sábado, 26 de dezembro de 2015

Festa da Sagrada Família, Subsídios, homilia

Festa da sagrada família Tempo do Natal – 2015 (Adaptado e postado pelo Diácono Ismael P.S.)

SÍNTESE:
TEMA: A família cristã: Amar a Deus e ao próximo, sobretudo os pais e familiares.
Primeira leitura: Algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais.
Evangelho: A família cristã constrói-se no respeito pelo projeto que Deus tem para cada pessoa.
Segunda leitura: O amor deve se manifestar em cada gesto no Homem Novo em atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço.

PRIMEIRA LEITURA (Eclo 3,3-7.14-17a) Leitura do Livro Eclesiástico.
Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida: a caridade feita a teu pai não será esquecida, mas servirá para reparar os teus pecados e, na justiça, será para tua edificação.

AMBIENTE
O livro de Ben-Sirac (também chamado “Eclesiástico”) pretende apresentar uma reflexão de caráter prático sobre a arte de bem viver e de ser feliz. Estamos no início do séc. II a.C., numa época em que o helenismo tinha começado o seu trabalho pernicioso, no sentido de minar a cultura e os valores tradicionais de Israel. Jesus Ben-Sira, o autor deste livro, avisa os israelitas para não deixarem perder a identidade cultural e religiosa do seu Povo. Procura, então, apresentar uma síntese da religião tradicional e da sabedoria de Israel, sublinhando a grandeza dos valores judaicos e demonstrando que a cultura judaica não fica a dever nada à brilhante cultura grega.
MENSAGEM
O texto apresenta uma série de indicações práticas que os filhos devem ter em conta nas relações com os pais. Uma palavra sobressai: o verbo “honrar”. Ele leva-nos ao decálogo do Sinai (cf. Ex 20,12), onde aparece no sentido de “dar glória”. “Dar glória” a uma pessoa é dar-lhe toda a sua importância; “dar glória aos pais” é, assim, reconhecer a sua importância como instrumentos de Deus, fonte de vida. Ora, reconhecer que os pais são a fonte, através da qual Deus nos dá a vida, deve conduzir à gratidão; e essa gratidão tem consequências a nível prático. Implica ampará-los na sua velhice e não os desprezar nem abandonar; implica assisti-los materialmente quando já não podem trabalhar (cf. Mc 7,10-11); implica não fazer nada que os desgoste; implica escutá-los, ter em conta as suas orientações e conselhos; implica ser indulgente para com as limitações que a idade traz. Dado o contexto da época em que Ben-Sira escreve, é natural que, por detrás destas indicações aos filhos, esteja também a preocupação com o manter bem vivos os valores tradicionais, esses valores que os mais antigos preservam e que passam aos jovens. Como recompensa desta atitude de “honrar” os pais, Jesus Ben-Sira promete o perdão dos pecados, a alegria, a vida longa e a atenção de Deus.
ATUALIZAÇÃO
Apesar da preocupação moderna com os direitos humanos e o respeito pela dignidade das pessoas, a nossa civilização cria, com frequência, situações de abandono e de marginalização, cujas vítimas são, muitas vezes, aqueles que já não têm uma vida considerada produtiva, ou aqueles a quem a idade ou a doença trouxeram limitações. Que motivos justificam o desprezo e abandono daqueles a quem devemos “honrar”?
É verdade que a vida de hoje é muito exigente a nível profissional e que nem sempre é possível a um filho estar presente ao lado de um pai que precisa de cuidados ou de acompanhamento especializado. No entanto, a situação é muito menos compreensível se o afastamento de um pai do convívio familiar resulta do egoísmo do filho, que não está para “aturar o velho”…
O capital de maturidade e de sabedoria de vida que os mais idosos possuem é considerado por nós uma riqueza ou um estorvo à nossa modernidade?

SALMO RESPONSORIAL / SI 127 (128)
Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!
• Feliz és tu, se temes o Senhor / e trilhas seus caminhos!/ Do trabalho de tuas mãos hás de viver, / serás feliz, tudo irá bem!
• A tua esposa é uma videira bem fecunda / no coração de tua casa; / os teus filhos são rebentos de oliveira / ao redor de tua mesa.
• Será assim abençoado todo homem / que teme o Senhor. / O Senhor te abençoe de Sião / cada dia de tua vida.

EVANGELHO (Lc 2,41-52) Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas. E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens.

AMBIENTE
O “Evangelho da infância” não é fazer uma reportagem sobre os primeiros anos da vida de Jesus, mas uma catequese sobre Jesus; nessa catequese, diz-se quem é Jesus e apresentam-se algumas coordenadas teológicas que vão, depois, ser desenvolvidas no resto do Evangelho. A “catequese” de hoje situa-nos em Jerusalém. A Lei judaica pedia que os homens de Israel fossem três vezes por ano a Jerusalém, por alturas das três grandes festas de peregrinação (Páscoa, Pentecostes e Festa das Tendas – cf. Ex 23,17-17). Ainda que os rabinos não considerassem obrigatória esta lei até aos treze, muitos pais levavam os filhos antes dessa idade. Jesus tem doze anos e, de acordo com o texto de Lucas, foi com Maria e José a Jerusalém celebrar a Páscoa. É neste ambiente de Jerusalém e do Templo que Lucas situa as primeiras palavras pronunciadas por Jesus no Evangelho. Elas são, sem dúvida, o centro do nosso relato.
MENSAGEM
 “Por que me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?” O significado (a catequese) da resposta à pergunta de Maria é que Deus é o verdadeiro Pai de Jesus. Daqui deduz-se que as exigências de Deus são, para Jesus, a prioridade fundamental, que ultrapassa qualquer outra exigência. A sua missão vai obrigá-lo a romper os laços com a própria família (cf. Mc 3,31-35). É possível que haja ainda, aqui, uma referência à paixão/morte/ressurreição de Jesus: tanto o episódio de hoje, como os fatos relativos à morte/ressurreição, são situados num contexto pascal; em ambas as situações Jesus é abandonado – aqui por Maria e José e, mais tarde, pelos discípulos – por pessoas que não compreendem que a sua prioridade é o projeto do Pai; em ambas as situações, Jesus é procurado (cf. Lc 24,5) e tem de explicar que a finalidade da sua vida é cumprir aquilo que o Pai tinha definido (cf. Lc 24,7.25-27.45-46). Lucas apresenta aqui a chave para entender toda a vida de Jesus: Ele veio ao mundo por mandato de Deus Pai e com um projeto de salvação/libertação. Àqueles que se perguntam porque deve o Messias percorrer determinado caminho, Lucas responde: porque é a vontade do Pai. Foi para cumprir a vontade do Pai que Jesus veio ao nosso encontro e entrou na nossa história.
ATUALIZAÇÃO
Para Jesus, a prioridade é o projeto de Deus, o plano que Deus tem para cada pessoa.
Maria e José não fizeram cenas diante da resposta “irreverente” de Jesus. Aceitaram que o jovem Jesus não lhes pertencia exclusivamente: Ele tinha a sua identidade e a sua missão próprias.

SEGUNDA LEITURA (Cl 3,12-21) Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses.
Irmãos, vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportandovos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças. Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio deles dai graças a Deus, o Pai. Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor. Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem.
AMBIENTE
Paulo estava na prisão (possivelmente em Roma, anos 61/63) quando escreveu aos colossenses. Algum tempo antes, Paulo havia recebido notícias pouco animadoras sobre a comunidade de Colossos. Essas notícias falavam da perigosa tendência de alguns doutores locais, que ensinavam doutrinas errôneas e afastavam os colossenses da verdade do Evangelho. Essas doutrinas misturavam práticas legalistas, práticas ascéticas, especulações sobre os anjos e achavam que toda esta mistura confusa de elementos devia completar a fé em Cristo e comunicar aos crentes  m conhecimento superior dos mistérios cristãos e uma vida religiosa mais autêntica. Sem refutar essas doutrinas de modo direto, Paulo afirma a absoluta suficiência de Cristo e assinala o seu lugar proeminente na criação e na redenção dos homens.
MENSAGEM
Em termos mais concretos, viver como “homem novo” implica cultivar um conjunto de virtudes que resultam da união do cristão com Cristo: misericórdia, bondade, humildade, paciência, mansidão. Lugar especial ocupa o perdão das ofensas do próximo, a exemplo do que Cristo sempre fez. Estas virtudes são exigências e manifestações da caridade, que é o mais fundamental dos mandamentos cristãos: tais exigências resultam da íntima relação do cristão com Cristo; viver “em Cristo” implica viver, como Ele, no amor total, no serviço, na disponibilidade e no dom da vida. Às mulheres, recomenda o respeito para com os maridos; aos maridos, convida a amar as esposas, evitando o domínio tirânico sobre elas; aos filhos, recomenda a obediência aos pais; aos pais, com intuição pedagógica, pede que não sejam excessivamente severos para com os filhos, pois isso pode impedir o desenvolvimento normal das suas capacidades. É desta forma que, no espaço familiar, se manifesta o Homem Novo, o homem que vive segundo Cristo.
ATUALIZAÇÃO
Viver “em Cristo” implica deixar que ele se manifeste em gestos concretos de bondade, de perdão, de compreensão, de respeito pelo outro, de partilha, de serviço. Esse amor traduz-se numa atenção contínua àquele que está ao nosso lado, às suas necessidades e preocupações, às suas alegrias e tristezas.
As mulheres não gostam de ouvir Paulo pedir-lhes a “submissão” aos maridos… No entanto, não devem ser demasiado severas com Paulo: ele é um homem do seu tempo, e não podemos exigir dele a mesma linguagem com que, nos nossos dias, falamos destas coisas. Apesar de tudo, convém lembrar que Paulo não se esquece de pedir aos maridos que amem as mulheres e não as tratem com aspereza: sugere, desta forma, que a mulher tem, em relação ao marido, igual dignidade.

