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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

4º DOMINGO DO ADVENTO ANO 2015, Subsídios para homilias, homilias

4º DOMINGO DO ADVENTO ANO 2015

SINOPSE:

Tema: “Vem, Jesus, filho de Maria!” – Jesus vem propor um projeto de salvação para a verdadeira felicidade.
Primeira leitura: este mundo novo é um dom do amor de Deus. Jesus veio apresentar uma proposta de um “reino” de paz e de amor, não construído com a força, mas acolhido nos corações.
Evangelho: Neste mundo novo, os marginalizados e oprimidos e os que sofrem encontram a dignidade e a felicidade.
Segunda leitura: a missão de Jesus visa a proximidade entre Deus e os homens. É necessário acolher esta proposta de Deus.
5. PRIMEIRA LEITURA (Mq 5,1-4a) Leitura da Profecia de Miqueias.
Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de ti há de sair aquele que dominará em Israel... Deus deixará seu povo ao abandono, até ao tempo em que uma mãe der à luz; e o resto de seus irmãos se voltará para os filhos de Israel. Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus; os homens viverão em paz, pois ele agora estenderá o poder até aos confins da terra e ele mesmo será a Paz.

AMBIENTE - Miqueias exerceu o seu ministério em Judá, nos sécs. VIII/VII a.C.. Conhece os problemas dos pequenos agricultores, vítimas de latifundiários. Por outro lado, um quadro de violência, de roubos, de impostos excessivos, de trabalhos forçados… O mais grave é que os opressores consideram que Deus está do seu lado e invocam as grandes tradições religiosas de Israel para justificar a opressão. O texto que nos é hoje proposto apresenta oráculos de salvação, destinados a animar a esperança do Povo.

MENSAGEM - O texto retoma as promessas messiânicas. Num quadro de injustiça e de sofrimento, o profeta anuncia a chegada de um personagem, no futuro, que reinará sobre o Povo de Deus. Esse personagem, enviado por Deus, será da descendência de Davi,  que poderá restaurar esse tempo de paz, de justiça e de abundância que o Povo conheceu na época do rei David. (“Ele será a Paz”) define a tranquilidade, ausência de violência e de conflito, Numa palavra, felicidade plena.

ATUALIZAÇÃO ♦ A missão de Jesus não passa pela instauração do trono político de David, mas sim pela proposta de um reino de paz e de amor no coração dos homens.
♦ Os cristãos são a comunidade que aceitou integrar esse “reino” de paz e de amor que Jesus veio propor. Devemos ser os continuadores na construção deste “Reino”.
♦ Apesar do egoísmo e do pecado, Deus continua a preocupar-se conosco para que encontremos a felicidade. A vinda de Cristo, Aquele que é “a Paz”, insere-se nesta dinâmica.

6. SALMO RESPONSORIAL / SI 79 (80).
Iluminai a vossa face sobre nós, Convertei-nos para que sejamos salvos!
• Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. / Vós que sobre os querubins vos assentais, /
 aparecei cheio de glória e esplendor! / Despertai vosso poder, ó nosso Deus, /
e vinde logo nos trazer a salvação!
• Voltai-vos para nós, Deus do universo! / Olhai dos altos céus e observai. /
Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; /
protegei-a e ao rebento que firmastes!
• Pousai a mão por sobre o vosso Protegido, / o filho do homem que escolhestes para vós! /
 E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus! / Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!

9. EVANGELHO (Lc 1,39-45)  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

AMBIENTE -  O texto faz parte do chamado “Evangelho da Infância”. Os estudos atuais falam do “Evangelho da Infância” como um gênero literário, que se pode chamar “homologese”: é um género que não pretende ser um relato fidedigno sobre acontecimentos, mas antes uma catequese destinada a proclamar as realidades salvíficas que a fé prega sobre Jesus (que Ele é o Messias, o Filho de Deus, o Deus conosco). Desenvolve-se em forma de narração e recorre às técnicas do midrash haggádico (uma técnica de leitura e de interpretação do Antigo Testamento usada pelos rabbis judeus na época em que foi escrito o Novo Testamento). A “homologese” utiliza, de preferência, tipologias: fatos e pessoas do Antigo Testamento encontram a sua correspondência em fatos e pessoas do Novo Testamento. Pelo meio, misturam-se elementos apocalípticos (aparições, anjos, sonhos), destinados a fazer avançar a narração e a explicitar as ideias teológicas e a catequese sobre Jesus. É esta mistura de elementos que podemos encontrar no Evangelho de hoje: mais do que uma informação “jornalística” sobre fatos concretos, trata-se de uma catequese sobre Jesus, feita a partir de um conjunto de referências tiradas das promessas do Antigo Testamento.

MENSAGEM - à saudação de Maria, o menino (João Batista) saltou de alegria no seio da mãe. Trata-se de uma indicação teológica: para Lucas, Jesus é o Deus que vem ao encontro dos homens, e a sua presença provoca alegria, pois vêem na chegada de Jesus a realização das promessas de um mundo de justiça, de amor, de paz e de felicidade para todos. Através de Jesus, Deus vai oferecer a salvação a todos; e isso provoca incontrolável alegria.
Temos, depois, a resposta de Isabel à saudação de Maria: “Bendita és tu entre as mulheres”. Trata-se de palavras que aparecem no “cântico de Débora” (cf. Jz 5,24) para celebrar Jael, a mulher que, apesar da sua fragilidade, foi o instrumento de Deus para libertar o Povo das mãos de Sísera, o opressor. Maria é, assim, apresentada – apesar da sua fragilidade – como o instrumento de Deus para concretizar a salvação/libertação dos homens.
Finalmente, temos a resposta de Maria: “a minha alma enaltece o Senhor…”. A resposta de Maria retoma um salmo de ação de graças (cf. Sl 34,4), destinado a dar graças a Jahwéh porque protege os humildes e os salva, apesar da prepotência dos opressores. É um salmo de esperança e de confiança, que exalta a preocupação de Deus para com os pobres que são vítimas da injustiça e da opressão. Sugere-se, claramente, que a presença de Jesus, através dessa mulher simples e frágil que é Maria, é um sinal do amor de Deus, preocupado em trazer a libertação a todos os que são vítimas da prepotência e da injustiça dos homens. Com Jesus, chegou esse tempo novo de libertação, de paz e de felicidade anunciado pelos profetas.

ATUALIZAÇÃO • A presença de Jesus é a concretização das promessas de salvação feitas por Deus ao seu Povo. Com Jesus, anuncia-se o fim  da opressão, da injustiça, de tudo aquilo que rouba e que limita a vida e a felicidade dos homens. Jesus tem por missão propor um mundo onde a justiça, os direitos humanos, a dignidade, a vida e a felicidade das pessoas são respeitados. Dizer que Jesus, hoje, nasce no nosso mundo significa propor esta mensagem libertadora e salvadora.
• O “estremecimento” de alegria de João Batista no seio de Isabel é o sinal de que o mundo espera com ânsia uma proposta libertadora.
• A proposta libertadora de Deus para os homens alcança o mundo através da fragilidade de uma mulher que aceita dizer “sim” a Deus. É através dos nossos limites e da nossa fragilidade que Deus alcança os homens e propõe o seu projeto ao mundo.
• Maria, após ter conhecimento de que vai acolher Jesus no seu seio, parte ao encontro de Isabel e fica com ela, solidária com ela, até ao nascimento de João. Acolher Jesus é estar atento às necessidades dos irmãos, partir ao seu encontro, partilhar com eles a nossa amizade e ser solidário com as suas necessidades.
** As palavras de bênção, inspiradas pelo Espírito, dirigidas por Isabel a Maria, são prova do especial agrado de Deus pela Virgem. A salvação é fruto da fé na palavra de Deus: «Feliz aquela que acreditou no cumprimento das palavras do Senhor» (v.45; Lc 8, 19-21). É sempre Maria que precede e que, solicitamente se dá a todos, em tudo: a maior faz-se dom para a mais pequena
♦ A presença de Jesus neste mundo é a concretização das promessas de salvação e de libertação feitas por Deus ao seu Povo. Jesus tem por missão propor um mundo onde a justiça, a dignidade, a vida e a felicidade das pessoas são respeitadas. Dizer que Jesus, hoje, nasce no nosso mundo significa propor esta mensagem libertadora e salvadora.
♦ A proposta libertadora de Deus alcança o mundo através da fragilidade de uma mulher que aceita dizer “sim” a Deus. É através dos nossos limites e da nossa fragilidade que Deus alcança os homens e propõe o seu projeto ao mundo. 
♦ Maria, após acolher Jesus no seu seio, parte ao encontro de Isabel e fica com ela, solidária com ela, até ao nascimento de João; acolher Jesus é ir ao encontro dos irmãos, partilhar a nossa amizade e ser solidário com as suas necessidades.

