quinta-feira, 8 de junho de 2017

SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE ANO A, Homilias, Subsídios homiléticos

SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE ANO A (Diácono Ismael)

 “QUEM ME VÊ, VÊ O PAI
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“QUEM ME VÊ, VÊ O PAI”
SINOPSE:
Tema: Santíssima Trindade, a perfeita comunidade.
Primeira leitura: o Deus da aliança Se auto apresenta: Ele é clemente e compassivo, lento para a ira e rico de misericórdia. 
Evangelho: João diz que O Amor de Deus é tão grande que nos envia seu Filho único; e Jesus cumprindo o plano do Pai, fez da sua vida um dom total, oferecendo aos homens a vida eterna e plena.
Segunda leitura: Paulo expressa a realidade de um Deus que é família e que pretende atrair os homens para essa dinâmica de amor.
PRIMEIRA LEITURA (Ex 34, 4b-6.8-9)
Moisés ...subiu ao monte Sinai, levando as duas tábuas de pedra. O senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e Moisés gritou: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente e rico em bondade e fiel”. ...curvou-se até o chão e disse: “Senhor, ...peço-te, caminha conosco; ...perdoa nossas culpas e pecados e acolhe-nos como propriedade tua”.

AMBIENTE: reflexão sobre a “aliança” que Israel teria assumido com Jahwéh: Israel comprometeu-se com Jahwéh, depois, construiu um bezerro de ouro para representar Jahwéh; então, Moisés intercedeu pelo Povo e Deus renovou a aliança com Israel (cf. Ex 34,1-10).

MENSAGEM Moisés subiu à presença de Jahwéh. Deus aproxima-se “na nuvem”: a nuvem, símbolo para exprimir a presença do Deus que vem ao encontro do homem; ao mesmo tempo a nuvem esconde e manifesta: sugere o mistério de Deus, escondido e presente, o homem não vê, mas constata sua presença. Deus não menciona a sua grandeza e onipotência, mas um “Deus clemente e compassivo e cheio de misericórdia e fidelidade”. mais inclinado ao perdão do que ao castigo. Israel é convidado a comprometer-se com esse Deus que é sempre fiel e solidário com todos aqueles que d’Ele necessitam. Deus ama o seu Povo e cuida dele com bondade e ternura. Moisés pede que continue a acompanhar o seu Povo para a liberdade; e perdoe os seus pecados. E Deus perdoa e renova a aliança.

ATUALIZAÇÃO • Deus é sempre o mistério que a “nuvem” esconde e revela: sem O ver; percebemos a sua proximidade. Para entrarmos no mistério de Deus, é preciso relação de proximidade, de intimidade que nos leve ao encontro da sua voz, dos seus valores, dos seus desafios (“subir ao monte”).
• Deus apresenta-Se cheio de amor, de bondade, de ternura, de misericórdia, de fidelidade. Deus não só perdoa o pecado do Povo, mas propõe integrar os homens na família de Deus.
• Deus faz tudo para viver em comunhão com o homem. No entanto, respeita a liberdade do homem. Eu sou livre de aceitar, ou não, a proposta de “aliança” que Deus me faz.

SALMO RESPONSORIAL / (Dn 3, 52-56)
A vós louvor, honra e glória eternamente!
• Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.
• Sede bendito, nome santo e glorioso.
• No templo santo onde refulge a vossa glória.
• E em vosso trono de poder vitorioso.
• Sede bendito, que sondais as profundezas.
• E superior aos querubins vos assentais.
• Sede bendito no celeste firmamento.

EVANGELHO (Jo 3,16-18)  Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar, mas para ser salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado...

AMBIENTE - O autor apresenta Jesus. O trecho é da conversa com Nicodemos; Três etapas.
I- Nicodemos reconhece a autoridade de Jesus, pelas obras; mas Jesus diz: o essencial é reconhecer Jesus como o enviado do Pai.
II- Jesus anuncia que é preciso “renascer de Deus” pela água e pelo Espírito.
III- Jesus descreve o projeto de salvação de Deus: é uma iniciativa do Pai, tornada presente através do Filho e que se concretizará pela cruz/exaltação de Jesus = O nosso texto.

MENSAGEM - Depois de explicar a Nicodemos que o Messias tem de “ser levantado ao alto”, como “Moisés levantou a serpente” no deserto, a fim de que “todo aquele que n’Ele acredita tenha vida definitiva”, Jesus explica como é que a cruz se insere no projeto de Deus. A explicação vem em três passos…
O primeiro: Esse Homem que vai ser levantado na cruz veio ao mundo, encarnou na nossa história humana, assumiu a nossa fragilidade, partilhou a nossa humanidade; e foi preso, torturado e morto na cruz. A cruz é o último ato vivido no amor, na doação, na entrega.
Este é o “Filho único” de Deus. A cruz é a expressão suprema do amor de Deus pelos homens.
Para libertá-los do egoísmo, da escravidão, da alienação, da morte, e dar-lhes a vida eterna. Com Jesus os homens aprendem que a vida definitiva está na obediência aos planos do Pai e no dom da vida aos homens, por amor.
O segundo: Pai ama os homens e quer salvá-los. O Messias não veio com uma missão judicial, mas veio oferecer a todos a vida definitiva, ensinando-os a amar e dando-lhes o Espírito que os transforma em Homens Novos. Deus enviou o seu Filho único ao encontro de pecadores, egoístas, autossuficientes, a fim de lhes apresentar uma nova proposta de vida… E foi o amor de Jesus – bem como o Espírito que Jesus deixou – que transformou esses homens egoístas, orgulhosos, autossuficientes e os inseriu numa dinâmica de vida nova e plena.
O terceiro: quem aceita a proposta de Jesus, adere a Ele, recebe o Espírito, vive no amor e na doação, escolhe a vida definitiva; A salvação ou a condenação não são um prêmio ou um castigo; mas são o resultado da escolha livre do homem. A responsabilidade não recai sobre Deus, mas sobre o homem.
Para João, não existe um julgamento futuro: o juízo realiza-se aqui e agora e depende da atitude que o homem assume diante da proposta de Jesus.
Deus enviou o seu Filho único ao mundo com uma proposta de salvação. Diante da oferta de Deus, o homem pode escolher a vida eterna, ou pode excluir-se da salvação.

ATUALIZAÇÃO - • Deus envia ao mundo o seu único Filho com uma proposta de felicidade plena, de vida definitiva; e o Filho fez da sua vida um dom, até à morte na cruz …
• O amor de Deus traduz-se na oferta gratuita, incondicional, absoluta, válida para sempre; mas Deus respeita a nossa liberdade e aceita que recusemos a sua oferta de vida; preferir o egoísmo, o orgulho, a autossuficiência, é um caminho que gera sofrimento, morte, “inferno”.

SEGUNDA LEITURA (2Cor 13, 11-13) encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.

AMBIENTE - A Primeira Carta aos Coríntios (criticava atitudes) provocou uma campanha no sentido de desacreditar Paulo. Teve um violento confronto. Depois, retirou-se para Éfeso. Tito, fino negociador, partiu para Corinto, a fim de tentar a reconciliação. Paulo reencontrou Tito, regressado de Corinto. As notícias eram animadoras: os coríntios estavam, outra vez, em comunhão com Paulo. Reconfortado, Paulo escreveu a Segunda Carta. Anos 56/57. O texto é a conclusão da Segunda Carta de Paulo.

MENSAGEM- Paulo pede-lhes que sejam alegres; que procurem chegar à perfeição; e que, se animem mutuamente, tenham os mesmos sentimentos e vivam em paz.
O mais notável é a saudação: “a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”. Esta fórmula – a mais claramente trinitária de todo o Novo Testamento. Provavelmente, era a fórmula que os cristãos utilizavam no contexto da celebração eucarística na saudação da paz. Ela manifesta a fé nesse Deus amor, que é “família”, que é comunidade. Ao utilizarem esta fórmula, reconhecem também que ser “família de Deus” é fazerem todos parte de uma única família de irmãos. São convocados para viverem em unidade: em comunhão com Deus e em união com todos os irmãos.

ATUALIZAÇÃO • A fórmula “Pai, Filho e Espírito Santo” expressa essa realidade de Deus como amor, como família, como comunidade.
• Os membros da comunidade cristã são convidados a integrarem esta comunidade de amor.
• A nossa relação com os irmãos deve refletir o amor, a ternura, a misericórdia, a bondade, o perdão, o serviço, que são as consequências práticas do nosso compromisso com a comunidade trinitária.

Dehonianos
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Teologia da Trindade: Modalismo, Subordinacionismo e Triteísmo:

O MODALISMO: A mesma e única Divindade aparece sob três rostos (prósopa); O mesmo Deus teria, pois, três pseudônimos. Este pensamento liquida a Trindade. Ela permite pensar Cristo sem Deus e Deus sem Cristo. Não se superou o judaísmo e não se apreendeu a novidade cristã das três Pessoas divinas constituindo uma unidade entre elas de comunhão.
O modalismo foi condenado como insuficiente para expressar a fé cristã na Trindade de Pessoas, realmente distintas, mas em comunhão plena e absoluta.

