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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

4º Domingo do Tempo Comum ano A, homilias, subsídios homiléticos


4º Domingo do TC APRESENTAÇÃO DO SENHOR ano A 2020

Tema: Apresentação de Jesus no Templo
Primeira Leitura: Malaquias anuncia um enviado de Deus que irá restaurar a humanidade;
Evangelho: A “Apresentação do Senhor” no Templo de Jerusalém.
Segunda Leitura: A carta aos hebreus nos afirma que este enviado é homem e é Deus.

PRIMEIRA LEITURA (Ml 3,1-4) Leitura da Profecia de Malaquias
Assim diz o Senhor: Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela do lavadeiros; e estará a postos, como para derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos.

Base: Um “mensageiro” anuncia o “Dia do Senhor” – o “dia” em que Deus vai descer ao encontro do seu Povo para criar uma nova realidade. Nesse dia, Jahwéh vai eliminar o egoísmo e o pecado, vai purificar o coração do seu Povo, vai inaugurar o tempo novo da comunhão verdadeira entre Deus e os homens.

Quem é o profeta Malaquias? (entre 480 e 450 a.C.), O nome “Malaquias” não é um nome próprio. Significa “o meu mensageiro”. Ele atua em Jerusalém do período posterior ao regresso da Babilónia, é um fervoroso defensor da tradição dos valores judaicos preocupado com a pureza dos sacerdotes e dos levitas, defensor dos sacrifícios, diante de um culto que funcionava, mas de maneira imperfeita, contrário aos matrimônios mistos (entre judeus e não judeus). Este “mensageiro de Deus” exige a conversão do Povo e a reforma da vida cultual.
A lógica deste mensageiro é construída numa base deuteronomista: se o Povo se obstinar em percorrer caminhos de infidelidade à Aliança, voltará a conhecer a morte e a infelicidade; mas se o Povo se voltar para Jahwéh e cumprir os mandamentos, voltará a gozar da vida e da felicidade que Deus oferece àqueles que seguem os seus caminhos.

Qual era a situação de Jerusalém do tempo de Malaquias? Um Povo desanimado, caído na apatia religiosa e na absoluta falta de confiança em Deus… Duvidava do amor de Deus, da sua justiça, do seu interesse por Judá. Nada pior como: perder o sentido da vida e pensar que o Senhor nos abandonou. É neste contexto que a palavra de Malaquias é dirigida ao Povo, em tempos de desânimo, mas também de perversidade. Malaquias fala do “Dia do Senhor”, em que Deus colocará cada um diante das suas responsabilidades e retribuirá a cada um conforme os seus merecimentos.

Como será a vinda do Senhor? A “vinda” do Senhor será precedida pela chegada de um mensageiro a “preparar o caminho”. Não se explica, no nosso texto, quem é esse “mensageiro”; contudo, mais à frente (cf. Mal 3,23), a figura que vai surgir para preparar o “Dia do Senhor” é claramente identificada com o profeta Elias. Só depois, chegará o Senhor para exercer o seu juízo sobre os pecadores. Não se diz explicitamente se este “Senhor” que vem é o próprio Deus, ou se é o seu “messias”… De qualquer forma, é muito provável haver aqui uma referência messiânica (até pela figura de Elias aqui envolvida, considerada uma figura precursora do messias).

Que efeitos terá a vinda do Senhor na vida dos crentes? O resultado dessa intervenção do Senhor será a purificação do Povo. A purificação do sacerdócio e do culto operada pelo Senhor será um sinal claro da chegada de um novo tempo – um tempo em que Deus estará com o seu Povo e em que um Povo de coração renovado prestará um culto sincero, verdadeiro, agradável a Deus.

Atualização: •  Os batizados não podem conformar-se com uma sociedade adormecida à sombra de valores que potenciam uma cultura de morte. Mesmo enfrentando a incompreensão, são chamados a serem testemunhas proféticas da luz de Deus que ilumina e vence as sombras do mundo.
 •   O Deus que este “mensageiro” anuncia e propõe é um Deus cheio de amor, que está atento aos dramas humanos, que que impedem a descoberta da vida plena. Os batizados têm de ser testemunhas desse Deus que ama cada pessoa e quer oferecer-lhes essa vida plena que a sociedade nem sempre lhes assegura.
 •¨      É missão dos batizados construir e testemunhar um mundo novo, onde Deus reina, de fato.

EVANGELHO (Lc 2,22-40) Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão veio ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparastes diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto à ti, uma espada te traspassará a alma”. Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, havia sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saia do templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.
AMBIENTE - O interesse fundamental dos primeiros cristãos não se centrou na infância de Jesus, mas na sua mensagem e proposta; por isso, conservaram especialmente as recordações sobre a vida pública e a paixão do Senhor.
Só depois, houve uma certa curiosidade acerca dos primeiros anos da vida de Jesus. O chamado “Evangelho da Infância” parte de algumas indicações históricas e desenvolve uma reflexão teológica para explicar quem é Jesus.
Lucas está muito mais interessado em dizer quem é Jesus, do que em fazer uma reportagem histórica sobre a sua infância.
Lucas propõe-nos, hoje, o quadro da apresentação de Jesus no Templo. Segundo a Lei de Moisés, todos os primogênitos pertenciam a Jahwéh e deviam ser oferecidos a Jahwéh (cf. Ex 13,1-2. 11-16). O costume de oferecer aos deuses os primogênitos é um costume cananeu que, no entanto, Israel transformou no que dizia respeito aos primogênitos dos homens… Estes não deviam ser oferecidos em sacrifício, mas resgatados por um animal, imolado ao Senhor.
De acordo com Lev 12,2-8, quarenta dias após o nascimento de uma criança, esta devia ser apresentada no Templo, onde a mãe oferecia um ritual de purificação. Nessa cerimônia, devia ser oferecido um cordeiro de um ano (para as famílias mais abastadas) ou então duas pombas ou duas rolas (para as famílias de menores recursos). É neste contexto que o Evangelho de hoje nos situa.

MENSAGEM – É uma catequese, que procura dizer quem é Jesus e qual a sua missão no mundo.
Lucas sublinha a fidelidade da família de Jesus à Lei do Senhor, como se quisesse deixar claro que Jesus, desde o início da sua caminhada entre os homens, viveu na fidelidade aos mandamentos e aos projetos do Pai.
No Templo, dois personagens acolhem Jesus: Simeão e Ana. Eles representam esse Israel fiel que espera ansiosamente a sua libertação e a restauração do reinado de Deus sobre o seu Povo.
De Simeão diz-se que era um homem “justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel”. As palavras e os gestos de Simeão são particularmente sugestivos… Simeão toma Jesus nos braços e apresenta-O ao mundo, definindo-O como “a salvação” que Deus quer oferecer “a todos os povos”, “luz para se revelar às nações e glória de Israel”. Jesus é, assim, reconhecido pelo Israel fiel como esse Messias libertador e salvador, a quem Deus enviou – não só ao seu povo, mas a todos os povos da terra. Aqui desponta a universalidade da salvação de Deus… As palavras que Simeão dirige a Maria (“este menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; e uma espada trespassará a tua alma”) refere-se, provavelmente, à divisão que a proposta de Jesus provocará em Israel e ao resultado dessa divisão – o drama da cruz.
Ana é também uma figura do Israel pobre e sofredor (“viúva”), que se manteve fiel a Jahwéh, que espera a salvação de Deus. Depois de reconhecer em Jesus a salvação anunciada por Deus, ela “falava do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém”.
Jesus é, assim, apresentado por Lucas como o Messias libertador, que vai conduzir o seu Povo da escravidão para a liberdade. O texto termina com uma referência ao resto da infância de Jesus e ao crescimento do menino em “sabedoria” e “graça”. Trata-se de atributos que lhe vêm do Pai e que atestam, portanto, a sua divindade.
Em conclusão: Jesus é o Deus que vem ao encontro dos homens com uma missão que lhe foi confiada pelo Pai. O objetivo de Jesus é cumprir integralmente o projeto do Pai… E esse projeto passa por levar os homens da escravidão para a liberdade e em apresentar a proposta de salvação de Deus a todos os povos da terra.