7. SEGUNDA LEITURA (Hb 10,5-10) Leitura da Carta aos Hebreus.
Irmãos: Ao entrar no mundo, Cristo afirma: “Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. Por isso eu disse: ‘Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade’”. Depois de dizer: “Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado” – coisas oferecidas segundo a Lei – ele acrescenta: “Eu vim para fazer a tua vontade”. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas.

AMBIENTE - A “Carta aos Hebreus” é um texto anónimo, escrito pouco antes do ano 70 e destinado a uma comunidade cristã vindos do judaísmo. É uma comunidade onde o entusiasmo inicial parece ter esfriado e começa um real perigo de desvios doutrinais.
A “carta” é uma apresentação do mistério de Cristo, sublinhando a dimensão sacerdotal da sua missão. Recorrendo à linguagem litúrgica judaica, o autor apresenta Jesus como o “sumo sacerdote” da nova “aliança”, que faz a mediação entre Deus e os homens. Os crentes, por Cristo sacerdote, são inseridos nesse Povo sacerdotal e devem fazer da sua vida um contínuo sacrifício de louvor, de ação de graças e de amor.
MENSAGEM- No mundo vétero-testamentário, quem queria obter o perdão dos seus pecados, oferecia em sacrifício um animal. No entanto, a inutilidade destes sacrifícios tinha sido já afirmada pelos profetas (cf. Is 1,11-13; Jr 6,20; 7,22; Os 6,6; Am 5,21-25; Miq 6,6-8), porque se tratava de ritos externos, que nem sempre correspondiam a uma atitude sincera do coração do oferente.
Pondo na boca de Jesus as palavras de um salmista (cf. Sl 40,7-9), o autor da “Carta aos Hebreus” afirma que, no mundo da nova “aliança”, não é o sacrifício de animais que realiza a comunhão com Deus, o perdão dos pecados; é a encarnação de Jesus, a entrega total da vida do próprio Cristo, o seu respeito pelo projeto e pela vontade do Pai que permitem a aproximação e a relação do homem com Deus. Quem quiser descobrir o Pai e aproximar-se d’Ele, olhe para Jesus; porque Jesus ensinou-nos, com a sua obediência ao projeto do Pai, como deve ser essa relação de filiação com Deus.

ATUALIZAÇÃO • A encarnação de Jesus e o seu “eis-Me aqui, Pai” correspondem ao projeto de Deus de aproximar os homens de Si, de estabelecer com eles uma relação de filiação e de amor. No Natal, somos convidados a contemplar a ação de um Deus que ama de tal forma os homens que envia ao nosso encontro o Filho, a fim de nos conduzir à comunhão com Ele.
• O encontro com Deus não é feito a partir de rituais externos (as prendas, a comida, os cânticos, as procissões, as orações, as liturgias solenes, o incenso, os paramentos sumptuosos), mas é feito a partir de Cristo, o Filho que entrega a vida, a fim de que o projeto do Pai se torne presente na vida dos homens e de que os homens, aprendendo o amor e a entrega total, aceitem tornar-se “filhos de Deus”.
• O encontro com Cristo significa aprender com Ele a obediência e a disponibilidade ao projeto de Deus. Fonte: Dehonianos

A Liturgia do advento nos apresenta várias pessoas que prepararam o povo para a vinda do Messias:
Jeremias, Baruc, Sofonias, Miquéias, João Batista...
Hoje aparece a figura privilegiada de uma MULHER que trouxe ao mundo o próprio Salvador.
Quem aguarda o Salvador não esquece sua mãe. Deus escolhe instrumentos humildes para realizar suas obras.

- O Deus grande e poderoso torna-se presente na pequena Belém, na pequena Maria, porque Deus escolhe o caminho da pequenez, da humildade, do serviço. É o estilo de Deus.

A 2ª Leitura Cristo se ofereceu ao Pai para cumprir a sua vontade: o valor da nossa existência, das nossas orações, dos nossos trabalhos se encontra no cumprir esta vontade. (Hb 10,5-10)

O Evangelho narra o encontro de duas Mães, que vibram de alegria com a realização das Promessas. (Lc 1,39-45)

- Após a Anunciação, em que deu o seu "SIM" a Deus, "Maria se põe a caminho... e vai às pressas à casa de Isabel".
  Maria nos ensina o melhor jeito de acolher: estar atento às necessidades dos irmãos, partir ao seu encontro,
  partilhar com eles a nossa amizade e ser solidário com as suas necessidades.

- "Logo que entrou, saudou Isabel" : "Shallon".
   Shallon sintetizava o conjunto dos bens prometidos por Deus ao Povo...  Maria era mensageira dessa "PAZ".
   * Em nossas VISITAS, procuramos levar a Paz?

- Isabel, iluminada pelo Espírito Santo, compreendeu os acontecimentos  e exclamou com toda alegria: "Bendita és tu entre as mulheres..."
  Lembra as Palavras dirigidas a duas mulheres fracas e desconhecidas,
  Judite e Jael, de quem Deus se serviu para libertar seu povo. (Jt 13,18; Jz 5,24)
  * Maria é o instrumento de Deus para concretizar a salvação dos homens...

- "Donde me vem a honra de que a mãe do meu Senhor me visite?"
   Lembra palavras de Davi ao receber a Arca da Aliança em Jerusalém...
   Maria é a nova Arca da aliança, que traz a presença salvadora do Senhor no meio do povo.
   Davi exultou com a presença da arca da aliança...  Isabel exultou de alegria pela visita recebida...

    * Valorizamos as VISITAS recebidas? (ou toleramos?)
   O menino saltou de ALEGRIA no seio da mãe.  A presença de Jesus provoca a alegria nos que esperam a concretização das promessas de Deus e que vêem na chegada de Jesus a realização das promessas de um mundo
de justiça, de amor, de paz e de felicidade para todos os homens.

- "Bem aventurada és tu porque acreditaste..."
  É a primeira bem-aventurança que se encontra no Evangelho...
  Maria é bem aventurada porque confiou na Palavra de Deus. Aceitou também as conseqüências de seu consentimento: aparecer grávida perante José e o público, sem poder explicar o fato e provavelmente sem ser acreditada...
  Daí a sua alegria em casa de Isabel, ao ver-se compreendida por alguém...
 * Nem sempre é fácil acreditar nas promessas do Senhor...  Maria nos ensina que vale a pena confiar...

