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quinta-feira, 7 de junho de 2018

10º DOMINGO DO TEMPO COMUM, Homilias, Subsídios homiléticos


10º DOMINGO DO TEMPO COMUM 2018 ANO B    

SÍNTESE: (adaptada pelo Diácono Ismael)

Tema: “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”
O Evangelho: Muitos não aceitaram e muitos não aceitam a Jesus como enviado de Deus Pai.
A primeira leitura nos mostra o que acontece quando rejeitamos as propostas de Deus e preferimos caminhos de egoísmo, de orgulho e de autossuficiência. Viver à margem de Deus leva ao sofrimento, destruição, infelicidade e morte.
A segunda leitura nos lembra que para o cristão, o que dá sentido a nossa vida é a certeza da ressurreição. O nosso alento é saber que já somos cidadãos do céu e como ainda estamos no mundo, vivemos dificuldades e sofrimentos, aguardando o dia de nossa Glória.

PRIMEIRA LEITURA (Gn 3,9-15) Leitura do Livro do Gênesis.
...“Onde estás?” E ele respondeu: “Ouvi tua voz e fiquei com medo, porque estava nu; e me escondi”.... Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?” Adão  disse: “A mulher que tu me deste ...me deu do fruto da árvore, e eu comi”. E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me e eu comi”. Então o Senhor Deus disse à serpente: “...serás maldita...! Rastejarás ...e comerás pó...! Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”.

AMBIENTE - O Gn 2,4b-3,24 é um texto do séc. X a.C., na época do rei Salomão. A finalidade do autor é teológica: ele quer dizer-nos que na origem da vida e do homem está Jahwéh e que na origem do mal estão as opções erradas do homem; É catequese.  Deus criou o homem para a felicidade… Então, como é que hoje conhecemos o egoísmo, a injustiça, a violência? A resposta é: o homem que Deus criou livre e feliz fez escolhas erradas e introduziu na criação boa de Deus dinamismos de sofrimento e de morte.

MENSAGEM - A vergonha e o medo de Adão são sinais de uma ruptura com a situação de inocência anterior, de harmonia, de serenidade e de paz. Chegou a esta situação Desobedecendo a Deus.
A “árvore do conhecimento do bem e do mal” – significa o orgulho, a autossuficiência, o prescindir de Deus e das suas propostas, o querer decidir por si só o que é bem e o que é mal, o pôr-se a si próprio em lugar de Deus, o reivindicar autonomia total em relação ao criador. Daí a vergonha e o medo.
Ao defender-se, o homem acusa a mulher e, ao mesmo tempo, acusa veladamente o próprio Deus (“a mulher que me deste deu-me do fruto da árvore e eu comi”). Adão representa a humanidade que, mergulhada no egoísmo e na autossuficiência, esqueceu os dons de Deus e vê em Deus um adversário; Escolher caminhos contrários aos de Deus não pode senão conduzir a uma vida de ruptura com Deus e com os outros irmãos.
Vem, depois, a “defesa” da mulher: “a serpente enganou-me e eu comi”. Entre os povos cananeus, a serpente estava ligada aos rituais de fertilidade e de fecundidade. Os israelitas deixavam-se fascinar por esses cultos e abandonavam Jahwéh para seguir os rituais religiosos dos cananeus e assegurar, assim, a fecundidade dos campos e dos rebanhos. Na época, a serpente era o “fruto proibido”, que seduzia os crentes e os levava a abandonar a Lei de Deus. A “serpente” é, neste contexto, um símbolo literário de tudo aquilo que afastava os israelitas de Jahwéh. A humanidade ignorou a Deus e as suas propostas e seguiu seus próprios caminhos. Achou, no seu egoísmo e autossuficiência, que podia encontrar a verdadeira vida à margem de Deus.
A humanidade que pensou poder ser feliz em caminhos de egoísmo e de autossuficiência, à margem dos caminhos que foram propostos por Deus.
Que tem Deus a acrescentar? O nosso catequista jahwista sabe que a serpente é um animal miserável, que passa toda a sua existência mordendo o pó da terra. O autor vai servir-se deste dado para pintar, plasticamente, a condenação radical de tudo aquilo que leva os homens a afastar-se dos caminhos de Deus e a enveredar por caminhos de egoísmo e de autossuficiência.
O que é que significa a inimizade e a luta entre a “descendência” da mulher e a “descendência” da serpente? a interpretação judaica e cristã viu nestas palavras uma profecia messiânica: Deus anuncia que um “filho da mulher” (o Messias) acabará com as consequências do pecado e inserirá a humanidade numa dinâmica de graça.
Atenção: o autor sagrado está apenas ensinando que a raiz de todos os males está no fato de o homem prescindir de Deus e construir o mundo a partir de critérios de egoísmo e de autossuficiência.

ATUALIZAÇÃO - • O mal vem de Deus, ou vem do homem? A Palavra de Deus responde: o mal nunca vem de Deus… Deus criou-nos para a vida e para a felicidade. O mal resulta das nossas escolhas erradas, do nosso orgulho, do nosso egoísmo e autossuficiência. Quando o homem escolhe viver ignorando as propostas de Deus, constrói  sofrimento e morte.  
• O nosso texto deixa também claro que prescindir de Deus, leva o homem ao confronto com os outros. Nasce, então, a injustiça, a exploração, a violência. Os outros deixam de ser irmãos, para passarem a ser ameaças ao próprio bem-estar, à própria segurança, aos próprios interesses.
• A natureza deixa de ser, então, a casa comum que Deus ofereceu a todos os homens como espaço de vida e de felicidade, para se tornar algo que eu uso e exploro em meu proveito próprio, sem considerar a sua dignidade, beleza e grandeza.
Pretendeu libertar-se de Deus e tornou-se escravo de suas paixões e egoísmos.
A "serpente" seduziu e continua seduzindo o homem para se apropriar dos frutos proibidos...

Consequência: surge a desarmonia na natureza, com os homens, com Deus...
- O HOMEM não se encontra mais no lugar que lhe foi designado na Criação.

SALMO RESPONSORIAL / Sl 129 (130)

No Senhor toda a graça e redenção!
• Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, / escutai a minha voz! / Vossos ouvidos estejam bem atentos / ao clamor da minha prece!
 • Se levardes em conta as nossas faltas, / quem haverá de subsistir? / Mas em vós se encontra o perdão, / eu vos temo e em vós espero.
• No Senhor ponho a minha esperança, / espero em sua palavra. / A minh’alma espera no Senhor / mais que o vigia pela aurora.
• Espere Israel pelo Senhor, / mais que o vigia pela aurora! / Pois no Senhor se encontra toda a graça / e copiosa redenção. / Ele vem libertar Israel / de toda a sua culpa.