Nos ritos comuns, eram os pais que apresentavam os filhos a Deus em sinal de oferta e de pertença; neste rito é Deus que apresenta o seu Filho aos homens. Fá-lo pela boca do velho Simeão e da profetisa Ana. Simeão apresenta-O ao mundo como salvação para todos os povos, como luz que iluminará as gentes, mas também como sinal de contradição.

Segundo a Lei de Moisés, todos os primogénitos, tanto dos homens como dos animais, pertenciam a Jahwéh e deviam ser oferecidos a Jahwéh (cf. Ex 13,1-2. 11-16). O costume de oferecer os primogênitos aos deuses é um costume cananeu. No entanto, Israel transformou-o no que dizia respeito aos primogênitos dos homens… Estes não deviam ser oferecidos em sacrifício, mas resgatados por um animal, imolado ao Senhor.
Nessa cerimônia, devia ser oferecido um cordeiro de um ano (para as famílias mais abastadas) ou então duas pombas ou duas rolas (para as famílias de menores recursos), tradição a que o nosso texto faz referência. Ao sublinhar repetidamente a fidelidade da família de Jesus à Lei do Senhor, Lucas quer deixar claro que Jesus, desde o início entre os homens, viveu na fidelidade aos mandamentos e aos projetos do Pai.

Simeão e Ana As duas personagens, Simeão e Ana, representam o Israel fiel que esperava a sua libertação e a restauração do reinado de Deus sobre o seu Povo.
De Simeão diz-se que era um homem “justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel”. As palavras e os gestos de Simeão são particularmente sugestivos… Simeão toma Jesus nos braços e apresenta-O ao mundo, definindo-O como “a salvação” que Deus quer oferecer “a todos os povos”, “luz para se revelar às nações e glória de Israel”.
Jesus é, assim, reconhecido pelo Israel fiel como esse Messias libertador e salvador, a quem Deus enviou – não só ao seu povo, mas a todos os povos da terra.
As palavras que Simeão dirige a aludem à divisão que a proposta de Jesus provocará em Israel e ao resultado dessa divisão – o drama da cruz.

Ana é também uma figura do Israel pobre e sofredor (“viúva”), que se manteve fiel a Jahwéh, que espera a salvação de Deus. Depois de reconhecer em Jesus a salvação anunciada por Deus, ela “falava do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém”.

O Menino que crescia: sabedoria e graça estavam com ele. Trata-se de atributos que lhe vêm do Pai e que atestam, portanto, a sua divindade. Jesus é o Deus que vem ao encontro dos homens com uma missão que lhe foi confiada pelo Pai. O objetivo de Jesus é cumprir integralmente o projeto do Pai…

ATUALIZAÇÃO
• Lucas apresenta-nos uma família que se empenha em cumprir os preceitos do Senhor.
• Jesus é apresentado no Templo e consagrado ao Senhor. Os pais cristãos preocupam-se em transmitir aos filhos os valores do Evangelho?
• Simeão e Ana são pessoas voltadas para o futuro, atentas ao Deus libertador que vem ao seu encontro.

SEGUNDA LEITURA (Hb 2,14-18) Leitura da Carta aos Hebreus.
Irmãos: Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder a morte, isto é, o diabo, e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar sumo-sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.

 Jesus nasce, mas ele é a plenitude e a finalidade, levada as últimas consequências de Deus. Por isso ele é o próprio Deus e pode Nascer. João teve esta compreensão, tanto que Jesus não morre, mas entrega o espírito - João 19,30.

Jesus está como aquele que é o inatingível, é o próprio Deus entre nós. Nela vemos que Jesus é superior aos anjos e é o Sumo Sacerdote e o Rei misericordioso.

A Carta aos Hebreus é um escrito de autor anônimo, aparecido antes do ano 70. O objetivo do autor é estimular a vivência do compromisso cristão e levar os crentes a crescer na fé, se quisermos, a reviver o tal fervor inicial a que antes se acenava. Para isso, ele expõe o mistério de Cristo, apresentado, sobretudo, como “o sacerdote” da Nova Aliança, que faz a mediação entre Deus e os homens. Nesta linha, o autor apresenta os crentes na sua condição cristã, que deriva da missão sacerdotal de Cristo. Porque estão em relação com o Pai, por meio do Sumo Sacerdote que é Cristo, eles são inseridos nesse dinamismo e são o Povo sacerdotal. O sacerdote é, no contexto do Antigo Testamento, aquele que oferece os sacrifícios pelo Povo. Se Cristo é o Sumo Sacerdote, é Ele que oferece; mas inseridos neste dinamismo, todos os crentes são chamados a fazer da sua vida um contínuo sacrifício de louvor, de ação de graças e de amor.

Uma reflexão - Jesus Cristo nasceu no meio de nós, vestiu a nossa carne mortal, solidarizou-Se com a nossa humanidade, conheceu as nossas limitações e fragilidades (a morte que acaba por ser vencida no seu mistério pascal de morte e ressurreição). Tornando-Se homem, Ele fez-Se nosso irmão; tornando-Se nosso irmão, inseriu-nos na família divina e promoveu-nos à categoria de “filhos de Deus”.

O Sumo-Sacerdócio de Jesus. Ao fazer-Se homem, Jesus tornou-Se “um sumo sacerdote misericordioso e fiel”. A função do sumo sacerdote é servir de ponte entre os homens e Deus. Como sumo sacerdote, Ele realizou também a expiação dos pecados do povo, isto é, Ele introduziu na nossa natureza humana dinamismos de superação dos nossos limites e falhas, dinamismos de vida nova, de vida verdadeira e eterna, de vida divina.

Desafios: A condição de “filhos de Deus” exige a superação de tudo aquilo que em nós é frágil, débil, corruptível…
Jesus trouxe essa mensagem de esperança, ao vencer o maior inimigo do homem, a morte. . Por isso, para nos tornar “filhos de Deus”, Jesus tinha de vencer a morte. E mostrou que, numa vida de serviço e de entrega aos irmãos, coroada na morte que não é o último capítulo da sua história, Ele fez-nos ver que é possível acreditar na vida…

Interpelações para nós, hoje

•    Se Deus nos ama a ponto assumir a nossa carne, nossa humanidade, a nossa história só poderá ter um final feliz. Aqueles que seguem Jesus Cristo são alimentados, ao longo do seu percurso e têm por missão dar testemunho da radicalidade do amor de Deus.

•   A cruz “apresenta a lógica do amor de Deus, que é um amor total, ilimitado e incondicional”…

•   Contemplar a cruz de Jesus significa assumir a mesma atitude de Jesus e solidarizar-se com aqueles que são crucificados neste mundo: os que sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos, os que são privados de direitos e de dignidade…
Olhar a cruz significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo; significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens; significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor…


Apresentação do Senhor

Há aproximadamente 40 dias do Natal, a Liturgia de hoje nos convida a celebrar um acontecimento da vida do menino Jesus: a Apresentação ao Senhor.

Na Bíblia, o número 40 é um número sagrado...
(Dilúvio, Moisés, Elias, deserto de Jesus).

A Lei mosaica prescrevia que todo filho primogênito do sexo masculino, 40 dias depois do seu nascimento, devia ser levado ao templo, para ser oferecido a Deus. E a mãe devia nesse dia apresentar-se para receber a purificação legal, conforme a mentalidade da época…

Na 1ª Leitura, Malaquias apresenta o mensageiro da Aliança, que entra no templo para estabelecer um pacto renovador e oferecer a oferenda devida. (Ml 3,1-4)

A 2ª Leitura afirma que Jesus é o Pontífice, que estende sua mão salvífica aos homens e expia com sua morte seus pecados. (Hb 2,14-18)

No Evangelho Jesus entra pela primeira vez no templo para ser apresentado a Deus. (Lc 2,22-40)

O texto salienta 4 aspectos que vamos aprofundar:

+ Os pais Maria e José, com o filho Jesus, vão ao templo de Jerusalém para cumprir a dupla prescrição da lei mosaica: apresentação do menino e a purificação da mãe aos 40 dias depois do parto.
Assim Jesus desde os primeiros dias de sua vida cumpre a vontade do Pai.