Fonte: Dehonianos

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HOMILIA DO PE. PEDRINHO

Irmãos e imãs, hoje celebramos a festa da Sagrada Família. A partir da Sagrada Família somos convidados a contemplar sobre as nossas responsabilidades. É evidente, que dentro da Celebração Eucarística, não dá para a gente tratar no sentido sociológico. Teríamos aí, uns doze modelos de família para ser falado. Eu tentarei abordar um pouco, a família que temos de fé e a maneira como a Igreja entende a família, como sendo, a igreja doméstica. Capítulo 1 do Livro do Gênesis vai nos dizer: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Homem e mulher Ele os criou. Então, a imagem do Deus Criador não é somente o homem, não é somente a mulher, mas os dois juntos. Por isso, para nós, que temos fé no Deus vivo e verdadeiro, no Deus Criador, que chamamos de Pai, sabemos que Deus é Pai, é Filho e é Espírito, entretanto, ao se tratar do Deus Criador é o Deus Pai. de fato, apresentamos o homem e a mulher como a imagem de Deus. Para nós que cremos em Deus, o homem não é melhor que a mulher e a mulher não é melhor que o homem. Os dois juntos trazem o rosto, a imagem, da semelhança do Deus Criador. Por isso, casar-se na igreja significa: queremos ser a imagem do Deus Criador. Aí o porque quem se casa na igreja tem o firme propósito de gerar filhos. Um casal que se casa na igreja e diz: não quero filhos, no mínimo, não entendeu o que significa casar-se na igreja. Estou falando casar na igreja. Porque o casamento é um direito natural, que se não casar na igreja, tem o direito de outros meios. Quem se casa na igreja pretende ser um sinal do Deus Criador. Deus é criador porque ele gera, ele cria. “ah, eu não quero ter filhos”; não quero ser a imagem do Deus Pai. Pode ser imagem do Deus Filho se tornando padre ou freira. “não, eu não quero ser imagem do Deus Filho”. Então, vai ser imagem do Deus Espírito, vai semear o amor no mundo. Ninguém precisa se casar ou ser padre ou freira para ser feliz. Por isso, no Batismo fazemos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, para depois a pessoa escolher qual é a imagem da Pessoa da Trindade Santa que quer ser imagem. Ora, a idéia de pai e mãe, marido e mulher, casal, vem do Antigo Testamento, onde o Pai é visto como sinal de Deus no mundo e a mãe é vista como a sabedoria de Deus no mundo. Então, cabe a mãe transmitir todos os valores éticos, morais, religiosos para a prole, para os filhos. Cabe ao pai garantir a justiça, a harmonia, a igualdade, entre os filhos. Cabe aos filhos trabalhar. É interessante observar que não há um melhor que o outro, mas uma divisão de trabalho, onde cada um tem a sua responsabilidade. Honrar, significa por em prática o que ele lhe ensina. Por isso, cuidar dos pais, porque aquilo que você ensina é o que eles vão fazer. Honrar, significa por em prática o que eu aprendi. Ora, diz aqui na primeira leitura: Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. A maneira como os filhos tratam os pais, ela se dá conta se cumpriu sua parte ou não. O Antigo Testamento tem uma visão muito clara sobre a função, a responsabilidade de cada um. Mesmo que o seu pai esteja perdendo a lucidez, procure ser compreensivo com ele. Perder a lucidez é diferente de não ter juízo. É importante isso. Tem muito pai e muita mãe que não tem juízo. Aí, é preciso chamar a atenção. Perder a lucidez, é alguém que não consegue mais coordenar bem as suas ideias. Às vezes vem filho acompanhando os pais e dizendo: “o animalzinho está atacando ele”. Como se diz, é Alzheimer e nós também podemos ter isso. Não tenha vergonha de seus pais, porque eles perderam a lucidez. Não tenha vergonha, mas orgulho dos pais. É um processo, que na medida que vem a idade, é preciso de cuidados especiais. Agora, aqui vem um ponto importante: a segunda leitura vai dizer, que Jesus abriu a nossa compreensão sobre a família. Jesus vai nos ajudar a entender quem é a família. “sua mãe e seus irmãos estão aí fora te chamando”. “Quem é minha mãe, quem é meus irmãos”? Todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu pai, minha mãe e meu irmão. Então, Jesus ampliou a idéia de família. A família não é só do sangue humano, mas agora, somos todos irmãos de sangue, porque comungamos do mesmo cálice. Assim, Jesus acaba nos ajudando, que a idéia modelo de família permanece na igreja. Deus é o grande Pai. A Igreja se torna a grande Mãe, que nos ajuda, nos educa, a partir da vontade de Deus e nós todos somos irmãos. Não existe um melhor e outro pior, um mais importante e um menos importante; todos nós somos importantes. Qual é a imagem de Deus? Felipe, quem me vê, vê o Pai. Jesus se torna para nós a imagem de Deus feito homem. É importante compreender isto, que na comunidade eu acabo aprendendo a suportar uns aos outros, perdoar uns aos outros, agir com misericórdia, com harmonia, com concórdia, sobretudo com amor. É aqui que vamos aprender aquilo que a família é chamada a desempenhar na sociedade: ser um sinal de Deus Criador. Como é que as pessoas devem se comportar. E, sobretudo, diz a carta aos colossenses: é o amor que vai ser o grande sinal. Nós sabemos que a família tem enfrentado uma crise tremenda e é evidente, que cada vez mais as reportagens falem disso, da dupla jornada da mulher. Claro, não há crítica alguma a mulher trabalhar fora de casa, mas isto é uma opção que deve ser muito bem pesada, ponderada. Por que? Porque nem sempre temos a necessidade daquele salário extra. Ninguém vai ficar feliz, vendo o filho passar privação e vai, mesmo, procurar resolver o problema. Mas, toda escolha traz consequência. Muitas vezes, não é suprir a necessidade, mas valorizar o dinheiro. Veja bem! O Antigo Testamento diz que as família viveram do Maná, viveram de codornizes, viveram de leite e mel. Leite e mel é uma delícia! Mas, experimente comer isto uma semana inteira. Você vai ver que é insuportável. Só para dizer que as famílias enfrentaram dificuldades. Home, nem sempre, os dois saírem para trabalhar é para resolver dificuldades. Às vezes porque se valoriza mais o dinheiro e ao terceirizarmos a educação dos filhos, acabamos mostrando que o mais importante é o dinheiro. E, aí, quando os pais deixam de ganhar o dinheiro, porque se aposentam, eles deixam de ser importante e os filhos também deixam de ver importância e terceirizam, mandando-os para o asilo, assim como eles foram para a escolinha, porque não tinham quem os cuidassem. Então, é importante isso. Na medida que os avós vão perdendo a lucidez, é preciso ajudar os filhos a respeitar, ajudar os netos a respeitar, porque nós também vamos perder a lucidez. Se hoje eles não têm poder econômico. Eles têm um patrimônio de vida para garantir a nossa existência. Sem os avós não existiriam os netos. Então, entre apoiar os avós e apoiar os filhos, é preciso harmonizar os dois. Nenhum é mais importante. Ambos são importantes. Estou mostrando qual é  a nossa responsabilidade: ajudar aqueles que perderam Jesus na sua vida a repetir os gestos de Maria e de José. Maria e José perderam Jesus. O que eles fizeram? Voltaram atrás. Procuraram por três dias e encontraram Jesus no Templo. E, quando Maria perguntou: por que fizestes isto? – ué, você não sabia que eu deveria estar na casa de meu Pai? quantas famílias já perderam Jesus ao longo de sua caminhada, mas não quiseram voltar atrás. Ajuda-las para que possam encontrar Jesus na COMUNIDADE. Porque é na comunidade que podemos nos orientar, enfrentando os desafios que a sociedade coloca para nossas famílias. Não existe família cem por cento santa. Não existe família cem por cento perdida. Existe famílias desorientadas. É preciso, cada vez mais, nos empenharmos e ajuda-las a descobrir os verdadeiros valores. Certamente o grande e maior valor é encontrar Jesus. Vamos continuar rezando por nossas famílias, pelas famílias que têm buscado a felicidade, mas que têm se equivocado.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.


PE. PEDRINHO – Diocese de Santo André - SP



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LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
à O Senhor esteja com todos vocês... Demos graças ao Senhor, nosso Deus...
à Com Jesus, na força do Espírito Santo, louvemos ao PAI:
T: Bendito seja Deus que nos enviou o seu Filho!
à1- Deus, nosso Pai, nós vos bendizemos pelo vosso amor nos enviando seu Filho único para nos guiar ao Vosso Reino. Somos o vosso povo e sois o nosso Deus.
T: Bendito seja Deus que nos enviou o seu Filho!
à2- Senhor, vosso Filho nos acolheu em uma só família. que todos sejam um, como eu e tu somos um, nos disse Ele. Pai sabeis de nossa limitação; enviai-nos o Espírito Santo para que sejamos transformados e possamos ter mais amor por aqueles que estão junto de nós.
T: Bendito seja Deus que nos enviou o seu Filho!
à3- Senhor, obrigado pela minha vida, obrigado pela minha família, obrigado por ter uma comunidade onde eu posso crescer no amor a Vós e ao irmão. Pai, olhai pela minha família e vinde sempre em nosso auxílio.
T: Bendito seja Deus que nos enviou o seu Filho!
à4- Senhor, que possamos imitar o vosso filho e procurar fazer a vossa vontade. Muitas vezes colocamos nossas necessidades na frente da vossa vontade, ou mesmo esquecemos de vosso projeto e queremos fazer só os nossos. Pai, iluminai-nos nos vossos caminhos.
T: Bendito seja Deus que nos enviou o seu Filho!


Pai nosso.... A Paz de Cristo... Eis o Cordeiro...


