quinta-feira, 10 de maio de 2018

7º Domingo da Páscoa Ascensão do Senhor ano 2018, Homilias, subsídios homiléticos


7º Domingo da Páscoa Ascensão do Senhor - Ano B 2018 (adaptado pelo Diácono Ismael)

SINOPSE:
No Evangelho, Jesus aparece aos discípulos e envia-os em missão, como testemunhas do projeto de salvação de Deus.
Na primeira leitura: Jesus entrou na vida definitiva – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu. Os discípulos não podem ficar a olhar para o céu; mas devem continuar o projeto de Jesus.
A segunda leitura: Os discípulos devem caminhar como irmãos ao encontro dessa “esperança”– membros do mesmo “corpo” onde Cristo é a “cabeça”.

EVANGELHO (Mc 16,15-20) Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado, será salvo. Quem não crer, será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.

AMBIENTE -  O quadro apresenta os discípulos  reagindo de uma forma muito negativa ao fato de Jesus já não estar com eles. Na manhã da ressurreição, eles estavam “em luto e em pranto” (Mc 16,10); depois, receberam o testemunho das mulheres que encontraram Jesus ressuscitado, com incredulidade e com um coração obstinado (cf. Mc 16,14). Num caso e noutro, negam-se a ir em frente e a continuar a aventura que começaram com Jesus. Têm medo de arriscar e preferem ficar a “lamber as feridas”. O encontro com Jesus ressuscitado vai obrigá-los a assumir os seus compromissos como membros da comunidade do Reino.

MENSAGEM - Jesus parte ao encontro do Pai; os discípulos partem ao encontro do mundo, a fim de concretizar a missão que Jesus lhes confiou. A missão dos discípulos destina-se a “todo o mundo”. Depois, Jesus define o conteúdo do anúncio: o “Evangelho”. O que é o “Evangelho”? A palavra “Evangelho” designa o anúncio de que o “Reino de Deus” chegou à vida de todos, trazendo-lhes a paz, a libertação, a felicidade.
Deus veio ao encontro dos homens, manifestou-lhes o seu amor, inseriu-os na sua família, convidou-os a integrar a comunidade do Reino, ofereceu-lhes a vida definitiva. O anúncio do “Evangelho” obriga os homens a uma opção; Quem aderir à proposta que Jesus chegará à vida plena e definitiva; mas quem recusar essa proposta, ficará à margem da salvação. A proposta de salvação que Deus apresenta destina-se a transformar o coração do homem, eliminando o egoísmo e a maldade. O “Evangelho” vai propor uma nova relação do homem com todas as outras criaturas – não pelo egoísmo e pela exploração, mas pelo respeito e pelo amor. Dessa forma, nascerá uma nova humanidade e uma nova natureza. A presença da salvação de Deus no mundo tornar-se-á uma realidade através dos gestos dos discípulos de Jesus. Comprometidos com Jesus, os discípulos vencerão a injustiça e a opressão (“expulsarão os demônios”), serão arautos da paz (“falarão novas línguas”), levarão a esperança e a vida nova a todos os que sofrem e que são prisioneiros da doença e do sofrimento (“os doentes ficarão curados”); e, em todos os momentos, Jesus estará com eles.
A elevação de Jesus ao céu (ascensão) é uma forma de sugerir que, após o cumprimento da sua missão no meio dos homens, Jesus foi ao encontro do Pai e reentrou na comunhão do Pai. Jesus, vivo e ressuscitado, está com eles, coopera com eles e manifesta-Se ao mundo nas palavras e nos gestos dos discípulos. A festa da Ascensão de Jesus é, sobretudo, o momento em que os discípulos tomam consciência da sua missão e do seu papel no mundo.

ATUALIZAÇÃO **- Jesus deixou aos seus discípulos a missão de anunciar o “Reino” ao mundo inteiro e transformá-lo. 
*- O confronto com o mundo gera muitas vezes desilusão, sofrimento, frustração… Nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo em que acreditamos.
**-. Celebrar a ascensão de Jesus significa tomar consciência da missão confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do "Reino" na vida dos homens.

PRIMEIRA LEITURA (At 1,1-11) Leitura dos Atos dos Apóstolos.
No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, até ao dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. Foi a eles que Jesus se mostrou vivo depois da sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do Reino de Deus. Durante uma refeição, deu lhes esta ordem: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: ‘João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias’”. Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel?” Jesus respondeu: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”. Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo. Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus, que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”.