* Esse episódio tem um ensinamento muito importante para nós e nossas famílias.
Os pais, geralmente, se preocupam em proporcionar educação, instrução, trabalho e boa posição social para os seus filhos, mas isso não é suficiente.
Devem consagrar seus filhos ao Senhor desde o início de suas vidas.
Devem educá-los para uma vida cristã fiel e coerente com tudo aquilo que está escrito no evangelho.
Muitos pais se satisfazem em mandar os filhos à igreja ou à catequese.
Essa imposição externa não basta se não for sustentada por uma convicção mais profunda. Educar na fé é muito mais que ensinar práticas religiosas.

Sabemos que as crianças aprendem muito mais com os olhos do que com os ouvidos.
A vida cristã dos pais é o melhor método de ensinar catequese aos filhos.
- Se os pais rezam em casa, os filhos aprendem a rezar com eles;
- Se os pais lêem a Bíblia, os filhos aprendem a procurar a luz de sua vida na Palavra de Deus;
- Se os pais participam fielmente na comunidade cristã, os filhos seguem-nos e tornam-se cristãos empenhados.
- Se os pais praticam o amor, o perdão, a generosidade para com os irmãos, os filhos imitam.
É assim que os pais cristãos da atualidade são chamados a "consagrar" seus filhos ao Senhor.

+ Simeão toma o menino nos braços e o oferece a todos os homens...
Num mundo em que o número dos idosos aumenta (...) , Simeão nos é apresentado como um idoso exemplar:
"Justo e piedoso", que compreendeu o sentido de sua existência.
Seus dias estão chegando ao fim, mas está feliz e pede ao Senhor que o acolha na sua paz.
Não chora os anos da juventude, não vive se queixando da vida; conversa com Deus e olha para frente.

* Os nossos idosos comunicam aos jovens a mesma alegria, o mesmo otimismo, a mesma esperança num futuro melhor?  Cultivam o mesmo diálogo constante com Deus?

+ A Profetisa Ana: outra pessoa idosa, de 84 anos...
Ela não se afasta do templo do Senhor. Não anda à procura de amantes, não tem tempo para perder,
Não vai de casa em casa para conversas inúteis, para falar mal dos outros.
Ela sabe que os dias de sua vida são preciosos e devem ser vividos na intimidade com o Senhor e a serviço da comunidade. Apesar de seus 84 anos, com renovado ardor missionário, ela fala do menino a todas as pessoas com quem se encontra...

* As pessoas idosas não se sentem inúteis quando vivem na expectativa da vinda do Senhor, a serviço dos irmãos e falando de Jesus a todos aqueles que estão à procura de sentido para própria vida.

+ A Família voltou a Nazaré: "E o menino crescia em idade, sabedoria e graça...diante de Deus e dos homens..."

* Oxalá a Família de Nazaré possa ser um modelo para todas as famílias... onde os filhos encontram um apoio para realmente crescer, em idade, em sabedoria, em graça, diante de Deus e dos homens...
E assim ser aquela família que Deus quer...

+ "Luz das Nações"
 A profecia de Simeão transformou hoje uma grande festa da Luz:
 Daí a bênção das velas… as procissões… e o compromisso de ser no mundo de hoje um reflexo da luz de Cristo,
para que ninguém caminhe nas trevas…
                                                                     AGeDaC

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O Menino no Templo -  Homilia - Mons. José Maria

A Igreja celebra, 40 dias, após o Natal, a festa da Apresentação do Senhor. Trata-se do dia em que Jesus foi apresentado ao Templo, por Maria e José, como mandava a lei judaica. Só Simeão e Ana, movidos pelo Espírito Santo, reconhecem o Messias naquele Menino.
O encontro de Jesus com Simeão e Ana no templo de Jerusalém, aparece como o símbolo de uma realidade muito maior e universal: a humanidade encontra seu Deus na Igreja. Ouvimos do Profeta Malaquias ( Ml 3, 1-4) que prenunciava esse encontro:” Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu Templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais.” No Templo, Simeão reconheceu como Messias esperado a Jesus e o proclamou Salvador e luz do mundo. Compreendeu que, doravante,o destino de cada homem se decidia de acordo com a atitude assumida em relação a ele; Jesus será causa ou de ruína ou de ressurreição.
Nossa Senhora preparou o seu coração, como só Ela o podia fazer, para apresentar o seu Filho a Deus Pai e oferecer-se Ela mesma com Ele. Ao fazê-lo, renovava o seu faça-se (SIM) e punha uma vez mais a sua vida nas mãos de Deus. Jesus foi apresentado ao Pai pelas mãos de Maria. Nunca se fez nem se tornaria a fazer uma oblação semelhante naquele Templo.
A festa de hoje convida-nos a entregar ao Senhor, uma vez mais, a nossa vida, pensamentos, obras…, todo o nosso ser. E podemos fazê-lo de muitas maneiras.
A liturgia desta festa quer manifestar, com efeito, que a vida do cristão é como uma oferenda ao Senhor, traduzida na procissão dos círios acesos que se consomem  pouco a pouco, enquanto iluminam. Cristo é profetizado como a Luz que tira da escuridão o mundo sumido em trevas.
Seus pais maravilharam-se do que se dizia dEle. Maria, que guardava no seu coração a mensagem do Anjo e dos pastores, escuta novamente admirada a profecia de Simeão  sobre a missão universal do seu  Filho: a criança que sustenta nos seus braços é a Luiz enviada por Deus Pai para iluminar todas as nações: é a glória do seu povo.
É um mistério ligado à oferenda feita no Templo e que nos recorda que a nossa participação na missão de Cristo, que nos foi conferida no batismo, está estritamente ligada à nossa entrega pessoal. A festa da Apresentação do Senhor é um convite a darmo-nos sem medida, a “arder diante de Deus, como essa luz que se coloca sobre o candelabro para iluminar os homens que andam em trevas; como essas lamparinas que se queimam junto do altar, e se consomem alumiando até se gastarem”. (São Josemaría Escrivá, Forja, 44). Meu Deus, dizemos hoje ao Senhor, a minha vida é para Ti; não a quero se não for para gastá-la junto de Ti. Para que outra coisa haveria de querê-la?
São Bernardo recorda-nos que “está proibido apresentar-se ao senhor de mãos vazias.” Simeão abençoou os pais do Menino e disse a Maria, a mãe de Jesus : Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma” ( Lc 2, 34-35).
Jesus traz a salvação a todos os homens; no entanto, para alguns será sinal de contradição, porque se obstinam em rejeitá-Lo.
O Evangelista São Lucas narra também que Simeão, depois de se referir ao Menino, se dirigiu inesperadamente a Maria, vinculando de certo modo a profecia relativa ao Filho com outra que se relacionava com a mãe: “ uma espada atravessará a tua alma”. Com estas palavras do ancião, o nosso olhar desloca-se do Filho para a Mãe, de Jesus para Maria. É admirável o mistério deste vínculo pelo qual Ela se uniu a Cristo, àquele Cristo que é sinal de contradição.
Estas palavras dirigidas à Virgem anunciavam que Ela estaria intimamente unida à obra redentora do seu Filho. A espada a que Simeão se refere expressa a participação de Maria nos sofrimentos do Filho; é uma dor indescritível, que atravessa a sua alma. O Senhor sofreu na Cruz pelos nossos pecados; e esses mesmos pecados de cada um de nós forjaram a espada de dor da nossa Mãe.
Podemos servir-nos das palavras de Santo Afonso Maria de Ligório, invocando Maria como intercessora: “Minha Rainha, seguindo o vosso exemplo, também eu queria oferecer hoje a Deus o meu pobre coração… Oferecei-me como coisa vossa ao Pai Eterno, em união com Jesus, e pedi-lhe que, pelos méritos do seu Filho, e em vossa graça, me aceite e me tome por seu”.
Por meio de Maria, o Senhor acolherá uma vez mais a entrega que lhe fizermos de tudo o que somos e temos.
  Mons. José Maria Pereira