O SUBORDINACIONISMO: Jesus pode ser semelhante a Deus, jamais igual a Ele. Paulo da Samósata, ou o teólogo ARIO (+ 336) insinuam a subordinação do Filho ao Pai “O Pai é maior do que eu”; Ario e seus discípulos afirmavam que Jesus foi um ser humano perfeitíssimo, E foi adotado Pelo Pai como seu Filho, mas permanece sempre subordinado (subordinalismo porque foi criado ou gerado pelo Pai, ou subordinacionismo adopcionista porque mereceu ser adotado pelo Pai). Após muitas discussões, o Concílio de Nicéia (325) definiu solenemente que Jesus Cristo, Filho de Deus, “é da mesma substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus do verdadeiro Deus, nascido, não feito, da mesma substância com o Pai, pelo qual tudo foi criado, o que há no céu e na terra” (DS 125).

O TRITEÍSMO: O Triteísmo afirma as três divinas Pessoas, como três substâncias independentes e autônomas. É fé em três deuses. Somam-se os três divinos, como se atrás de cada Pessoa não houvesse um Único, impossível de ser adicionado.
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A afirmação trinitária afirma a existência objetiva de três Únicos, Pai, Filho e Espírito Santo. Mas não os crê separados e não-relacionados: há três Pessoas de uma única comunhão; há um só Deus e Três Pessoas distintas.
Deus uno e único, é comunidade de amor! Nosso Deus nos ama, nosso Deus faz-se próximo, Ele é Deus! e quis caminhar conosco, veio a nós e revelou-se no Mistério da sua intimidade. Ele, gratuitamente, deu-se a nós, para nos salvar, fazendo-nos viver com ele, participando da sua vida: por isso o Pai entregou ao mundo o seu Filho amado: para viver conosco, sonhar conosco, sofrer e morrer conosco e, assim, dá-nos sua vitória e seu céu: “Deus, o Pai, amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho unigênito, para que não morra quem nele crer, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o seu Filho para condenar o mundo, mas que o mundo seja salvo por ele”. No Filho único, o Pai mostrou o seu rosto, sua bondade, seu amor. Jesus disse: “Quem me vê, vê o Pai. Eu e o Pai somos uma só coisa!. Mas, não bastava para Deus viver no nosso meio, entre nós! Ele quis viver em nós, dentro de nós, sendo mais íntimo de nós que nós mesmos! após sua morte e ressurreição, deu-nos o seu Espírito Santo, que ele mesmo recebera do Pai: “Porque sois filhos, Deus, o Pai, enviou aos vossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abbá, Pai! (Gl 4,6). Deus revelou-se a si mesmo: o Pai, pelo Filho, no Espírito deu-nos a própria vida divina! Deus veio a nós, quis fazer história na nossa história, quis viver a nossa vida para nos elevar à vida dele, vida feliz, plena, eterna!
É nessa fé que vivemos, é na vida desse Deus uno e trino que fomos batizados. Aquele amor eterno entre o Pai, o Filho e o Espírito, é o amor que nos invade e que devemos viver entre nós! A Trindade é uma realidade concreta que deve invadir a nossa vida e a vida da Igreja: “Amemo-nos uns aos outros, pois o amor é de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor!” (1Jo 4,7-8). Porque somos cristãos, nossa vida deve ser vida e comunhão de amor: “a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!” Estas palavras de Paulo revela o que nós somos, e o que devemos testemunhar diante do mundo: uma comunidade que nasceu do amor, vive no Deus de amor e caminha para o Deus de amor. Por isso o Apóstolo recomenda-nos: “Alegrai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, saudai-vos com o ósculo santo!”
         Uma comunidade que não seja unida e respeitosa das diferenças de dons, carismas, não é uma comunidade nascida da Trindade, que vive e caminha para a Trindade. Nunca esqueçamos: viemos do Pai pelo Filho no Espírito; caminhamos, peregrinos, para o Pai, pelo Filho no Espírito. A Trindade é nosso berço, nosso ninho e nosso destino.. “Bendito seja Deus Pai, bendito seja o Filho unigênito, bendito seja o Espírito Santo! Deus foi misericordioso para conosco!” A ele, a glória pelos séculos. Amém.
Mas é Cristo quem nos revela a intimidade do mistério trinitário “Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt, 11, 27). Ele revelou-nos também a existência do Espírito Santo junto com o Pai e enviou-o à Igreja para que a santificasse até o fim dos tempos; e revelou-nos a perfeitíssima Unidade de vida entre as Pessoas divinas.
A Santíssima Trindade habita na nossa alma como num templo. E São Paulo faz-nos saber que o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Apenas se distinguem nas «relações opostas de origem», o Filho proceder do Pai e o Espírito Santo do Pai e do Filho. Em tudo o mais não há a mínima distinção, tudo o que Deus faz fora do circuito interno é comum às Pessoas divinas.
Atributos: para o Pai, a onipotência e a criação; para o Filho, a sabedoria e todas as obras da sabedoria divina; para o Espírito Santo, o amor, a santificação do homem, a inspiração da Escritura, etc.

- "Deus amou de tal forma o mundo que lhe DEU O SEU FILHO unigênito..."
- "Deus não o enviou ao mundo para JULGAR, mas para SALVAR".
- "Quem não crê, JÁ ESTÁ CONDENADO".
    * Segundo João, o juízo é feito AGORA pelo próprio homem, toda vez que acolhe ou recusa a proposta de salvação que Deus lhe faz...

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A Trindade Santa

Celebramos hoje a festa da Santíssima Trindade,  uma oportunidade para contemplar nosso Deus, e purificar o nosso coração das falsas idéias de Deus.

A 1ª Leitura mostra um Deus compassivo e misericordioso. (Ex 34,4b-6;8-9)

Deus se revela no "Monte" escondido na "Nuvem".
Deus é um Pai que cuida com ternura de seus filhos, entende seus erros e os ama em qualquer circunstância, também quando pecam...
- Moisés intercede pelo povo, que se afastara de Deus e da Aliança.
"Deus misericordioso e clemente, paciente e rico em bondade e fiel... Perdoa os nossos pecados... Caminha conosco...".  E Deus renova a Aliança com Israel.

O Antigo Testamento não tinha conhecimento do Mistério da Trindade.
O mais importante nessa etapa da revelação era a UNICIDADE e ESPIRITUALIDADE de Deus, assim como seus a tributos de ONIPOTÊNCIA e MISERICÓRDIA

 A 2a Leitura mostra um Deus próximo, "conosco".
Paulo saúda os primeiros cristãos com uma fórmula trinitária, que repetimos ainda hoje no início das Missas: "A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco".  (2Cor 13,11-13)

Essa saudação atribui a cada pessoa da Trindade um dom ou uma função, embora toda ação salvadora seja comum na Santíssima Trindade:
- O PAI é aquele que tomou a iniciativa de salvar os homens, destinando-os a uma felicidade eterna, na sua família;
- O FILHO é aquele que realizou essa obra de salvação, com a sua vinda ao mundo e a sua fidelidade até a morte;
- O ESPÍRITO, o Amor que une o Pai com o Filho, é aquele que foi infundido no coração de todos os cristãos no Batismo.

O Evangelho mostra um Deus que salva. (Jo 3,16-18)
Deus não é um ser solitário e mudo, fechado num eterno silêncio, mas por ser trino é amor e alteridade.

- "Deus amou de tal forma o mundo que lhe DEU O SEU FILHO unigênito..."
- "Deus não o enviou ao mundo para JULGAR, mas para SALVAR".
- "Quem não crê, JÁ ESTÁ CONDENADO".
    * Segundo João, o juízo será feito AGORA pelo próprio homem, toda vez que acolhe ou recusa a proposta de salvação que Deus lhe faz.

Por que Deus revelou esse Mistério?
Com certeza, não foi para criar um problema na sua compreensão.
Porque nos ama, ele revela os segredos íntimos da vida divina e nos INTRODUZ NA SUA FAMÍLIA.
- Em nós está o PAI, que nos chamou do nada, nos insuflou o sopro da vida, nos deu um nome, nos confiou uma missão.
- Em nós está o FILHO, que entregou sua vida por nós.
- Em nós está o Espírito Santo que nos ilumina e fortalece nos caminhos de Deus.
E toda essa maravilha veio até nós pelo BATISMO.

Ter esse tesouro precioso dentro de nós é uma dignidade, que deve provocar em nós três atitudes:
- ADORAÇÃO: Como não dar glória, bendizer e agradecer o hóspede divino, que faz de nossa alma um verdadeiro Santuário?
- AMOR: Deus, apesar de sua grandeza, fica conosco como um pai amoroso.  
  Como não corresponder a seu amor?
- IMITAÇÃO: O Amor nos levará à imitação da Santíssima Trindade, dentro do possível de nossa pequenez...

Por que essa Festa?
Não é tanto para desenvolver a doutrina da Trindade, mistério central de nossa fé e de nossa vida cristã, mas um momento para relembrar de onde viemos e a comunhão que devemos restaurar em nós, para sermos de fato a sua imagem e semelhança.

Somos chamados a ser reflexos da Santíssima Trindade, sinais de comunhão, de partilha e esperança, num mundo tão dividido, individualista e desesperançado.