AMBIENTE - Estamos na década de 80. Há uma certa desilusão e as comunidades instalam-se na mediocridade; falta o entusiasmo… O quadro geral é o de um certo sentimento de frustração, porque o mundo continua igual e a esperada intervenção vitoriosa de Deus continua adiada. O catequista Lucas avisa que o projeto de salvação e de libertação que Jesus veio apresentar passou para as mãos da Igreja, animada pelo Espírito. A construção do “Reino” é uma tarefa que exige o empenho contínuo de todos os crentes.
MENSAGEM - O número quarenta é, certamente, um número simbólico: é o número que define o tempo necessário para que um discípulo possa aprender e repetir as lições do mestre. As palavras de despedida de Jesus (vers. 4-8) sublinham dois aspectos: a vinda do Espírito e o testemunho que os discípulos vão ser chamados a dar “até aos confins do mundo”: o Espírito irá derramar-se sobre a comunidade crente e dará a força para testemunhar Jesus em todo o mundo. O autor quer mostrar que o testemunho e a pregação da Igreja estão entroncados no próprio Jesus e são impulsionados pelo Espírito.
O último tema é o da ascensão (vers. 9-11). Não estamos a falar de uma pessoa que, literalmente, decola da terra e começa a elevar-se; estamos a falar de um sentido teológico (não é o “repórter”, mas sim o “teólogo” a falar): a ascensão é uma forma de expressar simbolicamente que a exaltação de Jesus é total e atinge dimensões supra-terrenas; é a forma literária de descrever o culminar de uma vida vivida para Deus, que agora reentra na glória da comunhão com o Pai.
Temos, depois, a nuvem (vers. 9b) que subtrai Jesus aos olhos dos discípulos. Pairando a meio caminho entre o céu e a terra, a nuvem é, no Antigo Testamento, um símbolo privilegiado para exprimir a presença do Criador. Ao mesmo tempo, esconde e manifesta: sugere o mistério do Deus escondido e presente, cujo rosto o Povo não pode ver, mas cuja presença podem sentir. Céu e terra, presença e ausência, luz e sombra, divino e humano, são dimensões aqui sugeridas a propósito de Cristo ressuscitado, elevado à glória do Pai, mas que continua a caminhar com os discípulos.
Temos ainda os discípulos a olhar para o céu (vers. 10a). Significa a expectativa dessa comunidade que espera ansiosamente a segunda vinda de Cristo, a fim de levar ao seu termo o projeto de libertação do homem e do mundo.
Temos, finalmente, os dois homens vestidos de branco (vers. 10b). O branco sugere o mundo de Deus, o que indica que o seu testemunho vem de Deus. Eles convidam os discípulos a continuar no mundo, animados pelo Espírito, a obra libertadora de Jesus; agora, é a comunidade dos discípulos que tem de continuar, na história, a obra de Jesus.
O sentido fundamental da ascensão não é que fiquemos a admirar a elevação de Jesus; mas é convidar-nos a seguir o “caminho” de Jesus, olhando para o futuro e entregando-nos à realização do seu projeto de salvação no meio do mundo.

ATUALIZAÇÃO **-  A ascensão de Jesus garante-nos, antes de mais, que uma vida vivida na fidelidade aos projetos do Pai é uma vida destinada à glorificação, à comunhão definitiva com Deus. Quem percorre o mesmo “caminho” de Jesus subirá como Ele à vida plena.

SEGUNDA LEITURA (Ef 4,1-13) Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.
Irmãos, eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. Cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude.
AMBIENTE - A Carta É considerada uma “carta de cativeiro”, escrita por Paulo da prisão (em Roma entre 61/63).
Paulo dá pistas aos cristãos acerca da forma como eles devem viver os seus compromissos com Cristo.
MENSAGEM - O nosso texto começa com uma referência ao fato de Paulo estar preso  por causa de Jesus e do Evangelho: são as palavras de alguém que leva tão a sério a proposta de Jesus, que é capaz de sofrer e de arriscar a vida por ela.
A vida nova exige que os crentes vivam unidos em Cristo. Antes de mais, Paulo refere a humildade, pois só ela permite superar o egoísmo, o orgulho, a autossuficiência que afastam os irmãos e que erguem barreiras de separação; depois, Paulo refere a mansidão, irmã da humildade,; Paulo refere também a paciência, que permite ser tolerante e compreensivo para com as falhas dos irmãos e que permite entender e aceitar as diferentes maneiras de ser e de agir… Em resumo, trata-se de fazer com que a caridade presida às relações que estabelecemos uns com os outros; o amor deve ser sempre o suporte das nossas relações humanas. A unidade é um dom de Deus; mas a sua efetivação depende do esforço de cada irmão: “há um só Corpo e um só Espírito, como existe uma só esperança” na vida a que todos os crentes foram chamados; “há um só Senhor, uma só fé, um só Batismo; há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, atua em todos e em todos se encontra”. A Trindade é a fonte última e o modelo da unidade que os cristãos devem viver, na sua experiência de caminhada comunitária.
ATUALIZAÇÃO- • A Igreja é um “corpo” – o “Corpo de Cristo”. Naturalmente, todos eles dependem de Cristo (a “cabeça” desse “corpo”) e recebem d’Ele a mesma vida. Formam, portanto, uma unidade… Têm o mesmo Pai (Deus), têm um projeto comum (o projeto de Jesus), têm o mesmo objetivo (fazer parte da família de Deus e encontrar a vida em plenitude), caminham na mesma direção animados pelo mesmo Espírito, têm a mesma missão (dar testemunho no mundo do projeto de amor que Deus tem para os homens). Neste esquema, não fazem sentido as divisões, os ciúmes, as rivalidades, as invejas, os ódios, as divergências que tantas vezes dividem os irmãos da mesma comunidade. Quando os irmãos não se esforçam por caminhar unidos, provavelmente ainda não descobriram os fundamentos da sua fé.
• Para que a unidade seja possível, Paulo recomenda a humildade, a mansidão e a paciência. São atitudes que não se coadunam com esquemas de egoísmo, de orgulho, de autossuficiência, de preconceito em relação aos irmãos.
• A Igreja é uma unidade; mas é também uma comunidade de pessoas muito diferentes, em termos de raça, de cultura, de língua, de condição social ou econômica, de maneiras de ser... As diferenças legítimas nunca devem ser vistas como algo negativo, mas como uma riqueza para a vida da comunidade; não devem levar ao conflito e à divisão, mas a uma unidade cada vez mais estreita, construída no respeito e na tolerância. A diversidade é um valor, que não pode nem deve anular a unidade e o amor dos irmãos.

Ou esta:
 LEITURA II - Ef 1,17-23 
Irmãos: O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de luz para O conhecerdes plenamente e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes. Assim o mostra a eficácia da poderosa força que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus, acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há-de vir. Tudo submeteu aos seus pés e pô-lO acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.

