quinta-feira, 9 de junho de 2016

11º Domingo do Tempo Comum, subsídios homiléticos, homilias

11º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C (Adaptado pelo diácono Ismael)

SINOPSE: -

Tema: “Tua fé te salvou. Vai em paz!” Deus detesta o pecado, mas ama o pecador.
Primeira leitura: através da história De David, vemos um Deus que tem misericórdia para com o pecador arrependido.
Evangelho: uma “mulher pecadora” vem chorar aos pés de Jesus. O dom gratuito do perdão gera amor e vida nova.
Segunda leitura: Paulo garante-nos que a salvação é um dom gratuito que Deus oferece e não uma conquista humana. Para ter acesso a esse dom é preciso aderir a Jesus no amor e na entrega que conduz à vida plena.

PRIMEIRA LEITURA (2Sm 12,7-10.13) Leitura do Segundo Livro de Samuel.
Naqueles dias, Natã disse a Davi: “Esse homem és tu! Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Eu te ungi como rei de Israel e salvei-te das mãos de Saul. Dei-te a casa do teu senhor e pus nos teus braços as mulheres do teu senhor, entregando-te também a casa de Israel e de Judá; e, se isto te parece pouco, vou acrescentar outros favores. Por que desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o que lhe desagrada? Feriste à espada o hitita Urias, para fazer da sua mulher a tua esposa, fazendo-o morrer pela espada dos amonitas. Por isso, a espada jamais se afastará de tua casa, porque me desprezaste e tomaste a mulher do hitita Urias para fazer dela a tua esposa”. Davi disse a Natã: “Pequei contra o Senhor”. Natã respondeu-lhe: “De sua parte, o Senhor perdoou o teu pecado, de modo que não morrerás! Entretanto, por teres ultrajado o Senhor com teu procedimento, o filho que te nasceu morrerá”.

AMBIENTE - David cometeu adultério com Betsabé e Urias foi colocado num lugar arriscado a fim de que morresse. Nathan apresenta a reação de Deus diante do pecado.

MENSAGEM - Deus não fica indiferente diante da injustiça cometida e que pede contas ao agressor. Jahwéh não pactua com as injustiças. Davi reconhece, com humildade, o seu erro e pede perdão; e Deus perdoa. Deus, que condena o pecado, mas que não abandona o pecador. Dá-nos o recomeço.

ATUALIZAÇÃO •  Deus não pactua com o pecado, mas manifesta uma misericórdia infinita para com o pecador.

SALMO RESPONSORIAL / 31 (32)
Eu confessei, afinal, meu pecado e perdoastes, Senhor, minha falta.
• Feliz o homem que foi perdoado / e cuja falta já foi encoberta! / Feliz o homem a quem o Senhor / não olha mais como sendo culpado / e em cuja alma não há falsidade!
• Eu confessei, afinal, meu pecado / e minha falta vos fiz conhecer. / Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” / E perdoastes, Senhor, minha falta.
• Sois para mim proteção e refúgio; / na minha angústia me haveis de salvar / e envolvereis a minha alma no gozo. / Regozijai-vos, ó justos, em Deus / e no Senhor exultai de alegria! / Corações retos, cantai jubilosos!

EVANGELHO (Lc 7,36–8,3) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, Mestre!”. “Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentas moedas de prata; o outro, cinquenta. Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?” Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”. Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco, mostra pouco amor”. E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. Então os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?” Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!” Depois disso, Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana e várias outras mulheres, que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

AMBIENTE - Jesus define a sua missão como “anunciar a Boa Nova aos pobres”. Este episódio põe em evidência a misericórdia de Jesus frente àqueles que necessitam de libertação.

MENSAGEM - O fato principal é a atitude de Jesus para com os pecadores. A personagem central é “uma mulher pecadora”. A ação da mulher (o choro, as lágrimas, o enxugar os pés com os cabelos, o beijar os pés e ungi-los com perfume) é como uma resposta de gratidão, como consequência do perdão recebido: o amor manifestado pela mulher nasce de um coração agradecido que não se sentiu excluído, mas que, nos gestos de Jesus, tomou consciência da bondade e da misericórdia de Deus. Simão, o fariseu, representa aqueles zelosos defensores da Lei que evitavam qualquer contato com os pecadores e que achavam que o próprio Deus não podia acolher nem deixar-se tocar pelos transgressores da Lei e da moral. Jesus procura fazê-lo entender que só a lógica de Deus – uma lógica de amor e de misericórdia – pode gerar o amor e, portanto, a conversão e a vida nova. Jesus mostra a Simão que não é marginalizando que se pode obter uma nova atitude do pecador; mas que é amando e acolhendo que se pode transformar os corações e despertar neles o amor. É esta atitude de Deus que gera o amor e a vontade de começar vida nova, inserida na lógica do Reino. O fato de o “mestre” se fazer acompanhar por mulheres era algo novo, numa sociedade em que a mulher desempenhava um papel social e religioso marginal. Deus não exclui ninguém, mas integra a todos.

ATUALIZAÇÃO ///¨ Deus ama sempre (mesmo antes da conversão e do arrependimento). É o Deus da bondade e da misericórdia que a todos convida a integrar a sua família.
///¨ Simão, o fariseu, representa os instalados nas suas certezas feita de ritos e obrigações bem definidos e cumpridos e se acham em regra com Deus. Consideram-se no direito de exigir de Deus a salvação e desprezam aqueles que não têm comportamentos social e religiosamente corretos.
///¨ A exclusão e a marginalização não geram vida nova; só o amor e a misericórdia provocam uma resposta de amor. A lógica de Deus garante-nos que só o amor e a misericórdia conduzem à vida nova.
///¨ Ele perdoa, não porque ela pecou muito, mas porque amou muito

SEGUNDA LEITURA (Gl 2,16.19-21) Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.
Irmãos: Sabendo que ninguém é justificado por observar a Lei de Moisés, mas por crer em Jesus Cristo, nós também abraçamos a fé em Jesus Cristo. Assim fomos justificados pela fé em Cristo e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado. Aliás, foi em virtude da Lei que eu morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Com Cristo, eu fui pregado na cruz. Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim. Esta minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus, que me amou e por mim se entregou. Eu não desprezo a graça de Deus. Ora, se a justiça vem pela Lei, então Cristo morreu inutilmente.

AMBIENTE - As comunidades da Galácia, pelos anos 57, sofreram instabilidade. Pregadores de origem judaica impunham a prática da Lei de Moisés e, em particular, a circuncisão. Para ele, se as obras da Lei são fundamentais, é porque Cristo, por si só, não pode salvar. Para Paulo, Cristo basta; a Lei de Moisés não é importante para a salvação: não é a Lei e as obras que salvam, mas a fé.

MENSAGEM - Paulo sustenta que a salvação vem exclusivamente por Cristo. É por Cristo que somos “justificados” e não pelas obras da Lei. “Justificação” é sinónimo de “salvação”. Significa que a “justiça de Deus” (é a fidelidade de Deus aos compromissos que Ele assumiu para com o seu Povo, no sentido de salvá-lo) derrama gratuitamente sobre o homem o amor e a misericórdia, mesmo quando o homem pecador não merece. Ora, Deus “salva” o homem pecador, não por ele cumprir a Lei de Moisés, mas por crer em Jesus (“crer” significa aderir a Ele, segui-lo).
A Lei salva? Não. Ao crucificar Jesus, a Lei demonstrou que não gerava vida, mas morte; desqualificou-se, assim, e demonstrou a sua falência no sentido de conduzir à vida plena o homem que estava sob a sua jurisdição. Depois de ser responsável pela morte de Cristo, a Lei não terá qualquer legitimidade para se impor e já não será vista por ninguém como geradora de vida. Cristo, por seu lado, com a sua vida e com a sua morte (provocada pela Lei) mostrou a falência da Lei e libertou os homens de um regime que apenas criava escravatura e morte.
Paulo identifica-se com Cristo. Sendo um com Cristo, Paulo também foi crucificado pela Lei e descobriu, com Cristo, que a Lei não gerava vida, mas morte. Assim, ele aprendeu que só Cristo dá vida e que só Cristo liberta. É na identificação com esse Cristo do amor e da entrega total (“que me amou e Se entregou por mim”) e não na Lei, que Paulo descobre a vida plena, a vida do Homem Novo. Conclusão: a Lei gera morte; só Cristo salva. Esta é a convicção  de Paulo.

