a dia traz. Guiado pela fé, ele tem sempre diante dos olhos essas realidades últimas, que dão sentido pleno àquilo que aqui acontece.
Se Jesus declara felizes os servidores que esperam para servir, porque depois em lugar de servir, vão ser servidos, e logo pelo seu Mestre. O fato de esperar muda totalmente a situação.
No evangelho: “Estejam cingidos os vossos rins e as lâmpadas acesas. Ter as roupas cingidas é uma imagem utilizada para indicar que alguém se preparava para realizar um trabalho, ou uma viagem. Ter lâmpadas acesas indica a atitude daquele que está de vigia ou espera de alguém. Quando o Senhor vier no final da nossa vida, deve encontrar-nos assim: em estado de vigília; servindo por amor e preparados para a viagem.
Disse Jesus: “onde está o vosso tesouro, aí estará o vosso coração”: “quer comais ou bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Cor. 10,31).
Crer não é acreditar em algumas coisas, dar assentimento a uma demonstração clara e evidente de idéias, ou a um projeto sem dúvidas e conflitos. Crer é confiar em Alguém, é seguir o chamamento do Desconhecido que convida, (como Abraão) confiar a própria vida nas mãos de um Outro, para que Ele seja o único, o verdadeiro Senhor. «Crer» significa «cor dare», dar o coração, confiá-lo incondicionalmente nas mãos de um Outro: (como Sara) crê todo aquele que se deixa fazer prisioneiro do Deus invisível, todo aquele que aceita ser possuído por Ele, na escuta obediente e na docilidade do coração. Fé significa «rendição, entrega, abandono», e não «possessão, garantia e segurança».
3. Crer, portanto, não é ser poupado à luta, fugir do risco e caminhar tranquilo; a fé não é um seguro de garantia, um passaporte para um mundo cor-de-rosa.
Aquele que crê, caminha na noite, como um peregrino, ao encontro da Luz. Sabe que a noite é apenas uma parte do dia. As trevas, levarão o peregrino a invocar a presença protetora e a confiar nela. E essa confiança chama-se «fé». A fé é, por isso, «um raio», uma luz que não elimina o escuro, mas ilumina a noite! «Crer significa estar à beira do abismo obscuro, e ouvir uma Voz que brada: «Lança-te, Eu te tomarei nos Meus braços!» (S. Kierkegaard). E atirar-se, apoiado apenas na palavra invisível que nos chama! Creio em Vós, Senhor, mas aumentai a minha fé»

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Fé Vigilante

Muitas vezes temos a tentação de nos deixar levar pelo desânimo.
A Palavra de Deus nos anima: "Não tenhais MEDO..."
A fidelidade de Deus no PASSADO é garantia de sua presença no PRESENTE.

Na 1ª leitura, encontramos a experiência de ISRAEL, que gostava de recordar a presença amorosa e libertadora de Deus no passado,  para mostrar que era possível superar as dificuldades presentes. (Sb 18,6-9)

A leitura recorda a experiência do êxodo, da "noite" da libertação.
+ Noite trágica de luto e extermínio para os egípcios que, tendo repelido a palavra de Deus transmitida por Moisés, viram perecer seus primogênitos.
+ Noite de alegria e liberdade para os hebreus, que, tendo crido nas promessas divinas, foram poupados e iniciaram a marcha libertadora para o deserto onde Deus os aguardava para estabelecer Aliança com eles.

* Rever o passado encoraja a comunidade a não parar, a olhar para frente, a ter esperança no futuro.
   Só a fidelidade aos caminhos de Deus gera vida e libertação.

Na 2ª Leitura, fala a experiência de ABRAÃO. (Hb 11,1-2.8-19)

Um exemplo de fé no PASSADO, para a Comunidade continuar firme, apesar das dificuldades do PRESENTE...
    - Pela fé, obedece a Deus, deixa a pátria e parte para o desconhecido...
    - Pela fé, acredita ter um filho, apesar da idade avançada...
    - Pela fé, aceita a ordem divina de sacrificar Isaac.
    - pela fé, caminhou pela vida como peregrino, sem desanimar, de olhos postos na pátria definitiva...