- Então Maria responde: "A minha alma enaltece o Senhor..."
É um Salmo de Ação de graças, porque Deus protege os humildes e os salva.
É um Salmo de Esperança e de Confiança, porque Deus se preocupa dos pobres.
Maria é um sinal do amor de Deus, preocupado em trazer a libertação a todos...
* Sabemos louvar e agradecer a Deus pelas maravilhas que Deus continua fazendo em nós?

- "Maria permaneceu... três meses... e voltou..."
  * Permanecemos o tempo apenas necessário com os amigos,  sem perder tempo e sem fazer perder tempo?

+ MARIA NOS ENSINA TRÊS COISAS:

1. Levar JESUS no coração:
   Maria levou a Isabel o que tinha de mais precioso: JESUS. Tinha-o em seu seio e o sentia crescer cada dia.
   * Preparar-se para o Natal significa fazer nascer Jesus em nosso coração e manifestá-lo com o nosso amor, com o nosso sorriso, com a nossa alegria.

2. A ALEGRIA de encontrar os amigos:
    Quando Maria e Isabel se encontraram, sentiram uma grande alegria.
   * Quando Jesus vive em nós, também nós podemos sentir mesma alegria ao nos encontrar com os amigos.

3. A CARIDADE em primeiro lugar:
   Maria "foi às pressas" a Isabel para se colocar a seu serviço.
   * Nesses dias que nos separam do Natal, também nós podemos fazer com alegria pequenos serviços para as pessoas que convivem conosco.

Com Maria, chegaremos até Belém...


Maria nos ensina o melhor jeito de acolher: estar atento às necessidades dos irmãos, partir ao seu encontro, partilhar com eles a nossa amizade e ser solidário com as suas necessidades.
 “Nesta noite de Natal, tudo pára dentro de mim. Estar diante dEle; não há nada mais do que Ele na branca imensidão. Não diz nada, mas está aí… Ele é o Deus amando-me. E se Deus se faz homem e me ama, como não procurá-Lo? Como perder a esperança de encontrá-Lo, se é Ele que me procura? Afastemos todo o possível desalento; as dificuldades exteriores e a nossa miséria pessoal não podem nada diante da alegria do Natal que se aproxima.

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Uma Mulher

A Liturgia do advento nos apresenta várias pessoas que prepararam o povo para a vinda do Messias:
Jeremias, Baruc, Sofonias, Miquéias, João Batista...
Hoje aparece a figura privilegiada de uma MULHER que trouxe ao mundo o próprio Salvador.
Quem aguarda o Salvador não pode esquecer a sua mãe.

As Leituras bíblicas nos fazem sentir o clima do Natal. Deus escolhe instrumentos humildes para realizar suas obras.

Na 1a leitura, o profeta Miquéias fala do ambiente humilde onde irá nascer o Messias. (Mq 5,1-4a)

Israel, que vivia em guerras e exílio, tem esperança de que um dia um Messias congregará todos os povos na paz.
Ele não nascerá num cidade grande e importante com Jerusalém, mas num pequeno povoado desconhecido, Belém. Ele não sairá de uma família rica e poderosa, mas de uma família pobre e humilde, e agirá como um simples pastor.
O Deus grande e poderoso torna-se presente na pequena Belém, na pequena Maria, porque Deus escolhe o caminho da pequenez, da humildade, do serviço.

A 2ª Leitura afirma que Cristo se ofereceu ao Pai para cumprir a sua vontade: o valor da nossa existência, das nossas orações, dos nossos trabalhos se encontra no cumprir esta vontade. (Hb 10,5-10)

O Evangelho narra o encontro de duas Mães, que vibram de alegria com a realização das Promessas. (Lc 1,39-45)

- Após a Anunciação, em que deu o seu "SIM" a Deus, "Maria se põe a caminho... e vai às pressas à casa de Isabel".
  Maria nos ensina o melhor jeito de acolher:  estar atento às necessidades dos irmãos, partir ao seu encontro,
  partilhar com eles a nossa amizade e ser solidário com as suas necessidades.

- "Logo que entrou, saudou Isabel" : "Shallon".
   Shallon sintetizava o conjunto dos bens prometidos por Deus ao Povo...
   Maria era mensageira dessa "PAZ".
   * Em nossas VISITAS, procuramos levar a Paz?

- Isabel, iluminada pelo Espírito Santo, compreendeu os acontecimentos  e exclamou com toda alegria: "Bendita és tu entre as mulheres..."
  Lembra as Palavras dirigidas a duas mulheres fracas e desconhecidas, Judite e Jael, de quem Deus se serviu para libertar seu povo. (Jt 13,18; Jz 5,24)
  * Maria é o instrumento de Deus para concretizar a salvação dos homens...

- "Donde me vem a honra de que a mãe do meu Senhor me visite?"
   Lembra palavras de Davi ao receber a Arca da Aliança em Jerusalém...
   Maria é a nova Arca da aliança, que traz a presença salvadora do Senhor no meio do povo.
   Davi exultou com a presença da arca da aliança...  Isabel exultou de alegria pela visita recebida...

    * Valorizamos as VISITAS recebidas? (ou toleramos?)

   O menino saltou de ALEGRIA no seio da mãe.  A presença de Jesus provoca a alegria nos que esperam a concretização das promessas de Deus e que vêem na chegada de Jesus a realização das promessas de um mundo
   de justiça, de amor, de paz e de felicidade para todos os homens.

- "Bem aventurada és tu porque acreditaste..."
  É a primeira bem-aventurança que se encontra no Evangelho...
  Maria é bem aventurada porque confiou na Palavra de Deus.
  Aceitou também as conseqüências de seu consentimento: aparecer grávida perante José e o público, sem poder explicar o fato e provavelmente sem ser acreditada...
  Daí a sua alegria em casa de Isabel, ao ver-se compreendida por alguém...
 * Nem sempre é fácil acreditar nas promessas do Senhor...
    Maria nos ensina que vale a pena confiar...

- Então Maria responde: "A minha alma enaltece o Senhor..."
É um Salmo de Ação de graças, porque Deus protege os humildes e os salva.
É um Salmo de Esperança e de Confiança, porque Deus se preocupa dos pobres.
Maria é um sinal do amor de Deus, preocupado em trazer a libertação a todos...
* Sabemos louvar e agradecer a Deus pelas maravilhas que Deus continua fazendo em nós?

- "Maria permaneceu... três meses... e voltou..."
  * Permanecemos o tempo apenas necessário com os amigos, sem perder tempo e sem fazer perder tempo?

+ MARIA NOS ENSINA TRÊS COISAS:

1. Levar JESUS no coração:  Maria levou a Isabel o que tinha de mais precioso: JESUS.
   Tinha-o em seu seio e o sentia crescer cada dia.
   * Preparar-se para o Natal significa fazer nascer Jesus em nosso coração e manifestá-lo com o nosso amor, com o nosso sorriso, com a nossa alegria.

2. A ALEGRIA de encontrar os amigos:
    Quando Maria e Isabel se encontraram, sentiram uma grande alegria.
   * Quando Jesus vive em nós, também nós podemos sentir mesma alegria ao nos encontrar com os amigos.

3. A CARIDADE em primeiro lugar:
   Maria "foi às pressas" a Isabel para se colocar a seu serviço.
   * Nesses dias que nos separam do Natal, também nós podemos fazer com alegria pequenos serviços para as pessoas que convivem conosco.

Com Maria, chegaremos até Belém...

