sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM Ano B 2015

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM Ano B 2015 (Adaptado e postado pelo Diácono Ismael)


Tema: A cura do leproso:
“Eu quero: fica curado!”

SINOPSE:
Primeira leitura: Apresenta a lei de Moisés que definia como tratar os leprosos.
Evangelho: Jesus, que é a mão Deus vem ao encontro dos seus filhos vítimas da rejeição e da exclusão, compadece-Se da sua miséria, estende-lhes a mão com amor, liberta-os dos seus sofrimentos, convida-os a integrar a comunidade do “Reino”. Deus não pactua com a discriminação dos irmãos.
Segunda leitura: Paulo convida os cristãos a terem como prioridade a glória de Deus e o serviço dos irmãos. O exemplo deve ser o de Cristo, que viveu na obediência aos projetos do Pai e fez da sua vida um dom de amor, ao serviço da libertação dos homens.

6. PRIMEIRA LEITURA (Lv 13,1-2.44-46) ...: “Quando alguém tiver na pele ...mancha branca, com aparência da lepra..., é impuro e como tal o sacerdote deve declarar. O homem ...andará com as vestes rasgadas, os cabelos em desordem e a barba coberta, gritando: ‘Impuro! impuro!’...; e, sendo impuro, deve ficar isolado e orar fora do acampamento.”

AMBIENTE - O Livro do Levítico trata do culto. Apresenta leis, ritos da “escola sacerdotal”. O texto apresenta a “lei da pureza”. A noção de pureza supõe-se que o homem deseja a sua vida balizada por regras bem definidas, que o protejam do risco do desconhecido. Tudo o que é excepcional, anormal, misterioso, destrói a harmonia e o equilíbrio e pode libertar forças incontroláveis que o homem não domina. Certos “tabus” proibiam aos israelitas o contacto com determinadas realidades (o sangue, um cadáver, certos tipos de alimentos, etc.). Se o homem entrava em contacto com essas realidades, ficava “impuro”. O contato com a “impureza” não era pecado; mas o homem devia “limpar” a “impureza” contraída, logo que possível. Só depois poderia se aproximar de Deus. O caso mais grave de “impureza” era a lepra.

MENSAGEM - A “lepra” designa, aqui, vários tipos de enfermidade da pele, que deformam a aparência do homem. Esta doença seria uma manifestação de forças misteriosas, que ameaçam a harmonia e o equilíbrio da existência do homem. O “leproso” era afastado da convivência diária com as outras pessoas. A intenção higiênica e pretendia evitar o contágio. Mas, a exclusão dos “leprosos” da comunidade tinha razões religiosas… Para a mentalidade tradicional do povo bíblico, Deus distribuía as suas recompensas e os seus castigos de acordo com o comportamento do homem. A doença era sempre um castigo de Deus pelos pecados do homem. Ora, a “lepra” era tida como um castigo terrível para um pecado grave. O “leproso” era considerado um amaldiçoado por Deus, indigno de pertencer à comunidade e que em nenhum caso podia ser admitido às assembléias onde celebrava o culto a Deus.
O sacerdote é que decidia da capacidade ou não de alguém integrar a comunidade.

ATUALIZAÇÃO - • O nosso texto convida-nos a repensar as nossas atitudes face aos nossos irmãos. Não será possível que os nossos preconceitos criem marginalização e exclusão.

10. EVANGELHO (Mc 1,40-45) ...um leproso chegou perto de Jesus e de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. Então Jesus o mandou embora, falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés  ordenou, como prova para eles!” Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.
Cristo é a mão de Deus que nos toca e nos purifica.
AMBIENTE - Jesus continua a missão que o Pai lhe confiou e a anunciar o “Reino”. O “Reino” torna-se uma realidade nas palavras e nos gestos de Jesus. Para a ideologia oficial, o leproso era um pecador, vítima de castigo de Deus. A sua condição excluía-o da comunidade e do culto.  O leproso era o protótipo do marginalizado, do excluído, do segregado.

MENSAGEM - Um leproso considerado maldito vem “ter com Jesus”. Provavelmente a pregação de Jesus tinha-lhe aberto um horizonte de esperança. No desejo de sair de sua marginalidade infringe a Lei e aproxima-se de Jesus. Diante de Jesus é humilde e insistente (“prostrou-se e suplicou-lhe”). O que ele pretende de Jesus não é apenas ser curado, mas ser “purificado” desse mal que o torna impuro e indigno de pertencer à comunidade («se quiseres podes “purificar-me”»; o verbo grego “katharidzô” aqui utilizado não deve traduzir-se como “curar”, mas sim como “purificar” ou “limpar”). Ele confia no poder de Jesus, sabe que só Jesus pode ajudá-lo a sair da miséria, de isolamento e de indignidade.
O Senhor estendeu a mão, o Senhor tocou o leproso! Não precisava fazê-lo, não deveria fazê-lo! Ele teve compaixão! Quis estar próximo daquele miserável, quis que ele se sentisse amado, acolhido! Ao invés da impureza contagiar Jesus, é Jesus que contagia o leproso com a sua pureza! Eis! O Reino chegou: em Jesus, Deus vai libertando a humanidade de toda sua lepra, da lepra do seu pecado! Na ação de Jesus, compreendemos que o amor é mais forte que o egoísmo, que a luz é mais forte que a treva, que o bem é mais forte que o mal,
A reação de Jesus é diferente de acordo com os padrões judaicos. Em lugar de se afastar do leproso e de acusá-lo de infringir a Lei, Jesus olha-o “compadecido”, estende a mão e toca-lhe. Jesus é apresentado, assim, como o Deus cheio de amor pelos seus filhos, que Se “compadece” face à miséria e sofrimento dos homens. Jesus estende a mão e toca-o. É um gesto que manifesta a bondade e a solidariedade de Jesus; mas o gesto de estender a mão tem um significado teológico, pois é o gesto que acompanha, na história do Êxodo, as ações libertadoras de Deus em favor do seu Povo (cf. Ex 3,20 (a-  Deus estendeu sua mão sobre o Egito feriando com prodígios para que Faraó libertasse o seu povo da escravidão);b- 10,12 Estendeu, pois, Moisés o seu bordão sobre a terra do Egito, e o SENHOR trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; quando amanheceu, o vento oriental tinha trazido os gafanhotos. 14,16  E tu, levanta o teu bordão, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco). O amor de Deus manifesta-se como gesto libertador, que salva o homem leproso da escravidão em que a doença o havia lançado.
Por outro lado, ao tocar o leproso, Jesus está infringindo a Lei. Dessa forma, Ele denuncia uma Lei que criava marginalização e exclusão. Jesus, com a autoridade que Lhe vem de Deus, mostra que a marginalização imposta pela Lei não expressa a vontade de Deus. O gesto de tocar o leproso mostra que a distinção entre puro e impuro consagrada pela Lei não vem de Deus e não transmite a lógica de Deus; mostra que Deus não discrimina ninguém, que Ele quer amar e oferecer a liberdade a todos os seus filhos e que a todos Ele convida a integrar a família do “Reino”, a nova humanidade.
A resposta verbal de Jesus (“quero: fica limpo”); apenas confirma o seu gesto. Mostra, por palavras, que o leproso não é um marginal, um pecador condenado, mas um filho amado a quem Deus quer oferecer a salvação e a vida plena. A purificação do leproso significa, em primeiro lugar, que o “Reino de Deus” chegou e Deus quer banir o sofrimento, a marginalização, a exclusão. A purificação do leproso significa, também, a desmontagem da teologia oficial que considerava o leproso um maldito. A misericórdia, a bondade, a ternura de Deus derramam-se sobre o leproso no gesto salvador de Jesus e dizem-lhe: “Deus ama-te e quer salvar-te”.
Consumada a purificação do leproso, Jesus recomenda-lhe que não diga nada a ninguém. De acordo com Mt 11,5, a cura dos leprosos era uma obra do Messias; assim, o gesto de Jesus define-O como o Messias esperado. O messianismo não passa por um trono político (como sonhavam as multidões), mas pela cruz. Jesus é o Messias, mas o Messias-servo, que veio ao encontro dos homens para lhes transmitir o projeto salvador do Pai e para libertá-los das cadeias da opressão. O seu caminho passa pelo sofrimento e pela morte. O seu trono é a cruz, expressão máxima de uma vida feita amor e entrega. Ao leproso purificado, Jesus diz para ir mostrar-se aos sacerdotes. Segundo a Lei, o leproso só podia ser reintegrado na comunidade depois de a sua cura ter sido homologada pelo sacerdote em funções no Templo. No entanto, Jesus acrescenta: “para lhes servir de testemunho”. Dado que a cura de um leproso só podia ser operada por Deus e era, por isso, um sinal messiânico, o fato devia servir aos líderes do Povo para concluírem que o Messias tinha chegado e que o “Reino de Deus” estava já presente no meio do mundo. O leproso purificado devia, portanto, ser um “testemunho” da presença de Deus no meio do seu Povo e um sinal de que os novos tempos tinham chegado.
O leproso purificado “começou a apregoar e a divulgar o que acontecera”, apesar do silêncio que Jesus lhe impusera. Jesus Cristo curou, pois viu um “projeto de apóstolo”. Logo que se foi, o ex-leproso converteu-se num mensageiro do Evangelho.  Jesus também poderia perguntar a você: Queres? Queres seguir-me de verdade?
Marcos quer sugerir que quem experimenta o poder integrador e salvador de Jesus converte-se em profeta e em testemunha do amor e da bondade de Deus.