* As dificuldades continuam ainda hoje, no mundo, na pátria, nas famílias e nas comunidades.
São momentos em que não devemos desanimar...
Uma luz sempre se acende, diante de quem tem fé e esperança.

No Evangelho, temos a Experiência dos APÓSTOLOS. (Lc 12,32-48)

- Os apóstolos estavam com medo... eram poucos e fracos, num mundo hostil.
- Jesus lhes garante: "Não temais, pequeno Rebanho, porque é do agrado do Pai dar a vós o Reino".
- E os convida a uma VIGILÂNCIA permanente (na "noite"): "Vigiai... o Senhor pode chegar quando menos esperamos."
- Exemplifica essa verdade com 3 PARÁBOLAS:
. Os Servos que esperam o Senhor voltar do casamento
. O Ladrão que chega de surpresa
. O Administrador fiel...
- E conclui, respondendo à pergunta de Pedro: "Quem deve vigiar?".
  TODOS: sobretudo os Animadores da Comunidade cristã, que devem permanecer fiéis às suas tarefas de animação e de serviço.

A Comunidade cristã é pequena e frágil... Por isso, os cristãos devem viver em permanente vigilância dando primazia aos valores do Reino e aguardar a chegada do Senhor.

- Talvez também vocês, PAIS, estão preocupados com o mundo, que os seus filhos estão enfrentando...
  Jesus lhes garante: "Não tenhais medo... tende uma fé vigilante..."
    > FÉ em DEUS... e nos FILHOS... mesmo nas falhas e limitações...
    > VIGILANTE: Sendo uma presença certa na hora exata...

Ser Pai não significa apenas gerar a vida, mas acompanhar, vigiar, amparar, proteger a vida gerada.
É dividir com Deus a missão de criar, de gerar, pois o Pai criador gerou a vida no mundo e quis compartilhar essa tarefa com vocês...

E, Vocês, FILHOS, também estão preocupados com seus pais?
à "Não tenhais medo".
Todo pai é um lutador, que vence barreiras, que suporta e vence os obstáculos. Se os desafios existem, maiores são as forças para enfrentá-los.

Aos pais que desta vida já partiram, obrigado pelo exemplo de amor que deixaram, como símbolo de sua existência neste mundo.

Que o Criador, nosso Pai, proteja todos os nossos pais. Sem a sua presença, a vida seria mais triste, o mundo não seria o mesmo.                             