                                               Pe. Antônio Geraldo

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HOMILIA DO PE. PEDRINHO

Meus irmãos e irmãs, nós estamos nos aproximando do aniversário de Jesus, dia do Natal. É evidente, que não é um aniversário comum, como qualquer outro. Este aniversário, o Natal, ele é carregado de significados. Ao celebrar o Natal do Senhor, Celebramos a graça de Deus, que habita entre nós. Para compreendermos melhor, é bom lembrarmos daquilo que o Antigo Testamento nos apresenta: Ele diz que Deus está nas alturas. De fato, o próprio Pai Nosso vai nos falar isto: “Pai nosso, que estais no Céu”. No creio, que rezaremos daqui a pouco, nos diz: ...E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus, e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Então, na realidade, o ser humano, no Antigo Testamento, precisava se dirigir aos céus para entrar em comunicação com Deus. Deus é o inatingível. Aquele, por mais que eu queira, não consigo tocar. De tal maneira, que havia sempre um distanciamento entre o ser humano e Deus. O Salmista vai pedir a Deus que tome a iniciativa de vir ao encontro do ser humano. • Voltai-vos para nós, Deus do universo! / Olhai dos altos céus e observai. / Visitai a vossa vinha e protegei-a!  É a graça. É Deus que volta o seu olhar para o ser humano. Aliás, por  várias vezes, este movimento de Deus será relatado: “Eu vi, eu ouvi e Eu desci para salvar o meu povo” livro do Êxodo. Então, o que é a graça de Deus? É Deus, que gratuitamente, volta o seu olhar para a humanidade. O profeta Miquéias vai dizer: virá o momento em que isto, de fato, vai acontecer e Ele governará todas as nações. Ele virá de Belém. Belém significa casa do pão. Ora, não é atoa, que Jesus vai tomar um pão, partir e dizer: Tomai e comei; isto é o Meu Corpo. Porque Jesus vai realizar esta profecia de Miquéias, trazendo para nós a Eucaristia. Veja como é interessante: na sua graça infinita, Ele vai se tornar um de nós; é o nascimento, é o Natal e vai permanecer conosco para sempre. Ao mesmo tempo, que vamos Celebrar sua volta para o Céu, a Ascensão do Senhor, Celebramos Jesus que permanece entre nós em cada Celebração Eucarística (Missa). A graça de Deus chega ao ápice com Deus se esvaziando de si mesmo e se tornando homem, já que o homem não consegue se tornar Deus. Esta é a graça de Deus.
Na carta aos hebreus nós vamos lembrar de algo que Jesus realizou e assim se tornou, para sempre, no meio de nós. É o Deus conosco. Do que estou falando? No Antigo Testamento era preciso oferecer um animal, que era queimado, para que a fumaça pudesse subir até Deus e junto com a fumaça, nós enviávamos nossas orações, já que Deus está nas alturas. Aí, Jesus diz: agora, não é mais necessário, porque eu vim fazer a vontade de Deus, que é permanecer no meio do povo. Alguém poderia dizer: por que então, utilizamos incenso na Celebração? É para indicar uma solenidade, mas não é a fumaça que leva a Deus as nossas orações, mas é o encontro com o irmão. É aí que vamos ver o encontro de Maria com Isabel: O Senhor vai ao encontro das pessoas. Olha que maravilha! Através de Maria. Isto o Evangelho deixa claro: “como é que a Mãe do meu Senhor venha me visitar? Quando chegou, o Menino estremeceu no meu ventre.” Deus, agora, como homem, passa a visitar os outros. É este o sentido maior do Natal, por causa de Jesus Cristo. É evidente, que a Igreja incentiva este encontro de família, incentiva uma comemoração, agora, sempre com simplicidade. Veja que o encontro entre Maria e Isabel é algo comum e corriqueiro. São duas comadres se encontrando, duas pessoas que se querem bem. Então, não é necessário, como dizia ontem um jornal, que esta festa custa onze mil reais. Não precisa disto. Isto é bobagem. Se pensar bem, não precisa nem mesmo de comida. O encontro é fundamental. Somos chamados ao exemplo de Maria: ter a iniciativa de ir ao encontro das pessoas. Isto é celebrar o Natal. Estou  falando isto, porque daqui a alguns dias iremos Celebrar o Natal, esta graça de Deus. Como seria bom, se pudéssemos ajudar as pessoas a reconhecer, pelo nosso encontro, a presença de Jesus. Nós levamos Jesus às pessoas. De que maneira? Na Eucaristia.  Por que celebramos todos os domingos? É a mesma e única Celebração. Ela se realiza uma única e eterna vez.
Que Deus nos ajude a Celebrar o Natal com todo o seu significado.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO – Diocese de Santo André – SP


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HOMILIA DE D. HERNRIQUE SOARES