ATUALIZAÇÃO
///¨ Deus, de forma gratuita, que “justifica” o homem. A salvação não é uma conquista humana, mas um dom gratuito de Deus. De Deus não podemos exigir nada, mesmo que nos tenhamos “portado bem” e cumprido as regras: de Deus, podemos apenas esperar a graça da salvação como dom gratuito.
///¨ “Cristo basta”. Muitas vezes Inventamos comportamentos “religiosamente corretos” e magoamos as pessoas por causa de preceitos legais, marginalizamos por causa dos princípios de um código legal e esquecemos que Cristo é o único essencial.
///¨ O cristão é aquele que se identifica com Cristo no seu amor e na sua entrega e que, nesse caminho, encontra a verdadeira vida, a vida em plenitude.

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A mulher conheceu Jesus e descobriu-se amada e querida por ele, apesar dos seus inúmeros pecados e a experiência desse amor a leva a reconhecer-se pecadora, sentindo uma incontida alegria, procurou manifestar na casa do fariseu, lavando e ungindo os pés daquele que a fez descobrir o verdadeiro amor.
O fariseu se sentia justificado pelas suas obras, dava-se o direito de julgar os que estavam em pecado, excluindo-os de sua companhia, e sentindo-se merecedor do amor de Deus e sua salvação.
Jesus não condena a conduta e o modo de viver do fariseu, e nem tão pouco aprova a vida pecaminosa da mulher, apenas realça o modo como ambos se relacionam com Deus. Jesus mostrando-nos que a iniciativa é sempre de Deus e que somente quando descobrimos o seu amor em nossa vida, é que percebemos o quanto somos pecadores por não correspondermos a esse amor.
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O Evangelho de hoje afirma que “Jesus pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus”. Que Boa-nova? Que nele, Deus se revelava como Pai cheio de amor e misericórdia, que se volta para o homem, para acolhê-lo, perdoá-lo, e caminhar com ele. Este anúncio requer uma decisão nossa: a conversão, isto é, um coração aberto à Boa-nova de Jesus; um coração capaz de acolher a presença salvífica de Deus e, cheio do amor do Senhor, abrir-se também para os outros, sobretudo para os pobres sejam de que pobrezas forem. E por que Jesus afirma que é dos pobres o Reino dos Céus? Esta pergunta é a chave para compreender as leituras de hoje. Quem é o pobre na Bíblia? Pobre é todo aquele que se encontra numa situação de fraqueza e impotência; O doente é um pobre, o que não tem casa e comida é um pobre, o discriminado e perseguido é um pobre, o que se sente só e sem amor é um pobre, o aidético, o que foi derrotado, o que foi incompreendido, o que foi pisado pelo peso da existência… Jesus proclama os pobres bem-aventurados. Porque o pobre toca o que a vida humana é realmente: precária, débil, incerta, dependente de Deus. Normalmente, nossa tendência é esquecer essa realidade, procurando mil ilusões: bens materiais, saúde, prestígio, amigos, ninho afetivo, poder… e julgamo-nos autossuficientes, senhores de nós mesmos e confiantes diante de Deus. Assim, autossuficientes, ricos para nós mesmos, não nos achamos necessitados de um Salvador, fechamo-nos para o Reino que Jesus veio anunciar. Só o pobre pode, com toda verdade, tocar a debilidade da vida com toda crueza e verdade e, assim, os pobres têm muito mais possibilidades de abrir-se para o Reino.
As leituras ilustram-nos esta realidade. Primeiro, a pobreza de Davi que, apesar de forte militarmente e rei de Israel, não hesita em reconhecer seu pecado com toda humildade diante do profeta do Senhor: “Pequei contra o Senhor” – diz o rei. Davi não usa máscara, não procura justificar-se com desculpas esfarrapadas. Reconhece-se pequeno, frágil, limitado… humilha-se ante o Senhor. A resposta do Senhor é imediata: “De sua parte, o Senhor perdoou o teu pecado, de modo que não morrerás”. Depois, as duas figuras contrapostas do Evangelho: de um lado Simão, cheio de si, de sua própria justiça, seguro de si próprio, julgando-se em dia com Deus e com seus preceitos e, por isso mesmo, fechado para a misericórdia e a delicadeza para com os outros. Jesus o desmascara: “Quando entrei na tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés… Tu não me deste o beijo de saudação… Tu não derramaste óleo na minha cabeça”. Simão, cheio de si, nunca pensou de verdade que precisasse de um Salvador e, por isso, não foi aberto para Jesus e para o Reino. Recebeu Jesus exteriormente, mas não aderiu a ele interiormente, de todo coração! Por outro lado, a mulher pecadora, adúltera pública, derrama as lágrimas e o coração aos pés de Jesus, com toda simplicidade, com toda sinceridade, do fundo de sua miséria… Reconhece-se pecadora, quebrada, infiel; sem máscara nenhuma, mostra-se ao Senhor e suplica sua misericórdia. Por isso, pode ouvir: “Teus pecados estão perdoados. Vai e paz!”
Somente quando experimentamos, de fato, esta pobreza, podemos acolher Deus que nos vem em Jesus como Salvador. Caso contrário, diremos que cremos nele, mas somente creremos de fato em nós e em nossas mil riquezas econômicas, afetivas, sociais, psicológicas, espirituais… Assim, do alto da nossa autossuficiência, tornamo-nos incapazes de acolher de verdade o Reino. Não é este o drama do mundo? Com nossa ciência, com nosso divertimento, com nossa liberação total, com nossos bens de consumo… quem precisa de um Salvador? Temos tudo, somos ricos, estamos bem assim e, sozinhos, nos bastamos!
São Paulo exprime na segunda leitura: aos cristãos de origem judaica, ele recordava que a salvação não vem das obras da Lei de Moisés, de nossa própria bondade, mas unicamente da fé em Jesus, presente de Deus, misericórdia de Deus para nós. É esta, muitas vezes, a nossa dificuldade: compreender que somos todos pobres diante de Deus; precisamos dele, a ele devemos abrir nossa mente, nosso coração, nossa vida. Aí, sim, o Reino de Deus começará a acontecer e Deus em Cristo reinará de verdade na nossa vida e, através de nós, na vida do mundo.
Que nos perguntemos: sou pobre ou sou rico? Reconheço devedor e dependente de Deus, realmente? Tenho-o como meu Salvador e minha riqueza? Aposto nele a minha vida? Tenho consciência que a vida não é minha de modo absoluto?
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O Pecado

A Igreja não é composta por "justos", mas por pecadores, que precisam do perdão de Deus e dos irmãos.

E a Liturgia de hoje nos apresenta um Deus de bondade e de misericórdia, que detesta o pecado, mas ama o pecador.

A 1ª Leitura apresenta a história de DAVI PECADOR e a reação de Deus diante do pecado do rei. (2Sm 12,7-10.12)

- Davi cometeu adultério com a mulher de Urias.
  Quando soube que a mulher estava grávida, mandou colocar Urias no lugar mais perigoso da batalha, onde acabou morrendo.

- O Profeta Natan denuncia o Rei desse crime  e anuncia os castigos de Deus contra ele e a sua família.

- O Rei reconhece humildemente seu erro: "Pequei contra o Senhor".
- Diante dessa atitude humilde e sincera de arrependimento, o profeta termina com uma mensagem de esperança: "O Senhor perdoou o teu pecado. Tu não morrerás".

