quinta-feira, 13 de agosto de 2015

20º Domingo do Tempo Comum, ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA, Assunção de Nossa Senhora, Assunção de Maria, Homilias, Homilias dominicais

20º Domingo ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA ANO B 2015
Vocações para a vida consagrada

 SINOPSE:
Tema:  “Bem-aventurada aquela que acreditou.” Jesus ressuscitado acolhe a sua mãe na glória do céu… Hoje, Jesus vivo, glorificado à direita do Pai, põe sobre a cabeça da sua mãe a coroa de doze estrelas…
 Primeira leitura: Maria, imagem da Igreja. Como Maria, a Igreja gera na dor um mudo novo. E como Maria, participa na vitória de Cristo sobre o Mal.
Segunda leitura: Maria, nova Eva. Novo Adão, Jesus faz da Virgem Maria uma nova Eva, sinal de esperança para todos os homens.
Evangelho: Maria, Mãe dos crentes. Cheia do Espírito Santo, Maria, encontra as palavras de fé e de esperança: doravante todas as gerações a chamarão bem-aventurada!

 6. PRIMEIRA LEITURA (Apocalipse 11,19a; 12,1.3-6a.10ab) Abriu-se o Templo de Deus e apareceu a arca da Aliança. Então, apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. Então, apareceu outro sinal no céu: um Dragão tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo”.

COMENTÁRIO -  O Apocalipse foi composto nas perseguições. É uma linguagem codificada, em que os animais designam os perseguidores. A Mulher representa a Igreja, novo Israel, doze as estrelas. O Dragão é o perseguidor, para destruir este recém-nascido. Mas Deus protege o seu Filho. Na Assunção, reconhecemos que, no seguimento de Jesus e na pessoa de Maria, a nova humanidade já é acolhida junto de Deus.

Maria, imagem da Igreja. Como Maria, a Igreja gera na dor um mudo novo. E como Maria, participa na vitória de Cristo sobre o Mal. Essa "Mulher" representa a Comunidade de Israel, composta de 12 tribos. Mas se aplica também a Maria, de quem nasceu o Messias.

8. SEGUNDA LEITURA (1Coríntios 15,20-27a): Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo. A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. O último inimigo a ser destruído é a morte. Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés.” 

BREVE COMENTÁRIO -  A Assunção é uma forma privilegiada de Ressurreição. Tem a sua origem na Páscoa de Jesus e manifesta uma nova humanidade, em que Cristo é a cabeça, como novo Adão.
O primeiro é Jesus, que é o princípio da nova humanidade. Eis porque um novo Adão, mas que se distingue do primeiro Adão; este tinha levado a humanidade à morte e o novo Adão conduz aqueles que o seguem para a vida. Na Assunção de Maria, reconhecemos o lugar eminente da Mãe de Deus no movimento da ressurreição.

 10. EVANGELHO (Lucas 1,39-56 Maria partiu apressadamente. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. 

COMENTÁRIO - Pela Visitação na Judeia, Maria levava Jesus pelos caminhos da terra. Pela Dormição e pela Assunção, é Jesus que leva a sua mãe pelos caminhos celestes. Nesta festa, com Maria, proclamamos a obra grandiosa de Deus, que chama a humanidade a se juntar a ele pela ressurreição. Em Maria, Ele já realizou a sua obra na totalidade; com ela, nós proclamamos: “dispersou os soberbos, exaltou os humildes”. Os humildes são aqueles que crêem nas palavras de Deus e se põem a caminho, aqueles que acolhem a Vida nova, Cristo, para o levar ao nosso mundo. Deus cumpre neles maravilhas.

O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor: elevou os humildes.
 “A Imaculada Mãe de Deus, assumida em corpo e alma na glória celeste.” Maria é consolo e esperança para o povo ainda em caminho”. O último inimigo a ser destruído é a morte”.
Maria é exemplo E Garante-nos a sua ajuda e recorda-nos que o essencial consiste em buscar às "coisas do alto, e não às coisas da terra" (cf. Cl 3, 2).
O Papa João Paulo II dizia: "Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que 'escutam a Palavra de Deus e a cumprem'. Nos estimula a elevar nosso olhar às alturas onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai". Graças à vitória pascal de Cristo sobre a morte, a Virgem de Nazaré compartilhou os seus efeitos salvíficos. Correspondeu com o seu «Sim» à vontade divina, participou na missão de Cristo e foi a primeira, depois d'Ele, a entrar na glória, em corpo e alma. ... Nossa Senhora, elevada à glória de Deus, é sinal seguro de esperança para a Igreja e para a humanidade inteira. A glória da Mãe é motivo de alegria para todos os seus filhos... Elevada ao céu, Maria indica a estrada do Céu. Mostra-a a todos de boa vontade”.
Bento XVI diz: “quando contemplamos o rosto de Maria, podemos ver a beleza de Deus, a sua bondade e a sua misericórdia. Podemos sentir a luz divina neste rosto. "Todas as gerações me chamarão bem-aventurada". Nós podemos louvar Maria, venerar Maria, porque é "bem-aventurada", é bendita para sempre. É bem-aventurada porque está unida a Deus, vive com Deus e em Deus”.
O Concílio Vaticano II: A Mãe de Jesus, tal como está nos céus já glorificada de corpo e alma, é a imagem da Igreja como deverá ser no tempo futuro.  Assim brilha aqui na terra como sinal da esperança para o povo peregrino, até que chegue o dia do Senhor. Portanto, o triunfo de Cristo sobre a morte é mais uma vez celebrado como conteúdo eclesial da fé e da promessa.
Frequentemente, ouvimos a expressão: “rezar à Virgem Maria”… Esta maneira de falar não é exata, porque a oração dirige-se a Deus: só Deus atende a oração.

Rezar por Maria. - Maria é a Serva do Senhor. Rezar por Maria é pedir que ela reze por nós: “Rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte!”. Ela é nossa “advogada” e diz-nos: “Fazei o que Ele vos disser!”
Rezar com Maria. - é ajoelhar-se ao seu em oração. Ela acompanha-nos e guia-nos para junto de Deus.
Rezar como Maria. - Aprendemos junto de Maria a oração. Ela que “guardava e meditava no seu coração” os acontecimentos do nascimento e da infância de Jesus. Nós meditamos o Evangelho e avançamos nos caminhos da verdade. A nossa oração torna-se ação de graças no eco ao Magnificat. Pomos os nossos passos nos passos de Maria para dizer com ela na confiança: “que tudo seja feito segundo a tua Palavra, Senhor!”

* Maria Nova Eva: O Novo Adão, Jesus, faz de Maria a nova Eva,  sinal de Esperança para todos os homens.

 * Levar o Senhor dentro de si não é um privilégio reservado a Maria. Cada um de nós é chamado a ser, como Maria, uma "Arca da Aliança",  com a tarefa de levar o Senhor aos homens.


+ Maria é bem-aventurada não porque viu, mas porque ACREDITOU na Palavra do Senhor.


Nesta festa, Maria nos ensina um tríplice segredo:- O segredo da : "Eis aqui a serva do Senhor".
- O segredo da ESPERANÇA: "Nada é impossível para Deus".
- O segredo da CARIDADE: "Maria pôs-se a caminho..."

  
Esta é a maior da festa de Maria; é a sua Assunção; a festa da sua entrada na glória, da sua plenitude como criatura, como mulher, como mãe, como discípula de Cristo. Ela está na glória do Pai!
Ela é a “Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas”. Ela já está revestida da glória do Cristo, Sol de justiça – e esta glória é o próprio Espírito Santo que o Cristo Senhor nos dá. Ela já está coroada com doze estrelas, porque é a Filha de Sião, filha do antigo Israel e Mãe do novo Israel, que é a Igreja. Aquela que esteve unida ao Filho na cruz, agora está unida a ele na glória. A Virgem não permaneceu na morte, já experimenta agora e plenitude.
Em Maria aparece a vitória sobre a morte, que Jesus nos conquistou: em Maria, Cristo venceu a morte de Maria! A festa é de cada um de nós, pois já vemos em Maria aquilo que, pela graça de Cristo, o Pai preparou para todos nós.
Maria canta: “A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor!" A ele a glória pelos séculos dos séculos. Nosso destino é a glória no coração de Deus: Foi isso que Deus nos preparou – bendito seja ele para sempre! Amém.

=========---------------========
2015                    Quem é essa Mulher?

