quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Celebração na Noite de Natal

Celebração na Noite de Natal

SINOPSE:
Tema: Deus envia “um menino” para ser “a luz” para todos os povos.
A primeira leitura: “um menino”, da descendência de David, eliminará a guerra, o ódio, o sofrimento e inaugurará uma era de alegria, de felicidade e de paz sem fim.
O Evangelho: Jesus, o “menino de Belém”, é o Deus que vem ao encontro dos homens para lhes oferecer a salvação.
A segunda: Deus nos ama e este mundo não é permanente; comprometidos e identificados com Cristo, realizaremos as obras d’Ele na construção do Reino.

LEITURA I – Is 9,1-6
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; ...Vós quebrastes o jugo que pesava sobre o povo... Todo o calçado ruidoso da guerra tornar-se-ão pasto das chamas. Porque um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro Admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». O seu poder será engrandecido numa paz sem fim,

AMBIENTE - Estamos na época do rei Ezequias, no final do séc. VIII a.C.; o rei faz acordos com Egito, Fenícia e Babilônia, contra a Assíria. Senaquerib volta-se contra Judá, devasta o país (701 a.C.). Ezequias tem de pagar tributos. Desiludido o profeta  sonha com um tempo novo onde reinam a justiça, o direito e o “temor de Deus”.
MENSAGEM - um “povo nas trevas” e “nas sombras da morte”; Parece não haver saída, Mas, de repente, aparece uma “luz”. Porque a opressão foi quebrada e a paz uma realidade; mas ninguém duvida que tudo isso é ação do Deus libertador.
Deus instaurou essa nova ordem através de “um menino”, enviado para reinar no direito e na justiça. O quádruplo nome desse “menino” evoca qualidades divinas
(“conselheiro maravilhoso”;
Deus forte” é um nome do próprio Jahwéh;
príncipe da paz” aquele que é “a paz”.
Pai eterno”, é um título do rei – cf. 1 Sm 24,12 – e é um título dado ao faraó nas cartas de Tell el-Amarna).
ATUALIZAÇÃO • É Jesus, o “menino de Belém”, que dá sentido pleno a esta profecia messiânica de Isaías. Veio de Deus para vencer as trevas e instaurar o mundo novo da justiça, da paz e da felicidade. esta noite este “Reino” chegou.
• Acolher Jesus é aceitar esse projeto de justiça e de paz.
• O “jeito” de Deus: Não pela força; mas é através de um “menino” – símbolo máximo da fragilidade – É na simplicidade e na humildade que Deus age no mundo.

EVANGELHO – Lc 2,1-14
... José subiu da Galiléia à Judéia, à cidade de David, Belém, a fim de se recensear com Maria. chegou o dia de ela dar à luz e teve o seu Filho primogênito. Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; Disse-lhes o Anjo: vos anuncio uma grande alegria: nasceu-vos hoje,  um Salvador, que é Cristo Senhor. Juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».

AMBIENTE -Para Lucas o acontecimento tem época e num espaço concreto… não é fato lendário.
Lucas não está escrevendo história, mas uma catequese sobre Jesus, o Filho de Deus que veio ao encontro dos homens para lhes apresentar uma proposta de salvação.

MENSAGEM - Jesus é o Messias, da descendência de David:
É na pobreza, na simplicidade, na fragilidade, que Deus se manifesta aos homens e lhes oferece a salvação.
“testemunhas” do nascimento: os pastores.
É para estes pecadores e marginalizados que Jesus vem; por isso, a chegada de um tal “salvador” é uma “boa notícia”: a partir de agora, os pobres, os débeis, os marginalizados, os pecadores, são convidados a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus. São convidados a integrar a comunidade da nova aliança, a comunidade do “Reino”: Ele é “o salvador, Cristo Senhor”.

ATUALIZAÇÃO - • O menino de Belém apresenta aos homens um projeto de salvação/libertação.
• O presépio apresenta-nos a lógica de Deus numa gruta de pastores onde brilha a fragilidade, a dependência, a ternura, a simplicidade de um bebe recém-nascido.
• A uma “boa notícia” que enche de felicidade os pobres, os marginalizados que Deus os ama e quer oferecer-lhes a salvação.
• Jesus – o Jesus da justiça, do amor, da fraternidade e da paz – já nasceu, de forma efetiva, na vida de cada um de nós, nas nossas comunidades cristãs?

LEITURA II –manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos.
AMBIENTE - recorda os fundamentos da fé e exorta a uma vida comprometida.
MENSAGEM - A primeira é o amor (“kharis”) de Deus, transformador e renovador.
A segunda é a esperança que a terra não é a sua pátria definitiva; A terceira é a obra redentora de Cristo para nos salvar do pecado e para fazer de nós homens novos. Ligados a Ele pelo batismo, tornamo-nos um com Ele e recebemos vida d’Ele…
ATUALIZAÇÃO • a encarnação de Jesus é o sinal desse amor por nós.
• valores efêmeros (dinheiro, poder, êxito profissional, “status” como felicidade.

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Natal - Missa da Noite
TEMA: Deus que ama os homens, envia “um menino” para lhes apresentar uma proposta de vida e de liberdade. Esse “menino será “a luz” para “o povo que andava nas trevas”.
Primeira leitura: anuncia a chegada de “um menino”, da descendência de David, dom de Deus; esse “menino” inaugurará uma era de alegria, de felicidade e de paz sem fim.
Evangelho: Jesus, o “menino de Belém”, é o Deus que vem ao encontro dos homens para lhes oferecer a salvação.
Segunda leitura: Deus nos ama verdadeiramente; porque este mundo não é a nossa morada permanente e os valores deste mundo são passageiros; identificados com Cristo, devemos realizar as obras do Pai.

PRIMEIRA LEITURA (Is 9,1-6) Leitura do Livro do Profeta Isaías.
O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. Fizeste crescer a alegria e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. Pois o jugo que oprimia o povo - a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais - tu os abateste como na jornada de Madiã. Botas de tropa de assalto, trajes manchados de sangue, tudo será queimado e devorado pelas chamas. Porque nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho; ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da paz. Grande será o seu reino e a paz não há de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado, que ele irá consolidar e confirmar em justiça e santidade, a partir de agora e para todo o sempre. O amor zeloso do Senhor dos exércitos há de realizar essas coisas.
AMBIENTE - No Livro do profeta Isaías aparece um conjunto de oráculos ditos “messiânicos”, que falam desse mundo de justiça e de paz que Deus vai oferecer ao seu Povo. Estamos na época do rei Ezequias, no final do séc. VIII a.C.; o rei, desdenhando as indicações do profeta (para quem as alianças políticas são sintoma de grave infidelidade para com Jahwéh, pois significam colocar a confiança e a esperança nos homens), envia embaixadas ao Egito, à Fenícia e à Babilônia, procurando consolidar uma frente contra a grande potência da época – a Assíria. A resposta de Senaquerib, rei da Assíria, não tarda: tendo vencido, sucessivamente, os membros da coligação, volta-se contra Judá, devasta o país e põe cerco a Jerusalém (701 a.C.). Ezequias tem de submeter-se e fica a pagar um pesado tributo aos assírios. Desiludido com os reis e com a política, o profeta teria, então, começado a sonhar com um tempo novo, sem guerra nem armas, onde reinam a justiça, o direito e o “temor de Deus”. Este texto pode ser dessa época. O “menino” aqui referenciado, da descendência de David, pode também estar relacionado com o “Emanuel” de Is 7,14-17. Trata-se, em qualquer caso, de um texto que vai alimentar a esperança messiânica e que vai potenciar o sonho de um futuro novo, de paz e de felicidade para o Povo de Deus.

MENSAGEM - O profeta fala de um “povo que andava nas trevas” e que habitava “nas sombras da morte”. O panorama é sombrio e parece não haver saída, pois os reis de Judá já provaram ser incapazes de conduzir o seu Povo em direção à felicidade e à paz. Mas, de repente, aparece uma “luz”. Essa luz acende a esperança e provoca uma explosão de alegria. Para descrever essa alegria, o profeta utiliza duas imagens extremamente sugestivas: é como quando, no fim das colheitas, toda a gente dança feliz celebrando a abundância dos alimentos; é como quando, após a caçada, os caçadores dividem a presa abundante. Mas por que essa alegria e essa felicidade? Porque o jugo da opressão sobre o Povo foi quebrado e a paz se tornará uma realidade. No quadro que representa a vitória da paz, vemos os símbolos da guerra (o pesado calçado dos guerreiros e as roupas ensanguentadas) a serem destruídos pelo fogo. Quem é que provocou a alegria do Povo,  venceu a guerra, restaurou a paz? Como foi que Deus instaurou essa nova ordem? Foi através de “um menino”, enviado para restaurar o trono de David e para reinar no direito e na justiça. O quádruplo nome desse “menino” evoca títulos de Deus ( “conselheiro maravilhoso”– cf. Is 25,1; 28,29; “Deus forte” é um nome do próprio Jahwéh – cf. Dt 10,17; Jr 32,18; Sl 24,8; “príncipe da paz” leva, também, a Jahwéh, aquele que é “a paz” – cf. Is 11,6-9; Mi 5,4; Zac 9,10; Sl 72,3.7). Quanto ao título “Pai eterno”, é um título do rei – cf. 1 Sm 24,12 – e é um título dado ao faraó). Fica, assim, claro que esse “menino” é um dom de Deus ao seu Povo e que, com ele, Deus residirá no meio do seu Povo, oferecendo-lhe a justiça, o direito e a paz.

ATUALIZAÇÃO ¨ É Jesus, o “menino de Belém”, que dá sentido pleno a esta profecia messiânica de Isaías. Ele é “aquele que veio de Deus” para vencer as trevas e as sombras da morte que ocultavam a esperança e instaurar o mundo novo da justiça, da paz e da felicidade. O nascimento de Jesus que celebramos esta noite significa que este “Reino” chegou.
¨ Acolher Jesus é aceitar esse projeto de justiça e de paz que Ele veio trazer.
¨ Em que ou em quem coloco a minha esperança e a minha segurança? Nos políticos? No dinheiro? Isaías diz que só podemos confiar em Deus e nesse “menino” que Ele mandou ao nosso encontro, se quisermos encontrar a “luz” e a paz.
¨ Deus não se serve da força e do poder para intervir na história e para mudar o mundo; mas é através de um “menino” – símbolo da fragilidade. É na simplicidade e na humildade que Deus age no mundo.

EVANGELHO (Lc 2,1-14) S. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Aconteceu que, naqueles dias, César Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Esse primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade natal. Por ser da família e descendência de Davi, José subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judeia, para registrar se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou e colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria. Naquela região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do seu rebanho. Um anjo do Senhor apareceu aos pastores, a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo. O anjo, porém, disse aos pastores: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura”. E, de repente, juntou-se ao anjo uma multidão da corte celeste. Cantavam louvores a Deus, dizendo: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”.