* Deus condena o pecado, mas manifesta uma misericórdia infinita com o pecador..
   Dá sempre a possibilidade de recomeçar.
   Na fraqueza, Davi teve humildade em reconhecer o seu pecado  e confiança na bondade de Deus que perdoa...

Na 2ª Leitura Paulo afirma que a Salvação é um dom gratuito que Deus oferece. Mas para ter acesso a esse dom, é preciso aderir a Jesus e identificar-se com o Cristo do amor e da entrega. (Gl 2,16.19-21)

O Evangelho narra a História da MULHER PECADORA.
Só Lucas narra esse episódio. É o evangelho da misericórdia. (Lc 7,36-8,3)

- Jesus aceitava com alegria os convites para fazer refeições nas famílias...
   Vai à casa de Simão e a conversa estava animada...

- De repente aparece uma mulher intrusa...
  Ela enfrenta a condenação dos "bem comportados".
  Não fala nada. Suas lágrimas e o perfume precioso falam por ela.
  O gesto tocou o coração de Jesus.

- Por que procurou Jesus? Provavelmente já conhecia Jesus... O Mestre devia tê-la impressionado.

O "muito amor" manifestado pela mulher é o resultado da atitude de Jesus: nasce de um coração agradecido que não se sentiu excluído, nem marginalizado, mas que nos gestos de Jesus tomou consciência da bondade e da misericórdia de Deus.

+ No episódio, encontramos:

- Três Personagens
     - Um que convida,
     - um que é convidado,
     - uma que aparece sem ser convidada.

- Três olhares diferentes:
    - O olhar orgulho de Simão, com desprezo daquela pecadora e com desconfiança até do gesto de Cristo...
    - O olhar misericordioso de Cristo, que valoriza o gesto de amor daquela pecadora e censura a arrogância daquele fariseu puritano...
    - O olhar humilde da Pecadora, que reconhece seu pecado e descobre no gesto de Jesus a misericórdia de Deus.

+ A atitude de Deus: Ele ama sempre...
Ele ama todos como filhos e a todos convida a integrar a sua família.
É esse Deus que temos de propor aos nossos irmãos e que temos de apresentar àqueles que a sociedade trata como marginais.

A figura de Simão representa aqueles que, instalados nas suas certezas e numa prática religiosa feita de ritos e obrigações bem definidos e rigorosamente cumpridos, se acham em dia com Deus e com os outros.
Consideram-se "bons cumpridores" de suas obrigações e desprezam os que não as cumprem.

- Em nossas comunidades, Sabemos que a Igreja não é formada de "justos", mas de pecadores   que foram perdoados e necessitam SEMPRE do perdão de Deus e dos irmãos.
- Quantas vezes também nós podemos nos considerar mais ou menos "perfeitos"  e desprezamos os que nos parecem pecadores, imperfeitos, marginais!...

A exclusão e a marginalização não geram vida nova; só o amor e a misericórdia interpelam o coração e
provocam uma resposta de amor.

+ Qual é a NOSSA atitude diante do pecado?

   - Diante dos erros dos outros, imitamos o exemplo de Jesus, que acolhia e perdoava...
      ou de Simão, que rejeitava e condenava?
   - Diante dos nossos erros e pecados, imitamos o exemplo de humildade de Davi e da pecadora, ou somos tentados a escondê-los, ou, de alguma forma, justificá-los?