Celebramos hoje a festa da ASSUNÇÃO de Nossa Senhora.
É uma verdade de fé definida pela Igreja em 1950 (Pio XII).
Mas esse fato já era aceito pelos primeiros cristãos.

Em Jerusalém, há duas igrejas de Nossa Senhora:
- da "Dormição", onde Maria teria morrido…
Na cripta, aparece sobre uma mesa a "Virgem adormecida".
- do "Túmulo" de Maria, no Getsêmani, onde Maria teria sido enterrada.
Ao lado do túmulo uma pintura da Assunção de Nossa Senhora…

Essa festa nos convida a erguer o olhar para o céu,
onde Nossa Senhora é glorificada em corpo e alma,
junto a Jesus ressuscitado, e onde também nós somos esperados.

A Igreja quer celebrar com essa festa o cumprimento do Mistério Pascal.
Sendo Maria a "cheia de graça", sem sombra de pecado,
o Pai a quis associar à ressurreição de Jesus.

As leituras bíblicas da missa se relacionam com a festa:

A 1a leitura fala de um grande SINAL:
Uma MULHER vestida como o sol, tendo nos braços um filho,
que um dragão quer devorar... (Ap 11,19-12,1-6.10)

A "mulher" é a Igreja, o "dragão" significa o mal e o "menino" é Cristo. Todas as passagens das Escrituras referentes ao povo fiel a Deus
podem ser aplicadas à nossa Mãe, Maria Santíssima.
Eis porque essa é apresentada à nossa reflexão
nesta solenidade da Assunção de Nossa Senhora.

Na 2a leitura, Paulo afirma que um dia todos serão glorificados. (1 Cor 15,20-27)

Antes, Cristo ressuscitado como primícias dos que morreram...
depois os que foram de Cristo... E entre os que foram de Cristo
cabe em primeiro lugar, sem dúvida alguma, Nossa Senhora.
* A Assunção é prenúncio da ressurreição final.

O Evangelho apresenta essa MULHER agraciada por Deus,
que vai visitar e servir sua prima Isabel para servir. (Lc 1,39-56)

- Isabel exulta de alegria pela presença da Mãe do Senhor
e aclama: "Bem aventurada és tu porque acreditaste!"
Maria é bem aventurada porque confiou na Palavra de Deus.
A fé verdadeira não necessita de demonstrações,
mas se concretiza pela adesão incondicional a ela.

- Maria proclama um Hino de louvor ao Senhor
pelas maravilhas que Ele realizou nela e em favor dos pobres.

Ela proclama que Deus realizou uma tríplice transformação,
para restaurar a humanidade na salvação, obra de Cristo.

- no campo religioso: Deus derruba as autossuficiências humanas,
confunde os planos daqueles que nutrem pensamentos de soberba,
se inclinam para Deus e oprimem os homens.

- no campo político: Deus derruba os injustificáveis desníveis humanos,
"abate os poderosos de seus tronos e eleva os humildes".
Não quer aqueles que executam os povos, mas aqueles que estão a serviço
dos povos para promover o bem das pessoas e da sociedade,
sem discriminações raciais, culturais ou políticas.

- no campo social: Deus confunde a classe baseada no dinheiro e na riqueza.
"Cumulou de bens aos famintos e despediu os ricos de mãos vazias"…
para instaurar uma verdadeira fraternidade na sociedade,
porque todos são filhos de Deus.

* O Magnificat é um canto composto depois da ressurreição de Cristo, inspirado no canto da mãe de Samuel. Lucas o pôs nos lábios de Maria (1 Sm 2,1-11)

+ A festa da  Assunção é um sinal de ESPERANÇA
para todos nós que estamos a caminho da glória.
Maria recebeu, por antecipação, o que Deus reservou
a todos os que viverem a exemplo de Maria, com humildade,
atentos às necessidades dos irmãos.

Por isso, a Assunção não é apenas uma verdade para se crer,
mas sobretudo um mistério para penetrar.
É a meta final da minha humanidade,
o desfecho inevitável da minha andança, da minha luta e do meu sofrer.
É uma luminosa garantia de que também nós seremos o que ela já o é.

+ Maria é Mãe de Jesus e ... nossa:
A festa da Assunção de Maria nos mostra hoje a mãe que temos no céu,
mas também o caminho que devemos seguir para chegar onde ela já está.
Nunca sozinhos, mas na comunidade dos discípulos e irmãos de Jesus,
alimentados pela Eucaristia, e por ela conduzidos...

+ Maria Modelo de Pessoa consagrada a Deus;
Dentro do mês vocacional, hoje estamos lembrando a vocação religiosa...
O Religioso e a Religiosa veem em Maria um modelo a ser seguido:

Maria: uma mulher consagrada a Deus, um sinal de esperança para o homem...
Como Maria, os religiosos também fazem uma consagração especial
a Deus e aos irmãos e devem ser um SINAL de DEUS no meio do Povo...

Rezemos pelas vocações religiosas, para que as pessoas consagradas
continuem sendo ainda hoje no meio do povo: UM SINAL DE DEUS...

                                           Pe. Antônio Geraldo

============-------------------===========

HOMILIA DO PE. PEDRINHO

Meus irmãos e irmãs, celebrar a assunção de Nossa Senhora é celebrar antecipadamente a ressurreição de cada um de nós. É evidente, que cada Evangelho, cada liturgia, pode nos ajudar a celebrar os nossos mortos, mas hoje, de modo muito especial, a liturgia totalmente voltada para esta grandeza. Qual grandeza? Cristo ressuscitou e esta é a nossa certeza. Ele venceu a morte. Não teria celebração mais adequada para lembrar de nossos falecidos.  Gostaria de começar lembrando do Adão. Adão é uma figura simbólica na bíblia. Adão significa todo ser humano. O texto de Gênesis, capítulo 3, vai nos dizer que quando Adão ouviu os passos de Deus, se escondeu. Daí, Deus pergunta: por que você se escondeu? Adão disse: eu ouvi os teus passos e tive medo. Por que você está com medo? Porque estou nu. Aí é que vem. Então, Deus disse: você cometeu pecado original. A morte passa a fazer parte da realidade do ser humano a partir de Adão. Este é o preço de nascermos. Quem nasce, pode ter certeza de uma coisa; morre. Por que Deus permite que o ser humano morra? Por misericórdia pelo ser humano. Porque teríamos muito medo de nos apresentarmos diante de Deus como somos. Alguns mais, outros menos, mas todos somos pecadores. Nós nos sentiríamos bastante humilhados trajando esta veste, que é o nosso corpo. Trajando uma veste com o sinal do pecado. Nós estaríamos publicando a nossa fraqueza aos outros. Então, no momento que nós morremos, São Paulo vai dizer nesta segunda leitura, capítulo 15:  nós sepultamos um corpo corruptível, um corpo que se corrompe, porque traz todas as fraquezas do ser humano e nasce um corpo incorruptível. Um corpo que não acaba. Um corpo para vivermos eternamente ao lado de Deus. E, nessa mudança de corpo, fica para trás toda marca de pecado do corpo corruptível, para todos, igualmente,  louvar a Deus na mesma condição. Então, de fato, na ressurreição não há um melhor e outro pior; todos, todos de verdade, encontram-se em condições para louvar a Deus, sem medo, sem vergonha, sem anda que possa humilhar. Esta é a misericórdia de Deus para conosco.
No caso de Nossa Senhora, porque nós falamos que ela foi de corpo e tudo para o céu? Porque nós cremos que ela nunca pecou. Então, não há necessidade de trocar de corpo. Não há necessidade de trocar as vestes que ela traje. Ela já está pronta, desde o SIM, para gerar a Deus, ela está pronta para este encontro com Deus. Então, a morte não é um castigo da parte de Deus, mas um recurso utilizado para resgatar todo ser humano. Agora, é evidente, que nós sozinhos nos salvamos, e sozinhos dificilmente vamos manter a aliança que Deus estabeleceu com o ser humano. A aliança é esta; “que ninguém se perca. eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Esta é a grande aliança. Agora, como fazer para nos manter nesta aliança? Aí é que vem a primeira leitura. A primeira leitura deixa claro que você tem duas realidades; você tem a realidade do bem e a realidade do mal. Como enfrentar estas realidades? Sozinhos não conseguimos. Mesmo porque, muitas vezes, somos iludidos por aquilo que nos é apresentado. O fato é este; nós temos um grande recurso nesta vida para nos manter nesta caminhada para Deus, que é a IGREJA. A Igreja, aí, simbolizada pala mulher que traz a sua roupa o sol. Imagina uma Igreja iluminada. Agora, o sol brilha o que nós vemos e imagina tendo na cabeça doze estrelas; são doze sois iluminando, ela é super-iluminada, porque é iluminada pelo Espírito Santo. Mesmo nos momentos de penumbra, ela tem a lua aos pés. Nós sabemos que a noite iluminada pela lua é muito mais clara, do que a noite sem lua.  Mesmo nas noites escuras, ela está iluminada com esta lua. A IGREJA é uma grande segurança para nós, na medida que queremos caminhar em direção a Deus. Do outro lado, você tem um dragão. Eu perguntei para uma criança o que era um dragão. Ela me disse que dragão era um dinossauro que joga fogo pela boca. Gostei desta resposta. É isso mesmo. Só que o dragão, que fala o apocalipse, é cor de fogo. Ele não tem fogo. Portanto, é um falso dragão. Ele parece, mas não é. Ele é mentira, ele é ilusão que nos leva, muitas vezes, a ilusão de vida. O dragão verdadeiro tem fogo. Este cospe o que? Nada. Ele tem cor de fogo e é facilmente eliminado. Por isso, ele não vence o filho que a Igreja gera. Quem é o Filho que a Igreja gera? Jesus Cristo. Cada vez que nos reunimos para celebrar a sua memória, nós comungamos do corpo e do sangue de Cristo. “quem come a minha carne e bebe do meu sangue, eu o ressuscitarei no último dia”. Aí temos esta figura maravilhosa; para que eu consiga caminhar para Deus eu possa contar com a ajuda da Igreja. É evidente, que se quisermos uma pessoa para representar a Igreja, será Nossa Senhora. Claro, foi ela que gerou Jesus Cristo para o mundo e depois, Cristo continua sendo gerando a partir da Eucaristia. Portanto, meus irmãos e irmãs, nossa fé se baseia nisto: Cristo ressuscitou e vamos ressuscitar também. Tem algo que é para nos manter animados: aqui diz que temos que seguir uma ordem. Primeiro, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo. A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. É muito interessante, a segunda leitura diz que um dia todos vão conhecer a Deus. Então, nós não sabemos o dia em que a morte será extinta, mas sabemos que, um dia, o ser humano não vai mais morrer. Ele vai para o céu de corpo e tudo. Por que? Porque ele não vai mais ter a proposta do pecado. O pecado terá sido totalmente eliminado. Ora, então, Jesus realizou a missão pela metade? Não. Ele já venceu a morte, porque venceu o pecado. Muitos de nós é que ainda não se convenceram de que o caminho cristão é o caminho verdadeiro e acabam aqui ou ali, acreditando no dragão, na ilusão do egoísmo, na ilusão do individualismo, na ilusão de que um tem que ser melhor do que o outro, na ilusão de que não podemos viver como irmãos. O dia em que esta ilusão for eliminada, aí, poderemos celebrar junto de Deus, não mais de forma simbólica a ressurreição, aí poderemos cantar junto com os anjos e santos.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO.