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Celebração do Natal dia 25 de dezembro, subsídios, homilias, homilia

Celebração do Natal Dia 25/12/2015 (Adaptado e postado pelo Diácono Ismael)

Sinopse:

TEMA: O amor de Deus, manifestado na incarnação de Jesus; Ele é a Palavra que se fez Pessoa no meio de nós, dando-nos dignidade de “filhos de Deus”;
Primeira leitura: anuncia a chegada do Deus libertador. O profeta convida a substituir a tristeza pela alegria, o desalento pela esperança.
Evangelho: apresenta a “Palavra” viva de Deus, tornada pessoa em Jesus e criando condições para que nasça o Homem Novo..
Segunda leitura: apresenta o plano de Deus que os homens devem escutar e acolher.

6. PRIMEIRA LEITURA (Is 52,7-10) Leitura do Livro do Profeta Isaías.
Como são belos... os pés de quem anuncia e prega a paz, de quem anuncia o bem, prega a salvação e diz a Sião: “Reina teu Deus!” Ouve-se a voz de teus vigias, eles levantam a voz, estão  exultantes de alegria, sabem que verão com os próprios olhos o Senhor voltar a Sião. Alegrai-vos e exultai ao mesmo tempo, ó ruínas de Jerusalém, o Senhor consolou seu povo e resgatou Jerusalém. O Senhor desnudou seu santo braço aos olhos de todas as nações; todos os confins da terra hão de ver a salvação que vem do nosso Deus.
AMBIENTE
Entre 586 e 539 a.C., o Povo no Exílio na Babilônia. Sem perspectivas de futuro, Judá não vê saída. No final do Exílio, as vitórias de Ciro, rei dos Persas, os exilados começam a ver uma pequena luz ao fundo do túnel; É aí que aparece o Deutero-Isaías (cf. Is 40-55); diz que a libertação está próxima e é obra de Jahwéh. É neste ambiente que podemos situar a primeira leitura de hoje.
MENSAGEM
Para revitalizar a esperança ele anuncia “a paz” (“shalom”: paz, bem-estar, harmonia, felicidade), proclama a “salvação” e promete o “reinado de Deus”. A questão é esta: Deus assume se como “rei” de Judá… Ele não reinará à maneira desses reis que conduziram o Povo por caminhos de egoísmo e de morte até à catástrofe final do Exílio; mas Jahwéh exercerá a realeza de forma a proporcionar a “salvação” ao seu Povo – inaugurando uma era de paz, de bem-estar, de felicidade sem fim. Com Deus, Jerusalém voltará a ser uma cidade bela e harmoniosa, cheia de alegria e de festa.
ATUALIZAÇÃO
¨ A alegria pela libertação do cativeiro anuncia essa outra libertação, plena e total, que Deus vai oferecer ao seu Povo através de Jesus. É isso que celebramos hoje: o nascimento de Jesus significa que chegou a paz definitiva, que o “reinado de Deus” alcançou a nossa história.
¨ As sentinelas identificam a chegada do Deus libertador, convidam-nos a ler, os sinais de Deus no mundo e a anunciar a todos que Deus aí está, para reinar sobre nós e dar a salvação e a paz.

10. EVANGELHO (Jo 1,1-18) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. ...Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez.... Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá la. ...João... veio como testemunha... da luz... Ele não era a luz... A Palavra estava no mundo ...mas o mundo não quis conhecê-la. ...Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tomarem filhos de Deus... E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, ...Dele, João dá testemunho...: “...O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim”.... A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-la deu a conhecer.
AMBIENTE
O hino expressa a fé da comunidade joanina em Cristo, Palavra de Deus, eterna, divina, a sua influência no mundo e na história, possibilitando aos homens tornar-se “filhos de Deus”.
MENSAGEM
A expressão “no princípio”: lembra o relato da criação (Gn 1,1: em Jesus vai acontecer a intervenção de Deus para dar vida ao homem … Jesus fará nascer um homem novo; a “Palavra” (“Lógos”) é anterior ao céu e à terra. Esta “Palavra” não só estava junto de Deus, mas “era Deus”. Essa “Palavra” é geradora de vida para o homem, concretizando o projeto de Deus. Essa “Palavra” fez-se “carne” (pessoa). Essa “Palavra” “montou a sua tenda no meio de nós”. A função dessa “Palavra” está ligada ao binômio “vida/luz”, a luz que ilumina o caminho do homem para a vida plena. Jesus Cristo vai deparar-se com a oposição à “vida/luz” que Ele traz. Os dirigentes judeus que enfrentam Jesus e o condenam à morte são o rosto visível dessa Lei. Recusar a “vida/luz” significa preferir caminhar nas trevas (mentira, escravidão, opressão), independentemente de Deus; significa recusar chegar a ser homem pleno, livre, criação acabada e elevada à sua máxima potencialidade. Mas o acolhimento da “Palavra” implica a participação na vida de Deus. Acolher a “Palavra” significa tornar-se “filho de Deus”: Deus dá vida em plenitude ao homem. Isto é uma “nova criação”, um novo nascimento, que não provém da carne e do sangue, mas sim de Deus. A incarnação de Jesus significa, portanto, que Deus oferece à humanidade a vida em plenitude. Toda a obra de Jesus consistirá em capacitar o homem para a vida nova, para a vida  plena, a fim de que Ele possa realizar em si mesmo o projeto de Deus: a semelhança com o Pai.
ATUALIZAÇÃO
¨ A transformação da “Palavra” em “carne” é o amor sem limite manifestado por nossa salvação.  ¨ Acolher a “Palavra” é deixar que Jesus nos transforme, nos dê a vida plena como  “filhos de Deus”.

8. SEGUNDA LEITURA (Hb 1,1-6) Leitura da Carta aos Hebreus.
Muitas vezes e de muitos modos falou Deus pelos profetas; nestes dias... nos falou por meio do Filho... e pelo qual também ele criou o universo. Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, ele sentou-se à direita da majestade divina, nas alturas. Ele foi colocado tanto acima dos anjos quanto o nome que ele herdou supera o nome deles. De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei?” Ou ainda: “Eu serei para ele um Pai e ele será para mim um filho?” Mas, quando faz entrar o Primogênito no mundo, Deus diz: “Todos os anjos devem adorá-lo!”
AMBIENTE
A Carta aos Hebreus é um escrito anônimo. O objetivo é estimular a vivência do compromisso cristão e levar os crentes a crescer na fé. Para isso, expõe o mistério de Cristo ( “o sacerdote” da Nova Aliança) e recorda a fé tradicional da Igreja.
MENSAGEM
Deus é o protagonista dessa história. Esse projeto manifestou-se, numa primeira fase, através dos porta-vozes de Deus – os profetas; eles transmitiram aos homens a proposta salvadora e libertadora de Deus. Veio, depois, uma segunda etapa da história da salvação: “nestes dias”, Deus manifestou-se através do próprio “Filho” – Jesus Cristo, o “menino de Belém”, a Palavra plena, definitiva, perfeita, através da qual Deus vem ao nosso encontro para nos “dizer” o caminho da salvação e da vida nova. O nosso texto reflete sobre a relação de Jesus com o Pai, com os homens e com os anjos (comunidade que dava importância excessiva ao culto dos “anjos”). Para o autor, Jesus, o “Filho”, identifica-Se plenamente com o Pai. Ele é o esplendor da glória do Pai, a imagem do ser do Pai, a reprodução exata e perfeita da substância do Pai: desta forma, o autor da carta afirma que Jesus procede do Pai e é igual ao Pai. N’Ele manifesta-se o Pai; quem olha para Ele, encontra o Pai. Definida a relação de Jesus com Deus, o autor reflete sobre a relação de Jesus com o mundo… O Filho está na origem do universo (e, portanto, também do homem); por isso, Ele tem um senhorio pleno sobre toda a criação. Essa soberania expressa-se, inclusive, na incarnação e redenção: Ele veio ao encontro do homem e purificou-o do pecado: dessa forma, Ele completou a obra começada pela Palavra criadora, no início. É como “o Senhor” – que possui soberania sobre os homens e sobre o mundo, que cria e que salva – que os homens o devem ver e acolher. A igualdade fundamental do “Filho” com o Pai o faz muito superior aos anjos: os anjos não são “filhos”; mas Jesus é “o Filho” e o próprio Deus proclamou essa relação de filiação plena, real, perfeita. Não são os anjos que salvam, mas sim “o Filho”. Ele deve ser escutado como o caminho mais seguro para a vida nova que o Pai propõe.
ATUALIZAÇÃO
¨ Celebrar o nascimento de Jesus é contemplar o amor de um Deus que enviou o próprio Filho para conduzir o homem ao encontro da vida definitiva, da salvação plena.
¨ Jesus Cristo é a Palavra viva de Deus, que revela aos homens o verdadeiro caminho para chegar à salvação. Celebrar o seu nascimento é acolher essa Palavra viva de Deus… “Escutar” essa Palavra é fazer dele a nossa referência, o critério que orienta as nossas atitudes e as nossas opções.
Vitória. Perdão. Vida. Tudo isso nos é dado porque “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, A vitória vem pela Cruz! Mas o despojamento da Cruz já se prefigura em Belém.
Mas, quem é este Menino? Quem é este Filho? Agora, com o sol já claro e alto, podemos enxergar melhor o Mistério: Ele não veio para julgar ninguém. Não nasceu para condenar. Por isso ele apareceu como criancinha e não como um rei; pode ser encontrado na manjedoura, não no trono.! São Jerônimo medita sobre este mistério: “O Cristo não encontra lugar no Santo dos Santos, onde o ouro, as pedras preciosas, a seda e a prata reluziam: não, ele não nasce entre o ouro e as riquezas, mas nasce num estábulo, na lama dos nossos pecados. Ele nasce num estábulo para reerguer os que jazem no meio do estrume: ‘Ele retira o pobre do estrume’. o paganismo merece prata e ouro. A fé cristã merece o estábulo de palha. salmista: “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!”
 “Como são belos, sobre os montes, os pés do mensageiro que anuncia a paz, de quem anuncia o bem e prega a salvação e diz a Sião: o teu Deus reina! O Senhor consolou o seu povo! O Senhor desnudou seu santo braço aos olhos de todas as nações; todos os confins da terra hão dever a salvação que vem do nosso Deus”. Sejamos mensageiros dessa paz, dessa boa nova, sejamos testemunhas do Menino, irradiemos a graça do Santo Natal! Amém.
Fonte: Dehonianos

