quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

3º DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO ANO C 2015, Subsídios para homilias, homilias

3º DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO ANO C 2015 (Adaptado e postado pelo Diácono Ismael)

SINOPSE:
Tema: Preparar o “caminho”; significa transformar nossa vida segundo o projeto de Deus.
Primeira leitura: Deus está no meio de nós e quer a nossa transformação; Ele nos ama e perdoa.
Evangelho: Sugere três aspectos para a transformação: 1 sair do egoísmo e partilhar; 2 não explorar e proceder com justiça; 3 renunciar à prepotência e respeitar a dignidade dos irmãos.
Segunda leitura: a vida dos que acolhem o Senhor deve ser de alegria, bondade, oração.

5. PRIMEIRA LEITURA (Sf 3,14-18a) Leitura do Livro de Sofonias.
Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. Naquele dia, se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores, como nos dias de festa”.

AMBIENTE - Sofonias prega em Jerusalém, durante a primeira fase do reinado de Josias (séc. VII a.C.), Sofonias ataca a idolatria, as injustiças e os abusos da autoridade. A sua mensagem é um apelo à conversão, primeiro passo para a salvação.

MENSAGEM - O texto que hoje é um convite à alegria. A partir de agora, Deus residirá no meio do seu Povo; e essa nova comunhão é uma garantia de segurança, de felicidade e de vida em plenitude. Mais: o amor de Deus vai renovar o coração do Povo e fazer com que nos voltemos para os caminhos da “aliança”; e o próprio Deus Se alegrará com essa transformação.

ATUALIZAÇÃO
• Deus é o amor e provoca a conversão do Povo. Deus nos ama, nos transforma, nos torna menos egoístas e mais humanos.
• O que renova o mundo é o amor. O medo provoca insegurança, pessimismo, angústia, sofrimento
• Deus tem uma proposta de salvação e quer apresentar-nos. A constatação de que Deus nos ama e reside no meio de nós com uma proposta de salvação e de felicidade para todos os que O acolhem não pode provocar senão uma imensa alegria

SALMO RESPONSORIAL / Is 12,2-3.4bcd.5-6.
Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, / porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!

• Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo;/ o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. / Com alegria bebereis no manancial da salvação / e direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor”.
• Invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, / entre os povos proclamai que seu nome é o mais
sublime.
• Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, / publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! / Exultai cantando alegres, habitantes de Sião,/ porque é grande em vosso meio o Deus Santo
de Israel!”

9. EVANGELHO (Lc 3,10-18) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, as multidões perguntavam a João: “Que devemos fazer?” João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!” Foram também para o batismo cobradores de impostos e perguntaram a João: “Mestre, que devemos fazer?” João respondeu: “Não cobreis mais do que foi estabelecido”. Havia também soldados que perguntavam: “E nós, que devemos fazer?” João respondeu: “Não tomeis à força dinheiro de ninguém, nem façais falsas acusações; ficai satisfeitos com o vosso salário!” O povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Ele virá com a pá na mão: vai limpar sua eira e recolher o trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”. E ainda de muitos outros modos, João anunciava ao povo a Boa-Nova.

AMBIENTE - O profeta João Batista indica, com pormenores concretos e a grupos concretos, como proceder para percorrer esse caminho de “metanóia” e preparar a “vinda do Senhor”.

MENSAGEM - João Batista propõe três atitudes para com o Senhor que vem: 1 sair do egoísmo e partilhar; 2 não explorar e proceder com justiça; 3 renunciar à prepotência, seu posto de autoridade e respeitar a dignidade dos irmãos, não trapaceando nem sendo corrupto.
João Batista põe em relevo os “crimes contra o irmão”: tudo aquilo que atenta contra a vida é um crime contra Deus; quem o comete, está fechando o seu coração à proposta libertadora que Cristo veio trazer.
Na segunda parte João Batista anuncia o batismo no Espírito Santo. O batismo de João é, apenas, uma proposta de conversão; mas o batismo de Jesus consiste em receber essa vida de Deus que atua no coração do homem, transforma o homem velho em homem novo, faz do homem egoísta e fechado em si um homem novo, capaz de partilhar a vida e amar como Jesus.
ATUALIZAÇÃO • “E nós, que devemos fazer?” primeiro passo é tomar consciência do que é necessário transformar.
• Os bens que temos à nossa disposição são sempre um dom de Deus e, portanto, pertencem a todos:
• Os publicanos extorquiam os mais pobres; abuso de poder e corrupção.
• “E a exploração de quem trabalha, a recusa de um salário justo? E as prepotências nos tribunais, nas repartições públicas, na própria casa e igrejas? Neste quadro, é possível acolher Jesus?
• Ser cristão é ser batizado no Espírito, é ser portador da vida de Deus que nos permite testemunhar Jesus O que é que motiva as nossas opções – o Espírito, ou o nosso egoísmo e comodismo?

7. SEGUNDA LEITURA (Fl 4,4-7) Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.
Irmãos: Alegrai-vos sempre no Senhor... Que a vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo! Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus.

AMBIENTE - Paulo, na prisão, manifesta o seu afeto pela comunidade de Filipos. . – apresenta um conjunto de recomendações de carácter prático.

MENSAGEM - A mais importante recomendação de Paulo é um convite à alegria. "Domingo da ALEGRIA".
É uma alegria que resulta da presença do Senhor Jesus no meio dos homens. Depois, Paulo acrescenta outras recomendações: a bondade, a confiança, a oração (de súplica e de ação de graças): alegria, porque a sua libertação plena está chegando; tolerância e mansidão para com os irmãos; confiança em Deus; diálogo com Deus, agradecendo-Lhe os dons e apresentando-Lhe as suas dores e dificuldades.

ATUALIZAÇÃO • A alegria deve estar presente neste tempo de espera do Senhor, nosso libertador. É na alegria do senhor que vem, não mera festa, que é o nosso anúncio aos irmãos. 
• A bondade com que acolhemos os que nos rodeiam é a forma de externarmos a mensagem cristã.
• A espera do Senhor faz-se, também, num diálogo contínuo com Ele.

 A alegria cristã é sinal visível da presença do Ressuscitado na comunidade.
+ João aponta Três Caminhos para conseguir a alegria
    - O Caminho da Solidariedade (partilha); da Justiça;    da não-violência.