ATUALIZAÇÃO –
O nosso texto fala-nos de um Deus cheio de amor, de bondade e de ternura e os convida a viver em comunhão com Ele e a integrar a sua família. É um Deus que não exclui ninguém e que não aceita que, em seu nome, se inventem sistemas de discriminação dos irmãos. É, esse Deus que vem ao encontro de cada pessoa, lhe estende a mão com ternura, o purifica e lhe oferece uma nova vida na comunidade do “Reino”.
• A atitude de Jesus é de solidariedade e aceitação. Jesus apenas vê em cada pessoa um irmão a quem é preciso estender a mão e amar.
• O gesto de Jesus de estender a mão denuncia uma Lei geradora de discriminação, de exclusão e de sofrimento. Essa Lei não tem qualquer significado.
• O leproso, apesar da proibição de Jesus, “começou a divulgar o que acontecera”. Marcos sugere que o encontro com Jesus transforma a vida do homem e ele não pode calar a alegria pela novidade que Cristo introduziu na sua vida e tem de dar testemunho.

8. SEGUNDA LEITURA (1Cor 10,31-11,1) ...quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. Não escandalizeis ninguém.... Fazei tudo como eu, que procuro agradar a todos, em tudo, não buscando o que é vantajoso para mim mesmo, mas o que é vantajoso para todos, a fim de que sejam salvos. Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.

AMBIENTE – O texto é a conclusão sobre o problema de comer ou não a carne dos animais imolados aos ídolos (cf. 1 Cor 8-10). Comprar essas carnes e comê-las era lícito? A resposta de Paulo: dado que os ídolos não são nada, comer dessa carne é indiferente; contudo, deve-se evitar escandalizar os mais débeis na fé: se houver esse perigo, evite-se comer da carne sacrificada nos santuários pagãos, a fim de não faltar à caridade.

MENSAGEM – Na questão do comer as carnes dos templos pagãos, há um duplo critério: em qualquer atividade devem dar“glória de Deus”; e o bem dos irmãos. O cristão é livre, mas pode ser convidado a prescindir dos seus direitos e da sua liberdade em função de um bem maior e que é o amor dos irmãos. A lei do amor deve sobrepor-se a tudo o resto, inclusive aos “direitos” de cada um. Paulo dá o exemplo: Ele não procura o seu próprio interesse, seus projetos pessoais, mas o bem de todos os irmãos. Nisto, Paulo imita Cristo, que não procurou cumprir não a sua vontade, mas a vontade do Pai e morreu na cruz por amor aos homens, a fim de lhes apontar um caminho de salvação. Cristo renunciou aos seus direitos por amor e para que se concretizasse o projeto de salvação que Deus tinha para os homens. Para Paulo, o exemplo de Cristo é a fonte inspiradora que tem condicionado as suas atitudes …

ATUALIZAÇÃO -• Paulo deixa claro que o valor absoluto e ao qual tudo o resto se deve subordinar é o amor. O cristão sabe que, em certas circunstâncias, pode ser convidado a renunciar aos próprios direitos, à própria liberdade, aos próprios projetos porque a caridade ou o bem dos irmãos assim o exigem. Mesmo que um determinado comportamento seja legítimo, o cristão deve evitá-lo se esse comportamento faz mal a alguém.
• A propósito, Paulo refere o exemplo de Cristo, (“Abbá, Pai, tudo Te é possível; afasta de Mim este cálice! Mas não se faça o que Eu quero, e sim o que Tu queres” – Mc 14,36); e, apesar de ser “mestre” e “Senhor”, multiplicou os gestos de serviço e fez da sua vida uma entrega total aos homens, até à morte. Cada cristão deve ser capaz de ultrapassar o egoísmo e o comodismo, a fim de fazer da sua própria vida um serviço e um dom de amor aos irmãos
Pe. Joaquim, Pe. Barbosa, Pe. Carvalho

Para a celebração da PALAVRA                
 Mc 1, 40-45 -Louvor: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
à POR JESUS,COM JESUS E EM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Ó Deus, nosso Pai, abençoado seja o vosso Nome, sois eterno e único. Vosso Filho nos mostrou que amais a todos que criastes. Sois um Pai que sempre nos acolheis curando nossas fragilidades.
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Seja louvado e santificado o Vosso nome. Sois Deus de amor e misericórdia. Pai, curai-nos do egoísmo e da falta de amor para os irmãos que sofrem. Dai-nos a capacidade de acolher bem a todos em nossa com unidade e em nossa vida.
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Ó Deus, nosso Pai, enviai-nos o Espírito Santo para que sejamos transformados na vossa imagem de amor. Que nosso orgulho e vaidade sejam destruídos para que saibamos espelhar o vosso amor entre vossos filhos.
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Senhor, nosso Deus e Pai, louvor e glória Vos  sejam dados pela vossa imensa misericórdia. Pai, fortalecei-nos para que saibamos fazer a vossa vontade aqui na terra e também no Céu.
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
... // PAI NOSSO... // ...// A PAZ DE CRISTO...//  ...//EIS O CORDEIRO...//