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Homilia no dia do NATAL PE. PEDRINHO

Meus irmãos e irmãs, estamos a mais de cinquenta anos do Concílio Vaticano II. Tem um documento da Igreja é um documento dogmático, chamado Dei Verbum. Que traduzido é A PALAVRA DE DEUS. A Dei Verbum quis ajudar a Igreja e ajuda-nos até hoje, a compreendermos o que é a Revelação de Deus. A Palavra de João nos diz que a Deus ninguém jamais viu, exceto aquele que veio de junto de Deus. Portanto, Jesus viu o Pai. quando Felipe disse: mostra-nos o Pai e isto nos basta, Ele vai dizer: Felipe, quem me viu, quem me vê, vê o Pai. Portanto, se eu quero ver a Deus, sou chamado a ver Jesus. Jesus é a revelação plena do Pai. Diz o Evangelho de João: Ele veio para os que eram seus, mas os seus não acreditaram.  Diante de Jesus eu sou chamado a tomar posição; creio ou não creio. Ah, eu espero mais alguma coisa que possa me ajudar e me convencer, de que vale a pena crer em Jesus. Aí, este documento chamado Dei Verbum, vai começar com as palavras da segunda leitura de hoje. Diz: muitas vezes e de muitos modos falou Deus. Outrora, pelos nossos pais, os profetas. Nestes dias, que são os últimos, Ele nos falou por meio do Filho. Portanto, a carta aos hebreus nos ajuda a compreender que não se pode, não se deve, e ninguém vai perder tempo de esperar mais alguma novidade, porque a plenitude de tudo o que o Pai tinha para revelar, se deu em Jesus. E, agora estamos nos últimos dias. É muito interessante, que os mormos pegaram daí um título, que é próprio dos cristãos: “testemunha dos últimos dias”. Por que testemunhas dos últimos dias? Porque agora, só resta concluir o Reino de Deus. Para que a nossa compreensão se abra plenamente – falei errado – que a nossa inteligência se abra plenamente para compreendermos na totalidade quem é Jesus. Alguns vão dizer: é complicado isso. Por que Jesus já não se apresentou na glória Divina? E não como um recém-nascido numa manjedoura? Como entender Deus em uma manjedoura? – porque Deus jamais impôs a sua vontade. Se nós olhássemos para a manjedoura e víssemos Deus Pleno ali, seríamos obrigado a aceita-lo e nos tornaríamos escravos, porque, quando eu sou obrigado a alguma coisa, eu estou subjugado a esta coisa. Não! Quem quer crer em Jesus menino Deus, é convidado a fazer o mesmo percurso deste menino: é crescer na fé, é caminhar a partir de sua realidade histórica, é buscar servir os irmãos. Lá, é o Senhor de todas as coisas. É assumir a morte como ato de confiança naquele em que depositamos nossa esperança. É buscar a justiça, a paz, a solidariedade, o amor e todos os valores apresentados por Jesus. Quem quiser, poderá ver Nele Deus. Quem não quiser, Deus não vai perder nada com isto. É a pessoa que acabará perdendo a possibilidade de felicidade Plena. Porque a felicidade plena inclui nós superarmos a morte e termos vida eterna.
Então, aí, o profeta Isaías já havia dito, São João Batista compreendeu jesus quando ser humano e nós somos chamados a compreender a mesma coisa. “Como são belos os pés do mensageiro”. Vale a pena apostar a sua vida nesse Menino, porque Ele não vai decepcionar ninguém.
A Carta aos hebreus, o próprio nome já diz, é uma carta que foi escrita para quem tinha fé. Mas, tinha fé num Deus distante. O que não está errado. Deus que está nas alturas, já refletimos isto, e não é possível atingi-lo. Um Deus que conseguia caminhar com seu povo através da lei. Um Deus que de muitos modos, através dos profetas, através da libertação do povo e de tantas maneiras, quis mostrar o seu amor pela humanidade. Ora, Deus, com sua paciência histórica, decide vir pessoalmente se comunicar com a humanidade. É a partir daí, que vamos perceber que agora não há mais necessidade da lei. Jeremias 31, 30... vai dizer: Eu vou escrever a minha lei no seu coração. Ninguém vai precisar estudar a lei, porque vai vive-la espontaneamente e Eu farei, com vocês, uma nova e eterna Aliança. Veja, então, que Jesus é a realização das promessas do Pai.
São João Evangelista, o que escreveu o Evangelho que acabamos de proclamar, ele procura, nestes dezoito versículos, resumir toda a grandeza do nascimento de Jesus, dizendo que Ele é eterno, dizendo que Ele, o Pai com o Espírito Santo, criaram todas as coisas e dizendo algo que nós precisamos compreender direitinho: a Palavra tem força. Quando nós dizemos isto, temos que tomar cuidado. Porque para muitas pessoas você diz: por este caminho você não vai... “tá amarrado”. Não. Não é assim. Não é que a palavra tem força e eu posso decidir o seu destino rogando uma praga ou não. Não é neste sentido. Mas, que a Palavra tem força para a Criação. A palavra é comunicação. A palavra é o que eu realizo. A Palavra é o Verbo. A palavra é toda a ação que eu faço para construir. Deus disse: “faça-se a luz”: Deus disse: “haja os arbustos”. Deus disse na sua Palavra que Ele cria. Então, a Palavra tem força quando eu mostro qual é a vontade de Deus. Ora, dizer que Jesus é a Palavra, estamos dizendo que Ele é a força, porque é Ele que nos ajuda a entender o quanto Deus é próximo do homem. Ele é o espelho no qual devo contemplar-me, para ver se estou próximo ou distante de Jesus. E, por fim, Ele é aquele que veio para habitar entre nós. Então, Celebrar o Natal é celebrar o ponto máximo que a humanidade pode chegar. Qual é o ponto máximo que a humanidade chegou? Deus se fazer homem. Deus poderia se fazer planta, fazer gato, Deus poderia se fazer passarinho. Ele decidiu ser humano, para dizer: você é a obra da minha criação mais importante. Ora, se Deus nos respeita assim, não é possível nós nos desrespeitarmos. Por isso, Jesus é aquele que trás a paz, a harmonia, é aquele, que de fato, se torna toda razão de ser do homem e da mulher.
Que Deus continue nos ajudando a compreender todo este grande mistério.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.


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Homilia II no dia do NATAL -  PE. PEDRINHO -

Como são belos os pés dos mensageiros que anunciam a paz. Esta é realmente a nossa missão, ainda que andemos pelos caminhos, pelas fábricas, nos lares, visitando aos enfermos, etc., este é um compromisso de todo cristão, anunciar a paz, para que todos se sintam amados. Por que isso? A segunda leitura nos fala que de muitos modos e de muitas maneiras nos falou o Senhor Deus a nossos pais. Nestes dias, que são os últimos, nos falou através do Filho. Nós, por graça de Deus, fomos chamados e acolhemos Deus na pessoa de Jesus e nos sentimos tão felizes por isso. Ele nos dá tanta esperança e presença na vida, que seria um egoísmo não anunciar aos outros.  É evidente que eu não preciso deixar tudo que faço para ir anunciar Jesus. Eu anuncio Jesus naquilo que eu faço. Este, talvez, seja um detalhe que muitos acabem não compreendendo. Eu não preciso deixar a minha vida para anunciar o evangelho, mas eu posso anunciar o Evangelho através de minha vida. Através de tudo o que eu faço, de tudo o que eu participo. É esta a grande maravilha. O Evangelho de hoje é um dos trechos mais belos que existe. Muitos o acham difícil de ser compreendido. Ele é chamado de prólogo de João. Ou seja, ele foi escrito como a conclusão de todo o Evangelho. Para quem não sabe bem, o prólogo nos dá uma introdução de tudo o que vai falar. É evidente que ele é escrito por último, porque ele pretende percorrer de maneira bem resumida aquilo que todo o Evangelho vai dizer. Temos aqui uma síntese de todo o Evangelho de São João.
É importante nós compreendermos algo. O Evangelho de Marcos foi o primeiro a ser escrito. Capitulo 1, versículo 1 diz: princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Pra são Marcos isto era o suficiente. Depois outros começaram a se perguntar; “quem era esse Jesus, Filho de Deus?” então, Mateus foi responder isso. Aí, Temos Mateus, capítulo um, versículo 1 a 17; “Jesus Cristo, Filho de Deus, Filho de Abraão. Abraão gerou Isac, Isac gerou Jacó, Jacó gerou José... e aí traz toda uma genealogia, pra dizer que Jesus pertence ao povo de Deus. Então os não eram judeus disserem; “e nós? Ele é exclusivo do povo judeu? Nós não temos participação?”
Então Lucas disse: Tem sim. No capítulo 3, versículo 23... conforme se supunha, Jesus tinha 30 anos quando  começa seu ministério. Então começa a sua genealogia. Ao contrário de Mateus, ele começa do fim para o começo; Jesus, filho de José, filho de Jacó... e vai do fim para o começo, até que diz filho de Adão, ou seja, se é filho de Adão, Jesus é filho de toda a humanidade, Filho de Deus. Voltaram no ponto inicial de Marcos. Para João isto não é suficiente. Jesus não é somente um Filho de Deus. Isto todos nós somos. É evidente que se eu olhar para ele na manjedoura só como Filho de Deus, eu vou reduzir, pois Ele é mais do que isso. E aí ele começa; Jesus é a Palavra de Deus. No princípio era a Palavra, a Palavra estava em Deus, até que ele diz que a Palavra era Deus.  Então é João que nos ajudou a compreender que Jesus é Deus feito homem. Então, ele olhando da terra para o céu, Jesus é um homem que atinge a Divindade. Olhando do céu para a terra, Deus é tão bom, que assume a humanidade. De tal maneira que daqui para cima e de cima para baixo, Deus é o mesmo homem e Deus. O único ser com duas naturezas. Esta é a beleza da nossa fé e já são dois mil anos que contemplamos este mistério, e cada vez ele é mais rico e mais completo.  Então, é João que nos ensina que Jesus é Deus. Ora, mas então eu posso acreditar e quem não consegue acreditar, deve pedir a ajuda de Deus. Quem de fato acredita, recebe uma grande graça.
Hoje é muito difícil crer na palavra, porque as pessoas não honram muito a palavra. Estou generalizando, evidentemente. No caso do Evangelho, esta é uma palavra que já foi colocada no cadinho, colocada a prova por dois mil anos e permanece firme. Alguns perguntaram; como é que Jesus pode ser Deus, se também Ele foi criado, se também Ele nasceu. Então a Igreja responde já lá pelos anos trezentos, que Jesus foi gerado e não criado. É o que nós vamos falar daqui a pouco. É o que nós vamos professar daqui a pouco; gerado, não criado, consubstancial ao Pai, da mesma natureza do Pai. Quando nós comtemplamos o Pai, vemos Jesus e quando comtemplamos Jesus, vemos o Pai.
Por isso, não é suficiente celebrar o natal, é necessário compreender o natal, porque quando celebro o natal, celebro a generosidade de Deus, onde Jesus se apresenta como um irmão nosso.

