quinta-feira, 9 de agosto de 2018

19º DOMINGO DO TEMPO COMUM, homilias, subsídios homiléticos


Jo 6,41-51 - 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM (Adaptado pelo Diácono Ismael)

Sinopse:
Tema: Vocação para a vida em família (Dia dos Pais) A liturgia nos convida a sairmos do orgulho e da autossuficiência e a acolhermos os dons que Deus nos oferece.

A primeira leitura mostra que Deus nos oferece o pão que dá vida, nos dá força, para a nossa missão.
O Evangelho apresenta Jesus como o “pão” vivo que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Para que esse “pão” sacie é preciso acreditar, aderir a Jesus, acolher as suas propostas, aceitar o seu projeto, segui-lo no “sim” a Deus e no amor aos irmãos.
A segunda leitura: Quando alguém acolhe Jesus como o “pão” que desceu do céu, torna-se um Homem Novo, que renuncia à vida velha do egoísmo e do pecado e que passa a viver no amor, a exemplo de Cristo.

LEITURA I – 1 Re 19,4-8 - Leitura do Primeiro Livro dos Reis
... Elias entrou no deserto e andou o dia inteiro. ...sentou-se ...e, desejando  a morte, exclamou: «Já basta, Senhor. Tirai-me a vida, porque não sou melhor que meus pais». Deitou-se por terra e adormeceu... Nisto, um Anjo do Senhor tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come». Ele olhou e viu um pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água. Comeu e bebeu e tornou a deitar-se. O  Anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-lhe e disse: «Levanta-te e come, porque ainda tens um longo caminho a  percorrer». Ele levantou-se, comeu e bebeu. Depois, fortalecido com aquele alimento, caminhou durante quarenta  dias e quarenta noites até ao monte de Deus, Horeb.

AMBIENTE - Elias atua no Reino do Norte (Israel) durante o século IX a.C., num tempo em que a fé jahwista é posta em causa pela preponderância que os deuses estrangeiros (especialmente Baal. Elias é o grande defensor da fidelidade a Jahwéh. Elias representa os pobres de Israel, na sua luta sem tréguas contra os poderosos. Após o massacre dos 400 profetas de Baal no monte Carmelo, Acab e a sua esposa fenícia juraram matar Elias; e o profeta fugiu para o sul, a fim de salvar a vida.

MENSAGEM - Elias abatido, deprimido face à incompreensão e à perseguição de que é alvo. O profeta sente que a sua missão está fracassada; sente medo e está prestes a desistir de tudo… O pedido de morte reflete o seu profundo desânimo e desespero. O profeta é um homem que tem fragilidades, mas Deus não abandona o seu profeta. Deus oferece “pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água”. A cena garante-nos que Deus cuida daqueles que chama e dá o alimento para serem fiéis à missão, mesmo nas dificuldades. Repare-se como Deus não anula a missão, nem elimina os perseguidores; mas dá  a força para continuar a sua missão. Alimentado pela força de Deus, o profeta caminha durante “quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, o Horeb, lugar da aliança e dos mandamentos da Lei;– o monte da Aliança – é um regresso às fontes, uma peregrinação às origens de Israel como Povo de Deus… Perseguido, incompreendido, desesperado, Elias necessita revitalizar a sua fé e reencontrar o sentido da sua missão como profeta de Jahwéh e como defensor dessa Aliança.

ATUALIZAÇÃO •  Elias vencido pela decepção experimentou a sua impotência no em mudar o coração do seu Povo e desistiu de lutar; ele prefere morrer a ter de continuar. A fragilidade está sempre presente na experiência profética. A nossa missão está, muitas vezes, marcada pelas incompreensões, calúnias e perseguições; outras vezes, é o sentimento da impotência em mudar o mundo que nos desanima; outras vezes ainda, é a nossa fragilidade, nossos limites que nos assusta.  A solução será abandonar a luta? Deus nos dá força para continuar.
•  Deus não abandona aqueles a quem chama a dar testemunho profético. No “pão cozido sobre pedras quentes” e na “bilha de água” Deus retempera as forças de Elias, manifesta-se o Deus da bondade e do amor, que anima os seus profetas e lhes dá a força para testemunhar, mesmo nos momentos de dificuldade e de desânimo.
•  Por vezes, pedimos a Deus que nos resolva milagrosamente os problemas, com um golpe mágico, enquanto nós ficamos, de braços cruzados… O nosso Deus não Se substitui ao homem, não ocupa o nosso lugar, mas está ao nosso lado sempre que precisamos, dando-nos a força para vencer as dificuldades.
• A “peregrinação” de Elias ao Horeb/Sinai é para se reencontrar com as origens da fé israelita e para recarregar as baterias espirituais, sugere-nos a necessidade de, por vezes, encontrarmos momentos de “parada”, de reflexão, de “retiro”, de reencontro com Deus, de redescoberta dos fundamentos da nossa missão…

SALMO RESPONSORIAL / 33(34)
 Provai e vede quão suave é o Senhor!
• Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, /seu louvor estará sempre em minha boca. / Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem!
• Comigo engrandecei ao Senhor Deus,/ exaltemos todos juntos o seu nome! / Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou.
• Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! / Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, / e o Senhor o libertou de toda angústia.
• O anjo do Senhor vem acampar / ao redor dos que o temem e os salva. / Provai e vede quão suave é o Senhor! / Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

EVANGELHO (Jo 6,41-51)  ...os judeus murmuravam porque Jesus havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. Eles comentavam: “Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?” Jesus respondeu: “...Ninguém pode vir a mim, se o Pai não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. ...Ora, todo aquele que escutou o Pai ...vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

AMBIENTE - Todas essas catequeses (“a água que dá a vida”; “o pão que sacia todas as fomes”; “a luz que liberta o homem das trevas”; “o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas”; “vida e ressurreição para o mundo”) terminam com a oposição dos judeus. João vai  preparando o final da caminhada histórica de Jesus: a morte na cruz.

MENSAGEM - Os interlocutores de Jesus não O aceitam como “o pão que desceu do céu”. Eles sabem que o seu pai é José, conhecem a sua mãe e a sua família; eles não aceitam que Jesus traga aos homens a vida de Deus.  Os judeus, instalados nas suas certezas, acomodados a um sistema religioso ritualista, estéril e vazio, já decidiram que não precisam do “pão” de Deus. Assim, não escutam Jesus. Para aqueles que, O aceitam como “o pão de Deus”, Jesus traz a vida eterna. Quem adere a Jesus e à proposta que Ele veio apresentar  encontra a vida definitiva. O que é decisivo é o “acreditar” – isto é, o aderir à Jesus e aos valores que Ele veio propor. Jesus estabelece um paralelo entre o “pão” que Ele veio oferecer e o maná que não lhes garantia a vida eterna e definitiva e que nem sequer lhes assegurava o encontro com a terra prometida e com a liberdade plena; mas o “pão” que Jesus quer oferecer levará o homem a alcançar a vida plena. “um “tempo” sem fim; uma vida com qualidade ilimitada – uma vida plenamente realizada. Jesus estará aqui a referir-se à sua “carne” física? Não. A “carne” de Jesus é a sua pessoa que se manifesta, todos os dias, em gestos concretos de amor, de bondade, de solicitude, de misericórdia. Essa “pessoa” revela-lhes o caminho para a vida verdadeira: nas atitudes, nas palavras de Jesus, manifesta-se historicamente ao mundo o Deus que ama os homens e que os convida, através de gestos concretos, a fazer da vida um dom e um serviço de amor.

ATUALIZAÇÃO •  Jesus, com a sua vida, palavras, gestos, amor, veio dizer-nos como chegar à vida verdadeira.
• “Quem acredita em Mim, tem a vida eterna”. “Acreditar” não é aceitar que Ele existiu, conhecer a sua doutrina … “Acreditar” é aderir, de fato, a essa vida que Jesus nos propôs, viver como Ele na escuta dos projetos do Pai, segui-lo no caminho do amor, da entrega aos irmãos; é fazer da própria vida uma luta contra o egoísmo, a exploração, a injustiça, o pecado, tudo o que traz sofrimento ao mundo.
• O maná matou a fome física, mas que não lhes deu a vida definitiva, não lhes transformou os corações, não lhes assegurou a liberdade plena e verdadeira. O maná representa aqui todas essas propostas de vida que atraem a o nosso interesse, mas que vêm a revelar-se falíveis, parciais, porque não nos libertam nem geram vida plena. É é necessário discernir entre o que é ilusório e o que é eterno; é preciso não nos deixarmos seduzir por falsas propostas de realização e de felicidade …
• Porque é que os judeus rejeitam a proposta de Jesus? Porque vivem nas suas certezas teológicas e perderam a faculdade de escutar Deus. Todos nós temos alguma tendência para a acomodação; e quando nos deixamos dominar por esse esquema, tornamo-nos prisioneiros dos ritos, dos preconceitos, das ideias religiosamente corretas, de catecismos bem elaborados mas parados no tempo, que deixam pouco espaço para o mistério de Deus e para os desafios sempre novos que Deus nos faz. É preciso aprendermos a questionar as nossas certezas.

SEGUNDA LEITURA (Ef 4,30–5,2) Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.
Irmãos: Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação. Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo  isso deve desaparecer do meio de vós, como toda espécie  de maldade. Sede   bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos  perdoou por meio de Cristo. Sede  imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo  nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em  oblação e sacrifício de suave odor.

AMBIENTE - Paulo estava na prisão (em Roma, anos 61-63). O objetivo principal é exortar os cristãos a viverem de forma coerente com o seu Batismo e com o seu compromisso com Cristo; viver a condição de Homem Novo.