==========--------------========
D. Henrique Soares Lc 1,39-56
Esta é a maior das festas da Santíssima Virgem Maria; é a sua Assunção; a festa da sua entrada na glória, da sua
plenitude como criatura, como mulher, como mãe, como discípula de Cristo Jesus. Como um rio, que após longa corrida deságua no mar, hoje, a Virgem Toda Santa deságua na glória de Deus: transfigurada no Espírito Santo, derramado pelo Cristo, ela está na glória do Pai!


Para compreendermos o profundo sentido do que celebramos, tomemos as palavras de São Paulo: “Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada”. – Eis a nossa fé, o centro da nossa esperança: Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que adormeceram. Ele é o primeiro a ressuscitar, ele é a causa e o modelo da nossa ressurreição. Os que nele nascem pelo batismo, os que nele crêem e nele vivem, ressuscitarão com ele e como ele: logo após a morte ressuscitarão naquela dimensão imaterial que temos, núcleo da nossa personalidade, a que chamamos “alma”; e, no final dos tempos, quando todo o universo for glorificado, ressuscitaremos também no nosso corpo. Assim, em todo o nosso ser, corpo e alma, estaremos, um dia, revestidos da glória de Cristo, nosso Salvador, estaremos plenamente conformados a ele!

Ora, a Igreja crê, desde os tempos antigos, que a Virgem Maria já entrou plenamente nessa glória. Aquilo que todos nós só teremos em plenitude no final dos tempos, a Santíssima Mãe de Deus, já recebeu logo após a sua morte. Ela é a “Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas”. Ela já está totalmente revestida da glória do Cristo, Sol de justiça – e esta glória é o próprio Espírito Santo que o Cristo Senhor nos dá. Ela já pisa a lua, símbolo das mudanças e inconstâncias deste mundo que passa. Ela já está coroada com doze estrelas, porque é a Filha de Sião, filha perfeita do antigo Israel e Mãe do novo Israel, que é a Igreja. Assim, a Virgem, logo após a sua morte – doce como uma dormição -, foi elevado ao céu, à glória do seu Filho em todo o seu ser, corpo e alma. Aquela que esteve perfeitamente unida ao Filho na cruz (cf. Lc 2,34s; Jo 19,25ss), agora está perfeitamente unida a ele na glória. São Paulo não dissera, falando do Cristo morto e ressuscitado? “Fiel é esta palavra: Se com ele morremos, com ele viveremos. Se com ele sofremos, com ele reinaremos” (2Tm 2,12). Eis! A Virgem que perfeitamente esteve unida ao seu Filho no caminho da cruz, perfeitamente foi unida a ele na glória da ressurreição. Aquela que sempre foi “plenamente agraciada” (Lc 1,28), de modo a não ter a mancha do pecado, não permaneceu na morte, salário do pecado. Assim, o que nós esperamos em plenitude para o fim dos tempos, a Virgem já experimenta agora e plenitude. Como é grande a salvação que o Cristo nos obteve! Como é grande a sua força salvífica ao realizar coisas tão grandes na sua Mãe!

Mas, a Festa de hoje não é somente da Virgem Maria. Primeiramente, ela glorifica o Cristo, Autor da nossa salvação, pois em Maria aparece a vitória sobre a morte, que Jesus nos conquistou. A liturgia hoje exclama:“Preservastes, ó Deus, da corrupção da morte aquela que gerou de modo inefável vosso próprio Filho feito homem, Autor de toda a vida”. Este senhorio de Cristo aparece hoje radiante na sua Mãe toda santa: em Maria, Cristo venceu a morte de Maria! Em segundo lugar, a festa de hoje é também festa da Igreja, de quem Maria é Mãe e figura. A liturgia canta: “Hoje, a Virgem Maria, Mãe de Deus, foi elevada à glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho”. Sim! A Mãe Igreja contempla a Mãe Maria e fica cheia de esperança, pois um dia, estará totalmente glorificada como ela, a Mãe de Jesus, já se encontra agora. Finalmente, a festa é de cada um de nós, pois já vemos em Nossa Senhora aquilo que, pela graça de Cristo, o Pai preparou para todos nós: que sejamos totalmente glorificados na glória luminosa do Espírito do Filho morto e ressuscitado. Aquilo que a Virgem já possui plenamente, nós possuiremos também: logo após a morte, na nossa alma; no fim dos tempos, também no nosso corpo!

Estejamos atentos! A festa hodierna recorda o nosso destino, a nossa dignidade e a dignidade do nosso corpo. O mundo atual, por um lado exalta o corpo nas academias, no culto da forma física, da moda e da beleza exterior; por outro lado, entrega o corpo à sensualidade, à imoralidade, à droga, ao álcool... É comum escutarmos que o que importa é o “espírito”, que a matéria, o corpo passa... Os cristãos não aceitam isso! Nosso corpo é templo do Espírito Santo, nosso corpo ressuscitará, nosso corpo é dimensão indispensável do nosso eu. Um documento recente da Igreja sobre a relação homem-mulher, chamava-se atenção exatamente para essa questão: o corpo em si, para o mundo, parece que não significa muita coisa, que não tem uma linguagem própria, que não diz algo do que eu sou, da minha identidade – inclusive sexual. Para nós, cristãos, o corpo integra profundamente a personalidade de cada um: meu corpo será meu por toda eternidade; meu corpo é parte de minha identidade por todo o sempre! Honremos, então nosso corpo: “O corpo não é para a fornicação e, sim, para o Senhor e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus, que ressuscitou o Senhor, ressuscitará também a nós – em nosso corpo- pelo seu poder. Glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo” (1Cor 6,14.20).