PE. PEDRINHO.


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Homilia de D. Henrique Soares
 “Um Menino nasceu para nós: um Filho nos foi dado! O poder repousa nos seus ombros. Ele será chamado ‘Mensageiro do Conselho de Deus’”. Estas palavras, lidas na leitura da Missa da Noite, dão bem o sentido da presente celebração. Nasceu para nós um Menino; foi-nos dado um Filho! Vamos encontrá-lo pobrezinho e frágil, deitado na manjedoura, alimentado por uma Virgem Mãe, guardado por um pobre carpinteiro. Mas, quem é este Menino? Quem é este Filho? Agora, com o sol já claro e alto, podemos enxergar melhor o Mistério: meditemos bem sobre o que celebramos na noite de ontem para hoje, no que professamos neste dia tão santo!
Este menininho, a Escritura nos diz que ele é a Palavra eterna do Pai: esta Palavra “no princípio estava com Deus… e a Palavra era Deus”. Esta Palavra, que dorme agora no presépio, depois de ter mamado, é aquela Palavra poderosa pela qual tudo que existe foi feito, “e sem ela nada se fez de tudo que foi feito”. Esta Palavra tão potente, feita tão frágil, esta Palavra que sempre existiu e que nasceu na madrugada de hoje, esta Palavra que é Deus, feita agora recém-nascido, é a própria Vida, e esta Vida é a nossa luz, é a luz de toda humanidade. Fora dela, só há treva confusa e densa! Sim, fora do Deus feito homem, do Emanuel, não há vida verdadeira! O Autor da Carta aos Hebreus, na segunda leitura, diz que, após ter falado aos nossos pais de tantos modos, Deus, agora, falou-nos pessoalmente no seu Filho, “a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo”; somente a ele, o Pai disse: “tu és o meu Filho, eu hoje te gerei!” Por isso, somente eles nos dá o dom da vida do próprio Deus!
Eis o mistério da festa de hoje: nesta criancinha nascida para nós, Deus visitou o seu povo, Deus entrou na humanidade. Que mistério tão profundo: ele, sem deixar de ser Deus, tornou-se homem verdadeiramente. Deus se humanizou! Veio desposar a nossa condição humana, veio caminhar pelos nossos caminhos, veio experimentar a dor e a alegria de viver humanamente: amou com um coração humano, sonhou sonhos humanos, chorou lágrimas humanas, sentiu a angústia humana… Ele, Filho eterno do Pai, tornou-se filho dos homens para salvar toda a humanidade, “tornou-se de tal modo um de nós, que nós nos tornamos eternos!”
Ó criatura humana, por que temes com a vinda do Senhor? Ele não veio para julgar ninguém. Não nasceu para condenar. Por isso ele apareceu como criancinha e não como um rei potente; pode ser encontrado na manjedoura, não no trono. Seu chorinho é doce, não afugenta ninguém. Sua mãe enfeixou seus bracinhos frágeis: por que ainda temes? Ele não veio armado para punir. Ele está aí franzino para ficar junto de nós e nos libertar! Celebra, pois, a chegada do teu maior Amigo! Canta Aquele que foi sempre, no sono e na vigília, esperado e ansiado, o guarda de Israel, o consolo da humanidade, o alento do nosso coração. Ele chegou, finalmente! Chegou para nunca mais nos deixar, porque desposou para sempre a nossa pobre humanidade! São Jerônimo, com palavras cheias de ternura, medita sobre este mistério: “O Cristo não encontra lugar no Santo dos Santos, onde o ouro, as pedras preciosas, a seda e a prata reluziam: não, ele não nasce entre o ouro e as riquezas, mas nasce num estábulo, na lama dos nossos pecados. Ele nasce num estábulo para reerguer os que jazem no meio do estrume: ‘Ele retira o pobre do estrume’. Que todos os pobres encontrem nisso consolo! Não havia outro lugar para o nascimento do Senhor, a não ser um estábulo; um estábulo onde se achavam amarrados bois e burros! Ah! Se me fosse dado ver este estábulo onde Deus repousou! Na realidade, pensamos honrar o Cristo retirando o presépio de palha e substituindo-o por um de prata… Para mim tem mais valor justamente o que foi retirado: o paganismo merece prata e ouro. A fé cristã merece o estábulo de palha. Pois bem! Ouvimos a criança choramingar no estábulo: adoremo-la, todos nós, no dia de hoje. Ergamo-la em nossos braços, adoremos o Filho de Deus. Um Deus poderoso, que por longo tempo, bradou alto dos céus e não salvou ninguém: agora choramingou e salvou. A elevação jamais salva; o que salva é a humildade! O Filho de Deus estava no céu, e não era adorado; desce à terra e passa a ser adorado. Mantinha sob seu domínio o sol, a lua, os anjos, e não era adorado; nasce na terra, homem, homem completo, integralmente homem, a fim de curar a terra inteira. Tudo o que não assumisse de humano, também não salvaria…”
É este o mistério do Santo Natal! Tenhamos o cuidado de não parar nas aparências, de não ficarmos somente na meiga cena do Menino, com a Virgem e são José! Este Menino é o Emanuel, o Deus-conosco! Este Menino veio como sinal de contradição, pois diante dele ninguém pode ser indiferente: ou se o acolhe, ou se o rejeita: “A Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não quis conhece-la. Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. Mas, a todos os que a acolheram, deram a capacidade de se tornarem filhos de Deus…” Pois bem: acolhamo-la, a Palavra que se fez Menino, Filho que nos foi dado! Se o acolhermos de verdade, na pobreza do dia-a-dia, no esforço de uma vida santa, então poderemos cantar com o salmista: “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!”
Vamos todos! Sejamos testemunhas da graça deste dia, da novidade desta festa. E cumpram-se em nós as palavras da Escritura na leitura da missa de hoje: “Como são belos, sobre os montes, os pés do mensageiro que anuncia a paz, de quem anuncia o bem e prega a salvação e diz a Sião: o teu Deus reina! O Senhor consolou o seu povo! O Senhor desnudou seu santo braço aos olhos de todas as nações; todos os confins da terra hão dever a salvação que vem do nosso Deus”. Sejamos mensageiros dessa paz, dessa boa nova, sejamos testemunhas do Menino, irradiemos a graça do Santo Natal! Amém.
Dom Henrique Soares da Costa
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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos ou Ministros extraordinários da Palavra):





































LOUVOR (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
à O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR, O NOSSO...
à COM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Pai, grande é vosso amor, nos enviando o vosso Filho.
à Deus Nosso Pai, pela vinda do Vosso  Filho Jesus ao nosso mundo, fizestes-nos descobrir a Luz que dissipa as trevas, que ultrapassa o ódio e a discórdia. Nós vos confiamos as nossas posses e a nossa vida. Que a Boa Nova de Natal nos inspire acolher Jesus e nos transformarmos...
T: Pai, grande é vosso amor, nos enviando o vosso Filho.
à Senhor, através no Vosso Filho encarnado no meio de nós,
     manifestastes todo o vosso amor pela humanidade.
     Que saibamos acolher e seguir o vosso Filho rumo ao Vosso Reino.
T: Pai, grande é vosso amor, nos enviando o vosso Filho.
à Senhor, através de Vosso Filho reconciliastes toda a humanidade.
     Ele é o nosso caminho e a nossa salvação.
     Dai-nos força para que nos transformemos em novas pessoas.
T: Pai, grande é vosso amor, nos enviando o vosso Filho.
à Senhor Deus, bendito sejais, porque iluminastes a humanidade
   com a presença de vosso Filho. Eis o nosso Salvador, eis o menino de Belém. Que o Espírito Santo nos Santifique e nos conduza.
T: Pai, grande é vosso amor, nos enviando o vosso Filho.

à àPAI NOSSO...   A PAZ DE CRISTO...   EIS O CORDEIRO...