MENSAGEM - Pelo Batismo, cada cristão tornou-se morada do Espírito; recebeu um sinal ou selo da sua pertença a Deus.  O que é ser “morada do Espírito”? - por de lado os vícios do “homem velho” (toda espécie de maldade). Significa, por outro lado, pautar toda a vida por atitudes de bondade, de compaixão, de perdão, de amor, tendo Cristo como o modelo de vida. O que fundamenta é o fato de os crentes serem “filhos amados de Deus”; por isso, devem imitar a perfeição, a bondade e o amor de Deus. Como exemplo concreto, os crentes têm diante dos olhos Cristo que, cumprindo os projetos do Pai, ofereceu a sua vida por amor aos homens.

ATUALIZAÇÃO • Pelo Batismo, os cristãos tornam-se filhos de Deus e passam a integrar a comunidade de Deus. O Batismo não é, portanto, uma tradição ou uma obrigação social; mas é uma opção por Deus e  seus os valores.
• Para os batizados, o modelo é Jesus… A vida de Jesus concretizou-se na contínua escuta dos projetos do Pai e no amor total aos homens. Jesus é  o modelo que Deus propõe a todos os outros seus filhos.
• Seguir Cristo e ser um Homem Novo implica assumir uma nova atitude nas relações com os irmãos. Os “vícios” são manifestações do “homem velho” que não cabem na existência de um “filho de Deus”, cuja vida foi marcada com o selo do Espírito. Quando nos deixamos levar pelo rancor, ciúme, ódio, violência e magoamos os irmãos, estamos sendo incoerentes com o compromisso que assumimos no Batismo e  cortamos a relação com a família de Deus.

PAIS, não desanimem como Elias diante de situações difíceis e complicadas… nem murmurem como os judeus diante do incompreensível…SER  PAI é uma Missão sublime…
- É participar do mistério da criação, é iluminar o mundo com uma nova e insubstituível centelha de vida.
- É prosseguir na história e testemunhar a esperança de um mundo sempre mais humano, fraterno e de paz…
  Mas onde buscar força, quando parece tudo perdido?
O Evangelho de Hoje nos dá uma resposta… Essa energia nos é dada no pão vivo descido do céu, que é CRISTO, presente no meio de nós na EUCARISTIA e na sua PALAVRA.
E mais do que ninguém, o pai tem a missão de oferecer esse pão aos filhos

O que não teria conseguido com as suas próprias forças, conseguiu-o com o alimento que o Senhor lhe proporcionou quando mais desanimado se sentia. Nós estamos a caminho, também nós precisamos de um pão como o de Elias.
O monte santo para o qual o Profeta se dirige é imagem do Céu, e o trajeto de quarenta dias representa a longa viagem que vem a ser a nossa passagem pela terra; uma viagem semeada também de tentações, cansaços e dificuldades que por vezes nos fazem fraquejar o ânimo e a esperança. Na Eucaristia  encontramos as forças necessárias para chegarmos até o Céu, apesar da nossa fraqueza. Na Comunhão, o poder divino ultrapassa todas as limitações humanas, porque recebemos o próprio Cristo. “Assim como quando se juntam dois pedaços de cera e com o fogo se derretem, dos dois se forma uma só coisa, assim também é o que acontece pela participação do Corpo de Cristo e do seu precioso Sangue” (São Cirilo de Alexandria). É o que diz Jesus: “Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por meio do Pai, assim aquele que de mim se alimenta viverá por meio de mim” (Jo 6, 57).
A Eucaristia Fortalece-nos e afasta de nós a morte. Tal como o alimento natural permite que o corpo cresça, a Eucaristia aumenta a união com Deus, “porque a participação do corpo e do sangue de Cristo não faz outra coisa senão transfigurar-nos naquilo que recebemos” (São Cirilo de Alexandria). A Comunhão ajuda-nos a santificar a vida e as dificuldades diárias.
Os judeus só conseguem ver que ele é o filho de José; não percebem, não crêem que ele vem do Pai, como alimento de nossa existência. Com ele, a vida tem sentido, tem rumo, tem razão de ser; com ele, descobriremos porque vivemos, descobrimos de onde vimos e para onde vamos, descobrimos que somos amados e somos fruto de um sonho de amor; com ele, finalmente, temos a paz! “Eu sou o pão da vossa vida!
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"Levanta e come"

Deus oferece aos homens o "pão" da vida plena e definitiva.

Na 1a Leitura Elias recebe no deserto um "pão do céu" para refazer as forças e continuar a sua missão. (1 Rs 19,4-8)

Ele acusara o Rei e a Rainha de serem a ruína de Israel, desafiara e matara os profetas de Baal, que davam sustentação à religião pagã da rainha Jesabel (± ano 450).
Ameaçado de morte, foge para o DESERTO, onde o povo encontrara a fonte de sua fé (êxodo).
Perseguido, cansado, faminto, abatido e desanimado, adormece debaixo de uma árvore,  desejando a morte...
- Deus não o abandona, manda um anjo, que lhe diz: "Levanta e come"…
- Elias, revigorado por aquele alimento vindo do céu,  continua o seu caminho (40 dias e 40 noites) até o monte de Deus (Horeb).
  Deus não abandona o profeta em sua missão, nem elimina os inimigos, apenas lhe dá a força para continuar a caminhada...

* Esse pão vindo do céu prefigura o "Pão", oferecido por Jesus.
   O seguidor de Cristo, que caminha pelo deserto da vida,   pode sentir o cansaço, desânimo e a tentação de deixar tudo.  Mas, como Elias, deve despertar do sono, comer do "Pão do Céu"   e, fortalecido, retomar o caminho até chegar ao monte santo.

Na 2ª Leitura, Paulo exorta os efésios a serem imitadores de Deus, em sua bondade e misericórdia e arrancar tudo o que se opõe ao Espírito Santo e à caridade..  (Ef 4, 30-5,2)

No Evangelho prossegue o discurso de Jesus em Cafarnaum, onde Jesus se apresentara como o "Pão" descido do céu
para dar vida ao mundo. (Jo 6,41-51)

- Provoca uma forte REAÇÃO: "Os judeus murmuram" (como no deserto).   Daí nasce uma tremenda resistência e recusa… - JESUS não desiste e reafirma:
  "Eu sou o pão descido do céu… Quem come desse pão viverá eternamente"   E exige FÉ: "Quem crê, tem a vida eterna. Quem dele comer, não morrerá..."

"Comer a carne de Jesus"
- É assimilar na sua totalidade a pessoa e a Missão de Jesus e, como ele,   ter gestos de doação e de solidariedade em favor dos irmãos.
- É acolher Jesus na sua realidade divina e humana, dom de Deus para a salvação da humanidade.


+ O que essas leituras bíblicas nos dizem no dia dos Pais?

- COMO SER PAI, HOJE,  num mundo que se transforma e enfrenta todo tipo de dificuldades?
 
PAIS, não desanimem como Elias diante de situações difíceis e complicadas… nem murmurem como os judeus diante do incompreensível…

SER PAI é uma Missão sublime…
- É participar do mistério da criação, é iluminar o mundo com uma nova e insubstituível centelha de vida.
- É prosseguir na história e testemunhar a esperança de um mundo sempre mais humano, fraterno e de paz…
 
Mas onde buscar força, quando parece tudo perdido?
O Evangelho de Hoje nos dá uma resposta… Essa energia nos é dada no pão vivo descido do céu, que é CRISTO, 
presente no meio de nós na EUCARISTIA e na sua PALAVRA.
E mais do que ninguém, o pai tem a missão de oferecer esse pão aos filhos