Então, caríssimos, olhemos para o céu, voltemos para lá o nosso coração! Celebremos! Com a Virgem Maria, hoje vencedora da morte, com a Igreja, que espera, um dia, triunfar totalmente como Maria Virgem, cantemos as palavras da Filha de Sião, da Mãe da Igreja, pensando na nossa vitória: “A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor!" A ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém.
+++++
Hoje celebramos a maior de todas as solenidades da Mãe de Deus: a sua Assunção gloriosa ao céu.
A oração inicial da Missa hodierna pediu: “Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória”. A liturgia da Igreja, sempre tão sábia e tão sóbria, resumiu aqui o essencial desta solenidade santíssima. Com efeito, Deus elevou à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria! Ela, uma simples criatura, ela, tão pequena, tão humilde, foi eleva a Deus, ao céu, à plenitude em todo o seu ser, corpo e alma! Como isso é possível? Não é a morte o destino comum e final de tudo quanto vive? Isso dizem os pagãos, isso dizem os descrentes, os sábios segundo o mundo, que se conformam com a morte... Mas, nós, nós sabemos que não é assim! Nosso destino é a vida, nosso ponto final é a glória no coração de Deus: glória no corpo, glória na alma, glória em tudo que somos! Foi isso que Deus nos preparou – bendito seja ele para sempre!
Mas, como isso é possível? A Palavra de Deus deste hoje no-lo afirma, de modo admirável. Escutai, irmãos, escutai, irmãs, consolai-vos todos vós: “Cristo ressuscitou dos mortos, primícia dos que morreram. Em Cristo todos reviverão, cada qual segundo uma ordem determinada; em primeiro lugar Cristo, como primícia!” Eis por que, eis como ressuscitaremos: Cristo ressuscitou! Jesus de Nazaré, caríssimos, é o Senhor! O nosso Jesus é Deus bendito e foi ressuscitado pela glória do Pai! O nosso Senhor Jesus venceu e no faz participantes da sua vitória, dando-nos o seu Espírito Santo! Credes nisso, meus caros? Neste mundo que só crê no que vê, que só leva a sério o que toca, que só dá valor ao que cai no âmbito dos sentidos, credes que Cristo está vivo e é Senhor, primícia, princípio de todos os que morrem unidos a ele? Pois bem, escutai: o Cristo que ressuscitou, que venceu, concedeu plenamente a sua vitória à sua Mãe, à Santíssima Virgem Maria, que esteve sempre unida a ele. Ela, totalmente imaculada, nunca afastou-se do filho: nem na longa espera do parto, nem na pobreza de Belém, nem na fuga para o Egito, nem no período de exílio, nem na angústia de procura-lo no Templo, nem nos anos obscuros de Nazaré, nem nos tempos dolorosos da pregação do Reino, nem no desastre da cruz, nem na solidão do sepulcro no Sábado Santo... nem mesmo após, nos dias da Igreja, quando discretamente, ela permanecia em oração com os irmãos do Senhor... Sempre imaculada, sempre perfeitamente unida ao Senhor. Assim, após a sua preciosa morte, ela foi elevada à glória do céu, isto é, à glória de Cristo que ressuscitou e é primícia da nossa ressurreição!
A presente solenidade é, então, primeiramente, exaltação da glória do Cristo: nele está a vida e a ressurreição; nele, a esperança de libertação definitiva! Por isso, todo aquele que crê em Jesus e é batizado no seu Espírito Santo no sacramento do Batismo, morrerá com Cristo e com Cristo ressuscitará. Imediatamente após a morte, nossa alma será glorificada e estaremos para sempre com o Senhor. Quanto ao nosso corpo, será destruído e, no final dos tempos, quando Cristo nossa vida aparecer, será também ressuscitado em glória e unido à nossa alma. Será assim com todos nós. Mas, não foi assim com a Virgem Maria! Aquela que não teve pecado também não foi tocada pela corrupção da morte! Imediatamente após a sua passagem para Deus, ela foi ressuscitada, glorificada em corpo e alma, foi elevada ao céu! Podemos, portanto, exclamar como Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres! Bendito é o fruto do teu ventre! Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu!”
Esta é, portanto, a festa de plenitude de Nossa Senhora, a sua chegada a glória, no seu destino pleno de criatura. Nela aparece claro a obra da salvação que Cristo realizou! Ela é aquela Mulher vestida do sol, que é Cristo, pisando a instabilidade deste mundo, representada pela lua inconstante, toda coroada de doze estrelas, número da Israel e da Igreja! A leitura do Apocalipse mostra-nos tudo isso; mas, termina afirmando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus e o poder do seu Cristo!” Eis: a plenitude da Virgem é realização da obra de Cristo, da vitória de Cristo nela!
Caríssimos, quanto nos diz esta solenidade! A oração inicial, citada no início desta homilia, pedia a Deus: “Dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória”. Eis aqui qual deve ser o nosso modo de viver: atentos às coisas do alto, onde está Cristo, onde contemplamos a Virgem totalmente glorificada em Cristo. Caminhar neste mundo sem no prendermos a ele. Aqui somos estrangeiros, aqui estamos de passagem, aqui somos peregrinos; lá é que permaneceremos para sempre: nossa pátria é o céu, onde está Cristo, nossa vida! O grande mal do mundo atual é entreter-se com seu consumismo, com sua tecnologia, com seu bem-estar, com seu divertimento excessivo e esquecer de viver atento às coisas do alto. Mas, pior ainda, os cristãos também muitas vezes são infectados por essa doença! Nós, que deveríamos ser as testemunhas do mundo que há de vir, quantas vezes vivemos imersos, metidos somente nas ocupações deste mundo – muitos até com o pretexto de que estão trabalhando pelos irmãos e por uma sociedade melhor. Nada disso! Os pés devem estar na terra, mas o coração deve estar sempre voltado para o alto! Não esqueçamos: nosso destino é o céu, participando da glória de Cristo, da qual a Virgem Maria já participa plenamente! Aí, sim, poderemos cantar com ela e como ela: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador: o poderoso fez em mim maravilhas!” Seja ele bendito agora e para sempre. Amém.
D. Henrique Soares

=========-----------------============


PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos ou ministros extraordinários da Palavra):


LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
O Senhor esteja com todos vocês... Irmãos e irmãs, demos graças ao Senhor, Nosso...
à COM JESUS, por Jesus e em Jesus,  NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Deus da vida! Nós vos louvamos e vos agradecemos.
à Pai, pela assunção de Maria podemos proclamar: Eis agora a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e o poder de Cristo. É grande a nossa esperança, pois Maria é nossa mãe e está junto de Vós. Pai, ajudai-nos para que não nos desviemos de vossos caminhos.
T: Deus da vida! Nós vos louvamos e vos agradecemos.
à Pai, rei do universo e Senhor da vida, nós Vos damos graças pela ressurreição que manifestastes pelo Vosso Filho Jesus, o novo Adão, e pela assunção de Maria. Bendito sejais para sempre.
T: Deus da vida! Nós vos louvamos e vos agradecemos.
à “Nós Vos bendizemos, Deus do universo, porque pelo Vosso Filho visitastes o Vosso povo. Guiai as nossas comunidades e iluminai-as pelo Vosso Espírito Santo”.
T: Deus da vida! Nós vos louvamos e vos agradecemos.
à Nós vos agradecemos, Deus amor, porque em Cristo nos transformastes em novas criaturas. Dai-nos a graça de um dia cantarmos com Maria a vossa glória no céu.
T: Deus da vida! Nós vos louvamos e vos agradecemos.

= pai nosso... a paz...   eis o cordeiro...




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM, Homilias, XIX Domingo, Homilia dominical

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM (Adaptado e postado pelo Diácono Ismael)

Sinopse:
Tema: Vocação para a vida em família (Dia dos Pais) A liturgia nos convida a sairmos do orgulho e da autossuficiência e a acolhermos os dons que Deus nos oferece.