EVANGELHO (Mc 3,20-35)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Jesus voltou para casa.... E de novo se reuniu tanta gente, que eles nem podiam comer. Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estavam fora de si.
**Os mestres da Lei diziam que ele estava possuído por Belzebu e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. Então Jesus ...falou-lhes...: Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se.
***Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa.
***... tudo será perdoado..., ...Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado.... Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau.”
***Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. ...Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. Ele respondeu: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” E, olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

COMENTÁRIO: Cresce a contestação à pregação  de Jesus. Os líderes judaicos manifestam a sua oposição à novidade do “Reino”. A cena se passa numa “casa”. Que casa é essa? É uma casa onde Jesus está pregando a Palavra onde « acorreu tanta gente, de modo que nem sequer podiam comer». É também uma casa onde estão alguns especialistas da Lei (escribas). A “casa” representa essa comunidade judaica a quem Jesus dirige a pregação do “Reino”.
** Os Escribas dizem que ele está possuído por Belzebu. As autoridades religiosas andavam preocupadas, porque o povo estava deixando-as de lado e seguindo a Jesus. Isso devido aos contra testemunhos que elas davam. Os dirigentes religiosos apenas repetiam tradições antigas, e criavam um emaranhado de leis, cada vez mais complexas, que só os peritos podiam interpretar. E a Palavra de Deus, assim como a justiça e a fraternidade, ficavam esquecidas. Jesus, ao contrário, falava com clareza e dava exemplo com a própria vida, daquilo que falava. Ele libertava as pessoas de todos os males que tinham, do corpo, da alma e do espírito. Por isso, o povo se entusiasmava com ele e chamava a sua mensagem e gestos de Boa Nova. As autoridades religiosas ficavam com inveja e ao mesmo tempo com  preocupação, pois se continuasse assim, a religião deles iria acabar. Procuravam então desmoralizar Jesus diante do povo e desacreditá-lo. Mas, e os milagres que Jesus fazia, como explicar? Foi aí que tiveram a idéia de atribuir os milagres a Belzebu, o chefe dos demônios.
Entretanto, quando Jesus expulsa um demônio, por si desmente a afirmação deles. Saída que tiveram: Jesus age por Belzebu, o chefe dos demônios. É o próprio chefe dos demônios que expulsa os seus súditos.
Belzebu era o nome de um ídolo antigo dos pagãos. O povo havia tomado este nome para designar o chefe dos demônios. Jesus explica, através de uma comparação, que o argumento das autoridades era furado: Um reino divido contra si mesmo logo acaba. Uma família dividida se acaba.
E Jesus apresenta o motivo verdadeiro por que ele expulsa demônios: “Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar”. A casa é o possesso. O homem forte que toma conta da casa é o demônio. O que entra é Jesus. Portanto, Jesus é mais forte que todos os demônios, inclusive Belzebu. Com esse argumento, Jesus prova duas coisas. Primeira: Que não pelo poder do demônio que ele age. Segunda: Que ele é mais forte que todos os demônios.
***Os parentes correm em seu socorro por muitas razões: muito tempo fora da família, notícias contraditórias sobre a sua atividade, mensagem em contraste com a doutrina oficial dos escribas e fariseus, contato com os pecadores de quem é amigo, não seguimento da tradição dos antigos nem respeito pelo sábado; enfim, Jesus é considerado louco e herético. A intenção principal é reconduzi-lo ao caminho reto de um autêntico judeu; querem levá-lo para casa.
Há os que ficam de fora e os que estão dentro. Imagem atualíssima para nós hoje. Podemos andar por fora, arredios, ficar à porta, até nos chamarmos “católicos não praticantes”. Que significa isso? Ou se é ou não se é. Aí está de novo a radicalidade da opção por Jesus. Ou ficamos fora, ou estamos dentro da casa, unidos a Jesus, a escutá-lo e a segui-lo com todo o nosso ser, com todo o nosso coração.
****Blasfemar contra o Espírito Santo é atribuir ao demônio uma obra que é do Espírito Santo, e fazer isso por maldade, sabendo que é obra de Deus. Na prática, não é Deus que recusa a pessoa, mas a pessoa que o recusa e procura destruir as obras de Deus.
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Com a expressão, “quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”, Jesus não está excluindo Maria, sua Mãe. Ao contrário, Ela não tem somente importância pela relação sanguínea com Ele, mas pela sua fé e dedicação incondicional ao projeto do Pai. A verdadeira família de Jesus é formada pelos que estão ao redor dele, em atitude de discípulos que fazem a vontade de Deus.
A relação mais intima com Jesus não se faz através do parentesco de sangue, mas na sintonia com sua prática libertadora.

* Maria era "Mãe" duplamente: porque gerou a Jesus e porque mais do que ninguém soube fazer sempre a vontade de Deus.
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SEGUNDA LEITURA (2Cor4,3-18-51) Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.
Irmãos: ...nós também cremos e que aquele que ressuscitou Jesus nos ressuscitará também.... Por isso, não desanimemos. ...uma tribulação momentânea acarreta para nós uma glória eterna e incomensurável. E isso acontece, porque voltamos os nossos olhares para as coisas invisíveis e não para as visíveis. Pois o que é visível é passageiro, mas o que é invisível é eterno. De fato, sabemos que se a tenda em que moramos neste mundo for destruída, Deus nos dá uma outra moradia no céu, que não é obra de mãos  humanas, mas que é eterna.

COMENTÁRIO: Paulo apresenta suas convicções de fé: que Deus há-de ressuscitar-nos com Jesus e vai levar-nos para ficarmos eternamente em comunhão com Ele; o homem interior renova-se em cada dia na medida em que intensifica o seu olhar nas coisas invisíveis que são eternas. Em consequência, há que renovar constantemente esta opção pela habitação eterna, em comunhão plena com Deus. Coisas essenciais, ditas de modo claro, a exigir coerência àqueles que querem continuar a viver como autênticos discípulos de Cristo.

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HOMILIA DO PE. PEDRINHO:

Irmãos e irmãs, podemos contemplar estas leituras a partir de vários pontos. Não dá para tratar de todos. Mesmo porque estamos aqui para Celebrar a Palavra de Deus e o que importa é a mensagem que podemos tirar destas leituras.
Na primeira leitura nós temos algo que pode ajudar cada um de nós. Normalmente, quando nós fazemos algo de errado, assim, quando nos questionam sobre o erro, nós queremos justificar logo de cara.  Quando não dá para justificar, agente procura transferir a responsabilidade para o outro. Veja o Adão; Deus pergunta: você comeu do fruto da árvore? A mulher me deu e eu comi. Pronto. Então, ele já está inocentado. Porque a final de contas, ela é que mandou eu comer. Pergunta à mulher; você deu? A serpente mandou e eu comi. Pronto. Também ela está inocentada. O interessante é que a serpente assume. É muito interessante. Então, é algo que nós precisamos levar em conta. Quando eu faço algo de errado, se eu confio em quem está me questionando, não há porque ter medo, não vou precisar explicar, devo apenas dizer; eu errei e agora me dei conta de que fiz errado. Pronto. Ou então, eu errei, me perdoe. Ou então, não sei se errei. Me mostre o erro. Porque são várias as situações onde até erramos pensando até estar fazendo o melhor possível.  Então, o outro vai me mostrar onde errei e pronto.  É assim que aprendemos a assumir os nossos atos e crescemos também. Agora, é muito interessante observar o lado inverso deste assunto. Porque São Paulo diz: diante das dificuldades que nos são apresentadas por falar a verdade, é o mínimo você sofrer, assim, um tempo. E se não destruir esta tenda, Deus nos dará uma tenda não feita por mãos humanas. O que significa? Ora, se eu não devo ter medo de falar a verdade, ainda que a verdade vai demonstrar o erro que eu cometi, por que ter medo de falar a verdade se esta verdade vem de Deus? Então, são dois aspectos importantes; errado ou certo, diante de Deus eu devo ter confiança e nunca medo. Porque Deus na sua misericórdia, tem toda condição de me acolher, mesmo no erro. A única coisa que ele espera é que possamos reconhecer o erro. Se lembra daquele fulano que entrou nas bodas, mas não trajava as vestes? O senhor da festa, claro é Deus, foi lhe perguntar: como é que você entro aqui sem as vestes adequadas? O mínimo que o senhor da festa esperava, é que ele dissesse; olha, eu entrei sem querer, eu não resisti e quis entrar, mesmo sabendo que não estava com roupa adequada... Ele simplesmente ignorou a pergunta. Ora, quando eu ignoro o questionamento feito por Deus, é sinal que eu não estou disposto a crescer. Se eu confio de fato em Deus, na medida que eu sou questionado, eu sou convidado a agradecer, dizendo: muito obrigado, meu Deus, eu nunca tinha pensado nisso e agora eu vejo que preciso crescer um pouco mais. Então, este é um ponto importante, que a primeira leitura começa dizendo: eu ouvi teus passos e me escondi, porque estava nu.  Quem diz que você está nu? Por acaso, comeste do fruto da árvore? Não vamos pensar nudeza aqui, a ausência de roupa, corpo pelado. Não! É uma nudez simbólica, onde me sinto nu, totalmente desarmado, para qualquer defesa. Ora, diante de Deus eu não preciso ter medo. Não preciso ter medo. Se não preciso ter medo quando me sinto indefeso, porque é aí que o Senhor se torna minha defesa; No Senhor, toda graça e redenção. Este é o Salmo:
• Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, / • Se levardes em conta as nossas faltas, / quem haverá de subsistir? / • No Senhor ponho a minha esperança, • Espere Israel pelo Senhor, / mais que o vigia pela aurora!
E assim por diante. Ainda que eu me encontre totalmente nu diante de Deus, assim mesmo, a minha confiança Nele deve prevalecer.
Temos muitas situações de nudez. Vou falar de quatro nudez. Esta nudez do diálogo entre Adão e Deus, nós já vimos. Está aí na primeira leitura de hoje: “ ouvi tua voz, estava nu e me escondi”. Esta é uma situação. Temos uma segunda situação: aonde, no horto das oliveiras, quando vieram para prender Jesus, todos fugiram e diz o Evangelho: que um rapaz, que estava apenas enrolado num lençol, para não ser agarrado, ele largou o lençol e foi embora nu. A outra situação.  Não é a situação de Adão, mas outra. Para preservar a vida dele, ele foge e não deseja testemunhar a sua amizade com Jesus. Isto que nós chamamos apelação; a pessoa apela para tudo, inclusive saindo sem roupa, não me comprometa, porque eu não quero testemunhar este Jesus.
Nós temos uma terceira situação de nudez, aonde, aliás, é uma das estações da Via Sacra, ali o texto fala com carinho, mas o sentido é o mesmo; despoja Jesus de suas vestes. Então, Ele é pregado na cruz nu, mas nem por isso, Jesus perde a compostura. O que é que eu quero dizer? Ele sabe em quem Ele depositou sua confiança. Então, Ele não tem porque se esconder, não tem porque fugir e não tem porque reagir. Ele quer mostrar ao mundo, que ele é ele mesmo em qualquer situação, mesmo estando nu. É assim que Ele vai salvar a humanidade, porque Ele não precisa de nenhum subterfúgio, de nenhum recurso, de nenhuma máscara, Ele não precisa de nada que possa lhe dar uma ajuda; Ele é o Senhor da história. Então, Ele se apresenta assim.
Tem uma quarta situação: tem várias outras, viu! Esta é bastante significativa; Eles estão pescando, depois da morte e ressurreição de Jesus, os discípulos estão no barco e alguém grita: é o Mestre! Então, Pedro pula na água, porque estava nu. Aí já é uma outra situação: diante de Deus, todos nós estamos nus. Todos. Porque, quem somos nós diante do Senhor? Aí é evidente que este é um gesto de respeito de Pedro para com o Senhor. Não na sua nudez, porque Deus que nos fez, Deus que nos vê com roupa ou sem roupa, não! O respeito diante do Mestre, pois não temos argumentos, a não ser a nossa fragilidade. Ora, agora temos algo importante; qual é a nudez que eu me identifico mais? Aquela em que eu jogo a responsabilidade para os outros? Aquela onde eu não quero testemunhar Jesus? Aquela em que eu dou a vida pelos irmãos? Ou aquela onde eu me dou conta que sou pequeno diante do Senhor? Qualquer uma destas situações pode nos ajudar a refletir.
Muito bem. Partindo disto, nós vamos ver o Evangelho. Veja que a reação que Jesus provoca, ela não é de indiferença. Cada um, diante de Jesus, toma uma atitude. E no caso, a família de Jesus achou que Ele estava fora de si. Fora de si significa não estar regulando bem da cabeça. Por outro lado, os mestres da lei dizem: ele faz tudo isso é por Belzebu. Ora, o que significa? A família de Jesus tem dificuldade em reconhecer nele alguém que vem para cumprir a vontade do Pai. É uma dificuldade reconhecer nele que ele veio cumprir a vontade do Pai. Eles não estão querendo, em momento algum, desmerecer o que Jesus está fazendo. Mas, os doutores da lei, não! Quando eles dizem é por Belzebu, eles estão tentando desqualificar, desmerecer, esvaziar toda a atitude de Jesus. Jesus então, coloca uma condição: primeiro: qual é a família que dividida vai se manter? Portanto, chamou a atenção da família dele; ou vocês me apoiam, ou vocês não tem futuro. Por outro lado, aqueles que acusam, não por ignorância, mas para menosprezar, caluniam alguém para esvaziar e desqualificar o seu trabalho, estes estão pecando contra o Espírito Santo. Porque estão impedindo as pessoas de ouvir aquilo que está sendo falado e ensinado.
Bom, nós já sabemos o final da história. Nossa Senhora vai estar no pé da Cruz. Quem é minha mãe e quem são os meus irmãos, o que faz a vontade de Deus. Ela entendeu o recado e passa a acompanhar Jesus até lá. Também temos os parentes dele, que acompanham Jesus até a cruz também. Então, meus irmãos e minhas irmãs, veja que maravilhoso: diante de Deus podemos nos sentir nus. Não tem problema. Eu deposito minha confiança e passo a caminhar com Jesus. Na medida em que caminho, eu vou adquirindo tudo que é necessário para testemunhá-lo. Na medida em que vou testemunhando, eu vou mostrando ao mundo, que de fato o amor de Deus é maravilhoso, ao ponto que, se for preciso, eu poderei dar testemunho de Jesus, porque mesmo que acabarem com o meu corpo, Deus me dará outro na vida eterna. Isto é o MÁXIMO que podemos chegar no testemunho oferecendo nossa vida a Jesus. Então, que Jesus nos ajude a testemunhá-lo e nos ajude a crescer nesta caminhada.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO.

