quinta-feira, 13 de outubro de 2016

29º Domingo do Tempo Comum Ano C 2016, homilias, subsídios homiléticos

29º Domingo do Tempo Comum Ano C 2016

SINOPSE:

TEMA: - REZAR SEMPRE; A Palavra nos orienta e nos transforma; Ela é viva e eficaz.
Primeira leitura: Para ganhar as duras batalhas, necessitamos da ajuda e a força de Deus…
Evangelho: Quando oramos a Deus, ele age em nosso favor, pois nos ama e tem um projeto de salvação para todos.
Segunda leitura: Paulo nos diz da importância da Bíblia em nossa vida; ela nos orienta e nos instrui para que cheguemos ao Reino de Deus.

PRIMEIRA LEITURA (Ex 17, 8-13) Leitura do Livro do Êxodo.
...Moisés, Aarão e Ur subiram ao topo da colina. E, enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, vencia Amalec.
AMBIENTE
Uma catequese sobre o Deus libertador, que salvou o seu Povo da opressão e da morte, … catequese sobre esse Deus a quem Israel é convidado a agradecer a sua vida e liberdade.
MENSAGEM
Josué combatia, Moisés rezava e implorava a ajuda de Deus… É uma catequese que ensina que a libertação se deve, mais do que aos esforços do Povo, à ação de Deus. Para vencer as batalhas Da vida precisamos ter a ajuda e a força de Deus; e essa ajuda brota no diálogo com Deus.
ATUALIZAÇÃO
 sempre que alguém luta para ser livre, Deus está com essa pessoa e age nela.
 Quem sonha com um mundo melhor e luta por ele, tem de viver num diálogo contínuo com Deus: é nesse diálogo que se percebe o projeto de Deus para o mundo e se recebe d’Ele a força para vencer tudo o que oprime e escraviza o homem.

SALMO RESPONSORIAL 120 (121)
Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra.
• Eu levanto os meus olhos para os montes: / de onde pode vir o meu socorro? / “Do Senhor é que me vem o meu socorro, / do Senhor que fez o céu e fez a terra!”
• Ele não deixa tropeçarem os meus pés, / e não dorme quem te guarda e te vigia. / Oh! Não! Ele não dorme nem cochila, / aquele que é o guarda de Israel!
• O Senhor é o teu guarda, o teu vigia, / é uma sombra protetora à tua direita. / Não vai ferir-te o sol durante o dia, / nem a lua através de toda a noite.
• O Senhor te guardará de todo o mal, / ele mesmo vai cuidar da tua vida! / Deus te guarda na partida e na chegada. / Ele te guarda desde agora e para sempre!

EVANGELHO (Lc 18, 1-8)  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
...: “um juiz que não temia a Deus e não respeitava homem algum. uma viúva,...: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário! ’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. ...por fim, Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me! ’” ... E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? ... Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”
AMBIENTE
Parábola similar à parábola do amigo inoportuno que vem pedir pão a meio da noite-Lc 11,5-8
MENSAGEM
A viúva, pobre (é o protótipo do sem defesa, vítima dos poderosos), exige justiça; mas o juiz, “que não temia Deus nem os homens”, não lhe atendia. O juiz faz justiça a fim de se livrar da insistência importuna. Aplicação teológica: Se um juiz prepotente e insensível é capaz de resolver o problema por causa da sua insistência, Deus (que ama) não iria escutar os “seus eleitos que por Ele clamam?” – Deus é rico em misericórdia defende sempre os débeis –Lucas deixa claro; Deus tem o seu projeto e o seu tempo próprio para intervir. Aos crentes resta impaciência e confiança. Lucas pede aos cristãos que, apesar do silêncio de Deus, não deixem de dialogar com Ele. É nesse diálogo que entendemos os projetos e Deus transforma os nossos corações; então, aprendemos a entregar-nos nas mãos de Deus e a confiar n’Ele.
ATUALIZAÇÃO
 Deus não é indiferente aos gritos de sofrimento dos pobres e que não desistiu de intervir no mundo, a fim de construir o novo céu e a nova terra de justiça, de paz e de felicidade para todos… Simplesmente, Deus tem projetos e planos que nós, na nossa ânsia e impaciência, não conseguimos perceber. Deus tem o seu ritmo – um ritmo que passa por não forçar as coisas, por respeitar a liberdade do homem… A nós resta nos respeitar a lógica de Deus, confiar n’Ele, entregarmo-nos nas suas mãos.
 Através da oração, percebemos quem Deus é, percebemos o seu amor e a sua misericórdia, descobrimos a sua bondade e a sua justiça… E, Ele não é indiferente à sorte dos pobres e tem um projeto de salvação para todos os homens. A oração é o caminho para encontrarmos o amor de Deus.
 Quem ama não corta a relação à primeira incompreensão ou à primeira ausência. Pelo contrário, a espera e a ausência provam o amor e intensificam a relação.
A oração não é fórmula mágica para levar Deus a fazer-nos as “vontadinhas”… Muitas vezes, Deus terá as suas razões para não dar muita importância àquilo que Lhe pedimos: às vezes pedimos a Deus coisas que nos compete a nós conseguir (por exemplo, passar nos exames); outras vezes, pedimos coisas que nos parecem boas, mas que a médio prazo podem roubar-nos a felicidade; outras vezes, ainda, pedimos coisas que são boas para nós, mas que implicam injustiça para outros… quando parece que Deus não nos ouve, perguntemos a nós próprios se os nossos pedidos farão sentido, à luz da lógica de Deus.

SEGUNDA LEITURA (2Tm 3,14–4,2) Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo.
Caríssimo, permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade; tu sabes de quem o aprendeste. ...as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra. Diante de Deus e Cristo Jesus, que há de vir a julgar os vivos e os mortos e, em virtude da sua manifestação gloriosa e do seu Reino, eu te peço com insistência: proclama a palavra, insiste oportuna ou inoportunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina.
AMBIENTE
As comunidades nas perseguições e falsas doutrinas… O autor convida a redescobrir o entusiasmo pelo Evangelho recebida de Jesus, através dos apóstolos.
MENSAGEM
Nos é proposto permanecer fiel à verdadeira doutrina aprendida da Tradição e da Escritura. A posse da verdade está garantida quando aquele que ensina é um sucessor legítimo dos apóstolos, em conformidade com a Escritura. A Palavra na Escritura é “inspirada por Deus”; por isso, nela está “a sabedoria que leva à salvação”. A utilidade da Escritura é: “ensinar”, “persuadir”, “corrigir” e “formar”. O autor convida a proclamar a Palavra “a propósito e fora de propósito”, “com toda a paciência e doutrina” (isto é, com uma adequada pedagogia pastoral).
ATUALIZAÇÃO
 A Escritura deve assumir um lugar preponderante na nossa vida. Qual  tem mais valor: as práticas rituais, as devoções particulares ou a Palavra de Deus?
Aos que estão ao serviço da Palavra: eles devem anunciá-la em todas as circunstâncias, sem respeito humano, sem jogos de conveniências, sem atenuarem a radicalidade da Palavra; e devem, também, preparar-se convenientemente, a fim de que a Palavra se torne atraente e chegue ao coração dos que a escutam…
1-                 A oração nos abre para Deus; É na oração que percebemos Deus perto de nós. Se não rezarmos, Ele passa a ser só uma idéia distante e subjetiva. 
2-                 Orar em nome de Jesus, com os sentimentos e atitudes de Jesus - Se rezei, me coloquei nas mãos de Deus, haja o que houver,  eu confio no seu amor.
3-                 Foi assim a oração de Jesus: buscou em tudo a vontade do Pai e, por isso, o fracasso e a cruz não o destruíram. Ele mesmo dissera: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste!” (Jo 11,41s) –: mesmo diante da cruz e da morte, o Filho permaneceu em paz, abandonado amorosamente nas mãos do Pai! A oração faz isso conosco: elimina nosso temor e nos joga nos braços de Deus.
4-                 A oração quebra nosso orgulho, nossa autossuficiência: sem ela, é impossível permanecer firmes na fé.
5-                 O problema é querer que ele aja como esperamos, nos tempos e nos modos nossos. E aí erramos! Não foi assim que Jesus procedeu e quem faz assim, faz diferente de Jesus e, portanto, não reza em nome de Jesus!
6-                 Reza em nome de Jesus quem reza como Jesus: “Não a minha vontade, mas a tua seja feita” (Lc 22,42). Por isso, ele hoje nos desafia e pergunta: “Quando o Filho do homem vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” Em outras palavras: Quando o Pai, através de mim, atende vossos pedidos, não como queríeis, mas como ele quer vos dar, encontra fé em vós para reconhecer o dom e ser agradecidos?
7-                 Estejamos atentos à nossa vida de oração. Paulo diz hoje:“Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade!” Santa Teresa: “Que ninguém vos mostre outro caminho que não o da oração!”