Pe. Antônio Geraldo

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Homilia do Pe. Pedrinho

Meus irmãos e irmãs, hoje, o Evangelho nos fala de muitas coisas importantíssimas. Para imitar o Papa Francisco, eu vou pegar três pontos: já perceberam, que toda pregação dele, parte de três pontos? Primeiro ponto é este: não tenhais medo, pequenino rebanho. São palavras carinhosas. Jesus transmite um carinho, que podemos já perceber pelas palavras, pelas expressões, que Ele utiliza: “Não tenhais medo, pequenino rebanho”. Às vezes, nos dá a impressão, que só nós estamos nesta caminhada para o Reino de Deus. Você olha para um lado, as pessoas não estão preocupadas com o evangelho, olha para o outro lado e as pessoas não estão preocupadas com o próximo, olha pro outro e é só corrupção, olha para este, é só ladroagem, e, agente fica assim: será que a fé está acabando, então, vem Jesus com estas palavras: “Não tenhais medo, pequeno rebanho, porque foi da vontade do Pai, lhe conceder o Reino”. Às Vezes, achamos de o Reino vi ser assim: de uma hora para outra, todo mundo vai virar cristão, vão ser bonzinhos. Não é assim que funciona. O Reino de Deus é vivenciado por pequeninos rebanhos. Às vezes, por famílias, que procuram viver o Evangelho, ás vezes, por núcleo, por comunidade, ás vezes por um grupo de cinquenta, setenta pessoas. Então, temos a impressão de que eles não existem, porque fica difícil localizá-los vivendo o Evangelho. Entretanto, se formos somar, dá um grande povo de Deus no mundo todo. É assim, a Igreja. A Igreja são estas pessoas, que pela fé se dispuseram a caminhar  em busca de construir o
Reino de Deus e buscam fazer isto na perseverança, que muitas vezes com muita dificuldade, mas vão vivendo e procurando seguir este Evangelho. Esta é A Igreja. É a igreja que se reúne em uma casa, num edifício, num templo, para se alimentarem da Palavra e da Eucaristia, para louvar a Deus, para reforçar a disposição de fazer o bem e para ajudar o próximo. Esta é a finalidade da Igreja. Se nós deixarmos de ajudar o irmão, deixamos de ser o sinal do serviço de Jesus Cristo. Se deixarmos de louvar a Deus, deixamos de reconhecer o nosso Deus e Senhor. Se deixarmos de nos alimentar da Palavra e da Eucaristia, nos perdemos no mundo, que também tem tanta palavra e tanta coisa que oferece, mas não com tanta perenidade, firmeza,  pois a palavra que ouvimos na Igreja é de vida eterna e não ilusões e enganações. Então, “não tenhas medo de viver a fé”. Na realidade, é isto que Jesus diz para nós. Somos pequenino rebanho, mas somos rebanho e sabemos quem é o nosso Pastor. O nosso Pastor é o Nosso Senhor Jesus Cristo.
Para alguns, tem um pedido a mais: segundo ponto: como será feliz o Senhor, quando Ele vier e ver os seus discípulos dando de comer às pessoas. Isto também é algo importante. Aí não diz dando de comer a quem pertence ao rebanho, mas “dando de comer às pessoas”. Claro, que dar de comer é tanto um prato de comida, quanto dar a Palavra de Deus; “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. Dar de comer não se trata apenas do pão material, mas também  o alimento de uma companhia, de uma palavra, de um carinho, de um bom conselho, de um alimento que ajude o outro a ser melhor, de fato, servir o irmão. Servir também aquele que não conhecemos. É evidente, que aí temos uma exigência maior, porque nem sempre sabemos se estamos servindo mesmo ou colaborando para sua destruição. Aí vem o tema da vigilância. Estarmos vigilantes, “fazer o bem, sem saber a quem”. Fazer o bem, tendo a certeza de que se trata realmente de um bem mesmo. Por isso, que cada vez mais, vemos entidades, associações, que procuram servir o próximo, o assim chamado “trabalho voluntário”, onde temos desde o atendimento a crianças de pouca idade, até as pessoas de bastante idade. Assim mesmo, sempre somos chamados a estarmos vigilantes, para ver se falta, em alguma ocasião, um atendimento a alguém.
O terceiro ponto, isto, que Jesus fala é para nós ou para todos?
São Pedro representa a nossa palavra e é muito curioso observar, que nós sempre queremos observar se isto é para os outros ou também será para nós? Muitas vezes dizemos: fulano tinha que ouvir isto, sicrano tinha que ouvir aquilo. É sempre para os outros. No entanto, Jesus diz: não, é para todos. É para cada um de nós e para todos, porque a palavra Dele é para toda a humanidade. Que cada um veja o que é bom para ser ouvido e acolhido. Se você acha que esta palavra não é para você, louvado seja Deus, mas não caia no risco de achar que esta palavra é para o outro; é sempre para nós em primeiro lugar, porque julgar o outro é sempre mais fácil do que julgar a nós mesmos.
Que sejamos vigilantes, que sejamos os que louvam a Deus e sejamos os que se alimentam da Palavra e da Eucaristia, que possamos vivenciar a nossa fé.
Eu creio que dispensa comentário a segunda leitura, onde a Carta aos Hebreus mostra, que nem sempre nós vamos morrer tendo visto tudo quanto nós acreditamos ter sido concluído. Certamente é de São Paulo ou de um discípulo seu a Carta aos Hebreus. A Carta diz: entretanto, nós não vamos ser os privilegiados de não ter visto tudo ser realizado. Isto, desde Abraão, que foi assim. Abraão, Isaac, Jacó, pela fé, viveram tudo que viveram. No entanto, não conseguiram experimentar, sequer, um décimo daquilo que nós cristãos experimentamos. Não porque eles eram menos crentes ou tivessem menos direito do que nós. Não. É porque cada um a seu tempo, experimenta uma parte, daquilo que é o conjunto, que Deus tem reservado para todos. Entretanto, diz a leitura, eles compreenderam que Deus construía uma pátria celeste, onde Ele era o Arquiteto. Por conta disso, deixaram de lado tudo quanto é passageiro, para investir no eterno. Isto é sabedoria, diz a primeira leitura, porque aquilo que foi esperado pelo povo como salvação, se tornou, de fato, um grande sinal e uma grande esperança para todos.
Irmãs e irmãos, não tenhamos medo de continuar firmes na fé, semeando sempre as sementes do reino de Deus.
Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pe. Pedrinho – Diocese de Santo André – SP.