                                           Pe. Antônio

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Homilia de D. Henrique Soares:

          Após termos celebrado o Natal do Senhor, quando contemplamos o amor do Pai, que enviou seu Filho ao mundo na potência do Espírito, que tornou fecundo o seio virginal de Maria Mãe de Deus; após a celebração do santo tempo pascal, quando fizemos memorial da paixão, morte, sepultura e ressurreição do Senhor, que por nós ofereceu-se ao Pai num Espírito eterno; após concluirmos a Santa Páscoa com a celebração do dom do Espírito em Pentecostes, neste Domingo a Igreja nos faz proclamar a glória da Trindade Santa, o Deus uno e trino que é amor e deu-se a nós e nos salvou por amor! Na Liturgia, no correr do ano, é o Mistério e a história do nosso Deus conosco que celebramos, contemplamos e experimentamos na nossa vida!
          Mas, o que nos revela essa história de Deus, do Pai que nos enviou o Filho na força do Espírito Santo? Revela-nos que o Deus uno e único, o Santo Deus de Israel é, ao mesmo tempo e de modo misterioso e impenetrável, uma eterna e perfeita Comunidade de amor! Ele é um só! Ele é comunidade de amor! Absolutamente Um e absolutamente comunidade! Eis o Mistério que nem no céu poderemos esquadrinhar! Não é a toa que, na primeira leitura de hoje o Senhor se revela se escondendo na noite e na nuvem: “Ainda era noite… e o Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés”. Eis! Nosso Deus se faz próximo, desce até nós por amor, mas não podemos compreendê-lo, domá-lo, domesticá-lo! Ele se revela como amor puro e generoso: seu nome é Amor e Misericórdia: “Senhor, Senhor! Deus misericordiosos e clemente, paciente, rico em bondade e fiel…”, mas para experimentá-lo, para caminhar com ele, e preciso a atitude de Moisés: “ele curvou-se até o chão, prostrado por terra… E disse: ‘Senhor, acolhe-nos como propriedade tua’”. Nosso Deus nos ama, nosso Deus faz-se próximo, mas jamais será nosso parceiro, nosso amiguinho, nosso coleguinha, que pode por nós ser subornado e com o qual podemos negociar! Não! Ele é Deus! O seu nome é Eternidade, o seu nome é Infinitude, o seu nome é Amor! Ele é Deus!
          E, no entanto, ele quis caminhar conosco, veio a nós e revelou-se no Mistério da sua intimidade. Que coisa: um Deus que nos procura e quer nos unir a ele. Como dizia Santa Teresa: “Juntais aquela que não é com a Plenitude acabada: sem acabar, acabais; sem ter que amar, amais, e engrandeceis nosso nada!” Ele, gratuitamente, deu-se a nós, para nos salvar, fazendo-nos viver com ele, participando da sua vida: por isso o Pai entregou ao mundo o seu Filho amado: para viver conosco, sonhar conosco, sofrer e morrer conosco e, assim, dá-nos sua vitória e seu céu: “Deus, o Pai, amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho unigênito, para que não morra quem nele crer, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o seu Filho para condenar o mundo, mas que o mundo seja salvo por ele”. No Filho único, Jesus, o Pai mostrou o seu rosto, o Pai mostrou sua bondade, o Pai mostrou o seu amo. Jesus mesmo disse: “Quem me vê, vê o Pai. Eu e o Pai somos uma só coisa! (Jo 14,9s). Mas, não bastava para Deus viver no nosso meio, entre nós! Ele quis viver em nós, dentro de nós, sendo mais íntimo de nós que nós mesmos! Por isso, o Filho Jesus, Deus entre nós, Deus conosco, após sua morte e ressurreição, deu-nos o seu Espírito Santo, que ele mesmo recebera do Pai: “Porque sois filhos, Deus, o Pai, enviou aos vossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abbá, Pai! (Gl 4,6). Deus foi grande para conosco! Foi bom demais! Não só nos revelou coisas, mas revelou-se a si mesmo. Ele, no mais íntimo de si, sem deixar de ser um só, é Pai, eterno Amante, é Filho, eterno Amado, é Espírito, eterno Amor! E não somente revelou-se a nós como é, mas deu-se a nós: o Pai, pelo Filho, no Espírito deu-nos a própria vida divina! Deus veio a nós, quis fazer história na nossa história, quis viver a nossa vida para nos elevar à vida dele, vida feliz, vida plena, vida eterna!
          É nessa fé que vivemos, é na vida desse Deus uno e trino que fomos batizados. Aquele amor eterno entre o Pai, o Filho e o Espírito, é o amor que nos invade e que devemos viver entre nós! A Trindade não é uma teoria para os doutores em teologia. Ela é uma realidade concreta que deve invadir a nossa vida e a vida da Igreja: “Amemo-nos uns aos outros, pois o amor é de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor!” (1Jo 4,7-8). Porque somos cristãos, nascidos nas águas batismais, em nome da Trindade, nossa vida deve ser vida e comunhão de amor: “a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!” Estas palavras de São Paulo revela o que nós somos, o que devemos ser, o que devemos testemunhar diante do mundo: uma comunidade que nasceu do amor, vive no ninho do Deus de amor e caminha para o Deus de amor. Por isso o Apóstolo recomenda-nos: “Alegrai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, saudai-vos com o ósculo santo!”
          Caríssimos, crer e experimentar que Deus é uno e trino é viver no amor que nos faz uma só coisa no Filho Jesus e nos conserva respeitosos das diferenças e diversidades entre nós. Uma comunidade que não seja unida e respeitosa das diferenças de dons, carismas, ministérios e sensibilidades, não é uma comunidade realmente nascida da Trindade, que vive o mistério da Trindade e caminha para a Trindade. Nunca esqueçamos: vimos do Pai pelo Filho no Espírito; caminhamos, peregrinos, para o Pai, pelo Filho no Espírito. A Trindade é nosso berço, nosso ninho e nosso destino. Contemplá-la e adorá-la é viver o amor. Como dizia Santo Agostinho: viste o amor, viste a Trindade. “Bendito seja Deus Pai, bendito seja o Filho unigênito, bendito seja o Espírito Santo! Deus foi misericordioso para conosco!” A ele, a glória pelos séculos. Amém.
D. Henrique Soares da Costa

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HOMILIA do Pe. Françoá Costa

O amor da Santíssima Trindade pelo mundo


O que você diria se alguém afirmasse que a Capela Sistina no Vaticano, pintada pelo grande Miguel Angelo, é uma obra indecente porque tem muita gente nua? Além do susto que levaríamos talvez a primeira observação que faríamos seria essa: “- indecente?! Você está louco?” No entanto, é preciso compreender. Há por aí uma espécie de puritanismo que desconsidera que esse mundo é obra da Santíssima Trindade – do Pai e do Filho e do Espírito Santo – e que, portanto, é bom. Como pode ser mal algo que saiu das mãos de Deus que é a bondade absoluta? Tudo o que é fruto da ação de Deus só pode ser bom. Não há alternativa!
Caso não seja suficiente a afirmação veterotestamentária sobre a bondade da criação (cfr. Gn 1, 10.12.18.21), prestemos atenção nessas palavras do Evangelho: “De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).
As conclusões implícitas nessas palavras são, entre outras, que o corpo humano é bom, que o sexo é bom, que todas as criaturas são boas. Ou seja, a cerveja e a pinga não são más. O cigarro não é do diabo. A televisão não é o olho de Satanás. As calças femininas não são o pecado encarnado. As pessoas enquanto tais não são más. No entanto, o mal se instalou no coração do ser humano por causa da malicia do pecado. Foi a partir desse momento quando, por exemplo, o sexo, que em si é bom, começou a ser utilizado fora das relações matrimoniais e fora das regras ínsitas na natureza humana. Particularmente, tudo o que se refere à questão sexual foi tomado muito em sério pelo inimigo da nossa salvação. É simples: o sexo deve ser expressão do amor entre um homem e uma mulher unidos em santo matrimônio. Há um interesse enorme para desvirtuar as relações sexuais, para colocar o corpo humano ao serviço do egoísmo e da depravação. Que absurdo quando se tolera o adultério como algo normal, a fornicação como algo normal ou  as relações homossexuais como algo também normal! Não é sinal de modernidade afirmar a baixeza, é simplesmente sinal de pouca vergonha e perversão. A Igreja tem toda a compreensão para com o pecador, mas nenhuma tolerância com o pecado. Jesus salva o pecador destruindo o pecado.
A criação da Trindade Santíssima não é algo pecaminoso. O que nos conduz ao mal é o coração depravado, não purificado, cheio daquilo que a Escritura chama “homem velho” (cfr. Ef 4,22).
Alguns autores chegaram até mesmo a pensar que o versículo “façamos o homem à nossa imagem e semelhança” do livro do Gênese (1,26) significa uma presença oculta da Trindade no Antigo Testamento.  Sem dúvida, a Trindade é eterna e estava presente na antiga aliança; no entanto, a revelação do mistério de que em Deus há Pai e Filho e Espírito Santo só acontece no Novo Testamento. Cristo nos revelou essa grande verdade principalmente ao dizer que Deus é o seu Pai e que, portanto, ele é o Filho de Deus.
O Pai e o Filho e o Espírito Santo sempre estiveram presente ao mundo. Por amor ao mundo, o Pai enviou o Filho para salvar-nos e é o Espírito Santo quem continua aplicando os méritos de Cristo aos homens para integrá-los ao Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja.
A Trindade ama o mundo e o cristão não pode não amá-lo. Não se pode ter uma visão pessimista das coisas que Deus criou. É preciso limpar os olhos e pedir ao Senhor que nos conceda a luz necessária para contemplar o mundo abençoado por Deus sobre o qual ainda paira o Espírito Criador. Falei que é preciso limpar os olhos, é isso mesmo! Frequentemente, vemos as coisas negativamente, de maneira pessimista, colocando a culpa em tantas coisas e em tantas pessoas porque o nosso olhar não é puro. O problema não está nas coisas, mas em nós, no nosso coração. Dá muito trabalho purificar o coração. É obra de Deus, mas cada um de nós pode colaborar com ele.
Pe. Françoá Costa