                                       Pe. Antônio Geraldo

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Homilia do PE. PEDRINHO

Dia dos pais. Claro que pretendo dirigir uma palavrinha a estes importantes instrumentos de Deus para o mundo.
A liturgia de hoje continua nos oferendo, como proposta de reflexão, o capítulo 6 do Evangelho de São João. Já vimos Jesus, que alimenta uma multidão, trazendo uma nova proposta, um novo sinal para o mundo. São João diz; cinco mil pessoas. Hoje Jesus deixa claro que Ele é o Pão vivo que desceu do céu e que nos leva para a vida eterna. Nós sabemos bem, que a Eucaristia ela é, para nós, o ponto central da nossa fé. E, por uma questão muito simples. Ela que nos mantém em comunhão, unidos e unidos formamos o corpo de Cristo, aonde Ele é a cabeça. É Jesus que nos orienta, Ele que nos fala o que devemos fazer, a exemplo do cérebro que comanda todo o corpo. Portanto, a Eucaristia vai muito além de um pedaço de pão que eu como. A Eucaristia é um sinal do corpo vivo de Cristo. Eu já disse e gosto de repetir; todo o alimento que me sirvo, ele passa a fazer parte do meu corpo. A Eucaristia é o contrário; na medida que eu comungo, eu passo a fazer parte do corpo de Cristo. Esta é uma grande diferença. Como eu sou mortal, todo alimento que passa a fazer parte do meu corpo, morre comigo. Enquanto Jesus é eterno. Todo aquele que passa a fazer parte do corpo de Cristo, ele vive eternamente. É aí que nós ligamos, está unido, Eucaristia - vida eterna. Eucaristia – ressurreição.
É muito interessante observar a primeira leitura de hoje; o profeta Elias, ele diz; olhe, sabe, a solução para minha vida é a morte. É uma contradição, mas, muitas vezes, pensamos isto mesmo; por que eu não morro e assim resolveria este problema de uma vez! É bem uma atitude de ser humano. Como é que a solução para a vida é a morte? Aí, Deus puxa a orelha dele dizendo: escuta, tá vendo este pão aí? Levanta e come. Ele consegue com aquele pão, que lhe serviu de alimento, caminhar quarenta dias e quarenta noites. Então, não é qualquer pão! Um pão que me alimenta por quarenta dias, é bastante. Ora, Jesus vem agora e diz: aquele é um sinal, porque o pão que lhe ofereço, agora, é para caminhar eternamente; não é mais só para quarenta dias; eternamente. Então, é a grandeza do Pão vindo do céu que nos garante vida e vida eterna. É evidente que eu não vou dizer, que fiz ao longo da minha vida; seis mil e tantas comunhões. Não. Não dá para falar assim, porque a comunhão é única e a mesma. Eu participo desta comunhão com Deus, na pessoa de Jesus cristo, cada vez que eu me dirijo à fila da comunhão, cada vez que eu me sirvo do corpo de Jesus Cristo. É claro que isto nos traz consequências; porque eu comungar e não viver a comunhão, eu simplesmente estou fazendo um teatro, fazendo de conta.  Então, é um grande desafio estabelecermos a comunhão. Aí então, que a comunidade é uma parte importantíssima dentro de toda reflexão eucarística. é muito interessante que aqueles que não aceitam Jesus ou não aceitam o seu projeto, sempre terão alguma desculpa a dar. Hoje é: nós conhecemos a família dele. Como é que ele agora vem dizendo que é o Pão vindo do céu? Porque nós conhecemos muito bem a sua origem. É um pretexto. Qualquer pessoa pode apresentar qualquer desculpa para não aceitar ou não assumir a proposta de Jesus. Por outro lado, são Pedro dirá: a quem iremos, Senhor, só tu tens palavras de vida eterna. É o contraponto. É a Igreja dizendo: de fato, a Eucaristia não se limita somente no Pão, pois você tem o Pão da Palavra, o Pão da solidariedade, o Pão do amor, formas que nos levam ao mesmo Jesus. É claro, que a Eucaristia se torna este sinal e a síntese, a junção, o encontro de todos estes valores do Evangelho. Por isso, é tão importante este capítulo 6 do Evangelho de João. Assim como nós temos a oração Eucarística, onde os apóstolos lembravam as orações e palavras de Jesus, iam organizando um certo discurso catequético, para irmos compreendendo o que é Eucaristia. Por isso, vale a pena ler o capítulo 6 de São João, por inteiro.  Claro, que na liturgia isso não é possível, pois seria uma leitura longa e não haveria tempo de meditar parte por parte. Por isso, a liturgia vai dividir em pedaço, em trechos, para que possamos ter a oportunidade de aprofundar um pouco mais. Que bom que nós cremos na Eucaristia, que bom que podemos contar com este alimento, porque Ele nos conduz à vida eterna.
Mas, hoje é dia dos pais e concidentemente tem uma frase no Evangelho, que eu gostaria de partilhar uma pequena reflexão; os que murmuravam contra Jesus diziam: Ele é filho de José. Muito interessante porque dos quatro Evangelhos, Lucas, Mateus, Marcos e João, o único que dá nome ao pai de Jesus é o Evangelho de São João. Todos os outros vão dizer é filho do carpinteiro. São João faz questão de dizer: filho de José. Nós sabemos muito bem que São José é apresentado como sendo o patrono da Igreja. O que significa o Pai da Igreja. Agora, a figura, a pessoa de São José no Evangelho, é bastante questionadora para nós. Primeiro, que deixa claro que Deus, entre as infinitas possibilidades, escolheu a família para se fazer presente no mundo. Ele poderia escolher outra forma, com todo o seu poder poderia vir do mar, cair do céu, mas ao escolher a família Ele indica que a família é o lugar mais adequado para se celebrar a vida. A família há de supor o pai, a mãe e os filhos, pois foi assim que aconteceu; São José, Nossa Senhora e Jesus. Ora, isto nos ajuda a compreender a importância da mãe, evidentemente, que não vou refletir hoje, mas também a importância do Pai. Hoje é dia dos Pais. O que é que São José pode ajudar cada pai? a realizar a sua missão. Em primeiro lugar, nós vemos em José uma disponibilidade incrível, porque ele já tinha a vida feita. Ele vai estar disponível a Deus e vai começar tudo do zero, porque Deus o convidou e ele acreditou na Palavra: não tenhas medo de receber Maria como tua esposa. E ele aceitou. Segundo, vemos em José alguém que tem um respeito profundo pela esposa. É muito interessante. Ele tem clareza do seu papel, ao ponto que quando Nossa Senhora vai puxar a orelha de Jesus, é Ela quem fala. Ele sabe muito bem como caminhar com esta família; não é ele o dono da verdade, mas aquele que partilha as responsabilidades. Hoje, os pais sentem até um pouco de medo e dificuldade de realizar a sua missão. Então, eu penso que a figura de São José pode lhe ajudar muito. São José deu o que ele teve. Aqui eu vejo um equívoco; muitos dizem: eu quero dar pro meu filho o que eu não tive. Não. São José deu o que ele tinha. Ele deu o ser carpinteiro para Jesus. Ele mostrou que é através do fruto do trabalho, que você pode levar a vida adiante. Não precisou “fazer das tripas coração” para Jesus ser feliz; simplesmente se colocou à disposição. Então, não tenha medo de dar para seus filhos o que você tem. Não o que não tem. E não queira dar tudo, porque a maior glória do mundo é aquele que nós formamos no superar. Se você não consegue dar tudo pro seu filho, ele que conquiste. Que bom se ele te superar, conseguir mais do que você conseguiu. Isto não é vergonha, mas o contrário. É sinal de um bom mestre. Neste sentido, Jesus superou São José em tudo, o que mostra que é um bom mestre. O que me parece fundamental é que São José teve grande intimidade com Jesus e com Nossa Senhora. Intimidade de viver como família. Então, este é o segredo. Incluir Jesus e Maria em sua família. Já não se tem mais o costume de dar a benção aos filhos; “Deus te abençoe”. É evidente, que quem não está acostumado, se fizer isto os filhos vão se assustar. Mas, agente sabe que a benção vinda do pai é única. Quem tem seu pai no céu, sabe disto. Não tem mais aquele “Deus te abençoe”. Aquela benção vinda dos pais, nenhum padre pode dar, nem a esposa, nem os filhos. É uma benção própria, é o múnus que ele traz consigo, é a capacidade de abençoar. É evidente que isto traz carinho, segurança, porque a benção nos dá coragem para caminharmos. Pai, não desanime, conte com a presença de Jesus e Maria em sua família. Conte com a Eucaristia e tudo aquilo que for necessário a sua família irá conquistar.
Muitos daqui já têm os filhos criados e, portanto, já chegam os netos. Ora, é evidente que na família cristã, todo aquele que é pai, é avô, é fonte de vida. É evidente que como avô pode e deve continuar a dar a benção aos netos, ajudando-os a descobrir a Palavra de Deus e ter maior segurança, que tudo mais é passageiro e ilusório. É Deus na pessoa de Jesus Cristo, que nos dá a Palavra de vida eterna.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo...