A primeira leitura mostra que Deus nos oferece o pão que dá vida, nos dá força, para a nossa missão.
O Evangelho apresenta Jesus como o “pão” vivo que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Para que esse “pão” sacie é preciso acreditar, aderir a Jesus, acolher as suas propostas, aceitar o seu projeto, segui-lo no “sim” a Deus e no amor aos irmãos.
A segunda leitura: Quando alguém acolhe Jesus como o “pão” que desceu do céu, torna-se um Homem Novo, que renuncia à vida velha do egoísmo e do pecado e que passa a viver no amor, a exemplo de Cristo.

LEITURA I – 1 Re 19,4-8 - Leitura do Primeiro Livro dos Reis
... Elias entrou no deserto e andou o dia inteiro. ...sentou-se ...e, desejando  a morte, exclamou: «Já basta, Senhor. Tirai-me a vida, porque não sou melhor que meus pais». Deitou-se por terra e adormeceu... Nisto, um Anjo do Senhor tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come». Ele olhou e viu um pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água. Comeu e bebeu e tornou a deitar-se. O  Anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come, porque ainda tens um longo caminho a  percorrer». Ele levantou-se, comeu e bebeu. Depois, fortalecido com aquele alimento, caminhou durante quarenta  dias e quarenta noites até ao monte de Deus, Horeb.

AMBIENTE - Elias atua no Reino do Norte (Israel) durante o século IX a.C., num tempo em que a fé jahwista é posta em causa pela preponderância que os deuses estrangeiros (especialmente Baal. Elias é o grande defensor da fidelidade a Jahwéh. Elias representa os pobres de Israel, na sua luta sem tréguas contra os poderosos. Após o massacre dos 400 profetas de Baal no monte Carmelo, Acab e a sua esposa fenícia juraram matar Elias; e o profeta fugiu para o sul, a fim de salvar a vida.

MENSAGEM - Elias abatido, deprimido face à incompreensão e à perseguição de que é alvo. O profeta sente que a sua missão está fracassada; sente medo e está prestes a desistir de tudo… O pedido de morte reflete o seu profundo desânimo e desespero. O profeta é um homem que tem fragilidades, mas Deus não abandona o seu profeta. Deus oferece “pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água”. A cena garante-nos que Deus cuida daqueles que chama e dá o alimento para serem fiéis à missão, mesmo nas dificuldades. Repare-se como Deus não anula a missão, nem elimina os perseguidores; mas dá  a força para continuar a sua missão. Alimentado pela força de Deus, o profeta caminha durante “quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, o Horeb, lugar da aliança e dos mandamentos da Lei;– o monte da Aliança – é um regresso às fontes, uma peregrinação às origens de Israel como Povo de Deus… Perseguido, incompreendido, desesperado, Elias necessita revitalizar a sua fé e reencontrar o sentido da sua missão como profeta de Jahwéh e como defensor dessa Aliança.

ATUALIZAÇÃO •  Elias vencido pela decepção experimentou a sua impotência no em mudar o coração do seu Povo e desistiu de lutar; ele prefere morrer a ter de continuar. A fragilidade está sempre presente na experiência profética. A nossa missão está, muitas vezes, marcada pelas incompreensões, calúnias e perseguições; outras vezes, é o sentimento da impotência em mudar o mundo que nos desanima; outras vezes ainda, é a nossa fragilidade, nossos limites que nos assusta.  A solução será abandonar a luta? Deus nos dá força para continuar.
•  Deus não abandona aqueles a quem chama a dar testemunho profético. No “pão cozido sobre pedras quentes” e na “bilha de água” Deus retempera as forças de Elias, manifesta-se o Deus da bondade e do amor, que anima os seus profetas e lhes dá a força para testemunhar, mesmo nos momentos de dificuldade e de desânimo.
•  Por vezes, pedimos a Deus que nos resolva milagrosamente os problemas, com um golpe mágico, enquanto nós ficamos, de braços cruzados… O nosso Deus não Se substitui ao homem, não ocupa o nosso lugar, mas está ao nosso lado sempre que precisamos, dando-nos a força para vencer as dificuldades.
• A “peregrinação” de Elias ao Horeb/Sinai é para se reencontrar com as origens da fé israelita e para recarregar as baterias espirituais, sugere-nos a necessidade de, por vezes, encontrarmos momentos de “parada”, de reflexão, de “retiro”, de reencontro com Deus, de redescoberta dos fundamentos da nossa missão…

EVANGELHO (Jo 6,41-51)  ...
os judeus murmuravam porque Jesus havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. Eles comentavam: “Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?” Jesus respondeu: “...Ninguém pode vir a mim, se o Pai não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. ...Ora, todo aquele que escutou o Pai ...vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

AMBIENTE - Todas essas catequeses (“a água que dá a vida”; “o pão que sacia todas as fomes”; “a luz que liberta o homem das trevas”; “o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas”; “vida e ressurreição para o mundo”) terminam com a oposição dos judeus. João vai  preparando o final da caminhada histórica de Jesus: a morte na cruz.

MENSAGEM - Os interlocutores de Jesus não O aceitam como “o pão que desceu do céu”. Eles sabem que o seu pai é José, conhecem a sua mãe e a sua família; eles não aceitam que Jesus traga aos homens a vida de Deus.  Os judeus, instalados nas suas certezas, acomodados a um sistema religioso ritualista, estéril e vazio, já decidiram que não precisam do “pão” de Deus. Assim, não escutam Jesus. Para aqueles que, O aceitam como “o pão de Deus”, Jesus traz a vida eterna. Quem adere a Jesus e à proposta que Ele veio apresentar  encontra a vida definitiva. O que é decisivo é o “acreditar” – isto é, o aderir à Jesus e aos valores que Ele veio propor. Jesus estabelece um paralelo entre o “pão” que Ele veio oferecer e o maná que não lhes garantia a vida eterna e definitiva e que nem sequer lhes assegurava o encontro com a terra prometida e com a liberdade plena; mas o “pão” que Jesus quer oferecer levará o homem a alcançar a vida plena. “um “tempo” sem fim; uma vida com qualidade ilimitada – uma vida plenamente realizada. Jesus estará aqui a referir-se à sua “carne” física? Não. A “carne” de Jesus é a sua pessoa que se manifesta, todos os dias, em gestos concretos de amor, de bondade, de solicitude, de misericórdia. Essa “pessoa” revela-lhes o caminho para a vida verdadeira: nas atitudes, nas palavras de Jesus, manifesta-se historicamente ao mundo o Deus que ama os homens e que os convida, através de gestos concretos, a fazer da vida um dom e um serviço de amor.

ATUALIZAÇÃO •  Jesus, com a sua vida, palavras, gestos, amor, veio dizer-nos como chegar à vida verdadeira.
• “Quem acredita em Mim, tem a vida eterna”. “Acreditar” não é aceitar que Ele existiu, conhecer a sua doutrina … “Acreditar” é aderir, de fato, a essa vida que Jesus nos propôs, viver como Ele na escuta dos projetos do Pai, segui-lo no caminho do amor, da entrega aos irmãos; é fazer da própria vida uma luta contra o egoísmo, a exploração, a injustiça, o pecado, tudo o que traz sofrimento ao mundo.
• O maná matou a fome física, mas que não lhes deu a vida definitiva, não lhes transformou os corações, não lhes assegurou a liberdade plena e verdadeira. O maná representa aqui todas essas propostas de vida que atraem a o nosso interesse, mas que vêm a revelar-se falíveis, parciais, porque não nos libertam nem geram vida plena. É é necessário discernir entre o que é ilusório e o que é eterno; é preciso não nos deixarmos seduzir por falsas propostas de realização e de felicidade …
• Porque é que os judeus rejeitam a proposta de Jesus? Porque vivem nas suas certezas teológicas e perderam a faculdade de escutar Deus. Todos nós temos alguma tendência para a acomodação; e quando nos deixamos dominar por esse esquema, tornamo-nos prisioneiros dos ritos, dos preconceitos, das ideias religiosamente corretas, de catecismos bem elaborados mas parados no tempo, que deixam pouco espaço para o mistério de Deus e para os desafios sempre novos que Deus nos faz. É preciso aprendermos a questionar as nossas certezas.

SEGUNDA LEITURA (Ef 4,30–5,2)  Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.
Irmãos: Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação. Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo  isso deve desaparecer do meio de vós, como toda espécie  de maldade. Sede   bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos  perdoou por meio de Cristo. Sede  imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo  nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em  oblação e sacrifício de suave odor.