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Homilia de Dom Henrique Soares da Costa
Hoje, a Palavra de Deus nos fala sobre a oração. Mais ainda: manda-nos “rezar sempre, sem jamais desistir” .
o Senhor nos manda rezar! Vejamos o porquê. Primeiro, a oração nos abre para Deus; É na oração que percebemos vivamente que ele não é somente o Deus de longe, mas também o Deus de perto. Se não rezarmos, Deus irá deixando de ser Alguém para ser algo; vamos deixando de experimentá-lo como Pessoa para experimentá-lo simplesmente como uma idéia fria, estéril e distante.
Em segundo lugar, a oração feita em nome de Jesus – isto é, com os sentimentos de Jesus, as atitudes de Jesus -, nos faz enfrentar todos os desafios da vida com paz, liberdade e maturidade. Se rezei, se supliquei, se coloquei nas mãos de Deus, haja o que houver, sei que posso acolher confiando no seu amor. Foi assim a oração de Jesus: buscou simplesmente e em tudo a vontade do Pai e, por isso, a o fracasso e a cruz não o destruíram. Foi ouvido – ele sabia, ele mesmo dissera: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. Eu sabia que sempre me ouves!” (Jo 11,41s) – pois bem: mesmo diante da cruz e da morte, o Filho permaneceu em paz, abandonado amorosamente nas mãos do Pai! A oração faz isso conosco: elimina nosso temor e nos joga nos braços de Deus.
Em terceiro lugar, a oração quebra nosso orgulho, nossa auto-suficiência: sem ela, é impossível permanecer firmes na fé. O problema é que queremos que ele aja como esperamos, nos tempos e nos modos nossos. E aí erramos! Não foi assim que Jesus procedeu e quem faz assim, faz diferente de Jesus e, portanto, não reza em nome de Jesus! Compreendamos bem: reza em nome de Jesus quem reza como Jesus: “Não a minha vontade, mas a tua seja feita” (Lc 22,42). Por isso mesmo, ele hoje nos desafia e pergunta, com franqueza: “Quando o Filho do homem vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” Em outras palavras: Quando o Pai, através de mim, atende vossos pedidos, não como queríeis, mas como ele quer vos dar, encontra fé em vós para reconhecer o dom e ser agradecidos?
Estejamos atentos à nossa vida de oração. Foi isto que aprendemos nas Escrituras Sagradas, foi isto que os Apóstolos nos ensinaram e os santos santas de Deus vivenciaram. Pois bem, “Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade!” Num tempo de tantos falsos mestres, de tantos que se desviam da verdade, sigamos o este conselho de São Paulo! Como dizia Santa Teresa: “Que ninguém vos mostre outro caminho que não o da oração!”
Lc 18,1-8

           Amados no Senhor, é claríssimo que um dos temas da Palavra de Deus que acabamos de escutar neste hoje é uma séria exortação à oração: “rezar sempre, e nunca desistir”, rezar perseverantemente, sem jamais desfalecer, diz o Evangelho! E aqui se trata, de modo especial, do mais escandaloso de todos os tipos de oração para o mundo atual, tão autossuficiente: a oração de súplica; aquela que somente
tem coragem de fazer quem é pobre e sabe que depende de Deus em tudo; somente tem coragem de fazê-la quem crê realmente que Deus se preocupa com Suas criaturas e, de verdade, age neste mundo, age, presente na nossa vida tão pequena... Eis: a oração de súplica é coisa de gente simples, de gente que tem coração de criança, que tem fé humilde e atitude de pobre diante de Deus; é coisa de quem não tem vergonha de pedir, de teimar, de insistir! Bem que Jesus disse que somente os simples, somente os que têm um coração de criança podem compreende os segredo Reino! Eu vos digo: a oração de súplica é tropeço para os sábios segundo a carne, para os inteligentes do mundo, para os não abrem sua razão ao infinito de Deus!

          Já ouvistes, caríssimos, aqueles que, cheios de si, dizem assim: “Na minha oração, eu nunca peço, só agradeço! Pois é! São soberbos, são autossuficientes, não se conhecem, não percebem a miséria, a limitação, a debilidade da humana natureza, que necessita continuamente do socorro do Senhor, Daquele que nos ordenou expressamente: “Pedi e vos será dado! Procurai e encontrareis! Batei e a porta vos será aberta! Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que Lhe pedirem!” (Mt 7,7.11) Sim, caros! É necessário pedir ao Senhor, e pedir com a insistência da viúva pobre e necessitada do Evangelho, com a persistência de Moisés, que passou todo o dia com as mãos erguidas, como Cristo na cruz, suplicando a vitória para Israel!

Mas, talvez, alguém de vós pergunte, curioso: “Por que pedir, se o Senhor já sabe do que temos necessidade? E por que ainda pedir com insistência se já suplicando uma vez, Ele decide o que fazer, Ele que tudo sabe eternamente, Ele que não muda? Pode o homem mudar a vontade de Deus, alterar o desígnio do Altíssimo?”

          Obedeçamos, irmãos caríssimos! O Senhor, no Seu insondável mistério, sabe por que nos manda pedir e insistir no pedido! No entanto, mesmo nós, na nossa pouca sabedoria, podemos perceber um pouco a necessidade absoluta de suplicar. Pensai um momento: Suplicando, reconhecemos que somos totalmente dependentes e tudo nos vem do Senhor, Daquele que dá a vitória e a derrota, que faz o rico e faz o pobre, que fere e cura a ferida, que faz morrer e faz viver! Suplicando, vamos aprendendo a confiar Nele, a Nele esperar e, assim, vamos experimentando a Sua presença real na nossa vida e vamos crescendo no nosso amor para com Ele. Suplicando com insistência, vamos desenvolvendo a certeza de que Ele nos escuta, de que nos envolve com Sua presença e nos socorrerá na nossa necessidade. 