   E aponta 3 pragas:    a ganância, a injustiça e o abuso do poder,
  

 “Alegra-te, cheia de graça, porque o Senhor está contigo”, diz o Anjo a Maria.
E o Batista, ainda não nascido, saltará de alegria no seio de Isabel ante a proximidade do Messias.
E o Anjo dirá aos pastores: Não temais, trago-vos uma boa nova, uma grande alegria nasceu-vos  o salvador…”
 A alegria é ter Jesus, a tristeza é perdê-Lo.
Jesus, após a Ressurreição, aparecerá aos seus discípulos e os Apóstolos “se alegraram vendo o Senhor” (Jo 20,20
O cristão deve ser alegre. Mas a sua alegria não é uma alegria qualquer, é a alegria de Cristo, que traz a justiça e a paz, e que só Ele pode dar e conservar.
A alegria do mundo procede de coisas exteriores. O cristão leva a alegria dentro de si, porque encontra a Deus. Esta é a fonte da sua alegria!
Maria, radiante de alegria com o Filho de Deus no seu seio. A alegria do mundo é passageira. “Eu vos darei uma alegria que ninguém vos poderá tirar” (Jo 16,22), prometeu o Senhor

A tristeza nasce do egoísmo, de pensarmos em nós mesmos esquecendo os outros. Quem anda preocupado consigo próprio dificilmente encontrará a alegria da abertura para Deus e para os outros.
 “Alegrai-vos: o Senhor está perto”. Deus não nos abandonou, e no seu Filho Jesus, ele veio ao nosso encontro.
Israel nunca poderia imaginar que Deus poderia vir habitar pessoalmente no meio do seu povo: ele é o Deus-conosco, Deus entre nós, Deus para nós, Deus como nós: com nosso semblante e com nossos gestos! Ninguém poderia imaginar algo assim!
Por isso, Que devemos fazer? A resposta: convertei-vos, abri vosso coração para que o Rei da glória possa entrar! Entrar nas vossas opções, entrar no vosso coração.
João, o Batista, responde de modo concreto a quem perguntava: “Quem tiver duas túnicas, dê uma; quem tiver comida, faça o mesmo; não cobreis mais que o estabelecido; não tomeis à força dinheiro de ninguém; não façais falsa acusação”.
É isto que nos é pedido neste santo Advento! É esta a condição para um Natal verdadeiramente cristão, verdadeiramente no Senhor!

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E nós, o que fazer?

O terceiro domingo do Advento apresenta as exigências concretas para recebermos o Senhor que vem.
É conhecido como o "Domingo da ALEGRIA".
A expectativa da vinda do Senhor é motivo de alegria, pois ele já venceu e eliminou todo o mal.
Vivemos hoje na esperança da plena realização, na história, dessa sua obra.

A 1a Leitura é um Hino à ALEGRIA, anunciado por Sofonias, porque foi revogada a sentença que condenava Judá.
O próprio Deus estará no meio do povo, como Salvador.
"ALEGRA-TE de todo o coração, cidade de Jerusalém...não tenhas medo, Sião...O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, como poderoso Salvador..." (Sf 3,14-18)
(Palavras semelhantes são pronunciadas a Maria pelo anjo...)

* A fonte da alegria cristã é a certeza de que Deus nos ama e está no meio de nós com uma proposta de salvação e de felicidade.

O Salmo reforça o motivo da ALEGRIA:
  "Alegrai-vos, habitantes de Sião, porque é grande  em vosso meio o Deus Santo de Israel..." (Is 12,6)

Na 2a Leitura, Paulo recomenda aos filipenses ALEGRIA, num momento em que eram perseguidos e ele próprio estava na prisão. "Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos... (Fl 4,4-7)

* A alegria cristã é sinal visível da presença do Ressuscitado na comunidade.

No Evangelho, João Batista anuncia ALEGRIA pelo Salvador que vem, mas está preocupado com algo que pode estragar tudo: Os pecados... E faz um veemente apelo à CONVERSÃO...  (Lc 3,10-18)

- O Povo acolhe o apelo e pergunta: "E nós, o que devemos fazer?"
- João Batista apresenta o caminho da conversão, que garante a alegria:   aponta 3 atitudes bem concretas para quem quer fazer a experiência da conversão e de encontro com o Senhor que vem.

1. Ao povo: Solidariedade e partilha com os necessitados:  "Quem tem 2 túnicas... comida... reparta."

   * Os bens que temos são sempre um dom de Deus e pertencem a todos: Ninguém tem o direito de se apropriar deles em benefício exclusivo.
    - Muitas vezes nos desculpamos que não temos nada para dar...   Será que não podemos sempre dar um sorriso, um gesto de amizade, um momento de escuta?
                       
2. Aos cobradores de impostos: Honestidade e justiça: "Não cobrar mais do que foi estabelecido..."

 * Quem seriam hoje esses publicanos, que usam o dinheiro com esperteza,  que sonegam os impostos e exploram os humildes?   - Para estes, será suficiente apenas recitar umas orações, neste Natal?

3. Aos Soldados: não exercer a violência e o abuso do poder...  "Quem tem poder...não tomar à força dinheiro de ninguém..."

   * Quem são as pessoas que hoje abusam da força, do cargo que ocupam...  para se impor... para oprimir os mais fracos?

+ João aponta Três Caminhos para conseguir a alegria   prometida para aqueles que acolhem o Cristo que vem:
    - O Caminho da Solidariedade (partilha);
    - O Caminho da Justiça;
    - O Caminho da não-violência.

   E aponta 3 pragas, das quais devemos nos libertar:  a ganância, a injustiça e o abuso do poder,
   realidades que estavam presentes no tempo de Jesus...  e que continuam presentes ainda hoje...

+ E nós, "o que devemos fazer"   para poder gozar a verdadeira alegria do Natal?

- Você Pai, você Mãe, o que deve fazer  para criar esse clima de alegria em sua casa? 
- Você Jovem, que encarna a força e a criatividade, já descobriu o que deve fazer para conquistar essa verdadeira alegria?
- Você, que está de mal... e não quer perdoar: o que deve fazer?
- Você, que fala demais da vida alheia: o que deve fazer?
- Você, que bebe demais e inferniza sua família: o que deve fazer?
- Você que não tem tempo para Deus, para a família, nem para a Novena...
            só para os negócios: o que deve fazer?
- Você, que com orgulho gosta de aparecer e discrimina os mais humildes:
             o que deve fazer?
- Você, que não é sincero... nem fiel... nem honesto: o que deve fazer?

 A ALEGRIA CRISTÃ sempre foi um sinal da libertação messiânica...
 Uma grande alegria anunciaram os anjos em Belém aos pastores...

* Damos sempre testemunho dessa alegria?
- Será que as nossas comunidades são espaços  onde se nota a alegria pelo amor e pela presença de Deus?
- Será que semeamos ao redor de nós mais alegria, ou tristeza?
- Semear mais alegria não poderia ser também para nós um gesto concreto de conversão em preparação desse Natal?

 E nós, o que devemos fazer, então?