AMBIENTE - Paulo estava na prisão (em Roma, anos 61-63). O objetivo principal é exortar os cristãos a viverem de forma coerente com o seu Batismo e com o seu compromisso com Cristo; viver a condição de Homem Novo.

MENSAGEM - Pelo Baptismo, cada cristão tornou-se morada do Espírito; recebeu um sinal ou selo da sua pertença a Deus.  O que é ser “morada do Espírito”? - por de lado os vícios do “homem velho” (toda espécie de maldade). Significa, por outro lado, pautar toda a vida por atitudes de bondade, de compaixão, de perdão, de amor, tendo Cristo como o modelo de vida. O que fundamenta é o fato de os crentes serem “filhos amados de Deus”; por isso, devem imitar a perfeição, a bondade e o amor de Deus. Como exemplo concreto, os crentes têm diante dos olhos Cristo que, cumprindo os projetos do Pai, ofereceu a sua vida por amor aos homens.

ATUALIZAÇÃO • Pelo Batismo, os cristãos tornam-se filhos de Deus e passam a integrar a comunidade de Deus. O Batismo não é, portanto, uma tradição ou uma obrigação social; mas é uma opção por Deus e  seus os valores.
• Para os batizados, o modelo é Jesus… A vida de Jesus concretizou-se na contínua escuta dos projetos do Pai e no amor total aos homens. Jesus é  o modelo que Deus propõe a todos os outros seus filhos.
• Seguir Cristo e ser um Homem Novo implica assumir uma nova atitude nas relações com os irmãos. Os “vícios” são manifestações do “homem velho” que não cabem na existência de um “filho de Deus”, cuja vida foi marcada com o selo do Espírito. Quando nos deixamos levar pelo rancor, ciúme, ódio, violência e magoamos os irmãos, estamos sendo incoerentes com o compromisso que assumimos no Batismo e  cortamos a relação com a família de Deus.

PAIS, não desanimem como Elias diante de situações difíceis e complicadas… nem murmurem como os judeus diante do incompreensível…SER  PAI é uma Missão sublime…
- É participar do mistério da criação, é iluminar o mundo com uma nova e insubstituível centelha de vida.
- É prosseguir na história e testemunhar a esperança de um mundo sempre mais humano, fraterno e de paz…
  Mas onde buscar força, quando parece tudo perdido?
O Evangelho de Hoje nos dá uma resposta… Essa energia nos é dada no pão vivo descido do céu, que é CRISTO, 
presente no meio de nós na EUCARISTIA e na sua PALAVRA.
E mais do que ninguém, o pai tem a missão de oferecer esse pão aos filhos


O que não teria conseguido com as suas próprias forças, conseguiu-o com o alimento que o Senhor lhe proporcionou quando mais desanimado se sentia. Nós estamos a caminho, também nós precisamos de um pão como o de Elias.
O monte santo para o qual o Profeta se dirige é imagem do Céu, e o trajeto de quarenta dias representa a longa viagem que vem a ser a nossa passagem pela terra; uma viagem semeada também de tentações, cansaços e dificuldades que por vezes nos fazem fraquejar o ânimo e a esperança. Na Eucaristia  encontramos as forças necessárias para chegarmos até o Céu, apesar da nossa fraqueza. Na Comunhão, o poder divino ultrapassa todas as limitações humanas, porque recebemos o próprio Cristo. “Assim como quando se juntam dois pedaços de cera e com o fogo se derretem, dos dois se forma uma só coisa, assim também é o que acontece pela participação do Corpo de Cristo e do seu precioso Sangue” (São Cirilo de Alexandria). É o que diz Jesus: “Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por meio do Pai, assim aquele que de mim se alimenta viverá por meio de mim” (Jo 6, 57).
A Eucaristia Fortalece-nos e afasta de nós a morte. Tal como o alimento natural permite que o corpo cresça, a Eucaristia aumenta a união com Deus, “porque a participação do corpo e do sangue de Cristo não faz outra coisa senão transfigurar-nos naquilo que recebemos” (São Cirilo de Alexandria). A Comunhão ajuda-nos a santificar a vida e as dificuldades diárias.
Os judeus só conseguem ver que ele é o filho de José; não percebem, não crêem que ele vem do Pai, como alimento de nossa existência. Com ele, a vida tem sentido, tem rumo, tem razão de ser; com ele, descobriremos porque vivemos, descobrimos de onde vimos e para onde vamos, descobrimos que somos amados e somos fruto de um sonho de amor; com ele, finalmente, temos a paz! “Eu sou o pão da vossa vida!
===========--------------------==========
"Levanta e come"

Deus oferece aos homens o "pão" da vida plena e definitiva.

Na 1a Leitura Elias recebe no deserto um "pão do céu" para refazer as forças e continuar a sua missão. (1 Rs 19,4-8)

Ele acusara o Rei e a Rainha de serem a ruína de Israel, desafiara e matara os profetas de Baal, que davam sustentação à religião pagã da rainha Jesabel (± ano 450).
Ameaçado de morte, foge para o DESERTO, onde o povo encontrara a fonte de sua fé (êxodo).
Perseguido, cansado, faminto, abatido e desanimado, adormece debaixo de uma árvore,  desejando a morte...
- Deus não o abandona, manda um anjo, que lhe diz: "Levanta e come"…
- Elias, revigorado por aquele alimento vindo do céu,  continua o seu caminho (40 dias e 40 noites) até o monte de Deus (Horeb).
  Deus não abandona o profeta em sua missão, nem elimina os inimigos, apenas lhe dá a força para continuar a caminhada...

* Esse pão vindo do céu prefigura o "Pão", oferecido por Jesus.
   O seguidor de Cristo, que caminha pelo deserto da vida,   pode sentir o cansaço, desânimo e a tentação de deixar tudo.  Mas, como Elias, deve despertar do sono, comer do "Pão do Céu"   e, fortalecido, retomar o caminho até chegar ao monte santo.

Na 2ª Leitura, Paulo exorta os efésios a serem imitadores de Deus, em sua bondade e misericórdia e arrancar tudo o que se opõe ao Espírito Santo e à caridade..  (Ef 4, 30-5,2)

No Evangelho prossegue o discurso de Jesus em Cafarnaum, onde Jesus se apresentara como o "Pão" descido do céu
para dar vida ao mundo. (Jo 6,41-51)

- Provoca uma forte REAÇÃO: "Os judeus murmuram" (como no deserto).   Daí nasce uma tremenda resistência e recusa… - JESUS não desiste e reafirma:
  "Eu sou o pão descido do céu… Quem come desse pão viverá eternamente"   E exige FÉ: "Quem crê, tem a vida eterna. Quem dele comer, não morrerá..."

"Comer a carne de Jesus"
- É assimilar na sua totalidade a pessoa e a Missão de Jesus e, como ele,   ter gestos de doação e de solidariedade em favor dos irmãos.
- É acolher Jesus na sua realidade divina e humana, dom de Deus para a salvação da humanidade.


+ O que essas leituras bíblicas nos dizem no dia dos Pais?

- COMO SER PAI, HOJE,  num mundo que se transforma e enfrenta todo tipo de dificuldades?
 