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A fornalha do amor de Deus
Já estava profetizado pelo profeta Malaquias que “virá ao seu templo o Senhor que buscais” (Ml 3,1). O que fará o Senhor quando chegar ao Templo? Ele nos purificará “como se refinam o ouro e a prata” (Ml 3,3). Como se refinam o ouro e a prata? Submetendo-os a altíssima temperatura. De maneira semelhante, o Espírito Santo permitirá que saiam todas as nossas impurezas e que pese o ouro preciso da graça de Deus em nossas vidas. O que acontecerá depois desse processo: os cristãos “serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm” (Ml 3,3). Nós somos um povo consagrado ao louvor de Deus e para fazer as obras de Deus: não nos esqueçamos de que Deus nos quis para si e para os outros!
Passar pelo fogo purificador do Espírito Santo fará com que passemos bem longe do fogo do inferno. Na prática, como Deus trabalha a nossa purificação? Através das tribulações, dos sofrimentos, da cruz. Imitamos o Senhor Jesus: “por ter ele mesmo suportado tribulações está em condição de vir em auxílio dos que são atribulados” (Hb 2,18). Lembremo-nos que as tribulações nos fazem pensar, aprofundar e aprender; são lições de vida que doem no momento, mas, depois, quando tivermos a perspectiva necessária para julgar, veremos que Deus nos educou bem: como filhos, não como bastardos!
Esses elementos aparecem no Evangelho da festa da Apresentação do Senhor: Jesus é levado ao Templo para ser apresentado, mas lá já o esperavam duas pessoas purificadas pelo fogo do Espírito Santo: Simeão e Ana reconheceram o Senhor porque se encontravam inseridos na fornalha do amor de Deus. De Simeão, o texto diz que o “o Espírito Santo estava nele” (Lc 2,25). Quanto à Ana, “não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações” (Lc 2,37). Pois bem, o Pai sai ao encontro do seu Filho e o manifesta através desses dois membros do Povo de Israel e que eram verdadeiramente tementes ao Senhor. Maria e José foram apresentar o Menino Jesus no Templo, mas, no fundo, é o Pai que se adianta e apresenta o seu Filho ao mundo.
Mas, lembremo-nos: quem são os instrumentos? Duas pessoas guiadas pelo Espírito Santo, duas que testemunhas dos refinamentos que Deus vai fazendo na alma. Jesus é “luz para iluminar as nações” (Lc 2,32), mas essa luz chega aos outros através de nós. Que Deus nos purifique constantemente para que estejamos, durante toda a nossa vida, no fogo do Espírito Santo. Dessa maneira, “abrasados” pelo amor de Deus, Jesus Cristo iluminará a todos: nossos amigos, familiares, companheiros de profissão.
Apresentemo-nos com Cristo para que Deus se manifeste através das nossas vidas. Deixemos que Deus nos coloque na fornalha do seu amor, que ele nos purifique cada vez mais. Que nunca nos acostumemos a viver na escória do pecado. Com o ouro pesa mais que as impurezas que se incrustam nele, quando é colocado em alta temperatura, o ouro desce para o cadinho (forninho) e as escórias ficam na superfície, à vista. O problema de tudo isso é que talvez tenhamos medo de ver nossos pecados, escórias, imundícies. Que não seja assim: o que Deus quer é que nós, pecadores convencido de que o somos, lutemos contra tudo aquilo que nos afasta dele; que nos apresentamos a ele, no seu Templo.
Em efeito, quando nos apresentamos no Templo do Senhor, então começam a aparecer as escórias e vemos, juntamente com as coisas boas, as coisas que não são tão boas: vamos nos conhecendo mais e percebemos que não somos tanto quanto nos achávamos. É missão da Igreja, Templo do Senhor, colocar as pessoas em contato com Deus para que elas, em alta temperatura, deixem suas impurezas na superfície e acolham a graça de Deus no cadinho de seus corações. Se a Igreja não ajudasse mais as pessoas a verem o que está errado em suas vidas, para que consertem, então estaria falhando na sua missão evangelizadora. Nós, nessa família dos filhos de Deus, não somos como alguns psicólogos modernos que têm medo enorme de traumatizar as pessoas. À Igreja se vem para escutar a verdade, para formar o pensamento segundo Deus, para ir adquirindo os mesmos sentimentos de Jesus Cristo. Enfim, que Deus nos purifique cada vez mais, nos ilumine e nos una a si!
Pe. Françoá Costa

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Homilia D. Henrique Soares

Caros Irmãos, na disciplina litúrgica da Igreja, o Domingo, memória solene da Ressurreição do Senhor nosso Jesus Cristo, tem precedência sobreas festas dos santos. Mas, quando uma festa do Senhor ocorre no Domingo, ela é celebrada. É o caso deste hoje: 2 de fevereiro é Festa da Apresentação do Senhor no Templo. Exatos quarenta dias após o santo Natal, a Igreja, nova Jerusalém, faz memória solene da vinda do Salvador ao seu encontro. A liturgia de hoje prevê uma procissão com velas, recordando a Igreja que, como virgem prudente, recebe o seu Esposo, Luz para iluminar as nações. Como diz a própria Liturgia, “hoje chegou o dia em que Jesus foi apresentado ao Templo por Maria e José. Conformava-Se à Lei do Antigo Testamento, mas na realidade, vinha ao encontro do Seu povo fiel”. É este povo, a Igreja santa, que hoje, com lâmpadas, acolhe o seu Senhor, que é Luz, e chega nos braços da Senhora da Luz, Senhora das Candeias, Senhora da Candelária, Senhora da Purificação... São os títulos que a devoção popular dá, com razão, à Virgem Santíssima pelo mistério da Festa de hoje.

Notai, caríssimos em Cristo, que se trata de uma celebração ainda ligada ao Natal – na verdade é a última das festas ligadas ao ciclo do Tempo do Natal, ainda que ocorra no início do Tempo Comum. Mas, o que celebramos, precisamente?
Primeiramente, o Encontro – Festa do Encontro, a de hoje! – do Messias Filho de Davi com a Sua Cidade Santa e o Seu Templo. Quantas vezes os profetas haviam anunciado que Jerusalém haveria de alegrar-se pela vinda do Enviado Salvador: “Dança de alegria, filha de Sião, dá vivas, filha de Jerusalém, pois agora o teu rei está chegando, justo e vitorioso” (Zc 9,9); “Grita de alegria, filha de Sião! Canta, Israel! Filha de Jerusalém fica contente, de todo o coração, dá gritos de alegria! O Senhor aboliu a sentença contra ti, afastou teus inimigos. O rei de Israel é o Senhor, que está em teu meio; não precisarás mais ter medo de alguma desgraça. Naquele dia, Deus dirá a Jerusalém: ‘Não tenhas medo, Sião! Não te acovardes!’” (Sf 3,14-16).

Pois bem, ei-Lo agora, realizando a promessa do Senhor Deus e a esperança de Israel. Jesus-Messias vem à Cidade Santa e ao Templo, cumprindo quanto Israel tanto sonhou: “Assim diz o Senhor: ‘Logo chegará ao Seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o Anjo da Aliança, que desejais. Ei-Lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; e quem poderá fazer-Lhe frente, no dia de Sua chegada? E quem poderá resistir-Lhe, quando Ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim Ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos’” (Ml 3,1-4). Por isso as palavras emocionadas, exultantes, agradecidas do Velho Simeão, que representa hoje todo o Antigo Israel:“Agora, Senhor, conforme a Tua promessa, podes deixar Teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a Tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do Teu povo Israel” (Lc 2,29-32).