Pai, “Tu não quiseste vítima nem oferenda”, aquelas do Templo, aquelas vítimas simplesmente rituais, “mas formaste-me um corpo”, tu me fizeste humano, deste-me uma natureza humana! Não foram do teu agrado os sacrifícios de animais irracionais, os ritos meramente formais, “por isso eu disse: ‘Eis que eu venho! Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade’”. Eis o primeiro aspecto que nos é dado hoje meditar! O Filho eterno, igual ao Pai, Deus igual a Deus, luz gerada pela luz, por puro amor, por pura obediência ao Pai que tanto nos amou, dignou-se fazer-se homem! Sem deixar de ser Deus verdadeiro, ele realmente se tornou homem verdadeiro, em tudo igual a nós, menos no pecado. Mas, como pode? Como é possível? Aquele que é a luz, assumiu a escuridão humilde do seio materno; Aquele que abarca o universo, foi abarcado pelo útero de uma Virgem; Aquele que é a Palavra eterna do Pai, passou nove meses no silêncio da gestação! Como pode ser? Num mundo que se contenta com mentirinhas, com fábulas, mitos e lendas, eis uma realidade que nos deixa maravilhados! E tudo isso por nós, para nossa salvação, para nos elevar! Ele veio viver em tudo nossa aventura humana, em tudo, nossas angústias, em tudo, nossas procuras, em tudo, nosso sonho de ser felizes! “É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas!”. O Filho eterno, fazendo-se um de nós, assumindo nosso corpo, isto é, nossa humanidade, nossa história, nossas limitações, foi homem perfeito, perfeitamente dedicado ao Pai, perfeitamente obediente, perfeitamente abandonado nas mãos do Pai, e, assim, nos salvou, mereceu-nos o perdão para a humanidade que Adão havia estragado!
 “Tu, Belém de Éfrata, pequenina entre os mil povoados de Judá, de tu sairá aquele que dominará em Israel; sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. Ele não recuará, apascentará com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor seu Deus… ele estenderá o poder até aos confins da terra, e ele mesmo será a Paz!” Ó Santo Messias, nossa paz, rei eterno! Bendito sejas para sempre porque vieste!
Mas, há mais, no Mistério deste IV Domingo! Além do “sim” eterno e divino do Filho que disse “ó Pai, eis que eu venho para fazer tua vontade”, nas montanhas da Galiléia, em Nazaré, um outro “sim” ecoou: o sim de uma criaturazinha frágil, o sim apaixonado e total à proposta inaudita de Deus: “Gabriel, vai dizer Àquele que te enviou que eu sou a Serva, que se faça conforme a tua palavra!” Que mistério tão impenetrável, que inteligência alguma humana poderá compreender plenamente! O sim do Filho eterno somente realizou-se no nosso mundo graças ao sim de uma pobre Virgem de Nazaré! Como pode o Criador depender da criatura? Que mistério tão grande o plano eterno de Deus depender de nós! A Virgem disse sim: sim total, sim sem condições, sim absoluto, sim sem reservas, sim de corpo e alma! E, depois do sim, ela corre para a região montanhosa de Judá, para ver o sinal que o anjo havia dado: a parenta idosa e estéril havia concebido! Como a arca da aliança, contendo as tábuas da Lei, foi transportada para a região montanhosa de Judá (cf. 2Sm 6,1-8), também Maria, contendo em si Aquele que é a nova Lei, vai para a região de Judá, como Davi admira-se e exclama: “Donde me vem que a arca do meu Senhor fique em minha casa?” (2Sm 6,9) Isabel também derrama-se em júbilo admirado: “Donde me vem que a Mãe do meu Senhor venha visitar-me?” Como a arca ficou três meses na casa de Obed-Edom (cf. 2Sm 6,11), a Virgem ficou três meses na casa de Isabel! Que projeto admirável de Deus, que sim tão bonito da Virgem! Quanta generosidade, quanta fé, quanta entrega, quanto abandono!
Ó Virgem toda santa e toda pura! Obrigado pelo teu sim, obrigado pelo sim que é eco no tempo do sim que o Filho pronunciou na eternidade! Como poderíamos te saudar, ó Toda Santa? Saudamos-te como a Escritura nos ensina: saudamos-te Cheia de Graça, saudamos-te Bendita entre as mulheres, saudamos-te Arca da Aliança, saudamos-te Mãe do Senhor, saudamos-te portadora do Salvador, saudamos-te Causa da nossa alegria, saudamos-te Esposa do Espírito, saudamos-te Bendita por ter acreditado! Saudamos-te assim, Mãe de Jesus, e toda a saudação do mundo ainda seria pouca para exprimir a grandeza do teu sim e nossa gratidão pela tua disponibilidade! Ensina-nos, Virgem Maria, a dizer o sim como tu disseste; ensina-nos a tornar nossa vida disponível ao plano do Senhor; ensina-nos a viver em nós a obediência do Filho, como tu viveste!
Mas, há ainda um terceiro aspecto do Mistério que é necessário ponderar. É da Belém pequenina entre os mil povoados de Judá que sairá o Dominador de Israel; é de uma Virgem pobre, frágil e humilde que virá o Salvador, aquele que “estenderá o poder até aos confins da terra”. Deus é assim: onde não há vida, onde não há esperança, onde não há grandeza aos olhos do mundo, ele faz a vida brotar, a esperança surgir, a grandeza aparecer! Não é esta uma das maiores lições do Natal? Um Deus que escolhe o caminho da fraqueza, da pobreza, da humildade, da debilidade? Convertamo-nos ao modo de agir de Deus, tão distante dos nossos modos magalomaníacos, dos nossos projetos grandiloqüentes! Para nossa vergonha e confusão, para nossa conversão, é preciso dizer sem medo: Deus não está primeiro no que é forte, mas no que é fraco; Deus não está antes no que é potente, mas no que não pode nada; Deus não está na riqueza, mas na pobreza; Deus não está em cima, mas embaixo; Deus não está com os vencedores, mas com os vencidos; Deus não está com os que riem pelas glórias do mundo, mas com os que choram porque se sentem sós, pisados, humilhados e triturados pela vida!
Ó Santo Messias, converte-nos pela graça do teu bendito Advento! Converte-nos com as lições do teu Natal! Ajuda-nos a cantar, com a tua Mãe Santíssima, que enches os pobres de bens, que dispersas sem nada os ricos, que exaltas os humilhados e humilhas os soberbos! Ó Santo Messias, pelas preces da Toda Santa e de São José, seu castíssimo esposo, pelas preces de todos os santos pobres e humildes do mundo, dá-nos a graça do teu Natal, a certeza da tua presença e a vida eterna. Amém.
 D. Henrique Soares da Costa
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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA: (Diáconos e Ministros extraordinários da Palavra):

LOUVOR (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
- O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR...
à COM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Alegres aguardamos o renascer de Jesus em nossos corações.
à Senhor, nosso Deus e Pai, nós vos louvamos pela felicidade que nos dais com a vinda de vosso Filho.  Desde o começo do mundo vos revelastes como Deus de amor e por meio dos profetas alimentastes nossa esperança de nos enviar o Salvador. Pai, que o renascer de vosso Filho entre nós, nos transforme E que a tua paz se estenda até aos confins da terra.
T: Alegres aguardamos o renascer de Jesus em nossos corações.
à  Senhor, nosso Deus, bendito seja o Vosso nome sobre em todo o universo. Grande é vosso amor nos enviando vosso Filho para nos guiar ao Vosso Reino. Pai, agradecemos pela vida, pelo batismo e pela esperança da vida eterna.
T: Alegres aguardamos o renascer de Jesus em nossos corações.
à  Senhor, enviai o Espírito Santo sobre nós, para que nos transformemos e tenhamos coragem de levar vosso nome a todos que não vos conhecem ou que vos abandonaram. Que o Cristo que renasce seja luz de justiça, de paz, de amor  para todos os povos.
T: Alegres aguardamos o renascer de Jesus em nossos corações.
à PAI NOSSO... Paz... Cordeiro de Deus





quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

3º DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO ANO C 2015, Subsídios para homilias, homilias

3º DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO ANO C 2015 (Adaptado e postado pelo Diácono Ismael)

SINOPSE:
Tema: Preparar o “caminho”; significa transformar nossa vida segundo o projeto de Deus.
Primeira leitura: Deus está no meio de nós e quer a nossa transformação; Ele nos ama e perdoa.
Evangelho: Sugere três aspectos para a transformação: 1 sair do egoísmo e partilhar; 2 não explorar e proceder com justiça; 3 renunciar à prepotência e respeitar a dignidade dos irmãos.
Segunda leitura: a vida dos que acolhem o Senhor deve ser de alegria, bondade, oração.

5. PRIMEIRA LEITURA (Sf 3,14-18a) Leitura do Livro de Sofonias.
Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. Naquele dia, se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores, como nos dias de festa”.

AMBIENTE - Sofonias prega em Jerusalém, durante a primeira fase do reinado de Josias (séc. VII a.C.), Sofonias ataca a idolatria, as injustiças e os abusos da autoridade. A sua mensagem é um apelo à conversão, primeiro passo para a salvação.

MENSAGEM - O texto que hoje é um convite à alegria. A partir de agora, Deus residirá no meio do seu Povo; e essa nova comunhão é uma garantia de segurança, de felicidade e de vida em plenitude. Mais: o amor de Deus vai renovar o coração do Povo e fazer com que nos voltemos para os caminhos da “aliança”; e o próprio Deus Se alegrará com essa transformação.

ATUALIZAÇÃO
• Deus é o amor e provoca a conversão do Povo. Deus nos ama, nos transforma, nos torna menos egoístas e mais humanos.
• O que renova o mundo é o amor. O medo provoca insegurança, pessimismo, angústia, sofrimento
• Deus tem uma proposta de salvação e quer apresentar-nos. A constatação de que Deus nos ama e reside no meio de nós com uma proposta de salvação e de felicidade para todos os que O acolhem não pode provocar senão uma imensa alegria

SALMO RESPONSORIAL / Is 12,2-3.4bcd.5-6.
Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, / porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!

• Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo;/ o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. / Com alegria bebereis no manancial da salvação / e direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor”.
• Invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, / entre os povos proclamai que seu nome é o mais
sublime.
• Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, / publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! / Exultai cantando alegres, habitantes de Sião,/ porque é grande em vosso meio o Deus Santo
de Israel!”

9. EVANGELHO (Lc 3,10-18) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, as multidões perguntavam a João: “Que devemos fazer?” João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!” Foram também para o batismo cobradores de impostos e perguntaram a João: “Mestre, que devemos fazer?” João respondeu: “Não cobreis mais do que foi estabelecido”. Havia também soldados que perguntavam: “E nós, que devemos fazer?” João respondeu: “Não tomeis à força dinheiro de ninguém, nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!” O povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”. E ainda de muitos outros modos, João anunciava ao povo a Boa-Nova.