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HOMILIA DO Mons. José Maria Pereira

Santíssima Trindade

Depois de ter celebrado os mistérios da Salvação, desde o nascimento de Cristo (Natal) até a vinda do Espírito Santo (Pentecostes), a liturgia propõe-nos o mistério central de nossa fé: a Santíssima Trindade.
Toda a vida da Igreja está impregnada pelo Mistério da Santíssima Trindade. E quando falamos aqui de mistério, não pensemos no incompreensível, mais na realidade mais profunda que atinge o núcleo do nosso ser e do nosso agir.
Mas é Cristo quem nos revela a intimidade do mistério trinitário e o convite para que participemos dele. “Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt, 11, 27). Ele revelou-nos também a existência do Espírito Santo junto com o Pai e enviou-o à Igreja para que a santificasse até o fim dos tempos; e revelou-nos a perfeitíssima Unidade de vida entre as Pessoas divinas (Cf. Jo16, 12-15).
O mistério da Santíssima Trindade é o ponto de partida de toda a verdade revelada e a fonte de que procede a vida sobrenatural e para a qual nos encaminhamos: somos filhos do Pai, irmãos e co-herdeiros do Filho, santificados continuamente pelo Espírito Santo para nos assemelharmos cada vez mais a Cristo.
Por ser o mistério central da vida da Igreja, a Santíssima Trindade é continuamente invocada em toda a liturgia. Fomos batizados em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e em seu nome perdoam-se os pecados; ao começarmos e ao terminarmos muitas orações, dirigimo-nos ao Pai, por mediação de Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Muitas vezes ao longo do dia, nós, os cristãos repetimos: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Meditando sobre a Trindade dizia S. Jose Maria Escrivá: “Deus é o meu Pai! Se meditares nisto, não sairás dessa consoladora consideração.
Jesus é meu Amigo íntimo ! (outra descoberta), que me ama com toda a divina loucura do seu coração.
O Espírito Santo é meu Consolador!, que me guia nos passos de todo o meu caminho. Pensa bem, nisso. Tu és de Deus…, e Deus é teu” (Forja, nº2).
Desde que o homem é chamado a participar da própria vida divina pela graça recebida no Batismo, está destinado a participar cada vez mais dessa Vida. É um caminho que é preciso percorrer continuamente.
A Santíssima Trindade habita na nossa alma como num templo. E São Paulo faz-nos saber que o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Cf. Rm 5, 5). E aí, na intimidade da alma, temos de nos acostumar a relacionar-nos com Deus Pai, com Deus Filho e com Deus Espírito Santo. Dizia Santa Catarina de Sena: “Vós, Trindade eterna, sois mar profundo, no qual quanto mais penetro, mais descubro, e quanto mais descubro, mais vos procuro”.
Imensa é a alegria por termos a presença da Santíssima Trindade na nossa alma! Esta alegria é destinada a todo cristão, chamado à santidade no meio dos seus afazeres profissionais e que deseja amar a Deus com todo o seu ser; se bem que, como diz Santa Teresa, “há muitas almas que permanecem rodando o castelo (da alma), no lugar onde montam guarda as sentinelas , e nada se lhes dá de penetrar nele. Não sabem o que existe em tão preciosa mansão, nem quem mora dentro dela”. Nessa “preciosa mansão”, na alma que resplandece pela graça, está Deus conosco: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Desde pequenos, aprendemos de nossos pais a fazer o sinal da cruz e chamar a Deus: de Pai, Filho e Espírito Santo.
Assim com toda a naturalidade, estávamos invocando o mistério mais profundo de nossa fé e da vida cristã: Santíssima Trindade que hoje celebramos.
Só Cristo nos revelou claramente essa verdade: Fala constantemente do Pai: Quando Felipe diz: “Mostra-nos o Pai…”, Jesus responde: “Felipe… quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,8).
Jesus promete o Espírito Santo: “Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena Verdade”.
Quando se despede, no dia da Ascensão, afirma: “Ide… e batizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”
A contemplação e o louvor à Santíssima Trindade são a substância da nossa vida sobrenatural, e esse é também o nosso fim: porque no Céu, junto de Nossa Senhora – Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo: mais do que Ela, só Deus – , a nossa felicidade e o nosso júbilo serão um louvor eterno ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo
Mons. José Maria Pereira

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Louvor para a Celebração da Palavra (Diáconos ou ministros extraordinários da Palavra):







 LOUVOR (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR):                                                    Trindade Santa
- O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR NOSSO DEUS...
- POR JESUS, COM JESUS E EM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Bendito e louvado seja o nosso Deus.
- Nós Vos bendizemos, Deus Pai, porque Vos destes a conhecer a todas as gerações. Vos Manifestastes a Abraão, a Moisés, a Josué e a David. Bendito sejais porque encontramos graça diante de Vós. Deus terno e misericordioso, nós Vos suplicamos: purificai-nos do mal que subsiste no Vosso povo e o torna cúmplice das injustiças do nosso mundo.
 T: Bendito e louvado seja o nosso Deus.
- Deus de amor e de paz, nós Vos louvamos pela comunhão do Espírito Santo na qual nos uniste a Vós, pelo Vosso Filho Jesus. Nós Vos pedimos ainda: que a comunhão do Espírito Santo traga frutos às nossas comunidades e a cada um de nós. Que ela nos una no respeito por cada pessoa, na paz e na alegria.
T: Bendito e louvado seja o nosso Deus.
- Bendito sejais, nosso Pai, porque tanto nos amastes que nos destes o Vosso Filho único. Bendito sejais pela vida eterna que n’Ele nos concedeis. Bendito sejais, Pai, Vós que tanto desejais salvar o mundo. Nós Vos suplicamos: fazei crescer em nós a fé em Jesus Vosso Filho, que Ele nos liberte de todas as formas de morte e nos oriente para a vida em Vós.
T: Bendito e louvado seja o nosso Deus.

- PAI NOSSO... A PAZ DE CRISTO... EIS O CORDEIRO...

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Solenidade de Pentecostes ANO A 2017, Homilias, Subsídios homiléticos

Solenidade de Pentecostes  ANO A 2017

 

Introdução ao espírito da Celebração

Atenágoras afirmou que «sem o Espírito Santo, Deus fica longe; Cristo permanece no passado; o Evangelho é letra morta; a Igreja é uma simples organização; a autoridade é um poder; a missão é propaganda; o culto, uma velharia; e o agir moral, um agir de escravos».
Mas, «no Espírito, o cosmos é enobrecido pela geração do Reino; Cristo ressuscitado torna-Se presente; o Evangelho faz-se poder e vida; a Igreja realiza a comunhão trinitária; a autoridade transforma-se em serviço; a liturgia é memorial e antecipação; o agir humano é deificado».

SINOPSE:

TEMA: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio.”O Espírito dá vida, renova, transforma e faz nascer o Homem Novo.
Primeira leitura: É o Espírito que Cria nova comunidade, orienta e capacita para a missão.
Evangelho: A partir do dom do Espírito Santo, a comunidade a volta de Jesus ressuscitado passa a ser uma comunidade viva e nova, que supera as limitações e dá testemunho de Jesus.
Segunda leitura: Paulo diz que o Espírito Santo é a fonte viva da comunidade. É Ele que concede os dons e estes devem ser postos ao serviço de todos.

EVANGELHO (Jo 20, 19-23) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

MENSAGEM - Ao “anoitecer”, as “portas fechadas”, o “medo. É uma comunidade desorientada e insegura. Jesus aparece “no meio deles”. Jesus como ponto de referência à volta do qual a comunidade se constrói. Jesus deseja-lhes “a paz” (“shalom”). A serenidade, a tranquilidade e a confiança, que supera o medo: a partir de agora, nem o sofrimento, nem a morte poderão derrotar os discípulos, porque Jesus está “no meio deles”. Em seguida, Jesus “mostrou-lhes as mãos e o lado”. São os “sinais” que evocam o amor total expresso na cruz. É nesses “sinais” que os discípulos reconhecem Jesus. O gesto de Jesus de soprar sobre os discípulos reproduz o gesto de Deus ao comunicar a vida ao homem de argila. Com o “sopro” o homem tornou-se um “ser vivente”; com este “sopro”, Jesus transmite a vida nova e faz nascer o Homem Novo. Agora, os discípulos estão capacitados para fazerem da sua vida um dom de amor. Finalmente, Jesus explicita qual a missão dos discípulos: a eliminação do pecado. As palavras de Jesus Significam, que os discípulos são chamados a testemunhar essa vida que o Pai quer oferecer a todos. Quem aceitar essa proposta, será integrado na comunidade de Jesus; quem não a aceitar, continuará a percorrer caminhos de egoísmo e de morte (isto é, de pecado). A comunidade, animada pelo Espírito, será a mediadora desta oferta de salvação.