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"A Origem do Mal"

Reiniciamos, no ano litúrgico, os domingos do tempo comum.
A Liturgia, através das leituras bíblicas, vai nos introduzindo
nos Mistérios de Deus e iluminando a realidade humana.

No Mundo em que vivemos, existem muitos males.
Nasce espontânea a pergunta: "Qual é a sua origem?"
Na busca de um responsável, somos levados a ACUSAR alguém como culpado.
A Bíblia tem uma resposta clara: a origem e a causa dessa situação é o pecado.
O homem rompeu a sua relação amorosa com Deus
e surgiu uma mudança essencial em sua vida.
Pretendeu libertar-se de Deus e tornou-se escravo de suas paixões e egoísmos.

A 1ª Leitura fala do primeiro Pecado no mundo, com Adão e Eva.  (Gn 3,9-15))

Esses capítulos da Bíblia não querem mostrar como aconteceu no início...
mas sim levar a refletir sobre o caos social em que viviam os homens
no tempo em que o autor sagrado escreveu.
Deus fez todas as coisas perfeitas. Por isso, esse mundo conturbado
não poderia ser o que Deus queria... Então como deveria ter sido?
- Qual é a causa e a origem de tudo isso?
A "serpente" seduziu e continua seduzindo o homem
para se apropriar dos frutos proibidos...

Consequência: surge a desarmonia na natureza, com os homens, com Deus...
- O HOMEM não se encontra mais no lugar que lhe foi designado na Criação.
  "Onde estás?" - Teve medo e se escondeu...
- Adão acusa Eva, Eva acusa a serpente...
- Sente-se "Nu", despojado a dignidade com que foi criado...
- Abala a ordem da natureza:
  Perde a fertilidade e produz espinhos e ervas daninhas...
- Mas a narrativa termina com uma Mensagem de Esperança:
  a luta entre a "serpente" e o homem continuará até o fim dos tempos.
  Mas a descendência da mulher conquistará a vitória final,
  esmagará a cabeça da "serpente".

* O PECADO é a origem do mal: rompeu a harmonia da criação de Deus.
   Para o autor sagrado, o PARAÍSO TERRESTRE é Saudades ou Esperança?

Na 2ª Leitura, Paulo manifesta seu interesse pela Comunidade de Corinto
e expõe os motivos pelos quais sofre com paciência:
a esperança da ressurreição gloriosa e a fé no prêmio que espera. (2 Cor 4,13-5,1)

No Evangelho, Jesus aponta o caminho para lutar contra o mal:
Convida aos que formam a "sua família", como Maria,
a fazer sempre a vontade de Deus. (Mc 3, 20-35)

Os familiares de Jesus chegam e, de fora, mandam chamá-lo.
Não entram; ele que deve sair: querem levá-lo de volta a Nazaré.
Estão preocupados... julgam que ele "está fora de si".
E Jesus: "Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?"
A Verdadeira família de Jesus, a partir de agora,
é formada pelos que estão ao redor dele e fazem a vontade de Deus.

Os doutores da lei pretendem desprestigiar o Mestre diante do Povo
e o acusam de endemoniado. Jesus contesta com duas imagens:
o reino dividido e uma família dividida: não se mantém de pé.

A Nova família de Jesus.
A verdadeira família de Jesus, a partir de agora,
é formada pelos que estão ao redor dele,
numa atitude de companheiros na ação libertadora, 
e que fazem a vontade de Deus.
A relação mais intima com Jesus não se faz através do parentesco de sangue, mas na sintonia com sua prática libertadora.
Só quem passa do estar fora para o estar dentro, com Jesus,
é que será considerado irmão, irmão e mãe de Jesus.

* Maria era "Mãe" duplamente: porque gerou a Jesus e
porque mais do que ninguém soube fazer sempre a vontade de Deus.

O pecado nasce e é fruto do orgulho.
- Adão acusa Eva... Eva acusa a serpente...
- Os judeus não aceitaram o desfio da conversão:
  e acusaram o Cristo como um endemoniado...
- E nós?  Procuramos sempre uma desculpa...

Reconhecer o próprio erro, por escabroso que seja,
é sempre mais dignificante e libertador
do que repassá-lo injustamente a outros.

Quem acusa está querendo se esconder atrás da acusação.
Quanto esposo acusando a esposa e vice-versa.
Quantos filhos acusando os pais e vice-versa.
Quantos adultos acusando os jovens e quantos jovens acusando os adultos.
Ouvimos toda hora parente contra parente, vizinho contra vizinho,
patrão contra empregado e empregado contra patrão.

Há acusações necessárias e justas.
Há acusações que devem ser feitas e que não merecem punição.
Mas, muitas vezes, a pessoa que acusa está se defendendo.
Está escondendo algo de errado em si mesmo.

A acusação nunca leva a nada e acaba com o dialogo entre as pessoas. 
Há uma necessidade de busca de diálogo e não de acusação.
Quando na sociedade for instaurado o diálogo, acabarão as acusações.
Ninguém mais estará escondendo sua covardia com a acusação.

                                              Pe. Antônio Geraldo
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Louvor na Cel. da Palavra (Diáconos ou Ministros Extraordinários da Palavra):

Louvor: (Quando o Pão consagrado estivera sobre o altar)
- O Senhor esteja com todos vocês... Demos graças ao Senhor nosso Deus...
- Com Cristo, por Cristo e em Cristo, na força do Espírito Santo louvemos ao Pai:
Povo: Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!
-: Nós vos damos graças, ó Pai, por toda a vossa criação e por tudo o que fizestes no meio de nós, por meio de Jesus Cristo, vosso Filho e nosso irmão, que nos destes como imagem viva do vosso amor e de vossa bondade.
Povo: Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!
-: Como expressão de nosso louvor, colocamos aqui oh nosso desejo de corresponder com mais fidelidade à missão que nos destes.
Povo: Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor.
Min.: Enviai sobre nós, aqui reunidos, o vosso Espírito e dai a esta terra que nos sustenta uma nova face. Que haja paz em nossas famílias e cresça em nossa comunidade a alegria de sermos vossos.
Povo: Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor.
-: Pela palavra do Evangelho de vosso Filho, fazei que as Igrejas do mundo inteiro caminhem na unidade e sejam sinais da presença do Cristo ressuscitado. Tornai esta comunidade cada vez mais sinal da vossa bondade.
Povo: Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor.
Min. Lembrai-vos, ó Pai, dos nossos irmãos, que morreram na paz do Cristo, e de todos os falecidos, cuja fé vós conheceis: acolhei-os na luz da vossa infinita misericórdia.
Povo: Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor.
-: Ó Deus, criador do céu e da terra, os nossos louvores e nossas preces cheguem a vós pelas mãos daquele que é nosso único mediador, Jesus Cristo nosso Senhor.
Povo: Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor.