          Ainda mais: de tanto suplicar e teimar na súplica, vamos nos abandonando aos Seus tempos misteriosos, à Sua vontade que nos ultrapassa, aos Seus modos que nos desconcertam e, então, vamos interiormente nos dispondo a acolher o que Ele quer, a aceitar a Sua santa vontade, ainda que não seja a nossa nem na medida das nossas expectativas humanas. Sim! Bom amigo de Deus não é o que só aceita o que pediu, mas aquele que, pedindo com perseverança e amor confiante, acolhe o que o Senhor concede, tendo a firme convicção – nascida da oração teimosa – de que o Senhor nos dá o que é melhor para nós, ainda que muitas vezes não o compreendamos bem! Por isso a misteriosa palavra do nosso Salvador no final da perícope de hoje: “Deus não fará justiça aos Seus escolhidos, que dia e noite gritam por Ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa!” Palavra espantosa! Jesus não somente afirma que Deus nos escuta e vem em nosso socorro, mas também que vem bem depressa! E nós pensamos: “Mas isto não acontece assim! Quanta oração fiz que não foi ouvida! Quanta oração demorada na resposta! Não é a própria Escritura Santa que nos diz: “Suporta as demoras de Deus, agarra-te a Ele e não O largues”? (Eclo 2,3) Ah, meus irmãos! O Senhor nos ouve sim, o Senhor vem logo em nosso socorro sim, o Senhor Se compadece do que a Ele suplica! Mas, os tempos de Deus não são os nossos, a pedagogia do Senhor nos ultrapassa, a ação do Senhor não pode ser totalmente alcançada por nós: Ele é Deus; nós, pó que o vento leva! Por isso mesmo, a misteriosíssima pergunta de Jesus: “Quando o Filho do Homem vier, encontrará fé sobre a terra?” Eis: O Senhor nos ouve, o Senhor Se compadece de nós – Ele nos deu tudo no Seu Filho por nós morto e ressuscitado! Como ainda nos seria possível duvidar Dele? Ele vem em nosso socorro, mas no Seu tempo, do Seu modo, segundo o Seu sábio e misterioso desígnio! Mas, encontrará fé em nós? Saberemos reconhecê-Lo? Sei eu, sabeis vós, sabemos nós reconhecer o Senhor nas Suas vindas? Ele vem na alegria e vem também na tristeza; no sorriso, ei-Lo aqui, mas também é Ele ainda no pranto; é Ele na vitória e ainda é Ele na derrota; é Ele presente no nosso nascer e no nosso morrer! E isto nos escapa, como o Salmista exclama, admirado e perplexo: “Como são profundos para mim Teus pensamentos, como é grande seu número, ó Deus! Se os conto, são mais que a areia, se acho que terminei, ainda estou Contigo!” (Sl 138/139,17s).

          Caríssimos, sejamos pobres diante do Senhor Deus! Sejamos humildes! Oremos sempre, oremos suplicando, oremos com um coração confiante, oremos sem desfalecer, oremos esperando contra toda esperança, oremos na certeza de que o Senhor nos ouve e no acode, do Seu modo, no Seu tempo, para o nosso bem, segundo o Seu misterioso desígnio!

          Para o homem soberbo tudo isto é tolice; para o autossuficiente e o racionalista tudo isto é loucura sem sentido! Cuidado, irmãos! Tomemos seriamente o conselho do santo Apóstolo a Timóteo, na Epístola de hoje: “Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade! Conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus!” Eis aqui! Esta é a diferença entre crer e não crer: o verdadeiro crente tem a coragem ousada de abrir-se à lógica de Deus, de por Ele deixar-se conduzir; o descrente, ao invés, deseja medir a ação de Deus e compreendê-la e abarcá-la na medida da sua lógica, na estreiteza de sua própria racionalidade!

          Creiamos, irmãos; rezemos, irmãos; com perseverança supliquemos, irmãos, com inteira confiança esperemos, elevando as mãos como Moisés e os olhos como o Salmista, certos de que “do Senhor é que nos vem o socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra, pois não dorme nem cochila o Guarda de Israel!” Seja Ele bendito na Igreja e no nosso coração, hoje, como no princípio, e por toda a eternidade, nos séculos dos séculos. Amém!

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Crer em Deus, crer no homem

Um filho de Deus teme a Deus e respeita a pessoa humana. Cada pessoa é imagem de Deus. É contraditório crer em Deus e ser a favor do aborto, por exemplo.

Deus veio à terra para que o homem subisse ao céu! 
- Deus continuou protegendo a Caim, mesmo depois de ter matado o seu irmão Abel.
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De Mãos Erguidas

Manter com Deus  uma ORAÇÃO PERSEVERANTE.
Só assim será possível aceitar os projetos de Deus, compreender os seus silêncios, respeitar os seus ritmos e acreditar no seu amor.

Na 1a Leitura, MOISÉS não desiste de rezar. (Ex 17,9-13a)

O Povo de Deus está a caminho da Terra Prometida...
- Josué organiza seus homens para lutar contra os inimigos com as armas.
- Moisés, no alto da colina, de "mãos erguidas", faz uso da arma da Oração.
    A vitória foi alcançada muito mais pelo auxílio de Deus, do que pelo valor dos combatentes.

* Nas duras batalhas da vida, devemos contar com a ajuda e a força de Deus.
   Devemos manter, como Moisés, as "Mãos sempre erguidas" em oração.

Na 2a Leitura, PAULO indica uma fonte preciosa que alimenta a Oração: A Sagrada Escritura:  "Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar,    para corrigir, para educar na justiça... Por ela, o homem de Deus  se torna perfeito, preparado para toda a boa obra". (2Tm 3,14-4,2)


Evangelho - "Para mostrar a necessidade de REZAR SEMPRE, e nunca desistir":
Jesus contou aos discípulos uma PARÁBOLA:
- Uma viúva injustiçada pede justiça... mas o juiz não lhe dá ouvidos...    Ela tanto insiste, que o juiz acaba atendendo.
   - Se até um homem mau cede diante de um pedido incessante, quanto mais Deus, que é justo e santo, nos atenderá e salvará...
  A Oração deve ser um Diálogo insistente e contínuo...

* Deus está sempre atento aos nossos pedidos, mesmo quando "parece" insensível aos nossos apelos, aos nossos clamores por justiça. Geralmente temos pressa...
   Ele sabe a hora e o momento para cada coisa.
   A nós resta moderar a impaciência e confiar totalmente nele.

+ "REZAR SEMPRE" - Significa nunca interromper o DIÁLOGO com Deus, mesmo no aparente silêncio de Deus.
   - Nesse diálogo, Deus transforma os nossos corações e aprendemos a nos entregar nas mãos de Deus e confiar nele.
 
+ A Oração não é uma fórmula mágica para levar Deus a fazer nossa vontade ou até nossos caprichos. Não é um simples ato de piedade, ou expressão do sentimento; mas antes um ato de fé e de amor, que nos abre ao DIÁLOGO COM DEUS.

+ Rezar é CONVERSAR com Deus: Falar e Escutar... As Orações não precisam de palavras complicadas. Existem orações escritas que rezamos, mas também as orações  que são feitas quando queremos conversar com Deus do nosso jeito. Deus é o nosso melhor amigo e gosta de nos ouvir.

+ Rezar é fazer SILÊNCIO profundo  para ouvir Deus, acolher a sua Palavra  e assim nos dispor a fazer a sua vontade...

+ Rezar é uma RESPOSTA  que poderá assumir várias FORMAS: Ação de graças... Contemplação... Profissão de fé... Declaração de entrega... Pedido...