ATUALIZAÇÃO
- A comunidade cristã só existe, se está centrada em Jesus. É n’Ele que superamos os nossos medos, incertezas, para testemunharmos a vida nova do Homem Novo.
- As comunidades construídas à volta de Jesus são animadas pelo Espírito. O Espírito é esse sopro de vida que transforma o barro inerte numa imagem de Deus, que transforma o egoísmo em amor partilhado, que transforma o orgulho em serviço. É Ele que nos faz vencer os medos, readquirir a audácia profética, testemunhar o amor, sonhar com um mundo novo.

LEITURA I – Atos 2,1-11 Leitura dos Atos dos Apóstolos.
Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente,  veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava. Moravam em Jerusalém judeus devotos de todas as nações do mundo. Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. Cheios de espanto e admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? Nós que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua!”
AMBIENTE - É uma catequese, onde Lucas recorre às imagens, aos símbolos, à linguagem poética. O fundamental é apresentar a Igreja como a comunidade que nasce de Jesus, que é assistida pelo Espírito e que é chamada a testemunhar aos homens o projeto libertador do Pai.
MENSAGEM - Lucas coloca a experiência do Espírito no dia de Pentecostes, celebrada cinquenta dias após a Páscoa. Originariamente, era uma festa agrícola; mas, no séc. I, tornou-se a festa que celebrava a aliança no Sinai. Lucas sugere que o Espírito é a lei da nova aliança e que, por Ele, se constitui a nova comunidade do Povo de Deus. O Espírito é apresentado como “a força de Deus”, através de dois símbolos: o vento de tempestade e o fogo. O Espírito (força de Deus) é apresentado em forma de língua de fogo. A língua é também a maneira de comunicar, entre as pessoas, de criar comunidade. “Falar outras línguas” é criar relações, é superar o egoísmo, a divisão, o racismo, a marginalização… É o reverso de Babel: lá, o orgulho, a ambição conduziu ao desentendimento; aqui, regressa-se à unidade, ao diálogo, ao entendimento. Unidos pelo Espírito a comunidade atinge todo o mundo antigo, desde a Mesopotâmia, até Roma: a todos deve chegar a proposta de Jesus; amor e de partilha. Pelo Espírito se cria a nova humanidade, a anti-Babel; todos os povos escutarão a proposta de Jesus e integrarão a comunidade da salvação, onde se fala a mesma língua do amor. O Pentecostes anuncia a humanidade nova, a anti-Babel, nascida da ação do Espírito, onde todos serão como irmãos.
 “Começaram a falar outras línguas». Alguns dizem que o milagre estava nos ouvintes, que ouviam na própria língua das terras donde provinham: seria então um tipo de oração, de louvor: os ouvintes de boa fé receberam o dom de interpretar o que os Apóstolos diziam, os mal dispostos diziam que eles estavam ébrios. A pregação de Pedro aparece como posterior a este fenômeno.
ATUALIZAÇÃO - Uma comunidade reunida por causa de Jesus, pelo Espírito testemunha o projeto libertador de Jesus.      Uma comunidade universal que vive no amor e na partilha, apesar das diferenças culturais e étnicas.
- Antes, um grupo fechado, sem iniciativa nem coragem do testemunho; depois, comunidade unida, que se assume como comunidade de amor e de liberdade.
- Para ser cristão, ninguém deve ser espoliado da própria cultura; são convidados, com as suas diferenças, a acolher esse projeto de Deus, que faz os homens viver no amor.

SALMO RESPONSORIAL / Sl 103(104)
Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.
• Bendize, ó minha alma, ao Senhor! / Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! / Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras! / Encheu-se a terra com as vossas criaturas!
• Se tirais o seu respiro, elas perecem / e voltam para o pó de onde vieram. / Enviais o vosso espírito e renascem / e da terra toda a face renovais.
• Que a glória do Senhor perdure sempre, / e alegre-se o Senhor em suas obras! / Hoje seja-lhe agradável o meu canto, / pois o Senhor é a minha grande alegria!

LEITURA II – 1 Cor 12,3b-7.12-13 - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.
Irmãos, ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo. Há diversidade de dons, mas um
mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes atividades, mas
um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

AMBIENTE - A comunidade de Corinto não era exemplar no amor e na fraternidade. Os detentores de dons consideravam se os “iluminados”, assumiam autoritarismo e prepotência; por outro lado, os que não tinham estes dons eram desprezados. Paulo corrige, mostra a incoerência destes comportamentos, com o Evangelho.

MENSAGEM - os dons não garantem os privilégios. O verdadeiro “carisma” é o que confessa que “Jesus é o Senhor” e que é útil para o bem da comunidade. É preciso que tenham consciência de que, apesar da diversidade de dons, é o mesmo Espírito que atua em todos; é o mesmo Senhor Jesus que está presente em todos;, é o mesmo Deus que age em todos. O importante é que os dons do Espírito sejam usados para o bem da comunidade. Em todos circula a mesma vida, pois todos foram batizados num só Espírito. O Espírito que alimenta e que dá vida ao “corpo de Cristo”; e fomenta coesão, fraternidade e unidade na comunidade.

ATUALIZAÇÃO - É o mesmo Espírito que nos alimenta, embora desempenhemos funções diversas
- Os “dons” que recebemos não podem gerar conflitos; devem servir para o bem comum.
- O Espírito que alimenta, que dá vida, que distribui os dons conforme as necessidades; é Ele que conduz as comunidades pela história. Ele foi distribuído a todos os crentes e reside na totalidade da comunidade.
 Espírito Santo é Amor ardente, Luz de santidade, Virtude na vida e amparo na morte; é Aquele que enche de alegria os nossos corações, que lava as nossas manchas, que sara os enfermos e que é paz e conforto no pranto. E nós  o recebemos no dia do nosso Batismo, em especial no dia em que fomos Crismados. Por isso diz S. Paulo que o nosso corpo é templo do Espírito Santo; é Ele que nos anima e fortalece a nossa fé.
Nele, tudo tem valor, até a mais simples das criaturas… Sem ele, nada podemos nós: “Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele!” Por isso Jesus disse: “Sem mim, nada podeis fazer (Jo 15,5)”, porque sem o seu Espírito Santo que nos sustenta e age no mais íntimo de nós, tudo quanto fizéssemos não teria valor para o Reino dos Céus. Jesus é a videira, nós, os ramos, o Espírito é a seiva que, vinda do tronco, nos faz frutificar… Ele é a nova Lei – não aquela inscrita sobre tábuas de pedra, mas inscrita no nosso coração (cf. Ez 11,19; Jr 31,31-34), pois “o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito que nos foi dado” (Rm 5,5).

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Domingo de Pentecostes = (Terminada a oração depois da comunhão e os avisos, antes da benção final, o Presidente da Celebração se dirige para junto do Círio:)

RITO PARA APAGAR O CÍRIO PASCAL
Diácono
ou o Presidente da Celebração
- Irmãos e irmãs, na noite da Vigília Pascal, aclamamos Cristo nossa Luz e acendemos o Círio Pascal. A luz do Círio nos acompanhou nestes cinquenta dias do Tempo Pascal. Hoje, dia de Pentecostes, ao concluir o Tempo da Páscoa, o Círio será apagado. Este sinal nos é tirado para que, educados na escola pascal do mestre Ressuscitado, nos tornemos a “luz de Cristo” que se irradia, como uma coluna luminosa que passa no mundo, para iluminar os irmãos e irmãs e guiá-los no êxodo definitivo rumo ao céu.

O presidente se inclina para o Círio, este então é apagado.

Pres. – Oremos: Dignai-vos, ó Cristo, acender nossas lâmpadas da fé; que em vosso templo elas refuljam constantemente, alimentadas por vós, que sois a luz eterna; sejam iluminados os ângulos escuros do nosso espírito e sejam expulsas para longe de nós as trevas do mundo. Vós, que viveis e reinais para sempre.
Todos: Amém, aleluia!


Segue-se a Bênção final, própria para o dia. Por fim, para a retirada do Círio, forma-se uma procissão, semelhante ao início da Celebração, conduzindo, agora, o Círio Pascal apagado, passando pela nave central da Igreja.   (O Círio será aceso nas celebrações do batismo)

(Ver no final outro rito mais solene, se o desejar)

·                   Bênção Final (própria de Pentecostes)
              Ver o Missal romano, p. 524.

* Deus, o Pai das luzes, que (hoje) iluminou os corações dos discípulos, derramando sobre eles o Espírito Santo, vos conceda a alegria de sua bênção e a plenitude dos dons do mesmo Espírito.  AMÉM!
* Aquele fogo, descido de modo admirável sobre os discípulos, purifique os vossos corações de todo mal e vos transfigure em sua luz.  AMÉM!
* Aquele que na proclamação de uma só fé reuniu todas as línguas vos faça perseverar na mesma fé, passando da esperança à realidade.  AMÉM!
Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.  AMÉM!