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HOMILIA DO PE. PEDRINHO

A liturgia de hoje nos convida a contemplar Jesus, aquele que tem compaixão para com o povo.
Compaixão é diferente de ter dó. O cristão não tem dó das pessoas, porque normalmente você deve ter dó daquele que é inferior a você. Portanto, você deve ter dó de gato, cachorro. O cristão, diante do irmão, o seu sentimento é de compaixão. O cristão é alguém que é convidado a se colocar ao lado do irmão e sofrer com ele, aquela dificuldade que deve ser enfrentada. Este é um desafio para cada um de nós. De fato, é um grande desafio para nossa época. Onde as pessoas não tem sequer tempo para dedicar àqueles que ama, imagina para com aqueles que não conhece. O Evangelho de hoje, o primeiro chamado é à consciência: de que maneira eu utilizo o meu tempo? Este tempo utilizado é em vista do que? Estou construindo o Reino ou estou deixando uma grande oportunidade de ser um grande colaborador de Deus, deixando passar de lado? Então, o Evangelho de Marcos, desde o início, já, está nos mostrando Jesus que está atento a todas as necessidades. Primeiro o homem da mão seca, depois, a sogra de Pedro que ele cura e hoje o seu encontro é com um leproso. Ora, o leproso no tempo de Jesus, ele é carregado de muitos preconceitos; primeiro, eles não sabiam distinguir lepra de hanseníase. Isto é uma diferença brutal. De qualquer forma, o leproso precisava estar distante de todos, precisava andar avisando a todos de que era leproso, e no caso do homem, devia estar com o barba sem cortar, com a roupa toda desgrenhada e rasgada e ninguém podia tocar naquela pessoa, porque ela era considerada impura. E tal, que sendo impura era uma pecadora. Se era pecador e eu tocar no pecador, eu também me torno pecador. Esta é a situação de uma pessoa que está totalmente segregada e separada do convívio dos outros e que não tem muita perspectiva, pois, a final de contas, quem poderá ajuda-la? Ora, isto é resultado de uma compreensão equivocada sob a orientação de Moisés. Moisés havia disto ao povo isto: se alguém tem algum problema de pele, deve ficar à parte, para não correr o risco de discriminar isto a outras pessoas e o sacerdote deve cuidar dessa pessoa que está enferma. O sacerdote deve ajuda-lo a superar esta doença para que volte ao convívio de todos. Assim, o sacerdote deveria empenhar o seu tempo em cuidar daquela pessoa. Ora, Moisés não viu outra alternativa do que fazer isto, já que o ambiente de deserto é propício para uma série de enfermidades de pele. A água é muito pouca e de fato as condições higiênicas são precárias. De tal maneira que era a forma encontrada por Moisés de garantir a vida daquele povo. Agora, entre você ter um cuidado especial com alguém e deixar alguém ao “léu”, “deixar à sorte”, há uma diferença muito grande.
Esta é a situação desse leproso, que se vê diante da lei dita por Moisés e está totalmente segregado. É aí que ele tem esse encontro com Jesus. É um encontro muito interessante, porque em primeiro lugar ele assume a sua posição de necessitado. Diante da necessidade ele se ajoelha e vai dizer a Jesus: se queres, podes me curar. Jesus diz: Eu quero. Toca no leproso e a lepra vai embora. Nesse movimento todo, escrito por São Marcos, tanto de Jesus quanto do leproso, temos muito a aprender. Em primeiro lugar, nem sempre estamos conscientes de nossa situação de necessitados. Confiamos demais na nossa pré-vidência. Como nós não temos pré-vidência, acabamos nos equivocando sempre. Estamos sempre preocupados com o futuro e nunca vivemos o presente, como momento de realizar o bem. Achamos que não precisamos de mais nada, além do dinheiro, da nossa posição social,  da nossa comodidade de garantir o bem estar dos nossos. Então, demos dificuldade de nos ajoelhar e de pedir a Jesus que nos ajude. Aliás, alguns comentam que quem vai a Igreja domingo, porque não tem outra coisa a fazer, pois quando eu vou passear, eu não vou à igreja. Eu vou desfrutar do feriado de maneira mais adequada, de uma forma mais interessante. Muitos ainda vão atribuir que só tem fé quem é ignorante, pois quem estuda vai ver que Deus é uma invenção humana. E assim por diante. Ora, diante desta realidade, é preciso fazer uma escolha: ou me dou conta de que sou finito e que sou limitado e que necessito de tudo e de todos pra viver e consequentemente necessito de Deus, ou então perco o sentido de minha vida. Eu creio que a grande maioria que está aqui, são pessoas que sabem o quanto é importante ter este encontro ao menos semanal com Jesus Cristo na Eucaristia. Porque é daí que eu tiro forças, orientação para poder caminhar e nessa caminhada fazer o bem. Então, eu aprendo com este leproso qual é o lugar daquele que é filho de Deus. Por outro lado, Jesus sempre nos surpreende e a atitude dele diante daquele leproso é algo que mostra o amor infinito que Deus tem para com todos que a Ele recorrem. Diante daquele leproso, Jesus diz: Eu quero, sê purificado. E ele pode fazer isto, porque afinal de contas, como Senhor da vida, Ele não correrá nenhum risco de se contaminar com a situação do pedinte. Ora, este Jesus TOCA no leproso e a partir daí, Ele se torna UM com aquele leproso. O Evangelho diz que por conta disso, Jesus já não podia mais entrar na cidade. É diante desta postura de Jesus, que nós somos questionados. Entre poder participar de todas as regalias que a sociedade me oferece ou ser compassivo com aquele que é marginalizado, qual é a posição que eu escolho, o que é que eu tenho a perder? Jesus não fez esta conta. Ele viu que ali estava alguém necessitado da sua ajuda e mesmo sabendo que seria impedido de entrar na cidade, Ele não se omitiu diante do pedido daquele necessitado. É assim que nós aprendemos o que é ter compaixão. O fato é que hoje temos muito mais informações e sabemos que lepra é um conceito pejorativo que insinua que alguém pode nos contaminar. Enquanto que hanseníase é uma doença de pele e que hoje tem cura. Portanto, em primeiro lugar é necessário eliminar todo tipo de preconceito. Em segundo lugar, sabendo que a lepra já não causa segregação, outras doenças físicas ou psíquicas pode contribuir para levar a segregar outras pessoas. Então, o preconceito precisa ser eliminado. Por outro lado, pode ser que não tenhamos nenhuma doença física ou psíquica, que podemos chamar de lepra, mas o pecado nos corrói muitas vezes. Muitas vezes, espiritualmente falando, estamos leprosos. De qualquer forma, é cada um que deve pensar, cada um que deve julgar a si mesmo; será que eu preciso pedir a Jesus que me purifique? Jesus vai muito além daquilo que o Evangelho nos fala, porque o Evangelho diz que Jesus tocou o leproso. Hoje Ele não somente nos toca quando nós o procuramos, como Ele volta para casa conosco, porque este é o sentido da Eucaristia. Eucaristia é uma comunhão tão plena, aonde eu e Jesus nos tornamos UM só, pelo ato de eu comungar. Portanto, por pior que seja o nosso pecado, é sempre uma esperança nova que reacende, quando encontramos com Jesus. E por pior que seja o pecado, não é impossível de ser purificado; basta que peçamos. Se eu não pedir, claro que Ele não vai me purificar, porque Ele respeita a minha opção, o meu pedido. Por isso o Salmo vai dizer; feliz o homem que foi perdoado. E nós respondemos; Sois, Senhor, meu refúgio e minha alegria.
São Paulo nos mostra a necessidade de estarmos atentos. E diz: fazei tudo como eu, procure agradar a todos. Não vamos entender São Paulo de maneira equivocada; achando que com isto ele faz média com todos e procura nessa média não se indispor com ninguém. Não é isto! Diante do interesse do irmão, da necessidade do irmão e do meu interesse, eu sou convidado a imitar Jesus e atender o interesse do outro. Isto não é tão simples. Isto requer uma renuncia dos próprios interesses e vontade, em vista do outro. Entretanto, há um critério; não é tudo que o irmão quer, que eu vou oferecer. “Quer comais, quer bebais, fazei tudo para a glória de Deus”.  Então, servir o irmão naquilo que pode glorificar o Pai.

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Homilia de D. Henrique Soares