                                             Pe. Antônio Geraldo
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HOMILIA DO PE. PEDRINHO

Meus irmãos e irmãs, hoje, dentro da preparação para o Natal, que é o tempo do Advento, a liturgia nos lança um questionamento: o que devemos fazer, para estar preparado para a vinda do Senhor? Aí, São João Batista, é importante distinguir; São João Batista é o que prepara a vinda de Jesus. São João Evangelista já é outro. É o que vai registrar o que Jesus fez e falou e que nos ajuda hoje a conhecer Jesus Cristo. Os dois colaboraram a seu modo em épocas diferentes. João Batista responde o básico: você quer fazer alguma coisa para se preparar para a vinda do Senhor? Se você tiver duas túnicas, dê uma para quem não tem. Claro, que aqui, túnica diz respeito a roupa. Túnica na época. Hoje vestido, calça, camisa... dê a quem não tem. Se tiver comida, faça o mesmo. Claro, que isto é o básico. Se alguém quer ter uma mínima preparação para a vinda do Senhor, é preciso abrir o coração e ser solidário. O Evangelho nos fala da partilha. É evidente, que para ser solidário com alguém, não precisa ter fé. Basta ter boa vontade. De alguma maneira, a partilha vai lembrar-nos da Eucaristia. Porque Jesus parte o Pão e distribui. De alguma maneira você lembra um gesto cristão, quando partilha com outros alguma coisa.
Também chegam os cobradores de impostos. Também para eles João dá conselhos. Na época de João Batista, quem mandava era o Império romano e o Império fixava, vou dar um exemplo: este município deve arrecadar por ano, dez milhões. Então, alguém, na época isto era permitido, chegava lá, pagava os dez milhões e dizia: agora, eu posso cobrar o imposto que eu quiser. E, cobrava, às vezes, quarenta, cinquenta milhões. Então, João Batista vai dizer: não cobre muito além, do que foi fixado. Zaqueu é um exemple desse tipo de ladrão: ele diz, quando encontra-se com Jesus: da minha fortuna, metade vou dar para os pobres e de quem eu roubei, vou devolver quatro vezes. Não é que ele era bonzinho. É que ele cobrava quatro vezes a mais do que era estabelecido pelo Império romano. Isto, para dizer que iria devolver tudo que tinha roubado. Então, a corrupção não é privilégio só do Brasil.
Chegaram os soldados e disseram: e nós? João vai dizer: se contentem com o salário que recebem. Aqui, precisamos comentar também. No tempo de João Batista, o salário mais alto era do exército romano. Não existia ninguém que recebia salário maior do que um soldado romano. O império sábio o porque pagava tão bem os soldados: eram eles que garantiam o domínio de todos os territórios ocupados. De tal maneira que não havia motivo para eles se corromperem e pegarem dinheiro por fora. O salário era muito bom. É evidente, que se João Batista estivesse aqui, hoje, ele não diria isto aos militares. Não é que os salários dos militares são tão bom assim. De qualquer maneira, vale a resposta: que devemos fazer para nos preparar para a vinda do Senhor? Sermos honestos. Aí é que está. Solidário e honesto.
Agora, nós que estamos ouvindo o Evangelho, poderíamos dizer: bom, eu sou solidário. Esta comunidade é bastante solidária, bastante generosa. Eu sou honesto. Então, o Evangelho não fala mais nada, daquilo que eu já faço. Só que, o Evangelho continua e vai nos atingir de maneira direta e clara: nós somos trigo, ou somos palha? Palha é aquela vida fútil, aquela vida, que você entra na vida e sai da vida e não alterou em nada. A palha serve só para manter o fogo aceso. O trigo, não. O trigo pode se tornar alimento. Molhando o trigo, ele se torna uma massa e pondo no forno, se torna alimento. Eu sou chamado a ser trigo para o mundo. Aí, São João nos ajuda a compreender: o Batismo na água, para que a pessoa se torne honesta e solidária. Mas, ele diz: virá outro, que vos batizará no Espírito e no fogo. É aqui que entra a questão do nosso Batismo. O nosso batismo não é o de João, mas o Batismo instituído por Jesus: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Este batismo nos transforma num trigo que se transforma em massa. Massa de alimento. Nós somos trigo e a água do batismo nos torna alimento para alimentar o irmão, para alimentar o próximo. Nos tornamos muito parecidos com Jesus. Porque é Jesus que pegou o pão, feito de trigo, e disse: isto é o meu corpo. Tomai e comei. Ora, somos chamados a alimentar o irmão. Alimentar o irmão não só de pão, isto  não exige fé. Mas, alimentar o irmão na sua caminhada, no seu desânimo ajuda-lo a se animar, no momento de dificuldade, ser solidário e animá-lo para vencer os obstáculos. Somos chamados a promover a paz; em fim, ser alimento para o mundo. Um alimento que nos torna um único corpo, porque formamos um único pão Eucarístico. Na comunhão isto acontece. Então, o que fazer para nos preparar para a vinda do Senhor? Buscarmos ser este trigo que possa ser reunido no celeiro, que possa ser alimento e esperança para o mundo. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO – Diocese de Santo André – SP


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Homilia de D. Henrique Soares

“Gaudete in Domino semper: iterum dico vobis, gaudete. Dominus enim prope est”. O tom da liturgia deste terceiro domingo do Advento é a alegria. A cor rosácea, usada como opção ao roxo, sinaliza para esta exultação que perpassa toda a liturgia hodierna. “Alegrai-vos!” – diz São Paulo na segunda leitura; “Canta de alegria, rejubila, alegra-te e exulta de todo o coração” – convida o Profeta Sofonias na primeira; “Exultai cantando alegres” – exorta o Salmo de meditação.
Mas, qual o motivo de tamanha alegria? Para um cristão, para alguém responsável, e realmente consciente, é possível alegrar-se, quando há tanta dor no mundo, tanto fracasso, tristeza, solidão e morte? Alegrar-se num mundo assim, não seria uma insuportável falta de solidariedade, uma falta de compaixão para com quem sofre e geme? E, no entanto, a Palavra santa insiste: Alegrai-vos! Mas, “alegrai-vos sempre no Senhor!” Eis o modo de alegrar-se, no Senhor, porque ele pode sustentar nossa existência, ele pode dar sentido às nossas dores e nos consolar depois da pena! E a Palavra santa prossegue: “Alegrai-vos: o Senhor está perto”. O motivo da nossa alegria é a certeza que Deus não nos abandonou, a convicção que ele é um Deus presente e que no seu Filho Jesus, ele veio pessoalmente ao nosso encontro. Então, irmãos, alegrai-vos, pois ainda que haja tantas realidades dolorosas e sombrias, o Senhor está perto com seu amor, sua misericórdia, sua salvação. E o nome dessa salvação é Jesus!
Já no Antigo Testamento, Deus consolava o seu povo, sustentava-lhe a esperança, prometia-lhe uma bênção no futuro. Ele mesmo haveria de ser essa bênção, um Deus no meio de sua gente, um Deus próximo: “O rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva!” Israel nunca poderia imaginar que essas palavras haveriam de cumprir-se ao pé da letra. Como Deus poderia vir habitar pessoalmente no meio do seu povo, se ele é o Infinito, Santo e abarca tudo quanto existe no céu e na terra? Para nós, cristãos, no entanto, de modo maravilhoso, esta promessa cumpriu-se em Jesus: ele é o Deus-conosco, Deus entre nós, Deus para nós, Deus como nós: com nosso semblante e com nossos gestos! Ninguém poderia imaginar algo assim! A surpresa foi tanta, é tanta, que Santo Irineu exclamava, a respeito de Cristo: “Ele trouxe toda a novidade quando se trouxe a si mesmo!” Por isso São Paulo nos convida a que nos alegremos no Senhor; não em qualquer alegria! Somente no Senhor que se dá a nós, a nossa alegria pode ser autêntica, porque brota da certeza que não estamos sós, que o pecado e a morte foram vencidos!
Alegrai-vos, pois, mas na alegria de saber que, mesmo com tanta dor e sofrimento no mundo, o amor e a graça de Deus triunfam em Jesus Cristo. Alegremo-nos porque o Senhor está próximo: ele está próximo o seu Natal, ele está próximo no nosso cotidiano, ele está próximo na sua Vinda final… próximo, porque é urgente que nos decidamos por ele, que o acolhamos, que lhe abramos as portas do coração!
Por isso, ao lado da alegria, o evangelho de hoje, ao apresentar-nos o ministério de João Batista, coloca-nos uma questão fundamental: “Que devemos fazer?” – é a questão de levar a sério o Cristo que vem; a questão de abrir espaço para ele na nossa vida, a questão de decidir-se realmente por ele! Como devemos viver para acolher sua vinda no dia-a-dia, para bem celebrar o seu Natal, para estar diante dele quando vier na sua glória? Que devemos fazer? A resposta somente pode ser uma: convertei-vos, abri vosso coração para que o Rei da glória possa entrar! Entrar no vosso modo de viver, entrar nas vossas opções, entrar no vosso coração, entrar em todas as dimensões da vossa existência! Não recebais em vão a graça de Deus, o dom do Cristo que nos vem sempre! Não torneis inútil a salvação que Cristo vos concedeu.
É importante observar o apelo de João, o Batista, precursor do Messias. A cada grupo de pessoas que perguntavam o que fazer, o Batista responde de modo muito concreto, indicando uma direção a partir do modo de vida e da atividade de quem perguntava… e sempre relacionando com o respeito e o amor aos outros: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; quem tiver comida, faça o mesmo; não cobreis mais que o estabelecido; não tomeis à força dinheiro de ninguém; não façais falsa acusação”.
Ainda hoje este é o critério para acolher Jesus: um coração em disposto à conversão… e uma conversão que passe pelo relacionamento com os irmãos, sobretudo os mais necessitados.
Pois bem: “alegrai-vos no Senhor!” Que vossa alegria no Senhor que vem, vos faça bondosos para com todos, sem excluir ninguém, pois o Senhor a todos nos acolheu! Que vossa alegria no Senhor vos faça serenos ante os problemas e desafios do mundo e da vida! Que vossa alegria no Senhor guarde vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus!
É isto que nos é pedido neste santo Advento! É esta a condição para um Natal verdadeiramente cristão, verdadeiramente no Senhor!
Ó Santo Emanuel, tu que assumiste nossa humana condição, tu que não te envergonhaste de ser um de nós, um como nós, um conosco, acolhe nossa súplica, alegra o nosso coração com a alegria da tua chegada… a mesma que alegrou a Virgem, a José, a João no ventre materno… a mesma que fez Isabel exultar e Zacarias cantar… a mesma que alegrou os pastores e o magos…
Santo Emanuel, que nossa alegria esteja numa vida vivida na tua presença, fazendo a tua vontade, cumprindo o teu mandamento!
Vem, Senhor Jesus, que precisamos de ti! Vem e renova o nosso coração e o coração do mundo… até a tua Vinda na glória. Amém.Sf 3,14-18a
 D. Henrique Soares da Costa