                                             Pe. Antônio Geraldo

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Homilia do Pe. Pedrinho
Meus irmãos e irmãs, hoje a liturgia nos faz um convite para pensarmos na misericórdia de Deus. É bastante interessante observar, que desde uma mulher, que não sabemos o nome, é pecadora, até o mais importante dentre os personagens de Israel, até o dia de hoje, que é Davi. Davi se encantou por uma mulher, mas a mulher era casada! Como a mulher tinha que obedecer o homem em primeiro lugar, no tempo de Davi e principalmente o rei, esta mulher se deixou levar pelos caprichos de Davi e acabou grávida. E agora, como explicar este filho, se o marido dela estava na guerra?  Davi não mediu esforços e procurou de toda forma fazer com que ele morresse, mas ele não morria. Então, ele mandou matar o fulano. Assim, o próprio profeta vai dizer: você vai levar isto pelo resto da tua vida, porque quem soluciona os problemas com a espada, não consegue eliminar a espada da vida. Isto vem reforçar o que temos falado: que buscar como solução a morte, é cultivar, promover a morte. As soluções devem ser a partir da vida, do entendimento e da responsabilidade de cada um. Assim, podemos viver mais próximos da fraternidade e da justiça de Deus. De qualquer maneira, Davi, com seu erro, acabou ajudando todo o povo de Deus, porque ele vai se colocar diante de Deus e pedir perdão.
Um dos salmos que ele canta, salmo 50, outro, é o salmo de hoje (31 (32)).  É muito bonito, porque ele trata, exatamente, do sentimento daquele que se reconhece pecador e sabe que o único que pode lhe perdoar é Deus. Há momentos na vida, que sabemos que só Deus nos perdoa. Pior, que muitas vezes duvidamos do perdão de Deus! Não porque somos maus, não porque somos incrédulos, mas porque não conseguimos nos perdoarmos. Como pode Deus lhe perdoar, se você não se perdoar? É evidente, que o perdão é um processo: reconhecer que pecou, confessar-se pecador, porque senão o orgulho fala mais alto, e, a partir daí, ter certeza do perdão de Deus e dizer: A partir de hoje, eu estou perdoado e a partir daí, começar uma nova etapa na vida.
Nós merecemos o perdão de Deus? Não dá para falar, porque cada um tem a sua consciência. Eu digo por mim. Se for pelo caminho do merecimento, eu estou perdido. Aí, vamos compreender São Paulo: “Pela lei ninguém vai ser perdoado, ninguém será justificado”.  Por que? Porque nós não conseguimos, Paulo fala isto e eu concordo com ele, nós não conseguimos praticar todas as leis de Deus sempre. A lei diz, que Deus retribui a bênção para com aquele que pratica a lei. Neste sentido, quem  merece a benção de Deus? São Paulo diz: não. Eu tenho certeza, que fui perdoado, não por conta da lei, mas pela misericórdia de Deus, através de Jesus Cristo, que com seu sangue me lavou e me purificou de todos os pecados. Então, Jesus nos santifica. O que significa: O amor que ele tem para conosco é muito maior do que o nosso pecado, mas, é evidente, que ele só pode nos oferecer este amor, se eu aceitar este amor. Ele nos respeita. Aliás, Deus respeita o ser humano desde Adão e Eva. O que significa, que se eu não permitir, Ele não me perdoa. Mas, se eu permitir, Ele vai me perdoar sempre.
Isto é um pouco o que Jesus debate no Evangelho de hoje com Simão. O Simão está, assim, “pisando em ovos”, não sabe bem como se comportar, porque Jesus é um senhor estranho; Ele come com pecadores, cura enfermos, ele fala de partilha, ele fala de amor a Deus e amor ao próximo, ele diz que vem para cumprir todas as leis, mas depois cura em dia de sábado, colhe espigas no dia de sábado, enfim, ele está meio perdido. Então, ele diz: bom, para Jesus qualquer coisa serve.
Quando Jesus vai tomar refeição na casa dele, ele que é fariseu, portanto, conhecedor das leis, não faz aquilo, que um visitante merece, prescrito pela lei: o visitante chegava na casa, a pessoa lavava os seus pés, porque veio caminhando. Lavar os pés é, também, um descanso, um relaxamento, depois dava o beijo de boas vindas e jogava um pouco de óleo para refrescar, porque o sol era muito forte. Depois, lavava as mãos e tudo mais para tomar a refeição.
Claro, Ele não segue muito as leis, então, não vou fazer todo este ritual. Esta é a posição de Simão: pré-conceito contra Jesus. Achava que Jesus não ia se importar com isso e de fato Jesus não falou nada. Jesus só vai tratar deste assunto, por que? Porque ao lado de Simão vem uma mulher até Jesus e começa a beijar os seus pés, chorar, jogar perfume na cabeça e Jesus, até aí, não está tratando de nada. Só que Simão, segundo preconceito: “Se Ele fosse um profeta, saberia que esta mulher é uma pecadora”. Então, Jesus disse: Eu preciso ajudar este fulano: “Quem vai amar mais a Deus: quem tem mais pecados ou quem tem menos pecado”? Quem foi perdoado de uma dívida de 500 ou de 50 moedas de prata?
Claro, que isto é uma parábola, porque o amor de Deus e o amor de cada um de nós não se mede, mas para o Simão perceber qual era o caminho que ele estava percorrendo, que ele estava equivocado. – “Aquele que é perdoado na maior dívida, o que foi perdoado em 500 moedas”. – “Pois é. Você não é pecador, mas ela é. Entretanto, ela demonstra mais amor, do que você”. Aí, coloca para ele toda a questão: ela fez tudo o que você não fez. Por isso, eu digo a ela que teus pecados lhes são perdoados.
É a partir daí, que temos o sacramento da reconciliação, que muitos questionam: como é que um Presbítero (padre), pecador como eu, pode perdoar pecados? Dá licença! Não é o Presbítero que perdoa os pecados, não. ELE SÓ LHE ENTREGA O PERDÃO. “A quem perdoar, lhes será perdoado”. “A quem não perdoar, não será perdoado”. O ministério do presbítero é fazer com que Deus possa lhe perdoar. Igual o ministério de quem distribui comunhão. Que pode ser ordinário ou extraordinário. A pessoa só leva Jesus para você. Não é ela que te dá comunhão. Ela só faz com que você tenha Jesus em suas mãos para comungar. O perdão dos pecados é a mesma coisa. Acho uma das coisas mais belas que existe: o presbítero não pode perdoar os seus próprios pecados. Ele também tem que se sentir pecador e pedir perdão. Que maravilha, quando nos damos conta que somos pecadores. Como seria complicado se aproximar de alguém que não peca e confessar os pecados! Deus, na sua misericórdia e sabedoria, até isto prevê. É muito mais fácil eu falar para um pecador que eu pequei, do que falar para alguém que nunca pecou. Aí é que está. Esta é a grande misericórdia de Deus. Como é bom agente, assim, descarregar a nossa consciência. Mas, tem um ponto, que talvez, incomoda todos nós, mas é exigência que faz parte de nossa caminhada: “Vai e não peques mais”. Então, eu não tenho outra chance? O Papa Francisco dizia: “Deus nos perdoa sempre”.  “Deus nos perdoa sempre”. Ele repetiu três vezes. Claro, que temos sempre chance. O que é preciso? Veja, se eu estou numa caminhada de pecado, eu devo mudar de caminho. Caso contrário, vou continuar sempre no mesmo pecado. Então, não é somente confessar, mas buscar orientação também. Por isso, as pessoas dizem: a Igreja complicou um pouco, porque antigamente a pessoa ia ao confessionário, confessava os pecados e ia embora. Não! É preciso uma orientação. Ás vezes, no momento da confissão não dá para orientar. Tem tantos outros. Por isso, é bom se confessar pelo menos uma vez ao ano. É preciso também a pessoa dialogar com o presbítero (padre) e saber o que ele ou ela precisa fazer, para superar aquela dificuldade. É assim.
Tem um segundo ponto, que eu gostaria de tratar: “Com ele ia os doze e também algumas mulheres, que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças e Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios. Então, Maria Madalena é uma e a pecadora é outra. Não vamos colocar todo mundo na mesma situação. Maria Madalena, depois de Nossa Senhora, é a mulher mais pura, porque Jesus expulsou todos os demônios que existiam nela. Muito interessante isto. Maria Madalena não é a “pecadora”. A pecadora é aquela mulher que ungiu Jesus. Maria Madalena é aquela que acompanha Jesus. Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana e várias outras mulheres, que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam. Acho bom chamar a atenção: ouço muita gente dizer: para que a Igreja precisa de dinheiro, se o Evangelho é de graça? O Evangelho é de graça, mas também Jesus precisou de recursos materiais para poder Evangelizar. O que significa, que você pedir colaboração, não está errado, de forma alguma, desde que seja PARA A EVANGELIZAÇÃO. É isso, que eu gostaria de ajudar a perceber, porque se alguém perguntar: “para que a Igreja precisa de dinheiro”? Porque tudo se paga. O recurso material é o suporte para uma boa Evangelização. Em nossa paróquia temos a conta patrimonial e a conta paroquial. A patrimonial entra o dinheiro da quermesse, de rifas, bazar, para manter a parte material da igreja. A conta paroquial é fruto das coletas, da colaboração nas marcações de intenções, este tipo de trabalho e do dízimo. Com este dinheiro procuramos levar a Evangelização. É bom agente saber disto, para ajudar as pessoas a tomar consciência.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pe. Pedrinho – Diocese de Santo André, SP.

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Homilia de D. Henrique Soares