Para nos guiar na meditação da Palavra de Deus deste hoje, tomemos o Evangelho que acabamos de ouvir. “Um leproso chegou perto de Jesus”. No tempo de Cristo, toda doença na pele que oferecesse perigo de contágio era considerada um tipo de lepra; tornava a pessoa impura. Ouvimos na primeira leitura: “O homem atingido por esse mal andará com as vestes rasgadas, os cabelos em desordem e a barba coberta, gritando: ‘Impuro! Impuro!’ Durante todo o tempo em que estiver leproso será impuro; e, sendo impuro, deve ficar isolado e morar fora do acampamento”. Eis! É alguém assim que se aproxima de Jesus: ferido, excluído do convívio da Assembléia de Israel, colocado fora da Cidade, um morto-vivo… Um leproso não podia tocar as pessoas: elas se tornariam impuras como ele; um leproso não convivia com sua família, não podia entrar na Casa do Senhor para rezar com seus irmãos: era um ninguém: “Impuro! Impuro!” – ele gritava, com a barba coberta em sinal de luto e profunda tristeza…
É um homem assim que se aproxima de Jesus; tem a ousadia de chegar junto dele, sem medo de ser repelido, repreendido, desprezado. E, do fundo de sua miséria, ele suplica: “Se queres, tens o poder de curar-me”. Quanta confiança, quanta esperança! Que oração brotada do mais profundo da dor! O que fará Jesus? Sua reação é absolutamente inesperada: ele faz algo que a Lei proibia: “Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: ‘Eu quero: fica curado!’” Notai, irmãos! O Senhor estendeu a mão, o Senhor tocou o leproso! Não precisava fazê-lo, não deveria fazê-lo! Segundo a Lei, Jesus deveria ficar impuro também, ao menos até o entardecer… Por que tocou o leproso? Não poderia tê-lo curado sem tocá-lo? O próprio Evangelho explica: ele teve compaixão! Quis estar próximo daquele miserável, quis que ele se sentisse amado, acolhido! Jesus não nos ama de longe, não vê de modo indiferente a nossa miséria: ele se faz próximo, ele nos toca, ele compartilha nossa dor! Assim Deus faz conosco! E, para nossa surpresa, ao invés da impureza contagiar Jesus, é Jesus que contagia o leproso com a sua pureza! Eis! O Reino chegou: em Jesus, Deus vai libertando a humanidade de toda sua lepra, da lepra do seu pecado! Na ação de Jesus, compreendemos que o amor é mais forte que o egoísmo, que a luz é mais forte que a treva, que o bem é mais forte que o mal, que a graça é mais poderosa que o pecado, que a vida é capaz de vencer a morte! “No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado”.Eis o bem, eis a graça, eis a salvação que o Senhor nos veio trazer! O Profeta Isaías, havia anunciado: “Ele tomou sobre si as nossas dores, ele carregou-se com os nossos pecados! Era nossas enfermidades que ele levava sobre si, as nossas dores que ele carregava (Is 53,4-5). Jesus curou o leproso e o Evangelho diz que ele“não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos.” Vede bem que, com essa linguagem, o Evangelho deseja afirmar que Cristo, curando o leproso, assumiu o seu lugar: agora, o homem que antes vivia nos lugares desertos, entra na cidade, volta a ser alguém; quanto a Jesus, fica fora, assume o lugar do homem: tomou sobre si as nossas dores!
Caríssimos, um grande mal da nossa época, uma grande ilusão, é achar que não temos pecado, pensar que somos maduros e integrados. Não somos capazes de reconhecer nossas lepras, somos incapazes de suplicar, de joelhos: “Senhor, se queres, podes curar-me!” E por que isso? Porque somos auto-suficientes: olhamo-nos, examinamo-nos não à luz do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, mas à luz de nós mesmos. Pensamos que somos senhores do bem e do mal, do certo e do errado! É tão comum vivermos de modo contrário à vontade do Senhor e ainda, cheios de orgulho e soberba, dizermos que estamos certos… É tão comum querermos moldar Jesus e a sua Palavra à nossa vontade… É tão freqüente a ilusão que podemos jogar na lata do lixo o ensinamento da Igreja, sobretudo no campo moral… E assim, vamos construindo nossa vidinha do nosso modo, modo de pecado, modo de lepra, modo de doença: doença da ida, da descrença, da indiferença, da falta de fé!
Reconheçamo-nos pecadores, meus caros! Mostremos ao Senhor a nossa lepra? Como fazê-lo? Primeiramente, deixando que sua Palavra nos fale e nos mostre nossos erros, nossas manhas, nossos males. Depois, à luz da Palavra do Senhor, façamos, com freqüência, o sincero exame de consciência e tenhamos a coragem de olhar de frente o que pensamos, falamos e fazemos contrário ao Senhor. Finalmente, sinceramente arrependidos, procuremos o Senhor no sacramento da Confissão e, confessando nossos pecados, busquemos o perdão, a cura do Cristo, nosso Deus. Quantas vezes evitamos a Confissão! Quantas vezes fugimos na tal da Confissão comunitária, desobedecendo às normas da Igreja, que só a permitem em casos raros e graves. A Confissão, então é inválida e acrescentamos aos pecados cometidos, mais estes: a desobediência à norma de Igreja e a soberba de nos julgar autossuficientes. Deveríamos aprender do Salmista, na missa de hoje: “Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: ‘Eu irei confessar meu pecado!’ E perdoastes, Senhor, minha falta!” Mas, não! Teimamos em não levar a sério nosso próprio pecado! Julgamo-nos juízes de Deus e da Igreja! Terminamos, então por comungar indignamente, esquecendo que a Eucaristia, se traz vida para quem a recebe bem, traz também morte para quem não a recebe com as devidas disposições…
Caros meus em Cristo, chega de um cristianismo morno, chega da falta de coragem de nos olharmos de frente! Senhor, cura-nos! Senhor, somos leprosos, somos pecadores, nossos pecados mancham não a nossa pele, mas o nosso coração, o mais profundo da nossa alma! Senhor, de joelhos, como o leproso do Evangelho, te suplicamos: cura-nos e seremos curados! Dá-nos a graça de reconhecer nossos pecados; reconhecendo-os, dá-nos a coragem e sinceridade de confessá-los; confessando-os, dá-nos a graça de experimentar teu perdão, de cumprir generosamente a penitência e de procurar com responsabilidade emendar a nossa vida! Tem piedade de nós, ó Autor da graça e Doador do perdão! A ti a glória para sempre! Amém.
D. Henrique Soares
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Homilia de Pe. Françoá Costa -   Queres?
Queres? Quero. Com essas palavrinhas foram resolvidos os problemas do leproso (cf. Mc 1,40-41). Também nós podemos perguntar a Jesus: queres? Procuremos escutar a resposta. Mas será que pode ser que ele não queira o que eu estou pedindo e que me parece tão importante? É possível. Aquilo que julgamos bom para nós e pedimos insistentemente, Deus, na sua omnisciência, poderia não estar de acordo. Desta maneira, não nos concederá determinada coisa ou talvez atrase a concessão da mesma.
E nem adianta viver na ilusão. Não faz muito tempo escutei a história daquela senhora, diabética quase ao extremo, que acreditava tanto nas curas de Deus que afirmou a outra pessoa o seguinte: – “Jesus me curou, já não sou diabética?” A sua amiga respondeu-lhe: – “puxa vida, pena que ele se esqueceu de dar-lhe um pouco de cor, pois você está muito pálida; vejamos se realmente está curada: vá tomar um café com muito açúcar.” A diabética afirmou: – “não, eu ainda não posso”.
Estou a afirmar que Deus não cura? Não. Claro que o Senhor cura, liberta e faz milagres. E não obstante, pode ser que em determinados momentos ele não o queira e permita que padeçamos porque ele sabe que tal sofrimento será para o nosso bem e para a glória de Deus: “Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus” (Jo 11,4). Infelizmente, alguns grupos cristãos têm satanizado toda e qualquer enfermidade, as doenças viriam do diabo e por isso seria preciso curar-se de qualquer jeito. Um dos grandes perigos dessa maneira de ver o sofrimento é a vinda do ateísmo. Explico-me: as pessoas que frequentam esses tipos de seitas, quando abrem os olhos e percebem que há anos vêm pedindo cura e, paradoxalmente, não recuperam a saúde desejada, podem vir a perder a fé em Deus. Mas, deixemo-lo claro: essas pessoas acreditam num Deus que não parece ser exatamente o Deus que é Pai e Filho e Espírito Santo. Tenho medo de que, com o passar do tempo, essa grande onda de curas e de milagres venha a desembocar num ateísmo cada vez maior e num secularismo que já não conhece a mensagem cristã, cujo centro é justamente o mistério da cruz que eclode no domingo da ressurreição.
Mas o fato é que no caso do leproso de hoje, Jesus quis a sua cura. Por quê? Ora, naquele homem enfermo, Jesus Cristo viu um “projeto de apóstolo”. E assim foi! “Este homem, porém, logo que se foi, começou a propagar e divulgar o acontecido, de modo que Jesus não podia entrar publicamente numa cidade. Conservava-se fora, nos lugares despovoados; e de toda parte vinham ter com ele” (Mc 1,45). O ex-leproso converteu-se então num mensageiro do Evangelho. Neste caso, a cura dele também foi para a glória de Deus!
Em suma, tanto a nossa enfermidade quanto a nossa cura podem ser para o nosso bem e para a glória de Deus. Ele, que tem a visão de todas as coisas e conhece o mais íntimo de nós mais que nós mesmos, sabe o que será melhor no nosso caso concreto. Daí que devemos abandonar-nos confiadamente nas mãos do Bom Deus.
Jesus também poderia perguntar a você: Queres? Queres seguir-me de verdade? Queres buscar-me de verdade ou será que queres tão somente aquilo que eu posso te oferecer? As perguntas entram numa clara lógica de conversão. A cura do leproso não foi apenas uma cura do corpo, mas principalmente da alma: ele tornou-se uma testemunha do Senhor. Jesus quis curá-lo, mas ele – o leproso – também quis seguir o Senhor de verdade.
Conta-se que certa vez a irmã de Santo Tomás de Aquino perguntou-lhe qual era o segredo da santidade. O santo respondeu sem hesitar: – querer! Caso nós percebemos que não vamos para frente na extirpação de tal ou qual vício ou no progresso em determinada virtude, perguntemo-nos a nós mesmos: será que eu quero? A graça de Deus não nos falta, o problema não pode está aí; o problema está na debilidade da nossa resposta aos apelos de Deus. Lembro-me daquele espanhol, professor renomado, que confessou aos seus alunos: – “Eu parei de fumar. O que eu fiz? Lutei para nem sequer pensar no cigarro”. Esse homem QUERIA de fato deixar de fumar!
Queres, meu filho? Queres, minha filha?

Pe. Françoá Costa

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

5º DOM. DO Tempo. COMUM ano B 2015, Jesus cura a sogra de Pedro

5º DOM. DO T. COMUM ano B 2015 (Adaptado e postado pelo Diácono Ismael)

SINOPSE:
Tema: “Somos postos de pé para nos colocar a serviço.”
Primeira leitura: Jó, na sua amargura, se dirige a Deus, pois sabe que Deus é sua última esperança.
Evangelho: curando os doentes, Jesus começa a manifestar um mundo novo sem sofrimento que Deus sonhou para os homens; A ação de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos.
Segunda leitura: Paulo nos diz que é obrigação do discípulo testemunhar a todos a proposta de Jesus e tudo deve ser feito por amor e não por interesses pessoais.

6. PRIMEIRA LEITURA (Jó 7,1-4.6-7) Jó disse: “Não é acaso uma luta a vida do homem...? Seus dias não são como dias de um mercenário? Como um escravo suspira pela sombra, como um assalariado aguarda sua paga, assim tive por ganho meses de decepção, e couberam-me noites de sofrimento. Se me deito, penso: Quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde e me encho de sofrimentos até ao anoitecer. Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança. Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade!