Um segundo sentido, Irmãos, nascido das próprias palavras de Simeão, que profetizou pensando no Servo Sofredor do Livro de Isaías: esse Menino é glória para o Antigo Israel e Luz para iluminar todas as nações da terra! Sim, Ele é o Servo Sofredor, humilde e pobre, anunciado por Isaías Profeta: “Ele disse: ‘É bem pouco seres o Meu servo só para restaurar as tribos de Jacó, só para trazer de volta os israelitas que escaparam, quero fazer de Ti uma luz para as nações, para que a Minha salvação chegue até os confins do mundo’” (Is 49,6). Eis por que nós, Novo Israel, Igreja de Cristo, Jerusalém do Alto, Cidade dos cristãos, devemos fazer nossas as esperanças e as alegrias do Antigo Israel e exultar hoje com a vinda do santo Messias! Que Ele encontre sempre Sua Igreja e o coração de cada um de nós abertos para reconhecê-Lo e acolhê-Lo! Conforme as palavras de Simeão, Ele é Luz para iluminar as nações. Por isso, a Missa começa com uma procissão com velas: eis o Menino-Luz que veio iluminar o mundo inteiro!

Há ainda um terceiro aspecto nesta Festa de hoje: As velas acesas que trazemos nas mãos na procissão que introduz a Missa têm ainda um ulterior significado: a Igreja, Jerusalém da Nova Aliança, recebe como Virgem fiel o seu Esposo-Luz, que é Jesus. Como as virgens prudentes da parábola, a Igreja mantém a luz da sua fé, do seu amor e da sua esperança em meio às trevas deste mundo, das tantas lutas, combates e incertezas! “Eis o Noivo que chega! Saiamos ao encontro de Cristo!” Ele vem vindo sempre e nós devemos saber reconhecê-Lo e acolhê-Lo! Para isso, é essencial vigiar nas noites da vida!

Devemos ainda estar atentos a um último mistério desta Festa: a Virgem Maria. Ela traz nos seus braços seus filho único, seu Menino que é Luz. Vem para ofertá-lo ao Senhor. Como a pobre viúva, ela dá tudo a Deus – esse tudo, que é seu único e amado filhinho! Ela é a Virgem oferente, mais que nosso pai Abraão, que ofereceu Isaac. Por que se pode afirmar isto? Porque Deus poupou o filho de Abraão, o Isaac que seria oferecido em sacrifício; mas não poupou o filho de Maria! Simeão a previne: “A oferta foi aceita! Uma espada, Virgem Maria, traspassará teu coração! Chegará a hora da cruz e tu estarás lá, consumando a oferenda do teu único filho, Daquele que é tudo para ti! Maria aqui, torna-se modelo de total entrega ao Senhor Deus, de total pobreza e desapego! Mais ainda: observe que Simeão anuncia  dor da Virgem como participação na obra da nossa salvação! Para que fôssemos salvos, para que o universo chegasse à plenitude, para que fôssemos salvos da morte eterna, o filho da Virgem teve que Se tornar sinal de contradição, até à cruz... E isto envolveu uma espada duramente traspassada no coração materno da Toda Santa! O ensinamento da Escritura é claro: não se pode pensar a salvação sem contemplar o papel singularíssimo que a Virgem nela ocupa! 


Irmãos, vamos nós também, com a lâmpada da fé, do amor e da esperança, ao encontro do Esposo que vem! Vamos ao encontro do Santo Messias nascido todo para nós com o mesmo ânimo de José e Maria, que apresentando seu filhinho ao Senhor Deus de Israel, deu-Lhe o que tinham de mais valioso! Que o  Senhor aceite a nossa oferta, unida ao pão e ao vinho eucarísticos, que são o próprio Jesus oferecido em sacrifício e recebido em comunhão!




LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
- O Senhor esteja com todos vocês... Demos graças ao Senhor, nosso Deus...
- Por JESUS, com Jesus e em Jesus, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Nós Vos louvamos e Vos agradecemos pelo envio do salvador !
- Senhor, nosso Deus e Pai! bendito sejais por vosso imenso amor, nos enviando Vosso Filho para nos salvar. Alegres recebemos o nosso salvador e vos damos graças. Pai, que Vosso nome seja proclamado por toda a terra!
T: Nós Vos louvamos e Vos agradecemos pelo envio do salvador !
- Senhor, nosso Pai! Com Jesus caminhamos rumo ao Vosso Reino, pois Ele é o caminho que nos conduz à plenitude da vida. Dái-nos Sabedoria para entender os vossos projetos de vida. Dái-nos a força para não desanimar com as dificuldades e perseverarmos na rumo ao vosso Reino.
T: Nós Vos louvamos e Vos agradecemos pelo envio do salvador !
- Senhor, Deus de amor e bondade! Nós vos agradecemos pela vida, pelo batismo e pela vida eterna. Enviai-nos o Espírito Santo para que sejamos transformados.
T: Nós Vos louvamos e Vos agradecemos pelo envio do salvador !
- Pai nosso... A Paz de Cristo... Eis o Cordeiro...


quinta-feira, 29 de novembro de 2018

1º DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO ANO C, Homilias, Subsídios homiléticos


1º DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO ANO C 2018 -  (Adaptado pelo Diácono Ismael)

Celebrações  com a Coroa de Advento
1º Domingo = A vela do Profeta: a esperança. (vela roxa)
II Domingo do Advento – A vela de Belém: a salvação para todos. (vela vermelha)
lII Domingo do Advento - A vela dos pastores: a alegria. (vela rosa)
IV Domingo do Advento - A vela dos anjos: o amor. (vela branca)
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1º Domingo
Segue-se tudo normal até a saudação inicial feita pelo presidente da
celebração: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo...... Antes do Ato penitencial segue-se o rito para acender a primeira vela:

Comentário: Hoje vamos acender a primeira vela da Coroa do Advento, a vela do Profeta, a vela da esperança, para recordar que Jesus Cristo é a nossa única esperança. Vamos agradecer a Deus pelas promessas que fez à humanidade e a esperança que despertou e continua a despertar em cada um de nós.

(Alguém entra com a vela roxa acesa e a coloca na Coroa do Advento. Nesse momento pode-se cantar um canto que fale de esperança ou apenas dedilhar o violão ou o teclado.

Oração
Pres. Ó Deus da esperança, quando os seres humanos se separaram da vossa
amizade, do vosso amor, nunca os abandonastes. Já aos primeiros pais Adão e Eva prometestes um salvador, um filho de sua descendência, que haveria de vencer o inimigo e restabelecer a comunhão de amor e de vida convosco.
Renovaste a promessa através de Abraão, do Rei Davi e do Profeta Isaías. Nós vos agradecemos porque finalmente nos enviastes o Salvador nascido da Virgem Maria. Assim como a humanidade soube esperar o Salvador, concede i também a nós, nos prepararmos para acolher o Salvador que vem novamente na comemoração do seu Natal. Aumentai nossa esperança. Nós vos pedimos que Cristo nasça em nossos corações neste Santo Natal. Isso vos pedimos, por Cristo, nosso Senhor.
T. Amém.

SINOPSE:
Tema: “Vinde Senhor Jesus!”
O ADVENTO é Tempo de ESPERA e ESPERANÇA, em que celebramos:
+ Um fato passado: A Vinda histórica de Cristo, prometida a Abraão, lembrada pelos profetas, esperada pelo povo, realizada em Belém…
+ Um fato presente: Vinda de Jesus presente na sua Igreja: Cristo continua a vir: na Palavra, na Eucaristia, nos irmãos..
+ Um fato futuro: É a segunda vinda… no fim do mundo
Na primeira leitura: Deus anuncia que vai enviar ao seu Povo um descendente da família de David, com a missão de concretizar a justiça e a paz.
Evangelho: Jesus anuncia: “alegrai-vos, vai nascer um mundo novo, onde conhecereis a liberdade e a vida em plenitude”.
A segunda leitura convida-nos a esperar numa atitude ativa na vivência do amor.

PRIMEIRA LEITURA (Jr 33,14-16) Profeta Jeremias. –
“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que farei cumprir a promessa de bens futuros para a casa de Israel e para a casa de Judá. Naqueles dias, naquele tempo, farei brotar de Davi a semente da justiça, que fará valer a lei e a justiça na terra. Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém terá uma população confiante; este é o nome que servirá para designá-la: ‘O Senhor é a nossa justiça’”.