RITO DA COMUNHÃO
-: Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor Jesus nos ensinou:
T.: Pai nosso...

-: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo Salvador.
T.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: “Eu vos deixo em paz, eu vos dou a minha paz”. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo. Amém.
: A paz do Senhor esteja sempre convosco!
T.: O amor de Cristo nos uniu.

: Meus irmãos, saudai-vos uns aos outros em Cristo.
: Eis o Cordeiro de Deus...

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quinta-feira, 2 de junho de 2016

10º DOMINGO DO TEMPO COMUM, subsídios homiléticos,homilias

10º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C ( adaptado pelo Diácono Ismael)

Sinopse:
Tema: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” A Liturgia de hoje mostra que Deus é SENHOR DA VIDA. Ele VISITA seu povo e o liberta do pecado e do sofrimento.
Primeira leitura: a mulher de Sarepta, que significa a perda da esperança e a figura do profeta Elias, que acredita no Deus da vida ressuscitando o filho da viúva.
Evangelho: Deus expressa compaixão em Jesus no milagre da revivicação do filho da viúva.
Segunda leitura: Paulo, para quem o Evangelho é uma força vital e criadora, produz o que anuncia; a sua força é Deus. É uma força vital, uma dinâmica profética que ele recebeu de Deus.

PRIMEIRA LEITURA (1Rs 17,17-24) Leitura do Primeiro Livro dos Reis.
Naqueles dias, sucedeu que o filho da dona de casa caiu doente, e o seu mal era tão grave que ele já não respirava. Então a mulher disse a Elias: “O que há entre mim e ti, homem de Deus? Porventura vieste à minha casa para me lembrares os meus pecados e matares o meu filho?” Elias respondeu-lhe: “Dá-me o teu filho!” Tomando o menino do seu regaço, levou-o ao aposento de cima, onde ele dormia, e o pôs em cima do seu leito. Depois, clamou ao Senhor, dizendo: “Senhor, meu Deus, até a viúva, em cuja casa habito como hóspede, queres afligir, matando-lhe seu filho?” Depois, por três vezes, ele estendeu-se sobre o menino e suplicou ao Senhor: “Senhor, meu Deus, faze, te rogo, que a alma deste menino volte às suas entranhas”. O Senhor ouviu a voz de Elias: a alma do menino voltou a ele e ele recuperou a vida. Elias tomou o menino, desceu com ele do aposento superior para o interior da casa e entregou-o à sua mãe, dizendo: “Eis aqui o teu filho vivo”. A mulher exclamou: “Agora vejo que és um homem de Deus e que a palavra do Senhor é verdadeira em tua boca”.

COMENTÁRIO - A revivicação do filho da viúva de Sarepta é um dos milagres atribuídos a Elias e enquadra-se na polêmica contra a religião Cananéia do deus Baal. Este era considerado o senhor da fertilidade dos campos, dos animais, das famílias. Enfim, era o deus da fecundidade e da vida. Portanto, em Canaã, celebrava-se todos os anos a festa da morte e da ressurreição da natureza na figura de Baal. O milagre de Elias significa que Yahveh é a única fonte da vida e da fertilidade. A vida vem de Deus. Elias significa “Yahveh é o meu Deus”. A viúva de Sarepta confessa a fé em Elias como “homem de Deus”. Jesus fará referência à viúva de Sarepta e ao sírio Naamã como representantes dos gentios que entram na Igreja, após receber o Evangelho (Lc 4,25- 27). A figura da mulher significa o sentimento de derrota e de procurar um culpado. O profeta Elias é a figura que acredita no Deus da vida.
- Diante da morte, Elias e a mulher têm atitudes diferentes:
Ela perde a esperança, sente-se derrotada e procura um culpado.
O profeta, ao invés, acredita no Deus da vida, que não abandona o homem ao poder da morte.

* Diante de uma morte inexplicável, ou de uma desgraça, ainda hoje, muitos falam de "castigos de Deus" e acham que Deus manda doenças para punir os pecados.
Outros recorrem a adivinhos para descobrir o culpado.
Quem se comporta assim não tem fé no Deus da Vida.
Deus é bom e quer a vida e a felicidade de todos.

SALMO RESPONSORIAL / 29 (30)
Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes e preservastes minha vida da morte!
• Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes/ e não deixastes rir de mim meus inimigos! / Vós tirastes minha alma dos abismos / e me salvastes, quando estava já morrendo!
• Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, / dai-lhe graças e invocai seu santo nome! / Pois sua ira dura apenas um momento, / mas sua bondade permanece a vida inteira; / se à tarde vem o pranto visitar-nos, / de manhã vem saudar-nos a alegria.
• Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! / Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! / Transformastes o meu pranto em uma festa, / Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

EVANGELHO (Lc 7,11-17) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com Ele iam seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chore!” Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta te!” O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza

COMENTÁRIO - Há um paralelo entre a primeira leitura e o evangelho. O milagre responde à pergunta de João de Baptista: “és Tu que hás-de vir ou devemos esperar outro?” Jesus oferece a salvação (cf. Lc 7,1-10) e mostra o verdadeiro triunfo da vida (cf. Lc 7,11-17). Não é o relato em si que é o mais importante, mas o sentido que nos transmite. Temos aqui uma revelação de Deus. Diante da compaixão de Jesus vemos a exclamação do povo: “Deus visitou o seu povo”. Jesus é “um grande profeta”, sobretudo porque veio realizar o reino pela ressurreição, oferecendo a sua vida. Jesus veio oferecer ao homem a alegria de uma vida com todo o sentido. A ressurreição do filho da viúva testemunha Jesus que há-de vir, cuja vida triunfa plenamente sobre a morte. Significa que, seguindo Jesus, podemos também suscitar vida, ter piedade dos que sofrem, oferecer a nossa ajuda. Das duas, uma: ou fazemos da nossa vida um cortejo de morte, dos sem esperança, que acompanham o cadáver, em atitude de choro; ou fazemos do nosso peregrinar um caminho de esperança, de ressurreição
   - Um é precedido por Jesus, o ressuscitado, o vencedor da morte.
     O outro é precedido por um cadáver.

   - Um representa a comunidade cristã radiante de alegria junto ao seu "Senhor", que a conduz à vida.
     O outro é símbolo da humanidade que ainda não encontrou Cristo: está a caminho do campo santo e vê a morte como uma derrota irreversível.