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Homilia de D. Henrique Soares da Costa

Quando o Evangelho não nos é exigente? Quando a Palavra de Deus não nos questiona? A Escritura diz que “a Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante do qualquer espada de dois gumes; penetra até dividir alma e espírito, junturas e medulas. Ele julga as disposições e intenções do coração” (Hb 4,12). A cada Domingo, fazemos experiência dessa exigência viva e eficaz da Palavra do Senhor em nossa vida. É o caso também deste hoje.

Comecemos com a advertência consoladora e carinhosa do Senhor Jesus: "Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino”. Tão atual e necessária esta palavra! A fé cristã e a Igreja são tão combatidas atualmente, tão incompreendidas! Cada vez mais nossa sociedade se paganiza, cada vez mais rejeita o cristianismo, cada vez mais fortemente apostata da fé na qual foi plasmada e cada vez menos compreende o Evangelho e suas exigências. Com quanta força se contesta a moral cristã; com quanta ênfase se ressalta e propaga a fraqueza desse ou daquele membro da Igreja, sobretudo do clero... O interesse é um só: desmoralizar a Igreja como porta-voz do Evangelho. Desmoraliza-se a Igreja para calar-se e desmoralizar-se a moral cristã e suas exigências. Olhem o Crucificado, pensem nas suas exigências e recordem o que o mundo pensa e diz: “Não queremos que ele reine sobre nós!” Pois a nós, pequeno rebanho - rebanho cada vez menor -, o Senhor exorta: “Não tenhais medo, pequenino rebanho!” Não temais o mundo pagão, não temais os escândalos, não temais vossas próprias infidelidades e fraquezas, não temais os sábios da sabedoria deste mundo, que não podem compreender as coisas de Deus (cf. 1Cor 1,21) e crucificaram e crucificam ainda o Senhor da Glória (cf. 1Cor 2,8). Não temais ante as dificuldades da vida!
Mas, como é possível resistir? É tão grande o combate; é tão dramática a batalha! As leituras da Missa de hoje dão-nos uma resposta emocionante. O Livro da Sabedoria nos recorda a noite da saída do Egito. Israel era um povinho, um bando de escravos, menos que nada, menos que ninguém... Como suportou o sofrimento? Como se conservou fiel a Deus? Como resistiu? Como não se dispersou? Resistiu porque colocou somente em Deu sua esperança: “A noite da libertação fora predita a nossos pais, para que, sabendo a que juramento tinham dado crédito, se conservassem intrépidos”. O povo de Deus, escravo no Egito, não duvidou da promessa que Deus fizera a Abraão; o povo esperou contra toda esperança e esperou no julgamento de Deus: “Os piedosos filhos dos bons fizeram este pacto divino: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos”. Um povo unido pela esperança e pela fé na Palavra de Deus.
A segunda leitura, da Carta aos Hebreus, também nos responde: a fé, mãe da esperança, foi a forçados amigos de Deus. “A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se vêem”. Na fé, já possuímos; na fé, já tocamos com as mãos aquilo que o Senhor nos prometeu e nos preparou. Foi pela fé que nossos antepassados partiram, deixaram tudo; pela fé tiveram a coragem de viver errantes, morando em tendas, daqui para ali... Pela fé, viveram como estrangeiros nesse mundo, colocando toda esperança em Deus, que nos prepara uma Pátria melhor no céu; pela fé, Abraão, nosso pai, foi capaz de sacrificar seu filho único... Pela fé deles "Deus não se envergonha deles, ao ser chamado o seu Deus”.
Vejam, irmãos: o caminho que o Senhor nos propõe nunca foi fácil... Somente aqueles que tiveram a coragem de se deixar, de se abandonar, de se entregar, perseveraram até o fim. É o que o Senhor nosso, Jesus Cristo, nos propõe hoje: “Vendei vossos bens e dai esmola... Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu... Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas, como homens esperando seu senhor voltar. Ficai preparados!” Todas essas palavras nos convidam ao desapego, à vigilância, à atitude de disponibilidade, de entrega e esperança diante de Deus. E como tudo isso é difícil, num mundo que propõe como ideal de vida o conforto, a fartura de bens, o individualismo, a confiança somente no que se vê, a dispersão interior e exterior! Digam: como as crianças podem ter amor a Deus passando horas e horas diante dos filmes e desenhos animados pagãos? Como os adultos podem prender o coração às coisas de Deus, empanturrando-se de dispersão, de novelas e de futilidades mundanas? Como rezar bem se nos apegamos ao conforto desmesurado? Como manteremos nosso fervor dispersos em mil bobagens? Como seremos realmente fortes na fé sem combater nossos vícios? Como estaremos prontos para levar cruz na doença, nas dificuldades da vida conjugal, no desafio da educação dos filhos, na luta do combate aos vícios, na busca sincera de sermos retos, decentes e honestos por amor de Cristo? Como viver tudo isso sem a vigilância? Como permanecer firmes na fé católica sem a oração e a procura das coisas de Deus? O Senhor virá na noite desse mundo: “E caso chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão” se nos encontrar vigilantes! Vigiemos, portanto!
Caríssimos, esta advertência é para todos, e de modo especial, para nós, pastores do rebanho, a quem o Senhor constituiu “administrador fiel e prudente”. Que não caiamos na ilusão de pensar: “Meu patrão está demorando” e nos entreguemos à infidelidade! Não temamos; vigiemos, sejamos fiéis até o fim! Não reneguemos o Evangelho! – Eis o apelo do Senhor hoje!
Esta palavra vale também para os pais, servos que o Senhor colocou à frente de sua família. Que sejam conscientes da missão que receberam e transmitam aos seus filhos o testemunho de uma fé robusta e dos verdadeiros valores humanos e cristãos. E possam receber a recompensa dos servos bons e fiéis, aqui e por toda a eternidade. Amém
D. Henrique Soares da Costa