AMBIENTE - Estamos por volta dos anos 58/60. Alguns vêem nesta carta uma espécie de síntese da teologia paulina, numa altura em que a missão do apóstolo está praticamente terminada no oriente.
Em concreto, o texto que nos é proposto aparece na primeira parte da carta e faz parte de uma ação de graças, na qual Paulo agradece a Deus pela fé dos efésios e pela caridade que eles manifestam para com todos os irmãos na fé.

MENSAGEM - Paulo une uma fervorosa oração a Deus, para que os destinatários da carta conheçam “a esperança a que foram chamados” (vers. 18). A prova de que o Pai tem poder para realizar essa “esperança” (isto é, conferir aos crentes a vida eterna como herança) é o que Ele fez com Jesus Cristo: ressuscitou-O e sentou-O à sua direita (vers. 20), exaltou-O e deu-Lhe a soberania sobre todos os poderes angélicos (Paulo está preocupado com a perigosa tendência de alguns cristãos em dar uma importância exagerada aos anjos, colocando-os até acima de Cristo – cf. Col 1,6). Essa soberania estende-se, inclusive, à Igreja – o “corpo” do qual Cristo é a “cabeça”. O mais significativo deste texto é, precisamente, este último desenvolvimento. A ideia de que a comunidade cristã é um “corpo” – o “corpo de Cristo” – formado por muitos membros, já havia aparecido nas “grandes cartas”, acentuando-se, sobretudo, a relação dos vários membros do “corpo” entre si (cf. 1 Cor 6,12-20; 10,16-17; 12,12-27; Rom 12,3-8); mas, nas “cartas do cativeiro”, Paulo retoma a noção de “corpo de Cristo” para refletir sobre a relação que existe entre a comunidade e Cristo. Neste texto, em concreto, há dois conceitos muito significativos para definir o quadro da relação entre Cristo e a Igreja: o de “cabeça” e o de “plenitude” (em grego, “pleroma”).
Dizer que Cristo é a “cabeça” da Igreja significa, antes de mais, que os dois formam uma comunidade indissolúvel e que há entre os dois uma comunhão total de vida e de destino; significa também que Cristo é o centro à volta do qual o “corpo” se articula, a partir do qual e em direção ao qual o “corpo” cresce, se orienta e constrói, a origem e o fim desse “corpo”; significa ainda que a Igreja/corpo está submetida à obediência a Cristo/cabeça: só de Cristo a Igreja depende e só a Ele deve obediência. Dizer que a Igreja é a “plenitude” (“pleroma”) de Cristo significa dizer que nela reside a “plenitude”, a “totalidade” de Cristo. Ela é o receptáculo, a habitação, onde Cristo Se torna presente no mundo; é através desse “corpo” onde reside, que Cristo continua todos os dias a realizar o seu projeto de salvação em favor dos homens. Presente nesse “corpo”, Cristo enche o mundo e atrai a Si o universo inteiro, até que o próprio Cristo “seja tudo em todos” (vers. 23).

ATUALIZAÇÃO
**-  Na nossa peregrinação pelo mundo, convém termos sempre presente “a esperança a que fomos chamados”. A ressurreição/ascensão/glorificação de Jesus é a garantia da nossa própria ressurreição/glorificação. Formamos com Ele um “corpo” destinado à vida plena. Esta perspectiva tem de dar-nos a força de enfrentar a história e de avançar – apesar das dificuldades – nesse “caminho” do amor e da entrega total que Cristo percorreu.
**-  Dizer que fazemos parte do “corpo de Cristo” significa que devemos viver numa comunhão total com Ele e que nessa comunhão recebemos, a cada instante, a vida que nos alimenta. Significa também viver em comunhão, em solidariedade total com todos os nossos irmãos, membros do mesmo “corpo”, alimentados pela mesma vida.
Pe. Joaquim - Pe. Barbosa - Pe. Carvalho 


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"Ide e Evangelizai"

Celebramos hoje a festa da ASCENSÃO do Senhor.

Na 1a Leitura, temos o Início dos Atos dos Apóstolos. (At 1,1-11)

Esse livro pretende mostrar, que os ensinamentos e ações de Jesus continuam nos ensinamentos e nas ações da Comunidade cristã…

- 40 dias: É um número simbólico,  É o tempo necessário para aprender e repetir as lições do mestre.

- MISSÃO:  "Sereis minhas testemunhas até os confins da terra..."

- "Elevou-se… e uma nuvem o encobriu...":
   Exprime o Mistério de Deus presente e escondido aos olhos do povo.
- ANJOS: convidam os discípulos não ficar de braços cruzados, olhando para o céu, mas descer seguir o caminho de Jesus.


Lucas, com a Ascensão, termina o seu Evangelho e inicia os Atos dos Apóstolos. 
A Ascensão não é uma despedida, mas uma nova presença do Mestre, que se manifesta mediante sinais da missão evangelizadora dos discípulos.
O Projeto de salvação e de libertação de Jesus passou para as mãos da Igreja, animada pelo Espírito.

Na 2ª Leitura, Paulo vê na Ascensão a glorificação de Cristo e o anúncio do retorno de toda a humanidade a Deus. (Ef 1,17-23)

O Evangelho apresenta a Missão dos discípulos no mundo, após a partida de Jesus ao encontro do Pai. (Mc 16, 15-20). O texto é um acréscimo posterior ao evangelho de Marcos.
Narra TRÊS CENAS:

1) Jesus ressuscitado define a MISSÃO dos Discípulos.

- O Conteúdo do anúncio: "Pregai o Evangelho a toda a criatura".