                                     Pe. Antônio  Geraldo

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Diác. José da Cruz
Já vi escrito em muito para-choque de caminhão, que “O pobre vive de teimoso”, uma frase que embora irônica tem um fundo de verdade, pois teimosia nesse caso, é sinônimo de perseverança, paciência e esperança, virtudes que são na verdade o tempero da nossa fé, porque a fé que não persevera, que não é paciente e não traz no coração a esperança, é morta, pois segundo São Tiago, a Fé deve ser sempre vivenciada e transformada em obras. No olhar do pobre encontramos um brilho de esperança, basta ver as filas em busca de algum benefício nos bancos ou em repartições públicas, ou até mesmo em fila de liquidação nas grandes lojas, o pobre é capaz de varar o dia, a noite e a madrugada, para guardar um lugar, sempre esperançoso de alguma melhora ou benefício
Não se quer dizer que estas virtudes sejam exclusivas do pobre, mas é que o rico não tem muita paciência e perseverança e nem seria necessário, uma vez que o dinheiro compra tudo nesta vida, fazendo com que o rico coloque toda sua segurança em seu patrimônio e no dinheiro e portanto, essas virtudes sempre nascem e são cultivadas no coração do pobre por causa da sua necessidade, que o leva a pedir. É esse o caso dessa viúva que aparece no evangelho desse domingo, pois naquele tempo não havia leis que protegiam e davam garantias à mulher, no caso do falecimento do esposo e a viuvez, junto com a orfandade, era sinônimo de desamparo e abandono, já que o parente mais próximo do falecido, apossava-se de todos os seus bens sobrando para a viúva a triste sina de viver de esmola, pois a mulher não tinha direito de propriedade.
Na lógica humana a viúva não tinha outra alternativa se não a de resignar-se com a sua sorte, pois o juiz dificilmente iria lhe fazer justiça, já que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Conformismo e resignação parecem fazer parte da índole do nosso povo, que deixa o destino da nação nas mãos de certos homens inescrupulosos, sem se importar com os rumos da política ou da economia, tornando-se uma perfeita “Vaquinha de presépio”, engolindo tudo que é sapo, ignorando a sua cidadania e seus direitos essenciais. Mas não é esse o caso da viúva, ela não se conformou com o abandono e a exploração da quais as viúvas eram vítimas e resolveu “virar a mesa” indo à luta por aquilo que considerava justo. Não se sabe quantas vezes ela bateu à porta desse juiz, mas a se julgar pelo temor do magistrado, não deve ter sido só duas ou três e nem foi tão pacífica assim. Claro que exercício de cidadania não deve ser confundido com arruaça e vandalismo
Os maus governantes sempre tremem na base, quando o povo toma consciência de seus direitos e vai à luta por eles, foi o que aconteceu com esse juiz, que não temia a Deus e nem respeitava homem algum, mas que diante da insistência e da teimosia da mulher, acabou cedendo e atendeu o seu desejo fazendo-lhe justiça contra seu adversário, que certamente queria ficar com seus bens. O evangelho nos mostra a qualidade da verdadeira oração, que não pode ser “imediatista” e onde se quer que Deus atenda o pedido “pra ontem”, as demoras de Deus requer do verdadeiro crente a paciência e confiança.
A oração também não deve ser uma forma de se forçar Deus a fazer a nossa vontade, realizando coisas, ou consertando certas situações que são de nossa única responsabilidade. A viúva soube unir oração e ação, com uma fé consciente e responsável, que crê, persevera, insiste, persiste, espera e vai à luta, para mudar o placar adverso
Deus é a força e a teimosia do pobre pois ouve sempre seu clamor e jamais deixará de atendê-lo. Aquela fé mágica e comodista, de quem só quer vento a favor e espera sempre um milagre de Deus, sem mover uma só palha, é uma fé que nada constrói e nem agrega nessa vida: QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER!


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Para a celebração da Palavra (Diáconos e Ministros da Palavra):


Louvor (quando o Pão Sagrado estiver sobre o altar)                                                                XXIX dom.
à O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR...
à COM JESUS, POR JESUS E EM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: LOUVOR E GLÓRIA A VÓS, Ó PAI DE BONDADE!!!
Senhor, nosso Deus e nosso Pai! Hoje nos ensinastes que sois vós que nos dais as vitórias sobre todas as nossas dificuldades. Pai, agradecemos a nossa existência, e todo o universo que criastes. Agradecemos por nos amar e enviar Vosso Filho para nos ensinar. Agradecemos a graça do batismo que nos tornou filhos prediletos vossos.
T: LOUVOR E GLÓRIA A VÓS, Ó PAI DE BONDADE!!!
- Pai, Vosso Filho hoje nos ensinou que devemos estar sempre unidos a vós. A oração é meio mais eficaz de nos unirmos a Vós. Vós conheceis todo o nosso ser e as nossas necessidades. Dai-nos humildade para que não nos separemos de Vós. Que saibamos sempre ser instrumentos úteis em vossas mãos. Que o desânimo não nos tire de vossa luz. Que saibamos orar em todos os momentos, quer nas alegrias, quer nos momentos de cruz. Protegei-nos e amparai-nos sempre.
T: LOUVOR E GLÓRIA A VÓS, Ó PAI DE BONDADE!!!
- Pai, que saibamos seguir o exemplo de Vosso Filho na oração e tenhamos coragem de fazer a Vossa vontade! Enviai-nos o Espírito Santo para que tenhamos força e coragem.
T: LOUVOR E GLÓRIA A VÓS, Ó PAI DE BONDADE!!!

- PAI NOSSO...  A PAZ... EIS O CORDEIRO...





terça-feira, 11 de outubro de 2016

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA 12/10/2016, homilias

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA  12/10/2016 (Adaptado pelo Diácono Ismael)
        (no final, a benção das crianças, Consagração a N.S. Aparecida e a Benção de despedida)

“Fazei o que ele vos disser!”
Celebrar a festa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil, significa contemplar aquela que soube orientar sua vida na fidelidade ao projeto de Deus, defendendo e promovendo a vida do povo sofredor.
O seu protagonismo está explicitado nas três leituras da liturgia de hoje.
A primeira leitura apresenta Ester. Atenta à difícil situação na qual se encontrava o povo, com sua originalidade e ousadia, ela se propõe ser mediadora eficaz para salvá-lo da opressão e da morte. .
O Evangelho de João revela que o primeiro sinal público de Jesus foi realizado com a mediação de Maria, atenta às necessidades dos convidados de uma festa de casamento.
O livro do Apocalipse apresenta a mulher como geradora de vida nova num contexto de perseguição violenta. A mulher, nos textos de hoje, retrata a comunidade de fé que se mobiliza a favor do povo em situação de necessidade, proporcionando-lhe condições de vida com paz e alegria. Tudo a ver com a celebração de Nossa Senhora Aparecida, a nossa Mãe negra, que apareceu a pobres pescadores em 1717 num contexto de escravidão dos negros. A solidariedade de Maria com as pessoas necessitadas e excluídas é importante indicativo para todos os que desejam caminhar na vida como discípulos e missionários de Jesus.

PRIMEIRA LEITURA (Est 5,1b-2; 7,2b-3) Leitura do Livro de Ester.
Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. Então, o rei disse: “O que pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for do teu agrado, concede-me a vida - eis o meu pedido! - e a vida do meu povo - eis o meu desejo!”.