Convém iniciar a meditação sobre a Palavra do Senhor deste Domingo recordando a primeira e principal das Bem-aventuranças; aquela que resume todas as demais: “Bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,3).
O Evangelho de hoje afirma que “Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus”. Que Boa-nova é esta, que Jesus pregava? Que nele, Deus se revelava como Pai cheio de amor e misericórdia, que se volta para o homem, inclina-se em direção a ele, para acolhê-lo, perdoá-lo, e caminhar com ele. Este anúncio requer uma decisão nossa: a conversão, isto é, um coração aberto à Boa-nova de Jesus; um coração capaz de acolher a presença salvífica de Deus e, cheio do amor do Senhor, abrir-se também para os outros, sobretudo para os pobres sejam de que pobrezas forem. E por que Jesus afirma que é dos pobres o Reino dos Céus? Esta pergunta é a chave para compreender as leituras de hoje. Vejamos.
Quem é o pobre na Bíblia? De que pobre Jesus está falando? Pobre é todo aquele que se encontra numa situação extrema, situação de fraqueza e impotência; pobre é todo aquele que se encontra numa situação limite na vida. O gravemente doente é um pobre, o que não tem casa e comida é um pobre, o discriminado e perseguido é um pobre, o que se sente só e sem amor é um pobre, o aidético, o que foi derrotado, o que foi incompreendido, o que foi pisado pelo peso da existência… Notemos que a pobreza em si não é um bem. E por que Jesus proclama os pobres bem-aventurados, dizendo ser deles o Reino dos Céus? Porque o pobre, na sua pobreza, toca o que a vida humana é realmente: precária, débil, incerta, dependente de Deus. Normalmente, nossa tendência é esquecer essa realidade, procurando mil muletas, mil apoios, mil ilusões: bens materiais, saúde, prestígio, amigos, ninho afetivo, poder… e julgamo-nos auto-suficientes, senhores de nós mesmos, perdendo a atitude de criança simples e confiante diante de Deus. Assim, auto-suficiente, ricos para nós mesmos, não nos achamos necessitados de um Salvador, fechamo-nos para o Reino que Jesus veio anunciar. Só o pobre pode, com toda verdade, tocar a debilidade da vida com toda crueza e verdade e, assim, os pobres têm muito mais possibilidades de abrir-se para o Reino.
As leituras deste Domingo ilustram-nos esta realidade. Primeiro, a pobreza de Davi que, apesar de forte militarmente e rei de Israel, não hesita em reconhecer seu pecado com toda humildade diante do profeta do Senhor: “Pequei contra o Senhor” – diz o rei. Davi não usa máscara, não procura justificar-se com desculpas esfarrapadas. Reconhece-se pequeno, frágil, limitado… humilha-se ante o Senhor. A resposta do Senhor é imediata: “De sua parte, o Senhor perdoou o teu pecado, de modo que não morrerás”. Depois, as duas figuras contrapostas do Evangelho: de um lado Simão, cheio de si, de sua própria justiça, seguro de si próprio, julgando-se em dia com Deus e com seus preceitos e, por isso mesmo, fechado para a misericórdia e a delicadeza para com os outros. Jesus o desmascara: “Quando entrei na tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés… Tu não me deste o beijo de saudação… Tu não derramaste óleo na minha cabeça”. Simão, cheio de si, nunca pensou de verdade que precisasse de um Salvador e, por isso, não foi aberto para Jesus e para o Reino. Recebeu Jesus exteriormente, mas não aderiu a ele interiormente, de todo coração! Por outro lado, a mulher pecadora, adúltera pública, derrama as lágrimas e o coração aos pés de Jesus, com toda simplicidade, com toda sinceridade, do fundo de sua miséria… Reconhece-se pecadora, quebrada, infiel; sem máscara nenhuma, mostra-se ao Senhor e suplica sua misericórdia. Por isso, pode ouvir: “Teus pecados estão perdoados. Vai e paz!”
Somente quando experimentamos, de fato, esta pobreza, podemos verdadeiramente acolher Deus que nos vem em Jesus como Salvador. Caso contrário, diremos que cremos nele, mas somente creremos de fato em nós e em nossas mil riquezas econômicas, afetivas, sociais, psicológicas, espirituais… Assim, do alto da nossa auto-suficiência, tornamo-nos incapazes de acolher de verdade o Reino. Não é este o drama do mundo? Com nossa ciência, com nosso divertimento, com nossa liberação total, com nossos bens de consumo… quem precisa de um Salvador? Temos tudo, somos ricos, estamos bem assim e, sozinhos, nos bastamos!
Pois bem: faz parte do núcleo da convicção cristã que não nos bastamos, que somos pobres e, sozinhos, jamais nos realizaremos plenamente. É o que são Paulo exprime na segunda leitura da Missa: aos cristãos de origem judaica, ele recordava que a salvação não vem das obras da Lei de Moisés, de nossa própria bondade, mas unicamente da fé em Jesus, presente de Deus, misericórdia de Deus para nós. É esta, muitas vezes, a nossa dificuldade: compreender que somos todos pobres diante de Deus; precisamos dele, a ele devemos abrir nossa mente, nosso coração, nossa vida. Aí, sim, o Reino de Deus começará a acontecer e Deus em Cristo reinará de verdade na nossa vida e, através de nós, na vida do mundo.
Que nos perguntemos: sou pobre ou sou rico? Reconheço devedor e dependente de Deus, realmente? Tenho-o como meu Salvador e minha riqueza? Aposto nele a minha vida? Tenho consciência que a vida não é minha de modo absoluto, mas é um do qual deverei prestar contas ao doador? O Senhor nos ajude e ilumine nosso coração e nossa mente!
 D. Henrique Soares da Costa
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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (DIÁCONOS E MINISTROS DA PALAVRA):
Louvor: QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR:
à O SENHOR ESTEJA CONVOSCO...   DEMOS GRAÇAS AO SENHOR, NOSSO DEUS.
T: Ó DEUS DE BONDADE, NÓS VOS LOUVAMOS E VOS AGRADECEMOS.
à Senhor, nosso Deus de amor, bendito sejais para sempre. Sois eterno e único. Sois Deus de misericórdia. Bendito seja o vosso nome sobre todo o universo.
T: Ó DEUS DE BONDADE, NÓS VOS LOUVAMOS E VOS AGRADECEMOS.
à Senhor, nosso Deus e Pai que nos perdoa sempre que nos arrependemos. Dai-nos um coração de bondade, pois foi por amor que nos criastes e nos dignificastes como vossos filhos em Jesus Cristo.
T: Ó DEUS DE BONDADE, NÓS VOS LOUVAMOS E VOS AGRADECEMOS.
à Senhor, que sempre estais conosco nesta caminhada, mesmo na dificuldade e sofrimento nos alentais com a esperança da vida eterna e feliz.
T: Ó DEUS DE BONDADE, NÓS VOS LOUVAMOS E VOS AGRADECEMOS.
à Pai nosso... A Paz... Eis o cordeiro...






quinta-feira, 2 de junho de 2016

10º DOMINGO DO TEMPO COMUM, subsídios homiléticos,homilias

10º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C ( adaptado pelo Diácono Ismael)

Sinopse:
Tema: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” A Liturgia de hoje mostra que Deus é SENHOR DA VIDA. Ele VISITA seu povo e o liberta do pecado e do sofrimento.
Primeira leitura: a mulher de Sarepta, que significa a perda da esperança e a figura do profeta Elias, que acredita no Deus da vida ressuscitando o filho da viúva.
Evangelho: Deus expressa compaixão em Jesus no milagre da revivicação do filho da viúva.
Segunda leitura: Paulo, para quem o Evangelho é uma força vital e criadora, produz o que anuncia; a sua força é Deus. É uma força vital, uma dinâmica profética que ele recebeu de Deus.

PRIMEIRA LEITURA (1Rs 17,17-24) Leitura do Primeiro Livro dos Reis.
Naqueles dias, sucedeu que o filho da dona de casa caiu doente, e o seu mal era tão grave que ele já não respirava. Então a mulher disse a Elias: “O que há entre mim e ti, homem de Deus? Porventura vieste à minha casa para me lembrares os meus pecados e matares o meu filho?” Elias respondeu-lhe: “Dá-me o teu filho!” Tomando o menino do seu regaço, levou-o ao aposento de cima, onde ele dormia, e o pôs em cima do seu leito. Depois, clamou ao Senhor, dizendo: “Senhor, meu Deus, até a viúva, em cuja casa habito como hóspede, queres afligir, matando-lhe seu filho?” Depois, por três vezes, ele estendeu-se sobre o menino e suplicou ao Senhor: “Senhor, meu Deus, faze, te rogo, que a alma deste menino volte às suas entranhas”. O Senhor ouviu a voz de Elias: a alma do menino voltou a ele e ele recuperou a vida. Elias tomou o menino, desceu com ele do aposento superior para o interior da casa e entregou-o à sua mãe, dizendo: “Eis aqui o teu filho vivo”. A mulher exclamou: “Agora vejo que és um homem de Deus e que a palavra do Senhor é verdadeira em tua boca”.

COMENTÁRIO - A revivicação do filho da viúva de Sarepta é um dos milagres atribuídos a Elias e enquadra-se na polêmica contra a religião Cananéia do deus Baal. Este era considerado o senhor da fertilidade dos campos, dos animais, das famílias. Enfim, era o deus da fecundidade e da vida. Portanto, em Canaã, celebrava-se todos os anos a festa da morte e da ressurreição da natureza na figura de Baal. O milagre de Elias significa que Yahveh é a única fonte da vida e da fertilidade. A vida vem de Deus. Elias significa “Yahveh é o meu Deus”. A viúva de Sarepta confessa a fé em Elias como “homem de Deus”. Jesus fará referência à viúva de Sarepta e ao sírio Naamã como representantes dos gentios que entram na Igreja, após receber o Evangelho (Lc 4,25- 27). A figura da mulher significa o sentimento de derrota e de procurar um culpado. O profeta Elias é a figura que acredita no Deus da vida.
- Diante da morte, Elias e a mulher têm atitudes diferentes:
Ela perde a esperança, sente-se derrotada e procura um culpado.
O profeta, ao invés, acredita no Deus da vida, que não abandona o homem ao poder da morte.

* Diante de uma morte inexplicável, ou de uma desgraça, ainda hoje, muitos falam de "castigos de Deus" e acham que Deus manda doenças para punir os pecados.
Outros recorrem a adivinhos para descobrir o culpado.
Quem se comporta assim não tem fé no Deus da Vida.
Deus é bom e quer a vida e a felicidade de todos.