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Louvor Lc 3, 10-18 III Dom. Advento C: O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR NOSSO DEUS... COM JESUS, POR JESUS E EM JESUS, LOUVEMOS AO PAI:
T:  Alegres aguardamos a vinda de Jesus, o nosso Salvador!
à A nossa felicidade está em vós, Senhor nosso Deus. Nós Vos dirigimos as nossas orações e os nossos gritos de alegria, porque viestes habitar no meio de nós por Jesus Vosso Filho, o Ressuscitado. Nós Vos pedimos por todos os nossos irmãos e irmãs que a sombra do mal e do ódio mergulhou na tristeza: que a alegria e a salvação venha até eles.
T:  Alegres aguardamos a vinda de Jesus, o nosso Salvador!
à “Pai, nós Vos agradecemos pela alegria que nos dais através de vosso Filho Jesus Cristo, porque já está próximo mais um natal onde celebramos a vossa bondade nos enviando vosso Filho para partilhar sua vida conosco”. Ele é a luz que ilumina nosso caminho. Que o Espírito Santo guarde os nossos corações em Cristo.
T:  Alegres aguardamos a vinda de Jesus, o nosso Salvador!
à  “Deus fiel, bendito sois Vós pela Boa Nova anunciada por João Batista e pelo caminho de conversão que ele abria aos vossos fiéis. Bendito sois Vós pelo batismo no Espírito Santo que Jesus nos deu. Pai, que o Espírito Santo nos faça conhecer a vossa vontade”.
T:  Alegres aguardamos a vinda de Jesus, o nosso Salvador!
à Pai nosso... Oração da Paz... Eis o Cordeiro...








quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

2º DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO, Subsídios para homilias, homilias

2º DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO  2015 (Adaptado e postado pelo Diácono Ismael)

SINOPSE:

Tema: “Eis que vem o Nosso Deus!”, Advento é esse tempo de preparação e de conversão. Precisamos endireitar o que não está alinhado com o projeto de Deus.
A primeira leitura sugere que este “caminho” de conversão é um verdadeiro êxodo da terra da escravidão para a terra da felicidade. Durante o percurso de nossa vida, devemos deixar as nossas vontades pessoais e aderirmos às propostas que Deus nos faz.
No Evangelho João Batista nos convida a uma transformação no pensar e agir, quanto às prioridades da vida.
A segunda leitura chama a atenção para o anúncio profético que a comunidade deve dar na caridade, banindo as divisões e os conflitos.

5. PRIMEIRA LEITURA (Br 5,1-9) Leitura do Livro do Profeta Baruc.
Despe, ó Jerusalém, a veste de luto e de aflição, e reveste, os adornos da glória vinda de Deus. Cobre-te com o manto da e põe na cabeça o diadema da glória do Eterno. Deus mostrará teu esplendor a todos os que estão debaixo do céu. Levanta-te, e olha para o Oriente! Deus ordenou que se abaixassem todos os altos montes e as colinas, e se enchessem os vales, para aplainar a terra, a fim de que Israel caminhe com segurança, sob a glória de Deus. As florestas e as árvores odoríferas darão sombra a Israel, por ordem de Deus. Sim, Deus guiará Israel, com alegria, à luz de sua glória, manifestando a misericórdia e a justiça que dele procedem.

AMBIENTE - O “livro de Baruc” é um texto posterior à época do exílio. O autor convida os habitantes de Jerusalém a celebrar uma liturgia penitencial e exorta-os à reconciliação com Jahwéh.

MENSAGEM - O profeta compara Jerusalém infiel a uma mulher de luto, sem razões para ter esperança. No entanto, a mensagem é: “esse tempo de luto terminou; Deus perdoou-te todas as tuas faltas e quer devolver-te a vida e a esperança”. Tal ação resulta do amor de Deus, sempre disposto a perdoar o afastamento dos filhos rebeldes e a reatar com eles uma história de libertação e de salvação.

 ATUALIZAÇÃO O Advento é o êxodo da terra da escravidão para a terra da liberdade. Neste tempo somos confrontados com as cadeias que ainda nos prendem e convidados a percorrer esse caminho de regresso que a bondade e a ternura de Deus vão aplanar, a fim de que possamos regressar à cidade nova da alegria e da liberdade.