Como ser profeta? - é no espaço concreto, na escola, no local de trabalho, na comunidade, na Igreja… que a profecia deve ser anunciada. Com coragem, com desassombro.-. Ser coerente entre a palavra anunciada e as opções pessoais.-
-. Denunciar as estruturas de pecado, promover novas estruturas de virtudes e valores.
 A fidelidade ao Deus vivo exige a defesa dos direitos do pobre. Sem esperança não há profecia.
- Deixar os isolamentos, os nossos planos egoístas; procurar a vontade de Deus na vontade da comunidade
: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”.
Finalmente, Jesus é aclamado como «um grande profeta». Jesus como profeta no sentido mais integral do termo: não só traz a Palavra de Deus, mas também se coloca ao lado dos homens.
Duas atitudes de Jesus: a sua compaixão e o milagre que realiza. Mas a compaixão de Jesus é algo de muito maior e mais importante: Revela-nos o Coração do Senhor, capaz de sentir os nossos sofrimentos, de sofrer conosco, Jesus é um grande profeta, como Elias, como Eliseu. Mas revelar-se-á muito mais do que profeta! A vitória sobre a morte começa a manifestar Jesus como Senhor, Senhor da vida e da morte.
SEGUNDA LEITURA (Gl 1,11-19) Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.
Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo. Certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus e como progredia no judaísmo mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando me extremamente zeloso das tradições paternas. Quando, porém, Aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça se dignou revelar-me seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue nem subi, logo, a Jerusalém para estar com os que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, parti para a Arábia e, depois, voltei ainda para Damasco. Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Cefas e fiquei com ele quinze dias. E não estive com nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor.

COMENTÁRIO - Para Paulo, o Evangelho é uma força vital e criadora, que produz o que anuncia; a sua força é Deus. Para Paulo, a sua conversão é obra de Deus. Somos convidados a estarmos sempre abertos à revelação de Deus, à autêntica conversão, ao acolhimento do Evangelho vivo de Deus.
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Nota:   
O filho da Viúva (da viúva de Serepta e da viúva de Naim)
– (Elias revive o filho da viúva) = (o milagre de Jesus é cópia).
Em Lucas: Temos duas procissões; Procissão da vida e procissão da morte.
Se Elias, para os judeus, é o maior dos profetas, agora Lucas quer mostrar que Jesus é ainda maior.
- Quem é a viúva? – quem perde o marido (o templo).
- Quem é o marido? – é Deus. Se o marido é Deus, ele morre quando se troca de Deus.
- Quem é o filho único? – o povo de Israel (que era de Deus; Israel se acha o único povo de Deus.).

- Voltar á vida é ressuscitar, é retornar ao amor primeiro. O amor primeiro é Deus. Ressuscitar é voltar para Deus.
LÁZARO é grego e Eliazar é hebraico: Significa; Aquele que Deus ajudou.
- Deus ajudou e ele morreu, trocou de deus: povo de Israel, Igreja.
- Abandonar a Deus é morrer. Morrer não é ir para o cemitério (cemitério é passagem). Morrer é não prestar mais, não ser mais. - Quando Lucas fala da viúva, ela nada pede; templo não pede. Quem pede é o povo.

Jesus atua pela sua compaixão. Compaixão é amor a quem está sofrendo, que nos leva a fazer alguma coisa.
O próprio fato de se unir com quem sofre já alivia a dor, pois já não é um só sofrendo, mas dois; não só sofrendo, mas lutando juntos para vencer o problema. Quando a dor é superada, os dois ficam duplamente felizes: um por ajudar e o outro por ser ajudado. O amor de compaixão tira-nos da acomodação e nos leva a lutar pelo próximo. E leva-nos a partilhar os nossos bens com os necessitados.
A sociedade nos ensina,  a não ter compaixão; pelo contrário, a ser cruel e matar. O mundo pecador ensina a ganhar e a vencer, a qualquer custo.

O que ele faz é sinal da presença de Deus:
O pranto torna-se um canto de alegria, os dois grupos se unem num único brado de entusiasmo, todos glorificam o Senhor, exclamando: "Um grande profeta surgiu entre nós e Deus VISITOU o seu povo".

* A grande novidade não foi adiar a morte por alguns anos, mas o que o fato encerra: a morte foi vencida...
Jesus é o SENHOR DA VIDA. Ele não abandona o homem nas garras da morte, mas o ressuscita para que viva.

- Há grandes cortejos cheios de mortos, - dos desempregados, dos drogados, dos analfabetos, dos sem-teto, dos terroristas, dos enfermos, dos inválidos...  Cortejo que passa todos os dias ao nosso lado e não nos damos conta.

- Ao encontro dele pode e deve ir outro cortejo,  formado de pessoas cheias de vida que acompanham Cristo...
  comprometidas em responder à morte com a vida.

- Em que cortejo estamos? Jesus não ficou indiferente diante do sofrimento humano. Fez algo para aliviar.
Se não podemos eliminar o sofrimento, podemos ao menos ser solidários.
A presença é sempre uma forma de ajudar quem passa por dificuldades... Jesus o fez voltar à vida p; ajudar


O  texto de hoje, chama a nossa atenção para a importância de sermos solidários com as pessoas que sofrem.  Como filhos do mesmo Pai temos a responsabilidade de cuidar do outro, de ser apoio nos momentos difíceis, como nas perdas de entes queridos.  Tão importante quanto a nossa presença no sepultamento daquele que se vai, é cuidar daqueles que ficam, principalmente quando se trata de órfãos e viúvas.

O que deve chamar mais a nossa atenção neste episódio, não é  o milagre em si, e sim, o que moveu Jesus a realizar aquele milagre, que foi a sua sensibilidade diante daquele que sofre.



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Senhor da Vida

A Liturgia de hoje mostra que Deus é SENHOR DA VIDA. Ele VISITA seu povo e o liberta do pecado e do sofrimento.

As Leituras bíblicas ilustram essa verdade: DUAS VIÚVAS, que perderam seus filhos, foram consoladas por Deus,
através da obra salvadora de seus enviados.

Na 1ª Leitura, temos a Viúva de Sarepta: (1Rs 17,17-24)

O Profeta Elias em Sarepta recebe hospedagem na casa de uma viúva. O filho dessa mulher adoece gravemente e morre. Ela se sente duplamente angustiada: pela perda do filho e por se considerar culpada da morte.

- Elias toma o menino nos braços, leva-o para o andar superior, onde implora a Deus e lhe comunica novamente a vida. Em seguida, desce e o restitui com vida à mãe. É a primeira ressurreição encontrada na Bíblia.

- Diante da morte, Elias e a mulher têm atitudes diferentes: Ela perde a esperança, sente-se derrotada e procura um culpado. O profeta, ao invés, acredita no Deus da vida, que não abandona o homem ao poder da morte.

* Diante de uma morte inexplicável, ou de uma desgraça, ainda hoje, muitos falam de "castigos de Deus" e acham que Deus manda doenças para punir os pecados. Outros recorrem a adivinhos para descobrir o culpado. Quem se comporta assim não tem fé no Deus da Vida. Deus é bom e quer a vida e a felicidade de todos.

Na 2ª Leitura, Paulo se defende de acusações recebidas.
O Evangelho, que ele está anunciando, não o aprendeu dos homens, mas o recebeu por revelação do próprio Cristo. (Gl 1,11-19)

No Evangelho, temos a Viúva de Naim. (Lc 7,11-17)
Lucas descreve um grande acontecimento humano: o encontro da Morte e da Vida.

+ Dois cortejos se aproximam pelos caminhos de Naim.
   - Um é formado por Jesus e seus discípulos.
     O outro formado por uma mãe viúva e seus amigos, que levam um féretro para a sepultura.