Contexto: A história de Ester atualiza a proposta do Êxodo. O povo oprimido pode mudar a história. Existem caminhos de libertação que precisam ser abertos com inteligência e organização. Deus age por meio das pessoas aparentemente fracas. Ester é uma das mulheres que, ao longo da história de Israel, foram protagonistas de movimentos populares capazes de transformação social: as parteiras do Egito, Míriam, Débora, Judite… Leve-se em conta que, na época da redação do livro de Ester, as mulheres eram oficialmente excluídas de qualquer estância decisória. Pertenciam à categoria das pessoas impuras, conforme estabelecia o sistema sacerdotal de pureza. No entanto, por essas pessoas, Deus suscita projetos de vida e salvação para o povo.
Ester, fazendo uso de seus atributos femininos, com sabedoria e coragem, toma a iniciativa de enfrentar o poder que mata. O que a move não são interesses pessoais, mas a libertação do povo. Sua estratégia demonstra maturidade e consciência. Mesmo após conquistar a simpatia e a confiança do rei, a ponto de tornar-se rainha, não se deixa arrastar pelas tentativas de cooptação da parte de quem domina. Não aceita a oferta de riquezas; pelo contrário, usa agora de seu poder para garantir a vida de seu povo. Ester encarna a liderança que não trai o seu povo. Doa-se por inteiro e arrisca a vida para salvá-lo.

O livro de Ester, conta como uma jovem judia que estava entre os deportados, tornou-se a imperatriz da Pérsia, ao se casar com o imperador Assuero (geralmente identificado com Xerxes), e como seu primo e tutor Mordekai (ou Mardoqueu) que descobriu um complô contra a vida do rei; como o Grão-vizir Haman (Amã) procurou liquidar os judeus; como Ester interveio, arriscando a própria vida; como Haman foi enforcado e os judeus autorizados a fazer uma contraofensiva destrutiva, cujo aniversário celebram com a festa dos Purim.
Os acontecimentos descritos no livro de Ester aconteceram quando o povo de Israel era cativo na Babilônia. O local da história é Susã, a cidade onde o Rei da Pérsia e Média, o Rei Assuero, vivia. Este Rei após mandar embora sua primeira esposa, a rainha Vasti, ele estava buscando uma nova esposa para se tornar rainha. Nesse intuito organizaram uma competição onde mulheres de todo o reino foram convidadas a vir até Susã com o propósito de que uma delas preenchesse o lugar vazio da rainha. No meio dessas mulheres estava também Ester, uma jovem hebreia que foi criada por Mardoqueu, um dos cativos que foram trazidos de Jerusalém por Nabucodonosor. Finalmente esta jovem após obter a graça, primeiro de “Hegai, guarda das mulheres", segundo a graça mais importante do próprio Rei, ganhou a competição. Então Ester se tornou a nova rainha. Contudo, ela não revelou a ninguém que era judia, conforme a ordem dada por Mardoqueu. Então ninguém, nem mesmo o Rei sabia qual a nacionalidade de Ester.

ATUALIZANDO: A Rainha Ester, judia, que conseguiu a proteção de seu povo dominado, graças às suas qualidades reais e à presença de Deus na sua vida. Ester é um símbolo do amor que Deus dedica a qualquer nação que expressa a sua confiança nele reconhecendo a sua obra em Maria, a “rainha”, mas também acolhendo a sua vontade e justiça como rumo de seu caminho.
Veneramos a Virgem Maria, que nos trouxe a salvação, quando todos somos chamados a amar a Virgem com o coração de filhos, tendo em vista que em Jesus, tornamo-nos todos irmãos pelo batismo. 
A Virgem Aparecida nos traz recordações importantes na vida cristã: como a ternura maternal da Virgem, sua dedicação a Jesus como mulher de fé, seu serviço prestado a toda a humanidade. Em Maria temos o mais perfeito exemplo do discípulo e da discípula de Jesus, que sabe cumprir os mandamentos e fazer realizar a única vontade do Pai, que se concretiza na salvação do povo de Deus.

Relembramos assim, a visita do Conde de Assumar, em 1717, em Guaratinguetá, quando os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso foram escalados para pescar peixes para a refeição da visita ilustre, sendo este dia uma sexta-feira, dia de abstinência de carne. Os homens simples do Vale do Paraíba nada pescaram. Quando já estavam quase desanimando jogaram a rede e retiram uma imagem pequena de Nossa Senhora da Conceição, um pouco enegreada pela água, sem a cabeça. Outro arremesso. Veio a cabeça da imagem. Assim prosseguiu mais um arremesso e veio a pesca abundante. Deus abençoava, naquele momento, os três pescadores.

A imagem da Virgem da Conceição, feita de barro cozido, enegrecida pelas águas e pelo tempo, medindo 36 cm, foi levada para o culto divino. Em 1745 foi construída uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros. Nascia, assim, a devoção a Virgem Aparecida, Mãe do Povo Brasileiro. Em 1888 foi substituída a primitiva capela por uma Igreja.

Desde 1953, a festa de Nossa Senhora Aparecida, tem como dia de celebração o dia 12 de outubro. Desde 1930 Nossa Senhora Aparecida abençoa o povo brasileiro como sua Padroeira Nacional. Em 4 de Julho de 1980 o Sumo Pontífice João Paulo II, de venerável memória, consagrou o novo Santuário Nacional. Em 13 de maio de 2007, o Sumo Pontífice, Papa Bento XVI, abriu a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e caribenho nos fazendo o doce convite para “sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo para que todos tenham vida e vida plenamente”. 

Atualizando: Enquanto os poderosos se embriagam e se alienam em banquetes para sustentar o próprio poder, os oprimidos se conscientizam e se preparam para agir, através da oração e do jejum. Noutras palavras, sua necessidade e clamor chegam ao limite e os impelem a tomar posição. As situações estão prestes a se inverter: através da fraqueza os oprimidos (Ester), Deus começa a agir para quebrar a força dos poderosos e derrotar o poder do inimigo. Enquanto isso, os oprimidos, mesmo ameaçados, não se dobram diante do opressor. É a resistência dos oprimidos desmascarando a "verdade" do opressor e acelerando os acontecimentos. O pedido e o desejo de Ester são os mesmos de todo o povo: a vida. No entanto, para que todos tenham vida é preciso denunciar a perversidade do sistema opressor, que vende o povo para ser exterminado, morto e aniquilado. Além do mais, o que se ganha, destruindo o povo? A atitude de Ester é exemplo ousado para qualquer autoridade: ela arrisca a própria vida para salvar a vida do povo e a ele servir.

SALMO RESPONSORIAL / 44 (45)
Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: Que o Rei se encante com a vossa beleza!
• Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: / “Esquecei vosso  povo e a casa paterna! /
Que o Rei se encante com a  vossa beleza! / Prestai-lhe homenagem: é o vosso Senhor!
• O povo de Tiro vos traz seus presentes, / os grandes do povo vos pedem favores. /
 Majestosa, a princesa real vem chegando, / vestida de ricos brocados de ouro.
• Em vestes vistosas ao Rei se dirige, / e as virgens amigas lhe formam cortejo; /
Entre cantos de Festa e com grande alegria, / ingressam, então, no palácio real.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Como é bela é graciosa / a esposa do Senhor! Aleluia!
Maria, tu foste preservada / da mancha do pecado original,
/ por isso és Imaculada / e tens uma beleza divinal.