AMBIENTE - Lucas é preocupado com as referências históricas. Ele apresenta algumas indicações que pretendem situar o acontecimento numa época e num espaço concreto. Dessa forma, dá a entender que não estamos diante de um fato lendário, mas de algo integrado na história. Há um problema… Lucas é de origem grega, que não conhece a Palestina e que tem noções muito básicas da história do Povo de Deus. Por isso, as suas indicações históricas e geográficas são, com alguma frequência, imprecisas e inexatas. É duvidoso que Quirino, como governador, tenha ordenado um recenseamento na época em que Jesus nasceu (só por volta do ano 6 d.C. é que ele se tornou governador da Síria, embora possa ter sido “legado” romano na Síria entre 12 e 8 a.C.… Pode, realmente, nessa altura, ter ordenado um recenseamento que teve efeitos práticos na Palestina por volta de 6/7 a.C., altura do nascimento de Jesus). De qualquer forma, convém ter em conta que Lucas não está escrevendo história, mas fazendo teologia e apresentando uma catequese sobre Jesus, o Filho de Deus que veio apresentar uma proposta de salvação.

MENSAGEM - A referência a Belém como o lugar do nascimento de Jesus é uma indicação mais teológica do que geográfica: o objetivo do autor é sugerir que este Jesus é o Messias, da descendência de David (a família de David era natural de Belém), anunciado pelos profetas (cf. Miq 5,1). Fica, desta forma, claro que o nascimento de Jesus se integra no plano de salvação que Deus tem para os homens – plano que os profetas anunciaram e cuja realização o Povo de Deus aguardava ansiosamente.  -Uma segunda indicação importante resulta do “quadro” do nascimento. Lucas descreve com algum pormenor a pobreza e a simplicidade que rodeiam a vinda ao mundo do libertador dos homens: a falta de lugar na hospedaria, a manjedoura dos animais a fazer de berço, os panos improvisados que envolvem o bebê, a visita dos pastores… É na pobreza, na simplicidade, na fragilidade, que Deus se manifesta aos homens e lhes oferece a salvação. Os esquemas de Deus não se impõem pela força das armas, pelo poder do dinheiro ou pela eficácia de uma boa campanha publicitária; mas Deus escolhe vir ao encontro dos homens na simplicidade, na fraqueza, na ternura de um menino nascido no meio de animais, na absoluta pobreza. É assim que Deus entra na nossa história… É assim a lógica de Deus. Uma terceira indicação é dada pela referência às “testemunhas” do nascimento: os pastores. Trata-se de gente considerada rude, violenta, marginal, que invadiam com os rebanhos as propriedades alheias e que tinham fama de se apropriar da lã, do leite e das crias do rebanho em benefício próprio. Eram, com frequência, colocados ao lado dos publicanos e dos cobradores de impostos pela rígida moral dos fariseus: uns e outros eram pecadores públicos, incapazes de reparar o mal que tinham feito, tantas eram as pessoas a quem tinham prejudicado. Ora, Lucas coloca, precisamente, esses marginais como as “testemunhas” que acolhem Jesus. O evangelista sugere, desta forma, que é para estes pecadores e marginalizados que Jesus vem; por isso, a chegada de um tal “salvador” é uma “boa notícia”: a partir de agora, os pobres, os débeis, os marginalizados, os pecadores, são convidados a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus. Eles vêm ao encontro dessa salvação que Deus lhes oferece em Jesus e são convidados a integrar a comunidade da nova aliança, a comunidade do “Reino”. Uma quarta indicação aparece nos títulos dados a Jesus pelos anjos que anunciam o nascimento: Ele é “o salvador, Cristo Senhor”. O título “salvador” era usado, na época de Lucas, para designar o imperador ou os deuses pagãos; Lucas, ao chamar Jesus desta forma, apresenta-O como a única alternativa possível a todos os absolutos que o homem cria… O título “Cristo” equivale a “Messias”: aplicava-se, no judaísmo palestinense do séc. I, a um rei da descendência de David, que viria restaurar o reino ideal de justiça e de paz da época davídica; dessa forma, Lucas sugere que o “menino de Belém” é esse rei esperado. O título “Senhor” expressa o caráter transcendente da pessoa de Jesus e o seu domínio sobre a humanidade. Com estes três títulos, a catequese lucana apresenta Jesus aos homens e define o seu papel e a sua missão.

ATUALIZAÇÃO ¨ O menino de Belém leva-nos a contemplar o incrível amor de um Deus que se preocupa com a vida e a felicidade dos homens e que envia o próprio Filho para apresentar um projeto de salvação/libertação. Nesse menino de Belém, Deus grita-nos a radicalidade do seu amor por nós.
¨ O presépio apresenta-nos a lógica de Deus que não é igual à lógica dos homens: a salvação de Deus não se manifesta onde os donos do mundo decidem o destino dos homens, mas numa gruta de pastores onde brilha a fragilidade, a dependência, a ternura, a simplicidade de um bebê recém-nascido.
¨ A presença libertadora de Jesus é uma “boa notícia” que devia encher de felicidade os pobres, os débeis, os marginalizados e dizer-lhes que Deus os ama, que quer caminhar com eles e que quer oferecer-lhes a salvação. É essa proposta que nós passamos ao mundo? o anúncio libertador aos pobres?

SEGUNDA LEITURA (Tt 2,11-14) - Leitura da Carta de São Paulo a Tito.
Caríssimo: A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós, para nos resgatar de toda maldade e purificar para si um povo que lhe pertença e que se dedique a praticar o bem.

AMBIENTE - Tito, o destinatário desta carta, é um cristão convertido por Paulo, que acompanhou o apóstolo em algumas missões. Estamos numa época em que os cristãos perderam o entusiasmo inicial. Neste contexto, a preocupação fundamental do autor desta carta será apresentar uma série de conselhos práticos que ajudem os cristãos a viver, com coerência e com verdade, a sua fé no meio do mundo.

MENSAGEM - O autor tenta dar aos cristãos razões válidas para viver uma vida cristã autêntica e comprometida. Quais são essas razões? A primeira é o amor (“kharis”) de Deus, que foi oferecido a todos os homens. É esse amor que possibilita a renúncia à impiedade e aos desejos deste mundo e a vivência da temperança, da justiça e da piedade; sendo os destinatários desse amor transformador e renovador, temos de viver uma vida nova e comprometida com o Evangelho. A segunda é a esperança na manifestação gloriosa de Cristo, que convida os homens a perceber que a terra não é a sua pátria definitiva; quem espera a segunda vinda de Cristo, percebe que só faz sentido olhar para os bens essenciais; consequentemente, desprezará os bens materiais, que só interessam a este mundo. A terceira é a obra redentora levada a cabo por Cristo. Cristo entregou-Se totalmente, até à morte, para nos salvar do egoísmo, do orgulho, do pecado e para fazer de nós homens novos. Ligados a Ele pelo batismo, tornamo-nos um com Ele e recebemos vida d’Ele… Se estamos ligados a Cristo e se recebemos d’Ele vida, essa vida tem de manifestar-se na nossa existência.

ATUALIZAÇÃO ¨  Sendo os destinatários de um tal amor, amamos Deus da mesma maneira? A nossa vida é um compromisso autêntico com Deus e com os seus valores?
¨ A nossa civilização sacralizou valores efêmeros (dinheiro, poder, êxito profissional, “status” social, bens de consumo…) para os apresentar como a chave da verdadeira felicidade. No entanto, esses valores estão em absoluta contradição com os valores do Evangelho. Aprendemos, com Jesus, a ter um olhar crítico sobre os valores que o mundo nos propõe e a confrontar a nossa vida com os valores do Evangelho? -                               

Dehoninanos
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Homilia (adaptada)
Irmãos e Irmãs, Deus nos revela em Jesus o seu grande Projeto.

Vivemos nesta noite santa o mistério da encarnação. A liturgia nos demonstra que o centro da celebração desta noite é o anúncio do nascimento do Salvador.

Lucas esboça a situação histórica: ocupação romana, recenseamento, viagem de José e Maria para sua cidade de origem – Belém, cidade de Davi, em circunstâncias dificílimas. A criança é colocada numa manjedoura, por não haver lugar na hospedaria da cidade. A salvação, a partir do relato, manifesta-se lá, naquele lugar pobre, numa manjedoura.

Os olhos do mundo não poderiam acreditar: naquele lugar pobre é o Deus forte e invencível quem se faz humilde como os humildes, pobre como os pobres, anunciando a salvação e a redenção pela encarnação.

As testemunhas da encarnação foram como que escolhidas a dedo pelo anjo do Senhor: os que viviam à margem da sociedade, os que não eram socialmente identificados: pobres pastores, devem procurar o Salvador, cujo sinal é sua pobreza, que o identifica com eles; envolto em panos, numa manjedoura. Para dar sinal de veracidade da salvação, os coros celestes juntam sua voz à do arauto e entoam o hino: “Glória a Deus nas alturas e paz aos homens de boa vontade”.

Meus irmãos, Nesta noite santa, relembramos a promessa ao povo do antigo testamento que esperava o nascimento do Messias, aquele que, finalmente, faria valer os interesses de Deus, cuidando do bem-estar do povo, dando-lhes paz e segurança, fazendo justiça. Aqui está a síntese dos anseios do povo eleito que esperava o Messias para que se cumprissem as escrituras.

Noite do nascimento do Salvador é noite de pobreza, de contemplar o homem e a mulher que sofrem e padecem da fome de comida e da fome de dignidade. O Natal é o momento em que a luz brilha na escuridão, anunciando o Salvador.

A Boa Nova é para os pobres e para todo o povo. Os pastores representam os que acreditavam nas promessas de Deus. Eles recebem a notícia e logo se põem a caminho para verem aquilo que lhes foi comunicado.

Meus irmãos, Um Menino pobre que nos torna rico é o maior presente que recebemos nesta noite santa.

Jesus nasceu e renasce para os pobres, estropiados, prostitutas, cativos, desempregados, sem teto, sem dignidade, doentes, marginalizados, aidéticos, homossexuais, leprosos, todos aqueles e aquelas que se encontram à margem da sociedade.

Jesus nasce nesta noite, pobre no meio dos pobres, sem o direito de nascer em um local digno. Nasceu “sem teto”, não teve berço e suas primeiras visitas foram os pastores, a classe dos excluídos.

Irmãos amados, Celebramos nesta noite venturosa, como os pastores, o nascimento da Luz admirável que é o Cristo Senhor.

Jesus nasce para nos salvar de nossos pecados e para inaugurar um novo tempo, tempo de graça, tempo de salvação, tempo de santidade e tempo de evangelização, exercendo o papel de missionários e evangelizadores que pelo Batismo nos foi conferido. Doravante estaremos assegurando a edificação de uma sociedade cristã, em que “justiça e paz se abraçarão”.

Esta noite é a noite da opção preferencial pelos pobres e pelos excluídos. Deus Menino, que nasce assume a nossa humanidade e redime esta humanidade.