* A Palavra EVANGELHO
- Na boca de Jesus, designa o anúncio do Reino   que suscita a fé e o acolhimento da salvação.
- Para as comunidades cristãs, é o anúncio de um ACONTECIMENTO:
Em Jesus Cristo, Deus veio ao encontro dos homens, manifestou o seu amor, inseriu-os na sua família.
-  Quem aderir à proposta de Jesus chegará à vida plena e definitiva.
- A obra missionária será acompanhada de Sinais, que atestarão autenticidade e continuidade da ação libertadora do Mestre.
  E enumera sinais da presença do Mestre:   Expulsarão demônios, falarão novas línguas,
  resistirão ao veneno das serpentes, curarão doentes impondo as mãos.

2) Jesus PARTE ao encontro do PAI.
    Jesus sobe ao céu e senta-se à direita de Deus: Mostra a soberania de Jesus, como Senhor da História e do Universo...     Não é o afastamento de Cristo, mas uma nova presença no mundo.

3) Os discípulos PARTEM ao encontro do MUNDO  na ação missionária e não estão sozinhos...
    O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais".

+ A Ascensão de Jesus nos faz lembrar:

- A nossa ascensão: "Ele subiu não para se afastar da nossa humanidade,mas para nos dar a esperança de que um dia... iremos ao seu encontro, onde ele nos precedeu..." (Prefácio)
- A Igreja é uma "Comunidade Missionária", cuja missão é testemunhar no mundo a proposta de salvação e de libertação,   que Jesus veio trazer aos homens.

                                  Pe. Antônio Geraldo

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HOMIIA DO PE. PEDRINHO:

Hoje celebramos a Ascenção do Senhor, Jesus que sobe aos céus de corpo e alma e senta-se à direita do Pai. O Círio, que representa o Cristo ressuscitado, agora é apagado, significando que Ele foi para junto de Deus Pai. Isto não significa distanciar-se de nós, mas levar até Deus Pai a humanidade toda. Jesus continua presente de maneira bastante especial e muitas vezes nós não conseguimos compreender bem. Ele permanece presente no mundo através de nós. Ele é a cabeça e nós formamos o Corpo Místico de Jesus. Portanto, se você quer ver o Cristo ressuscitado, basta olhar para o lado. É evidente que isto exige fé, porque exatamente se eu olho de lado eu vejo alguém, que na minha opinião, está longe de ser a imagem de Jesus Cristo. Entretanto, este é o grande desafio; nos tornarmos imagem, conforme, do mesmo jeito de Jesus e a ajudar que outros também passem a integrar este corpo. Isto quem nos ajuda a entender e a integrar é a Eucaristia. A própria palavra diz: Comunhão, todos juntos, todos numa mão única, em união. A Eucaristia nos ajuda para que pareçamos cada vez mais com Jesus. Quando Jesus vai para junto de Deus Pai, Ele, então, nos revela que também a carne ressuscita. Não é somente a alma que tem vida eterna, mas queremos que também a carne tenha vida eterna. Quando eu comungo Jesus, não é Ele que passa a fazer parte do meu corpo, mas é eu que integro o corpo místico de Cristo. Portanto, Ele que é eternidade, também nos garante vida eterna. Jesus, indo para o Pai, deixa uma última instrução para cada um de nós: ide, e pregai o Evangelho para todos os povos. Não é atoa então, que neste domingo, a Igreja celebra o dia mundial das comunicações sociais, onde o Santo Padre nos propõe como tema; silêncio e palavra na Evangelização. Ele diz: como é que eu posso Evangelizar? No silêncio. Como posso me comunicar? No silêncio. Mas que tipo de silêncio? No silêncio para ouvir o que Deus tem para nos dizer. Então, se colocar no silêncio para ouvir a Palavra de Deus. E depois: como cumprir o mandato de Jesus, “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho”?  É através da comunicação social: através do rádio, através da televisão, do jornal, internet, face book, youtube, aí por diante.  Cada vez mais, a pastoral da comunicação está se colocando como a grande possibilidade de levarmos a frente a Evangelização. O Santo Padre pede para que rezemos pela pastoral da comunicação, exatamente porque não tem sido fácil. Se olharmos para o Brasil, aqueles que procuram trazer, desculpe o pleonasmo, a verdade verdadeira, porque muitas vezes apresentam algo como verdade e não o é, aqueles que procuram trazer a verdadeira verdade, pagam com a própria vida. Volta e meia ouvimos falar de jornalistas que morrem e assim por diante. Por outro lado, temos uma grande deficiência no Brasil; não existe jornalista especializado na Igreja. Você tem especialista em economia, futebol, medicina, mas quando se trata de igreja, eles pedem para qualquer principiante, que não consegue ainda entender a grandeza que é a Igreja. hoje, pelo menos no A B C, temos um padre se especializando em Roma, para tratar a comunicação social como uma ferramenta da Evangelização. Isto nos traz esperança, porque a final de contas, na medida que você tem alguém especializado, fica mais fácil transmitir e passar uma mensagem religiosa. Pode ver, que até a rede globo, que é tida como a melhor emissora, ela não distingue, não sabe o que é uma missa, um terço, uma exéquia, não sabe o que é santo, não sabe o que é Eucaristia, e assim por diante e nos  apresenta tudo como sendo uma grande verdade, a partir do enfoque dela e, muitas vezes, confunde as pessoas. Mesmo aqueles que se colocam nos canais chamados de evangelização, muitas vezes apresenta a liturgia totalmente errada, as pessoas fazendo as coisas como lhe vem na cabeça, e cria-se, assim, uma série de dificuldades exatamente para a própria Igreja, porque eles é que acabam passando para nós algo como se fosse verdadeiro e na realidade não é. Então, nós temos muito a percorrer ainda. É evidente, que esta geração que está chegando hoje, que terá nas mãos todas estas ferramentas. Muitas paróquias já fazem um serviço bom na pastoral de comunicação. É interessante observar, que o mandato de Jesus pode ser realizado fazendo um bom trabalho. Basta ter vontade. É isto que o dia mundial das comunicações nos pede: que tenhamos boa vontade, que a missão será realizada.
Uma última palavrinha que é importante: Jesus diz: “se fizer isto em meu nome, poderá pegar serpente venenosa, escorpião, nada vai te atingir”. Por que? Porque quando nos propomos a anunciar o Evangelho, Deus nos ajuda e acabamos vencendo todas as dificuldades. Inclusive aquelas que parecem impossíveis de serem superadas. Que Deus nos ajude, já que Jesus está sentado à direita do Pai, conduzir toda a humanidade para junto do Pai. Que possamos fazer na terra um verdadeiro reino, que já existe no céu.
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO.