EVANGELHO (Jo 2,1-11)  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus respondeu-lhe: “Mulher, porque dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.
Atualização: O evangelho de hoje, o das Bodas de Caná, tem como ambiente uma família. Nossa Senhora deve ser lembrada como a padroeira das famílias. Assim a nossa família, toda ela Mariana, deve buscar em Maria a protetora para as suas necessidades e a sua intercessora privilegiada junto de Deus, porque o que se pede a Mãe o Filho atende. Maria intercede junto a Jesus. Da mesma maneira ela haverá de interceder pelo povo brasileiro em suas múltiplas necessidades. Maria, nossa Mãe, mãe da misericórdia, cuja ternura toca o nosso coração, recebe e atende nossos pedidos, dos mais simples aos mais complexos e difíceis. 
Maria deposita toda a sua confiança em Jesus, no seu poder salvador, na sua misericórdia e na largueza de seu imenso coração misericordioso. Faltava o vinho e Maria intercede pedindo aos funcionários que eles “fizessem tudo o que Ele dissesse”. Houve abundância do vinho que era água. A riqueza desta graça que Maria distribui, também
ela com abundância, aos filhos que a ela recorrem. Dela podemos dizer o mesmo que a carta aos Hebreus aconselhava a respeito do Sumo Sacerdócio de Jesus: “Aproximemo-nos confiantemente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia” (cf. Hb 4, 16).
Maria e Jesus, com os seus discípulos, participam nestas bodas, em Caná. E falta o vinho. O fato é verosímil, se tivermos em conta que a festa de bodas, nesses tempos, durava oito dias. A família ficou naturalmente embaraçada. É então que Maria intervém. A resposta de Jesus é desconcertante, quase escandalosa. Esta resposta só se compreende se pensarmos que, ao iniciar a vida pública, muda a relação Maria/Jesus. A partir daí, Jesus quer atuar unicamente determinado pela vontade do Pai, não admitindo ingerências, nem sequer da parte da Mãe. Maria/Mãe reaparecerá apenas junto da cruz. A nova relação clarifica-se exatamente em Caná, no começo da missão de Jesus. Maria pede ajuda a Jesus, com plena confiança e esperança. Por isso recomenda aos servos que façam o que Jesus disser. E Jesus acaba por dar o primeiro sinal da sua glória. O episódio de Caná é cristológico. Só em segundo lugar é Mariológico. Se, quando ainda não chegara a sua hora, Jesus faz um milagre a pedido de Maria, quanto mais eficaz será o seu poder de intervenção quando essa hora chegar!

O concílio Vaticano II explicou amplamente o papel de Maria no mistério de Cristo e da Igreja. Expôs também cuidadosamente o sentido e a força da “mediação” da Bem-aventurada Virgem Maria: “A função materna de Maria em relação aos homens em nada obscura ou diminui a única mediação de Cristo, mas revela a sua eficácia. Porque toda a influência da Bem-aventurada Virgem em favor dos homens não nasce de verdadeira necessidade, mas do beneplácito de Deus, e brota da superabundância dos méritos de Cristo, fundamenta-se sobre a sua mediação, depende absolutamente dela e nela atinge toda a sua eficácia; não impede minimamente a união imediata dos crentes com Cristo, mas facilita-a” (LG 60).
Em 1971, a Sagrada Congregação para o Culto divino aprovou a missa com o título de “Bem-aventurada Virgem Maria Mãe e medianeira de graça”. A Liturgia celebra, em primeiro lugar, a Cristo “verdadeiro Deus e verdadeiro homem, único mediador… sempre vivo a interceder por nós”. Mas também honra a Bem-aventurada Virgem Maria, mãe e mediadora de graça, porque o Pai, “segundo o admirável desígnio do seu amor”, a constituiu mãe e colaboradora do Redentor. A Virgem Maria é mãe de graça, porque trouxe no seu “seio puríssimo” Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e nos deu o próprio “Autor da graça”. A Virgem Maria é medianeira de graça, pois foi associada a Cristo para nos dar a graça maior, a redenção, isto é, a salvação, a vida divina e a glória eterna. A sua “mediação” é “providência de amor”, “de intercessão e de perdão, de proteção e de graça, de reconciliação e de paz”. (cf. Missal Romano, Missas da Bem-aventurada Virgem Maria).
“Maria, Mãe de Jesus, está intimamente associada à vida e obra redentora de seu Filho. Mãe da Igreja, por sua intercessão maternal, está presente junto daqueles que trabalham para a regeneração dos homens” (cf. LG 65).

Foi o próprio Jesus quem nos deu Maria por Mãe. Ela tem por missão conduzir-nos ao seu Coração, ao seu amor. A ternura que ela tem por nós ultrapassa a das mães mais amorosas. Acolhe sempre com bondade aqueles que vão ter com ela. Ela apresenta incessantemente ao seu Filho as almas e os corações dos seus fiéis servidores. Jesus ama aqueles que ela ama. Como Ele é o mediador entre o seu Pai e os homens, Maria é a mediadora entre os homens e Ele. Para isso, deu-lhe todo o poder sobre o seu Coração. Dispõe dele como uma mãe pode dispor do coração do melhor dos filhos. Dirijamo-nos, portanto, à Virgem Imaculada, peçamos-lhe a devoção ao Sagrado Coração e havemos de obtê-la. Jesus é a verdade e a vida, mas comunica-nos a vida espiritual pelo Espírito de verdade e de amor. Maria é a esposa do Espírito Santo. Ela coopera a este duplo título de Mãe do Sagrado Coração e de Esposa do Espírito Santo nas operações da graça. Ela é a porta do céu, porque é a distribuidora das graças, que a Ele conduzem.

A mulher da nova aliança
O relato das bodas de Caná constitui uma releitura da aliança que Deus realizou com o povo de Israel. O compromisso de amor mútuo foi rompido por sucessivas infidelidades por parte de Israel, desde a opção pela monarquia até a organização do sistema sacerdotal de pureza. Não é por acaso que, logo após as bodas de Caná, Jesus se dirige ao Templo, onde, profeticamente, denuncia a exploração ali instalada e anuncia um novo Templo, que é ele próprio.
Na festa de casamento, Jesus é apresentado como o esposo da nova humanidade. O sistema judaico, organizado segundo os interesses de uma elite religiosa, esvaziou o sentido da antiga aliança; já não responde ao amor de Deus. A imposição de um legalismo excludente criou imenso vazio no coração do povo. Os seis potes vazios representam as festas judaicas (o Evangelho de João apresenta seis delas), que deveriam ser expressão de plena alegria pela presença amorosa e salvadora de Deus. No entanto, estão vazias, perderam o verdadeiro conteúdo que saciaria a sede que o povo tem de Deus.
A comunidade de João manifesta sua fé em Jesus como Deus-esposo que vem resgatar (Caná significa “adquirir”) sua esposa e oferecer-lhe o vinho do amor e da alegria. Essa festa de casamento, portanto, é a celebração da nova aliança. A esposa é o novo povo de Deus, formado pelas comunidades cristãs. A esposa é representada pela mãe de Jesus. Por isso Jesus se dirige a ela chamando-a de “mulher”. Ela executa um papel muito especial: percebe que naquela festa falta o essencial. Dirige-se a Jesus, pois sabe que dele vem a solução: “Eles não têm mais vinho”. Jesus lhe responde que sua hora ainda não chegou. O texto supõe que aquela mãe-mulher-comunidade entendeu perfeitamente e, por isso, confia em Jesus: “Fazei tudo o que ele disser”. Na cena seguinte, vemos Jesus-esposo dizendo de modo imperativo aos que serviam: “Enchei os potes de água”, e depois: “Tirai e levai ao mestre-sala”. Este provou sem saber de onde viera o melhor vinho. Porém, “os que serviam estavam sabendo”. O vinho em abundância simboliza o dom do amor de Deus para a humanidade. É a volta da plena alegria oferecida por Deus, que celebra com seu povo a aliança definitiva.
João faz questão de dizer que “esse foi o princípio dos sinais… e os discípulos acreditaram nele”. Até a “hora de Jesus” – o momento de sua morte e glorificação –, vários outros sinais serão por ele realizados. O tema da aliança contemplado no primeiro sinal serve como chave de interpretação para todos os demais. No final do evangelho, João vai dizer: “Esses sinais foram escritos para que vocês acreditem que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, acreditando, vocês tenham a vida em seu nome” (20,31). Nesse mesmo evangelho, Jesus declarou: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (10,10).
A mãe de Jesus, que aparece nas bodas de Caná como representante do novo povo de Deus, indica como podemos ser fiéis à aliança com Deus: permanecendo atentos às necessidades do povo, contando com a graça de Jesus presente no meio de nós e pondo-nos a serviço do seu projeto de vida em abundância para todos.
3. II leitura (Ap 12,1.5.13a.15-16a): A mulher geradora de vida nova