PE. PEDRINHO


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Homilia de D. Henrique Soares
A Liturgia da Palavra deste Domingo ainda está ligada ao evangelho da multiplicação dos pães. Jesus reclama porque os judeus não quiseram compreender o sinal da multiplicação. Claramente, ele afirma: “Eu sou o pão que desceu do céu! Quem dele comer, nunca morrerá!”
Eis aqui a grande revelação do Senhor! Os judeus só conseguem ver a superfície, somente compreendem que ele é o filho de José; não percebem, não crêem que ele vem do Pai, como alimento de nossa existência: ele é o sustento, o alimento da nossa vida. Afinal, que é viver? Será simplesmente existir, respirar, sobreviver, de qualquer modo, sem rumo, sem sentido, sem uma finalidade para a existência? Que vida seria essa? Não uma existência assim, miserável, que vemos tantos e tanto hoje vivendo? Pois bem, Jesus afirma que ele dá o sustento verdadeiro à nossa vida; com ele, a vida tem sentido, tem rumo, tem razão de ser; com ele, descobriremos porque vivemos, descobrimos de onde vimos e para onde vamos, descobrimos que somos amados e somos fruto de um sonho de amor; com ele, finalmente, temos a paz! “Eu sou o pão da vossa vida! Precisais mais de mim que vosso corpo do pão de cada dia. Quem come desse pão que sou eu, isto é, quem se alimenta de meu amor, de minhas palavras, de meu caminho, nunca viverá uma vida de mentira, de ilusão, de morte; antes, viverá de verdade!
Para ilustrar isso, basta pensarmos na situação de Elias, na primeira leitura de hoje. Ele tinha matado os profetas de Baal no monte Carmelo. Jezabel, a rainha idólatra, tinha prometido vingança e queria matá-lo. O profeta sentiu medo e figiu, procurando esconder-se no deserto do Sinai para encontrar inspiração e consolo no monte Horeb (outro nome para o monte Sinai), o Monte de Deus. E lá vai Elias… Mas, o caminho longo, os dias quentes do deserto, a solidão, a tensão da fuga, tudo isso traz desânimo e depressão ao profeta. A vida lhe parece dura, amarga, sem sentido. Cansado, ele se rende e pede a morte: “Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais… Sou igual a todo mundo, não sou a palmatória do mundo… Cansei! Quero morrer!” Quantas vezes somos como Elias, quantas vezes a existência nos pesa, o sentido da vida parece se nos esconder, quantas vezes parece que apenas sobrevivemos, mas não temos idéia para onde vai o caminho… O desengano do profeta é tão profundo que ele, deprimido, cai no sono. E o Senhor envia-lhe um anjo: “’Levanta-te e come!’ E ele viu junto à sua cabeça um pão assado… ‘Ainda tens um longo caminho a percorrer’. Elias levantou-se, comeu e bebeu e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus”. Caríssimos, também nós estamos a caminho, também nós precisamos de um pão como o de Elias. Esse pão o Senhor nos dá, esse pão é o próprio Cristo, que hoje nos diz: “Eu sou o pão da vossa vida!” Infelizmente para nós, caríssimos, nos iludimos, procurando saciar nossa fome de vida com coisas que não alimentam o coração. É aquela antiga queixa de Deus, pela boca do profeta Isaías: “Ah! Todos que tendes sede, vinde à água. Vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; comprai sem dinheiro e sem pagar, vinho e leite. Por que gastais dinheiro com aquilo que não é pão, e o produto do vosso trabalho com aquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me com toda atenção e comei o que é bom. Escutai e vinde a mim, ouvi-me e havereis de viver!” (Is 55,1-3)
Mas, o Senhor é bondoso e sua misericórdia é sem limites! Quem pode pôr medida à sua bondade? Ele não somente é pão e sustento de nossa vida de modo figurado. Para surpresa nossa, para escândalo do mundo – e até de tantos cristãos que estão separados da Igreja de Cristo – o Senhor revela: “O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo!” É demais, caríssimos! É surpreendente, é inesperado! Aqui, o Senhor está falando claramente da Eucaristia: “Eu sou o pão da vossa vida, eu vos alimento de vida e de sentido de viver; e eu fico entre vós, fico convosco, alimento-vos de um modo que não esperáveis: minha união convosco é total, absoluta: eu vos dou verdadeiramente minha carne, meu corpo morto e ressuscitado, como vida da vossa vida!” Meus irmãos, não pode haver maior dom, maior intimidade, mais revigorante alimento! Os judeus murmuravam, os protestantes murmuram, mas Cristo nosso Deus, que tem palavras de vida eterna e para quem nada é impossível, nos garante: “O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo!” Caríssimos, estejamos atentos para nos aproximar freqüentemente desse alimento de vida eterna; com freqüência e com dignidade. Privar-se da comunhão eucarística quando se poderia comungar é fazer pouco caso do dom do Senhor, é ser auto-suficiente, é não reconhecer que somente Jesus nos alimenta e nos sustém com a sua graça. Não cuidar de comungar é um orgulho que nos coloca debaixo da terrível sentença do nosso Salvador: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes do seu sangue, não tereis a vida em vós!” (Jo 6,53). Por outro lado, aproximar-se do Corpo do Senhor sem se examinar; comungar sem estar em comunhão com o Senhor e com os irmãos é mentir contra a Eucaristia, é comer e beber a própria condenação! Comunguemos sempre, caríssimos; mas, comunguemos estando preparados, conforme a santa Palavra de Deus nos exorta! Recordemos a grave palavra do Apóstolo: “Que cada um se examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo come e bebe a própria condenação” (1Cor 11,28s).
Meus caros, a Eucaristia, comunhão no santíssimo Corpo do Senhor, não somente é alimento para o nosso caminho, não somente á sustento da nossa vida, não somente é penhor de vida eterna, como também nos dá a graça do Santo Espírito, que nos faz ser um só corpo em Cristo. Eis, que mistério tão profundo: comungando do Corpo do Senhor na Eucaristia, nós nos tornamos cada vez mais unidos no corpo do Senhor, que é a Igreja! Comunguemos, pois, e teremos força para viver o belo caminho que a segunda leitura deste hoje nos aponta: “Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor”. Eis aqui: a nossa participação no sacrifício eucarístico de Cristo, a nossa comunhão no seu corpo sacrificado e entregue amorosamente, devem nos levar a um novo modo de viver, um modo que consiste na docilidade ao Espírito do Senhor morto e ressuscitado, que significa comunhão com Deus e com os irmãos: “Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.
Portanto, seja Cristo, que se oferece por nós em sacrifício e se dá a nós em comunhão, o pão, o sustento, o sentido da nossa vida, para podermos caminhar, entre as lutas, desafios e cansaços desta vida, até o monte de Deus, que é a Pátria celeste. Amém.
Dele alimentar-se é iniciar uma nova vida, vivendo sua dinâmica de entrega: vivei em amor como ele nos amou e se entregou por nós em sacrifício (2l).

Dom Henrique Soares da Costa



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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos, ministros extraordinários da Palavra):






LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
- COM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
- T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
- Pai, Por Jesus e na força do Espírito Santo, fomos transformados em novas pessoas; somos vossos filhos e filhas. Vinde sempre em nosso auxílio quando o cansaço e o desânimo caírem sobre nós. Que o Espírito Santo nos faça fortes para superar as nossas limitações.
- T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
- Senhor, fazei-nos atentos às novidades e aos novos chamados que fazeis em nossa vida. Que sempre estejamos atentos e dispostos aos novos trabalhos de evangelização para que vosso reino seja feito segundo a vossa vontade.
- T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
- Senhor, nosso Deus e Pai, vinde sempre em nosso auxílio, pois muitas vezes somos fracos e nos vencemos pelas tendências do homem velho. Muitas vezes caímos pelo nosso egoísmo e orgulho. Transformai-nos a cada dia para que possamos espelhar a vossa bondade a todos.
- T: SENHOR DEUS, VOS LOUVAMOS E AGRADECEMOS POR NOS DAR O PÃO DA VIDA ETERNA.
-Pai nosso...
Oração da Paz...
A Paz de Cristo...
Eis o Cordeiro de Deus...






quinta-feira, 2 de agosto de 2018

18º Domingo do Tempo comum, homilias, subsídios homiléticos


18º Domingo T.C. Ano B Adaptado pelo Diácono Ismael.

SINOPSE:
TEMA: Deus oferece o alimento que dá a vida eterna e definitiva.
Primeira leitura: Deus se preocupa em oferecer o alimento que dá vida. A ação de Deus não é só satisfazer a fome física; mas também ajudar o Povo a amadurecer, a superar mentalidades estreitas e egoístas e ver outros valores.
Evangelho: Jesus apresenta-Se como o “pão” da vida que desceu do céu para dar vida ao mundo. Aos que O seguem, Jesus pede que aceitem esse “pão” – isto é, que escutem as palavras que Ele diz, que as acolham no seu coração, que aceitem os seus valores, que se juntem à sua proposta.
Segunda leitura: Pela adesão a Jesus nos tornamos “homem novo”. O encontro com Cristo deve significar uma mudança radical face a Deus, face aos irmãos, face a si próprio e face ao mundo.

PRIMEIRA LEITURA (Ex 16,2-4.12-15) Leitura do Livro do Êxodo. Naqueles dias, a comunidade dos filhos de Israel pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão, no deserto, dizendo: “Quem dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor no Egito, quando nos sentávamos junto às panelas de carne e comíamos pão com fartura! Por que nos trouxestes a este deserto para matar de fome a toda esta gente?” O Senhor disse a Moisés: “Eis que farei chover para vós pão do céu. O povo sairá diariamente e só recolherá a porção de cada dia a fim de que eu o ponha à prova, para ver se anda ou não na minha lei. Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes, pois: ‘Ao anoitecer, comereis carne, e pela manhã vos fartarei de pão. Assim sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus’”. Com efeito, à tarde, veio um bando de codornizes e cobriu o acampamento; e, pela manhã, formou-se uma camada de orvalho ao redor do acampamento. Quando se evaporou o orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, em forma de grãos, fina como a geada sobre a terra. Vendo aquilo, os filhos de Israel disseram entre si: “Que é isto?” Porque não sabiam o que era. Moisés respondeu-lhes: “Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento”.

AMBIENTE - O Povo desconfia e murmura diante das dificuldades, volta-se contra Moisés e chega a acusar Deus pelas dificuldades; Jahwéh perdoa o pecado do Povo e concede os bens que necessitam. Os relatos apresentam-se na forma de uma intervenção prodigiosa de Deus. Provavelmente, estes relatos têm por base elementos históricos  que ficaram na memória coletiva; os catequistas se aproveitam para passar sua doutrina; a tentação de procurar segurança fora de Jahwéh…: o Egito representa a tentação de voltar atrás, de abandonar os valores e a vida de Deus, de se instalar em esquemas à margem de Deus. O catequista jahwista garante que Deus o acompanha e oferece a vida em abundância.
A história das codornizes tem por base um fenômeno que se observa na Península do Sinai: a migração em massa de codornizes que, depois de atravessar o mar, chegam ao Sinai muito cansadas e deixam-se apanhar com facilidade. A história do maná deve ter por base uma pequena árvore (“tamarix mannifera”) existente em certas zonas do Sinai que, após ser picada por um inseto, segrega uma substância resinosa e espessa que logo se coagula; os beduínos recolhem, ainda hoje, essa substância (que chamam “man”), derretem-na ao calor do sol e passam-na sobre o pão. Vai ser com estes elementos que os  catequistas bíblicos vão “moldar” a catequese.