4,43
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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA: (Diáconos ou Ministros da Palavra).

LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR).
T: ó Deus de bondade, bendito seja o vosso amor por nós.
à Senhor, nós Vos agradecemos por nos terdes enviado vosso Filho para nos dar a graça da Vida eterna.
T: ó Deus de bondade, bendito seja o vosso amor por nós.
àSenhor, Vos louvamos quando elevastes Jesus para junto de Vós, abrindo-nos o caminho para que também possamos ressuscitar e ir para junto de Vós.
T: ó Deus de bondade, bendito seja o vosso amor por nós.
à Senhor, nosso Deus, Enviai-nos o Espírito Santo para que sejamos iluminados pela Vossa luz e possamos continuar a construção de Vosso Reino, levando o Evangelho a todos nossos irmãos e irmãs.
T: ó Deus de bondade, bendito seja o vosso amor por nós.
à Senhor, dai-nos  força para que saiamos de nosso egoísmo e saibamos espelhar o vosso amor no mundo.
T: ó Deus de bondade, bendito seja o vosso amor por nós.
à Senhor, obrigado por nos dar a esperança de uma vida plena e eterna junto a Vós... Pai, vinde sempre em nosso auxílio, pois somos fracos e muitas vezes caímos. Vós sois a nossa força e nosso amparo.
T: ó Deus de bondade, bendito seja o vosso amor por nós.
- - Pai nosso...  A Paz de Cristo...   Cordeiro de Deus...




quinta-feira, 3 de maio de 2018

6º DOMINGO DA PÁSCOA ano B, Homilias, Subsídios homiléticos


6º DOMINGO DA PÁSCOA ano B -  (Adaptado pelo Diácono Ismael)

SINOPSE:

Tema: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.”
No Evangelho, Jesus nos chama de amigos, pois nos revelou o amor de Deus. Como amigos, nos pede que testemunhemos o amor do Pai. Através desse testemunho, nasce o Homem Novo.
A primeira leitura: A salvação se destina a todos. Para Deus, o que é decisivo é a disponibilidade para acolher a oferta que Ele faz.
A segunda leitura nos diz que Deus é amor e ser “Filho de Deus” e “conhecer a Deus é deixar-se contagiar com este amor; amor a Deus e amor aos irmãos.

EVANGELHO (Jo 15,9-17)  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardo os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. Este é o meu mandamento: amai vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

AMBIENTE
- A festa da Páscoa está muito próxima e as autoridades tinham decidido eliminar Jesus. A morte é o cenário imediato. Os discípulos estão apreensivos e com medo. É neste contexto que podemos situar a última ceia de Jesus com os discípulos.

MENSAGEM - Nesta despedida de Jesus aos discípulos, João propõe-nos uma catequese onde são apresentadas as principais coordenadas desse “caminho” que os discípulos devem percorrer, após a partida de Jesus deste mundo. João refere-se, de forma especial, à relação de Jesus com os discípulos e à missão que os discípulos serão chamados a desempenhar no mundo.
1. A relação do Pai com Jesus é o modelo da relação de Jesus com os discípulos. O Pai amou Jesus e demonstrou-Lhe sempre o seu amor; e Jesus correspondeu ao amor do Pai, cumprindo os seus mandamentos… Da mesma forma, Jesus amou os discípulos e demonstrou-lhes sempre o seu amor; e os discípulos devem corresponder ao amor de Jesus, cumprindo os seus mandamentos.
2. Jesus cumpriu os “mandamentos” do Pai e apresentou aos homens uma proposta de salvação… Libertou os homens da opressão da Lei, lutou contra as estruturas que escravizavam os homens e os mantinham prisioneiros das trevas; ensinou os homens a viver no amor. Da ação de Jesus nasceu o Homem Novo, livre do egoísmo e do pecado, capaz de estabelecer novas relações com os outros homens e com Deus.
3. Agora os discípulos devem cumprir os “mandamentos” de Jesus como Jesus cumpriu os “mandamentos” do Pai.
4. A proposta de salvação da qual nascerá o Homem Novo resume-se no amor (“é este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei”. Deus faz-Se presente no mundo e age para libertar os homens através desse amor desinteressado, gratuito, total, que tem a marca de Jesus e que os discípulos são chamados a testemunhar.
5. Esta comunidade de homens novos, que ama sem medida, é a comunidade dos “amigos” de Jesus. Têm todos a mesma missão (testemunhar, através do amor, a salvação de Deus) e são todos responsáveis para que a missão se concretize. Jesus revela Deus aos “amigos”, não através de enunciados sobre o ser de Deus, mas mostrando, com a sua pessoa e a sua atividade, que o Pai é amor sem limites e trabalha em favor do homem.
6. Jesus não quer constituir uma comunidade fechada, isolada, voltada para si própria, mas uma comunidade que vá ao encontro do mundo, que continue a sua obra, que testemunhe o amor, que leve a todos os homens o projeto libertador e salvador de Deus. Quanto mais forte for a intensidade do vínculo que une os discípulos a Jesus, mais frutos nascerão da ação dos discípulos. Nessa ação, os discípulos não estarão sozinhos. O amor do Pai e a união com Jesus sustentarão os discípulos.
7. O amor partilhado é a condição para estar vinculado a Jesus e para dar fruto.