Atualizando: Segundo João, a primeira semana de Jesus termina com a festa de casamento em Cana. João relata este episódio por causa do seu aspecto simbólico: o casamento é o símbolo da união de Deus com a humanidade, realizada de maneira definitiva na pessoa de Jesus, Deus-e-Homem. Sem Jesus, a humanidade vive uma festa de casamento sem vinho. Maria, aliviando a situação constrangedora, simboliza a comunidade que nasce da fé em Jesus, e as últimas palavras que ela diz neste evangelho são um convite: “Façam o que Jesus mandar”. Jesus diz que a sua hora ainda não chegou, pois só acontecerá na sua morte e ressurreição, quando ele nos reconcilia com Deus. Jesus utilizou a água que os judeus usavam para as purificações. Os judeus estavam cegos pela preocupação de não se mancharem, e sua religião multiplicava os ritos de purificação. Mas Jesus transformou a água em vinho! É que a religião verdadeira não se baseia no medo do pecado. O importante é receber de Jesus o Espírito. Este, como vinho generoso, faz a gente romper com as normas que aprisionam e com a mesquinhez da nossa própria sabedoria. O episódio de Cana é uma espécie de resumo daquilo que vai acontecer através de toda a atividade de Jesus: com sua palavra e ação, Jesus transforma as relações dos homens com Deus e dos homens entre si. Maria, como mãe de Jesus, o Filho de Deus, é revestida de imensa glória. Sua proximidade do Filho permite que seja um apoio para nossa fé. Maria nos conduz a Jesus. Pois é a si próprio que Jesus chama a todos para segui-lo como discípulos. O evangelista João fala sempre em "a mãe de Jesus", sem dizer seu nome. "Mãe", com seu sentido de origem do ser, representa a maternidade universal e divina de Maria, gerando para a vida eterna. A nossa piedade vê, neste evangelho, o importante papel de Nossa Senhora no projeto salvífico de Deus. Ela é sensível às nossas necessidades, e intercede por nós junto a seu Filho. E Jesus atende aos apelos de sua mãe.

Em Ester (primeira leitura) a tradição encontrou uma similitude com Maria: ela intercede junto ao rei por seu povo. No Apocalipse, a mulher celestial que dá à luz um filho homem (segunda leitura), também encontramos uma alusão à Maria. Aqui podemos, ainda, ver uma referência à Igreja, na terra, perseguida pela Serpente. No evangelho de João temos uma simbologia abrangente. Jesus está inaugurando seu ministério. Nele encontramos algo extraordinariamente novo, que extrapola as expectativas e observâncias do judaísmo. Na tradição profética, a Aliança de Deus com seu povo é apresentada como uma núpcias. Nesta narrativa de João, a festa de núpcias não oferece vinho suficiente. Havia seis talhas de pedra, vazias, destinadas às purificações rituais dos judeus, que foram preenchidas com água. A água de purificação não é solução. É preciso transformá-la. A atual prática do judaísmo deixa a desejar. A mãe de Jesus percebe o problema. Com seu simbolismo, João não pretende realçar a relação amorosa, mãe-filho, mas sim a relação de maternidade entre Maria e a humanidade. Jesus afirma que não é a "sua hora", a hora de sua glorificação na cruz, que consagra uma vida toda dedicada à renovação do mundo pelo amor, até o fim, sem temer a morte. Contudo Jesus resolve sinalizar sua "hora", e associa a água, fonte da vida, ao vinho, fonte de alegria! O amor de Jesus liberta da Lei e gera vida e alegria.

SEGUNDA LEITURA (Ap 12,1.5.13a. 15-16a) Leitura do Apocalipse de São João.
Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro.
Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. Quando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. A serpente, então, vomitou, como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. A terra, porém, veio em socorro da mulher.

Na leitura do Apocalipse, temos a descrição do povo de Deus, por meio de uma simbologia bíblica tradicional: a mulher adornada com todo o seu esplendor - o sol, a lua e as doze estrelas. O dragão, Satanás, é descrito com os símbolos do domínio. O menino, Messias, é o início do novo povo de Deus. Desde os primeiros tempos da Igreja, esse texto foi aplicado a Maria. Mais do que ser fiel aos mandamentos de Deus para alcançar a salvação, ela gera para o mundo a salvação, dizendo sim ao Senhor. De sua humanidade, podemos conhecer o nosso Deus, que se revela mediante seu Filho, imagem visível do Deus invisível.

A segunda Leitura nos remete a liturgia da Assunção. Maria que protege a humanidade e a Igreja – exerce a missão de Mãe e Mestra. Maria gerou e levou o Salvador ao mundo, e presenciou a sua vitória, eis o que une Maria e a Igreja, que tem a missão de levar o Salvador ao Mundo e presenciar a Vitória de Cristo sobre o mundo, como Rei da Humanidade. Que fazem de Maria e da Igreja uníssonas na obra da salvação.
Assim neste dia santo para nós católicos queremos reafirmar a nossa sã doutrina que o aprovado culto Mariano está sempre em relação ao seu Filho Jesus. A salvação do homem consiste na comunhão com o Deus trino, comunhão que lhe é concedida através do encontro existencial com Jesus Cristo: quem o vê, vê também o Pai(cf. Jo 14,9). Por isso, a salvação é sempre a salvação em Cristo: ela tem um lugar quando alguém se insere nele, cabeça do corpo, videira para os sacramentos. Nossa Senhora Aparecida constituiu importante ponto de referência neste empreendimento. Esta Maria unida a Jesus de maneira única não só no plano biológico, mas também – e sobretudo – no plano espiritual, religioso e existencial. Aquele que em seu espírito, em sua espiritualidade e conduta prática se aproxima o mais possível de Maria, também se encontra numa estreita relação com Cristo e se coloca realmente na sua caminhada, que conduz ao Deus uno e trino, nossa vida. Maria não é a meta da existência cristã, mas o seu perfeito modelo e, neste sentido é insubstituível.
Como bem asseverou o Servo de Deus João Paulo II: “Ajudem, pois, os fiéis a viverem sua devoção mariana como um claro e corajoso testemunho de amor a Cristo, que manifeste a identidade pessoal e comunitária dos católicos, contra o perigo do secularismo e do consumismo, e ao mesmo tempo favoreça nas famílias a prática das virtudes cristãs. De igual modo, esta devoção ajudará a consolidar os vínculos de comunhão com os Pastores da Igreja de Cristo, enfrentando a desagregação da fé, fomentada tantas vezes pelo proselitismo das seitas.
A história ensina que Maria é a verdadeira salvaguarda da fé; em cada crise, a Igreja reúne-se à volta d'Ela. Só assim os discípulos do Senhor poderão ser para os outros sal da terra a luz do mundo (cf. Mt 5, 13.14). “Feliz do povo, cujo Senhor é Deus, cuja Rainha é a Mãe de Deus!” Assim proclamava o Papa Pio XII. A missão essencial da Igreja consiste precisamente em fazer nascer Cristo no coração dos fiéis (cf.Lumen gentium, 65) pela ação do mesmo Espírito Santo, através da evangelização.
Salvos das águas pela fé e pelo Batismo, os cristãos podem atingir algo daquilo que contemplam na Virgem Aparecida, a Imaculada, se seguirem o seu conselho: Fazei tudo o que Ele vos disser!”.  Amém!