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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (diáconos e ministros da Palavra):


LOUVOR: (QUANDO O PÃO Consagrado ESTIVER SOBRE O ALTAR)      [19º DOMINGO DO TC]

à O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR...
à COM JESUS, por Jesus e em Jesus, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO,  louvemos ao PAI:
T: Senhor, vinde sempre em nosso auxílio.
à Pai, como é bom conhecermos a vossa Palavra; Sois bondade e amor. Outrora libertastes vossos filhos do cativeiro do Egito e os colocastes na terra prometida. Hoje, pela Páscoa de Jesus ressuscitado nos dais a fé e a esperança de chegarmos ao vosso Reino.
T: Senhor, vinde sempre em nosso auxílio.
à Pai, nós vos bendizemos por Abraão e Sara que testemunharam a fé e a esperança em nossa história. Que o Espírito Santo nos conduza e nos inspire a crescer em nossa fé e em nossa esperança. Que sempre estejamos atentos a fazer a vossa vontade, pois nela está a nossa felicidade.
T: Senhor, vinde sempre em nosso auxílio.
à Pai, vos bendizemos porque em Jesus nos inseristes em vosso Reino; Somos cidadãos do Céu; Este é o nosso tesouro. Nós vos agradecemos por nos enviar Jesus e nos mostrar vosso amor.
T: Senhor, vinde sempre em nosso auxílio.
à  Pai nosso...     Eis o Cordeiro...