SALMO RESPONSORIAL / 29 (30)
Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes e preservastes minha vida da morte!
• Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes/ e não deixastes rir de mim meus inimigos! / Vós tirastes minha alma dos abismos / e me salvastes, quando estava já morrendo!
• Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, / dai-lhe graças e invocai seu santo nome! / Pois sua ira dura apenas um momento, / mas sua bondade permanece a vida inteira; / se à tarde vem o pranto visitar-nos, / de manhã vem saudar-nos a alegria.
• Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! / Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! / Transformastes o meu pranto em uma festa, / Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

EVANGELHO (Lc 7,11-17) Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com Ele iam seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chore!” Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta te!” O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza

COMENTÁRIO - Há um paralelo entre a primeira leitura e o evangelho. O milagre responde à pergunta de João de Baptista: “és Tu que hás-de vir ou devemos esperar outro?” Jesus oferece a salvação (cf. Lc 7,1-10) e mostra o verdadeiro triunfo da vida (cf. Lc 7,11-17). Não é o relato em si que é o mais importante, mas o sentido que nos transmite. Temos aqui uma revelação de Deus. Diante da compaixão de Jesus vemos a exclamação do povo: “Deus visitou o seu povo”. Jesus é “um grande profeta”, sobretudo porque veio realizar o reino pela ressurreição, oferecendo a sua vida. Jesus veio oferecer ao homem a alegria de uma vida com todo o sentido. A ressurreição do filho da viúva testemunha Jesus que há-de vir, cuja vida triunfa plenamente sobre a morte. Significa que, seguindo Jesus, podemos também suscitar vida, ter piedade dos que sofrem, oferecer a nossa ajuda. Das duas, uma: ou fazemos da nossa vida um cortejo de morte, dos sem esperança, que acompanham o cadáver, em atitude de choro; ou fazemos do nosso peregrinar um caminho de esperança, de ressurreição
   - Um é precedido por Jesus, o ressuscitado, o vencedor da morte.
     O outro é precedido por um cadáver.

   - Um representa a comunidade cristã radiante de alegria junto ao seu "Senhor", que a conduz à vida.
     O outro é símbolo da humanidade que ainda não encontrou Cristo: está a caminho do campo santo e vê a morte como uma derrota irreversível.

Como ser profeta? - é no espaço concreto, na escola, no local de trabalho, na comunidade, na Igreja… que a profecia deve ser anunciada. Com coragem, com desassombro.-. Ser coerente entre a palavra anunciada e as opções pessoais.-
-. Denunciar as estruturas de pecado, promover novas estruturas de virtudes e valores.
 A fidelidade ao Deus vivo exige a defesa dos direitos do pobre. Sem esperança não há profecia.
- Deixar os isolamentos, os nossos planos egoístas; procurar a vontade de Deus na vontade da comunidade
: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”.
Finalmente, Jesus é aclamado como «um grande profeta». Jesus como profeta no sentido mais integral do termo: não só traz a Palavra de Deus, mas também se coloca ao lado dos homens.
Duas atitudes de Jesus: a sua compaixão e o milagre que realiza. Mas a compaixão de Jesus é algo de muito maior e mais importante: Revela-nos o Coração do Senhor, capaz de sentir os nossos sofrimentos, de sofrer conosco, Jesus é um grande profeta, como Elias, como Eliseu. Mas revelar-se-á muito mais do que profeta! A vitória sobre a morte começa a manifestar Jesus como Senhor, Senhor da vida e da morte.
SEGUNDA LEITURA (Gl 1,11-19) Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas.
Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo. Certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus e como progredia no judaísmo mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando me extremamente zeloso das tradições paternas. Quando, porém, Aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça se dignou revelar-me seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue nem subi, logo, a Jerusalém para estar com os que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, parti para a Arábia e, depois, voltei ainda para Damasco. Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Cefas e fiquei com ele quinze dias. E não estive com nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor.

COMENTÁRIO - Para Paulo, o Evangelho é uma força vital e criadora, que produz o que anuncia; a sua força é Deus. Para Paulo, a sua conversão é obra de Deus. Somos convidados a estarmos sempre abertos à revelação de Deus, à autêntica conversão, ao acolhimento do Evangelho vivo de Deus.
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Nota:   
O filho da Viúva (da viúva de Serepta e da viúva de Naim)
– (Elias revive o filho da viúva) = (o milagre de Jesus é cópia).
Em Lucas: Temos duas procissões; Procissão da vida e procissão da morte.
Se Elias, para os judeus, é o maior dos profetas, agora Lucas quer mostrar que Jesus é ainda maior.
- Quem é a viúva? – quem perde o marido (o templo).
- Quem é o marido? – é Deus. Se o marido é Deus, ele morre quando se troca de Deus.
- Quem é o filho único? – o povo de Israel (que era de Deus; Israel se acha o único povo de Deus.).

- Voltar á vida é ressuscitar, é retornar ao amor primeiro. O amor primeiro é Deus. Ressuscitar é voltar para Deus.
LÁZARO é grego e Eliazar é hebraico: Significa; Aquele que Deus ajudou.
- Deus ajudou e ele morreu, trocou de deus: povo de Israel, Igreja.
- Abandonar a Deus é morrer. Morrer não é ir para o cemitério (cemitério é passagem). Morrer é não prestar mais, não ser mais. - Quando Lucas fala da viúva, ela nada pede; templo não pede. Quem pede é o povo.

Jesus atua pela sua compaixão. Compaixão é amor a quem está sofrendo, que nos leva a fazer alguma coisa.
O próprio fato de se unir com quem sofre já alivia a dor, pois já não é um só sofrendo, mas dois; não só sofrendo, mas lutando juntos para vencer o problema. Quando a dor é superada, os dois ficam duplamente felizes: um por ajudar e o outro por ser ajudado. O amor de compaixão tira-nos da acomodação e nos leva a lutar pelo próximo. E leva-nos a partilhar os nossos bens com os necessitados.
A sociedade nos ensina,  a não ter compaixão; pelo contrário, a ser cruel e matar. O mundo pecador ensina a ganhar e a vencer, a qualquer custo.

O que ele faz é sinal da presença de Deus:
O pranto torna-se um canto de alegria, os dois grupos se unem num único brado de entusiasmo, todos glorificam o Senhor, exclamando: "Um grande profeta surgiu entre nós e Deus VISITOU o seu povo".

* A grande novidade não foi adiar a morte por alguns anos, mas o que o fato encerra: a morte foi vencida...
Jesus é o SENHOR DA VIDA. Ele não abandona o homem nas garras da morte, mas o ressuscita para que viva.

- Há grandes cortejos cheios de mortos, - dos desempregados, dos drogados, dos analfabetos, dos sem-teto, dos terroristas, dos enfermos, dos inválidos...  Cortejo que passa todos os dias ao nosso lado e não nos damos conta.

- Ao encontro dele pode e deve ir outro cortejo,  formado de pessoas cheias de vida que acompanham Cristo...
  comprometidas em responder à morte com a vida.

- Em que cortejo estamos? Jesus não ficou indiferente diante do sofrimento humano. Fez algo para aliviar.
Se não podemos eliminar o sofrimento, podemos ao menos ser solidários.
A presença é sempre uma forma de ajudar quem passa por dificuldades... Jesus o fez voltar à vida p; ajudar


O  texto de hoje, chama a nossa atenção para a importância de sermos solidários com as pessoas que sofrem.  Como filhos do mesmo Pai temos a responsabilidade de cuidar do outro, de ser apoio nos momentos difíceis, como nas perdas de entes queridos.  Tão importante quanto a nossa presença no sepultamento daquele que se vai, é cuidar daqueles que ficam, principalmente quando se trata de órfãos e viúvas.

O que deve chamar mais a nossa atenção neste episódio, não é  o milagre em si, e sim, o que moveu Jesus a realizar aquele milagre, que foi a sua sensibilidade diante daquele que sofre.



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Senhor da Vida

A Liturgia de hoje mostra que Deus é SENHOR DA VIDA. Ele VISITA seu povo e o liberta do pecado e do sofrimento.

As Leituras bíblicas ilustram essa verdade: DUAS VIÚVAS, que perderam seus filhos, foram consoladas por Deus,
através da obra salvadora de seus enviados.