AMBIENTE
O Livro de Jó questiona: qual o sentido da vida, o papel de Deus no sofrimento e o sentido do sofrimento.
Jó é piedoso, bom, generoso e cheio de “temor de Deus”. Possuía muitos bens e família numerosa… Mas, perdeu tudo e ficou gravemente doente.
A história de Jo serve para uma reflexão sobre a fé israelita: o dogma da retribuição. Para Israel, Deus recompensava os bons pelas boas obras e os maus recebiam um castigo pelas injustiças que praticavam. A justiça de Deus era lógica e imutável; Jahwéh Se limita a fazer a contabilidade das ações boas e más e a pagar-lhe em consequência. No entanto, os maus possuíam bens em abundância e viviam vidas longas e felizes, enquanto que os justos eram pobres e sofriam por causa da injustiça e da violência dos poderosos: como explicar o sofrimento do homem bom, piedoso e observante dos mandamentos?
O Livro de Jo discorda da teologia tradicional, onde Deus não passa de um comerciante…
Como não pode aceitar esse deus falso, parte em busca do verdadeiro rosto de Deus. Numa busca apaixonada, sofrida, Jó descobre um Deus onipotente, incompreensível, que ultrapassa infinitamente as lógicas humanas; mas descobre, também, um Deus que ama com amor de Pai. Jó reconhece sua pequenez e finitude, a sua incapacidade para compreender os projetos de Deus. Ele não pode julgar Deus, nem entendê-lo à luz da lógica dos homens. Ao homem finito e limitado, só resta entregar-se nas mãos desse Deus, incompreensível, mas cheio de amor, e confiar plenamente n’ele.
Nesse diálogo, Jó vai desfazendo os argumentos da catequese oficial de Israel; e vai derramando a sua insatisfação, num desafio a esse deus falso que os amigos lhe apresentam e que Jó se recusa a aceitar.

MENSAGEM –
O texto reflete o sentido da sua vida. Para mostrar como a vida é dura e dolorosa, ele utiliza três exemplos. é o da vida do soldado, condenado a luta, risco e submissão.
é o do escravo, condenado ao trabalho e maus tratos (só os breves momentos de descanso).
é o do trabalhador assalariado, condenado a trabalhar de sol a sol (embora receba um salário).
Jó considera que a sua situação mais terrível. Sua dor é pior que a fadiga do assalariado, pior que a luta e risco do soldado e pior que a sujeição do escravo, pois sofre dia e noite e não tem o agrado do salário.
Jó dirige-se a Deus e pede-lhe que tenha consideração pelo seu servo. O nosso texto termina aqui…
A oração de Jó está carregada de desespero, de amargura e de revolta contra esse Deus incompreensível e prepotente que Se recusa a pôr um fim ao seu drama. O grito de revolta de Jó é a expressão da angústia de um homem que, na sua miséria, se sente injustiçado e condenado pelo próprio Deus; mas é também o grito do crente que sabe que só em Deus pode encontrar a esperança e o sentido para a sua existência.
ATUALIZAÇÃO
• O sofrimento do inocente é inexplicável. O autor do livro de Jó lembra-nos a nossa pequenez, os nossos limites, a nossa finitude, a nossa incapacidade para entender os mistérios de Deus. De uma coisa podemos estar certos: Deus ama-nos com amor de pai e de mãe e quer conduzir-nos ao encontro da vida verdadeira e da felicidade sem fim… Talvez nem sempre entendemos os caminhos de Deus e a sua lógica… Mas, mesmo quando as coisas não fazem sentido, resta-nos confiar no amor e na bondade do nosso Deus.
• A atitude compreensiva e tolerante de Deus convida-nos a uma atitude semelhante face aos lamentos de revolta e de incompreensão vindos do coração daqueles irmãos que a vida maltratou…
••• Jó é uma reflexão sobre o mistério da vida humana, cheia de esperança, porque feita à luz de Deus. Uma coisa é pensar nas realidades negativas de nossa existência só contando com nossas forças. Que desespero, que vazio de sentido! Outra, é encarar a vida também com suas trevas, à luz de Deus!
            Notem, irmãos: num mundo, que cultua o corpo, a saúde e presta tão pouca atenção ao sofrimento, à dor... Num mundo que tem medo de pensar na morte, Jó convidam-nos a colocar os pés no chão e busca o sentido da existência e o faz diante de Deus.
Nossa leitura termina dizendo: “Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade”. É uma oração! O triste na vida não é sofrer, não é morrer... Triste e miserável é sofrer e morrer sem Deus que dá sentido à nossa existência! 

10. EVANGELHO (Mc 1,29-39) Jesus saiu da sinagoga e foi... para a casa de Simão. A sogra de Simão estava de cama, ... E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. À tarde, ...levaram a Jesus todos os doentes... em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. ... De madrugada, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. ...Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. E andava por toda a Galiléia, pregando ...e expulsando os demônios.
AMBIENTE
(Mc 1,14-8,30). Aí, Jesus é apresentado como o Messias. Com o chamamento dos primeiros discípulos, começa a constituir-se a comunidade do “Reino”. Em seguida, Marcos mostra a realidade do “Reino” a atuar no mundo como salvação e libertação, nas palavras e nos gestos de Jesus: com a autoridade que Lhe vem do Pai, Jesus vence o mal e a dor que escravizam o homem e anuncia um mundo novo de vida plena.
MENSAGEM
O texto apresenta-nos Jesus agindo na construção do “Reino”. O Evangelho nos mostra três quadros;
I- Na “casa de Pedro”, Jesus oferece a vida nova, curando a sogra de Pedro (pediram por ela – quem pede está em consonância com a misericórdia de Deus). Três pormenores sobressaem;
1 Jesus “aproximou-Se” da sogra de Pedro. A iniciativa de Se aproximar, é sempre de Jesus.
2 Jesus tomou a doente pela mão e “levantou-a”. O contato com Jesus devolve-lhe a vida.
3 A mulher “começou a servi-los”. O contato com Jesus se concretiza no serviço dos irmãos.
I I - “a cidade inteira” reunida diante da porta da casa de Pedro e “Jesus” “curou muitas pessoas”. Jesus tem poder para libertar o homem das suas misérias e lhe oferecer uma vida nova e feliz.
A “casa de Simão Pedro” nos propõe – uma representação da Igreja. É aí que Jesus está oferecendo vida em abundância.
III- Jesus num lugar solitário, em oração. A oração faz parte do ministério de Jesus. A oração é, para Jesus, o cume e a fonte da ação.
É na oração que Jesus encontra a motivação para a sua ação em prol do “Reino”; O encontro com Deus é um momento de tomada de consciência dos planos e compromissos daquilo que Deus quer.
Nos “milagres” de Jesus é preciso ver os “sinais do Reino”. São gestos que anunciam o nascimento desse mundo novo, sem exclusão, sem sofrimento, onde todos têm a possibilidade de ser felizes. É isso que Jesus veio fazer, e é essa a missão que os discípulos de Jesus devem procurar concretizar na terra.

ATUALIZAÇÃO
• As ações de Jesus mostram a preocupação de Deus com a vida e a felicidade dos seus filhos. O projeto de Deus não é um projeto de morte, mas de vida; o objetivo de Deus é conduzir os homens ao encontro desse mundo novo (o “Reino de Deus”) de onde estão ausentes o sofrimento e a exclusão. Talvez nem sempre entendamos o sentido do sofrimento, mas Jesus veio garantir-nos o empenho de Deus na felicidade do homem. Resta-nos confiar em Deus e entregarmo-nos ao seu amor.
• O encontro com Jesus e significa a ruptura com as cadeias de egoísmo, de orgulho, de comodismo, de autossuficiência, de injustiça, de pecado que impedem a nossa felicidade e que geram sofrimento, opressão e morte nas nossas vidas. Quem se encontra com Jesus, escuta e acolhe a sua mensagem e adere ao “Reino”, assume o compromisso de viver no amor, no perdão, na tolerância, no serviço aos irmãos.
• A sogra de Pedro, depois do encontro com Jesus, “começou a servir”. Quem encontra Jesus e aceita inserir-se na dinâmica do “Reino”, compromete-se com a transformação do mundo… Compromete-se a realizar, em favor dos irmãos, os mesmos “milagres” de Jesus e a levar vida, paz e esperança aos doentes, marginalizados, oprimidos, injustiçados, perseguidos e aos que sofrem.
• Na multidão que se concentra à porta da “casa de Pedro” podemos ver essa humanidade que grita a sua frustração pela guerra, pela violência, pela injustiça, pela miséria, pela exclusão, pela marginalização, pela falta de amor… A Igreja de Jesus Cristo (a “casa de Pedro”) tem uma proposta libertadora que vem do próprio Jesus e que deve ser oferecida a todos estes irmãos que vivem prisioneiros do sofrimento…
• Jesus mostra que o aparecimento do “Reino de Deus” está ligado a Deus. Rezar é uma tomada de consciência dos projetos de Deus para o mundo e um ponto de partida para o compromisso com o “Reino”. Só na comunhão e no diálogo íntimo com Deus percebemos os seus projetos e recebemos a força para nos empenharmos na transformação do mundo.
••• Rezar não é perder tempo… Jesus quer fazer compreender que os seus milagres são sinais que apontam para outra realidade, mais importante: a sua vitória sobre o único mal que pode matar os homens, o pecado. É para isso que o seu Pai O enviou. Passar tempo a rezar não é perder o seu tempo. Pelo contrário, é deixar a vontade do seu Pai invadi-lo cada vez mais.