AMBIENTE - Estamos no reinado de Sedecias (587 a.C.). O exército de Nabucodonosor cerca Jerusalém e Jeremias está no cárcere. O profeta vai proclamar a chegada de um tempo novo, no qual Deus vai “pensar as feridas” do seu povo e curá-las, proporcionar “abundância de paz e segurança”.

MENSAGEM - Nesse momento limite em que tudo parece comprometido, Jeremias anuncia a fidelidade de Jahwéh às promessas feitas a David: no futuro, Deus irá fazer surgir um descendente de David, que assegurará a paz e a salvação a todo o povo. Diz-se que o descendente de David vai assegurar a “justiça” e o “direito”. A dupla “justiça/direito” possibilitará uma ordem social, fundamento da paz e da prosperidade. Sedecias nem garantiu a “justiça”, nem assegurou a paz; por isso, a catástrofe está iminente… Mas o rei futuro anunciado pelo profeta, da descendência de David, será o “ungido” de Deus. Terá por missão restaurar a “justiça” e transmitir a abundância de vida e de salvação ao Povo de Deus. Por isso, chamar-se-á “o Senhor é a nossa justiça”: por ele, Deus garante ao seu Povo um futuro fecundo, de justiça, de bem-estar, de salvação.

ATUALIZAÇÃO • O ambiente em que estamos mergulhados potencia o medo, a frustração, a insegurança, o pessimismo… É possível acreditar no Deus da “justiça” e continuar a olhar para o mundo nessa perspectiva negativa, como se Deus tivesse abandonado os homens e já não presidisse à nossa história?
• Sentimo-nos, verdadeiramente, membros do povo messiânico, construtores desse mundo de justiça, de paz, de felicidade para todos? Qual é a atitude que define o nosso empenho: o compromisso sério com a justiça e a paz, ou o comodismo de quem prefere omitir-se das suas responsabilidades?

SALMO RESPONSORIAL / SI 24 (25)
Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma!
• Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos / e fazei me conhecer a vossa estrada! / Vossa verdade me oriente e me conduza, / porque sois o Deus da minha salvação!
• O Senhor é piedade e retidão / e reconduz ao bom caminho os pecadores. / Ele dirige os humildes na justiça / e aos pobres ele ensina o seu caminho.
• Verdade e amor são os caminhos do Senhor / para quem guarda sua Aliança e seus preceitos. / O Senhor se torna íntimo aos que o temem / e lhes dá a conhecer sua Aliança.

EVANGELHO (Lc 21,25-28.34-36) Evangelho segundo Lucas.
Disse Jesus a seus discípulos: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas. Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra. Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem”.

AMBIENTE - últimos dias da vida terrena de Jesus, após a sua entrada triunfal em Jerusalém. Jesus anuncia-lhes tempos difíceis de perseguição e de martírio. Avisa-os, também, de que a própria cidade de Jerusalém será, proximamente, sitiada e destruída (cf. Lc 21,20-24).

MENSAGEM - O centro do Evangelho está na referência à vinda do Filho do Homem “com grande poder e glória” e no convite a a levantar a cabeça porque “a libertação está próxima”. O projeto de salvação/libertação da humanidade, concretizado nas palavras e nos gestos de Jesus, é apresentado como o “resgate” de uma humanidade prisioneira do egoísmo, do pecado e da morte. Trata-se, portanto, da libertação de tudo o que escraviza os homens e os impede de viver na dignidade de filhos de Deus.
A mensagem é clara: espera-vos um caminho de sofrimento e perseguição; no entanto, não vos deixeis afundar no desespero porque Jesus vem. Com a sua vinda gloriosa, cessará a escravidão que impede a vida em plenitude e nascerá um mundo novo, de alegria e de felicidade plenas.
Os “sinais” catastróficos não são um quadro do “fim do mundo”; são imagens utilizadas pelos profetas para falar do “dia do Senhor”, isto é, o dia em que Jahwéh vai intervir na história para libertar o seu Povo da escravidão, inaugurando uma era de vida, de fecundidade e de paz sem. O quadro destina-se, portanto, não a amedrontar, mas a dar esperança: quando Jesus vier com a sua autoridade soberana, o mundo velho do egoísmo e da escravidão cairá e surgirá o dia novo da salvação/libertação sem fim. Há, ainda, um convite à vigilância: é necessário uma atenção constante, a fim de que as preocupações terrenas não nos impeçam de reconhecer e de acolher o Senhor que vem.

ATUALIZAÇÃO - • A realidade humana está marcada pelo egoísmo, pela guerra e pelo ódio, pela prepotência dos senhores do mundo… Quantos milhões estão na miséria e sofrimentos que os torna escravos, roubando-lhes a vida e a dignidade… A Palavra de Deus abre a porta à esperança: “alegrai-vos, pois a vossa libertação está próxima. Com a vinda próxima de Jesus, o projeto de salvação/libertação de Deus vai tornar-se uma realidade viva; o mundo velho vai converter-se numa nova realidade, de vida e de felicidade para todos”.
• No entanto, a salvação/libertação não é uma realidade que deva ser esperada de braços cruzados. É preciso “estar atento” a essa salvação que nos é oferecida como dom, e aceitá-la. Jesus vem; mas é necessário reconhecê-lo nos sinais da história, no rosto dos irmãos, nos apelos dos que sofrem e que buscam a libertação. É preciso acolher o dom de Jesus, deixar que Ele nos transforme o coração e Se faça vida nos nossos gestos e palavras.
• É preciso, ainda, ter presente, que este mundo novo nunca será um realidade plena nesta terra, mas sim uma realidade escatológica, cuja plenitude só acontecerá depois de Cristo, o Senhor, haver destruído definitivamente o mal que nos torna escravos.

SEGUNDA LEITURA (1Tes 3,12 – 4,2) Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses.
O Senhor vos conceda que o amor entre vós aumente sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós. Que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos. Enfim, meus irmãos, eis o que vos pedimos e exortamos no Senhor Jesus: Aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim. Fazei progressos ainda maiores! Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus.

AMBIENTE - A comunidade cristã de Tessalônica foi fundada por Paulo, Silvano e Timóteo. No entanto, a obra de Paulo foi brutalmente interrompida pela reação da colónia judaica… Paulo teve de fugir.

MENSAGEM - Apesar de tudo o que Deus já edificou no coração dos crentes de Tessalônica, a caminhada cristã destes não está concluída. Há que “progredir sempre”, sobretudo no amor para com todos. Só nesta atitude de não conformação será possível esperar a “vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

ATUALIZAÇÃO • A caminhada cristã nunca é um processo acabado, mas recomeça em cada novo instante da vida. O cristão não é aquele que é perfeito; mas é aquele que, em cada dia, sente que há um caminho novo a fazer e não se instala na mediocridade.
• Uma dimensão fundamental da nossa experiência cristã é a caridade: só aprofundando-a cada vez mais podemos sentir-nos identificados com Aquele que partilhou a vida com todos nós, até à morte na cruz; só praticando-a, podemos fazer uma verdadeira experiência de Igreja e construir uma comunidade de irmãos; só vivendo-a, podemos ser, para os homens o rosto do Deus que ama.
# Paulo lembra à comunidade de Tessalônica que a melhor maneira de esperar a vinda do Senhor Jesus é crescer no amor recíproco. Sem esse amor, torna-se vazio o Advento e o próprio Natal.

+ O verdadeiro Natal é vivido num Clima de...

   - De Esperança: uma espera pela vinda de Deus. "De cabeça erguida..." apesar dos problemas que nos cercam...

   - De Vigilância: para perceber os sinais de Deus entre nós…  ler a realidade com o olhar voltado à eternidade.
     Jesus adverte a um Perigo:  "Não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida

 - De Oração: - na Comunidade: com a liturgia do Advento... - nas famílias: com a Novena do Natal em família...

+ De Conversão: Acolher: preparar o nosso presépio, o coração…   Caso contrário, a sua vinda será inútil.