O capítulo 12 do Apocalipse apresenta a situação de sofrimento pela qual passam as comunidades cristãs no final do século I, sob a opressão do imperador Domiciano. A mulher e o dragão representam dois projetos antagônicos: o de Jesus com as comunidades cristãs e o do império romano. Percebe-se aqui uma evocação do texto de Gênesis: “Porei hostilidade entre ti e a mulher, entre tua descendência e a descendência dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (3,15).
A mulher é descrita como “um grandioso sinal no céu, vestida com o sol, tendo a lua sob os seus pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas”. São símbolos com profundo significado. A mulher aparece no céu, irradiando a gloriosa luz divina, revestida de grande poder cósmico. A coroa de doze estrelas tem relação com as tribos de Israel e o novo povo de Deus nascido da fé em Jesus Cristo. A mulher também representa Maria, a mãe de Jesus, o verdadeiro rei de toda a humanidade que subiu ao céu e está junto do trono de Deus.
O dragão é a antiga serpente, isto é, aquele que introduz o mal e a morte no mundo. Persegue a mulher e procura matá-la. O vômito do dragão atrás da mulher, tentando afogá-la, é o império romano, que, com força e poder, faz submergir todo o povo com sua ideologia. Não admite outros projetos. Por isso persegue especialmente os seguidores de Jesus. A terra, porém, engole o vômito do dragão, salvando a mulher. É a própria história que “engole” os impérios. Eles não são eternos; não são absolutos. Dentro de si carregam o germe da própria destruição.
A mulher, portanto, representa os pequeninos e fracos pelos quais Deus se manifesta ao mundo, oferecendo vida e salvação. Maria de Nazaré gerou o Filho de Deus, nosso salvador. As comunidades cristãs, seguidoras de Jesus, têm a missão de gerar vida e dignidade no mundo. Essa missão contrapõe-se aos projetos de morte impostos pelos poderosos. A mulher que, na fé e confiança em Deus, vence o dragão é símbolo de todas as pessoas empenhadas na defesa e promoção da vida contra todo tipo de opressão e exclusão.

Atualizando: A Mulher é um símbolo cheio de significados: é Eva, a mãe da humanidade (cf. Gn 3,15-20); também o povo de Israel (doze estrelas = doze tribos) assim como Sião, o resto do povo de Deus que espera o Messias (Is 66,7). É também Maria enquanto mãe de Jesus e mãe dos discípulos de Jesus (Jo 19,25-27), e o povo de Deus da nova Aliança (doze estrelas = doze apóstolos). O dragão personifica o mal, inimigo de Deus. Trata-se do egoísmo, orgulho e autossuficiência que deformam os indivíduos e os grupos sociais. Ele é sanguinário (vermelho), tem pleno poder sobre os impérios do mundo (sete cabeças e sete diademas), mas sua força é relativa e imperfeita (dez chifres). Ele tem a pretensão de lutar contra Deus (estrelas do céu). Quer devorar o Filho da Mulher, o Messias que veio para destruí-lo. O Filho é Jesus, que nasce (ressurreição) para a glória e para dominar as nações, destruindo o poder do dragão. O mal foi derrotado. Agora a situação do povo de Deus é como a dos hebreus no deserto, libertados da escravidão: viverá no deserto até o fim da história, em meio a perseguições e na intimidade com Deus. O mal não conseguiu vencer Jesus; por isso agora persegue os cristãos seguidores de Jesus. Mas estes são continuamente protegidos por Deus, até o final da história. É tempo de perseguição (rio) mas, como no Êxodo, o povo de Deus não sucumbe.
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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA:

LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
à COM JESUS, por Jesus e em Jesus, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Pai, que a Mãe de Vosso Filho interceda por nós.
- Senhor, nós vos louvamos, pois sois bondoso e fiel. Desde o começo do mundo vos revelastes como Deus de amor e por meio dos profetas alimentastes nossa esperança de nos enviar o Salvador. Senhor, obrigado por nos dar Maria como nossa mãe e nossa intercessora.
T: Pai, que a Mãe de Vosso Filho interceda por nós.
- Senhor, nosso Deus e Pai, bendito seja o Vosso nome sobre em todo o universo. Grande é vosso amor nos enviando vosso Filho para nos guiar ao Vosso Reino. Pai, agradecemos pela nossa vida, pelo nosso batismo e pela esperança da vida eterna.
T: Pai, que a Mãe de Vosso Filho interceda por nós.
Pai, enviai o Espírito Santo sobre nós, para que nos transformemos e tenhamos coragem de levar vosso nome a todos os nossos irmãos que não vos conhecem ou que vos abandonaram. Que a Virgem Maria, nossa mãe, seja a nossa força na obediência aos vosso projetos e seja a nossa defensora em nossas dificuldades.
T: Pai, que a Mãe de Vosso Filho interceda por nós.
- PAI NOSSO... A Paz de Cristo... Eis o Cordeiro...



ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
S. Oremos: ...
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Avisos ...
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COM TODAS AS CRIANÇAS PERTO DA IMAGEM:

Coroação de Maria... (Canto:   ... te coroamos, ó Mãe...)
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As crianças coroam Maria
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Canto: DAI-NOS A BENÇÃO, Ó MÃE QUERIDA, NOSSA SENHORA APARECIDA. (bis)
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BÊNÇÃO DAS CRIANÇAS

Presid.: Senhor, nosso Deus, que da boca das crianças preparastes um louvor do vosso nome, olhai para estas crianças que a fé da Igreja recomenda à vossa piedade; e, assim como o vosso Filho, nascido da virgem, recebia com amor as crianças, abraçando-as e abençoando-as e propôs o exemplo delas à imitação de todos, assim, Ó Pai, derramai sobre elas a vossa bênção e dai a vossa proteção, a fim de que, quando crescerem através de uma boa convivência com as pessoas e com a cooperação da força do Espírito Santo, se tornem testemunhas de Cristo no mundo e saibam espalhar e defender a fé. Por Cristo, Nosso Senhor.
Todos: Amém.

CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA
“Ó Maria Santíssima, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil. Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a minha língua para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. 
Recebei-me, ó Rainha incomparável, vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe, no ditoso número de vossos filhos e filhas; acolhei-me debaixo de vossa proteção; socorrei-me em todas as minhas necessidades, espirituais e temporais, sobretudo na hora de minha morte.
Abençoai-me, ó celestial cooperadora, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja!”
Amém.

VIVA A SENHORA APARECIDA! (3x)

23. BÊNÇÃO FINAL
Pres- O Deus de bondade, que pelo Filho da Virgem Maria quis salvar a todos, vos enriqueça com sua bênção. AMÉM.

- Seja-vos dado sentir sempre e por toda parte a proteção da Virgem Maria, por quem recebestes o autor da vida. AMÉM.

- E vós, que vos reunistes hoje para celebrar sua solenidade, possais colher a alegria espiritual e o prêmio eterno. AMÉM.

- Abençoe-vos Deus todo-poderoso: PAI E FILHO E ESPÍRITO SANTO. AMÉM.

- Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
 GRAÇAS A DEUS.