AMBIENTE - O profeta João Batista indica, com pormenores concretos e a grupos concretos, como proceder para percorrer esse caminho de “metanóia” e preparar a “vinda do Senhor”.

MENSAGEM - João Batista propõe três atitudes para com o Senhor que vem: 1 sair do egoísmo e partilhar; 2 não explorar e proceder com justiça; 3 renunciar à prepotência, seu posto de autoridade e respeitar a dignidade dos irmãos, não trapaceando nem sendo corrupto.
João Batista põe em relevo os “crimes contra o irmão”: tudo aquilo que atenta contra a vida é um crime contra Deus; quem o comete, está fechando o seu coração à proposta libertadora que Cristo veio trazer.
Na segunda parte João Batista anuncia o batismo no Espírito Santo. O batismo de João é, apenas, uma proposta de conversão; mas o batismo de Jesus consiste em receber essa vida de Deus que atua no coração do homem, transforma o homem velho em homem novo, faz do homem egoísta e fechado em si um homem novo, capaz de partilhar a vida e amar como Jesus.
ATUALIZAÇÃO • “E nós, que devemos fazer?” primeiro passo é tomar consciência do que é necessário transformar.
• Os bens que temos à nossa disposição são sempre um dom de Deus e, portanto, pertencem a todos:
• Os publicanos extorquiam os mais pobres; abuso de poder e corrupção.
• “E a exploração de quem trabalha, a recusa de um salário justo? E as prepotências nos tribunais, nas repartições públicas, na própria casa e igrejas? Neste quadro, é possível acolher Jesus?
• Ser cristão é ser batizado no Espírito, é ser portador da vida de Deus que nos permite testemunhar Jesus O que é que motiva as nossas opções – o Espírito, ou o nosso egoísmo e comodismo?

7. SEGUNDA LEITURA (Fl 4,4-7) Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.
Irmãos: Alegrai-vos sempre no Senhor... Que a vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo! Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus.

AMBIENTE - Paulo, na prisão, manifesta o seu afeto pela comunidade de Filipos. . – apresenta um conjunto de recomendações de carácter prático.

MENSAGEM - A mais importante recomendação de Paulo é um convite à alegria. "Domingo da ALEGRIA".
É uma alegria que resulta da presença do Senhor Jesus no meio dos homens. Depois, Paulo acrescenta outras recomendações: a bondade, a confiança, a oração (de súplica e de ação de graças): alegria, porque a sua libertação plena está chegando; tolerância e mansidão para com os irmãos; confiança em Deus; diálogo com Deus, agradecendo-Lhe os dons e apresentando-Lhe as suas dores e dificuldades.

ATUALIZAÇÃO • A alegria deve estar presente neste tempo de espera do Senhor, nosso libertador. É na alegria do senhor que vem, não mera festa, que é o nosso anúncio aos irmãos. 
• A bondade com que acolhemos os que nos rodeiam é a forma de externarmos a mensagem cristã.
• A espera do Senhor faz-se, também, num diálogo contínuo com Ele.

 A alegria cristã é sinal visível da presença do Ressuscitado na comunidade.
+ João aponta Três Caminhos para conseguir a alegria
    - O Caminho da Solidariedade (partilha); da Justiça;    da não-violência.

   E aponta 3 pragas:    a ganância, a injustiça e o abuso do poder,
  

 “Alegra-te, cheia de graça, porque o Senhor está contigo”, diz o Anjo a Maria.
E o Batista, ainda não nascido, saltará de alegria no seio de Isabel ante a proximidade do Messias.
E o Anjo dirá aos pastores: Não temais, trago-vos uma boa nova, uma grande alegria nasceu-vos  o salvador…”
 A alegria é ter Jesus, a tristeza é perdê-Lo.
Jesus, após a Ressurreição, aparecerá aos seus discípulos e os Apóstolos “se alegraram vendo o Senhor” (Jo 20,20
O cristão deve ser alegre. Mas a sua alegria não é uma alegria qualquer, é a alegria de Cristo, que traz a justiça e a paz, e que só Ele pode dar e conservar.
A alegria do mundo procede de coisas exteriores. O cristão leva a alegria dentro de si, porque encontra a Deus. Esta é a fonte da sua alegria!
Maria, radiante de alegria com o Filho de Deus no seu seio. A alegria do mundo é passageira. “Eu vos darei uma alegria que ninguém vos poderá tirar” (Jo 16,22), prometeu o Senhor

A tristeza nasce do egoísmo, de pensarmos em nós mesmos esquecendo os outros. Quem anda preocupado consigo próprio dificilmente encontrará a alegria da abertura para Deus e para os outros.
 “Alegrai-vos: o Senhor está perto”. Deus não nos abandonou, e no seu Filho Jesus, ele veio ao nosso encontro.
Israel nunca poderia imaginar que Deus poderia vir habitar pessoalmente no meio do seu povo: ele é o Deus-conosco, Deus entre nós, Deus para nós, Deus como nós: com nosso semblante e com nossos gestos! Ninguém poderia imaginar algo assim!
Por isso, Que devemos fazer? A resposta: convertei-vos, abri vosso coração para que o Rei da glória possa entrar! Entrar nas vossas opções, entrar no vosso coração.
João, o Batista, responde de modo concreto a quem perguntava: “Quem tiver duas túnicas, dê uma; quem tiver comida, faça o mesmo; não cobreis mais que o estabelecido; não tomeis à força dinheiro de ninguém; não façais falsa acusação”.
É isto que nos é pedido neste santo Advento! É esta a condição para um Natal verdadeiramente cristão, verdadeiramente no Senhor!

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E nós, o que fazer?

O terceiro domingo do Advento apresenta as exigências concretas para recebermos o Senhor que vem.
É conhecido como o "Domingo da ALEGRIA".
A expectativa da vinda do Senhor é motivo de alegria, pois ele já venceu e eliminou todo o mal.
Vivemos hoje na esperança da plena realização, na história, dessa sua obra.

A 1a Leitura é um Hino à ALEGRIA, anunciado por Sofonias, porque foi revogada a sentença que condenava Judá.
O próprio Deus estará no meio do povo, como Salvador.
"ALEGRA-TE de todo o coração, cidade de Jerusalém...não tenhas medo, Sião...O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, como poderoso Salvador..." (Sf 3,14-18)
(Palavras semelhantes são pronunciadas a Maria pelo anjo...)

* A fonte da alegria cristã é a certeza de que Deus nos ama e está no meio de nós com uma proposta de salvação e de felicidade.

O Salmo reforça o motivo da ALEGRIA:
  "Alegrai-vos, habitantes de Sião, porque é grande  em vosso meio o Deus Santo de Israel..." (Is 12,6)

Na 2a Leitura, Paulo recomenda aos filipenses ALEGRIA, num momento em que eram perseguidos e ele próprio estava na prisão. "Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos... (Fl 4,4-7)

* A alegria cristã é sinal visível da presença do Ressuscitado na comunidade.

No Evangelho, João Batista anuncia ALEGRIA pelo Salvador que vem, mas está preocupado com algo que pode estragar tudo: Os pecados... E faz um veemente apelo à CONVERSÃO...  (Lc 3,10-18)

- O Povo acolhe o apelo e pergunta: "E nós, o que devemos fazer?"
- João Batista apresenta o caminho da conversão, que garante a alegria:   aponta 3 atitudes bem concretas para quem quer fazer a experiência da conversão e de encontro com o Senhor que vem.

