quinta-feira, 11 de julho de 2019

15º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C, homilias, subsídios homiléticos


15º DOMINGO DO TEMPO COMUM  ANO C

– SINOPSE:
TEMA: É no amor a Deus e ao próximo que encontraremos a vida eterna.
Primeira leitura: Deus é o centro da sua vida; Devemos amá-lo de todo o coração.
Evangelho: A vida plena está no amor a Deus e aos irmãos.
Segunda leitura: Paulo apresenta-nos Cristo como o centro de nossa vida.

PRIMEIRA LEITURA (Dt 30, 10-14)
...Moisés falou: “Ouve a voz do Senhor teu Deus e observa todos os seus mandamentos, que estão escritos ...Não está no céu, ...: Ao contrário, esta palavra está ...em tua boca e em teu coração”.

AMBIENTE
O Deuteronômio é reflexão dos teólogos do Reino do Norte (Israel) no final do exílio da Babilônia, alertando para as consequências da  infidelidade para com Jahwéh.

MENSAGEM
É um convite às propostas e aos mandamentos de Deus. Os exilados perguntavam Como é que se descobre o que Deus quer de nós? - O caminho que Deus propõe está inscrito no coração e na consciência de cada homem; é aí que Deus nos fala as suas propostas.

ATUALIZAÇÃO
♦ O convite às propostas de Deus Não pode ser uma meia adesão de acordo com os nossos interesses; mas tem de ser uma adesão total.
♦ Nossos interesses egoístas abafam a voz de Deus.

SALMO: Humildes, buscai a Deus e alegrai-vos: / o vosso coração reviverá!
• Por isso elevo para vós minha oração, / neste tempo favorável, Senhor Deus! /
Respondei-me pelo vosso imenso amor, / pela vossa salvação que nunca falha!
/ - Senhor, ouvi-me, pois suave é vossa graça; / ponde os olhos sobre mim com grande amor!
• Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! / Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! /
Cantando eu louvarei o vosso nome / e agradecido exultarei de alegria!
• Humildes, vede isto e alegrai-vos: / o vosso coração reviverá, /
se procurardes o Senhor continuamente! / Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres /
 e não despreza o clamor de seus cativos.
• Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, / reconstruindo as cidades de Judá. /
 A descendência de seus servos há de herdá-las, / e os que amam o santo nome do Senhor/
dentro delas fixarão sua morada!

EVANGELHO (Lc 10,25-37)
...um mestre da Lei ...perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei?...” Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e ...ao teu próximo como a ti mesmo!”: “E quem é o meu próximo?” Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. ...deixando-o quase morto. Por acaso, um sacerdote ...Quando viu, seguiu adiante,... O mesmo aconteceu com um levita... Mas um samaritano, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. ...fez curativos. ...e levou-o a uma pensão, ...pegou duas moedas de prata..., recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais”. E Jesus perguntou: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

AMBIENTE
Jesus prepara os discípulos para serem as testemunhas do Reino. É neste contexto “pedagógico” que vai aparecer a “parábola do bom samaritano”. Havia inimizades entre eles. Quando, em 721 a.C., a Samaria foi tomada pelos assírios e colonos assírios se misturaram com a população local; Após o exílio, os judeus recusaram a ajuda dos samaritanos para a reconstrução do templo de Jerusalém (ano 437). No ano de 333 a.C., os samaritanos construíram um templo no monte Garizim; que foi destruído em 128 a.C. por João Hircano. Na época de Cristo samaritanos profanaram com ossos o templo de Jerusalém. Os judeus desprezavam os samaritanos, por serem uma mistura de sangue israelita com estrangeiros.

MENSAGEM
O que fazer, a fim de conseguir a vida eterna? - o mestre da Lei a conhece: amar a Deus e amar o próximo. “quem é o meu próximo?” Na época de Jesus o “próximo” eram apenas os membros do Povo de Deus. Para explicar, Jesus conta a “parábola do bom samaritano”. Passaram um sacerdote e um levita. Apesar dos conhecimentos religiosos, não têm misericórdia. Um samaritano foi até ele, cuidou e o salvou. Jesus conclui dizendo: “vai e faz o mesmo”. A verdadeira religião que conduz à vida plena passa pelo amor a Deus, traduzido em gestos concretos de amor pelo irmão, sem exceção. O “próximo” é qualquer um que necessita de nós para se levantar.