ATUALIZAÇÃO • As palavras de Jesus aos discípulos deixam claro que Jesus estará sempre com eles.
• Fazer parte da comunidade dos “amigos” de Jesus não é ficar “a olhar para o céu”, contemplando e admirando Jesus; mas é colaborar na missão que o Pai Lhe confiou e que consiste em testemunhar no mundo o projeto salvador de Deus para os homens. Compete a nós, os “amigos” de Jesus, eliminar o sofrimento, o egoísmo, a miséria, a injustiça, tudo o que oprime e escraviza os irmãos; compete-nos sermos arautos da justiça, da paz, da reconciliação, do amor.
• Os cristãos são aqueles que testemunham diante do mundo, com palavras e com gestos, que o mundo novo que Deus quer oferecer aos homens, se constrói através do amor.

PRIMEIRA LEITURA (At 10,25-26.34-35.44-48) Leitura dos Atos dos Apóstolos.
Quando Pedro estava para entrar em casa, Cornélio saiu lhe ao encontro, caiu a seus pés e se prostrou. Mas Pedro levantou-o, dizendo: “Levanta-te. Eu também sou apenas um homem”. Então, Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença.” Pedro estava ainda falando, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a palavra. Os fiéis de origem judaica, que tinham vindo com Pedro, ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo fosse derramado também sobre os pagãos. Pois eles os ouviam falar e louvar a grandeza de Deus em línguas estranhas. Então Pedro falou: “Podemos, por acaso, negar a água do batismo a estas pessoas que receberam, como nós, o Espírito Santo?” E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Eles pediram, então, que Pedro ficasse alguns dias com eles.

AMBIENTE -
O tema central desta seção é a chegada do cristianismo aos pagãos.  No centro está Cornélio, um centurião romano, que era “piedoso e temente a Deus”. Como resultado desse anúncio, dá-se a conversão de Cornélio e de toda a sua família. 

MENSAGEM - Pedro anuncia Jesus, a sua morte, a sua ressurreição e a dimensão salvífica da ação de Jesus. É este o anúncio que Jesus encarregou os primeiros discípulos de testemunharem ao mundo inteiro.  Pedro reconhece que “Deus não faz acepção de pessoas; em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável”. Portanto, o anúncio sobre Jesus deve chegar a todos os cantos da terra.

ATUALIZAÇÃO - • A salvação é um dom destinado a todos. Ela só não chega àqueles que se fecham no orgulho e na autossuficiência, recusando os dons de Deus.
• O Deus que derrama sobre todos a sua salvação convida-nos a não discriminar “bons” e “maus”, “santos” e “pecadores”; temos de acolher e amar a todos, independentemente da raça, cor da sua pele, da sua origem, da preparação cultural, do seu lugar na escala social.
• Aqueles a quem foi confiada a responsabilidade de presidir, de coordenar, devem sentir-se “instrumentos de Deus. A sua missão é testemunhar Jesus e não procurar privilégios.

SALMO RESPONSORIAL / Sl 97 (98)
O Senhor fez conhecer a salvação e revelou sua justiça às nações.
• Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! / Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória.
• O Senhor fez conhecer a salvação, / e às nações, sua justiça; / recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel.
• Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. / Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai!

SEGUNDA LEITURA (1Jo 4,7-10) Leitura da Primeira Carta de São João.
Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor. Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.

AMBIENTE
- Carta às certas seitas heréticas. Uma dessas questões é a questão do amor ao próximo. Os pré-gnósticos achavam que se podia descobrir “a luz” e estar próximo de Deus, mesmo odiando o próximo. A essência de Deus é amor; ninguém pode dizer que está em comunhão com Ele se não se deixou contagiar pelo amor.

MENSAGEM - A prova  de que Deus é amor é o fato de Ele ter enviado o seu único Filho ao encontro dos homens, para os libertar do egoísmo, do sofrimento e da morte. Mais ainda: esse amor derrama-se sobre o homem mesmo quando ele segue caminhos errados e recusa Deus e as suas propostas. O amor de Deus é um amor incondicional, gratuito, desinteressado, que não exige nada em troca. Ora, se Deus é amor, o amor deve ser uma realidade sempre presente na vida dos “filhos de Deus. Quem “conhece” Deus tem de manifestar em gestos concretos essa vida de amor que lhe enche o coração. Ser “filho de Deus” e viver em comunhão com Deus exige que o amor transpareça nos gestos de todos os dias e nas relações que estabelecemos uns com os outros.

ATUALIZAÇÃO • “Deus é amor”. O autor da Primeira Carta “viu” o que aconteceu com Jesus e como Jesus mostrou, em gestos concretos, esse incrível amor de Deus pela humanidade.

• “Nascer de Deus” é receber vida de Deus e deixar que a vida de Deus circule em nós e se transforme em gestos. Não somos “filhos de Deus” porque um dia fomos batizados, mas somos “filhos de Deus” porque um dia optamos por Deus, porque continuamos dia a dia a acolher essa vida que Ele nos oferece e porque damos testemunho desse Deus que é amor através dos nossos gestos.