Na 1ª Leitura, temos a Viúva de Sarepta: (1Rs 17,17-24)

O Profeta Elias em Sarepta recebe hospedagem na casa de uma viúva. O filho dessa mulher adoece gravemente e morre. Ela se sente duplamente angustiada: pela perda do filho e por se considerar culpada da morte.

- Elias toma o menino nos braços, leva-o para o andar superior, onde implora a Deus e lhe comunica novamente a vida. Em seguida, desce e o restitui com vida à mãe. É a primeira ressurreição encontrada na Bíblia.

- Diante da morte, Elias e a mulher têm atitudes diferentes: Ela perde a esperança, sente-se derrotada e procura um culpado. O profeta, ao invés, acredita no Deus da vida, que não abandona o homem ao poder da morte.

* Diante de uma morte inexplicável, ou de uma desgraça, ainda hoje, muitos falam de "castigos de Deus" e acham que Deus manda doenças para punir os pecados. Outros recorrem a adivinhos para descobrir o culpado. Quem se comporta assim não tem fé no Deus da Vida. Deus é bom e quer a vida e a felicidade de todos.

Na 2ª Leitura, Paulo se defende de acusações recebidas.
O Evangelho, que ele está anunciando, não o aprendeu dos homens, mas o recebeu por revelação do próprio Cristo. (Gl 1,11-19)

No Evangelho, temos a Viúva de Naim. (Lc 7,11-17)
Lucas descreve um grande acontecimento humano: o encontro da Morte e da Vida.

+ Dois cortejos se aproximam pelos caminhos de Naim.
   - Um é formado por Jesus e seus discípulos.
     O outro formado por uma mãe viúva e seus amigos, que levam um féretro para a sepultura.

   - Um é precedido por Jesus, o ressuscitado, o vencedor da morte.
     O outro é precedido por um cadáver.

   - Um representa a comunidade cristã radiante de alegria junto ao seu "Senhor", que a conduz à vida.
     O outro é símbolo da humanidade que ainda não encontrou Cristo: está a caminho do campo santo e vê a morte como uma derrota irreversível.

 + Os dois cortejos se encontram:
  - O "Senhor" SE COMPADECE da dor e das lágrimas da mãe viúva (que representa toda a humanidade abatida e desesperada),  interrompe a caminhada para a morte e diz:
  - para a Mãe: "não chores mais".
  - para o Filho: "Levanta-te."
   
O que ele faz é sinal da presença de Deus:
O pranto torna-se um canto de alegria, os dois grupos se unem num único brado de entusiasmo, todos glorificam o Senhor, exclamando: "Um grande profeta surgiu entre nós e Deus VISITOU o seu povo".

* A grande novidade não foi adiar a morte por alguns anos, mas o que o fato encerra: a morte foi vencida...
Jesus é o SENHOR DA VIDA. Ele não abandona o homem nas garras da morte, mas o ressuscita para que viva para sempre.

+ Esta cena se repete todos os dias:

- Há grandes cortejos cheios de mortos, de mortos que andam e se movem, mas não têm vida:
- É o grande cortejo dos desempregados, dos drogados, dos analfabetos, dos sem-teto, dos terroristas, dos enfermos, dos inválidos...  Cortejo que passa todos os dias ao nosso lado e não nos damos conta.

- Ao encontro dele pode e deve ir outro cortejo,  formado de pessoas cheias de vida que acompanham Cristo...
  comprometidas em responder à morte com a vida.

- Em que cortejo estamos?
- Que resposta damos aos que caminham no cortejo da morte?

Jesus não ficou indiferente diante do sofrimento humano.
Fez algo para aliviar.
Como seguidores de Cristo, devemos ir ao encontro dos que sofrem.
Se não podemos eliminar o sofrimento, podemos ao menos ser solidários.
A presença é sempre uma forma de ajudar quem passa por dificuldades...

Diante do milagre, o POVO exclamou: "Um grande profeta surgiu em nosso meio e Deus visitou o seu povo".

Será que poderá contar conosco?