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Noite de Natal, subsídios para a Celebração da noite de natal, homilias, homilia

Natal -  Missa da Noite E Solene Proclamação do Natal:
(Adaptado e postado pelo Diácono Ismael)

SINOPSE:
Tema: Deus envia “um menino” para ser “a luz” para todos os povos. “Glória a Deus no mais alto dos céus!”
A primeira leitura: “um menino”, da descendência de David, eliminará a guerra, o ódio, o sofrimento e inaugurará uma era de alegria, de felicidade e de paz sem fim.
O Evangelho: Jesus, o “menino de Belém”, é o Deus que vem ao encontro dos homens para lhes oferecer a salvação.
A segunda: Deus nos ama e este mundo não é permanente; comprometidos e identificados com Cristo, realizaremos as obras d’Ele na construção do Reino.

LEITURA I – Is 9,1-6
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; ...Vós quebrastes o jugo que pesava sobre o povo... Todo o calçado ruidoso da guerra tornar-se-ão pasto das chamas. Porque um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro Admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». O seu poder será engrandecido numa paz sem fim,
AMBIENTE - Estamos na época do rei Ezequias, no final do séc. VIII a.C.; o rei faz acordos com Egito, Fenícia e Babilônia, contra a Assíria. Senaquerib volta-se contra Judá, devasta o país (701 a.C.). Ezequias tem de pagar tributos. Desiludido o profeta  sonha com um tempo novo onde reinam a justiça, o direito e o “temor de Deus”.
MENSAGEM - um “povo nas trevas” e “nas sombras da morte”; Parece não haver saída, Mas, de repente, aparece uma “luz”. Porque a opressão foi quebrada e a paz uma realidade; mas ninguém duvida que tudo isso é ação do Deus libertador.
Deus instaurou essa nova ordem através de “um menino”, enviado para reinar no direito e na justiça. O quádruplo nome desse “menino” evoca qualidades divinas
(“conselheiro maravilhoso”;
Deus forte” é um nome do próprio Jahwéh;
príncipe da paz” aquele que é “a paz”.
Pai eterno”, é um título do rei – cf. 1 Sm 24,12 – e é um título dado ao faraó nas cartas de Tell el-Amarna).
ATUALIZAÇÃO • É Jesus, o “menino de Belém”, que dá sentido pleno a esta profecia messiânica de Isaías. Veio de Deus para vencer as trevas e instaurar o mundo novo da justiça, da paz e da felicidade. esta noite este “Reino” chegou.
• Acolher Jesus é aceitar esse projeto de justiça e de paz.
• O “jeito” de Deus: Não pela força; mas é através de um “menino” – símbolo máximo da fragilidade – É na simplicidade e na humildade que Deus age no mundo.

EVANGELHO – Lc 2,1-14
... José subiu da Galiléia à Judéia, à cidade de David, Belém, a fim de se recensear com Maria. chegou o dia de ela dar à luz e teve o seu Filho primogênito. Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; Disse-lhes o Anjo: vos anuncio uma grande alegria: nasceu-vos hoje,  um Salvador, que é Cristo Senhor. juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».
AMBIENTE -Para Lucas o acontecimento tem época e num espaço concreto… não é fato lendário. Lucas não está escrevendo história, mas uma catequese sobre Jesus, o Filho de Deus que veio ao encontro dos homens para lhes apresentar uma proposta de salvação.
MENSAGEM - Jesus é o Messias, da descendência de David: É na pobreza, na simplicidade, na fragilidade, que Deus se manifesta aos homens e lhes oferece a salvação.
“testemunhas” do nascimento: os pastores. É para estes pecadores e marginalizados que Jesus vem; por isso, a chegada de um tal “salvador” é uma “boa notícia”: a partir de agora, os pobres, os débeis, os marginalizados, os pecadores, são convidados a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus. são convidados a integrar a comunidade da nova aliança, a comunidade do “Reino”: Ele é “o salvador, Cristo Senhor”.

LEITURA II Carta de São Paulo a Tito 2,11-14manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos.
AMBIENTE - recorda os fundamentos da fé e exorta a uma vida comprometida.
MENSAGEM - A primeira é o amor (“kharis”) de Deus, transformador e renovador.
A segunda é a esperança que a terra não é a sua pátria definitiva; A terceira é a obra redentora de Cristo para nos salvar do pecado e para fazer de nós homens novos. Ligados a Ele pelo batismo, tornamo-nos um com Ele e recebemos vida d’Ele…
ATUALIZAÇÃO • a encarnação de Jesus é o sinal desse amor por nós.
• valores efêmeros (dinheiro, poder, êxito profissional, “status” como felicidade.
ATUALIZAÇÃO - • O menino de Belém apresenta aos homens um projeto de salvação/libertação.
• O presépio apresenta-nos a lógica de Deus numa gruta de pastores onde brilha a fragilidade, a dependência, a ternura, a simplicidade de um bebe recém-nascido.
• A uma “boa notícia” que enche de felicidade os pobres, os marginalizados que Deus os ama e quer oferecer-lhes a salvação.
• Jesus – o Jesus da justiça, do amor, da fraternidade e da paz – já nasceu, de forma efetiva, na vida de cada um de nós, nas nossas comunidades cristãs?
Fonte: Dehonianos

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LITURGIA (Aclamação especial ) Na noite de NATAL

01. ACOLHIDA
Animador(a) - Irmãos e irmãs, sejam bem-vindos! Celebrando hoje o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, somos chamados a contemplar o mistério da encarnação do Filho de Deus em nossa humanidade. Natal é Deus que vem ao nosso encontro. Sua vinda desperta em todos nós uma grande alegria.- cantemos.
Procissão de entrada como de costume.(velas acesas e pouca luz)

02. CANTO DE ENTRADA (ver com músicos)

Presidente - Com o coração transbordando de alegria, Aclamemos a Trindade Santa, cantando. (Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo)
Presidente - A graça de Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo, esteja convosco. BENDITO SEJA DEUS...
PRES. Peçamos perdão pelos nossos erros e nossos pecados.

Canto do Perdão (3 invocações [Senhor, tende piedade... Cristo, tende... Senhor....

Pres. Deus Todo Poderoso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos....

03. PROCLAMAÇÃO DO NATAL
Após a entrada, com as luzes da igreja apagadas, estando apenas o Círio Pascal aceso, as pessoas com velas acesas nas mãos, acende/se as velas do altar, incensa-se o altar e o Diácono entoa(ou duas pessoas entoam), da Mesa da Palavra, a Proclamação do Natal. A (Proclamação só acontece na noite do dia 24/12).

Diácono - Ouçamos um canto novo tomando conta da terra: “Glória a Deus e paz ao povo, ódio ao ódio, guerra à guerra!”
Solo  - Miséria, mentira e morte não vão nos fazer parar. Ó venham, cantemos forte, ainda é tempo de louvar!
Diácono - O Senhor esteja convosco!
Todos - Ele está no meio de nós!
Diácono - Os corações para o alto!
Todos - A Deus ressoe nossa voz.
Diácono - Ó noite silenciosa! O desejado chegou! A promessa foi cumprida: tempo de espera acabou!
Todos - Bendito seja o Cristo Senhor, hoje nascido nosso Salvador.
Solo - Ó noite silenciosa! Chegou-nos o Emanuel! O clamor foi atendido, choveu justiça do céu!
Todos - Bendito seja o Cristo Senhor, hoje nascido nosso Salvador.
Diácono - Ó noite silenciosa! Deus enviou o seu Filho! Nasceu o Sol do Oriente, a luz espalha o seu brilho!
Todos - Bendito seja o Cristo Senhor, hoje nascido nosso Salvador.
Diácono e Solo - A vós, ó Pai, nesta noite, os servos cantam louvor. Tornados filhos no Filho, no Espírito de amor.

Uma jovem vestida de branco ou amarelo, grita do meio da igreja: Hoje nasceu para nós o Salvador do mundo. Brilhou em nossa noite a claridade da verdadeira Luz.

04. ENTRADA DA IMAGEM DO MENINO JESUS
Uma criança entra pelo corredor central da Igreja tocando campainha ou sineta. Em seguida, um casal entra com a imagem do Menino Jesus, erguida no alto, acompanhada por um grupo de crianças (vestidas de anjo), enquanto se canta Noite Feliz. À medida que a imagem vai se aproximando do Altar, acendem-se aos poucos as luzes da Igreja (a imagem é colocada em cima do altar). Esta orientação é somente para o dia 24/12.
Canto:
1. Noite feliz! Noite feliz! Ó Senhor, Deus de amor, pobrezinho nasceu em Belém. Eis na lapa, Jesus nosso bem. Dá-nos a paz, ó Jesus. (bis)
2. Noite feliz! Noite feliz! Ó Senhor, Deus da luz, quão afável é teu coração que quiseste nascer nosso irmão e a nós todos salvar. (bis)
3. Noite feliz! Noite feliz! Eis que no ar vêm cantar aos pastores os anjos do céu, anunciando a chegada de Deus, de Jesus Salvador. (bis)

05. HINO DO GLÓRIA
Presidente: Cheios de júbilo, assim como os anjos, demos glória ao nosso Deus pela vinda do seu Filho ao mundo; cantemos um hino de glória.

GLÓRIA A DEUS ... (tocar sinos ou campainhas no refrão do Glória).

06. ORAÇÃO da Coleta...

Presidente: Ouçamos a Palavra de Deus.

LEITURAS,  SALMO, PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO, Homilia

16. APRESENTAÇÃO DOS DONS
Animador(a) - Jesus, dom do Pai, veio a nós entre os pobres e humildes. Apresentemos ao altar do Senhor o que temos e o que somos para partilhar com os necessitados de nossa comunidade. (Entrar com os alimentos para a doação) – Cantemos:

17. CANTO DA APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS
(segue-se tudo normalmente como no folheto)

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Homilia (adaptada pelo Diácono Ismael) 24/12/2011
Irmãos e Irmãs, Deus nos revela em Jesus o seu grande Projeto.