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"Vem Espírito Santo"

Celebramos hoje a festa de PENTECOSTES.
Recordamos o "Dom" do Espírito Santo e o final do tempo pascal.

PENTECOSTES era uma festa judaica muito antiga, celebrada 50 dias após a Páscoa. 
Inicialmente, era uma festa agrícola em agradecimento a Deus pelas colheitas.
Depois o povo começou a celebrar nela a ALIANÇA, o dom da LEI no Sinai e a constituição do Povo de Deus, fato acontecido 50 dias depois da saída do Egito... acompanhado de trovões, relâmpagos, trombetas, vento forte...

A 1ª Leitura e o Evangelho descrevem o PENTECOSTES CRISTÃO.     
  
O Espírito presente no início da vinda pública de Jesus, está presente também no início da atividade missionária da Igreja.
As narrativas são diferentes e até divergentes, mas se completam:

+ São Lucas faz coincidir o Pentecostes cristão com o Pentecostes judaico...     para mostrar que o ESPÍRITO é a LEI da NOVA ALIANÇA    e que, por ele, se constitui um NOVO POVO DE DEUS. Por isso, relata o FATO entre raios e trovões, inspirando-se na narrativa da entrega da Lei no Sinai. (At 2,1-11)

- Os apóstolos estão reunidos... trancados numa casa...
  O fogo do Espírito se reparte em forma de línguas sobre cada um deles.
  Eles saem do cenáculo e, em praça pública começam a falar do Cristo ressuscitado, com grande entusiasmo e sabedoria.
  É a primeira e grande manifestação missionária da Igreja.
  E seus missionários são os doze apóstolos.

- E o povo espantado se questiona: "Como os escutamos na nossa língua?"
  O texto nos faz lembrar a Torre de Babel (Gn 11):
   - Lá ninguém se entende mais... Aqui acontece o contrário: Por obra do Espírito Santo, todos falam uma língua que todos compreendem e que une a todos: a linguagem do amor.

- A intenção de Lucas é apresentar a Igreja como a Comunidade que nasce de Jesus, que é animada pelo Espírito e que é chamada a testemunhar aos homens o projeto libertador do Pai.

+ São João colocou o Dom do Espírito Santo no dia da Páscoa. (Jo 20,19-23)
Os Sinais ("anoitecer", "portas fechadas", "medo") revelam a situação de uma Comunidade desamparada, desorientada e insegura.
Jesus aparece "no meio deles" e lhes deseja a "PAZ".
Confia a Missão: "Como o Pai me enviou, eu VOS ENVIO".
"Soprou" sobre eles e falou: "Recebei o ESPÍRITO SANTO". 
- Nessa perspectiva, Páscoa e Pentecostes são partes do mesmo acontecimento.
* A preocupação dos evangelistas não foi escrever uma crônica histórica, mas uma catequese sobre o Mistério Pascal e a Igreja
   Afirmam a mesma coisa, expressando-se numa linguagem diferente.

- Para LUCAS: A Igreja é uma Comunidade que nasce de Jesus, é animada pelo Espírito e é chamada a testemunhar aos homens o projeto do Pai.
O Espírito é a LEI NOVA que orienta a caminhada dos crentes.
Ele criou uma nova comunidade, capaz de ultrapassar as diferenças e unir todos os povos numa mesma comunidade de amor.

- Para JOÃO, a Igreja é uma Comunidade construída ao redor de Jesus e animada pelo Espírito, que a torna viva e "recriada".
O Espírito é esse "sopro" de vida que a faz vencer o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desse amor, que Jesus viveu até às ultimas conseqüências.

- Para PAULO, a Igreja é o "Corpo Místico de Cristo". (1Cor 12, 3b-712-13)

Apesar da diversidade dos membros e das funções, o Corpo é um só.
Mas é o mesmo ESPÍRITO que alimenta e dá vida a esse corpo.

O Pentecostes continua: Diante desse fato grandioso, talvez invejamos a sorte dos apóstolos e esquecemos que o Pentecostes continua em nossa vida e na vida da Igreja...

- Em NOSSA VIDA houve um Pentecostes: A CRISMA, quando recebemos a plenitude do Espírito Santo para cumprir nossa missão...

- Na VIDA DA IGREJA, que nasceu no Pentecostes e continua a ser recriada pelo Espírito. O Espírito Santo é a alma da Igreja.

+ O cristão é um enviado: "Como o Pai me enviou, eu também vos envio".

- Para promover a PAZ.
  É um dom precioso e ausente muitas vezes no mundo.
  Cristo e seu Espírito são fontes de paz para que o mundo creia.

- Para experimentar o PERDÃO e a MISERICÓRDIA (dado e recebido).
  O perdão e a misericórdia são as atitudes da Igreja diante do mundo.

- Para construir a COMUNIDADE.
  O Espírito de Deus foi derramado em cada um para conseguir a unidade de todos no amor.

O Pentecostes, para nós, é a plenitude da Páscoa.
É o nascimento da Igreja com a missão de dar continuidade à obra de Cristo através dos tempos, em meio à diversidade dos povos.

No dia de Pentecostes, as pessoas falavam a mesma linguagem: o Amor.
O amor deve continuar sendo a linguagem dos cristãos do mundo inteiro. Através do amor, o sopro do Espírito Santo continuará presente.