   - Um é precedido por Jesus, o ressuscitado, o vencedor da morte.
     O outro é precedido por um cadáver.

   - Um representa a comunidade cristã radiante de alegria junto ao seu "Senhor", que a conduz à vida.
     O outro é símbolo da humanidade que ainda não encontrou Cristo: está a caminho do campo santo e vê a morte como uma derrota irreversível.

 + Os dois cortejos se encontram:
  - O "Senhor" SE COMPADECE da dor e das lágrimas da mãe viúva (que representa toda a humanidade abatida e desesperada),  interrompe a caminhada para a morte e diz:
  - para a Mãe: "não chores mais".
  - para o Filho: "Levanta-te."
   
O que ele faz é sinal da presença de Deus:
O pranto torna-se um canto de alegria, os dois grupos se unem num único brado de entusiasmo, todos glorificam o Senhor, exclamando: "Um grande profeta surgiu entre nós e Deus VISITOU o seu povo".

* A grande novidade não foi adiar a morte por alguns anos, mas o que o fato encerra: a morte foi vencida...
Jesus é o SENHOR DA VIDA. Ele não abandona o homem nas garras da morte, mas o ressuscita para que viva para sempre.

+ Esta cena se repete todos os dias:

- Há grandes cortejos cheios de mortos, de mortos que andam e se movem, mas não têm vida:
- É o grande cortejo dos desempregados, dos drogados, dos analfabetos, dos sem-teto, dos terroristas, dos enfermos, dos inválidos...  Cortejo que passa todos os dias ao nosso lado e não nos damos conta.

- Ao encontro dele pode e deve ir outro cortejo,  formado de pessoas cheias de vida que acompanham Cristo...
  comprometidas em responder à morte com a vida.

- Em que cortejo estamos?
- Que resposta damos aos que caminham no cortejo da morte?

Jesus não ficou indiferente diante do sofrimento humano.
Fez algo para aliviar.
Como seguidores de Cristo, devemos ir ao encontro dos que sofrem.
Se não podemos eliminar o sofrimento, podemos ao menos ser solidários.
A presença é sempre uma forma de ajudar quem passa por dificuldades...

Diante do milagre, o POVO exclamou: "Um grande profeta surgiu em nosso meio e Deus visitou o seu povo".

Será que poderá contar conosco?