MENSAGEM - 1. A murmuração; saudades do Egito, pois tinham  “ao pé de panelas de carne” e “pão com fartura”. Ao longo da caminhada, vêem as limitações um grupo com mentalidade de escravo e sem maturidade, agarrado ao egoísmo, ao comodismo, que prefere a escravidão à liberdade. É um Povo que ainda não confia em Deus.
2.fazer chover pão do céu” e dar ao Povo carne em abundância é a resposta de Deus. O objetivo de Deus é, não só satisfazer as necessidades materiais do Povo, mas também revelar-Se como o Deus da bondade e do amor. Ele que cuida do seu Povo e que está sempre ao seu lado ao longo da caminhada. Ele satisfaz as suas necessidades mais básicas para vencer as forças da morte. O cuidado e o amor de Deus experimentados nesta  “crise”, não só ajudarão o Povo a sobreviver, mas irão permitir-lhe, também, superar mentalidades estreitas e egoístas, fazendo-o ver mais além, alargar os horizontes, tornar-se mais adulto, mais consciente, mais responsável e mais santo. Israel aprende, assim, a confiar em Deus, a entregar-se em suas mãos, a não duvidar do seu amor e fidelidade.
3. O fato de se dizer que Deus dava a quantidade de maná necessária “para cada dia”, Ensina o Povo a não acumular bens e a confiar em Deus.

ATUALIZAÇÃO - **¨ A preocupação de Deus em oferecer ao seu Povo o alimento que dá vida. A ação de Deus ajuda o Povo a superar o egoísmo e a tomar consciência de outros valores. Libertar-se de uma mentalidade de escravo e de descobrir o caminho para a vida nova da liberdade e da felicidade.  Ele vai conosco, vê as nossas necessidades, conhece os nossos limites, percebe a nossa tendência para o egoísmo e o comodismo e, em cada dia, aponta-nos caminhos novos, convida-nos a ir mais além, mostra-nos como podemos chegar à terra da liberdade e da vida verdadeira.
**¨ As “saudades” do Egito revelam a comodidade, incapaz de arriscar, de enfrentar a novidade, de querer mais, de aceitar a liberdade que se constrói na luta e no risco. Esta mentalidade de escravidão continua bem viva no nosso mundo…a mentalidade pelo “ter”, pela fama”; que fazem de nós escravos e que nos impedem de chegar à vida verdadeira; Ele vem ao nosso encontro e aponta-nos caminhos, pois Ele vai ao nosso lado.
***¨ (proibindo “juntar” mais do que o necessário para cada dia) pretende ajudar o Povo a libertar-se da tentação do “ter”, da ganância, da ambição desmedida. Só Deus é a nossa segurança, só n’Ele devemos confiar, pois só Ele (e não os bens materiais) nos liberta e nos leva ao encontro da vida definitiva.

SALMO RESPONSORIAL / Sl 77 (78)
O Senhor deu a comer o pão do céu.
• Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, / e transmitiram para nós os nossos pais, / não haveremos de ocultar a nossos filhos, / mas à nova geração nós contaremos: /as grandezas do Senhor e seu poder.
 • Ordenou, então, às nuvens lá dos céus, / e as comportas das alturas fez abrir; / fez chover lhes o maná e alimentou-os, / e lhes deu para comer o pão do céu.
• O homem se nutriu do pão dos anjos, / e mandou-lhes alimento em abundância; / conduziu-os para a Terra Prometida, / para o Monte que seu braço conquistou.

EVANGELHO (Jo 6,24-35) Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
Naquele tempo, quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

AMBIENTE - No “dia seguinte” ao episódio da multiplicação dos pães e dos peixes,
a multidão encontra Jesus na sinagoga de Cafarnaum. Confrontado com a multidão, Jesus explica o sentido do gesto precedente (a multiplicação dos pães e dos peixes).

MENSAGEM - A cena inicial parece sugerir que a pregação de Jesus alcançou um êxito total: a multidão segue-O para todo o lado. Jesus percebe que a multidão está equivocada e que O procura pelas razões erradas. Na verdade, a multiplicação dos pães e dos peixes pretendeu ser uma lição sobre amor, partilha e serviço; mas a multidão não foi sensível ao significado do gesto, ficou-se pelas aparências e só percebeu que Jesus podia oferecer-lhe, de forma gratuita, pão em abundância. Se dirigir ao seu encontro não significa que tenha aderido à sua proposta; significa, apenas, que viu em Jesus um modo fácil e barato de resolver os seus problemas materiais.
Jesus está consciente de que é preciso desfazer, quanto antes, esse mal-entendido. Por isso, nem sequer responde à pergunta inicial que Lhe põem (“Mestre, quando chegaste aqui?”); mas, mal se encontra diante da multidão, procura esclarecer coisas bem mais importantes do que a hora da sua chegada a Cafarnaum: eles não procuram Jesus, mas procuram a resolução dos seus problemas materiais. É uma procura interesseira e egoísta, que é contrária à mensagem que Jesus procurou passar-lhes. Jesus deixa-lhes um aviso: é preciso esforçar-se por conseguir, não só o alimento que mata a fome física, mas, sobretudo o alimento que sacia a fome de vida que todo o homem tem. Esse alimento que dá a vida eterna é o próprio Jesus que o traz. O que é preciso fazer para receber esse pão? –é preciso aderir a Jesus e ao seu projeto. Para receber o alimento que dá vida eterna, é preciso, acolher as propostas de Jesus e aceitar viver no amor que se faz dom, na partilha daquilo que se tem com os irmãos, no serviço simples e humilde aos outros homens. É acolhendo e interiorizando esse “pão” que se adquire a vida que não acaba. Custa-lhes a aceitar que a vida eterna resulte do amor, do serviço, da partilha. O que é que garante que esse seja um caminho verdadeiro para a vida definitiva? Porque é que Jesus não realiza um gesto espetacular – como Moisés – para provar que a proposta que Ele faz é verdadeiramente uma proposta geradora de vida? Jesus responde: o maná foi um dom de Deus para saciar a fome material do seu Povo; mas o maná não é esse “pão” que sacia a fome de vida eterna do homem. Só Deus dá aos homens a vida eterna; e esse dom do Pai não veio através de Moisés, mas através de Jesus. A última frase do nosso texto identifica o próprio Jesus como o próprio pão que Deus quer oferecer ao seu Povo para lhe saciar a fome de vida. “Comê-lo” será escutar a sua Palavra, acolher a sua proposta, fazer da vida (como Jesus fez) um dom total de amor aos irmãos. Seguindo Jesus, acolhendo a sua proposta em gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, o homem encontrará essa “qualidade” de vida que o leva à sua realização plena, à vida eterna.

ATUALIZAÇÃO - ***¨ A vida é marcada pela procura da nossa realização, da nossa felicidade, da vida plena. Procuramos, de mil formas, saciar essa fome; mas continuamos sempre insatisfeitos, tropeçando na nossa finitude, em respostas parciais, em falsas miragens de felicidade e de realização, que parecem sedutoras mas que só geram escravidão e dependência… Na verdade, o dinheiro, o poder, a realização profissional, o êxito, o reconhecimento social, os prazeres, os amigos são valores efêmeros que não chegam para “encher” totalmente a nossa vida e para lhe dar um sentido pleno.
***¨ Jesus é o “pão de Deus que desce do céu para dar a vida ao mundo”. É esta a questão central deste domingo. É através de Jesus que Deus sacia a fome dos homens e lhes oferece a vida em plenitude.
***¨ O que é preciso fazer para ter acesso a esse “pão de Deus que desce do céu para dar a vida ao mundo”? - a resposta é clara: é preciso aderir (“acreditar”) a Jesus. Aderir a Jesus é escutar o seu chamamento, acolher a sua Palavra, assumir e interiorizar os seus valores, segui-lO no caminho do amor, da partilha, do serviço, da entrega da vida a Deus e aos irmãos. Trata-se de uma adesão que deve traduzir-se em obras concretas. Aderir a Jesus é assumir o seu estilo de vida e fazer da própria vida um dom de amor, até à morte.
***¨ É um equívoco procurar o Batismo porque é uma tradição da nossa cultura; é um equívoco celebrar o matrimônio na Igreja porque, assim, a cerimônia é mais espetacular e proporciona fotografias mais bonitas; é um equívoco assumir tarefas na comunidade cristã para nos auto-promovermos ou para resolvermos os nossos problemas materiais; é um equívoco praticarmos certos atos de piedade para que Jesus nos recompense, nos livre de desgraças, nos pague resolvendo algumas das nossas necessidades materiais… A nossa adesão a Jesus deve partir de uma profunda convicção de que só Ele é o “pão” que nos dá vida.
***¨ A recusa de Jesus em realizar gestos espetaculares mostra que Deus não vem ao encontro do homem para lhe oferecer a sua vida em gestos portentosos; mas Deus atua na vida do homem de forma discreta, embora duradoura e permanente.
Deus vem ao encontro do homem  sem forçar nem se impor, convida-o a escutar a Palavra de Jesus, propõe-lhe a adesão ao seu projeto, ensina-lhe os caminhos do amor, da partilha, do serviço. Convém que nos familiarizemos com os métodos de Deus, para o conseguirmos perceber e encontrar, no caminho da nossa vida.

SEGUNDA LEITURA (Ef 4,17.20-24) Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios.
Irmãos: eis pois o que eu digo e atesto no Senhor: não continueis a viver como vivem os pagãos, cuja inteligência os leva para o nada. Quanto a vós, não é assim que aprendestes de Cristo, se ao menos foi bem ele que ouvistes falar, e se é ele que vos foi ensinado, em conformidade com a verdade que está em Jesus. Renunciando à vossa existência passada, despojai-vos do homem velho, que se corrompe sob o efeito das paixões enganadoras, e renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. Revesti o homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade.
AMBIENTE -  Paulo escreve da prisão (Roma, anos 61-63?). Tem por objetivo exortar os cristãos a viverem de forma coerente com o seu Batismo. Paulo exorta os cristãos a viverem de acordo com a sua condição de Homens Novos em Cristo.