Esta noite é à noite da misericórdia. Noite que significa “ter o coração aberto ao miserável, ao necessitado”. Os necessitados somos nós, pecadores, todos, sem exceção.

Nesta noite de Natal Deus abre o seu coração, rico de misericórdia (Ef 2,4) e derrama sobre nós o seu amor, dando-nos a plenitude dos bens, seu Filho, encarnação da misericórdia divina, é para nós perdão e graça, santificação e vida.

É a noite da Alegria. Nesta noite não há espaço para tristeza, porque nasceu vida, uma vida que destrói o medo da morte e traz a felicidade da comunhão com Deus.

Exulta de alegria o santo e o pecador, porque Deus oferece a facilidade do perdão na ternura de uma criança.

Esta é a noite da fraternidade. O Filho de Deus se fez nosso irmão e nós nos tornamos filhos do mesmo Pai, irmãos e irmãs em Cristo (Mt 23,8-9).  Por isso, cantamos com Maria: “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador, porque grandes coisas fez o Todo poderoso” (Lc 1,46-47).

Que esta noite santa seja a noite da Paz em que, no presépio, reúne pastores e reis, animais e plantas, a terra e as estrelas, num silêncio reverente, e adorem todos a Paz que veio a este mundo!

Nesta noite venturosa nasceu o salvador, assumiu nossa humanidade, venceu o pecado e anunciou a paz e o amor!
(Diácono Ismael)

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Homilia do Pe. Pedrinho

 

Meus irmãos e irmãs, Celebramos hoje o nascimento de Jesus, o seu aniversário. Hoje queremos homenagear o Senhor, voltando o nosso olhar para o presépio. É interessante observar, que o nascimento de Jesus acontece como muitos outros nascimentos; completam-se os dias da gestação e é a hora do parto. Eles estão em Belém por conta de José ser descendente da linhagem de Davi e agora precisa fazer o seu recadastramento, seu recenciamento. Certamente, na época, queriam também cobrar mais impostos. Então, tem que fazer uma recontagem para saber o quanto vai se angariar.

No caso de Jesus, nós que somos Cristãos, somos convidados a olhar com mais profundidade este acontecimento. Somos convidados a olhar para Jesus com os olhos da fé. Quando olhamos com os olhos da fé, tudo fica, literalmente, mais claro. Vamos nos dar conta de que este Jesus é a luz verdadeira, que veio para iluminar os povos. A partir de Jesus, ninguém pode dizer que anda na escuridão, que anda nas trevas; mesmo quem não enxerga. Mesmo quem não enxerga tem uma luz que pode guiá-lo. Mesmo quem não distingue bem as luzes, esta Luz se realça; ela se sobressai a todas as outras. Basta lembrar, que São Paulo no deserto, ao meio dia, vai encontrar-se com esta luz. Imagine-se no deserto: ao meio dia o sol está com todo o seu brilho, com toda sua intensidade e uma luz vai chamar a atenção de Paulo. Então, esta é uma luz que vai além do brilho do sol e é uma luz que nos acompanha.

Hoje temos várias pessoas que estão celebrando a morte de seus entes queridos. Aí, as pessoas dizem: que época triste para celebrar os mortos. Quando é que é época alegre para celebrar os mortos? Nunca. Quando algum de nós perde um ente querido, seja que tempo for, sofre e sofre muito. Entretanto, a leitura de hoje diz, que este Menino que nasceu, é para iluminar as nações, para iluminar os que estavam no jazigo de morte. É para iluminar também os mortos. A vantagem deles sobre nós é que eles estão comemorando pessoalmente este Aniversário. Eles foram convidados mais de maneira oficial. Nós ainda estamos celebrando através dos sinais, através dos olhos da fé. Eles o contemplam face a face. Portanto, embora tristes, com o sentimento humano, mas hoje é uma noite especial onde reavivamos a chama da esperança. A esperança é um sentimento humano e Deus é tudo em todos. Ele não tem ontem nem amanhã: é sempre hoje. De tal maneira, que Deus não tem esperança. Nós é que temos a esperança. Ter esperança em que? Ter esperança nesse Menino que nasce. A esperança nos abre um imenso panorama. São tantas as pessoas que andam temerosas. Não tenhais medo, diz o anjo, nasceu o Salvador. Alguém me chamou a atenção para um aspecto importante: Nossa Senhora. Claro, Ela é quem é graças a Jesus. Nossa Senhora acolhe, hoje, no seu colo cada um de nós, por causa da Palavra de Jesus. Ele disse: o que fizestes ao menor de meus irmãos, a mim o fizestes. Quando deu um copo com água, quando visitou um enfermo e aí, tem toda uma lista, onde cada um de nós é adotado. Cada um de nós tem um lugar nesta manjedoura. Nossa Senhora oferece o seu colo para quem está precisando de um carinho, de uma atenção, para quem está necessitado, assim, de um afago, para quem precisa de um manto para enxugar as lágrimas. Para quem está com medo, pois o filho sempre corre para os braços da mãe ou do pai quando está com medo. Mas, também para celebrar, pois o encontro com a mãe é sempre festa. Poderíamos também nos lembrar de São José. São José simboliza todo homem que tem amor. José coloca todas as suas forças ao serviço de Deus para que seu Mistério seja revelado ao mundo. Temos, de fato, uma luz que é revelada pelo anjo. Quantas pessoas estão sem luz! Quem dera pudéssemos também ser um anjo anunciando esta boa notícia, pois nasceu o Salvador para o mundo.

A partir de Jesus formamos uma única família; portanto, ninguém deve se sentir abandonado, porque quem tem uma comunidade nunca está só. Quem tem comunidade deve contar com esta comunidade para o seu apoio. Quanto alimento e brinquedos pudemos distribuir para famílias necessitadas, contornando a situação de injustiças, onde muitos passam necessidades básicas. A família cristã é uma única família. Olhe, não tem preço que pague o sorriso de uma criança. É esta criança que estamos celebrando hoje; é o natal. É no nascimento de Jesus que duas mensagem claras são manifestadas: uma, eu tenho um presente. É a mensagem da criança. Outra, eu posso contar com pessoas que me ajude. Isto é muito bom. A pior coisa é não ter pessoas com quem contar.

Hoje estamos em festa porque pudemos ser um sinal de esperança e temos ainda grande desafio: nos colocarmos diante da manjedoura e ter um presente para Jesus, a exemplo dos magos. Qual é este presente? A nossa disposição para continuar a sermos luz para as pessoas, para continuar anunciando o Evangelho, cada um a seu modo, cada um na sua realidade, mas sempre defendendo a dignidade da vida e sobretudo a vida dos indefesos.

Feliz Natal a todos e que Deus abençoe a todos. Que possamos fazer desta Eucaristia o ponto máximo de nosso Natal.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 

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Homilia de Dom Henrique Soares da Costa

 “Hoje, a Paz verdadeira desceu-nos do céu; hoje, os céus e a terra espalham doçura; hoje, raiou o dia do novo resgate de eterna alegria, há muito esperado!” – Estas palavras, a Igreja as reza por toda a terra no Ofício das Vigílias desta Noite santa. Mas, por que tanta exultação? Por que tanta luz? Por que tanta doçura, tanta ternura, tanta paz?
Hoje, cumpriu-se as Escrituras: o Dia tão esperado brilhou no meio da noite. Hoje, “o povo, que andava na treva”, a humanidade perdida e confusa, “viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte”, para nós, que temos sempre de lutar contra tantas e tantas mortes, “uma luz resplandeceu!”. Nesta Noite, podemos comemorar, alegrarmo-nos como os que colhem depois do trabalho e do suor do plantio, porque algo inacreditável, algo que parece um sonho, um conto de fadas, nos aconteceu! Escutai, escutai: “Nasceu para nós um Menino, foi-nos dado um Filho; ele traz nos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da Paz. Grande será o seu reino e a paz não há de ter fim… a partir de agora e por todo sempre!” Eis a graça, a glória, o mistério desta Noite! Por isso a alegria: o Deus fiel cumpriu o que prometera e ultrapassou toda promessa. Nesta Noite tão santa, tão única, tão cheia de frescor, como são comoventes as palavras do Apóstolo na segunda leitura. Olhem o presépio, e escutem, olhem a manjedoura e prestem atenção: “A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade”. Olhem o presépio! Olhem o presépio: a graça de Deus é uma Criança, o Menino que nos foi dado! A graça de Deus está “envolvida em faixas e deitada numa manjedoura”. Que graça pequeninha; que graça tão grande! Que graça tão frágil; que graça tão forte! Quem é tão duro de coração, que não se comova? Quem é tão desumano, que não se emocione? Quem é tão pecador, que não queira aproximar-se de Deus? Quem é tão insensível, que não sinta, nesta Noite, o desejo de amar, o desejo de ser bom, o desejo de paz, o desejo de se deixar abraçar por Deus? “Não tenhais medo!” Quem quer que sejas tu: não temas! Não tenhas receio pelos teus pecados, não te afastes da graça desta Noite por causa das tuas infidelidades! Compreende: hoje, teu Deus vem a ti! Vem a ti a Paz, vem a ti o Perdão, vem a ti a Misericórdia, vem a ti a Plenitude do teu coração e o sonho da tua vida! Hoje nasceu para ti, para nós, um Salvador!
Presta bem atenção: porque tu és fraco, ele veio sustentar-te; porque tu és inconstante, ele veio permanecer contigo; porque tu muitas vezes não sabes o caminho, ele se vez visível na nossa carne; porque tu vives em trevas, ele apareceu como luz; porque tu não podes subir a Deus, ele desceu para te elevar! Que amor tão grande, que caridade sem medida! Nesta Noite a Virgem deu à luz o próprio Deus na nossa humanidade mortal!
Por isso a alegria da Igreja, por isso, a exultação! Abramos nosso coração, abramos nossa vida, nossos afetos, nossos sentimentos, nossos projetos para o mistério desta Noite. No século V, são Leão Magno, Papa de Roma, dizia ao povo na noite de hoje: “Hoje, amados filhos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos! Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com a promessa da eternidade. Ninguém está excluído da participação nesta felicidade. Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida!”
Mas, estejamos atentos: porque Aquele que vem como luz no meio da noite, vem pobre, humilde, pequeno, frágil… e somente poderá ser reconhecido se estivermos atentos: atentos aos seus sinais, atentos às coisas pequenas, atentos aos irmãos mais frágeis, atentos ao que no mundo parece a toa, sem valor, sem importância, sem poder… O Menino somente pôde ser encontrado e reconhecido pela pobre Virgem Maria, pelo humilde José, pelos desprezados pastores… Os soberbos, os prepotentes, os esbanjadores, os orgulhosos jamais receberão a graça desta Noite!
Então, ouçamos ainda as palavras do Papa são Leão; tomemos o seu apelo para esta Noite: “Toma consciência, ó cristão, da tua dignidade! Não voltes aos erros de antes por um comportamento indigno de tua condição. Lembra de que cabeça e de que corpo és membro. Despojemo-nos, portanto, do velho homem com seus atos; e tendo sido admitidos a participar do nascimento de Cristo, renunciemos às obras da carne!”
Por tudo isso, concluamos como iniciamos, com as palavras da Liturgia da Igreja: “Hoje, a Paz verdadeira desceu-nos do céu; hoje, os céus e a terra espalham doçura; hoje, raiou o dia do novo resgate de eterna alegria, há muito esperado! Cantai ao Senhor Deus um canto novo; cantai ao Senhor Deus ó terra inteira… na presença do Senhor, pois ele vem!
Feliz Natal a todos! Que reine no coração de todos a graça desta noite! Amém.
Dom Henrique Soares da Costa