6. SALMO RESPONSORIAL / SI 125 (126)
Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!
• Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, / parecíamos sonhar; / encheu-se de sorriso nossa boca; / nossos lábios, de canções.
• Entre os gentios se dizia: “Maravilhas / fez com eles o Senhor!” / Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, / exultemos de alegria!
• Mudai a nossa sorte, ó Senhor, / como torrentes no deserto. / Os que lançam as sementes entre lágrimas / ceifarão com alegria.
• Chorando de tristeza sairão, / espalhando suas sementes; / cantando de alegria voltarão, / carregando os seus feixes!

9. EVANGELHO (Lc 3,1-6) Lucas. No décimo-quinto ano do império de Tibério César, ...foi então que a palavra de Deus foi dirigida a João no deserto. E ele percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados, como está escrito no Livro das palavras do profeta Isaías: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. E todas as pessoas verão a salvação de Deus’”.

AMBIENTE - Lucas apresenta João Batista, o profeta que veio preparar a chegada do Messias de Deus.

MENSAGEM - Deus que vem ao encontro dos homens para lhes apresentar um projeto de salvação, não é uma lenda, mas é uma história concreta. João Baptista é “uma voz que grita no deserto” e que convida a preparar os caminhos do coração para que Jesus, o Messias de Deus, possa ir ao encontro de cada homem. João “proclama um batismo de conversão (“metanóia”), para a remissão dos pecados”. Uma transformação total da forma de pensar e de agir… Para acolher o Messias que está para chegar, é necessário a conversão dos valores; só nos corações transformados, o Messias encontrará lugar.

ATUALIZAÇÃO - • João é o profeta, que prepara o coração para acolher o Messias. Todos nós, pelo batismo, somos profetas e Deus chama a dar testemunho de que o Senhor veio, vem e virá. 
• Preparar o caminho do Senhor é convidar a uma conversão, que elimine o egoísmo, a injustiça e a opressão e reoriente a vida para Deus, de forma que Deus ocupe o primeiro lugar na nossa vida.
• Esse processo de conversão é um verdadeiro êxodo, que nos transportará da terra da opressão para a terra nova da liberdade, da graça e da paz.

7. SEGUNDA LEITURA (Fil 1,4-6.8-11) São Paulo aos Filipenses. Irmãos rezo por vós, por causa da vossa comunhão conosco na divulgação do Evangelho. Tenho a certeza de que aquele que começou em vós uma boa obra, há de levá-la à perfeição até o dia de Cristo Jesus: que o vosso amor cresça sempre mais, em todo o conhecimento e experiência, para discernirdes o que é o melhor. E assim ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo, cheios do fruto da justiça que nos vem por Jesus Cristo, para a glória e o louvor de Deus.

AMBIENTE - No momento em que escreve, Paulo está na prisão (em Éfeso?).

MENSAGEM - Paulo pede a Deus que aumente a caridade dos Filipenses (Paulo tem que pedir a duas senhoras para fazerem as pazes e não dividirem a comunidade – cf. Flp 4,2-3). A vivência da caridade é fundamental para o dia da vinda de Cristo.

ATUALIZAÇÃO - • A essência da Igreja de Jesus é ser missionária. “Ide e anunciai” – diz Jesus.
• Só é possível acolher o Senhor que vem se a caridade for, entre nós, uma realidade. Mas, a vida das nossas comunidades é marcada pelas divisões, pelas murmurações, pelas lutas pelo poder, pelos interesses egoístas, pelas guerras de sacristia…
• Somos uma comunidade “a caminho”, em processo de construção. O que é importante é que saibamos acolher o Senhor que vem e deixar que Ele nos conduza à plenitude da vida e do amor.

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Obs: Para sublinhar o apelo à conversão, bem presente no Evangelho, Escolher a aspersão como rito penitencial. 

Jesus veio, vem e virá.


Aplainar colinas e montes, cobrir os vales, endireitar as veredas



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Uma Voz no Deserto

Nesse segundo domingo do Advento, João Batista aparece como uma VOZ NO DESERTO,
fazendo um forte apelo à CONVERSÃO, para preparar o "Caminho do Senhor".
É o grande pregador do Advento, que ainda hoje nos ensina a preparar o Caminho de Jesus para o Natal.

A 1a leitura anuncia o "Caminho" de um novo "Êxodo". (Br 5,1-9)

Ao povo sofrido no exílio, o Profeta Baruc dirige uma profecia cheia de esperança e vibrante alegria: o próprio Deus preparará o caminho do regresso: "Abaixará os montes, encherá os vales, aplainará o chão, a fim de que Israel caminhe com segurança."

* ADVENTO é um tempo favorável para o nosso "êxodo":
Devemos nos desfazer das cadeias que impedem a ação libertadora de Deus e o regresso à nova Jerusalém da alegria e da liberdade.
  - Quais os sinais de libertação que já podemos ver e sentir em nossa caminhada?

O Salmista ora confiante ao Pai, no desejo de ser instruído em seus caminhos.
O amor, a justiça e a fidelidade levam a viver na intimidade com Deus que nos faz conhecer sua aliança. (Sl 25)

A 2ª Leitura é um apelo a progredir da vida cristã através do amor.
O amor comprometido para com todos é o caminho da perfeição, é o jeito de se manter vigilante na espera do Senhor. (Fl 1,4-6.8-11)


O Evangelho fala da Missão de João Batista: "preparar o Caminho do Senhor". (Lc 3.1-6)

João Batista é "a Voz que clama no deserto", preparando o coração dos homens para acolher o Messias. 

Detalhes do texto:

- Lucas faz uma longa introdução HISTÓRICA:
Situa concretamente, no espaço e no tempo, os fatos da Salvação:
A pregação de João e a intervenção de Deus na história.  
- "A PALAVRA DE DEUS desceu sobre João".
Deus rompeu um longo silêncio de 300 anos sem profetas e enviou o último profeta do Antigo Testamento: João Batista.
- Tudo começou no DESERTO...
O "Deserto", na História de Israel, lembrava muitas coisas:
Libertação... Purificação... Aliança... Esperança da Terra Prometida...     
No tempo de Jesus, era para o deserto que se dirigia quem queria repetir a experiência espiritual dos antepassados.
- "Ele percorria toda a região do JORDÃO..."
Jordão era a fronteira... por onde entraram na Terra Prometida...
No batismo de João, cada um repetia o gesto de entrar, através do Jordão, na Terra da Liberdade...
na verdadeira Terra Prometida.

+ O ANÚNCIO DE JOÃO BATISTA:

- Um apelo de conversão:
  "Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas...
    todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixados..."

  * Esse processo de conversão é um verdadeiro êxodo da terra da opressão    para a terra nova da liberdade, da graça e da paz.
   A VOZ do deserto grita e propõe a conversão para desbloquear os caminhos, para ver a "salvação de Deus".

- Um anúncio de esperança: "Todos verão a salvação de Deus..."

  * A salvação é oferecida para todos os homens, também para nós...