MENSAGEM - O texto é, um convite  a deixar os esquemas do passado, para abraçar a vida nova que Cristo veio propor. O homem que ainda não aderiu a Cristo é o homem velho, cuja vida é marcada pela futilidade, pela corrupção, pela escravidão aos “desejos enganadores”. O homem que já encontrou Cristo e que aderiu à sua proposta é o homem novo, que vive na verdade, na justiça e na santidade verdadeiras. O Batismo é o momento decisivo da transformação do homem velho em homem novo. A partir daí, adotar uma nova maneira de pensar e de agir.
Contudo, o homem continua marcado pela fragilidade… por vezes, sente a tentação de regressar ao homem velho do egoísmo, do orgulho, do pecado… O crente, animado pelo Espírito é chamado a renovar cada dia a sua adesão a Cristo. O homem novo é uma realidade continuamente a fazer-se, que exige constante renovação.

ATUALIZAÇÃO - ***¨ O cristão é alguém que encontrou Cristo e que aderiu à sua proposta. O encontro com Cristo deve significar uma mudança radical, face a Deus, face aos irmãos, face a si próprio e face ao mundo.
***¨ O homem velho é o homem dominado pelo egoísmo, pelo orgulho, que vive de coração fechado a Deus e aos irmãos, que vive instalado em esquemas de opressão e de injustiça, que gasta a vida a correr atrás dos deuses errados (o dinheiro, o poder, o êxito, a moda…), que se deixa dominar pela cobiça, pela corrupção, pela ira, pela maldade e se recusa a escutar a proposta libertadora que Deus lhe apresenta.
***¨O homem novo é o homem atento às propostas de Deus, que aceita integrar a família de Deus, que não se conforma com a maldade, a injustiça, a exploração, a opressão, que procura viver na verdade, no amor, na justiça, na partilha, no serviço, com alegria e simplicidade, dos valores de Deus.
***¨ a construção do homem novo nunca é um processo acabado.  O homem velho espreita-nos a cada esquina. Precisamos renovar nossas opções e compromisso.

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"O Pão da Vida"

Nosso coração está sempre insatisfeito do que é e do que tem... sempre está com fome de algo…
E Deus intervém sempre na vida dos homens, saciando-os de toda fome.

Na 1a Leitura, Deus alimenta o Povo com o MANÁ no deserto. (Ex 16,2-4.12-15)

- O povo de Deus está no deserto faminto, a caminho da terra Prometida.
Depois dos primeiros dias de entusiasmo pela liberdade conquistada, o povo sente a dureza da marcha e a escassez de alimento e de água. Começa, então, a reclamar de Moisés e Aarão.
No Egito era escravo sim, mas tinha comida em abundância.
E estavam dispostos a trocar a liberdade por um pouco de comida...
- Deus não o abandona, pelo contrário, oferece um alimento inesperado: o Maná e codornizes para que possam fortalecidos prosseguir a caminhada.
* O Maná é Sinal de outro alimento, de que nos falará o evangelho...

A 2ª Leitura diz que quem aceita Jesus como o "pão" da vida e adere a ele, deixa de ser homem velho e passa a ser "o homem novo". (Ef 4,17.20-24)

No Evangelho Jesus se apresenta como o "PÃO DA VIDA".
O Povo busca o pão do milagre e não o Messias que dá o pão. (Jo 6, 24-35)

Continua o capítulo 6o de João, introduzindo o "sermão do pão da vida", que Jesus pronunciou na sinagoga de Cafarnaum, dando continuidade ao "sinal" da multiplicação dos pães.
Entusiasmado com aquele milagre estrondoso, o povo procura Jesus.
Poderia parecer um sucesso... Para Jesus, ao invés, foi um fracasso.
O povo não entendeu o sentido daquele gesto.

- Por que o povo está à sua procura? Não foi para escutar suas palavras e aprofundar a sua mensagem.
Mas porque comeu pão em abundância e de graça e esperava continuar tendo o pão garantido sem precisar trabalhar.

1) JESUS: critica essa procura e sugere outra procura: a FÉ.
    "Vocês estão me procurando porque comeram e ficaram satisfeitos.  Não busquem o alimento que perece, mas o pão que permanece  até a vida eterna."
   Jesus não veio para oferecer pão com milagres, mas para ensinar que o amor e a partilha produzem pão em abundância.

* Quantos ainda hoje o procuram, esperando apenas graças... milagres...
   E quando não conseguem... passam para seitas que os prometem...

2) Povo: "Que obras devemos fazer para conseguir esse alimento que permanece até a vida eterna ?"  
   Jesus: "Que acrediteis naquele que Deus enviou...": 
   Deus não exige "obras" (práticas da lei), mas fé em Cristo, enviado do Pai.
3) O Povo exige milagres para acreditar. Querem uma fé com garantias. 
    Não foi suficiente a multiplicação dos pães: querem um sinal comparável ao de Moisés: Por isso, exigem : "Que sinal tu fazes para que vejamos e creiamos em ti?"
   Jesus: tenta explicar que foi Deus quem deu o Maná, e que o mesmo Deus envia o novo e verdadeiro pão do céu, que pode dar a vida verdadeira e sem fim.

4) E o Povo não entende a resposta de Jesus. E fixo nos seus interesses materiais, insiste:
     "Senhor, dá-nos sempre desse pão".
  - Jesus, constrangido, esclarece:
"EU SOU o Pão da vida… Quem vem a mim não terá mais fome e quem crer em mim jamais terá sede".
    Cristo, Palavra de Deus, é o único pão do céu que sacia plenamente     nossa fome de felicidade e de paz do homem.

No deserto, o Povo recebeu o Maná, um alimento para prosseguir a caminhada para a Terra Prometida... mas assim mesmo morreu.
Hoje: Deus alimenta o seu povo com o pão da vida, com a sua PALAVRA, que é Jesus Cristo de Nazaré...

+ E Nós o que buscamos?
O Povo procurou o pão do milagre, não o seu autor. Não basta buscar o pão de cada dia.
É necessário buscar o pão que não perece e dura até a vida eterna.
O Pão da vida eterna está presente na bondade, no amor, na luta pela justiça, na construção de um mundo novo...
* Qual é a atitude que motiva a nossa busca de Deus, hoje?

O encontro dominical é um momento privilegiado em que Cristo continua alimentar o seu povo, com sua palavra e seu pão...
Nós aceitamos o convite e estamos aqui nessa celebração à sua procura.
- É uma procura sincera de Deus, animada pela fé, para um encontro pessoal com Cristo, "Pão da Vida"?
  Ou é apenas um encontro social, movido por motivos humanos?

Peçamos que Deus aumente a nossa fé para perceber seus sinais e seguir com generosidade seus apelos...
Façamos nosso (no bom sentido) o pedido do povo de ontem:
"Senhor, dá-nos sempre desse pão".  

O primeiro domingo de agosto é dedicado às Vocações sacerdotais: (presbiteral e diaconal)

Rezemos ao Senhor para que continue enviando presbíteros e diáconos para o serviço da evangelização e da fraternidade.

                                  Pe. Antônio Geraldo

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Homilia do Pe. Pedrinho:

Meus irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje continua o ensinamento da semana passada. Para Quem não se recorda, Jesus reúne a multidão, e a partir da iniciativa do menino que tinha cinco pães e dois peixes, Ele alimenta, diz o texto, cinco mil homens. São Mateus, querendo ser mais preciso, vai dizer; sem contar as mulheres e crianças. Assim, aquele povo se sente, de fato, convencido, se convence de que Jesus deve ser o Rei, que eles tanto estão procurando. Jesus percebendo que querem fazê-lo rei, foge para a montanha. Dessa maneira, então, já ninguém mais consegue encontra-lo. É a partir daí, o Evangelho de hoje. Aonde o texto nos fala que, quando a multidão viu que Jesus não estava ali, subiram nas barcas e foram até Cafarnaum. Cafarnaum, tudo indica, era onde Jesus morava, aonde ele tinha endereço para alguma novidade, alguma correspondência. Lá, encontrando Jesus, eles cobram a sua presença. Jesus diz: escuta, vocês estão me procurando é por causa que comeram o pão de graça. Ora, procure o pão que não se perde e lhe garanta a vida eterna. Este é o primeiro questionamento que a liturgia nos propõe hoje. Quando eu procuro Jesus, para que que é? O que é que eu tenho como interesse? Se for para comer pão de graça, melhor não procura-lo. Em outras palavras, o que me motiva encontrar Jesus é o interesse material, eu estou totalmente equivocado. Porque isto não tem a ver com Jesus. Então, é a partir disto que nós somos convidados a aprofundar um pouco mais. O que é então, buscar o pão que me conduz à vida eterna? Certamente é estabelecer uma comunhão com Jesus, ao ponto que eu não morra mais. Aqui é importante compreendermos; todo alimento que eu como, ele passa a fazer parte do meu corpo. Com a Eucaristia é diferente. Cada vez que eu comungo a hóstia consagrada, eu é que passo a fazer parte do corpo de Jesus. É por isso, que; quem come a minha carne e bebe o meu sangue, vai dizer Jesus, não morrerá para sempre e eu o ressuscitarei no último dia. Por que Ele afirma isto? Porque Ele venceu a morte e vive eternamente, quem passa a fazer parte do seu corpo, quem estabelece comunhão com Jesus, também não morre para sempre e vive eternamente. Agora, aquilo que o Papa Bento XVI já falou várias vezes, para que eu possa compreender este mistério, eu preciso entender que Jesus não é uma idéia, jesus não é uma proposta filosófica; Jesus é uma experiência concreta. Para que eu possa entender o sentido da Eucaristia, eu preciso ter um encontro pessoal com Jesus. Isto não se dá de maneira mágica. O próprio Salmo de hoje nos ajuda a compreender de que maneira eu descubro Jesus. É na medida em que eu acolho tudo aquilo que nossos pais nos transmitiram e na medida que eu transmito para os filhos, aquilo que eu aprendi. Então, é uma verdade que uma geração vai transmitindo para outra a sua experiência. Isto tem sido hoje um grande desafio. Porque muitos pais têm utilizado o argumento de é necessário que a criança cresça para depois ela escolher que religião ela vai seguir. Mas como eu posso escolher algo que eu não conheço? Como eu posso dizer isto é melhor, aquilo é pior, se eu não conhecer? Se eu quero garantir a liberdade plena das pessoas, eu preciso aprender o que Deus, na pessoa de Jesus, realizou por nós. Depois, na hora que ela quiser, tiver condições de fazer uma escolha, já madura, já tendo clareza total das coisas, então, ela vai escolher. Se ela vai estabelecer este encontro com Jesus ou não. Mas, até aí, é papel nosso, é um papel muito importante a ajuda-los a descobrir o Senhor. Veja que a intenção e a liberdade, a intenção de que todos sejam livres e a liberdade concreta, isto é um grande anseio de Deus. É assim que a primeira leitura nos apresenta Deus na liturgia de hoje. Ele não se tranquilizou enquanto não libertou o povo da escravidão do Egito. Com braços fortes não mediu esforços para garantir que aquele povo tivesse a liberdade. Mas, a resposta daquele povo foi  muito estranha: “nós éramos  escravos, mas lá nós comíamos pão e carne à vontade”. Ora, Deus nos mostra que nós não viemos ao mundo só pelo o prato de comida. Aliás, o Eclesiastes vai dizer: que a diferença há entre o homem e o burro se ambos trabalham só para comer? É interessante isto. Não podemos achar que somos livres porque temos comida. Ou que temos energia elétrica. Ou porque temos água, ou porque temos acesso a todo bem de consumo. Isto não é liberdade. A liberdade, de fato, é eu ter certeza e segurança de eu nasci para a eternidade. Isto foge à razão. por isso, São Paulo vai dizer: “não continueis a viver como pagãos, cuja inteligência os leva para o nada”. Foge à razão pensar numa proposta de vida que vai além da morte. Foge à razão, porque não podemos provar. Entretanto, nós sabemos muito bem, que esta é uma das principais promessas de Jesus. Por isso, é preciso experimentá-lo, para poder ver, de maneira sólida, é esta proposta. Por fim, diante da chamada de Jesus, o povo pergunta: que devemos fazer para realizar as obras de Deus? E Jesus diz: bom, que vocês acreditem naquele que foi enviado. Isto também já levou os cristãos a grandes equívocos; houve uma época em que todo mundo era forçado a ser cristão. E, não era nem por maldade isso.  É porque o Evangelho diz que para você não se perder, que creia no Senhor. Então, mesmo que seja à força, vamos fazer com que todos creiam no Senhor, porque é em vista de um bem maior. Isto é um equivoco. Na realidade, Jesus deixa claro que não é suficiente crer em Deus. Como também não é suficiente crer que Jesus é Filho de Deus feito homem. Se isto fosse suficiente, os cristãos já teriam mudado o mundo, sem problema nenhum. O que é necessário é que a pessoa, de fato, realize as obras que Jesus ensinou. Que siga as orientações que Jesus ofereceu. Então, é evidente; nós somos cristãos, cremos que Jesus é Filho de Deus feito homem, sem problema nenhum. Mas, por um instante, vamos deixar de lado a nossa fé. A grande proposta é vivermos como Jesus de Nazaré viveu. Isto é um grande desafio. Mesmo quem não crê em Jesus, reconhece que ele só realizou boas obras, que jamais prejudicou alguém. Então, isto é necessário para o ser humano; que ele repita os gestos e ensinamentos de Jesus. É evidente, que se eu fizer isto, crendo que Ele é o Filho de Deus, então, terei o conhecimento pleno de quem é Jesus. Mas, mesmo que eu não creia, se realizar as suas obras, estou fazendo, de fato, as obras que Deus espera de cada um de nós.
Portanto, meus irmãos, esta liturgia de hoje nos convida a mergulharmos sobre a pessoa de Jesus. É evidente que ela terá sua conclusão semana que vem. Porque, domingo próximo continuamos a ler este capítulo do Evangelho de João. É um dos capítulos centrais sobre a Eucaristia.
Uma última palavra; “o Pão do céu deu-lhes a comer”. Ora, que Pão do Céu é este? É um pão que não se encontra em padaria e por mais que queiramos fazer este pão em casa, ele não acontece. Porque o Pão do Céu é o Pão da Eucaristia. Este Pão só acontece quando nos reunimos para Celebrar a memória do Senhor. “Toda vez que quiserem celebrar a minha memória, faça isto; pegue o Pão, parta e distribua, dizendo; isto é meu corpo, isto é meu sangue”. Então, de fato, o Pão do Céu é a Eucaristia. É um pão que eu tenho que enxergar além da aparência que ele mantém. É o Pão que nos mantém unidos, porque nós somos, de fato, o corpo de Cristo. Este Pão, que é Eucaristia, colabora para que possamos viver a unidade. Porque Jesus quis, assim, ele conta com homens que, de fato, possam realizar este gesto chamado sacramental. Esta é a missão do presbítero, chamado também de padre. Esta semana rezamos pelos presbíteros e diáconos. A função do presbítero é consagrar a hóstia e perdoar os pecados. Mas, ao lado do presbítero (padre) tem o diácono, que muitas vezes tem mal compreendido a sua função. O diácono não pode consagrar  a hóstia, nem perdoar os pecados. Mas, o restante, ele faz tudo aquilo que um presbítero pode fazer. Às vezes acontece que vem alguém dizendo: olhe, como eu sou um católico tradicional, eu gostaria que o senhor viesse benzer a minha casa, me dar uma palavra, um conselho, me explicar uma passagem bíblica, abençoar uma imagem. Aí, eu digo: olhe, se você é tradicional, há de conhecer os Atos dos Apóstolos, que ali diz que foram instituídos sete diáconos para serem auxílio aos Apóstolos. Mais tradicional do que isto não existe. Na bíblia está mais claro a ordenação do diácono, do que a do próprio presbítero (padre). Se formos ver, Jesus está com os Apóstolos, que hoje vamos reconhecer na pessoa dos bispos. Diz que Paulo e outros apóstolos também impunham as mãos e enviavam discípulos seus para cuidar das comunidades. E são estes os presbíteros (padres). Agora, na realidade, os diáconos, está muito claro, nos Atos dos Apóstolos, é importante nós compreendermos que não se trata de ser um mais importante do que o outro. A missa do Papa não é mais importante daquela de um padrezinho que foi ordenado hoje. As duas missas tem o mesmo valor. Claro que a do Papa vai lotar mais, porque o povo quer ver o “Papa”, mas a missa tem o mesmo valor. Isto é importante nós compreendermos que é um serviço que é colocado. O ato realizado tanto pelo “padre” como pelo diácono tem o mesmo valor, o mesmo peso, pois somos apenas instrumentos de Cristo. O ato é sempre do Cristo. É evidente que quem realiza todo o mistério da consagração é Jesus Cristo. Agente simplesmente preside a assembleia que se reúne para, de verdade, celebrar a memória do Senhor. Então, é evidente, que o presbítero (padre) é importante, mas não significa que o presbítero (padre) tenha uma posição a mais na assembleia; ele tem funções diferentes. Tanto, que daqui a pouco vou dizer: “Orai, irmãos, para que este sacrifício seja aceito por Deus Pai todo poderoso”.  E, aí, a assembleia que reza, pedindo que aquilo que o presbítero vai fazer, que, de fato, seja aceito por Deus. Então, é evidente, que aqui há uma troca de orações, há uma troca de na celebração, aonde TODOS  tem seu papel fundamental. Evidente que tudo que é feito com carinho e é feito com fé, Deus acolhe. Por isso, vamos pedir a Deus que envie vocações presbiterais e diaconais, porque a Igreja é feita de ministérios.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

PE. PEDRINHO.