Vivemos nesta noite santa o mistério da encarnação. A liturgia nos demonstra que o centro da celebração desta noite é o anúncio do nascimento do Salvador.

Lucas esboça a situação histórica: ocupação romana, recenseamento, viagem de José e Maria para sua cidade de origem – Belém, cidade de Davi, em circunstâncias dificílimas. A criança é colocada numa manjedoura, por não haver lugar na hospedaria da cidade. A salvação, a partir do relato, manifesta-se lá, naquele lugar pobre, numa manjedoura.

Os olhos do mundo não poderiam acreditar: naquele lugar pobre é o Deus forte e invencível quem se faz humilde como os humildes, pobre como os pobres, anunciando a salvação e a redenção pela encarnação.

As testemunhas da encarnação foram como que escolhidas a dedo pelo anjo do Senhor: os que viviam à margem da sociedade, os que não eram socialmente identificados: pobres pastores, devem procurar o Salvador, cujo sinal é sua pobreza, que o identifica com eles; envolto em panos, numa manjedoura. Para dar sinal de veracidade da salvação, os coros celestes juntam sua voz à do arauto e entoam o hino: “Glória a Deus nas alturas e paz aos homens de boa vontade”.

Meus irmãos, Nesta noite santa, relembramos a promessa ao povo do antigo testamento que esperava o nascimento do Messias, aquele que, finalmente, faria valer os interesses de Deus, cuidando do bem-estar do povo, dando-lhes paz e segurança, fazendo justiça. Aqui está a síntese dos anseios do povo eleito que esperava o Messias para que se cumprissem as escrituras.

Noite do nascimento do Salvador é noite de pobreza, de contemplar o homem e a mulher que sofrem e padecem da fome de comida e da fome de dignidade. O Natal é o momento em que a luz brilha na escuridão, anunciando o Salvador.

A Boa Nova é para os pobres e para todo o povo. Os pastores representam os que acreditavam nas promessas de Deus, lá no fundo de suas almas. Eles recebem a notícia e logo se põem a caminho de Belém para verem aquilo que lhes foi comunicado.

Meus irmãos, Um Menino pobre que nos torna rico é o maior presente que recebemos nesta noite santa.

Jesus nasceu e renasce para os pobres, estropiados, prostitutas, cativos, desempregados, sem teto, sem dignidade, doentes, marginalizados, aidéticos, homossexuais, leprosos, todos aqueles e aquelas que se encontram à margem da sociedade.

Jesus nasce nesta noite, pobre no meio dos pobres, sem o direito de nascer em um local digno. Nasceu “sem teto”, não teve berço e suas primeiras visitas foram os pastores, a classe dos excluídos.

Irmãos amados, Celebramos nesta noite venturosa, como os pastores, o nascimento da Luz admirável que é o Cristo Senhor.

Jesus nasce para nos salvar de nossos pecados e para inaugurar um novo tempo, tempo de graça, tempo de salvação, tempo de santidade e tempo de evangelização, exercendo o papel de missionários e evangelizadores que pelo Batismo nos foi conferido. Doravante estaremos assegurando a edificação de uma sociedade cristã, em que “justiça e paz se abraçarão”.

Esta noite é a noite da opção preferencial pelos pobres e pelos excluídos. Deus Menino, que nasce assume a nossa humanidade e redime esta humanidade.

Esta noite é à noite da misericórdia. Noite que significa “ter o coração aberto ao miserável, ao necessitado”. Os necessitados somos nós, pecadores, todos, sem exceção.

Nesta noite de Natal Deus abre o seu coração, rico de misericórdia (Ef 2,4) e derrama sobre nós o seu amor, dando-nos a plenitude dos bens, seu Filho, encarnação da misericórdia divina, é para nós perdão e graça, santificação e vida.

É a noite da Alegria. Nesta noite não há espaço para tristeza, porque nasceu vida, uma vida que destrói o medo da morte e traz a felicidade da comunhão com Deus.

Exulta de alegria o santo e o pecador, porque Deus oferece a facilidade do perdão na ternura de uma criança.

Esta é a noite da fraternidade. O Filho de Deus se fez nosso irmão e nós nos tornamos filhos do mesmo Pai, irmãos e irmãs em Cristo (Mt 23,8-9).  Por isso, cantamos com Maria: “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque grandes coisas fez o Todo poderoso” (Lc 1,46-47).

Que esta noite santa seja a noite da Paz em que, no presépio, reúne pastores e reis, animais e plantas, a terra e as estrelas, num silêncio reverente, e adorem todos a Paz que veio a este mundo!

Nesta noite venturosa nasceu o salvador, assumiu nossa humanidade, venceu o pecado e anunciou a paz e o amor!

Cantemos, com renovado entusiasmo O REFRÃO: Glória, glória! Anjos no céu / cantam todos seu amor! / E na terra, homens de paz: / “Deus merece o louvor!”


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Homilia do PE. PEDRINHO

Irmãos e irmãs, aqui viemos homenagear o menino Jesus. Isto é um sinal da nossa fé. Pela nossa fé, somos chamados a enxergar além da aparência. Porque, se formos ver, parece absurdo que um Deus possa se apresentar como recém-nascido. Como é que Deus pode nascer, se Deus é eterno? Ele não tem começo e não tem fim. Entretanto, nós cremos que Jesus nasceu e morreu e ressuscitou. Então, este grande mistério deve, cada vez, nos instigar para termos cada vez mais clareza do que de fato nós acreditamos. Cada ano celebramos o Natal do Senhor, porque cada ano queremos ouvir, mais uma vez, esta lição de caridade, lição de graça que vem da parte de Deus. O diálogo dos anjos com os pastores testemunha em favor de Jesus, o nosso Salvador. Quando você chega à Belém, você tem que passar por aquela pequena construção, que podemos chamar de basílica, igreja, templo, seja que nome for, onde a tradição diz que é local onde os anjos encontraram os pastores. É muito interessante, que alí é frequentado pelas três religiões; cristãos, mulçumanos e judeus. Isto é um sinal de esperança de salvação, porque nos mostra, nos revela, que a fé no Deus vivo e verdadeiro, ela deve prevalecer sobre qualquer outra convicção. Um outro sinal muito importante aonde nós temos a mensagem da paz. Jesus é o portador da paz. Ele é a luz que ilumina e dissipa toda treva. É evidente que não sabemos se é dia 25 de dezembro o dia do nascimento do Senhor. O que importa é saber que Jesus é a luz e como se celebrava a festa das luzes, por conta daqueles que acreditavam no sol como divindade, ou a festa das luzes para os Judeus, nós dizemos: Jesus é a grande Luz. Podemos falar isto, fundado na Bíblia: no dia da Criação, Deus disse: faça-se a luz. E, a luz se fez e houve tarde e manhã; primeiro dia. Deus disse: que haja o luzeiro maior, chamado sol, e um luzeiro menor, chamado luz. Portanto, nós não podemos confundir o sol com a luz, porque o sol é finito e a Luz que é Deus, é infinito. A Luz se torna, para nós, este outro sinal da salvação que veio para toda a humanidade. Nós sabemos que a luz clareia, esclarece os nossos caminhos. No presépio nós temos a presença de Maria, José e o Menino Jesus, como diz o papa Bento XVI, que é o essencial. O resto é devocional, que vai sendo acrescentado aos poucos, na medida que um ou outro quer homenagear o Menino Jesus, que não tem problema nenhum se eu ponho um galinho, um burrinho, uma vaquinha, só que isto não é o essencial. O essencial é contemplar Nossa Senhora como aquela que se dispôs a ser Mãe. O essencial é contemplar São José como aquele que se dispôs a ser Pai. O essencial é contemplar Jesus, que se dispõe a ser Filho. É muito interessante, porque nem todos nós somos pais, nem todos nós somos mães, mas todos nós somos filhos. Isto significa que trazemos em todos nós o sinal do Menino Deus. Basta que queiramos segui-lo e buscar na simplicidade dele, realizar a vontade do Pai. Ora, a vontade do Pai está presente no profeta Isaías, está presente na graça que Deus oferece a cada um de nós; a graça de Deus se manifestou trazendo a graça de Deus para a salvação de Todos os homens. Ora, o que falta para o mundo ser feliz? Certamente falta encontrar na simplicidade do presépio o essencial.   Celebrar o natal não precisa de uma ceia de dez mil reais. Celebrar o Natal é o encontro das pessoas. Por isso, nos encontramos, aqui, com o próprio Jesus na manjedoura, na patena, onde Ele se faz alimento e depois vamos encontrar Jesus nas pessoas, nos confraternizando. A partir disto, ser um sinal de esperança para o mundo. É com sinal simples que Deus mostrou seu amor para com a humanidade. É com sinal simples que devemos anunciar ao mundo que cremos na Paz. A Paz é o caminho tanto para a justiça, quanto para a felicidade. Aí vai a nossa missão de anunciar, a exemplo dos anjos, dizendo: Nasceu o Salvador. Ele está muito simples, envolto em faixas; Ele trás a Paz para todos os homens.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.