+ O TESTEMUNHO DE JOÃO BATISTA:
- Preparou-se no "deserto":
  O barulho das festas não é ambiente propício para anunciar nem para ouvir o convite à penitência.
  Para escutar a voz de Deus, é necessário criar um clima de silêncio, de escuta:


- Desprendimento: manifestado na sobriedade do comer e do vestir:
  vestindo pele de camelo e comendo gafanhotos e mel silvestre...

    * Temos o mesmo espírito de João Batista?

+ O CAMINHO A SEGUIR:

    - Endireitar as Estradas: Nem sempre seguimos o caminho reto,
       indicado por Cristo: do amor, da doação, do serviço...  
       * Quais as estradas tortuosas a endireitar para chegar até Deus?

     - Preencher os Vales: Quais os vales a preencher na vida profissional,
        na vida espiritual, na vida familiar, na vida da comunidade?

     - Aplainar os Montes: Abaixar nosso orgulho, nossa auto-suficiência...
       * Os mais simples e humildes encontraram o Messias no seu caminho...
          Os poderosos e orgulhosos não chegaram até Belém.

+ Baruc e João Batista foram mensageiros de Deus   para preparar os caminhos do Senhor aos homens do seu tempo...

    à Deus não poderia se servir também de nós  para preparar os homens de hoje   para a vinda de Cristo no Natal desse ano?

                                 Pe. Antônio Geraldo

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HOMILIA DO PE. PEDRINHO

Meus irmãos e irmãs, estamos no segundo domingo do Advento. Segunda semana de preparação para Celebrarmos o Natal do Senhor. Como já foi dito, semana passada, no advento somos convidados a contemplar o significado prático e concreto, em nossas vidas, ao Celebrar o Natal do Senhor. No que o Natal muda a nossa vida? Hoje, Baruc, que significa bendito, diz: com o nascimento de Jesus, instalou-se em Jerusalém a Paz e a Justiça.  Jerusalém se tornou uma grande luz para todas as nações.
Não cabe a nós julgarmos Jerusalém e o povo judeu. O próprio povo de Israel diz que a realidade, deles, é cinza. Não dá para separar o branco do preto. Ali, as coisas são muito misturadas.  De forma, que é difícil saber quem tem e quem não tem razão. Mas, parece uma ironia, que onde Jesus nasceu, onde os profetas falam de Paz e de Justiça, existe conflito e guerra. Poderíamos pensar, então, o que serve todas as profecias, o que significa o que o anjo diz: glória Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade? É fácil falar de Jerusalém, quando não se nasceu lá, nem vivemos lá. Julgar os outros é muito fácil. Só que, na Bíblia, Jerusalém é um nome Santo. É um nome que corresponde a qualquer cidade. A função da cidade sempre foi garantir a Paz e garantir a Justiça. Por isso, que na Idade Média sempre tinha muralhas para que o inimigo não pudesse ataca-los e todos que vivessem na cidade, naquela região murada, pudessem se servir do direito de todos; portanto, da Justiça. Então, ao invés de falarmos Jerusalém, falar “bassé”, que é uma cidade também, podemos ver que a nossa cidade, também não tem a justiça e a paz como predominância. O que será que falta? Ora, o Evangelho vai nos responder: o que falta ainda, é continuarmos a missão iniciada por João Batista. João Batista diz: para que todos possam se servir da Paz e da Justiça advinda de Jesus, é preciso preparar o caminho. E, o Advento é esse tempo, onde ajudamos a preparar a vinda do Senhor. Então, se temos certeza, de que a Justiça prevalecerá e que a Paz reinará, é preciso colaborar e preparar esta Paz e esta Justiça em cada momento. Sozinhos não vamos muito longe. Por isso, estou propondo, para reflexão desta semana, pensar o seguinte: eu vou me aproximar do Presépio, que é simbólico, ao me aproximar do presépio eu estou querendo me aproximar do Menino Deus, que nasceu e trouxe a Paz e a Justiça. O que é que eu vou pedir a Ele como presente? São tantas as pessoas enfermas, que precisam ganhar um presente de natal, superar a sua enfermidade, são tantos os que têm buscado a Paz de espírito. Estão aí, sofrendo depressões. Precisam ganhar este presente de natal. Muitas famílias vivem conflitos. Seria tão bom ganharem harmonia no natal. Quantas pessoas estão em busca de alimentar com dignidade a sua família. Quem sabe no natal pudessem conseguir um emprego que os ajudassem a viverem esta dignidade.  Em fim, temos inúmeros pedidos para fazer diante da manjedoura.
Mas, o que é que eu vou dar de presente para Jesus? Aí é mão dupla: se eu posso e devo pedir a Jesus o que eu necessito, Ele também me pede. Não que Ele necessite de alguma coisa. Ele quis e quer contar com os homens e mulheres de boa vontade. O que é que eu vou oferecer para Jesus? Dinheiro é o menos importante. Compromisso com o Evangelho é mais urgente, porque pelo Evangelho a gente pode mudar a prática das pessoas e assim podemos fazer, do nascimento do Senhor, um novo céu e uma nova terra. O nosso encontro aos domingos, deve ser um encontro de bastante alegria e esperança. São Paulo, aqui, diz algo que deve servir para todos nós: irmãos, em todas as minhas orações, eu rezo por vós. Com alegria por causa de vossa comunhão conosco na divulgação do Evangelho.
Portanto, cada um que divulga o Evangelho, que procura ajudar  o outro a viver o Evangelho, formam esta comunhão, onde a oração de um ajuda a oração do outro. Quando rezamos o Ato Penitencial, é muito interessante, quando ele diz: confesso a Deus todo Poderoso e a vós meus irmãos, que pequei em pensamentos, atos e omissões, por isso, peço por minha culpa, minha tão grande culpa. Peço a Deus e A VÓS, IRMÃOS, que rogueis, por mim, a Deus. – É o outro que reza por mim e eu que rezo por você. Nessa troca de presentes, de dons, é que acabamos experimentando o que significa a vinda do Senhor. De tal maneira, que a nossa esperança está sempre presente e cremos que, um dia, o salmo, que recitamos hoje, ele será algo bem palpável, completo, em nossa vida: • Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, / parecíamos sonhar; / encheu-se de sorriso nossa boca; / nossos lábios, de canções.
• Entre os gentios se dizia: “Maravilhas / fez com eles o Senhor!” / Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, / exultemos de alegria!
Quando Jerusalém cumprir a sua vocação; ser luz, ser sede de Justiça, ser sede da paz.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO – Diocese de Santo André - SP