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Homilia de D. Henrique Soares

Caríssimos em Cristo, no Domingo passado, deixamos o Senhor Jesus orando a sós no monte, após ter multiplicado os pães e despedido a multidão. Está no capítulo VI de São João: do monte, Jesus atravessa o mar da Galileia, caminhando sobre as águas. Ao chegar do outro lado, lá esta o povo a sua espera… Sigamos, as palavras do Senhor nesta perícope, pois elas nos falam de vida, falam-nos do Cristo nosso Deus!
Primeiramente, Cristo censura duramente o povo: procuram-no – como tantos hoje em dia – não porque viram o sinal que ele realizou! Mas, que sinal? Fez o povo sentar-se na relva, como o Pastor do Salmo 22 faz a ovelha descansar em verdes pastagens; prepara uma mesa para o fiel, multiplicando-lhe os pães, como Moisés no deserto… Ante tudo isto, amados em Cristo, o povo ainda pensou em Jesus como sendo o Profeta que Moisés prometera (cf. Dt ); mas, infelizmente, não passou disso. Daí a repreensão do Senhor: aqueles lá o procuravam simplesmente porque comeram pão, como hoje tantos o procuram para ganhar benefícios – e, assim, são enganados pelos charlatões de plantão! A prova de que o povo não compreendeu o sinal, é que ainda vai perguntar no Evangelho de hoje: “Que sinal realizas? Que obra fazes?” Como estes, lá com Jesus, se parecem conosco, tantas vezes cegos para os sinais do Senhor na nossa vida!
Observai, irmão! Notai como os judeus não conseguem compreender que o que Jesus quer deles é a fé na sua pessoa e na sua missão! Vede como eles pensam que podem agradar ao Senhor simplesmente com um fazer exterior, sem compromisso de amor que brota do coração: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Fazer! De nós, Jesus quer muito mais do que um simples fazer! Eis a resposta do nosso Salvador: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou!” Resposta admirável: tua obra, cristão, já não é cumprir a Lei de Moisés; também não é fazer e fazer coisas, mas crer e amar a Jesus! Daí sim, tudo decorre, e também tuas boas obras, feitas por amor a Jesus e na fé em Jesus, serão aceitas pelo Senhor!
Diante da palavra do Cristo, os judeus duros de compreender, pedem a Jesus outro sinal! Não compreenderam o que ele fizera! E ainda citam Moisés, como que dizendo: Tu nos deste pão agora; Moisés nos deu o maná por quarenta anos! Aí, o nosso Salvador faz três revelações surpreendentes e consoladoras! Ei-las:
Primeiro: Aquele maná dado por Moisés não é o pão que vem do céu. É pão terreno mesmo, dado por Deus; pão que mata a fome do corpo, mas não enche de paz o coração; pão que alimenta esta vida, mas não dá a Vida divina, a Vida que dura para sempre! Aquele maná do deserto era apenas pálida imagem de um outro maná, de um outro pão que o Pai daria mais tarde.
E aqui vem a segunda revelação, surpreendente, consoladora: agora o Pai está dando o verdadeiro maná, o verdadeiro Pão do céu, que dá a vida divina ao mundo: Moisés não deu (no passado); meu Pai vos dá (agora, no presente)! Os judeus ficam perplexos, admirados; e pedem: Dá-nos desse pão! Pão que alimenta a fome de vida, de paz, de sentido, de eternidade!
Jesus faz, então, a terceira e desconcertante revelação: “Eu sou o Pão da vida!” Pronto: o pão verdadeiro é uma Pessoa, é ele mesmo! Os pães que ele multiplicara eram imagem dele mesmo, que se nos dá, que nos alimenta, que nos enche de vida: “Eu sou o Pão da vida! O Pão que desce do céu e dá a vida ao mundo! Quem vem a mim nunca mais terá fome de vida e de sentido de existência; quem crê em mim nunca mais terá sede no seu coração!”
Eis, meus caros! Corramos para Jesus! Seja ele nosso alimento! E dele nos alimentando, sejamos nele, novas criaturas, despojando-nos do homem velho, deixando o velho modo de pensar, que conduz não à Vida, mas ao nada, como diz o Apóstolo na segunda leitura! Se nos alimentamos de Cristo, se bebemos de sua santa palavra, como poderemos pensar como o mundo, agir como o mundo, viver como o mundo? Como ainda poderíamos consentir nas velhas paixões que nos escravizam?
Que alimentando-nos de Jesus, Pão bendito de nossa vida, nós atravessemos o deserto desta vida não como o povo de Israel, que murmurou e descreu, mas como verdadeiros cristãos, renovados pelo Senhor, despojados da velhice do pecado e saciados de vida eterna, vida que é o Cristo nosso Deus, bendito pelos séculos dos séculos. Amém.
 D. Henrique Soares 
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Hoje há muitas multidões em busca de sinais. O grande investimento do mercado religioso do nosso tempo é justamente atrair multidões com promessas de muitos sinais e prodígios, milagres, curas, garantia de prosperidades etc. Não faltam propagandas de todos os gostos para atrair multidões com suas sacolinhas para receber o pão, na ilusão de que serão saciadas plenamente. Mas nenhum compromisso de seguimento até a cruz, nehum desafio para transformar o mno e anunciar a verdade que liberta; egoísmo, individualismo não podem ser denunciados nessas investidas, pois são os pressupostos para que as tais propagandas sejam eficientes.
O sinal da multiplicação dos pães e dos peixes não foi campanha para garantir a aclamação que o levasse ao poder: “Vendo o sinal, exclamavam... Mas Jesus sabendo que viriam buscá-lo para fazê-lo rei, escapou e ficou sozinho...” (6,15). Era verdadeiramente um sinal, isto é, apontava para algo além do seu aspecto material, momentâneo, preanunciava a entrega Daquele que o realizava. Era o ensaio do

Hoje há muitas multidões em busca de sinais. O grande investimento do mercado religioso do nosso tempo é justamente atrair multidões com promessas de muitos sinais e prodígios, milagres, curas, garantia de prosperidades etc. Não faltam propagandas de todos os gostos para atrair multidões com suas sacolinhas para receber o pão, na ilusão de que serão saciadas plenamente. Mas nenhum compromisso de seguimento até a cruz, nenhum desafio para transformar o mno e anunciar a verdade que liberta; egoísmo, individualismo não podem ser denunciados nessas investidas, pois são os pressupostos para que as tais propagandas sejam eficientes.
O sinal da multiplicação dos pães e dos peixes não foi campanha para garantir a aclamação que o levasse ao poder: “Vendo o sinal, exclamavam... Mas Jesus sabendo que viriam buscá-lo para fazê-lo rei, escapou e ficou sozinho...” (6,15). Era verdadeiramente um sinal, isto é, apontava para algo além do seu aspecto material, momentâneo, preanunciava a entrega Daquele que o realizava. Era o ensaio do banquete, a Eucaristia, que alcançaria a sua realização máxima na cruz, o sinal por excelência que precisa ser visto para crer: “... Saiu sangue e água. Aquele que viu dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro... para que creiais...” (19,34-36).
Hoje há muitas multidões em busca de sinais. O grande investimento do mercado religioso do nosso tempo é justamente atrair multidões com promessas de muitos sinais e prodígios, milagres, curas, garantia de prosperidades etc. Não faltam propagandas de todos os gostos para atrair multidões com suas sacolinhas para receber o pão, na ilusão de que serão saciadas plenamente. Mas nenhum compromisso de seguimento até a cruz, nehum desafio para transformar o mno e anunciar a verdade que liberta; egoísmo, individualismo não podem ser denunciados nessas investidas, pois são os pressupostos para que as tais propagandas sejam eficientes.
O sinal da multiplicação dos pães e dos peixes não foi campanha para garantir a aclamação que o levasse ao poder: “Vendo o sinal, exclamavam... Mas Jesus sabendo que viriam buscá-lo para fazê-lo rei, escapou e ficou sozinho...” (6,15). Era verdadeiramente um sinal, isto é, apontava para algo além do seu aspecto material, momentâneo, preanunciava a entrega Daquele que o realizava. Era o ensaio do banquete, a Eucaristia, que alcançaria a sua realização máxima na cruz, o sinal por excelência que precisa ser visto para crer: “... Saiu sangue e água. Aquele que viu dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro... para que creiais...” (19,34-36).
O sinal da multiplicação dos pães não pode ser visto, de modo racionalista, como uma simples técnica de partilha para que todos tenham o necessário, fruto de uma compensação horizontal, onde Jesus seria apenas uma espécie de escoteiro responsável pela organização do piquenique. Por outro lado, a visão mágica da multiplicação como efeito da varinha de condão, negaria o princípio da encarnação do Verbo que assumiu em tudo a nossa condição. Para além de qualquer hermenêutica reducionista, é preciso reconhecer o mistério que envolve o sinal, pois isto é condição para alcançar o seu objetivo: crer e ter a vida: “Muitos outros sinais fez Jesus... Estes foram escritos para crerdes, que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida eterna em seu nome” (20,30-31).

Pe. André Vital Félix da Silva, SCJ. Mestre em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Professor nos Seminários de Campina Grande-PB, Caruaru-PE e João Pessoa-PB. Membro da Comissão Teológica Dehoniana Continental – América Latina (CTDC-AL).

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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos e ministros extraordinários da Palavra):

LOUVOR (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
à COM JESUS, por Jesus e em Jesus, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
Todos repitam: louvor e glória a vós, ó pai de bondade!
- Pai querido, Nós Vos damos graças, Vos agra  decemos, por todas as refeições que saciam nossa fome. Sois o bom Pai que sempre nos dais de comer.  Nós Vos pedimos por todos os famintos da terra e por todas as formas de pobreza: os mendigos de pão, de atenção, de ternura, de justiça e de paz. Dái-nos a coragem de lhes deixar mais do que as migalhas. Que saibamos repartir o conhecimento, a alegria, o pão, a água, o trabalho, a dignidade, o direito de ser humano; Que saibamos amar.
T: louvor e glória a vós, ó pai de bondade!
- Pai Querido, nós Vos bendizemos pelo amor que manifestastes em Jesus Cristo.  Através dele nos tornastes novas pessoas. Nós Vos pedimos por todos os nossos irmãos e irmãs desencorajados, ameaçados pelo desânimo, pela angústia, pela perseguição, pela fome e pelos perigos. Pai querido, dái-nos força e coragem para que sejamos mais amor diante de nossos irmãos.
T: louvor e glória a vós, ó pai de bondade!
- Pai querido, Nós Vos bendizemos pelo pão da vida que nos ofereceis através de Jesus. Nós Vos pedimos por cada um de vossos filhos aqui presentes. Que nunca nos falte amor para dar e alegria para manifestarmos vosso Reino. Que vossa benção esteja sempre conosco.
T: Louvor e glória a vós, ó pai de bondade!

PAI NOSSO... A PAZ DE CRISTO... EIS O CORDEIRO...