• Um crente não pode passar a vida a olhar para o céu, ignorando as dores, as necessidades e as lutas dos irmãos que caminham pela vida ao seu lado…

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"Amai-vos como eu vos amei"

A liturgia nos convida a contemplar o amor de Deus, manifestado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus.

Na 1ª Leitura (At 10,25-26.34-35.44-48)

* A salvação oferecida por Deus através de Jesus e levada ao mundo pelos discípulos, se destina a todos os homens, que tem um coração aberto às propostas de Deus..

Na 2ª leitura, João afirma que "Deus é amor". (1 Jo 4,7-10)

* - O amor que se revela na doação de Cristo por nós e
   - o amor que devemos praticar para com os "filhos de Deus".
      Se Deus é amor, o amor deve estar presente na vida dos "filhos de Deus".

No Evangelho, Jesus mostra a missão dos discípulos: Testemunhar o amor de Deus aos homens. (Jo 15,9-17)

O texto faz parte do Discurso da Despedida na última ceia.
São as últimas recomendações aos seus "amigos", antes de partir.

A relação do Pai com Jesus é modelo da relação de Jesus com os discípulos.
O Pai amou Jesus e demonstrou-lhe sempre o seu amor; e Jesus correspondeu ao amor do Pai, cumprindo os seus mandamentos…
Da mesma forma, Jesus demonstrou sempre o seu amor aos discípulos; e eles devem corresponder ao amor de Jesus, cumprindo os seus mandamentos.

- O mandamento do amor é a raiz de toda vida cristã.

+ Os discípulos são "amigos" de Jesus. "Já não vos chamo servos, mas amigos..."

Amigo é muito mais de que um servo, um colaborador, é um confidente, com o qual existe uma comunhão de vida, de planos e ideais...

+ A Iniciativa é de Jesus:"Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi".
  
* O Amor partiu dele, não de nós.
Desse amor, nasce a vitalidade da sua Missão.
Baseada nisso, a resposta dos discípulos se torna fecunda em frutos duradouros. Conseqüentemente, a oração deles ao Pai também será ouvida, porque feita em nome de Cristo.

+ A Igreja é a "comunidade de amigos", que acolhem o convite de Jesus e colaboram na missão
de testemunhar ao mundo o Amor do Pai, com alegria e entusiasmo.
O melhor testemunho da Boa nova é nossa comunhão (comum união).

+ Os "amigos de Jesus" devem amar COMO ele amou.
A prova concreta que amamos é a observância dos Mandamentos:
"Quem me ama, guarda os meus mandamentos: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei".
  - Amar como ele, é amar também os "amigos" de Jesus...
  * O Amor é a base e o fundamento do cristão; sem amor não há cristão, nem cristianismo.

- O amor fundado em Cristo supera as divergências, elimina o egoísmo, as rivalidades, as discórdias.

 "Onde existe o amor e a caridade, Deus aí está!"
 