1. Ao povo: Solidariedade e partilha com os necessitados:  "Quem tem 2 túnicas... comida... reparta."

   * Os bens que temos são sempre um dom de Deus e pertencem a todos: Ninguém tem o direito de se apropriar deles em benefício exclusivo.
    - Muitas vezes nos desculpamos que não temos nada para dar...   Será que não podemos sempre dar um sorriso, um gesto de amizade, um momento de escuta?
                       
2. Aos cobradores de impostos: Honestidade e justiça: "Não cobrar mais do que foi estabelecido..."

 * Quem seriam hoje esses publicanos, que usam o dinheiro com esperteza,  que sonegam os impostos e exploram os humildes?   - Para estes, será suficiente apenas recitar umas orações, neste Natal?

3. Aos Soldados: não exercer a violência e o abuso do poder...  "Quem tem poder...não tomar à força dinheiro de ninguém..."

   * Quem são as pessoas que hoje abusam da força, do cargo que ocupam...  para se impor... para oprimir os mais fracos?

+ João aponta Três Caminhos para conseguir a alegria   prometida para aqueles que acolhem o Cristo que vem:
    - O Caminho da Solidariedade (partilha);
    - O Caminho da Justiça;
    - O Caminho da não-violência.

   E aponta 3 pragas, das quais devemos nos libertar:  a ganância, a injustiça e o abuso do poder,
   realidades que estavam presentes no tempo de Jesus...  e que continuam presentes ainda hoje...

+ E nós, "o que devemos fazer"   para poder gozar a verdadeira alegria do Natal?

- Você Pai, você Mãe, o que deve fazer  para criar esse clima de alegria em sua casa? 
- Você Jovem, que encarna a força e a criatividade, já descobriu o que deve fazer para conquistar essa verdadeira alegria?
- Você, que está de mal... e não quer perdoar: o que deve fazer?
- Você, que fala demais da vida alheia: o que deve fazer?
- Você, que bebe demais e inferniza sua família: o que deve fazer?
- Você que não tem tempo para Deus, para a família, nem para a Novena...
            só para os negócios: o que deve fazer?
- Você, que com orgulho gosta de aparecer e discrimina os mais humildes:
             o que deve fazer?
- Você, que não é sincero... nem fiel... nem honesto: o que deve fazer?

 A ALEGRIA CRISTÃ sempre foi um sinal da libertação messiânica...
 Uma grande alegria anunciaram os anjos em Belém aos pastores...

* Damos sempre testemunho dessa alegria?
- Será que as nossas comunidades são espaços  onde se nota a alegria pelo amor e pela presença de Deus?
- Será que semeamos ao redor de nós mais alegria, ou tristeza?
- Semear mais alegria não poderia ser também para nós um gesto concreto de conversão em preparação desse Natal?

 E nós, o que devemos fazer, então?

                                             Pe. Antônio Geraldo
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HOMILIA DO PE. PEDRINHO

Meus irmãos e irmãs, hoje, dentro da preparação para o Natal, que é o tempo do Advento, a liturgia nos lança um questionamento: o que devemos fazer, para estar preparado para a vinda do Senhor? Aí, São João Batista, é importante distinguir; São João Batista é o que prepara a vinda de Jesus. São João Evangelista já é outro. É o que vai registrar o que Jesus fez e falou e que nos ajuda hoje a conhecer Jesus Cristo. Os dois colaboraram a seu modo em épocas diferentes. João Batista responde o básico: você quer fazer alguma coisa para se preparar para a vinda do Senhor? Se você tiver duas túnicas, dê uma para quem não tem. Claro, que aqui, túnica diz respeito a roupa. Túnica na época. Hoje vestido, calça, camisa... dê a quem não tem. Se tiver comida, faça o mesmo. Claro, que isto é o básico. Se alguém quer ter uma mínima preparação para a vinda do Senhor, é preciso abrir o coração e ser solidário. O Evangelho nos fala da partilha. É evidente, que para ser solidário com alguém, não precisa ter fé. Basta ter boa vontade. De alguma maneira, a partilha vai lembrar-nos da Eucaristia. Porque Jesus parte o Pão e distribui. De alguma maneira você lembra um gesto cristão, quando partilha com outros alguma coisa.
Também chegam os cobradores de impostos. Também para eles João dá conselhos. Na época de João Batista, quem mandava era o Império romano e o Império fixava, vou dar um exemplo: este município deve arrecadar por ano, dez milhões. Então, alguém, na época isto era permitido, chegava lá, pagava os dez milhões e dizia: agora, eu posso cobrar o imposto que eu quiser. E, cobrava, às vezes, quarenta, cinquenta milhões. Então, João Batista vai dizer: não cobre muito além, do que foi fixado. Zaqueu é um exemple desse tipo de ladrão: ele diz, quando encontra-se com Jesus: da minha fortuna, metade vou dar para os pobres e de quem eu roubei, vou devolver quatro vezes. Não é que ele era bonzinho. É que ele cobrava quatro vezes a mais do que era estabelecido pelo Império romano. Isto, para dizer que iria devolver tudo que tinha roubado. Então, a corrupção não é privilégio só do Brasil.
Chegaram os soldados e disseram: e nós? João vai dizer: se contentem com o salário que recebem. Aqui, precisamos comentar também. No tempo de João Batista, o salário mais alto era do exército romano. Não existia ninguém que recebia salário maior do que um soldado romano. O império sábio o porque pagava tão bem os soldados: eram eles que garantiam o domínio de todos os territórios ocupados. De tal maneira que não havia motivo para eles se corromperem e pegarem dinheiro por fora. O salário era muito bom. É evidente, que se João Batista estivesse aqui, hoje, ele não diria isto aos militares. Não é que os salários dos militares são tão bom assim. De qualquer maneira, vale a resposta: que devemos fazer para nos preparar para a vinda do Senhor? Sermos honestos. Aí é que está. Solidário e honesto.
Agora, nós que estamos ouvindo o Evangelho, poderíamos dizer: bom, eu sou solidário. Esta comunidade é bastante solidária, bastante generosa. Eu sou honesto. Então, o Evangelho não fala mais nada, daquilo que eu já faço. Só que, o Evangelho continua e vai nos atingir de maneira direta e clara: nós somos trigo, ou somos palha? Palha é aquela vida fútil, aquela vida, que você entra na vida e sai da vida e não alterou em nada. A palha serve só para manter o fogo aceso. O trigo, não. O trigo pode se tornar alimento. Molhando o trigo, ele se torna uma massa e pondo no forno, se torna alimento. Eu sou chamado a ser trigo para o mundo. Aí, São João nos ajuda a compreender: o Batismo na água, para que a pessoa se torne honesta e solidária. Mas, ele diz: virá outro, que vos batizará no Espírito e no fogo. É aqui que entra a questão do nosso Batismo. O nosso batismo não é o de João, mas o Batismo instituído por Jesus: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Este batismo nos transforma num trigo que se transforma em massa. Massa de alimento. Nós somos trigo e a água do batismo nos torna alimento para alimentar o irmão, para alimentar o próximo. Nos tornamos muito parecidos com Jesus. Porque é Jesus que pegou o pão, feito de trigo, e disse: isto é o meu corpo. Tomai e comei. Ora, somos chamados a alimentar o irmão. Alimentar o irmão não só de pão, isto  não exige fé. Mas, alimentar o irmão na sua caminhada, no seu desânimo ajuda-lo a se animar, no momento de dificuldade, ser solidário e animá-lo para vencer os obstáculos. Somos chamados a promover a paz; em fim, ser alimento para o mundo. Um alimento que nos torna um único corpo, porque formamos um único pão Eucarístico. Na comunhão isto acontece. Então, o que fazer para nos preparar para a vinda do Senhor? Buscarmos ser este trigo que possa ser reunido no celeiro, que possa ser alimento e esperança para o mundo. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO – Diocese de Santo André – SP