                                                            Pe. Antônio

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Homilia do PE. PEDRINHO

Meus irmãos e minhas irmãs, há cinquenta dias atrás, celebrávamos a Páscoa da ressureição do Senhor Hoje, Pentecostes. A Igreja celebra os frutos desta Páscoa. Jesus, na época em que esteve aqui, andado como ser humano, disse: (Eu sou o Pão da vida) se o grão de trigo não cai na terra e morre, ele não dá frutos. Ora, Pentecostes era uma festa que já os judeus celebravam. Ela significa a festa da última colheita. Eles vão colhendo os frutos e vão de fato celebrando, mais uma grande festa. Era uma festa, por assim dizer, uma festa social, como temos hoje a festa do vinho, festa da batata, festa da cebola. Então, era a festa do lavrador. Aquele que plantou, ficou feliz e por isso então, comemora com a sua família e com aqueles que trabalharam para aquele resultado. Então, Pentecostes é de fato, os frutos da ressurreição do Senhor. E o que é que surgiu como fruto da morte e ressurreição do Senhor? A Igreja. Agora, quando eu falo Igreja, eu gosto de insistir nisso, porque nem sempre as pessoas tem clareza, eu não me refiro ao papa, ao bispo, ao padre, não! A igreja somos nós, aqueles que por conta da fé em Jesus Cristo, foram se congregando, se reunindo, para celebrar. Celebrar o que? Celebrar a morte e a ressurreição do Senhor. Então, é sempre no primeiro dia da semana, que eles se reuniam, à noite. Para que? Reunidos ao redor da mesa, relembrar tudo aquilo que Jesus ensinou e fez e para cumprir a ordem que Jesus deixou: “fazei isto em minha memória”. É isto que nós celebramos há dois mil anos. É evidente, que a partir desta igreja que surge, que brota, ela deve manter o testemunho de Jesus Cristo. Como fazer isto? Eles estavam todos com medo, porque, a final de contas, tinham matado o líder maior. Se fizeram isto com o nosso Senhor, imaginem o que farão conosco. Então, eles se reuniam a portas fechadas. Mas, é aqui que entra a nossa compreensão na fé. Mas, é por aí, que eles se deram conta que não teriam um futuro muito promissor. Porque se é para celebrar a memória do Senhor, é também para que outros compreendam o gesto realizado por Jesus. É assim que eles resolvem vencer o medo e a partir daí, anunciar para todos os povos quem é Jesus Cristo. Ora, é vidente, que esta iniciativa não parte somente dos discípulos. É claro que a colaboração deles é importante. Mas, é uma iniciativa que nós professamos, vinda de Deus. O mesmo Deus que tomou a iniciativa de apresentar Jesus para o mundo, agora, toma a iniciativa de apresentar a Igreja para o mundo. Claro que isto custou vidas. Mas, se o grão de trigo não cai na terra e não morre, não dá frutos. Por isso, a Igreja celebra de cor vermelha, lembrando a todos os mártires que banharam suas vestes no sangue do Cordeiro e com o dom da vida acabaram convencendo  a muitos, que valia a pena seguir Jesus Cristo. Então, nós temos na primeira leitura esta reflexão, colocada de maneira solene, aonde, toda a humanidade compreende o gesto de Jesus, nestes povos anunciados. Temos no Evangelho o ponto central, o fruto da morte e ressurreição de Jesus e o que nos é pedido como fruto principal; o perdão. Todas as outras religiões não pregam o perdão. Eu não estou exagerando. O único que tem como DNA, identidade, está ali, na célula menorzinha de todas, a única que tem como DNA o perdão, são os cristãos. Os cristãos são chamados a viver o perdão. As outras religiões, não! O judaísmo prega a lei de Talião; olho por olho e dente por dente. (Islamismo) Os mulçumanos a mesma coisa. O hinduísmo é a mesma realidade. São as grandes religiões. Você pode pegar a umbanda, que se você não segue o está mandado, vem o castigo! Todas as religiões pregam que se você realizar alguma coisa de mal, você deve pagar por isso. O cristão aprendeu de Jesus “perdoai, eles não sabem o que fazem”. Esta atitude de Jesus na cruz é que convenceu o centurião, que Ele era o filho de Deus. É a mesma atitude que vai convencer Saulo, de que Estevão é sinal de Deus. É a mesma atitude que leva as pessoas, até hoje, quando a pessoa diz: “eu perdoo fulano”. Muitas vezes na televisão acontece isso e as pessoas ficam inconformadas: “como é possível perdoar tal atitude”? Eu sou cristão, eu perdoo. Aqui, vem o grande problema; o que é perdoar? As pessoas confundem perdoar com esquecer. Só se esquece algo positivo ou negativo quem não tem memória. Se eu não estou retendo algo na memória é porque algo não vai bem comigo, porque Deus nos fez com memória para eu guardar a lembrança aquilo que aconteceu. Perdoar não é esquecer, não! Perdoar é possibilitar que a pessoa recomece um caminho. Ela reconhece que errou, pediu perdão, e a gente permite que ela possa recomeçar a caminhada. É evidente, que na medida que a pessoa vai mostrando que de fato ela mudou a sua atitude, mudou a sua maneira de agir, nós vamos conhecendo uma nova pessoa. É evidente que de maneira automática, você acaba esquecendo o que aconteceu. Não porque você aperta um botão e aquilo apaga da memória, mas é porque você não reconhece mais aquela pessoa que prejudicou, você está vendo uma pessoa nova. Então, é evidente que se alguém comete alguém erro, precisa ser ajudado, precisa ser cobrado. Perdoar não quer dizer; matou, deixa ele solto. Não! Não é isso! Então, como fazer ele mudar de vida? Perdoar não é dizer: “Bom, meu marido me bateu hoje, deixa, tadinho. Amanhã... não, é preciso mudar a atitude. Por isso, o perdão tem duas mãos. Eu que me disponho a perdoar e o outro que se propõe a melhorar. Caso contrário, nem Deus pode perdoar. Por que? Porque temos que respeitar a liberdade da pessoa. Se você não pedir perdão a Deus, Ele não te perdoa. Não porque ele não tenha poder, mas porque Ele nos respeita. Assim também nós. Agora, não é tão fácil dar esta chance a cada dia para o outro, porque muitas vezes nós também dizemos: uma nova chance, uma nova chance, estou cansado de dar oportunidade. Então, o que é que Jesus faz? Ele sopra sobre os discípulos e este sopro torna se sinal de vida nova. Aos olhos humanos é impossível o perdão. Só e a partir e na força do Espírito Santo é que eu me dou conta que eu posso perdoar alguém. Porque o sopro que Jesus realiza hoje sobre os discípulos, nos lembra o homem novo, a mulher nova, nos lembra Gênesis, onde Deus soprou nas narinas de Adão, e ele se tornou ser vivente. Agora, Jesus sopra novamente, para que possamos ser pessoas novas. Não a partir dos critérios de Adão, não a partir dos critérios de Caim e Abel, não a partir da torre de Babel e tantos outros exemplos na Bíblia, de pessoas que não foram capazes de viver na maneira de Deus, mas a partir de Jesus Cristo.
Portanto, meus irmãos e minhas irmãs, aquele que consegue perdoar, ele se torna um sinal de Deus. Porque, você já imaginou se Deus deixasse de nos perdoar, se não nos desse mais uma chance? Com certeza, muitos estariam perdidos.
Para concluir: Este perdão não acontece sozinho. Sempre reunidos, aqueles a quem perdoar os pecados, eles serão perdoados. Então, é preciso cada vez mais nos unirmos, enquanto comunidade, viver esta unidade do corpo de Deus. Cristo é a Cabeça e nós somos o corpo. Cada um colocando a disposição os dons que Deus  lhe deu. A Eucaristia também nos ajuda a nos tornar um único corpo, a dar um único testemunho. Pedir a Deus que nos dê força e coragem é fundamental, mas hoje, de maneira especial, agradecer a Deus que nos manda o seu Espírito e podemos celebrar o Reino já neste mundo.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO.


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Homilia de D. Henrique Soares
“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava”. Que Espírito é este, que encheu hoje os Apóstolos e a inteira Igreja de Cristo?
Ele é o Espírito do Ressuscitado, soprado pelo Cristo Senhor: “Jesus disse: ‘Como o Pai me enviou (no Espírito Santo), eu também vos envio (neste mesmo Espírito)!’ Depois soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo!’”
Nele, tudo fora criado desde o princípio: “O Espírito do Senhor encheu o universo; ele mantém unidas todas as coisas e conhece todas as línguas” (Sb 1,7). Somente no Santo Espírito podemos compreender que toda a criação e toda a história são penetradas pela vida de Deus que nos vem pelo Cristo; somente no Santo Espírito podemos perceber a unidade e bondade radicais da criação que nos cerca, mesmo com tantas trevas e contradições. É o Santo Espírito, doce Consolador, que nos livra do desespero e da falta de sentido!
Nele tudo se mantém, tudo tem consistência, tudo é precioso: “Encheu-se a terra com as vossas criaturas: se tirais o seu respiro, elas perecem e voltam para o pó de onde vieram. Enviais o vosso Espírito e renascem e da terra toda a face renovais”. É por sua ação constante que tudo existe e persiste no ser. Sem ele, tudo voltaria ao nada e nada teria consistência real. Nele, tudo tem valor, até a mais simples das criaturas…
Sem ele, nada, absolutamente, podemos nós: “Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele!” Por isso Jesus disse: “Sem mim, nada podeis fazer (Jo 15,5)”, porque sem o seu Espírito Santo que nos sustenta e age no mais íntimo de nós, tudo quanto fizéssemos não teria valor para o Reino dos Céus. Jesus é a videira, nós, os ramos, o Espírito é a seiva que, vinda do tronco, nos faz frutificar…
Ele é a nova Lei – não aquela inscrita sobre tábuas de pedra, mas inscrita no nosso coração (cf. Ez 11,19; Jr 31,31-34), pois “o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito que nos foi dado” (Rm 5,5). A lei de Moisés, em tábuas de pedra, fora dada no Sinai em meio a relâmpagos, trovões, fogo, vento e terremotos (cf. Ex 19); agora, a Nova Lei, o Santo Espírito nos vem em línguas de fogo e vento barulhento e impetuoso, para marcar o início da Nova Aliança, do Amor derramado no íntimo de nós!
Ele tudo perdoa e renova e, Cristo, pois é Espírito para a remissão dos pecados: “A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados!” É, pois, no Espírito que a Santa Igreja anuncia a paz do Evangelho do perdão de Deus para a humanidade em Cristo Jesus!
Ele nos une no Corpo de Cristo, que é a Igreja, pois “fomos batizados num único Espírito para formarmos um só corpo…” – Neste Corpo, ele nos enche de dons, carismas e ministérios, pois “a cada um é dada a manifestação do Espírito para o bem comum”. É no Espírito que a Igreja é uma na diversidade de tantos dons e carismas; uma nas diferenças de seus membros…
Ele faz a Igreja falar todas as línguas, fá-la abrir-se ao mundo, procurar o mundo com “santa inquietude”, não para render-se ao mundo ou imitá-lo ou perder-se nele, mas para “anunciar as maravilhas de Deus” em Cristo Jesus, chamando o mundo à conversão e à vida nova em Cristo!
Enfim, Ele torna Jesus sempre presente no nosso coração e no coração da Igreja e no testemunha incessantemente, sempre e em tudo que Jesus é o Senhor, pois “ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo!” – para a glória de Deus Pai. Amém.
D. HENRIQUE SOARES
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HOMILIA DO Pe. Françoá Costa