                                          Pe. Antônio Geraldo


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HOMILIA DO PE. PEDRINHO

Domingo que vem vamos celebrar Jesus que volta ao Pai, a ascensão do Senhor. No outro domingo Ele vai nos enviar o Espírito Santo, a festa de Pentecostes. Ele diz com muita simplicidade: meu mandamento é este: amai-vos uns aos outros. Já não vos chamo servos, mas amigos. Porque eu vos dei a conhecer tudo o que o meu Pai me ensinou. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos amigos.
É muito interessante observar a preocupação de Jesus e explicar de maneira simples e direta qual é o seu desejo; que nos amemos uns aos outros. É muito interessante observar que Ele não diz: ame a mim. Muitas vezes não temos dificuldade de amar a Jesus, mas temos dificuldade de amar o irmão. E aí a segunda leitura vai dizer: quem diz que ama a Deus que não vê e não ama o irmão que vê, é um mentiroso.
Estas são palavras para nos ajudar a refletir até onde eu sigo o mandamento deixado por Jesus. Então é aí que paramos para observar algo importante. Jesus no Evangelho de São João, não é o Evangelho de hoje, lá no final, Pedro vai dizer; tu sabes que Eu te quero bem. Há uma diferença profunda em amar e querer bem; querer bem é um sentimento por amizade, porque de fato você tem  um carinho especial por aquela pessoa. Querer bem é uma atitude que não exige fé. Exige empatia. Empatia é o contrário de antipatia. Você diz; que pessoa antipática, não fui com a cara dela. É um sentimento humano que as pessoas têm. Você pode ter simpatia ou antipatia por alguém. A partir daí, você vai querer bem ou não aquela pessoa.  Amar é algo mais profundo. Amar é querer que a outra pessoa cresça, independente se seu acho a pessoa simpática ou não. Independente se eu tenho amizade com ela ou não. Quem ama, promove aquele que está ao lado, independente se eu conheço. O amor nos leva a ser solidário, justo, nos alegramos quando a pessoa progride, cresce, independente se ela me é simpática ou não. Então, a resposta de São Pedro não alegrou muito a Jesus. Pedro, tu me amas? Senhor, tu sabes que eu te quero bem. Aí, Jesus pergunta pela segunda vez; Pedro, tu me amas? Ele diz: senhor, tu sabes que eu te quero bem. Então, Jesus diz; não tem jeito. Eu preciso mostrar para ele o que eu estou perguntando. Pedro, tu me queres bem? Aí, São Pedro percebeu a diferença e começou a chorar; Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo. Pronto. Aí ele entendeu. Então, nós percebemos que Pedro tinha certa dificuldade de perceber as coisas. Aí a gente vai dizer: que fulano burro é esse? Pedro está relatado aí, não é para ser julgado, mas para servir de espelho. Eu amo Jesus ou quero bem Jesus? Esta é a pergunta. Porque é fácil julgar o Pedro. Agora, não é tão fácil dizer; Jesus, eu te amo. Porque para amar a Jesus, tem que amar o irmão. É esta a dificuldade. Por outro lado, nós vamos percebendo a atitude de Deus; Deus sempre transmitiu seu amor para a humanidade. Mas, na medida que o ser humano não compreende, Ele vai abaixando, a um ponto que Ele se torna ser humano, para poder comunicar-se com os homens. Então, Ele das alturas, vai chegando, até armar sua morada entre nós. É assim que compreendemos Deus que se faz homem. Deus se faz homem para poder se comunicar com a humanidade, porque de outra forma o humano não entende Deus. Então, Deus vai procurando simplificar mais a sua comunicação para o ser humano compreender. Aí, vamos perceber como Deus vai se diminuindo, vai se rebaixando. Esta é a atitude de amor de Deus para com o ser humano. Agora, eu falo por mim; eu tenho certeza que Deus me ama, mas eu não consigo corresponder à altura esse amor de Deus. Porque a atitude do ser humano não é se rebaixar, mas é de se elevar para poder se encontrar com Deus.  E nem sempre nós fazemos isto. Então, meus irmãos e irmãs, é a partir daí que nós vamos perceber a presença dos sacramentos. Deus, através de Jesus Cristo, busca recursos para nos amparar, para estar presente entre nós, para nos ajudar a crescer cada vez mais. É sabido de todos, que é verdade, que o batismo abre as portas da comunidade para nós, mas a Eucaristia que nos torna o Corpo de Cristo. De tal maneira, e isto todos os domingos, nós nos unimos através da Eucaristia. É Jesus Cristo que nos convoca, é ele que nos convida a sentarmos ao redor da sua mesa, mas é Ele que se dá como alimento para que possamos viver unidos. Então, não é possível eu não praticar o amor, eu estaria comungando a condenação se eu comungo e não me uno ao irmão ou irmã. Então, este é o exercício da comunidade; ela se torna um sinal do desejo de Deus, que toda a humanidade se torne uma única família. Unindo a Deus e a partir de Deus. Aí é evidente que temos também o Espírito Santo para nos ajudar. Então, é interessante observar que a primeira leitura mostra que o Espírito Santo, que nós celebramos na Crisma, veio antes do batismo. Olha o que São Pedro diz: como é possível negar o batismo para estes que receberam o Espírito Santo? Então veja, que Deus não mede esforços e nem escolhe um único caminho para ajudar as pessoas a descobrir o seu amor.

Creio que agora dá para falar com as mães. A mãe não mede esforços para se comunicar com seu filho. Às vezes, tem que falar errado, tem que brincar de casinha com a filha, tem que brincar de carrinho com o filho, para poder comunicar-se, para poder fazer companhia para esta criança. Este é um gesto de Deus. Então, quando agente percebe esta atitude da mãe, agente vai se lembrar do diálogo de Jesus com São Pedro, vai se lembrar de Deus que se faz homem. Ontem uma mãe me dizia; por que a imagem que transmite da mãe, é sempre de uma criança pequena? Pois, depois que cresce é que dá mais trabalho para se comunicar. Aí é que está. A mãe sempre quando ama, nos traz a imagem de Deus. Mas existe muita mãe que ainda não percebeu a necessidade de transmitir o seu amor para seus filhos. Quando agente não aprende o amor, agente não consegue encontrar Deus. Quando não existe Deus em nossa vida, agente acaba agindo por instinto e não como ser humano imagem e semelhança de Deus. De toda forma, é um grande desafio para a sociedade, a transformação de um mundo violento, para um mundo de amor. Vocês, mães, não desanimem. O seu sinal de amor no mundo, ajuda a descobrir e encontrar Deus. Que todos possamos ser sinal deste amor de Deus e ajudar a sociedade a transformar-se. Muitos ainda não experimentaram o amor e por isso agem com violência; assassinato, roubo, desrespeito ao outro. Então, o trabalho de vocês é muito importante. É cansativo, certamente. Nossa Senhora, com certeza, pode nos ajudar. Ajudar as mães e ajudar a cada um de nós, a transmitir o amor, porque ela é sinal do amor, ao ponto que gerou Jesus ao mundo.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO – Diocese de Santo André - SP.


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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos ou Ministros extraordinários da Palavra):

LOUVOR - COM JESUS, POR JESUS E EM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Ó Deus de amor, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
- Senhor, nosso Deus, bendito e louvado sejais pelo vosso grande amor por nós. Ajudai-nos a amar a todos os vossos filhos e filhas.
T: Ó Deus de amor, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
- Senhor, agradecemos por nos enviar Vosso Filho para nos dar Nova vida. Pai, ajudai-nos em nossa missão de anunciar Jesus através de nossos gestos e palavras.
T: Ó Deus de amor, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
- Senhor, enviai-nos a força do Espírito Santo para que possamos fazer a vossa vontade e que o Vosso Reino venha a nós.
T: Ó Deus de amor, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
- Pai, dai-nos força para que não caiamos no egoísmo e no desânimo. Fortificai a nossa vontade para que saibamos amar como Jesus amou.
T: Ó Deus de amor, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
- Senhor, santificai-nos para que possamos ser exemplo de partilha, compreensão e perdão.
T: Ó Deus de amor, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.

- Pai nosso – A Paz de Cristo - Cordeiro de Deus.