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Fala de Bento XVI

Amados irmãos e irmãs!
Acabamos de ouvir no Evangelho a palavra que os Anjos, na Noite santa, disseram aos pastores e que agora a Igreja grita para nós: «Nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é o Messias Senhor. Isto vos servirá de sinal: achareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2,11ss). Nada de maravilhoso, nada de extraordinário, nada de magnífico é dado como sinal aos pastores. Verão só um menino envolto em panos que, como todos os meninos, precisa dos cuidados maternos; um menino que nasceu num estábulo e, por isso, não está deitado num berço, mas numa manjedoura. O sinal de Deus é o menino carente de ajuda e pobre. Os pastores, somente com o coração, poderão ver que neste menino tornou-se realidade a promessa do profeta Isaías, que escutamos na primeira leitura: «Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido. Tem o poder sobre os ombros» (Is 9,5). A nós também não e nos dado um sinal distinto. O anjo de Deus, mediante a mensagem do Evangelho, nos convida também a encaminhar-nos com o coração para ver o menino que jaz na manjedoura.
O sinal de Deus é a simplicidade. O sinal de Deus é o menino. O sinal de Deus é que Ele faz-se pequeno por nós. Este é o seu modo de reinar. Ele não vem com poder e grandiosidades externas. Ele vem como menino – inerme e necessitado da nossa ajuda. Não nos quer dominar com a força. Tira-nos o medo da sua grandeza. Ele pede o nosso amor: por isto faz-se menino. Nada mais quer de nós senão o nosso amor, mediante o qual aprendemos espontaneamente a entrar nos seus sentimentos, no seu pensamento e na sua vontade – aprendemos a viver com Ele e a praticar com Ele a humildade da renúncia que faz parte da essência do amor. Deus fez-se pequeno a fim de que nós pudéssemos compreendê-Lo, acolhê-Lo, amá-Lo. Os Padres da Igreja, na sua tradução grega do Antigo Testamento, encontravam uma palavra do profeta Isaías que Paulo também cita para mostrar como os novos caminhos de Deus já fossem anunciados no Antigo Testamento. Assim se lia: «Deus tornou breve a sua Palavra, Ele abreviou-a» (Is 10,23; Rom 9,28). Os Padres interpretavam num duplo sentido. O mesmo Filho é a Palavra, o Logos; a Palavra eterna fez-se pequena – tão pequena a ponto de caber numa manjedoura. Fez-se menino, para que a Palavra possa ser compreendida por nós. Assim, Deus nos ensina a amar os pequeninos. Assim nos ensina a amar os frágeis. Deste modo, nos ensina a respeitar as crianças. O menino de Belém dirige o nosso olhar a todas as crianças que sofrem e são abusadas no mundo, os nascidos como não nascidos. Dirige-o a crianças que, como soldados, são introduzidas num mundo de violência; a crianças que são obrigadas a mendigar; a crianças que sofrem a miséria e a fome; a crianças que não experimentam sequer amor. Nelas todas é o menino de Belém que nos interpela; interpela-nos o Deus que se fez pequeno. Rezemos nesta noite, para que o esplendor do amor de Deus acaricie todas estas crianças, e peçamos-lhe que nos ajude a fazer o que podamos para que seja respeitada a dignidade das crianças; para que desponte a luz do amor da qual mais precisa o homem, e não das coisas materiais necessárias para viver.
Com isto chegamos ao segundo significado que os Padres encontraram na frase: «Ele abreviou-a». A Palavra que Deus nos comunica nos livros da Sagrada Escritura, ao longo dos tempos, tornou-se extensa. Extensa e complicada não só para as pessoas simples e analfabetas, mas inclusive muito mais para os entendidos de Sagrada Escritura, para os doutos que, claramente, perdiam-se nas particularidades e nos respectivos problemas, sem quase conseguir mais encontrar uma visão de conjunto. Jesus «abreviou» a Palavra – fez-nos rever a sua mais profunda simplicidade e unidade. Tudo aquilo que nos ensina a Lei e os profetas está resumido – Ele diz – na palavra: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente [...] Amarás a teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22,37-40). Está tudo aí – toda a fé se resolve neste único ato de amor que abraça Deus e os homens. Logo a seguir, porém, surgem as perguntas: como podemos amar Deus com toda a nossa mente, se nos custa encontrá-lo com a nossa capacidade metal? Como amá-Lo com todo o nosso coração e a nossa alma, se este coração consegue entrevê-Lo só de longe e contempla tantas coisas contraditórias no mundo que velam o seu rosto diante de nós? Neste ponto se encontram os dois modos com os quais Deus «abreviou» a sua Palavra. Ele não está mais longe. Não é mais desconhecido. Não é inalcançável para o nosso coração. Fez-se menino por nós e, com isto, dissolveu toda ambiguidade. Fez-se o nosso próximo, restabelecendo também deste modo a imagem do homem que, com frequência, se nos revela tão pouco amável. Deus, por nós, fez-se dom. Doou-se a si próprio. Perde tempo conosco. Ele, o Eterno que supera o tempo, assumiu o tempo, atraiu a si próprio para o alto o nosso tempo. O Natal veio a ser a festa dos dons para imitar Deus que por nós doou-se a si próprio. Deixemos que o nosso coração, a nossa alma e a nossa mente fiquem tocados por este fato! Entre os inúmeros dons que compramos e recebemos não esqueçamos o verdadeiro dom: de doarmo-nos mutuamente algo de nós próprios! De doarmo-nos mutuamente o nosso tempo. De abrir o nosso tempo para Deus. Assim desvanece-se a agitação. Deste modo brota a alegria, assim se cria a festa. E lembremos nos banquetes festivos destes dias a palavra do Senhor: «Quando deres um banquete, não convides os que, por sua vez, vão retribuir-te, mas convida os que não são convidados por ninguém e não poderão convidar-te» (cf. Lc 14,12-14). Isto também significa precisamente: Quando deres um presente de Natal não o faças só aos que, por sua vez, te fazem presentes, mas fá-lo aos que não o recebem de ninguém e que nada podem retribuir-te. Assim mesmo fez o Senhor: Ele nos convida ao seu banquete de bodas que não podemos retribuir, que só podemos receber com alegria. Imitemo-lo! Amemos a Deus e, por Ele, também ao homem, para depois redescobrir a Deus, a partir dos homens, de um novo modo!
Surge, enfim, ainda um terceiro significado da afirmação sobre a Palavra feita «breve» e «pequena». Aos pastores foi dito que teriam encontrado o menino numa manjedoura para animais, que eram os verdadeiros habitantes do estábulo. Lendo Isaías (1,3) os Padres deduziram que junto à manjedoura de Belém estavam um boi e um asno. Interpretaram assim o texto no sentido de que haveria um símbolo dos judeus e dos pagãos – portanto, de toda a humanidade – que, uns e outros, necessitam, ao seu modo, de um salvador: daquele Deus que se fez menino. O homem, para viver, precisa de pão, do fruto da terra e do seu trabalho. Mas não vive só de pão. Precisa de alimento para a sua alma: precisa de um sentido que encha a sua vida. Por isto, segundo os Padres, a manjedoura dos animais veio a ser o símbolo do altar, sobre o qual jaz o Pão que é o mesmo Cristo: o verdadeiro alimento para os nossos corações. Uma vez mais vemos como Ele se fez pequeno: na humilde aparência da hóstia, de um pedacinho de pão, Ele se nos doa si próprio.
De tudo isto nos diz o sinal que foi dado aos pastores e que nos vem dado: o menino nos foi dado; o menino no qual Deus se fez pequeno por nós. Rezemos ao Senhor para que nos dê a graça de ver nesta noite o presépio com a simplicidade dos pastores, para receber assim a alegria com a qual eles voltam para casa (cf. Lc 2,20). Peçamos que nos dê a humildade e a fé com a qual São José contemplou o menino que Maria tinha concebido pelo Espírito Santo. Peçamos que nos ajude a vê-Lo com aquele amor com que Maria o contemplava. E, assim, peçamos por que a luz que viram os pastores, também nos ilumine e que se cumpra em todo o mundo aquilo que os anjos cantaram naquela noite: «Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens por Ele amados». Amém.
Bento XVI, Vaticano, 24 de Dezembro de 2006

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LOUVOR (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR):
- O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR...
- COM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Eis o nosso Salvador; Bendito seja o nosso Deus.
- Pai, Nós vos louvamos e vos bendizemos por nos enviar o Vosso Filho. Ele é a luz de nossas trevas. É o príncipe da paz e o conselheiro admirável que nos guia nos caminhos da vida.
T: Eis o nosso Salvador; Bendito seja o nosso Deus.
- Bendito sejais, Deus Nosso Pai, porque em Jesus, Vosso  Filho, a Vossa  graça tornou-se visível para a salvação de toda a humanidade.
T: Eis o nosso Salvador; Bendito seja o nosso Deus.
- Pai, enviastes o Messias tornando-nos filhos vossos. Este menino que hoje renasce em nossos corações é a nossa salvação.
Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.
T: Eis o nosso Salvador; Bendito seja o nosso Deus.
- Pai, que o  Espírito Santo faça de nós portadores de Luz, de Paz e de Alegria.
T: Eis o nosso Salvador; Bendito seja o nosso Deus.
- PAI NOSSO... A PAZ DE CRISTO... EIS O CORDEIRO...





quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

4º DOMINGO DO ADVENTO, Homilias, Subsídios homiléticos

4º DOMINGO DO ADVENTO ANO A 2016

Tema: “Ele será chamado de Emanuel.” Jesus é o “Deus conosco”, que veio oferecer uma vida nova.
Na primeira leitura, o profeta Isaías anuncia que Deus que não abandona o seu Povo, mas caminha com ele na história.
Evangelho: Jesus é “Deus conosco”, que vem ao nosso encontro apresentar uma proposta de salvação.
Segunda leitura: Do encontro com Jesus, deve resultar o testemunho a todos e em todos os tempos.

PRIMEIRA LEITURA (Is 7,10-14) Leitura do Livro do Profeta Isaías.
Naqueles dias, o Senhor falou com Acaz, dizendo: “Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, que provenha da profundeza da terra, que venha das alturas do céu”. Mas Acaz respondeu: “Não pedirei nem tentarei o Senhor”. Disse o profeta: “Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel”.