A surpresa: fruto da ação do Espírito

E se alguém lhe dissesse que você está errado há muitos séculos? No mínimo seria um exagero. Foi exatamente isso que um professor de moral costumava dizer aos seus alunos: “estamos equivocados há muitos séculos porque pensamos que a moral é fazer umas quantas coisas boas”. Eu imagino o olhar expectante dos alunos rumo ao professor experimentado, mas que talvez deixassem notar através das próprias feições alguma censura ao velho professor. Nesse momento, o catedrático continuava: “Não! A moral cristã não é de obrigação, mas uma moral de surpresa, moral de salvação”.
Moral de surpresa?! Eu estou de acordo. Efetivamente, Deus nos surpreende constantemente. A graça, a salvação, a ação do Espírito Santo nas pessoas é uma surpresa maravilhosa. Mas, será que dessa maneira não estaríamos suprimindo a colaboração humana na própria salvação? É muito conhecida aquela frase de S. Agostinho: “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti”. E é verdade! No entanto, não deixa de causar surpresa que nós possamos fazer obras que mereçam a salvação eterna. Essa afirmação já deixou a mais de uma pessoa deslumbrada, até mesmo escandalizada. Martinho Lutero aceitava que toda a obra da salvação é de Deus, mas se esquecia de que Deus, pela sua infinita bondade e generosidade, capacita o próprio ser humano para poder realizar ações meritórias.
Vejamos esse assunto com mais calma. Santo Irineu afirmou que Deus, no principio, plantou a vinha do gênero humano; muito amou a humanidade e se propôs estender sobre ela o seu Espírito e conferir-lhe a adoção filial. E esse plano de Deus cumpriu-se! Desta maneira, o Pai olha as obras daqueles que são os seus filhos por graça aceitando-as prévio auxilio de seu próprio poder, de Deus.
Uma ideia comum que aparece nos Santos Padres é a seguinte: assim como existe um único Deus, existe também uma única humanidade e uma única fraternidade humana. Assim como Deus é três Pessoas distintas, de maneira semelhante há variedade no gênero humano: as muitas pessoas humanas. Essa variedade não se opõe à unidade da humanidade. No entanto, esse projeto de unidade foi despedaçado pelo pecado logo nos inícios. Logicamente, assim como não se perdeu totalmente imagem de Deus com o pecado original, tampouco a unidade fundada nessa imagem. Não obstante, as relações do homem com Deus e do homem com os demais se viram mudadas a pior como fruto podre da desagregação que o homem experimentou dentro de si mesmo. O homem, segundo os Padres da Igreja, foi disperso em vários pedacinhos. A salvação de Cristo, nesse contexto, seria uma restauração, um recolher o homem disperso. Cristo é o homem singular, mas também é o homem universal, ou seja, leva em si toda a humanidade.
O ser humano, quando se encontrava disperso, e quando se encontra em pecado mortal, logicamente, não pode realizar obras meritórias. Mas quando se encontra em graça, restaurado pelo amor de Deus, as suas obras luzem diante do Senhor que as vê com agrado.
A solenidade de Pentecostes é a festa da unidade porque a obra da reunificação foi levada a cabo pelo Pai em Cristo na unidade do Espírito Santo. Assim como o Espírito Santo, na intimidade da Trindade, é o “lugar” de encontro do Pai e do Filho, o Espírito Santo é quem nos une a Cristo. A salvação consiste, segundo S. Agostinho, em ser unidos ao Corpo de Cristo (cfr. In Ioann tract. 52, n.6; PL 35,1771) pela ação do Espírito Santo através da Palavra e dos Sacramentos.
Sendo a salvação uma ação do Pai e do Filho e do Espírito Santo, é também uma realidade que não se dá se nós não a queremos. E para colaborar eficazmente na nossa própria salvação, e na dos demais, o melhor que podemos fazer é ser dóceis à ação do Espírito Santo nas nossas almas. Se perguntarmos qual é a atitude do cristão para com o Espírito Santo, a resposta deveria resumir-se nessa palavrinha: “docilidade”. Deixar Deus agir e surpreender-nos, deixar que ele organize a nossa vida, dê os critérios da nossa maneira de pensar e de querer. Não nos arrependeremos! O cristão tem somente duas opções: ou ser um homem espiritual ou ser um homem carnal, ou ser uma pessoa penetrada pela ação do Espírito Santo que tudo unifica ou ser uma pessoa dispersa pela carne e pelos diversos apetites desse mundo, ou ser filho de Deus na casa do Pai alimentando-se com os manjares da mesa da Palavra e do Corpo e Sangue do Senhor ou ser filho pródigo e contentar-se com o alimento dos porcos. Nós escolhemos! Mas é Deus quem nos salva!
Pe. Françoá Costa
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Para a Celebração da Palavra: (Diáconos ou Ministros extraordinários da Palavra)

SOLEN. PENTECOSTES:LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
- O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR...
- COM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Pai, que o Espírito Santo nos transforme e nos santifique!
- Deus criador, nós vos bendizemos pelos dons do  Espírito Santo, que concedeis à vossa Igreja e a cada um de nós. Pai, que possamos compreender as pessoas que conosco vivem e possamos conviver em tranquilidade com todos.
T: Pai, que o Espírito Santo nos transforme e nos santifique!
- Pai santo, nós vos damos graças porque pelo batismo nos dais o Espírito Santo para ser a nossa força, nossa luz e nossa esperança na construção de vosso Reino. Que nossa fé seja ardente e nosso exemplo seja sinal de vosso amor entre todos. 
T: Pai, que o Espírito Santo nos transforme e nos santifique!
- Nós vos bendizemos pelo Espírito Santo que nos defende do mal e nos impulsiona para vós. Pai, renovai a vossa igreja e fazei-nos mais vigorosos na transformação de uma sociedade mais humana e fraterna. 
T: Pai, que o Espírito Santo nos transforme e nos santifique!
- Renovai a vinda do Espírito Santo na Igreja para a salvação do mundo! Que Ele abra o nosso coração para o amor e a fraternidade. Que Ele nos faça mais fraternos e leais a vossa vontade, pois em Vós está a nossa esperança e a nossa salvação.
T: Pai, que o Espírito Santo nos transforme e nos santifique!
- Pai nosso...
- Paz=Assim como os apóstolos foram transformados pela força do Espírito Santo, que nós também sejamos transformados em missionários corajosos anunciando ao mundo mais paz, amor e solidariedade. Saudai-vos com a Paz de Cristo!
- Eis o Cordeiro de Deus...
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Rito para apagar do Círio Pascal

(Domingo de Pentecostes)
Terminada a oração depois da comunhão  o Sacerdote se dirige  junto ao círio ainda aceso e faz uma breve introdução à liturgia da luz: 
Irmãos e irmãs, na noite na qual se  deu vida ao alegre tempo Pascal, o “dia de cinqüenta dias”, no momento de acender o Círio, nós aclamamos a Cristo nossa Luz. E a luz do Círio pascal nos acompanhou nestes cinqüenta dias e contribuiu não pouco a nos fazer recordar a grande realidade do Mistério pascal. 
Hoje, no dia de Pentecostes, ao fechar-se o Tempo da Páscoa, o Círio é apagado, este sinal nos é tirado, também porque, educados  na escola pascal do mestre Ressuscitado e cheios do fogo dos dons do Espírito Santo, agora, devemos ser nós, “Luz de Cristo” que se irradia, como uma coluna luminosa que passa no mundo, em meio aos irmãos, para guia-los no êxodo em direção ao céu, à “terra prometida” definitiva.
Veremos agora, no desenrolar do ano litúrgico, resplender a luz do Círio Pascal, sobretudo em dois momentos importantes do caminhar da Igreja: Na primeira Páscoa que viveram os  seus filhos com a recepção do Batismo, e por ocasião da última Páscoa, quando, com a morte, ingressarão na verdadeira vida.  
O cantor dirige-se ao ambão, e de lá canta as invocações a Cristo. 
Cantor: 
Cristo, Luz do mundo! 
Todos:
Demos graças a Deus! 
Sacerdote: 
Cantando, em reto tom estas e as demais invocações. 
Ó Sol da justiça, raio bendito, primeira fonte de luz, o ardentemente desejado, acima de tudo e de todos; poderoso, inescrutável e inefável; alegria do bem, visão da esperança satisfeita, louvado e celeste, Cristo criador, Rei da glória, certeza da vida/, preenche os vazios da nossa voz com a Tua Palavra onipotente, oferecendo-a como súplica agradável ao teu Pai altíssimo/. 
Cantor: 
Cristo, Luz do mundo! 
Todos: 
Demos graças a Deus! 
Sacerdote: 
Esplendor da glória do Pai, que difunde a claridade da verdadeira luz, raio da luz, fonte de todo esplendor/. Tu, dia que ilumina o dia, Tu verdadeiro sol, penetra com a tua luz constante e infunde nos nossos sentidos a chama do teu Espírito/.  
Cantor: 
Cristo, Luz do mundo! 
Todos: 
Demos graças a Deus! 
Sacerdote: 
Sois a lâmpada da casa paterna que ilumina com luz ardente/. Sois o sol da justiça, o dia que jamais escurece, a luminosa estrela da manhã/.  
Cantor:
Cristo, Luz do mundo! 
Todos: 
Demos graças a Deus! 
Sacerdote: 
Sois do mundo o verdadeiro doador da Luz, mais luminoso que o sol pleno, todo luz e dia/, ilumina os profundos sentimentos do nosso coração/. 
Cantor: 
Cristo, Luz do mundo! 
Todos: 
Demos graças a Deus! 
Sacerdote: 
Ó Luz dos meus olhos, doce Senhor, defesa dos meus dias, ilumina Senhor o meu caminho, pois sois a esperança na longa noite/. Ó chama viva da minha vida, ó Deus, minha luz/. 
Cantor:
Cristo, Luz do mundo! 
Todos: 
Demos graças a Deus! 
Coral: Hino Pascal “Cristo Ressuscitou” 
Terminado o Hino Pascal, o Sacerdote faz a inclinação ao Círio Pascal,  e o apaga. Depois, voltado para o povo, canta a oração. 
Digna-Te, ó Cristo, nosso dulcíssimo Salvador, de acender as nossas lâmpadas da fé; que em Teu templo elas refuljam constantemente, alimentadas por Ti, que sois a luz eterna; sejam iluminados os ângulos escuros do nosso espírito e sejam expulsas para longe de nós as trevas do mundo/.
Faz que vejamos, contemplemos, desejemos somente a Ti, que só a Ti amemos, sempre no fervente aguardo de Ti, Que vives e reinas pelos séculos dos séculos/. 
E toda a assembleia aclama, cantando:
Amém! Amém! Amém!