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Homilia de D. Henrique Soares
 Modelo I  
           Estamos no Domingo II do Advento. Este é um tempo de espera. Um tempo a nos recordar que a humanidade toda espera, mesmo sem saber: neste mudo cansado e ferido, o coração humano espera um sentido pra vida, espera a paz, espera o amor, espera a plenitude... Para usar a linguagem da Bíblia: espera a salvação! A humanidade esperou e espera... Também o povo de Israel esperou. Nos momentos de escuridão da sua história, Israel levantou-se e continuou o caminho, porque alicerçado na promessa do seu Deus. A primeira leitura da Missa de hoje apresenta-nos esta realidade de modo comovente: quando o povo estava na maior escuridão do exílio de Babilônia, Deus lhe falou de esperança. Estas palavras ainda hoje nos tocam e comovem, ainda hoje são para nós: “Depõe a veste de luto, e reveste, para sempre, os adornos da glória vinda de Deus! Cobre-te com o manto da justiça que vem de Deus e põe na cabeça o diadema da glória do Eterno!” Deus promete ao seu povo a felicidade, a bênção, a glória – não quaisquer umas, mas aquelas que vêm de Deus! Nosso Deus foi e sempre será o Deus da promessa, o Deus que nos aponta para um futuro de bênção, que nos enche de esperança, que faz nosso coração palpitar, sonhando com a paz que ele dará! 
            Ora, esta esperança, esta bênção, esta paz, esta plenitude, este futuro, têm um nome: Jesus Cristo! Tudo se cumpre nele, tudo se resume nele; nele, tudo é pleno e duradouro: ele é o Sim de Deus para Israel e para toda a humanidade! 
            A salvação que a humanidade esperou e os profetas prometeram a Israel, no Evangelho deste Domingo aparece tão próxima: ela entra na história humana; não fica lá em cima, no céu; entra nas coordenadas dos nossos pobres dias: “No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes administrava a Galiléia, seu irmão Filipe, as regiões da Ituréia e Traconítide, e Lisânias a Abilene; quando Anás e Caifás eram sumos sacerdotes...” Nossa fé não é um mito, nossa esperança não é uma quimera: ela veio, entrou no nosso mundo, no nosso tempo, no nosso espaço, na nossa pobre vida, nos nossos dias tão pequenos: “... foi então que a Palavra de Deus foi dirigida a João, filho de Zacarias, no deserto”. Como é belo o Advento! João anuncia que chegou o tempo, que com Aquele que vem, o próprio Deus, em pessoa, faz-se presente: tempo de salvação, tempo de decisão, tempo de acolher o convite para o Reino! Deus cumpriu sua promessa, ao enviar Jesus; Deus satisfez o sonho que ele mesmo colocara no coração humano, no nosso coração, ao nos dar Jesus. Deus é fiel! 
            Mas, este Jesus que veio – e estamos nos preparando para celebrar o seu santo Natal -, é o mesmo que ainda esperamos para consumar a sua obra no Dia final. Na Epístola aos Filipenses, segunda leitura da Missa de hoje, São Paulo nos fala do Dia de Cristo – aquele dia que começou em Belém, brilhou na Ressurreição e será pleno na Vinda do Senhor. Deus nos prometeu este Dia bendito, no qual todas as esperanças humanas serão realizadas! O cristão vive os dias deste mundo na esperança deste bendito e eterno Dia. Por isso, o Apóstolo deseja que permaneçamos puros e sem defeito “para o Dia de Cristo, cheios do fruto da justiça que nos vem por Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus”. Ele confia que, no que depender do Pai do céu, nós cresceremos na obra de Deus até “à perfeição até ao Dia do Cristo Jesus”. O Advento, portanto, é tempo de esperança, de espera, de sonho... mas é também tempo de compromisso em nos preparar para o Senhor que vem e vem vindo sempre. É tempo de preparar os caminhos do Senhor, endireitar suas veredas! Que todo vale de nossos pecados e baixezas seja aterrado; que as colinas do nosso orgulho, da nossa autossuficiência e prepotência sejam aplainadas. Que, numa vida de conversão, vejamos a salvação de Deus... E os outros, os de fora, vejam em nós a obra desta salvação! 
            Não percamos tempo! A oração da Missa pediu a Deus que nenhuma atividade terrena nos impeça de correr ao encontro do Filho que vem. Por favor, em nome de Cristo: levantemos os olhos de nossa mediocridade, de nossas preocupações pequenas e mesquinhas! Levantai a cabeça: a vossa Salvação se aproxima! Não sejamos desatentos, a ponto de não perceber e não acolher Aquele que veio, vem vindo e virá na Glória! 
Terminemos esta meditação com as palavras de um poeta pagão, mas que exprimem bem o que a Palavra de Deus, que ouvimos hoje, nos quer dizer. É um poema de Tagore: 
Não ouvistes os passos silenciosos?
Ele vem vindo, vem vindo, vem vindo sempre!
A cada momento e a cada estação,
a cada dia e a cada noite,
ele vem vindo, vem vindo, vem vindo sempre! 
Várias cantigas cantei,
em vários disposições de espírito,
mas as suas notas sempre proclamaram:
ele vem vindo, vem vindo, vem vindo sempre!
Nos dias perfumados de abril luminoso,
pelo caminho do bosque
ele vem vindo, vem vindo, vem vindo sempre!
Na sombra chuvosa das noites de junho,
na carruagem trovejante das nuvens,
ele vem vindo, vem vindo, vem vindo sempre! 
De tristeza em tristeza,
são os seus passos que pisam o meu coração!
E é o contato de ouro de seus pés
que faz brilhar minha alegria! 
Pois bem!
  Vem, Senhor Jesus, vem sempre! Vem nas alegrias, mas vem também nas tristezas da vida! Que saibamos discernir as tuas vindas e os rastros de ouro que teus pés benditos deixam na nossa vida! 
Vem, Senhor, porque somos frágeis! Vem, Senhor, porque somos pobres! Vem, Senhor, porque muitas vezes o peso da vida é grande demais! Vem, Senhor, porque temos medo da noite! Vem, Senhor Jesus!