AMBIENTE - Em 734 A.C., Acaz sobe ao trono de Judá (o Povo de Deus está dividido: ao norte, há um reino formado por dez tribos, com o nome de Israel; ao sul, há outro reino, formado por duas tribos, com o nome de Judá. Por esta época, Judá goza de alguma prosperidade econômica e de relativa tranquilidade política… No entanto, Pecah, rei de Israel, e Rezin, da Síria, lançam as suas tropas contra Judá. Acaz, assustado, decide pedir a ajuda dos assírios para resistir aos invasores. O profeta Isaías, no entanto, não concorda: para ele, a única esperança com que Judá deve contar é Jahwéh, o seu Deus; No entanto, Acaz insiste em pedir a ajuda da Assíria… É então que o profeta Isaías se dirige ao rei e lhe pede que, se não acredita nas suas recomendações, peça a Deus um “sinal” para decidir o que Deus quer e o que é melhor para o Povo. Acaz tem a decisão tomada e recusa pedir a Deus um “sinal”… Mas Isaías quer, mesmo assim, deixar ao rei um “sinal” de Deus…

MENSAGEM - O “sinal” de Deus é este: “a jovem conceberá e dará à luz um filho, e o seu nome será Deus conosco”. O profeta refere-se Certamente ao fato histórico da gravidez da jovem esposa do rei (Abia, filha de Zacarias) e posterior nascimento do filho Ezequias, que veio a ocupar o trono de Judá quando Acaz morreu.  O nascimento desse bebê será a garantia de que a descendência de David continuará e de que, apesar do ataque dos inimigos (Pecah de Israel e Rezin de Damasco), Judá terá um futuro. Este bebê é, portanto, um sinal de que “Deus está conosco” e que continua a cuidar do seu Povo e a oferecer-lhe um futuro de esperança. Ao abordar este texto, a versão grega dos “Setenta” utilizou o vocábulo “parthénos” (“virgem”) para traduzir o hebraico “‘almah” (“jovem”). Por isso, desde o séc. II a.C. (ou até antes), uma parte da tradição judaica viu neste nascimento excepcional uma referência ao Messias, que haveria de nascer de uma “virgem”. A tradição cristã, naturalmente, aplicou este oráculo a Jesus; e Maria, a mãe de Jesus, passou a ser essa “virgem” nomeada no texto grego de Is 7,14.

ATUALIZAÇÃO
Deus não abandona o seu Povo e será sempre o “Deus conosco”, que continua a vir ao nosso encontro…
Acaz confiava mais na segurança dos exércitos estrangeiros do que em Jahwéh… Em que é que o homem de hoje coloca a sua confiança e a sua esperança? Para evitar um holocausto nuclear, é no equilíbrio das armas que podemos confiar? Para termos uma sociedade mais justa e mais fraterna, é nos políticos que podemos confiar? Para nos sentirmos seguros e confortáveis, é no dinheiro que podemos confiar? Para iludirmos a doença ou a morte, é nos novos medicamentos ou nos progressos da medicina que podemos confiar? Onde está a nossa “rocha segura” que não falha: em Deus ou nas estruturas humanas?

SALMO RESPONSORIAL 23(24)
O rei da glória é o Senhor onipotente; abri as portas para que ele possa entrar!
• Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, / o mundo inteiro com os seres que o povoam; /
 porque ele a tornou firme sobre os mares, / e sobre as águas a mantém inabalável.
• “Quem subirá até o monte do Senhor, / quem ficará em sua santa habitação?” /
“Quem tem mãos puras e inocente coração, / quem não dirige sua mente para o crime”.
• Sobre este desce a bênção do Senhor / e a recompensa de seu Deus e Salvador”. /
 “É assim a geração dos que o procuram / e do Deus de Israel buscam a face”.

EVANGELHO (Mt 1,18-24) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa.

AMBIENTE - Mateus centra o seu relato do nascimento de Jesus na figura de S. José (S. Lucas na de Maria), com uma clara intencionalidade teológica de apresentar Jesus como o Messias, anunciado como descendente de David.
O Evangelho que acabamos de ouvir refere a concepção de Maria, Mãe de Jesus, aceitação por José e o nascimento do Salvador. Desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe do seu Filho uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré, Virgem que era noiva de um homem da casa de David
Os textos do “Evangelho da Infância” pertencem a um gênero literário, chamado homologese. Este gênero não pretende ser um relato jornalístico e histórico de acontecimentos; mas é, sobretudo, uma catequese (que Jesus é o Messias, que Ele vem de Deus, que Ele é o “Deus conosco”). A homologese utiliza e mistura tipologias (fatos e pessoas do Antigo Testamento, encontram a sua correspondência em fatos e pessoas do Novo Testamento) e aparições apocalípticas (anjos, aparições, sonhos) para fazer avançar a narração e para explicitar determinada catequese sobre Jesus. O Evangelho de hoje deve ser entendido a esta luz: não interessa, pois, estar aqui à procura de fatos históricos. Há ainda outra questão que importa: a situação de Maria e José. O casamento hebraico considerava o compromisso matrimonial em duas etapas: havia uma primeira fase, na qual os noivos se prometiam um ao outro (os “esponsais”); só numa segunda fase surgia o compromisso definitivo (as cerimônias do matrimônio propriamente dito)… Entre os “esponsais” e o rito do matrimônio, passava um tempo mais ou menos longo, durante o qual qualquer uma das partes podia voltar atrás, ainda que sofrendo uma penalidade. Durante os “esponsais”, os noivos não viviam em comum; mas o compromisso que os dois assumiam tinha já um caráter estável, de tal forma que, se surgia um filho, este era considerado filho legítimo de ambos. A Lei de Moisés considerava a infidelidade da “prometida” como uma ofensa semelhante à infidelidade da esposa (cf. Dt 22,23-27)… E a união entre os dois “prometidos” só podia dissolver se com a fórmula jurídica do divórcio. Ora, segundo o texto que nos é proposto, José e Maria estavam na situação de “prometidos”: ainda não tinham celebrado o matrimônio, mas já tinham celebrado os “esponsais”.
A concepção virginal antes de ser explicada e justificada pelo cumprimento das Escrituras (vv. 18-25), é logo anunciada na genealogia, que precede imediatamente a leitura de hoje, pois para todos os seus elos se diz «gerou», quando para o último elo não se diz que «gerou», mas: «José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus» (v. 16, à letra «da qual foi gerado – entenda-se, por Deus – Jesus»).
O que devia ser para José uma grande alegria tornou-se o mais cruel tormento. Em circunstâncias idênticas, qualquer outro homem teria denunciando a noiva ao tribunal como adúltera. Mas José era um santo, «justo», por isso, não condenava ninguém sem ter as provas evidentes da culpa. E aqui não as tinha e, conhecendo a santidade singular de Maria, não admite a mais leve suspeita, mas pressente que está perante o sobrenatural, já sentido por Isabel… (ou não teria tido alguma iluminação divina acerca da profecia de Isaías 7, 14). Então só lhe restava deixar Maria, para não se intrometer num mistério em que julga não lhe competir ter parte alguma. É assim que «resolveu repudiá-la em segredo», evitando, assim, «difamá-la» (colocá-la numa situação infamante) ou simplesmente «tornar público» («deigmatísai») o mistério messiânico. Mas podemos perguntar: porque não interrogava antes Maria para ser ela a esclarecer o assunto? É que pedir uma explicação já seria mostrar dúvida, ofendendo Maria; a sua delicadeza extrema levá-lo-ia a não a humilhar ou deixar embaraçada. E porque razão é que Maria não falou, se José tinha direito de saber do sucedido? Mas como é que Maria podia falar de coisas tão colossalmente extraordinárias e inauditas?! Como podia provar a José a Anunciação do Anjo? Maria calava, sofria e punha nas mãos de Deus a sua honra e as angústias por que José iria passar por sua causa; e Deus, que tinha revelado já a Isabel o mistério da sua concepção, podia igualmente vir a revelá-lo a José. De tudo isto fica para nós o exemplo de Maria e de José: não admitir suspeitas temerárias e confiar sempre em Deus.
«Não temas receber Maria, tua esposa». O Anjo não diz: «não desconfies», mas: «não temas». Segundo a explicação anterior, José deveria andar amedrontado com algo de divino e misterioso que pressentia: julga-se indigno de Maria e decide não se imiscuir num mistério que o transcende. Como explica S. Bernardo, S. José «foi tomado dum assombro sagrado perante a novidade de tão grande milagre, perante a proximidade de tão grande mistério, que a quis deixar ocultamente… José tinha-se, por indigno…». Assim, o Anjo não só elucida José, como também lhe diz que ele tem uma missão a cumprir no mistério da Incarnação, a missão e a dignidade de pai do Salvador.
Eis, a propósito, o maravilhoso comentário de S. João Crisóstomo, apresentando Deus a falar a José: «Não penses que, por ser a concepção de Cristo obra do Espírito Santo, tu és alheio ao serviço desta divina economia; porque, se é certo que não tens nenhuma parte na geração e a Virgem permanece intacta, não obstante, tudo o que pertence ao ofício de pai, sem atentar contra a dignidade da virgindade, tudo to entrego a ti, o pôr o nome ao filho. (…) Tu lhe farás as vezes de pai, por isso, começando pela imposição do nome, Eu te uno intimamente com Aquele que vai nascer» (Homil. in Mt, 4).
MENSAGEM - Segundo a narração de Mateus, José apercebeu que Maria estava grávida, durante a fase dos esponsais… Como sabia não ser o pai do bebê que estava para chegar, resolveu abandonar Maria, em segredo; mas um anjo do Senhor apareceu-lhe em sonhos e esclareceu o mistério: “Aquele que vai nascer é fruto do Espírito Santo”. O que é que temos aqui? Reportagem de acontecimentos históricos? O anúncio do anjo a José segue o esquema dos relatos do Antigo Testamento, em que se anuncia o nascimento de uma personagem importante (Jz 13): a) o anúncio está rodeado de sinais divinos (o “anjo do Senhor”, o sonho); b) que provocam medo e espanto; c) o mensageiro divino anuncia qual será o nome e a missão da criança que vai nascer; d) dá-se um sinal que confirma o anúncio (o cumprimento das Escrituras). A função destes anúncios é vincular a personagem, desde o seu nascimento, com o projeto divino. Este mesmo esquema estereotipado é, aliás, usado por Lucas para descrever o nascimento de João Batista (cf. Lc 1,5- 25). Neste episódio temos, portanto, não uma descrição de fatos históricos, mas uma catequese sobre Jesus (que é apresentada recorrendo a esquemas literários, conhecidos dos escritores bíblicos). Então, o que é que esta catequese procura ensinar? Fundamentalmente, procura-se mostrar que Jesus vem de Deus, que a sua origem é divina (Maria encontra-se grávida por virtude do Espírito Santo). Procura se, ainda, ensinar qual será a missão de Jesus: o nome que Lhe é atribuído mostra que Ele vem de Deus com uma proposta de salvação para os homens (“Jesus” significa “Jahwéh salva”). Também se diz, de forma clara, que Ele é o Messias de Deus, da descendência de David, que os profetas anunciaram (a referência ao seu nascimento de uma “virgem” não deve ser vista como a afirmação do dogma da virgindade de Maria, mas como a afirmação de que Jesus é o Messias anunciado pelos profetas – nomeadamente pelo texto de Is 7,14 – enviado por Deus para restaurar o reino de David). De qualquer forma, a figura de José desempenha aqui um papel muito interessante… O anjo dirige-se a ele como “filho de David” e pede-lhe que receba Maria e que ponha um nome à criança. A imposição do nome é o rito através do qual um pai recebe uma criança como filho. Assim, Jesus passa a fazer parte da família de David e a ser, naturalmente, a esperança para a restauração desse reino ideal de paz e de felicidade pelo qual todo o Povo ansiava. Pela obediência de José, realizam-se os planos e as promessas de Deus ao seu Povo.