PAIS, não desanimem como Elias diante de situações difíceis e complicadas… nem murmurem como os judeus diante do incompreensível…

SER PAI é uma Missão sublime…
- É participar do mistério da criação, é iluminar o mundo com uma nova e insubstituível centelha de vida.
- É prosseguir na história e testemunhar a esperança de um mundo sempre mais humano, fraterno e de paz…
 
Mas onde buscar força, quando parece tudo perdido?
O Evangelho de Hoje nos dá uma resposta… Essa energia nos é dada no pão vivo descido do céu, que é CRISTO, 
presente no meio de nós na EUCARISTIA e na sua PALAVRA.
E mais do que ninguém, o pai tem a missão de oferecer esse pão aos filhos



                                       Pe. Antônio Geraldo

==========-------------------==========

Homilia do PE. PEDRINHO

Dia dos pais. Claro que pretendo dirigir uma palavrinha a estes importantes instrumentos de Deus para o mundo.
A liturgia de hoje continua nos oferendo, como proposta de reflexão, o capítulo 6 do Evangelho de São João. Já vimos Jesus, que alimenta uma multidão, trazendo uma nova proposta, um novo sinal para o mundo. São João diz; cinco mil pessoas. Hoje Jesus deixa claro que Ele é o Pão vivo que desceu do céu e que nos leva para a vida eterna. Nos sabemos bem, que a Eucaristia ela é, para nós, o ponto central da nossa fé. E, por uma questão muito simples. Ela que nos mantém em comunhão, unidos e unidos formamos o corpo de Cristo, aonde Ele é a cabeça. É Jesus que nos orienta, ele que nos fala o que devemos fazer, a exemplo do cérebro que comanda todo o corpo. Portanto, a Eucaristia vai muito além de um pedaço de pão que eu como. A Eucaristia é um sinal do corpo vivo de Cristo. Eu já disse e gosto de repetir; todo o alimento que me sirvo, ele passa a fazer parte do meu corpo. A Eucaristia é o contrário; na medida que eu comungo, eu passo a fazer parte do corpo de Cristo. Esta é uma grande diferença. Como eu sou mortal, todo alimento que passa a fazer parte do meu corpo, morre comigo. Enquanto Jesus é eterno. Todo aquele que passa a fazer parte do corpo de Cristo, ele vive eternamente. É aí que nós ligamos, está unido, Eucaristia - vida eterna. Eucaristia – ressurreição.
É muito interessante observar a primeira leitura de hoje; o profeta Elias, ele diz; olhe, sabe, a solução para minha vida é a morte. É uma contradição, mas, muitas vezes, pensamos isto mesmo; porque eu não morro e assim resolveria este problema de uma vez! É bem uma atitude de ser humano. Como é que a solução para a vida é a morte? Aí, Deus puxa a orelha dele dizendo: escuta, tá vendo este pão aí? Levanta e come. Ele consegue com aquele pão, que lhe serviu de alimento, caminhar quarenta dias e quarenta noites. Então, não é qualquer pão! Um pão que me alimenta por quarenta dias, é bastante. Ora, Jesus vem agora e diz: aquele é um sinal, porque o pão que lhe ofereço, agora, é para caminhar eternamente; não é mais só para quarenta dias; eternamente. Então, é a grandeza do Pão vindo do céu que nos garante vida e vida eterna. É evidente que eu não vou dizer, que fiz ao longo da minha vida; seis mil e tantas comunhões. Não. Não dá para falar assim, porque a comunhão é única e a mesma. Eu participo desta comunhão com Deus, na pessoa de Jesus cristo, cada vez que eu me dirijo à fila da comunhão, cada vez que eu me sirvo do corpo de Jesus Cristo. É claro que isto nos traz consequências; porque eu comungar e não viver a comunhão, eu simplesmente estou fazendo um teatro, fazendo de conta.  Então, é um grande desafio estabelecermos a comunhão. Aí então, que a comunidade é uma parte importantíssima dentro de toda reflexão eucarística. é muito interessante que aqueles que não aceitam Jesus ou não aceitam o seu projeto, sempre terão alguma desculpa a dar. Hoje é: nós conhecemos a família dele. Como é que ele agora vem dizendo que é o Pão vindo do céu? Porque nós conhecemos muito bem a sua origem. É um pretexto. Qualquer pessoa pode apresentar qualquer desculpa para não aceitar ou não assumir a proposta de Jesus. Por outro lado, são Pedro dirá: a quem iremos, Senhor, só tu tens palavras de vida eterna. É o contraponto. É a Igreja dizendo: de fato, a Eucaristia não se limita somente no Pão, pois você tem o Pão da Palavra, o Pão da solidariedade, o Pão do amor, formas que nos levam ao mesmo Jesus. É claro, que a Eucaristia se torna este sinal e a síntese, a junção, o encontro de todos estes valores do Evangelho. Por isso, é tão importante este capítulo 6 do Evangelho de João. Assim como nós temos a oração Eucarística, onde os apóstolos lembravam as orações e palavras de Jesus, iam organizando um certo discurso catequético, para irmos compreendendo o que é Eucaristia. Por isso, vale a pena ler o capítulo 6 de São João, por inteiro.  Claro, que na liturgia isso não é possível, pois seria uma leitura longa e não haveria tempo de meditar parte por parte. Por isso, a liturgia vai dividir em pedaço, em trechos, para que possamos ter a oportunidade de aprofundar um pouco mais. Que bom que nós cremos na Eucaristia, que bom que podemos contar com este alimento, porque Ele nos conduz à vida eterna.
Mas, hoje é dia dos pais e concidentemente tem uma frase no Evangelho, que eu gostaria de partilhar uma pequena reflexão; os que murmuravam contra Jesus diziam: Ele é filho de José. Muito interessante porque dos quatro Evangelhos, Lucas, Mateus, Marcos e João, o único que dá nome ao pai de Jesus é o Evangelho de São João. Todos os outros vão dizer é filho do carpinteiro. São João faz questão de dizer: filho de José. Nós sabemos muito bem que São José é apresentado como sendo o patrono da Igreja. O que significa o Pai da Igreja. Agora, a figura, a pessoa de São José no Evangelho, é bastante questionadora para nós. Primeiro, que deixa claro que Deus, entre as infinitas possibilidades, escolheu a família para se fazer presente no mundo. Ele poderia escolher outra forma, com todo o seu poder poderia vir do mar, cair do céu, mas ao escolher a família Ele indica que a família é o lugar mais adequado para se celebrar a vida. A família há de supor o pai, a mãe e os filhos, pois foi assim que aconteceu; São José, Nossa Senhora e Jesus. Ora, isto nos ajuda a compreender a importância da mãe, evidentemente, que não vou refletir hoje, mas também a importância do Pai. hoje é dia dos Pais. O que é que São José pode ajudar cada pai? a realizar a sua missão. Em primeiro lugar, nós vemos em José uma disponibilidade incrível, porque ele já tinha a vida feita. Ele vai estar disponível a Deus e vai começar tudo do zero, porque Deus o convidou e ele acreditou na Palavra: não tenhas medo de receber Maria como tua esposa. E ele aceitou. Segundo, vemos em José alguém que tem um respeito profundo pela esposa. É muito interessante. Ele tem clareza do seu papel, ao ponto que quando Nossa Senhora vai puxar a orelha de Jesus, é Ela quem fala. Ele sabe muito bem como caminhar com esta família; não é ele o dono da verdade, mas aquele que partilha as responsabilidades. Hoje, os pais sentem até um pouco de medo e dificuldade de realizar a sua missão. Então, eu penso que a figura de São José pode lhe ajudar muito. São José deu o que ele teve. Aqui eu vejo um equívoco; muitos dizem: eu quero dar pro meu filho o que eu não tive. Não. São José deu o que ele tinha. Ele deu o ser carpinteiro para Jesus. Ele mostrou que é através do fruto do trabalho, que você pode levar a vida adiante. Não precisou “fazer das tripas coração” para Jesus ser feliz; simplesmente se colocou à disposição. Então, não tenha medo de dar para seus filhos o que você tem. Não o que não tem. E não queira dar tudo, porque a maior glória do mundo é aquele que nós formamos no superar. Se você não consegue dar tudo pro seu filho, ele que conquiste. Que bom se ele te superar, conseguir mais do que você conseguiu. Isto não é vergonha, mas o contrário. É sinal de um bom mestre. Neste sentido, Jesus superou São José em tudo, o que mostra que é um bom mestre. O que me parece fundamental é que São José teve grande intimidade com Jesus e com Nossa Senhora. Intimidade de viver como família. Então, este é o segredo. Incluir Jesus e Maria em sua família. Já não se tem mais o costume de dar a benção aos filhos; “Deus te abençoe”. É evidente, que quem não está acostumado, se fizer isto os filhos vão se assustar. Mas, agente sabe que a benção vindo do pai é única. Quem tem seu pai no céu, sabe disto. Não tem mais aquele “Deus te abençoe”. Aquele benção vinda dos pais, nenhum padre pode dar, nem a esposa, nem os filhos. É uma benção própria, é o múnus que ele traz consigo, é a capacidade de abençoar. É evidente que isto traz carinho, segurança, porque a benção nos dá coragem para caminharmos. Pai, não desanime, conte com a presença de Jesus e Maria em sua família. Conte com a Eucaristia e tudo aquilo que for necessário a sua família irá conquistar.
Muitos daqui já têm os filhos criados e, portanto, já chegam os netos. Ora, é evidente que na família cristã, todo aquele que é pai, é avô, é fonte de vida. É evidente que como avô pode e deve continuar a dar a benção aos netos, ajudando-os a descobrir a Palavra de Deus e ter maior segurança, que tudo mais é passageiro e ilusório. É Deus na pessoa de Jesus Cristo, que nos dá a Palavra de vida eterna.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo...