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Homilia de D. Henrique Soares

“Gaudete in Domino semper: iterum dico vobis, gaudete. Dominus enim prope est”. O tom da liturgia deste terceiro domingo do Advento é a alegria. A cor rosácea, usada como opção ao roxo, sinaliza para esta exultação que perpassa toda a liturgia hodierna. “Alegrai-vos!” – diz São Paulo na segunda leitura; “Canta de alegria, rejubila, alegra-te e exulta de todo o coração” – convida o Profeta Sofonias na primeira; “Exultai cantando alegres” – exorta o Salmo de meditação.
Mas, qual o motivo de tamanha alegria? Para um cristão, para alguém responsável, e realmente consciente, é possível alegrar-se, quando há tanta dor no mundo, tanto fracasso, tristeza, solidão e morte? Alegrar-se num mundo assim, não seria uma insuportável falta de solidariedade, uma falta de compaixão para com quem sofre e geme? E, no entanto, a Palavra santa insiste: Alegrai-vos! Mas, “alegrai-vos sempre no Senhor!” Eis o modo de alegrar-se, no Senhor, porque ele pode sustentar nossa existência, ele pode dar sentido às nossas dores e nos consolar depois da pena! E a Palavra santa prossegue: “Alegrai-vos: o Senhor está perto”. O motivo da nossa alegria é a certeza que Deus não nos abandonou, a convicção que ele é um Deus presente e que no seu Filho Jesus, ele veio pessoalmente ao nosso encontro. Então, irmãos, alegrai-vos, pois ainda que haja tantas realidades dolorosas e sombrias, o Senhor está perto com seu amor, sua misericórdia, sua salvação. E o nome dessa salvação é Jesus!
Já no Antigo Testamento, Deus consolava o seu povo, sustentava-lhe a esperança, prometia-lhe uma bênção no futuro. Ele mesmo haveria de ser essa bênção, um Deus no meio de sua gente, um Deus próximo: “O rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva!” Israel nunca poderia imaginar que essas palavras haveriam de cumprir-se ao pé da letra. Como Deus poderia vir habitar pessoalmente no meio do seu povo, se ele é o Infinito, Santo e abarca tudo quanto existe no céu e na terra? Para nós, cristãos, no entanto, de modo maravilhoso, esta promessa cumpriu-se em Jesus: ele é o Deus-conosco, Deus entre nós, Deus para nós, Deus como nós: com nosso semblante e com nossos gestos! Ninguém poderia imaginar algo assim! A surpresa foi tanta, é tanta, que Santo Irineu exclamava, a respeito de Cristo: “Ele trouxe toda a novidade quando se trouxe a si mesmo!” Por isso São Paulo nos convida a que nos alegremos no Senhor; não em qualquer alegria! Somente no Senhor que se dá a nós, a nossa alegria pode ser autêntica, porque brota da certeza que não estamos sós, que o pecado e a morte foram vencidos!
Alegrai-vos, pois, mas na alegria de saber que, mesmo com tanta dor e sofrimento no mundo, o amor e a graça de Deus triunfam em Jesus Cristo. Alegremo-nos porque o Senhor está próximo: ele está próximo o seu Natal, ele está próximo no nosso cotidiano, ele está próximo na sua Vinda final… próximo, porque é urgente que nos decidamos por ele, que o acolhamos, que lhe abramos as portas do coração!
Por isso, ao lado da alegria, o evangelho de hoje, ao apresentar-nos o ministério de João Batista, coloca-nos uma questão fundamental: “Que devemos fazer?” – é a questão de levar a sério o Cristo que vem; a questão de abrir espaço para ele na nossa vida, a questão de decidir-se realmente por ele! Como devemos viver para acolher sua vinda no dia-a-dia, para bem celebrar o seu Natal, para estar diante dele quando vier na sua glória? Que devemos fazer? A resposta somente pode ser uma: convertei-vos, abri vosso coração para que o Rei da glória possa entrar! Entrar no vosso modo de viver, entrar nas vossas opções, entrar no vosso coração, entrar em todas as dimensões da vossa existência! Não recebais em vão a graça de Deus, o dom do Cristo que nos vem sempre! Não torneis inútil a salvação que Cristo vos concedeu.
É importante observar o apelo de João, o Batista, precursor do Messias. A cada grupo de pessoas que perguntavam o que fazer, o Batista responde de modo muito concreto, indicando uma direção a partir do modo de vida e da atividade de quem perguntava… e sempre relacionando com o respeito e o amor aos outros: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; quem tiver comida, faça o mesmo; não cobreis mais que o estabelecido; não tomeis à força dinheiro de ninguém; não façais falsa acusação”.
Ainda hoje este é o critério para acolher Jesus: um coração em disposto à conversão… e uma conversão que passe pelo relacionamento com os irmãos, sobretudo os mais necessitados.
Pois bem: “alegrai-vos no Senhor!” Que vossa alegria no Senhor que vem, vos faça bondosos para com todos, sem excluir ninguém, pois o Senhor a todos nos acolheu! Que vossa alegria no Senhor vos faça serenos ante os problemas e desafios do mundo e da vida! Que vossa alegria no Senhor guarde vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus!
É isto que nos é pedido neste santo Advento! É esta a condição para um Natal verdadeiramente cristão, verdadeiramente no Senhor!
Ó Santo Emanuel, tu que assumiste nossa humana condição, tu que não te envergonhaste de ser um de nós, um como nós, um conosco, acolhe nossa súplica, alegra o nosso coração com a alegria da tua chegada… a mesma que alegrou a Virgem, a José, a João no ventre materno… a mesma que fez Isabel exultar e Zacarias cantar… a mesma que alegrou os pastores e o magos…
Santo Emanuel, que nossa alegria esteja numa vida vivida na tua presença, fazendo a tua vontade, cumprindo o teu mandamento!
Vem, Senhor Jesus, que precisamos de ti! Vem e renova o nosso coração e o coração do mundo… até a tua Vinda na glória. Amém.Sf 3,14-18a
 D. Henrique Soares da Costa

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Louvor Lc 3, 10-18 III Dom. Advento C: O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR NOSSO DEUS... COM JESUS, POR JESUS E EM JESUS, LOUVEMOS AO PAI:
T:  Alegres aguardamos a vinda de Jesus, o nosso Salvador!
à A nossa felicidade está em vós, Senhor nosso Deus. Nós Vos dirigimos as nossas orações e os nossos gritos de alegria, porque viestes habitar no meio de nós por Jesus Vosso Filho, o Ressuscitado. Nós Vos pedimos por todos os nossos irmãos e irmãs que a sombra do mal e do ódio mergulhou na tristeza: que a alegria e a salvação venha até eles.
T:  Alegres aguardamos a vinda de Jesus, o nosso Salvador!
à “Pai, nós Vos agradecemos pela alegria que nos dais através de vosso Filho Jesus Cristo, porque já está próximo mais um natal onde celebramos a vossa bondade nos enviando vosso Filho para partilhar sua vida conosco”. Ele é a luz que ilumina nosso caminho. Que o Espírito Santo guarde os nossos corações em Cristo.
T:  Alegres aguardamos a vinda de Jesus, o nosso Salvador!
à  “Deus fiel, bendito sois Vós pela Boa Nova anunciada por João Batista e pelo caminho de conversão que ele abria aos vossos fiéis. Bendito sois Vós pelo batismo no Espírito Santo que Jesus nos deu. Pai, que o Espírito Santo nos faça conhecer a vossa vontade”.
T:  Alegres aguardamos a vinda de Jesus, o nosso Salvador!
à Pai nosso... Oração da Paz... Eis o Cordeiro...