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Tempo de Esperança

Nesse domingo iniciamos mais um ano Litúrgico (Ciclo C), durante o qual iremos refletir e celebrar os principais
mistérios de nossa fé e da História da Salvação.

O companheiro principal na caminhada será o Evangelho de LUCAS.
                   
- O ANO LITÚRGICO está centralizado em duas grandes festas:
  Natal e Páscoa. E cada uma delas, com 3 momentos:
  - de preparação: Advento e Quaresma...
  - de celebração: do Natal à Epifania; da Páscoa ao Pentecostes...
  - de prolongamento: os domingos do tempo comum...

- Hoje iniciamos as quatro semanas do ADVENTO.

O ADVENTO é Tempo de ESPERA e ESPERANÇA, em que celebramos:

+ Um fato passado: A Vinda histórica de Cristo, prometida a Abraão,
   lembrada pelos profetas, esperada pelo povo, realizada em Belém…
+ Um fato presente: Vinda de Jesus presente na sua Igreja:
   Cristo continua a vir: na Palavra, na Eucaristia, nos irmãos..
+ Um fato futuro: É a segunda vinda… no fim do mundo…

As leituras acenam para um novo tempo, marcado pela esperança e pela alegria:

Na 1a Leitura, damos um olhar para o PASSADO. (Jr 33,14-16)

Após um longo exílio, o Povo, cansado e abatido, retorna para a sua terra, mas encontra tudo destruído, precisa recomeçar tudo de novo.
O profeta Jeremias proclama a chegada de dias melhores.
Surgirá um descendente de Davi, que assegurará a paz e a salvação.
Recordando as promessas de Deus, o profeta elimina a saudade do passado, elimina o medo do presente e instaura o clima da ESPERANÇA.

Esse rebento esperando pelos israelitas é Jesus de Nazaré.
Com ele teve início o Reino de Paz e Justiça.
Contudo percebemos que a construção desse mundo novo não foi concluída com o nascimento de Cristo.
Exige ainda muito tempo e e de nosso empenho e colaboração.

Na 2a Leitura, damos um olhar para o PRESENTE. (1 Ts 3,12-4,2)

Paulo lembra à comunidade de Tessalônica que a melhor maneira de esperar a vinda do Senhor Jesus é crescer no amor recíproco. Sem esse amor, torna-se vazio o Advento e o próprio Natal.


No Evangelho, damos um olhar para o FUTURO. (Lc 21,25-28.34-36)

Estamos nos últimos dias da vida terrena de Jesus.
Ele anuncia tempos difíceis de sofrimento e perseguição.
O texto, numa linguagem apocalíptica, fala da segunda vinda de Cristo.
Os "sinais" catastróficos apresentados, não são um quadro do "fim do mundo"; são imagens utilizadas pelos profetas para falar do "dia do Senhor", quando Ele vai intervir na história para libertar o seu Povo.
O quadro visa reavivar a ESPERANÇA pelo novo dia que surgirá e e motivar a VIGILÂNCIA para reconhecer e acolher o Senhor que vem.

+ "Fiquem de pé e levantem a cabeça, pois a vossa libertação está próxima".
   O Evangelho ensina a não esperar passivamente a vinda do Filho do Homem.
- É preciso "estar atento" a essa salvação que nos é oferecida e aceitá-la.
- É necessário reconhecer Jesus que vem nos sinais da história,    no rosto dos irmãos, nos apelos dos que sofrem e que buscam a libertação.
- É preciso ter a vontade e a liberdade de acolher o dom de Jesus, deixar que  ele nos transforme o coração e se faça vida em nossos gestos e palavras.
- É preciso ter presente, que este mundo novo está permanentemente a fazer-se  e depende do nosso testemunho.

+ Como você pretende preparar o NATAL desse ano?
   - Um Natal apenas de presentes... de enfeites e músicas…  de festas, comes e bebes...
   - ou um Natal cristão?

+ O verdadeiro Natal é vivido num Clima de...

   - De Esperança: Advento é participar de uma espera profunda de todos os homens pela vinda de Deus.
     "De cabeça erguida..." apesar dos problemas que nos cercam...

   - De Vigilância para perceber os sinais da presença de Deus entre nós…
     Vigilância significa por Deus em primeiro lugar na vida.
     Quer dizer ler a realidade com o olhar voltado à eternidade.
     Significa crer que o Reino de Deus já está presente entre nós.
     Jesus adverte a um Perigo:  "Não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida..."

 - De Oração: - na Comunidade: com a liturgia do Advento...  - nas famílias: com a Novena do Natal em família...

+ De Conversão: Acolher: preparar o nosso presépio, o coração…
   O Natal será realmente cristão, se Cristo tiver lugar em nosso coração.
   Caso contrário, a sua vinda será inútil.
   - Vamos remover de nossa vida toda bagagem inútil que possa impedir os nossos passos para Cristo.

Como há dois mil anos em Belém, Ele ainda hoje continua buscando um lugar…

Será que Ele encontrará esse lugar em nossa casa, em nosso coração?
                                       
                         Pe. Antônio Geraldo
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HOMILIA DO PE. PEDRINHO