PE. PEDRINHO


===========-------------------==========

Homilia de D. Henrique Soares
A Liturgia da Palavra deste Domingo ainda está ligada ao evangelho da multiplicação dos pães. Jesus reclama porque os judeus não quiseram compreender o sinal da multiplicação. Claramente, ele afirma: “Eu sou o pão que desceu do céu! Quem dele comer, nunca morrerá!”
Eis aqui a grande revelação do Senhor! Os judeus só conseguem ver a superfície, somente compreendem que ele é o filho de José; não percebem, não crêem que ele vem do Pai, como alimento de nossa existência: ele é o sustento, o alimento da nossa vida. Afinal, que é viver? Será simplesmente existir, respirar, sobreviver, de qualquer modo, sem rumo, sem sentido, sem uma finalidade para a existência? Que vida seria essa? Não uma existência assim, miserável, que vemos tantos e tanto hoje vivendo? Pois bem, Jesus afirma que ele dá o sustento verdadeiro à nossa vida; com ele, a vida tem sentido, tem rumo, tem razão de ser; com ele, descobriremos porque vivemos, descobrimos de onde vimos e para onde vamos, descobrimos que somos amados e somos fruto de um sonho de amor; com ele, finalmente, temos a paz! “Eu sou o pão da vossa vida! Precisais mais de mim que vosso corpo do pão de cada dia. Quem come desse pão que sou eu, isto é, quem se alimenta de meu amor, de minhas palavras, de meu caminho, nunca viverá uma vida de mentira, de ilusão, de morte; antes, viverá de verdade!
Para ilustrar isso, basta pensarmos na situação de Elias, na primeira leitura de hoje. Ele tinha matado os profetas de Baal no monte Carmelo. Jezabel, a rainha idólatra, tinha prometido vingança e queria matá-lo. O profeta sentiu medo e figiu, procurando esconder-se no deserto do Sinai para encontrar inspiração e consolo no monte Horeb (outro nome para o monte Sinai), o Monte de Deus. E lá vai Elias… Mas, o caminho longo, os dias quentes do deserto, a solidão, a tensão da fuga, tudo isso traz desânimo e depressão ao profeta. A vida lhe parece dura, amarga, sem sentido. Cansado, ele se rende e pede a morte: “Agora basta, Senhor! Tira a minha vida,pois não sou melhor que meus pais… Sou igual a todo mundo, não sou a palmatória do mundo… Cansei! Quero morrer!” Quantas vezes somos como Elias, quantas vezes a existência nos pesa, o sentido da vida parece se nos esconder, quantas vezes parece que apenas sobrevivemos, mas não temos idéia para onde vai o caminho… O desengano do profeta é tão profundo que ele, deprimido, cai no sono. E o Senhor envia-lhe um anjo: “’Levanta-te e come!’ E ele viu junto à sua cabeça um pão assado… ‘Ainda tens um longo caminho a percorrer’. Elias levantou-se, comeu e bebeu e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus”. Caríssimos, também nós estamos a caminho, também nós precisamos de um pão como o de Elias. Esse pão o Senhor nos dá, esse pão é o próprio Cristo, que hoje nos diz: “Eu sou o pão da vossa vida!” Infelizmente para nós, caríssimos, nos iludimos, procurando saciar nossa fome de vida com coisas que não alimentam o coração. É aquela antiga queixa de Deus, pela boca do profeta Isaías: “Ah! Todos que tendes sede, vinde à água. Vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; comprai sem dinheiro e sem pagar, vinho e leite. Por que gastais dinheiro com aquilo que não é pão, e o produto do vosso trabalho com aquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me com toda atenção e comei o que é bom. Escutai e vinde a mim, ouvi-me e havereis de viver!” (Is 55,1-3)
Mas, o Senhor é bondoso e sua misericórdia é sem limites! Quem pode pôr medida à sua bondade? Ele não somente é pão e sustento de nossa vida de modo figurado. Para surpresa nossa, para escândalo do mundo – e até de tantos cristãos que estão separados da Igreja de Cristo – o Senhor revela: “O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo!” É demais, caríssimos! É surpreendente, é inesperado! Aqui, o Senhor está falando claramente da Eucaristia: “Eu sou o pão da vossa vida, eu vos alimento de vida e de sentido de viver; e eu fico entre vós, fico convosco, alimento-vos de um modo que não esperáveis: minha união convosco é total, absoluta: eu vos dou verdadeiramente minha carne, meu corpo morto e ressuscitado, como vida da vossa vida!” Meus irmãos, não pode haver maior dom, maior intimidade, mais revigorante alimento! Os judeus murmuravam, os protestantes murmuram, mas Cristo nosso Deus, que tem palavras de vida eterna e para quem nada é impossível, nos garante: “O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo!” Caríssimos, estejamos atentos para nos aproximar freqüentemente desse alimento de vida eterna; com freqüência e com dignidade. Privar-se da comunhão eucarística quando se poderia comungar é fazer pouco caso do dom do Senhor, é ser auto-suficiente, é não reconhecer que somente Jesus nos alimenta e nos sustém com a sua graça. Não cuidar de comungar é um orgulho que nos coloca debaixo da terrível sentença do nosso Salvador: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes do seu sangue, não tereis a vida em vós!” (Jo 6,53). Por outro lado, aproximar-se do Corpo do Senhor sem se examinar; comungar sem estar em comunhão com o Senhor e com os irmãos é mentir contra a Eucaristia, é comer e beber a própria condenação! Comunguemos sempre, caríssimos; mas, comunguemos estando preparados, conforme a santa Palavra de Deus nos exorta! Recordemos a grave palavra do Apóstolo: “Que cada um se examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo come e bebe a própria condenação” (1Cor 11,28s).
Meus caros, a Eucaristia, comunhão no santíssimo Corpo do Senhor, não somente é alimento para o nosso caminho, não somente á sustento da nossa vida, não somente é penhor de vida eterna, como também nos dá a graça do Santo Espírito, que nos faz ser um só corpo em Cristo. Eis, que mistério tão profundo: comungando do Corpo do Senhor na Eucaristia, nós nos tornamos cada vez mais unidos no corpo do Senhor, que é a Igreja! Comunguemos, pois, e teremos força para viver o belo caminho que a segunda leitura deste hoje nos aponta: “Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor”. Eis aqui: a nossa participação no sacrifício eucarístico de Cristo, a nossa comunhão no seu corpo sacrificado e entregue amorosamente, devem nos levar a um novo modo de viver, um modo que consiste na docilidade ao Espírito do Senhor morto e ressuscitado, que significa comunhão com Deus e com os irmãos: “Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.
Portanto, seja Cristo, que se oferece por nós em sacrifício e se dá a nós em comunhão, o pão, o sustento, o sentido da nossa vida, para podermos caminhar, entre as lutas, desafios e cansaços desta vida, até o monte de Deus, que é a Pátria celeste. Amém.
Dele alimentar-se é iniciar uma nova vida, vivendo sua dinâmica de entrega: vivei em amor como ele nos amou e se entregou por nós em sacrifício (2l).

Dom Henrique Soares da Costa



===============-----------------==========














PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos, ministros extraordinários da Palavra):




LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
à COM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
à T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
à Pai, Por Jesus e na força do Espírito Santo, fomos transformados em novas pessoas; somos vossos filhos e filhas. Vinde sempre em nosso auxílio quando o cansaço e o desânimo caírem sobre nós. Que o Espírito Santo nos faça fortes para superar as nossas limitações.
à T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
à Senhor, fazei-nos atentos às novidades e aos novos chamados que fazeis em nossa vida. Que sempre estejamos atentos e dispostos aos novos trabalhos de evangelização para que vosso reino seja feito segundo a vossa vontade.
à T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
à Senhor, nosso Deus e Pai, vinde sempre em nosso auxílio, pois muitas vezes somos fracos e nos vencemos pelas tendências do homem velho. Muitas vezes caímos pelo nosso egoísmo e orgulho. Transformai-nos a cada dia para que possamos espelhar a vossa bondade a todos.
à T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
àPai nosso... Oração da Paz... A Paz de Cristo... Eis o Cordeiro de Deus...