                                             Pe. Antônio Geraldo

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Homilia do Pe. Pedrinho

Meus irmãos e imãs, estamos do décimo domingo do tempo comum e o que é próprio do tempo comum, cada domingo, contemplamos uma passagem  na vida de Jesus, que se torna, para nós, significativa e importante para nossa fé. Na realidade, são Lucas quando escreve o seu Evangelho, ele deixa claro, que ele quer mostrar, para Teófilo, a consistência da catequese, que ele transmitiu a ele, para esta pessoa. Então, ele apresenta, de maneira organizada, os pontos que ele julga importantes, para aquele que crê em Jesus Cristo, possa se apoiar. Jesus é alguém que vai sendo conhecido aos poucos. Se até hoje tem gente que atem dificuldade de crer em Jesus, depois de dois mil anos de reflexão, de debate, de experiências pessoais, que as pessoas fazem e fizeram de Jesus, imagine no tempo em que Ele esteve aqui como um de nós e que, aparentemente, trazia consigo todas as limitações que um ser humano tem, muito maior a dificuldade de crer em Jesus. Para o povo na época de Jesus, a pessoa mais importante que já ouvira falar, era Elias. O profeta Elias, de fato, é o maior de todos os profetas do antigo testamento, porque ele conseguiu transmitir a vontade de Deus para todo o povo: todo o povo do reino do norte e todo povo do reino do sul. Significa para toda palestina. Ao mesmo tempo, conseguia transmitir todo os anseios do povo para Deus. Eles achavam Elias tão importante, que, quando vão relatar a morte dele, vão dizer que ele não morreu, mas subiu ao céu num carro de fogo, tamanho era o cuidado ao falar do profeta Elias. Também acreditavam, que antes de terminar os tempos, Elias iria voltar. Voltar para por ordem na casa. Aí é que está. Então, apresentar Jesus não era tão fácil. O que é que acontece? Acontece, que Elias já estava em Sarepta há três anos e meio e ali não tinha água, não chovia há três anos e meio e Ele pediu um pão para esta mulher. Ela disse: “a única coisa que tenho é um punhado de farinha e eu e meu filho vamos comer estes pães e depois vamos nos entregar à morte”. É importante este detalhe, para chegarmos a leitura de hoje. Elias disse: “Não, faça o seguinte: me faça este pão e vocês não passarão penúria”. E diz o texto, que relata a vida de Elias, que por três anos e meio eles comeram daquela farinha. É como se aquela farinha tivesse se multiplicado. É muito importante nós guardarmos esta informação, porque a viúva vai dizer: “de fato, o Senhor é nosso Deus”, e vai professar a fé. Só que depois vai faltar o azeite e vai acontecer a mesma coisa e aí ela vai dizer: o Senhor é nosso Deus. Cada vez que era beneficiada, ela louvava a Deus. Cada vez que se sentia prejudicada, ela amaldiçoava Elias. Não sei, mas isto pode nos ajudar a pensar um pouco a nossa vida, porque quando está tudo bem, nós louvamos e bendizemos a Deus. Quando acontece algo que não estamos esperando, que está fora de nosso controle, aí dizemos: que Deus é este que me faz isto! A mesma coisa dessa viúva.
Aí, que chegamos na leitura de hoje. Ora, ela já estava pronta para ver o filho morrer, desde o começo da história, mas na hora que ele vai morrer, aí ela diz: escuta aqui, Elias. Você vaio aqui para me arruinar? Ele já tinha ajudado a ela três anos e meio e agora vai arruiná-la? Ora, Elias diz: vamos ver o que o Senhor faz. Na realidade, esta viúva representa cada um do povo de Deus, que facilmente perde a fé. O que Elias faz? Por três vezes vai em cima do filho desta viúva e recupera a sua saúde.
São Lucas não deixa por menos. Ele precisa mostrar para o Teófilo, e Teófilo significa o amigo de Deus, portanto, se eu sou amigo de Deus eu sou Teófilo, se eu quero a amizade de Deus, eu sou Teófilo,  ele precisa mostrar, que Jesus é mais que Elias, muito mais do que Elias. Se Elias precisou se debruçar por três vezes em cima do filho da viúva e pedir a Deus, Jesus com uma simples palavra, faz o morto voltar à vida. “Eu te ordeno: levanta-te”. Então, comparando Elias e Jesus, Jesus é muito mais poderoso. É isto que o evangelista Lucas quer mostrar.
Nós vamos ter, também, a passagem onde Elias providencia farinha, mas vai precisar amassar esta farinha e cozer para transformar em pão. Jesus já vai multiplicar o pão direto, pra dizer: Eu sou mais poderoso que Elias.
Este recurso utilizado por são Lucas é para nos ajudar a compreender, que Jesus, de fato, é o grande esperado e que se Elias devia vir, ele já veio na figura de João Batista. É isto que o próprio Jesus fala. Ele diz: “Elias já veio e está aqui alguém que é maior que Elias”. Ele provou isto através de suas atitudes.
Qual é a importância de concluirmos que Jesus é maior do que Elias? Não se trata de maior, no sentido de mais importante, mas de alguém que pode nos oferecer algo, que nenhum outro oferece. O que Ele nos oferece, que ninguém mais pode oferecer? O seu corpo e o seu sangue. Aqui vem o ponto principal. O Elias, por mais que fez, ele não pôde deixar o seu corpo e o seu sangue como alimento e nem era missão dele isto. A missão de Elias era ajudar o seu povo a encontrar Deus. A missão de Jesus é conduzir o povo até Deus e garantir VIDA ETERNA. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, não morrerá para sempre”. “Eu o ressuscitarei no último dia”. Então, a vida eterna é algo que ninguém pôde oferecer; Somente Jesus e por uma razão muito simples: também Elias cometeu pecado. Na hora em que ele é chamado para servir a Deus, ele se esconde numa caverna, dizendo: “Aqui Deus não vai me encontrar”, subestimando Deus, achando que pode enganar a Deus. Também nós fazemos isto de vez em quando, achando que sabemos mais que Deus. Se não fosse assim, não ficaríamos dizendo a Deus o que Ele deve fazer. Nós simplesmente aceitaríamos o que Ele faz e pronto.
Ora, então, Elias ficou escondido um tempo. Jesus não. Na hora em que João Batista foi preso, Jesus disse: “Agora começa a minha missão” e se apresenta ao mundo. Aliás, o próprio Lucas vai dizer, que Ele vai à sinagoga e diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, Ele me ungiu para levar a boa nova aos pobres, assim, assim”... Ele se apresenta ao mundo, Ele não se esconde.
De fato, Jesus não pecou e por isso, pode nos garantir vida eterna, porque Ele e o Pai se tornam um único; Ele é Deus. Elias não.
Eu estou insistindo nestes detalhes, porque é possível que alguém, que já tenha recorrido a Deus, pedindo em favor de alguém pedindo que ela não morresse e acabou morrendo. E, vai dizer: por que Jesus ressuscitou o filho da viúva de Naim e não o meu filho? Ou então, não o meu Pai? ou então, não a minha mãe? Ou o amigo que eu quero muito bem? Porque o Evangelho não está contando uma atitude de Jesus, que muda a natureza das coisas. A morte é um bem criado por Deus, para nos ajudar a viver bem. Todos que nasceram, morre. Este fato, que está aqui relatado, é para nos ajudar a entender algo mais importante. O que é mais importante? Não se trata do filho da viúva de Naim ter voltado à vida biológica, mas se trata da ressurreição: alguém, que Jesus ajuda a levantar-se. O verbo levantar, no grego, é o mesmo de ressuscitar. Jesus tomando a sogra de Pedro e colocando-a pé, Jesus está em pé na cruz, Jesus, de fato, se apresenta em pé aos discípulos. Ele é o Cordeiro imolado que permanece em pé. O filho da viúva de Naim agora se levanta e está em pé. “Talita cume, eu te ordeno: levante-se” e a menina vai se por em pé: esta é a posição de quem ressuscitou. De fato, nós já ganhamos a ressurreição no Batismo. Por isso, ouvimos o Evangelho em pé, para dizer: somos os ressuscitados. Quando dizemos: “Eis o mistério da fé”, todos devem estar em pé, porque é a Eucaristia que me garante a ressurreição. Quando, de fato, é apresentado o Cordeiro, estamos em pé também. (durante toda a Celebração Eucarística não existe momento de estar ajoelhados, porque estamos diante do Cordeiro, com o Cordeiro presente em nosso meio. Por isso, quando se diz: o Senhor esteja convosco, sempre respondemos: Ele está no meio de nós). Então, veja, não se trata de que nossa oração é mais fraca, mas que precisamos buscar o sentido da Palavra de Deus que estão nas Escrituras. Nem sempre aquilo que está relatado é a forma como somos convidados a compreender. De onde eu tiro isto? Eu tiro da carta de São Paulo ao Gálatas. Aqui São Paulo diz claramente: “Eu, quando fui separado no ventre materno para servir o Senhor, de fato, servir o Senhor como judeu e como gente da minha idade, eu servi muito melhor do que eles, mas depois eu me dei conta de que Jesus Cristo é o Senhor”. Ora, ele pensava servir ao Senhor, perseguindo a Igreja. Quando, na realidade, se deu conta, de que perseguia o próprio Deus que ele defendia tanto. São Paulo, então, será aquele que tem visão aberta e vai buscar nas Escrituras, aquilo que defende a vida e a ressurreição. É importante nos lembrarmos disto, que, de fato, nós que cremos no Cristo ressuscitado, não morremos. Simplesmente caminhamos até encontrar com o Senhor, que nos coloca em pé e aí podemos contemplá-lo eternamente. É isto que o Evangelho nos apresenta: esta caminhada, que vai até a morte, para que o Senhor possa nos tomar pela mão e nos conduzir ressuscitados eternamente.
Que Deus nos mantenha firmes na fé na ressurreição e que possamos compreender os mistérios de Deus a partir da fé que nós professamos.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pe. Pedrinho – Diocese de Santo André -

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LOUVOR: Quando o Pão consagrado estiver sobre o altar.
à O Senhor esteja com todos vocês...Demos Graças ao Senhor...
à Por Jesus, Com Jesus e em Jesus, na força do Espírito Santo, louvemos ao Pai:
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Ó Deus, nosso Pai, abençoado seja o vosso Nome, sois eterno e único. Sois poderoso e repleto de amor. Sois nosso Deus e somos vosso povo. Vosso  Reino é glorioso para sempre.
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Senhor, seja louvado e santificado o Vosso nome, pois sois o Senhor no mundo criado segundo Vossa vontade. Pai, fazei que acolhamos nossos compromissos do batismo e vivamos como cidadãos do alto na construção de Vosso Reino.
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Senhor, Que vosso nome Seja bendito, louvado, honrado, engrandecido e glorificado. Bendito sejais, ó Eterno, ó Deus santo!
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Senhor, seja estabelecido vosso reino na nossa vida e na vida de todas as comunidades.
Sois o Deus da vida, o Pai misericordioso, o Deus que ajuda, liberta e defende.  Vinde sempre em nosso auxílio.
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!

// PAI NOSSO... Paz...  Eis o Cordeiro... //


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BÊNÇÃO E DESPEDIDA - TC, IV
S. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.

S. Que o Deus de toda consolação disponha na sua paz os vossos dias e vos conceda as suas bênçãos.
T. Amém!

S. Sempre vos liberte de todos os perigos e confirme os vossos corações em seu amor.
T. Amém!

S. E assim, ricos em esperança, fé e caridade, possais viver praticando o bem e chegar felizes à vida eterna.
T. Amém!

S. Abençoe-vos Deus todo-poderoso. Pai e Filho + e Espírito Santo.
T. Amém!

S. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe!
T. Graças a Deus!