Meus irmãos e irmãs, começamos hoje falando sobre o Batismo. Na carta de S. Paulo aos Tessalonicenses nos fala: “fazei progressos ainda maiores! Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus”. Claro que não é só para o pai e a mãe, padrinho e madrinha destas crianças, que estou falando. Estou falando para todos nós. Não é suficiente batizar. É preciso fazer progresso. Progresso significa estarmos sempre atentos para conhecermos, cada vez mais, a vontade de Deus e podermos trilhar este caminho. Se nós batizarmos e pararmos aí, a criança será como uma semente, que foi plantada e não foi cultivada. A criança foi plantada na comunidade, mas não estará cultivada para a caminhada com Deus. Agora, eu quero perguntar para vocês que estão na catequese: - por que eu estou com a casula roxa? (“é o ano litúrgico”). – está certinho, mas eu quero uma explicação mais fácil. Está certo. Não está errado. (“por causa do advento; tem as cores roxa, branca, vermelha e aí vem a cor roxa de novo”.) – Está correto. Olha aí. Ele está nos dizendo, que no ano litúrgico temos várias cores e no advento se usa a cor roxa.
Uma vez eu perguntei porque estava de verde e me responderam que era porque o Palmeiras tinha ganhado. Fiquei muito chateado. (“roxo porque é penitência”). – associamos o roxo a penitência. Não está errado. Eu não quero que alguém associe penitência a sacrifício. Não. Penitência é: eu sou convidado, neste tempo, para aprofundar o tema que estamos celebrando. O Tempo Comum, que é o verde, cada domingo é um tema diferente. No Advento e também na quaresma, o tema é sempre o mesmo. No advento temos quatro finais de semana, onde vamos meditar o mesmo tema, que é a vinda de Jesus. É celebrar o nascimento de Jesus, seu aniversário e Celebrar a segunda vinda. Os dois primeiros finais de semana, que é hoje e domingo que vem, nós vamos ouvir o Evangelho falando do fim dos tempos. É um assunto que parece estranho. Por que? Porque Celebramos também a segunda vinda de Jesus. Aí, o terceiro e o quarto final de semana, nós vamos refletir sobre a primeira vinda. Vamos ver contar desde antes do nascimento, vão contar que Eles vão para Belém, e assim por diante. É assim, que a liturgia nos convida a pensar neste assunto. Agora, o que é que tem de bom no Tempo do Advento, que vai nos ajudar e nos preparar para o nascimento de Jesus? A cada domingo vamos meditar algo que é importantíssimo e que nós conhecemos com a vinda de Jesus. Hoje, por exemplo, estamos falando da Justiça. A primeira leitura fala da justiça, o Salmo fala da Justiça. Por que? Porque não pode haver Paz, não existe Paz, sem a justiça. A Bíblia vai dizer, Deus sabe o que diz: Justiça e Paz se abraçarão. Muita gente pede mais polícia para obter a paz. Outros declaram guerra em nome da paz. Outros dizem: se eu tivesse como me armar, eu teria paz. A Bíblia vai dizer: Não. Aquele que se utiliza da arma, acaba morrendo por ela. O que é que garante a Paz? É a Justiça. Aqui poderíamos ficar duas a três horas falando sobre isto.  A JUSTIÇA é algo complicado, porque vivemos num mundo injusto. Nós não temos plena noção do que é justiça. Temos apenas vagas idéias do que é justiça, mas não temos a noção plena. Aí a razão pela qual nós somos chamados a não nos distanciar de Deus. Porque só Deus é Justo. Na medida em que eu me aproximar, estiver próximo de Deus, eu vou compreendendo melhor o que é a justiça. Por isso, é bom participarmos da Celebração Eucarística, pelo menos, aos domingos. Aí eu ouço o que Deus fala, aí eu me aproximo de Deus, porque Ele me dá conselhos justos e aí então, eu posso construir a Paz.
Como vai a paz na minha casa? Se não tivermos paz em casa, é porque não está havendo justiça. Como vai a paz no meu trabalho? Se não há paz no meu trabalho é porque não está havendo justiça. Como está a paz no estádio de futebol? Se não há paz é porque ali não há justiça. Assim, em todos os ambientes. Então, nós somos chamados a construir a Paz e a Justiça em todos os ambientes. Como vai a paz na comunidade? Se não houver paz, é porque não está havendo justiça. É claro, que aí, um precisa ajudar o outro. Como nós não temos plena consciência da justiça, nem sempre somos justos. Não porque somos maus. É isto que as pessoas confundem. O ser humano não é mau. O ser humano é IGNORANTE em se tratando da Justiça. Então, ele tem a melhor das intenções, mas não é justo. Não por maldade, mas por limitação.  É aí que é importante nós ouvirmos a Palavra de Deus.
Tem outro aspecto que eu queria falar, aproveitando as leituras de hoje. Por que, quando a gente ouve o Evangelho, a gente fica em pé? Quem vai dar uma opinião? (“é a palavra de Deus”). A primeira leitura também é Palavra de Deus e estamos sentados. A segunda leitura, que é também do Novo Testamento, também é Palavra de Deus e estamos sentados. É só na proclamação do Evangelho que ficamos em pé. Diga aqui: (“por causa do respeito a Palavra de Deus.”) – Mas a primeira e segunda leitura também são Palavra de Deus e estamos sentados. Eu sei que muita gente tem dificuldade para saber o porque ficar em pé. Olha o que diz a leitura de hoje: “Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, afim de terdes forças para escapar de tudo que deve acontecer e para ficar em pé diante do Filho do Homem”. O que que é isto? Nós cremos, que quem faz a leitura, somente empresta a voz. É Deus quem fala. Por isso, a gente sendo convidado para fazer uma leitura, aceitar, porque só estamos ampliando a voz de Deus. Muitas vezes, não fazemos uma boa leitura, mas o importante é que Deus se comunica. Agora, no Evangelho é o Filho do Homem quem fala. É Jesus falando. Então, aqui fala que é para encontrarmos com o Filho do Homem em Pé. O respeito vale para as três Leituras, mas quando é Jesus que fala, ficamos em pé. Porque no Batismo, nós cremos, que morremos e ressuscitamos. Jesus é o cordeiro imolado, ressuscitado. Diante do Cordeiro todos ficam de pé. Agora está fácil a resposta da pergunta que vou fazer: por que durante a consagração todos ficam em pé? Sei que alguns, por devoção ficam de joelhos e só ficam em pé quando o presidente da celebração diz “eis o mistério da fé” voltam a ficar em pé. É por devoção e isto nós respeitamos. Por que ficamos em pé quando o pão e o vinho são consagrados? Sabemos que Jesus se torna presente no Pão e no Vinho consagrados. Por que ficamos em pé? Porque na consagração é o mesmo Filho do Homem que nos está sendo apresentado. Se diante do Filho do Homem todos devem se apresentar em pé, então, se Ele se faz presente na forma de Pão e de Vinho, devemos estar em pé. Quem gosta de ficar ajoelhado por devoção, sem problema, mas o pedido do Evangelho é que diante do Filho do Homem, nós nos apresentemos de pé. Veja que, na nossa liturgia, tem gestos, todos eles, baseados na Palavra de Deus. Está bom por hoje. Vamos pedir a Deus que nos ajude a caminhar no advento. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO – Diocese de Santo André - SP

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Homilia de D. Henrique Soares
                                                         
 “Confio em vós, que eu não seja envergonhado!” : atitude de quem se reconhece necessitado de um Salvador; de quem se sabe pequeno e incapaz de caminhar sozinho!: precisamos que Deus venha e nos estenda a mão, que ele nos eleve e nos salve! 
            O Advento nos prepara para o Natal e É um tempo de vigilância, de esperança no Senhor que vem: veio em Belém, vem no Natal, vem a cada dia e, virá no final dos tempos.
Somente numa atitude de oração e vigilância é que poderemos reconhecê-lo e acolhê-lo. Jesus nos diz: “Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai a cabeça, porque a vossa libertação se aproxima”; ficai atentos para terdes força de escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes de pé diante do Filho do Homem! ”Os sinais que o Senhor nos dá, acontecem sempre, em cada geração, como um convite insistente à vigilância. Tomemos consciência de que nosso caminho neste mundo passa, é apenas um caminho!
           
 “Vigiai, não sabeis em que dia o Senhor virá”. Não se trata apenas da “parusia”, mas também da vinda do Senhor para cada homem no fim da sua vida, quando se encontrar face a face com o seu Salvador; e será esse o dia mais belo, o princípio da vida eterna! Toda a existência do homem é uma constante preparação para ver o Senhor, que cada vez está mais perto; mas no Advento a Igreja ajuda-nos a pedir de um modo especial: “Senhor, mostrai-me os vossos caminhos e ensinai-me as vossas veredas. Dirigi-me na vossa verdade, porque sois o meu Salvador” (Sl 24).
Procuremos afastar os motivos que impedem a acolhida do Senhor:
– os prazeres da vida: a pessoa mergulhada nos prazeres fica alienada… No domingo, dorme… passeia… pratica esportes… mas não sobra tempo para a Missa.
– trabalho excessivo: a pessoa obcecada pelo trabalho esquece o resto: Deus, a família, os amigos, a própria saúde…
Escutemos São Paulo: “Fazei progressos ainda maiores! “ (1Ts 4, 1).
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Celebração da Palavra (Diáconos ou Ministros da Palavra):


LOUVOR (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
- O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR...
- COM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Vinde, Senhor, sois a nossa força e a nossa esperança.
- “Ó Deus fiel, bendito sois pela obra que realizastes ao longo dos séculos, sobre as promessas dos profetas, nos enviando o vosso Filho. Nós Vos confiamos os bairros das nossas cidades e os habitantes que vivem no temor”.
T: Vinde, Senhor, sois a nossa força e a nossa esperança.
- “Pai, nós Vos damos graças pelas instruções recebidas de Jesus e pelos progressos que nos deixais realizar. Nós Vos pedimos: dai-nos um amor cada vez mais intenso até ao dia em que Jesus Cristo vier sobre as nuvens”.
T: Vinde, Senhor, sois a nossa força e a nossa esperança.
- “Ó Deus fiel, bendito sois pela esperança que nos destes em Jesus, mesmo nos momentos difíceis. Nós Vos pedimos: que o vosso Espírito nos mantenha vigilantes para que possamos estar firmes na presença de Jesus, vosso Filho, quando Ele vier com grande poder e glória”.
T: Vinde, Senhor, sois a nossa força e a nossa esperança.
- O sofrimento, as preocupações, o medo do futuro por vezes esmagam-nos e acabamos desanimados e com medo.  Hoje Jesus nos garante a sua vinda para um futuro melhor. Pai,  fazei-nos atentos aos sinais que manifestais, para que nossa esperança esteja sempre viva, pois sois a nossa esperança, pois tudo nesta terra se acabará.
T: Vinde, Senhor, sois a nossa força e a nossa esperança.
- Pai nosso... Saudai-vos na Paz... Eis o Cordeiro de Deus...