ATUALIZAÇÃO
A festa do Natal deve ser o encontro com este Deus; e só será possível se tivermos o coração disponível para O acolher e para abraçar a proposta que Ele nos veio fazer.
♦ Maria é uma figura que está sempre disponível para escutar os apelos de Deus e que lhes responde com um “sim” de disponibilidade total… Estou na mesma atitude de disponibilidade aos desafios de Deus?
José é o homem a quem Deus envolve nos seus planos, mas que tudo aceita, numa obediência total a Deus. Sou capaz de acolher os projetos de Deus – mesmo quando eles desorganizam os meus projetos pessoais – com a mesma disponibilidade de José, na obediência total aos esquemas de Deus?

SEGUNDA LEITURA (Rm 1,1-7) Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.
Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus, que pelos profetas havia prometido, nas Sagradas Escrituras, e que diz respeito a seu Filho, descendente de Davi segundo a carne, autenticado como Filho de Deus com poder, pelo Espírito de Santidade que o ressuscitou dos mortos, Jesus Cristo, Nosso Senhor. É por ele que recebemos a graça da vocação para o apostolado, a fim de podermos trazer à obediência da fé todos os povos pagãos, para a glória de seu nome. Entre esses povos estais também vós, chamados a ser discípulos de Jesus Cristo. A vós todos que morais em Roma, amados de Deus e santos por vocação, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e de Nosso Senhor, Jesus Cristo.

AMBIENTE - Estamos no ano 57 ou 58. Paulo está preocupado com o futuro da Igreja, pois manifestam- se algumas dificuldades de relacionamento entre judeu-cristãos e pagão-cristãos, fruto das diferenças sociais, culturais e religiosas subjacentes aos dois grupos. Nesta situação, Paulo escreve para sublinhar aquilo que a todos une – judeus e não judeus – fazem parte do mesmo Povo de Deus e devem viver no amor e na fraternidade.

MENSAGEM - Num começo solene, Paulo define-se a si: ele é servo, apóstolo e eleito para anunciar o Evangelho. Dizer que é “servo de Jesus Cristo” significa que ele pôs a sua vida, ao serviço de Jesus Cristo. A designação “servo” deve ser entendida como entrega amorosa a Cristo. Dizer que é “apóstolo por chamamento divino” equivale a dizer que ele é uma testemunha fiel de Jesus e da sua mensagem. Dizer que é “escolhido para o Evangelho” quer dizer que Paulo tem consciência de ser, desde sempre, eleito por Deus para a tarefa de levar a Boa Nova da libertação aos homens de toda a terra. Ele nasceu para anunciar o Evangelho e para ser testemunha do projeto de salvação que Deus quer oferecer aos homens.
Na perspectiva de Paulo, o “Evangelho” é a proposta libertadora de Deus, que se tornou viva e presente no mundo através da pessoa de Jesus Cristo, o Messias, e que se destina à salvação de todos. Não se trata de uma coleção de textos mortos; mas trata-se de uma proclamação viva, ativa, transformadora, capaz de gerar vida nova e liberdade plena naqueles que a escutam e a acolhem. Paulo sente que toda a sua vida está ao serviço desse projeto.

ATUALIZAÇÃO
Jesus Cristo veio ao mundo para apresentar um projeto de salvação; esse projeto é o caminho seguro para deixarmos cair as cadeias que nos oprimem e para chegarmos à vida plena que Deus nos quer oferecer.
♦Ser cristão é testemunhar essa proposta de vida nova e de liberdade.
Para Paulo, o anúncio do Evangelho é uma missão que Deus confia àqueles que elege e que deve ser cumprida com amor e com espírito de serviço.
                                               Fonte: Dehonianos
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Maria e José


Na 1aLeitura, ISAÍAS anuncia uma Virgem, que conceberá o "Deus conosco". Is 7,10-14)

O Rei Acaz confia mais no poder do exército dos assírios, do que na força e na proteção de Deus e sofre um estrondoso fracasso.
Apesar da infidelidade de Acaz, Isaías confirma a fidelidade de Deus e revela um sinal de esperança: "Uma Virgem conceberá e dará à luz um filho (Ezequias), e lhe porá o nome de EMANUEL, que quer dizer Deus-Conosco".

- O filho de Acaz, concebido de uma virgem, foi um bom rei, consolidou a dinastia de Davi e se tornou sinal da presença de Deus no meio do povo.   Mas criou-se a expectativa de um outro rei, um filho de Davi, que cumprisse plenamente a profecia e fosse realmente "Deus conosco".
- Desde o início da era cristã, os cristãos viram na figura dessa "virgem" a imagem de Maria, mãe de Jesus;  e no "Emanuel" o próprio Jesus, o verdadeiro "Deus-conosco".

A 2ª Leitura, Paulo lembra que Jesus é a boa-nova de Deus há tempos anunciada pelos profetas, nas Sagradas Escrituras, um judeu de nascimento, da família de Davi. (Rm 1,1-7)

No Evangelho, vemos a plena realização da promessa:
Jesus é o "Deus-conosco" que vem ao encontro dos homens para lhes apresentar uma proposta de Salvação.
Ele nascerá de MARIA, esposa de um homem bom, justo e honrado chamado JOSÉ, descendente de Davi. (Mt 1,18-24)

A narrativa da situação de Maria e José não deve ser vista como uma descrição de fatos históricos, mas uma CATEQUESE sobre Jesus

- Jesus vem de Deus: sua origem é divina. Maria encontra-se grávida por obra do Espírito Santo.

- Missão de Jesus: o nome  "Jesus" significa "Javé salva". Ele mostra que vem de Deus com uma proposta de salvação.

- O seu Nascimento de uma "Virgem" afirma que Jesus é o Messias anunciado pelos profetas, enviado por Deus para restaurar o reino de Davi.

- José desempenha um papel importante: Pela sua obediência silenciosa, realizam-se os Planos de Deus. Confiando na palavra de Deus, se incorpora, com plena disponibilidade, no plano salvador de Deus.

- A Virgem Maria nos convida a admirar o que o Senhor operou nela e a acreditar na vitória da vida onde nós só enxergamos sinais de morte.

* No Natal, Deus vem ao encontro dos homens para oferecer a Salvação. Esse encontro só será possível se tivermos o coração disponível para o acolher e para abraçar a sua proposta.

+ O Evangelho nos apresenta DOIS MODELOS de disponibilidade:

- MARIA está sempre atenta aos apelos de Deus e responde com um "sim" generoso de total disponibilidade... Esse "sim" torna possível a presença salvadora de Deus no mundo.

- JOSÉ é um homem a quem Deus envolve nos seus planos misteriosos, mas que tudo aceita, numa obediência total a Deus.

                                            Pe. Antônio Geraldo

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Homilia do Pe. Pedrinho

Meus irmãos e irmãs, estamos nos aproximando do aniversário de Jesus, o dia do Natal. É evidente, que não é um aniversário igual a qualquer outro. Este aniversário, Natal, é carregado de significado. Ao celebrarmos o Natal do Senhor, celebramos a graça de Deus, que habita entre nós.  Para compreendermos melhor, é bom lembrar daquilo que o antigo Testamento nos apresenta. Ele diz que Deus está nas alturas. E, de fato, o próprio Pai Nosso vai nos falar isto: “Pai nosso que estais no Céu”. De fato também, nós vamos professar a nossa fé, onde nosso creio vai dizer: “Desceu do Céu e se encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e se fez homem”. Na realidade, o ser humano no Antigo Testamento precisava se dirigir aos Céus para entrar em comunicação com Deus. Deus é o inatingível, aquele, que por mais que eu queira, não consigo tocar. De maneira, que sempre havia um distanciamento entre o ser humano e Deus. Natal é Deus que toma a iniciativa de vir ao ser humano. É graça de Deus. É Deus que volta o seu olhar para o ser humano. O Antigo Testamento no livro do Êxodo vai dizer: “Eu vi e eu ouvi e desci para salvar o meu povo”. É Deus que gratuitamente volta o seu olhar para a humanidade. Isto é graça. O profeta Miquéias vai dizer que isto acontecerá e Ele virá de Belém. Belém significa casa do pão. Ora, não é atoa, que Jesus vai tomar um pão, partir e dizer: “Tomai e comei. Isto é o meu corpo”. Jesus vai realizar esta profecia de Miquéias, trazendo para nós a Eucaristia. Na sua graça Ele, Deus, vai se tornar um de nós no Natal e vai permanecer conosco para sempre. Ao mesmo tempo que Celebramos sua volta para o Céu, na ascensão, celebramos sua presença no meio de nós. A graça de Deus chega ao máximo, no ápice, se esvaziando de si mesmo e se tornando homem. É o grande mistério de Deus.
Mistério não é o que eu não posso entender. Muita gente aprendeu assim e eu também na catequese: o que é Mistério? “Mistério é o que eu não posso entender”. Não é verdade. Mistério é aquilo que eu compreendo, mas não consigo compreender na sua totalidade. Toda vez, que eu voltar e procurar me aprofundar, vou descobrir algo novo, algo que eu nunca percebi. O mistério tem a ver com Deus. Tudo que vem de Deus, é muito grande para nossa compreensão. Não cabe na nossa cabeça a totalidade do que Deus nos transmite. Não por má vontade nossa, mas por limitação. Nós somos seres humanos e Deus não é um ser humano. É aí que começa o mistério. Se Ele não é ser humano, como é que vamos celebrar o seu nascimento? Ou então, algo mais complicado: como é que DEUS pode nascer de uma mulher? Ou pior ainda: como é que Deus pode Nascer, se Deus é eterno? Aí é que está. Então, este é um GRANDE MISTÉRIO, que nós vamos compreendendo, na medida em que podemos contemplar a fidelidade de Deus. Já o Antigo Testamento dizia:  “Eu vi e eu ouvi e desci para salvar o meu povo. Serei para ele um Pai e ele será para mim um filho”. Esta é a fidelidade de Deus, a Aliança de Deus. Deus decide adotar a humanidade como seus filhos e apresenta Davi como sendo SINAL de seus filhos. Nós sabemos, que Davi não serviu, de forma alguma, como exemplo de filho de Deus, mas eu digo por mim. Eu não tenho moral de criticar e julgar Davi. Talvez eu muito menos que Davi, sou digno de ser chamado filho de Deus. Davi se torna sinal de toda a humanidade, que Deus acolhe como sendo seus filhos, muito embora Deus não seja, muitas vezes, reconhecido como Pai.  Deus, na sua fidelidade, não vai medir esforços para que sua presença seja percebida, experimentada e vivida no dia a dia das pessoas. Deus quer ser, de fato, solidário. Ele quer ser o nosso ponto de apoio, onde podemos nos ancorar, nos amparar, para podermos ter coragem para podermos viver.