Em Jesus, Deus revela-se como Deus próximo, Deus de compaixão, Deus capaz de dar um sentido às nossas dores e até a nossa morte. Cristo nos toma pela mão, Cristo toma sobre si as nossas dores. Sabemos que nele, tudo se enche de novo sentido... Por isso todos o procuram, porque procuram um sentido para a existência! 
           Na comunhão com Cristo, a dor torna-se plena de significado e podemos dizer como Paulo: ‘Agora eu me alegro nos sofrimentos que suporto por vós, e completo na minha carne o que falta dos padecimentos do Cristo pelo seu corpo que é a Igreja’ (Cl 1,24)...
            Caríssimos, Jesus veio para anunciar o Reino e expulsar tudo aquilo que demoniza a nossa existência. Que seja Jesus o consolo de nosso pranto, a força no nosso caminho, o alívio de nossas dores e o prêmio de vida eterna.

8. SEGUNDA LEITURA (1Cor 9,16-19.22-23) Irmãos, pregar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o evangelho! Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o evangelho me dá. Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Com os fracos, eu me fiz fraco, para ganhar os fracos. Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele.

AMBIENTE
Um dos sérios problemas aos cristãos de Corinto era o problema de comer ou não comer a carne imolada aos ídolos. A esta questão, Paulo responde em 1 Cor 8-10. Concretamente, a resposta aparece em vinte versículos (cf. 1 Cor 8,1-13 e 10,22-29): dado que os ídolos não são nada, comer dessa carne é indiferente; contudo, deve-se evitar escandalizar os mais débeis: se houver esse perigo, evite-se comer dessa carne, a fim de não faltar à caridade. É fundamental que os meus comportamentos sejam guiados pelo amor. Ora, o amor pode, em certas circunstâncias, exigir que eu renuncie aos meus direitos e à minha liberdade, em benefício dos outros (cf. 1 Cor 8,9-13).
Ele próprio renunciou muitas vezes aos seus direitos, por causa do amor aos irmãos. Ele como apóstolo, podia reivindicar certos direitos e viver à custa do Evangelho… Mas nunca exigiu nada porque o que o preocupa não são os seus próprios direitos, mas o benefício das comunidades e dos irmãos (cf. 1 Cor 9,1-15).  É precisamente aqui que Paulo explica que anuncia o Evangelho, não por interesse próprio, mas por interesse dos irmãos.

MENSAGEM
Paulo declara que o anúncio do Evangelho não é, para ele, um título de glória, mas uma obrigação que lhe foi imposta. A partir do momento que encontrou Cristo, foi convocado a evangelizar. Quando alguém encontra Cristo e se torna discípulo, não pode ficar parado, mas tem de dar testemunho. O princípio fundamental que orienta a vida deste homem, apaixonado por Cristo e pelo Evangelho, não é os próprios interesses, mas o amor a Cristo e ao Evangelho. Por amor, ele renunciou aos seus direitos e fez-se “servo de todos”; por amor, ele identificou-se com os fracos, fez-se “tudo para todos”. O que é fundamental, o que é decisivo, o que é absoluto na vida de Paulo é o amor.
ATUALIZAÇÃO
• O amor é, para o cristão, o “bem maior”, em vista do qual ele pode renunciar a “bens menores”. O discípulo de Jesus não pode impor os seus direitos, quando esse preço implica desprezar os irmãos.
• A expressão “ai de mim se não anunciar o Evangelho” traduz a atitude de quem descobriu Jesus Cristo e a sua proposta e sente a responsabilidade por passar essa proposta libertadora aos outros homens.
• Aquele que dedica a sua vida ao serviço do Reino é alguém que põe o amor aos irmãos e à comunidade acima de tudo, que está sempre disponível para servir, que é capaz de renunciar até aos seus tempos de descanso para acompanhar os irmãos, para os escutar, para os acolher. Para o discípulo de Jesus, o amor deve, sempre, estar acima dos próprios interesses e tornar-se dom, serviço, entrega total.

Pe. Joaquim, Pe. Manuel, Pe. Ornelas Carvalho

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Mc 1, 29-39: LOUVOR (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
à O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR, O NOSSO DEUS...
à POR JESUS, COM JESUS E EM JESUS, NA FORÇA DO ESP. SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Meu Senhor e meu Deus, eu creio, mas aumentai a minha fé.
à Senhor, nosso Deus, Jó nos ajudou a refletir o quanto estais acima de nosso entendimento. Somos limitados para entender os vossos projetos e não entendemos o sofrimento. A história nos mostra que sois um Pai amoroso e por amor nos enviastes vosso Filho único. Bendito sejais, ó Deus de infinita bondade.
T: Meu Senhor e meu Deus, eu creio, mas aumentai a minha fé.
à Pai! Jesus se aproximou de nós e nos deu o batismo. Sois o nosso Deus e somos o vosso povo. Queremos estar atentos, pois Jesus nos enviou para anunciar a todos a boa nova do Reino.
T: Meu Senhor e meu Deus, eu creio, mas aumentai a minha fé.
à Senhor, Paulo nos disse que anunciar o Evangelho é uma obrigação. Abri nossos olhos para que vejamos os valores do Reino.
T: Meu Senhor e meu Deus, eu creio, mas aumentai a minha fé.
à PAI NOSSO...  A PAZ DE CRISTO...  EIS O CORDEIRO DE DEUS...