                                             Pe. Antônio Geraldo

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Homilia do Pe. Pedrinho

Meus irmãos e imãs, estamos do décimo domingo do tempo comum e o que é próprio do tempo comum, cada domingo, contemplamos uma passagem  na vida de Jesus, que se torna, para nós, significativa e importante para nossa fé. Na realidade, são Lucas quando escreve o seu Evangelho, ele deixa claro, que ele quer mostrar, para Teófilo, a consistência da catequese, que ele transmitiu a ele, para esta pessoa. Então, ele apresenta, de maneira organizada, os pontos que ele julga importantes, para aquele que crê em Jesus Cristo, possa se apoiar. Jesus é alguém que vai sendo conhecido aos poucos. Se até hoje tem gente que atem dificuldade de crer em Jesus, depois de dois mil anos de reflexão, de debate, de experiências pessoais, que as pessoas fazem e fizeram de Jesus, imagine no tempo em que Ele esteve aqui como um de nós e que, aparentemente, trazia consigo todas as limitações que um ser humano tem, muito maior a dificuldade de crer em Jesus. Para o povo na época de Jesus, a pessoa mais importante que já ouvira falar, era Elias. O profeta Elias, de fato, é o maior de todos os profetas do antigo testamento, porque ele conseguiu transmitir a vontade de Deus para todo o povo: todo o povo do reino do norte e todo povo do reino do sul. Significa para toda palestina. Ao mesmo tempo, conseguia transmitir todo os anseios do povo para Deus. Eles achavam Elias tão importante, que, quando vão relatar a morte dele, vão dizer que ele não morreu, mas subiu ao céu num carro de fogo, tamanho era o cuidado ao falar do profeta Elias. Também acreditavam, que antes de terminar os tempos, Elias iria voltar. Voltar para por ordem na casa. Aí é que está. Então, apresentar Jesus não era tão fácil. O que é que acontece? Acontece, que Elias já estava em Sarepta há três anos e meio e ali não tinha água, não chovia há três anos e meio e Ele pediu um pão para esta mulher. Ela disse: “a única coisa que tenho é um punhado de farinha e eu e meu filho vamos comer estes pães e depois vamos nos entregar à morte”. É importante este detalhe, para chegarmos a leitura de hoje. Elias disse: “Não, faça o seguinte: me faça este pão e vocês não passarão penúria”. E diz o texto, que relata a vida de Elias, que por três anos e meio eles comeram daquela farinha. É como se aquela farinha tivesse se multiplicado. É muito importante nós guardarmos esta informação, porque a viúva vai dizer: “de fato, o Senhor é nosso Deus”, e vai professar a fé. Só que depois vai faltar o azeite e vai acontecer a mesma coisa e aí ela vai dizer: o Senhor é nosso Deus. Cada vez que era beneficiada, ela louvava a Deus. Cada vez que se sentia prejudicada, ela amaldiçoava Elias. Não sei, mas isto pode nos ajudar a pensar um pouco a nossa vida, porque quando está tudo bem, nós louvamos e bendizemos a Deus. Quando acontece algo que não estamos esperando, que está fora de nosso controle, aí dizemos: que Deus é este que me faz isto! A mesma coisa dessa viúva.
Aí, que chegamos na leitura de hoje. Ora, ela já estava pronta para ver o filho morrer, desde o começo da história, mas na hora que ele vai morrer, aí ela diz: escuta aqui, Elias. Você vaio aqui para me arruinar? Ele já tinha ajudado a ela três anos e meio e agora vai arruiná-la? Ora, Elias diz: vamos ver o que o Senhor faz. Na realidade, esta viúva representa cada um do povo de Deus, que facilmente perde a fé. O que Elias faz? Por três vezes vai em cima do filho desta viúva e recupera a sua saúde.
São Lucas não deixa por menos. Ele precisa mostrar para o Teófilo, e Teófilo significa o amigo de Deus, portanto, se eu sou amigo de Deus eu sou Teófilo, se eu quero a amizade de Deus, eu sou Teófilo,  ele precisa mostrar, que Jesus é mais que Elias, muito mais do que Elias. Se Elias precisou se debruçar por três vezes em cima do filho da viúva e pedir a Deus, Jesus com uma simples palavra, faz o morto voltar à vida. “Eu te ordeno: levanta-te”. Então, comparando Elias e Jesus, Jesus é muito mais poderoso. É isto que o evangelista Lucas quer mostrar.
Nós vamos ter, também, a passagem onde Elias providencia farinha, mas vai precisar amassar esta farinha e cozer para transformar em pão. Jesus já vai multiplicar o pão direto, pra dizer: Eu sou mais poderoso que Elias.
Este recurso utilizado por são Lucas é para nos ajudar a compreender, que Jesus, de fato, é o grande esperado e que se Elias devia vir, ele já veio na figura de João Batista. É isto que o próprio Jesus fala. Ele diz: “Elias já veio e está aqui alguém que é maior que Elias”. Ele provou isto através de suas atitudes.
Qual é a importância de concluirmos que Jesus é maior do que Elias? Não se trata de maior, no sentido de mais importante, mas de alguém que pode nos oferecer algo, que nenhum outro oferece. O que Ele nos oferece, que ninguém mais pode oferecer? O seu corpo e o seu sangue. Aqui vem o ponto principal. O Elias, por mais que fez, ele não pôde deixar o seu corpo e o seu sangue como alimento e nem era missão dele isto. A missão de Elias era ajudar o seu povo a encontrar Deus. A missão de Jesus é conduzir o povo até Deus e garantir VIDA ETERNA. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, não morrerá para sempre”. “Eu o ressuscitarei no último dia”. Então, a vida eterna é algo que ninguém pôde oferecer; Somente Jesus e por uma razão muito simples: também Elias cometeu pecado. Na hora em que ele é chamado para servir a Deus, ele se esconde numa caverna, dizendo: “Aqui Deus não vai me encontrar”, subestimando Deus, achando que pode enganar a Deus. Também nós fazemos isto de vez em quando, achando que sabemos mais que Deus. Se não fosse assim, não ficaríamos dizendo a Deus o que Ele deve fazer. Nós simplesmente aceitaríamos o que Ele faz e pronto.
Ora, então, Elias ficou escondido um tempo. Jesus não. Na hora em que João Batista foi preso, Jesus disse: “Agora começa a minha missão” e se apresenta ao mundo. Aliás, o próprio Lucas vai dizer, que Ele vai à sinagoga e diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, Ele me ungiu para levar a boa nova aos pobres, assim, assim”... Ele se apresenta ao mundo, Ele não se esconde.
De fato, Jesus não pecou e por isso, pode nos garantir vida eterna, porque Ele e o Pai se tornam um único; Ele é Deus. Elias não.
Eu estou insistindo nestes detalhes, porque é possível que alguém, que já tenha recorrido a Deus, pedindo em favor de alguém pedindo que ela não morresse e acabou morrendo. E, vai dizer: por que Jesus ressuscitou o filho da viúva de Naim e não o meu filho? Ou então, não o meu Pai? ou então, não a minha mãe? Ou o amigo que eu quero muito bem? Porque o Evangelho não está contando uma atitude de Jesus, que muda a natureza das coisas. A morte é um bem criado por Deus, para nos ajudar a viver bem. Todos que nasceram, morre. Este fato, que está aqui relatado, é para nos ajudar a entender algo mais importante. O que é mais importante? Não se trata do filho da viúva de Naim ter voltado à vida biológica, mas se trata da ressurreição: alguém, que Jesus ajuda a levantar-se. O verbo levantar, no grego, é o mesmo de ressuscitar. Jesus tomando a sogra de Pedro e colocando-a pé, Jesus está em pé na cruz, Jesus, de fato, se apresenta em pé aos discípulos. Ele é o Cordeiro imolado que permanece em pé. O filho da viúva de Naim agora se levanta e está em pé. “Talita cume, eu te ordeno: levante-se” e a menina vai se por em pé: esta é a posição de quem ressuscitou. De fato, nós já ganhamos a ressurreição no Batismo. Por isso, ouvimos o Evangelho em pé, para dizer: somos os ressuscitados. Quando dizemos: “Eis o mistério da fé”, todos devem estar em pé, porque é a Eucaristia que me garante a ressurreição. Quando, de fato, é apresentado o Cordeiro, estamos em pé também. (durante toda a Celebração Eucarística não existe momento de estar ajoelhados, porque estamos diante do Cordeiro, com o Cordeiro presente em nosso meio. Por isso, quando se diz: o Senhor esteja convosco, sempre respondemos: Ele está no meio de nós). Então, veja, não se trata de que nossa oração é mais fraca, mas que precisamos buscar o sentido da Palavra de Deus que estão nas Escrituras. Nem sempre aquilo que está relatado é a forma como somos convidados a compreender. De onde eu tiro isto? Eu tiro da carta de São Paulo ao Gálatas. Aqui São Paulo diz claramente: “Eu, quando fui separado no ventre materno para servir o Senhor, de fato, servir o Senhor como judeu e como gente da minha idade, eu servi muito melhor do que eles, mas depois eu me dei conta de que Jesus Cristo é o Senhor”. Ora, ele pensava servir ao Senhor, perseguindo a Igreja. Quando, na realidade, se deu conta, de que perseguia o próprio Deus que ele defendia tanto. São Paulo, então, será aquele que tem visão aberta e vai buscar nas Escrituras, aquilo que defende a vida e a ressurreição. É importante nos lembrarmos disto, que, de fato, nós que cremos no Cristo ressuscitado, não morremos. Simplesmente caminhamos até encontrar com o Senhor, que nos coloca em pé e aí podemos contemplá-lo eternamente. É isto que o Evangelho nos apresenta: esta caminhada, que vai até a morte, para que o Senhor possa nos tomar pela mão e nos conduzir ressuscitados eternamente.
Que Deus nos mantenha firmes na fé na ressurreição e que possamos compreender os mistérios de Deus a partir da fé que nós professamos.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pe. Pedrinho – Diocese de Santo André -

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LOUVOR: Quando o Pão consagrado estiver sobre o altar.
à O Senhor esteja com todos vocês...Demos Graças ao Senhor...
à Por Jesus, Com Jesus e em Jesus, na força do Espírito Santo, louvemos ao Pai:
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Ó Deus, nosso Pai, abençoado seja o vosso Nome, sois eterno e único. Sois poderoso e repleto de amor. Sois nosso Deus e somos vosso povo. Vosso  Reino é glorioso para sempre.
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Senhor, seja louvado e santificado o Vosso nome, pois sois o Senhor no mundo criado segundo Vossa vontade. Pai, fazei que acolhamos nossos compromissos do batismo e vivamos como cidadãos do alto na construção de Vosso Reino.
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Senhor, Que vosso nome Seja bendito, louvado, honrado, engrandecido e glorificado. Bendito sejais, ó Eterno, ó Deus santo!
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!
à Senhor, seja estabelecido vosso reino na nossa vida e na vida de todas as comunidades.
Sois o Deus da vida, o Pai misericordioso, o Deus que ajuda, liberta e defende.  Vinde sempre em nosso auxílio.
T: Bendito sejais, Senhor nosso Deus!

// PAI NOSSO... Paz...  Eis o Cordeiro... //


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BÊNÇÃO E DESPEDIDA - TC, IV
S. O Senhor esteja convosco.
T. Ele está no meio de nós.

S. Que o Deus de toda consolação disponha na sua paz os vossos dias e vos conceda as suas bênçãos.
T. Amém!

S. Sempre vos liberte de todos os perigos e confirme os vossos corações em seu amor.
T. Amém!

S. E assim, ricos em esperança, fé e caridade, possais viver praticando o bem e chegar felizes à vida eterna.
T. Amém!

S. Abençoe-vos Deus todo-poderoso. Pai e Filho + e Espírito Santo.
T. Amém!

S. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe!
T. Graças a Deus!