Como Ele faz para ser solidário? Primeiro, faz a experiência de ser criança. Como nós gostamos de criança! As crianças têm muitas etapas a serem conquistadas. As crianças têm muitos problemas para serem vencidos. A criança é incompreendida! A criança não é levada a sério! A criança tem de aprender tudo! Tudo! Alguém poderia dizer: é injusto Deus criar uma pessoa nesta condição! Então, Ele diz: Vou mostrar que ser criança é a maneira básica para poder CONFIAR NO PAI, o que é confiar no amor da mãe. Aí, Ele se submete a esta situação, mostrando que Ele vai confiar não somente no Pai que está no céu, mas também naquele que o acolheu como filho e vai também confiar na sua mãe.

Depois vem a fase da adolescência. O adolescente sofre demais! Ele quer ser tratado como adulto, mas lhe dizem: você não tem responsabilidade! Ele quer ainda ser agradado como criança e as pessoas dizem: você já é um adulto! É a situação onde vemos Jesus com doze anos de idade. Jesus é o Deus que experimenta a realidade do adolescente, onde sua mãe vem e lhe diz: você não deveria ter feito isto conosco! Ele poderia dizer: Eu sou Deus! Eu faço o que eu quiser! Mas, diz o texto que Ele lhes foi submisso. Crescia em Sabedoria e estatura diante  de Deus e dos homens. Vemos depois aquele jovem que se torna aventureiro. Deixa a casa e vai andar pelo mundo! Qual  mãe aceitaria que o filho deixando a casa e saindo para o mundo? Ainda com um bando que gente pobre! Ignorantes e sem dinheiro! “Não foi para isto que eu te criei!” “Eu espera tanto de você!” Aí vem Jesus mostrando esta realidade. Agora, o que é pior de tudo; Entre aqueles que escolheu como amigo, experimentar um traidor! Como é que Deus pode permitir que alguém possa trair os meus ou como Deus faz isto comigo? Depositei tanta confiança nos meus amigos! Ele mostra que estas limitações faz parte da vida. Por fim, Ele decide entregar sua vida por todos.
Se formos observar, este é um Deus tão solidário, que em qualquer situação de nossa vida, Ele se mostra fiel. Ele se mostra presente, próximo. Claro, é força de expressão: me diga um momento da vida de alguém, que Jesus não tivesse experimentado. Este é o grande mistério de Celebrar o Deus conosco. O nosso Deus não é distante, mas também não é alguém que coloco debaixo do braço. Ele está ali para eu pensar: Ele também viveu isto. Também Ele experimentou, também Ele enfrentou esta situação. A partir daí, poder pedir ajuda.
Podemos ver a atitude de Davi de duas maneiras. Primeiro: como posso ter uma boa casa e Deus nenhuma. É um gesto bonito da parte de Davi! Mas, ao mesmo tempo, podemos interpretar como alguém que sugere, que dá a entender, que Deus está dependendo dele. Muitas vezes isto acontece conosco também. Claro, que não vamos oferecer uma casa para Deus! Primeiro tenho que pensar e dinheiro. No tempo de Davi isto não era problema. Muitas vezes amamos a Deus, confiamos em Deus, mas eu é que tenho de dizer o que Ele deve fazer. Ele depende de mim para acertar, naquilo que eu preciso. Então, eu vou dizendo a Deus o que Ele  precisa fazer. É a mesma atitude de Davi. Entretanto, Deus responde de uma maneira belíssima! Você vai fazer uma casa para mim? Olha, eu pensei que o universo fosse meu. Ao mesmo tempo em que este Deus se apresenta como ser humano, Ele se mostra totalmente poderoso e pleno, onde Ele é o Senhor do Universo. Aqui está este mistério! Este é o grande mistério que nós agora entramos nesta semana Celebrando. Não dá para explicar como um Deus eterno e todo poderoso pode nascer, como não dá para explicar como o ser humano é deus, a não ser quando contemplamos o rosto de amor de Deus. O amor de Deus não é um sentimento, mas o amor de Deus é uma escolha. O amor de Deus não é algo de momento, mas é para sempre. Por isso, o  Amor de Deus se revela em tudo que é feito. Na criação, que todo dia ganha novo vigor e tudo aquilo que é feito para o próximo, a maneira como Deus trata a cada um de nós.  Se quisermos ser imagem e semelhança de Deus, somos chamados a amar, somos chamados a sermos fiéis a nossa missão, somos chamados a estabelecer uma aliança com Deus e com quem está ao nosso redor. Que possamos garantir a presença de Deus em nossa vida, sobretudo nestes dias que é o Natal.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Homilia do Padre Françoá Costa

Como o Evangelho da Infância segundo São Mateus é escrito desde a perspectiva de José – diferente de Lucas, escrito desde a perspectiva de Maria – vamos pensar hoje, na presença de Deus e à luz do texto evangélico, na figura desse grande homem, São José, no Tempo do Advento.
Uma das primeiras coisas que chama a nossa atenção na vida de José é o grande privilégio que ele teve: morar com Jesus e com Maria, cuidar deles, sustentá-los e ensinar-lhes muitas coisas. De fato, o nome “José” significa “Deus acrescentará”. E como acrescentou! Nós também pedimos a Deus que ele acrescente em nossas vidas a companhia de Jesus e de Maria, e de José. Nunca andemos sozinhos podendo estar tão bem acompanhados.
José é um homem justo (cfr. Mt 1, 19): convencido da inocência de Maria, ele sabe que não pode proceder ao rigoroso cumprimento da lei, que consistia em apedrejar os culpados (cfr. Dt 22,20ss). Maria não era culpada. Por outro lado, como proteger uma criança sob o próprio nome quando não se sabe quem é o pai? Se José fosse um legalista, não pensaria duas vezes: cumprimento da lei  tal qual. Mas S. José não ficou somente na letra da Lei. Desde a sua infância meditava a Lei de Deus e a tinha gravada no coração, tinha atingido o espírito da Lei e procurava conhecer realmente a vontade de Deus em cada circunstância concreta. A justiça de José não é “justiça de José”, mas de Deus. Essa justiça está, ademais, banhada pela prudência, pela bondade e por um grande desejo de conhecer e praticar a vontade de Deus, que é bom.
Grande privilégio de S. José: é ele quem dá nome e sobrenome a Jesus. O anjo já tinha dito a José que colocasse o nome de Jesus no menino que nasceria. Além do mais, José, fazendo tudo o que o anjo lhe disse, assumiu Jesus como seu filho adotivo e lhe deu também o sobrenome real: da casa de Davi. Por causa de José, Jesus pode ser chamado também “filho de Davi” e dessa maneira se cumpriu a promessa de que viria um Messias da casa de Davi.
Uma das varias virtudes de S. José foi a disponibilidade. O Espírito Santo deixou escrito que “despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado” ( Mt 1,24). Deus nos ajude a ser generosos, especialmente nesses últimos dias que faltam para que contemplemos, através da liturgia da Igreja, o nascimento do Senhor. Talvez, um dos aspectos que deveríamos pensar mais nesses dias que faltam para o Natal seja a disponibilidade do nosso tempo para Deus e para os demais. Quanto tempo nós dedicamos à oração? Jesus é uma pessoa. Daí a importância de marcar alguns horários para estar com ele. Pensemos juntos: se tivéssemos que encontrar-nos com um personagem importante – um homem de estado, por exemplo – estaríamos lá no local combinado não só pontualmente, mas talvez até uns minutinhos antes para não correr o perigo de perder o esperado encontro. Por que não usamos semelhante critério para com Deus? É preciso que tenhamos os nossos horários diários de oração e sejamos pontuais. Jesus está nos esperando! Não podemos ser descorteses com o personagem mais importante da história da humanidade e da nossa vida. Além desses horários fixos durante o dia para ler um pouco a Sagrada Escritura, para conversar com Deus meditando os mistérios da vida de Jesus Cristo, para rezar o terço, para participar da Santa Missa, para fazer uma visita a Jesus-Eucaristia, tenhamos presente durante todo o dia ao Deus uno e trino: basta o desejo de estar com o Senhor, uma pequena oração, uma elevação da mente às coisas divinas, pensar em Deus ao passar diante duma igreja, rezar mentalmente pelas pessoas que vamos encontrando pelas ruas, etc. Sejamos criativos à hora de buscar e viver a presença de Deus!
Somos generosos na nossa formação fazendo boas leituras e participando de palestras e conferências que nos ajudam a adquirir cultura católica? Ajudamos os demais a aproximarem-se Deus? Somos generosos no tempo que utilizamos para o apostolado, para a evangelização? Fora todo egoísmo! Dar coisas pode ser importante, mas o mais importante é que nos demos a nós mesmos num serviço alegre e generoso a Deus e, por amor a Deus, aos outros.
Pe. Françoá Costa
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Homilia do Mons. José Maria