                                                              Modelo II
            Na segunda leitura da Liturgia da Palavra deste Domingo II do Advento, por duas vezes São Paulo refere-se ao Dia de Cristo: “Aquele que começou em vós uma boa obra, há de levá-la à perfeição até ao Dia de Cristo”; “que o vosso amor cresça sempre mais, em todo o conhecimento e experiência, para discernirdes o que é melhor. Assim ficareis puros e sem defeito para o Dia de Cristo”. Para este Dia de Cristo, meus caros, estamos nos preparando no santo Tempo do Advento. Dia de Cristo é o Natal; Dia de Cristo é o “todo-dia”, quando sabemos reconhecer suas visitas; Dia de Cristo será a sua Vinda gloriosa no final dos tempos. Quem celebra piedosamente o  Dia de Cristo no Natal e é atento pela vigilância ao Dia de Cristo de “todo-dia”, estará pronto na perfeição do amor, estará puro e sem defeito para o Dia de Cristo no final dos tempos!
            É certo que não poderemos fugir do Cristo Jesus: diante dele todos nós estaremos um dia porque através dele e para ele fomos criados e somente nele nossa existência chegará à sua plenitude. A primeira leitura de hoje ilustra de modo comovente a situação da humanidade e também a situação da Igreja, pequeno resto peregrino e acabrunhado sobre esta terra: trata-se de uma humanidade sofrida, de uma Igreja em exílio, mas que será consolada pelo Senhor. Recordemos a palavra de Baruc profeta “Despe, ó Jerusalém, a veste de luto e de aflição, e reveste, para sempre, os adornos da glória vinda de Deus!” Que belo convite, que sonho, que felicidade, meus caros! Pensemos na nossa vida, pensemos nas ânsias da Mãe Igreja, e alegremo-nos com o consolo que Deus nos promete! “Cobre-te com o manto da justiça que vem de Deus e põe na cabeça o diadema da glória do Eterno. Deus mostrará teu esplendor, ó Jerusalém, a todos os que estão debaixo do céu!” Vede, caríssimos, o nosso Deus como é: um Deus que promete, um Deus que abre a estrada da esperança, um Deus que consola, um Deus que nos prepara um futuro de bênção, de paz e de vida! Mas, quando será esta paz, de onde virá? Escutai, caríssimos: “Levanta-te, Jerusalém – levanta-te, irmão; levanta-te, irmã! Levanta-te, Mãe católica! – põe-te no alto e olha para o Oriente!” O Oriente, meus caros é o lugar da luz, o lado no qual o sol nasce e o dia começa; o Oriente é o próprio Cristo Jesus! Olhar para o Oriente é esperar o Dia de Cristo, o Dia sem fim, a Luz que não tem ocaso! Quem caminha sem olhar o Oriente, caminha sem saber para onde vai; quem avança noutra direção, não caminha para a luz, mas vai ao encontro das trevas: "des-orienta-se"! “Levanta-te, põe-te no alto e olha para o Oriente!” Olha para o Cristo, vai ao seu encontro! Então, tu verás a salvação de Deus; tu experimentarás que o Senhor não é Deus de longe, mas de perto; tu experimentarás o quanto o Senhor é capaz de consolar o que chorava, de acalmar o que estava aflito, de reconduzir o transviado: “Vê teus filhos reunidos pela voz do Santo, desde o poente até o levante, jubilosos por Deus ter-se lembrado deles. Deus ordenou que se abaixassem todos os altos montes e as colinas eternas, e se enchessem os vales, para aplainar a terra, a fim de que Israel sua Igreja santa, seu povo eleito, caminhe com segurança sob a glória de Deus!”
            Vede, caríssimos, que é de paz que o Senhor nos fala, é a salvação que nos promete! Se agora lançarmos as sementes da vida entre lágrimas, haveremos de colher com alegria; se agora muitas vezes na tristeza formos espalhando as sementes, um dia, no Dia de Cristo, nosso Oriente bendito, com alegria voltaremos carregados com os frutos em feixes! As promessas do Senhor, meus caros, fazem-nos compreender que nossa vida tem sentido, que tudo quanto nos acontece pode e deve ser vivido à luz de Deus! Uma das grandes misérias do nosso tempo é a solidão humana. Não se trata de uma solidão qualquer, mas de uma sensação mortal de viver a vida diante de ninguém, de caminhar a lugar nenhum, de gastar energia e sonho para produzir vazio... Mas, quando voltamos o rosto para o Oriente, quando nos deixamos banhar por sua luz que, como uma aurora bendita já começa a difundir seus raios, então tudo se enche de paz e de alegria, porque tudo ganha um novo sentido!
            Caríssimos no Senhor, pensai na vossa vida concreta, nas vossas semanas e dias feitos de experiências bem reais e miúdas... Pois bem, Deus, em Cristo, visita a nossa vida! No Evangelho de hoje, quando São Lucas narra o aparecimento de João Batista, o precursor do Messias, ele começa mostrando como a palavra do Senhor, como a sua salvação nos atinge e nos encontra bem no concreto de nossa vida, no nosso aqui e no nosso agora. A salvação não é um mito, a vinda do Senhor até nós não é uma estória de Trancoso... Escutai como é concreta a sua vinda, como tem uma história e uma geografia: “No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes administrava a Galiléia, seu irmão Filipe, as regiões da Ituréia e Traconítide, e Lisânias, a Abilene; quando Anás e Caifás eram sumo sacerdotes, foi então que a palavra de Deus foi dirigida a João, o filho de Zacarias, no deserto.” Vede, irmãos, e compreendei: a Palavra de Deus vem nós num “quando” e num “onde”. O “quando” é hoje, agora, neste período da nossa vida; o “onde” é aí onde você vive: na sua casa, no seu trabalho, nas suas relações, nos seus conflitos! É neste agora e neste aqui, neste “quando” e neste “onde” que Deus vem ao nosso encontro em Cristo Jesus! E o que devemos fazer para acolhê-lo? Como devemos proceder para que não venha na os em vão? Como agir para que a sua luz nos possa iluminar? Escutai ainda o Evangelho: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas. Todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixadas; as passagens tortuosas ficarão retas e os caminhos acidentados serão aplainados. E toda carne verá a salvação de Deus”. Vê, meu irmão; presta atenção, minha irmã! É de ti que o Senhor fala; é à tua vida que ele se refere: queres ver a luz do Oriente? Queres dirigir-te para o Dia eterno? Queres realmente estar pronto para o Dia de Cristo no Natal, no “todo-dia” e no Último Dia? Então, endireita agora teus caminhos, abaixa as montanhas da soberba e do orgulho, aterra os vales do medo, da covardia e do vão temor, e endireita as tortuosas estradas de teus vícios e de teus pecados! Aí sim, tu e toda carne verão a salvação de Deus: na celebração do Natal vamos vê-la reclinada num pobre presépio, no “todo-dia” vamos experimentá-la de tantos modos e em tantos momentos e, no Último Dia, Dia de Cristo, iremos vê-la face a face como eterna delícia, alegria sem fim e vida imperecível! Vamos, irmãos, caminhemos com fé ao encontro do Senhor! E para que o nosso caminho não seja sem rumo e em vão, endireitemos desde agora as estradas de nossa vida! Levantemo-nos, ponhamo-nos no alto da virtude e vejamos: vem a nós a alegria do nosso Deus! A ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém.
D. Henrique Soares


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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA ( Diáconos e Ministros extraordinários da Palavra):


LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
à O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR NOSSO DEUS...
à COM JESUS, por Jesus e em Jesus, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Senhor, vinde sempre em nosso auxílio.
à “Deus de alegria, de justiça e de paz, bendito sois Vós, porque não esquecestes as vossas promessas, mas realizaste-as através de vosso Filho Jesus Cristo, que nos reúne na nova Jerusalém. Nós Vos pedimos: conduzi as vossas comunidades à luz da vossa glória e dai-nos como segurança a vossa misericórdia e a vossa justiça”.
T: Senhor, vinde sempre em nosso auxílio.
à “Deus fiel, nós Vos damos graças pelo envio dos profetas até João Batista. Nós vos agradecemos a vinda do vosso Filho à nossa humanidade. Nós Vos pedimos por todas as nossas comunidades: aplanai os caminhos que nos ligam uns aos outros e nos abrem o caminho para Vós”.
T: Senhor, vinde sempre em nosso auxílio.
à “Pai, nós Vos damos graças por tudo que por nós fizestes. Agradecemos pela vida, pelo batismo e pelos bens que nos destes. Bendito e louvado seja, ó Senhor nosso Deus! Nós Vos pedimos: que o vosso Espírito nos guie, nos fortaleça e nos ensine os vossos caminhos até ao dia em que Cristo vier sobre as nuvens em poder e glória.
T: Senhor, vinde sempre em nosso auxílio.
-- (Rito de Comunhão: Missal página 500; Pai nosso e Oração da Paz)
Pai nosso...    A Paz...    Cordeiro de Deus...