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Homilia II do Pe. Pedrinho

Meus irmãos e irmãs. A Igreja celebra, festeja hoje o nascimento de Jesus. O nascimento de Jesus acontece como muitos outros partos; completam-se os dias da gestação e Maria dá à luz o menino Jesus. Estão em Belém porque José necessita fazer o recenciamento. Certamente eles querem cobrar mais impostos e mandam fazer este  recenciamento, uma recontagem para ver o quanto vão angariar. No caso de Jesus, nós somos convidados a olhar este acontecimento com os olhos da fé. Quando olhamos com os olhos da fé, então tudo fica mais claro. Porque nós vamos dar conta que Jesus é a Luz verdadeira que vem para iluminar os povos. A partir de Jesus, ninguém pode dizer que anda nas trevas, mesmo quem não enxerga. Mesmo que não enxerga, tem uma luz que pode guia-lo. Mesmo quem não sabe distinguir bem esta luz, ela se sobressai sobre todas as outras. Basta lembrar que Paulo no deserto ao meio dia, vai se encontrar com esta luz. É bom lembrar que ao meio dia é o horário em que a luz do sol se faz mais forte. Uma luz vai chamar a atenção. Então é uma luz que vai além do brilho do sol. É uma luz que nos acompanha. É uma luz, diz a primeira leitura: “O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu”. Então, é para os povos e para aqueles que já morreram e estão nos jazigos. A vantagem deles é que estão comemorando pessoalmente o aniversário. Nós contemplamos pelos olhos da fé e eles face a face. Hoje é uma noite em que sentimos reavivar a chama da esperança. Esperança é um sentimento humano. Deus não tem esperança porque não estão presos ao tempo. Ele não tem o ontem nem o amanhã, mas sempre o hoje. Então, Deus não tem esperança, mas nós humanos é que temos esperança. Agora, precisamos ter esperança em que? Esperança neste menino que nasce. A esperança nos abre um panorama imenso; são tentas as pessoas que andam temerosas. Não tenhas medo, diz o anjo; nasceu o Salvador hoje.
Hoje, alguém me chamou a atenção; e nossa Senhora? Sim, nossa Senhora é que é por causa de Jesus. Nossa Senhora hoje acolhe cada um de nós em seu colo. Isto por causa de Jesus que disse:  “O que fizermos ao menor de meus irmãos, a mim o fizeste. Quando deres um copo com água, quando visitares um enfermo, aí tem uma lista. Então Nossa Senhora tem um lugar para nós em seu colo. Ela tem um lugar para quem está precisando de carinho, está precisando de um afago, está com medo, pois o filho com medo sempre corre para os braços da mãe. E também para festejar, pois o encontro com a mãe é sempre alegria, é sempre festa.
Poderíamos também nos lembrar de S. José. José simboliza todo homem que tem amor. Ele se coloca toda a vida ao serviço de Deus para que se revele o mistério de Deus. Então, temos a luz que é revelada pelo anjo. Quantas pessoas estão sem luz. Quão bom seria se todos nós também pudéssemos ser anjos, anunciando que hoje nasceu o Salvador.

A partir de Jesus formamos uma única família. Ninguém pode se sentir abandonado, pois quem tem uma comunidade nunca está só. Que bom que nós fizemos campanhas em prol da vida, da cesta de alimentos, da cesta de brinquedos para as crianças, para campanha de doação de órgãos, de medula óssea, pois assim extrapolamos nossa comunidade e vamos até a outras, levando alegria e mais vida. Alguns podem dizer; mas lá é outra cidade, outra comunidade. Não tem problema algum, pois somos todos da mesma família. E não tem preço que pague um sorriso de uma criança. É esta a criança que estamos celebrando hoje. É o Natal. Com o natal duas mensagens se tornam claras; Uma: eu tenho um presente. Eu sempre posso ajudar a alguém que precisa de mim. Dois, eu tenho uma família, uma comunidade e sempre posso contar com a colaboração de meus irmãos. É triste quando não podemos contar com a ajuda de ninguém!  Sim, estamos em festa porque podemos ser sinal de esperança. Hoje nos  colocamos diante da manjedoura, como os magos, e dar o nosso presente. Que presente? A minha disposição de continuar levando aos outros a luz, a Boa Nova, isto é, o Evangelho. Cada um a seu modo, no seu lugar onde vive, trabalha, nos caminhos e ruas por onde passa, etc. sobretudo na defesa daqueles que estão excluídos, fracos, necessitados de mim.

Que o menino Deus os ilumine e os abençoe.

PE.  PEDRINHO - Diocese de Santo André – SP


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Homilia de D. Henrique Soares

 “Hoje, a Paz verdadeira desceu-nos do céu; hoje, os céus e a terra espalham doçura; hoje, raiou o dia do novo resgate de eterna alegria, há muito esperado!” – Estas palavras, a Igreja as reza por toda a terra no Ofício das Vigílias desta Noite santa. Mas, por que tanta exultação? Por que tanta luz? Por que tanta doçura, tanta ternura, tanta paz?
Hoje, cumpriu-se as Escrituras: o Dia tão esperado brilhou no meio da noite. Hoje, “o povo, que andava na treva”, a humanidade perdida e confusa, “viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte”, para nós, que temos sempre de lutar contra tantas e tantas mortes, “uma luz resplandeceu!”. Nesta Noite, podemos comemorar, alegrarmo-nos como os que colhem depois do trabalho e do suor do plantio, porque algo inacreditável, algo que parece um sonho, um conto de fadas, nos aconteceu! Escutai, escutai: “Nasceu para nós um Menino, foi-nos dado um Filho; ele traz nos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da Paz. Grande será o seu reino e a paz não há de ter fim… a partir de agora e por todo sempre!” Eis a graça, a glória, o mistério desta Noite! Por isso a alegria: o Deus fiel cumpriu o que prometera e ultrapassou toda promessa. Nesta Noite tão santa, tão única, tão cheia de frescor, como são comoventes as palavras do Apóstolo na segunda leitura. Olhem o presépio, e escutem, olhem a manjedoura e prestem atenção: “A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade”. Olhem o presépio! Olhem o presépio: a graça de Deus é uma Criança, o Menino que nos foi dado! A graça de Deus está “envolvida em faixas e deitada numa manjedoura”. Que graça pequeninha; que graça tão grande! Que graça tão frágil; que graça tão forte! Quem é tão duro de coração, que não se comova? Quem é tão desumano, que não se emocione? Quem é tão pecador, que não queira aproximar-se de Deus? Quem é tão insensível, que não sinta, nesta Noite, o desejo de amar, o desejo de ser bom, o desejo de paz, o desejo de se deixar abraçar por Deus? “Não tenhais medo!” Quem quer que sejas tu: não temas! Não tenhas receio pelos teus pecados, não te afastes da graça desta Noite por causa das tuas infidelidades! Compreende: hoje, teu Deus vem a ti! Vem a ti a Paz, vem a ti o Perdão, vem a ti a Misericórdia, vem a ti a Plenitude do teu coração e o sonho da tua vida! Hoje nasceu para ti, para nós, um Salvador!
Presta bem atenção: porque tu és fraco, ele veio sustentar-te; porque tu és inconstante, ele veio permanecer contigo; porque tu muitas vezes não sabes o caminho, ele se vez visível na nossa carne; porque tu vives em trevas, ele apareceu como luz; porque tu não podes subir a Deus, ele desceu para te elevar! Que amor tão grande, que caridade sem medida! Nesta Noite a Virgem deu à luz o próprio Deus na nossa humanidade mortal!
Por isso a alegria da Igreja, por isso, a exultação! Abramos nosso coração, abramos nossa vida, nossos afetos, nossos sentimentos, nossos projetos para o mistério desta Noite. No século V, são Leão Magno, Papa de Roma, dizia ao povo na noite de hoje: “Hoje, amados filhos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos! Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com a promessa da eternidade. Ninguém está excluído da participação nesta felicidade. Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida!”
Mas, estejamos atentos: porque Aquele que vem como luz no meio da noite, vem pobre, humilde, pequeno, frágil… e somente poderá ser reconhecido se estivermos atentos: atentos aos seus sinais, atentos às coisas pequenas, atentos aos irmãos mais frágeis, atentos ao que no mundo parece a toa, sem valor, sem importância, sem poder… O Menino somente pôde ser encontrado e reconhecido pela pobre Virgem Maria, pelo humilde José, pelos desprezados pastores… Os soberbos, os prepotentes, os esbanjadores, os orgulhosos jamais receberão a graça desta Noite!
Então, ouçamos ainda as palavras do Papa são Leão; tomemos o seu apelo para esta Noite: “Toma consciência, ó cristão, da tua dignidade! Não voltes aos erros de antes por um comportamento indigno de tua condição. Lembra de que cabeça e de que corpo és membro. Despojemo-nos, portanto, do velho homem com seus atos; e tendo sido admitidos a participar do nascimento de Cristo, renunciemos às obras da carne!”
Por tudo isso, concluamos como iniciamos, com as palavras da Liturgia da Igreja: “Hoje, a Paz verdadeira desceu-nos do céu; hoje, os céus e a terra espalham doçura; hoje, raiou o dia do novo resgate de eterna alegria, há muito esperado! Cantai ao Senhor Deus um canto novo; cantai ao Senhor Deus ó terra inteira… na presença do Senhor, pois ele vem!
Feliz Natal a todos! Que reine no coração de todos a graça desta noite! Amém.
Dom Henrique Soares da Costa



ALGUMAS MÚSICAS DE NATAL:






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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA: (VER ABAIXO)



LOUVOR (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR):
à O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR...
à COM JESUS, por Jesus e em Jesus, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Eis o nosso Salvador; Bendito seja o nosso Deus.
à Pai, Nós vos louvamos e vos bendizemos por nos enviar o Vosso Filho. Ele é a luz de nossas trevas. É o príncipe da paz e o conselheiro admirável que nos guia nos caminhos da vida, da luz, do direito e da paz.
T: Eis o nosso Salvador; Bendito seja o nosso Deus.
à Bendito sejais, Deus Nosso Pai, porque em Jesus, Vosso  Filho, a Vossa  graça tornou-se visível e manifestou-se para a salvação de todos.
T: Eis o nosso Salvador; Bendito seja o nosso Deus.
à Pai, nos enviastes vosso Filho e nos destes como irmão. Jesus, o Messias, nos trouxe a salvação. Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.
T: Eis o nosso Salvador; Bendito seja o nosso Deus.
à Pai, que o  Espírito Santo faça de nós portadores de Luz, de Paz e de Alegria.
T: Eis o nosso Salvador; Bendito seja o nosso Deus.
à PAI NOSSO... A PAZ DE CRISTO... EIS O CORDEIRO...