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HOMILIA DO PE. PEDRINHO

Já há duas semanas, estamos comtemplando o gesto de Jesus, aquilo que a sinagoga não tem mais o que responder, de dar uma resposta aos necessitados. Assim, vamos observando que Jesus é algo novo que surge e é a grande esperança para aquele que não tem a quem recorrer. Hoje, São Marcos nos conduz para fora da sinagoga, para dizer: não são apenas dentro dos templos, que temos desafios, que temos que dar uma resposta, mas para fora dos templos. De forma que saíram da sinagoga e foram direto para a casa de Pedro. É muito interessante observarmos isto. No tempo de Jesus, a mulher deve ser amparada pelo pai. Quando se casa, deve ser amparada pelo marido. Se se torna viúva, amparada pelo filho. Quem Jesus vai curar é sogra de Pedro e não mãe de Pedro. Significa que ela não tem nenhum filho, pois sendo viúva, estaria na casa do filho. Se ela não tem nenhum filho, socialmente falando, ela não existe. Porque a mulher só existia ou por causa do pai, ou por causa do marido, ou por causa do filho. Vamos ver isto claramente. Você tem Ana, filha de Fanuel. Ela existe por causa do Fanuel. Você tem Isabel, esposa de Zacarias. Ela existe por causa do Zacarias. Maria mãe de Jesus. Ela existe por causa de Jesus. Então, essa mulher vive separada, segregada, da sociedade. É evidente que ela não tem nenhuma razão para viver e certamente esta é a sua grande enfermidade. Jesus sai da sinagoga e vai direto para lá, significando que Ele tem uma atenção especial para aquele que a sociedade não conta; o desprezado, abandonado. O seu olhar é diretamente à pessoa e ali Ele estende a mão, e ela se levanta e a febre vai embora. A febre não é doença, mas é sintoma de alguma enfermidade, de alguma infecção. A grande enfermidade desta mulher é estar aí num canto, sem SER contada pra nada. Jesus lhe dá a atenção necessária, a febre a deixa, ela se levanta e passa a servi-los. Então, qualquer pessoa é chamada a servir, mesmo aquelas, que aparentemente, estão enfermas. Qualquer pessoa pode servir, mesmo os enfermos. O enfermo pode servir o mundo, pedindo a   Deus pela paz do mundo, a harmonia nas famílias, pedindo a Deus por uma intenção especial. O grande problema é que diante da enfermidade, ou de outros contratempos que acontecem, normalmente as pessoas acabam interpretando, que estão doentes, as coisas não dão certo, é que estão sendo castigadas por Deus. E acabam achando que são injustiçadas, ou  questionam o por que daquele sofrimento. Não raras vezes, quando vou visitar um doente, ele pergunta: por que Deus está fazendo isto comigo? É assim que nãos temos Jó. Jó é um modelo de pessoa. Até hoje ninguém sabe se ele é um indivíduo, se simboliza todo aquele que sofre, se ele representa o povo de Deus que sofria no exílio da Babilônia, se ele é já uma preparação para Jesus, que é o Servo Sofredor. O fato é que temos em Jó uma reflexão tão importante e tão atual. No tempo de Jó ou no tempo em que o livro foi escrito, qualquer pessoa enferma era classificada como pecadora. Por que? Porque está muito claro; se está enfermo é porque pecou e agora está purificando sua alma do pecado. Quanto estiver totalmente purificado, Deus lhe dará novamente a saúde, a cura. O doente além da enfermidade, ainda levava este peso nas costas de ser um pecador. Aqueles que não concordavam com esta explicação, resolveram escrever este livro; e agora, como fica? Veja o caso de Jó. Não existe ninguém comparado a ele; ele é fiel a Deus, temente a Deus, ele é justo e faz tudo muito bom. Entretanto, ele tem um desastre e perde a família toda. Depois vem uma peste e mata toda a criação. Depois vem uma enfermidade, ele está sozinho, sem lugar para viver e ele é coberto de lepra e vem os “amigos” dizendo: se você está sofrendo isto, é porque você fez alguma coisa de errado. Então ele diz: se errei, eu quero que Deus me mostre onde eu errei, porque eu não vou aceitar pagar por algo que eu não tenho consciência. Esta é uma visão maravilhosa de quem tem fé em Deus. Sabendo que Deus é presente na vida das pessoas, Ele sabe tudo, sabe onde está o erro de alguém. Ele precisa ajudar esse alguém a corrigir este erro. Caso contrario ela continuará errando e jamais terá cura. Então Jó diz a Deus: eu quero uma conversa pessoal contigo. Então, Deus se apresenta e diz: você sabe quanto é a profundidade do mar, quanto é a altura das estrelas, você sabe quantas estrelas têm? Você sabe quantos tipos de peixes existem? Quantos tipos de frutos existem no mundo? Se você não sabe nem isto, quer conhecer os meus desígnios? A partir daí, Jó começa a perceber que Deus é maior do que alguém que fica perseguindo uma pessoa, querendo dela uma conversão.
Não! Deus é o Deus da vida. É por isso que Deus disse  a Jó: você é modelo, porque perdendo tudo, não perdeu a fé. De tal maneira que o livro de Jó acaba nos ajudando a compreender que a enfermidade não pode ser comparada com pecado ou com graça. A enfermidade faz parte do ser humano. Faz parte do corpo, do físico das pessoas. Quem tem fé e quem não tem fé, quem comete pecado e quem não comete pecado, pode ficar enfermo da mesma maneira. Ora, Jesus vem e dá esta resposta de maneira prática. Fazendo o que? Curando a todos. É interessante o que São Marcos diz: todos os enfermos se reuniram na porta da cidade para serem curados. É uma ironia de São Marcos; bom, se formos medirmos a enfermidade pelos pecados das pessoas, então, todos estão doentes. Quem é que nunca pecou? Agora, para que é que Jesus veio? Para perdoar os pecados. Então, ele acabe curando a todos. Então, meus irmãos e irmãs, para nós três coisas poderiam serem ressaltadas nas leituras de hoje:
1 Deus é maior que toda a nossa compreensão. Salmo 46; Ele é grade, onipotente, seu saber não tem medida, Deus é o amparo dos humildes, Ele conforta corações e enfaixa feridas, Ele sabe o nome de todas as estrelas, etc, etc. então, não existe nada que seja impossível para Deus. Se  eu estou desamparado, desanimado, doente, com problemas em casa, às vezes por alguma fatalidade, alguma desavença, por qualquer questão, é amparar-se em Deus, a exemplo de Jó. E ter a certeza de que Ele nos ajuda a vencer as dificuldades.
2 Uma coisa é enfermidade, outra coisa é pecado. Na enfermidade nós buscamos a cura médica, pedindo a Deus que ilumine este médico. Nós podemos também buscar a cura em Deus, mas aí pedindo perdão pelos nossos pecados, mesmo por aquilo que não temos consciência.
3  Ter a certeza de que Jesus pode atender as necessidades de cada um porque ele é a Boa Notícia, Ele é a esperança. É dele que fala São Paulo. Que bom se ajudássemos outras pessoas a compreender que Deus não castiga ninguém.  Ele pode corrigir. Jamais castigar. Mesmo na correção, ele o faz como o pai perfeito que ama. Por isso, todo aquele que a Ele recorre, é atendido. Se vós que sois imperfeitos, diz o Evangelho, quando o filho lhe pede pão, você não dá escorpião, imagina Eu, que sou um Pai perfeito. Não percamos a esperança e ajudemos as pessoas a encontrar Deus, razão suficiente para sua caminhada.
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO 05 02 2012


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Homilia de – D. Henrique Soares.

            Iniciemos nossa meditação da Palavra de Deus pela primeira leitura. O livro de Jó, de modo dramático, mostra a vida humana: “Não é acaso uma luta a vida do homem sobre a terra? Seus dias não são como dias de um mercenário? Tive por ganho meses de decepção, e couberam-me noites de sofrimentos. Se me deito, penso: quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde... Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança. Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade”. Eis, caríssimos, não são palavras negativas, desesperadas, essas de Jó. São, antes uma reflexão realista sobre o mistério da vida humana, uma reflexão cheia de esperança, porque feita à luz de Deus. Uma coisa é pensar nas realidades negativas de nossa existência simplesmente contando com nossas forças. Que desespero, que desilusão, que vazio de sentido! Outra, bem diferente, é encarar a vida também com seus trevas, à luz de Deus, o amor eterno e onipotente! Que esperança que não decepciona, que paz que invade o coração, mesmo na dor! 
            Notem, irmãos: num mundo como o nosso, que cultua o corpo, o físico sarado, a saúde e o vigor físicos e presta tão pouca atenção ao sofrimento, à dor, ao fracasso... Num mundo que tem medo de pensar na morte e de assumir que todos morreremos, num mundo que não sabe o que fazer com o sofrimento, com a doença, com a decadência física, com a deformidade do corpo, estas palavras de Jó, convidam-nos a colocar os pés no chão. Repito: não são palavras pessimistas porque aquele que chora e busca o sentido da existência, fá-lo diante de Deus. Recordem como terminam as palavras da leitura – são comoventes: “Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade”. São uma oração! O triste na vida não é sofrer, não é chorar, não é morrer... Triste e miserável é sofrer e chorar e morrer sem Deus, sem este Parceiro cheio de doce ternura que dá sentido à nossa existência! 
            Por isso mesmo veio Jesus, nosso senhor! É isto que o Evangelho nos mostra hoje. Cristo nosso Deus, tomando pela mão a sogra de Pedro e erguendo-a do seu leito, revela que vem nos tomar pela mão – a nós, feridos e doentes de tantas doenças, fraquezas e medos! Este é o Evangelho, a Boa notícia: em Jesus, Deus revela o sentido de nossa existência porque se revela como Deus próximo, Deus de compaixão, Deus capaz de dar um sentido às nossas dores e até à nossa morte. Cristo nos toma pela mão, Cristo toma sobre si as nossas dores. Não precisamos fingir que não envelhecemos, que não adoeceremos, que não morreremos... Sabemos que nem a vida nem a morte nos podem afastar do amor de Cristo; sabemos que nele, tudo se enche de novo sentido... Por isso todos o procuram, porque procuram um sentido para a existência! 
            O grande dom que Cristo nos faz não é milagres nem curas nem solução de problemas. Deixemos essa visão miserável, mesquinha e pagã para os pagãos e os que enganam e ganham dinheiro e poder em nome de Cristo. Nosso modo de ver é outro, é aquele mesmo que o Cristo nos ensinou e do qual ele mesmo nos deu o exemplo pela sua vida e pela sua morte! O Santo Padre Bento XVI, quando ainda era Cardeal Ratzinger, assim escreveu: “Uma visão do mundo que não pode dar um sentido também à dor e não consegue torná-la preciosa, não serve para nada. Tal visão fracassa exatamente ali, onde deveria aparecer a questão mais decisiva da existência. Aqueles que sobre a dor não têm nada mais a dizer a não ser que se deve combatê-la, enganam-se. Certamente, é necessário fazer tudo para aliviar a dor de tantos inocentes e limitar o sofrimento. Mas, uma vida humana sem dor não existe e quem não é capaz de aceitar a dor, foge daquelas purificações que são as únicas a nos tornar maduros. Na comunhão com Cristo, a dor torna-se plena de significado, não somente para mim mesmo, como processo de purificação, no qual Deus tira de mim as escórias que obscurecem a sua imagem, mas também, para além de mim mesmo, é útil para o todo, de modo que, todos nós podemos dizer como São Paulo: ‘Agora eu me alegro nos sofrimentos que suporto por vós, e completo na minha carne o que falta dos padecimentos do Cristo pelo seu corpo que é a Igreja’ (Cl 1,24)... A vida vai além da nossa existência biológica. Onde não há mais motivo pelo qual vale a pena morrer, também não há motivo que faça valer a pena viver.” 
            Caríssimos, para isso Jesus veio – “foi para isso que eu vim!”, diz o Senhor hoje. Veio para anunciar o Reino e expulsar tudo aquilo que demoniza a nossa existência. E nada nos inferniza mais que viver sem sentido! 
            Cristãos, não vivamos como os pagãos, que vão sendo levados pela existência, fugindo da realidade e refugiando-se nas ilusões. Quanto excesso de divertimento, de eventos esportivos, de programas turísticos, de sonhos de consumo, de lazer e diversão... Se tudo isso numa justa medida é saudável, com o excesso que hoje se vê, é prejudicial, é sinal de uma humanidade doente, que tem medo de enfrentar as verdadeiras e profundas questões da existência! É que sem uma relação vive e íntima com o Senhor, é impossível enfrentar a nossa dura realidade! É neste sentido que o cristianismo nos apresenta um Evangelho, uma Boa Notícia: porque nos dá o Sentido, que aparece em Cristo Jesus
            Abramo-nos para o Senhor; nele apostemos nossa existência e tornemo-nos para os outros sinais de esperança e de vida, como São Paulo que se sentia devedor do Evangelho a todos. Que seja o Senhor Jesus consolo de nosso pranto, força no nosso caminho, alívio de nossas dores e prêmio de vida eterna.
– D. Henrique Soares.