No Quarto Domingo do Advento entra em cena Maria. Seu Filho é o Deus conosco e já se faz presente, ainda de modo velado, mas real, no seio da Virgem, que concebeu por obra do Espírito Santo (cf. Mt 1, 18 – 24).
Ao descrever a genealogia de Jesus, Mateus demonstra que é verdadeiro homem, filho de Davi, filho de Abraão; ao narrar o Seu nascimento de Maria Virgem, que foi mãe por virtude do Espírito Santo, afirma que é verdadeiro Deus; e, finalmente, ao citar o profeta Isaias, declara que Ele é o Salvador prometido pelos profetas, o Emanuel, o Deus conosco.
Nossa Senhora fomenta na alma a alegria, porque, quando procuramos a sua intimidade, leva-nos a Cristo. Ela é Mestra de esperança. Maria proclama que a chamarão bem-aventurada todas as gerações (Lc. 1, 18).
Dentro de poucos dias veremos Jesus reclinado numa manjedoura, o que é uma prova de misericórdia e do amor de Deus. Poderemos dizer: “Nesta noite de Natal, tudo para dentro de mim. Estar diante dele; não há nada mais do que Ele na branca imensidão. Não diz nada, mas está aí… Ele é o Deus amando-me. E se Deus se faz homem e me ama, como não procurá-Lo? Como perder a esperança de encontrá-Lo, se é Ele que me procura? Afastemos todo o possível desalento; as dificuldades exteriores e a nossa miséria pessoal não podem nada diante da alegria do Natal que se aproxima.
Faltam poucos dias para que vejamos no presépio Aquele que os profetas predisseram, que a Virgem esperou com amor de mãe, que João anunciou estar próximo e depois mostrou presente entre os homens.
Desde o presépio de Belém até o momento da sua Ascensão aos céus, Jesus Cristo proclama uma mensagem de esperança. Ele é a garantia plena de que alcançaremos os bens prometidos. Olhamos para a gruta de Belém, em vigilante espera, e compreendemos que somente com Ele poderemos aproximar-nos confiadamente de Deus Pai.
Nas festas que celebramos por ocasião do Natal, lutemos com todas as nossas forças, agora e sempre, contra o desânimo na vida espiritual, o consumismo exagerado, e a preocupação quase exclusiva pelos bens materiais. Na medida em que o mundo se cansar da sua esperança cristã, a alternativa que lhe há de restar será o materialismo, do tipo que já conhecemos; isso e nada mais. Por isso, nenhuma nova palavra terá atrativo para nós se não nos devolver à gruta de Belém, para que ali possamos humilhar o nosso orgulho, aumentar a nossa caridade e dilatar o nosso sentimento de reverência com a visão de uma pureza deslumbrante.
O Espírito do Advento consiste em boa parte em vivermos unidos à Virgem Maria neste tempo em que Ela traz Jesus em seu seio.
A devoção a Nossa Senhora é a maior garantia de que não nos faltarão os meios necessários para alcançarmos a felicidade eterna a que fomos destinados. Maria é verdadeiramente “porto dos que naufragam, consolo do mundo, resgate dos cativos, alegria dos enfermos” (Santo Afonso M. de Ligório). Nestes dias que precedem o Natal e sempre, peçamos-Lhe a graça de saber permanecer, cheios de fé, à espera do seu Filho Jesus Cristo, o Messias anunciado pelos Profetas.
Mons. José Maria Pereira
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Homilia de Dom Henrique Soares da Costa
Estamos às portas do Santo Natal. Eis o que vamos contemplar nos ritos, palavras e gestos da sagrada liturgia: o Verbo eterno do Pai, o Filho imenso, infinito, existente antes dos séculos, fez-se homem, fez-se criatura, fez-se pequeno e veio habitar entre nós. Sua vinda ao mundo salvou o mundo, elevou toda a natureza, toda a criação. A sua bendita Encarnação lavou o pecado do mundo e deu vida divina a todo o universo! Mas, atenção: este acontecimento imenso, fundamental para a humanidade e para toda a criação, a Palavra de Deus hoje nos diz que passou pela vida simples e humilde de um jovem carpinteiro e de uma pobre menina moça prometida em casamento numa aldeia perdida das montanhas da Galiléia. O Deus infinito dobrou-se, inclinou-se amorosamente sobre a pequena e pobre realidade humana para aí fazer irromper o seu plano de amor. Acompanhemos piedosamente o Evangelho deste Quarto Domingo do Advento.
São Mateus diz que a Mãe de Jesus “estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo”. As palavras usadas pelo Evangelista são simples, mas escondem uma realidade imensa, misteriosa, inaudita. Pensemos em José e Maria, ainda jovens. Eles certamente se amavam; como todo casal piedoso daquela época pensavam em ter filhos – os filhos eram considerados uma bênção de Deus. Mas, eis que antes de viverem juntos, a Virgem se acha grávida por obra do Espírito Santo! Deus entra silenciosamente na vida daquele casalzinho. Nós sabemos, pelo Evangelho de São Lucas, que Maria disse “sim”, que Maria acreditou, que Maria deixou que Deus fosse Deus em sua vida: “Eu sou a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1,38) De repente, eis que uma vida de família, que tinha tudo para ser pacata e serena, viu-se agitada por uma tempestade. Por um lado, a Virgem diz “sim” a Deus e, sem saber o que explicar ou como explicar ao noivo, cala-se, abandonando-se confiantemente nas mãos do Senhor. Por outro lado, José sabe que o aquele filho não é seu; não compreende como Maria poderia ter feito tal coisa com ele: ter-lhe-ia sido infiel? E, no entanto, não ousa difamar a noiva. Resolve deixá-la secretamente. Quanta dor, quanta dúvida, quanto silêncio: silêncio de Maria, que não tem o que dizer nem como explicar; silêncio de José que, na dor, não sabe o que perguntar à noiva; silêncio de Deus que, pacientemente, vai tecendo a sua história de salvação na nossa pobre história humana. E, então, como fizera antes com a Virgem, Deus agora dirige sua palavra a José: “José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo de seus pecados”. Atenção aos detalhes! O Anjo chama José de “filho de Davi”. É pelo humilde carpinteiro que Jesus será descendente de Davi. Se José dissesse “não”, Jesus não poderia ser o Messias, Filho de Davi! Note-se que é José quem deve dar o nome ao Menino, reconhecendo-o como seu filho. Note-se ainda o nome do Menino: Jesus, isto é, “o Senhor salva”! Deus, humildemente, revela seu plano a José e, depois de pedir o “sim” de Maria, suplica e espera o “sim” de José. E, como Maria, José crê, José se abre para Deus em sua vida, José mostra-se disposto a abandonar seus planos para abraçar os de Deus, José diz “sim”: “Quando acordou, José fez conforme o Anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa!”
Eis! Adeus, para aquele casal, o sonho de uma vida tranqüila! Adeus filhos nascidos da união dos dois! Agora, iriam viver somente para aquele Presente que o Senhor lhes havia dado, para a Missão que lhes tinha confiado… O plano de Deus passa pela vida humilde daquele casal. Para que São Paulo pudesse dizer hoje na Epístola aos Romanos que é “apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho… que diz respeito ao Filho de Deus, descendente de Davi segundo a carne”, foi necessária a coragem generosa da Virgem Maria e o sim pobre e cheio de solicitude do jovem José. Para que a profecia de Isaías, que ouvimos na primeira leitura, fosse concretizada, foi necessário que aquele jovem casal enxergasse Deus e seu plano de amor nas vicissitudes de sua vida humilde e pobre!
Também conosco é assim! O Senhor está presente no mundo. Aquele que veio pela sua bendita Encarnação, nunca mais nos deixou. Na potência do seu Espírito Santo, ele se faz presente nos irmãos, nos acontecimentos, na sua Palavra e, sobretudo nos sacramentos. Sabemos reconhecê-lo? Abrimo-nos aos seus apelos? E na nossa vida? Essa vida miúda, como a de José e Maria, será que reconhecemos que ela é cheia da presença e dos apelos do Senhor? No Advento, a Igreja não se cansa de repetir o apelo de Isaías profeta: “Céus, deixai cair o orvalho; nuvens, chovei o Justo; abra-se a terra e brote a Salvador!” (Is 45,8). É interessante este apelo: a salvação choverá do céu, vem de Deus, é dom, é graça… mas, por outro lado, ela brota da terra, da terra deste mundo ferido e cansado, da terra da nossa vida.
Supliquemos à Virgem Maria e a São José que intercedam por nós, para que sejamos atentos em reconhecer o Senhor nas estradas de nossa existência e generosos em corresponder aos seus apelos, como o sagrado Casal de Nazaré. Assim fazendo e assim vivendo, experimentaremos aquilo que o Carpinteiro e sua santa Esposa experimentaram: a presença terna e suave de Jesus no dia-a-dia humilde de nossa vida.
Dom Henrique Soares da Costa






LOUVOR PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos e Ministros extraordinários da Palavra):




LOUVOR (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR):                                  Mt 1, 18-24
- O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR...
- COM JESUS, POR JESUS E EM JESUS, NA FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, LOUVEMOS AO PAI:
T: Alegres, aguardamos o renascer de vosso Filho em nossos corações.
- Pai, nós vos louvamos por realizar a promessa de nos enviar o Salvador, que é o Vosso Filho Jesus Cristo. Nós Vos agradecemos pela vossa bondade.
T: Alegres, aguardamos o renascer de vosso Filho em nossos corações.
- Pai, damos graças pela esperança da ressurreição que nos é dada através de Vosso Filho. Que o Vosso nome seja louvado e honrado por todos os povos.
T: Alegres, aguardamos o renascer de vosso Filho em nossos corações.
- Pai, hoje Paulo nos ensina que devemos ser testemunhas de vosso amor. Dai-nos coragem para sermos exemplos de perdão, amor e misericórdia.
T: Alegres, aguardamos o renascer de vosso Filho em nossos corações.
- Pai, que sejamos amor na família e possamos dizer como Maria; “eis aqui a serva do Senhor”. Que sejamos como José que aceita cumprir o seu papel de pai acolhendo a todos como vossos filhos.
T: Alegres, aguardamos o renascer de vosso Filho em nossos corações.
- Pai, através de nosso batismo, somos vossos filhos. Que o Espírito Santo nos transforme para que possamos espelhar tão grande amor.
T: Alegres, aguardamos o renascer de vosso Filho em nossos corações.
- PAI NOSSO...   A PAZ DE CRISTO... EIS O CORDEIRO...






IV Domingo do Advento - A vela dos anjos: o amor. (vela branca)

As três primeiras velas já devem estar acesas na Coroa.
Segue-se tudo normal até a saudação inicial feita pelo presidente da
celebração: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo...... Antes do Ato
penitencial segue-se o rito para acender a quarta vela


Animador: Hoje celebramos o quarto Domingo do Advento, preparação próxima para o Santo Natal. Maria é figura central nesta preparação. Ela, grávida de Deus, está para dar à luz o Amor que ela havia acolhido no seu seio por obra do Espírito Santo no anúncio do anjo. Ela representa toda a humanidade chamada a conceber e dar à luz Jesus Cristo, o Filho de Deus. Vamos acender a Quarta vela, a vela dos anjos, que trouxeram a notícia de que Deus quer bem a todos os seres humanos e vem a eles no seu imenso amor.

(Alguém entra com uma vela acesa e acende a vela branca da Coroa do Advento. Nesse momento pode-se cantar um canto que fale de esperança ou apenas dedilhar o violão ou o teclado).

Oração
Pres. Ó Deus, vós sois o amor, fonte de vida e da felicidade.
Por amor enviastes o vosso Filho Jesus Cristo ao mundo.
Enviai a vossa luz aos nossos corações.
Fazei que preparemos os nossos corações para acolher o Menino Deus que nasce, para que assim possamos estar preparados no grande dia da vossa vinda. Nós vos pedimos que na caminhada de nossa vida possamos estar sempre atentos para acolher as mensagens dos vossos anjos e tornar-nos mensageiros do vosso amor. Ajudai-nos a transformar toda a nossa vida em amor a vós e a nossos irmãos e irmãs. Também vos pedimos por todos os homens e mulheres que vivem longe do vosso amor, pelas crianças, pelos enfermos, pelos infelizes, para que no vosso amor encontrem força e conforto. Nós vo-lo pedimos pelo vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Amor manifestado ao mundo, na força do Espírito Santo.
T. Amém.