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Homilia do Pe. Françoá Costa

Orar pelos outros

Não sei se também durante a vida terrena do Filho de Deus as sogras já tinham má fama, o fato é que Jesus estende a sua mão misericordiosa a todos: no dia de hoje, lemos que ele curou a sogra de Simão. Você já ouviu aquela piadinha que defende ironicamente que Pedro traiu Jesus porque tinha curado a sua sogra? Ainda assim, conheço sogras admiráveis. Você também, querido leitor, talvez seja dessas pessoas que teve a ventura de não só conhecer, mas de ter uma sogra maravilhosa. No entanto, a bem da verdade, o meu interesse não é falar de sogras, eu quero sublinhar o fato de que ela só foi curada porque outros pediram, intercederam por ela.
O Catecismo da Igreja Católica contêm três parágrafos muito expressivos sobre a oração de intercessão (cf. Cat. 2634-2636). Em primeiro lugar, nos apresenta Jesus e o Espírito Santo como os grandes intercessores junto do Pai. Depois, mostra-nos a beleza e eficácia da intercessão que nós podemos fazer em favor dos outros. Pedir pelos outros “é próprio de um coração que está em consonância com a misericórdia de Deus”. O Catecismo também nos apresenta a oração de intercessão em conexão com aquela verdade de fé tão importante que é a comunhão dos santos, como expressão dessa comum-união. Neste sentido, também fica patente que devemos viver tudo isso não de maneira individualista, mas como membros da grande assembleia das filhas e dos filhos de Deus, como membros da Igreja.
Jesus está totalmente dedicado ao serviço do seu Pai do céu e, por amor ao Pai, de todos os seres humanos. Na primeira parte do Evangelho ele aparece curando a sogra de Simão; na segunda, ele ajuda a tantas outras pessoas necessitadas; na terceira, ele dedica-se a oração para continuar aquela ação penetrada pelo diálogo com Deus: “Ele retirou-se dali, pregando em todas as sinagogas e por toda Galileia, e expulsando os demônios” (Mc 1,39). A oração e a ação de Jesus são inseparáveis: ele reza para agir em nosso favor, ele faz o bem a todas as criaturas contemplando o Pai e com ele dialogando, ou seja, em oração.
Rezemos pelos outros, especialmente por aqueles que estão mais necessitados. Santa Teresa animava as suas carmelitas a rezarem pelos outros com as seguintes palavras: “tenhamos, irmãs, cuidado particular de suplicar, e não descuidar, já que é uma grande esmola rezar pelos que estão em pecado mortal; é um ato de caridade muito grande; é como se víssemos um cristão com as mãos amarradas com fortes correntes, amarrado a um poste e morrendo de fome, não por falta de comida, já que perto de si tem verdadeiros manjares, mas não pode comer porque não consegue levá-los à boca, está também muito cansado e vê que já vai morrer, não morte como esta, mas eterna. Não seria grande crueldade ficar  Pois então… e se?olhando para ele e não chegar-lhe à boca um pouco de comida  Vejam que maravilha! Por amor de Deus? pela oração as correntes fossem retiradas vos peço que sempre tenhais presente em vossas orações almas semelhantes” (S. Teresa de Jesus, Moradas 7ª,1,4).
Não somente pelos pecadores (entre os quais nos incluímos), mas também pelas necessidades da Igreja e do mundo, pelo Santo Padre  Francisco e seus colaboradores, pelo Bispo e por toda a Diocese, pelos que governam o País, pelos nossos familiares e amigos, pelas almas do purgatório etc. Por todos!
Peçamos também a intercessão daqueles que já estão na glória do Senhor. Claro está que se uma pessoa, um comedor de arroz com feijão, pode orar por mim… Como não intercederá por mim de maneira eficaz alguém que já está contemplando o rosto de Deus? E caso se afirmasse que os que morreram em Cristo estão simplesmente dormindo, seria preciso lembrar aquela passagem segundo a qual “está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo” (Hb 9,27) e a recompensa eterna: “hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23,43). O coração daqueles que estão reinando com Cristo se dilatou pela perfeição da caridade, eles amam os seus irmão, nós que estamos ainda peregrinando, e nos ajudam com as suas orações, intercessões e súplicas ante o trono da Divina Majestade.
Pe. Françoá Costa
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Homilia do Mons. José Maria Pereira

Urgência da Pregação

O Evangelho (Mc 1, 29-39) apresenta Jesus rodeado de uma multidão marcada pelo sofrimento: “Curou muitos enfermos atormentados por diversos males e expulsou muitos demônios” (Mc 1, 34). Mas se, por um lado, Ele se dedica a curar, por outro retira-se para um lugar deserto. E ali orava durante a noite. Ação apostólica e oração se completam. Pedro e seus companheiros o procuram. Quando O encontraram, dizem-lhe: “Todos  Te procuram”. A verdadeira luz deve ser procurada em Deus, sobretudo através da oração.
Quando os apóstolos disseram: “Todos andam à Tua Procura; o Senhor respondeu-lhes: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim” (Mc 1, 38).
A missão de Cristo é evangelizar, levar a Boa Nova até o último recanto da terra, através dos Apóstolos e dos cristãos de todos os tempos. Esta é a missão da Igreja, que assim cumpre o que  o Senhor lhe ordenou: “Ide e pregai a todos os povos…, ensinando-os a observar tudo quanto vos mandei” (Mt 28, 19-20).
São Paulo, citando o Profeta Isaías, exclama com entusiasmo: “Como são formosos os pés dos que anunciam a Boa Nova!” (Rm 10, 15). Continua S. Paulo: “Porque, pregar o Evangelho não  é para mim motivo de glória, mas uma necessidade. Ai de mim se eu não pregar o Evangelho” (1 Cor 9, 16).
Com essas mesmas palavras de S. Paulo, a Igreja tem recordado com freqüência  aos fiéis a chamada que o Senhor lhes dirige para levarem a doutrina de Cristo a todos os cantos do mundo, aproveitando qualquer ocasião.
São João Crisóstomo vai ao encontro das possíveis desculpas perante esta gratíssima obrigação: “Não há nada mais frio do que um cristão que não se preocupa pela salvação dos outros. Não digas: não posso ajudá-los, porque, se és cristão de verdade, é impossível que não possas fazer. Não há maneira de negar as propriedades das coisas naturais; o mesmo acontece com isto que agora afirmamos, pois está na natureza do cristão agir dessa forma. É mais fácil o sol deixar de iluminar ou de aquecer do que um cristão deixar de dar luz; mais fácil do que isso seria que a luz fosse trevas. Não digas que é impossível; impossível é o contrário. Se orientarmos bem a nossa conduta, o resto sairá como conseqüência natural. Não se pode ocultar a luz dos cristãos, não se pode ocultar uma lâmpada que brilha tanto”.
Perguntemo-nos se no nosso ambiente, no lugar onde vivemos e onde trabalhamos, somos verdadeiros transmissores da fé, se levamos os nossos amigos a uma maior freqüência dos Sacramentos. Examinemos se encaramos a ação apostólica como algo urgente, como exigência da nossa vocação, se sentimos a mesma responsabilidade daqueles primeiros, pois a necessidade hoje não é menor… “Ai de mim se não evangelizar!
O mundo precisa de santos! A santidade não é um privilégio de poucos; é um dom oferecido a todos: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1 Ts 4,3).
Na pregação não se pode querer agradar a todos reduzindo, de acordo com as conveniências humanas, “as exigências do Evangelho:” Falamos, não como quem procura agradar aos homens, mas somente a Deus” (1Ts 2, 4).
Não é bom caminho pretender tornar fácil o Evangelho, silenciando ou rebaixando os mistérios que devem ser cridos e as normas de conduta que devem ser vividas. Ninguém pregou nem pregará o Evangelho com maior credibilidade, energia e atrativo que Jesus Cristo, e houve quem não o seguisse fielmente. Não podemos esquecer-nos de que pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios, mas poder de Deus para os escolhidos, quer judeus, quer gregos” (1 Cor 1, 23-24).
Todos andam à Tua procura… O mundo  tem fome e sede de Deus. Diz o Doc. de Aparecida, nº 29: “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-Lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-Lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria”.
Mons. José Maria Pereira