ATUALIZAÇÃO
♦ “O que fazer para chegar à vida plena, à felicidade? A resposta é: “faz de Deus o centro da tua vida, ama-O e ama também os outros irmãos”. A verdadeira religião que conduz à salvação passa por este amor sem limites.

SEGUNDA LEITURA (Cl 1,15-20)
...Cristo é a imagem do Deus invisível,...Tudo foi criado por meio dele e para ele... Ele é a Cabeça, o Princípio, ...ele tem a primazia, porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da cruz

AMBIENTE
Paulo escreveu aos Colossenses da prisão (de Roma). Ano 63. Epafras visitou Paulo e levou notícias alarmantes… Alguns “doutores” locais misturavam cristianismo com cultos mistéricos em voga no mundo helenista. Paulo desmonta toda esta confusão doutrinal e afirma que nenhum destes elementos tem qualquer importância para a salvação: Cristo basta.

MENSAGEM
A primeira afirmação é a de que Cristo é a “imagem de Deus invisível”. Ele é em tudo igual ao Pai, no ser e no agir, pois n’Ele reside a plenitude da divindade. Deus se revela aos homens e Se faz visível através da humanidade de Cristo.
A segunda afirmação é que Ele é o “primogênito de toda a criatura”. No contexto judaico, o “primogênito” era o herdeiro principal, que tinha a primazia em dignidade e em autoridade sobre os seus irmãos. Aplicado a Cristo, significa a supremacia e a autoridade de Cristo sobre toda a criação.
A terceira afirmação é a de que “n’Ele, por Ele e para Ele foram criadas todas as coisas”. Significa que todas as coisas têm n’Ele o seu centro supremo de unidade, de coesão, de harmonia (“n’Ele”); que é Ele que comunica a vida do Pai (“por Ele”); e que Cristo é o termo e a finalidade de toda a criação (“para Ele”). Paulo desmonta as especulações dos “doutores” Colossenses acerca dos poderes angélicos, considerados em paralelo com o poder de Cristo.
Ele é a “cabeça do corpo que é a Igreja”. A expressão significa, em primeiro lugar, que Cristo tem a primazia e a soberania sobre a comunidade cristã; mas significa, também, que é Ele quem comunica a vida aos membros do corpo e que os une num conjunto vital e harmônico. A segunda afirmação é a de que Ele é o “princípio, o primogênito de entre os mortos”. Significa que Ele, não só foi o primeiro que ressuscitou, mas também que Ele é a fonte de vida que vai provocar a nossa própria ressurreição. A terceira afirmação é de que n’Ele reside “toda a plenitude”. Significa que n’Ele e só n’Ele habita, efetiva e essencialmente, a divindade: tudo o que Deus nos quer comunicar, a fim de nos inserir na sua família, está em Cristo. Por isso, por Cristo foram reconciliadas com Deus todas as criaturas: a criação, marcada pelo pecado, recebeu a oferta da salvação e pôde voltar a inserir-se na família de Deus.

ATUALIZAÇÃO
♦ Cristo é a referência fundamental à volta da qual a nossa vida se articula e se constrói. É Ele que está no centro dos interesses e da vida das nossas comunidades?
 Há outros deuses, ou poderes, ou “santos” que nos desviam de Cristo?
♦ Para muitos Jesus, quando muito, foi um homem bom, um visionário, um idealista; por isso, não tem qualquer espaço nas suas vidas. Como podemos testemunhar a nossa convicção de que Ele é o centro da história e de que Ele está no princípio e no fim da história da salvação?

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Quem é seu Próximo?

Todos nós desejamos com segurança a Vida eterna.
Mas qual é o CAMINHO para conquistá-la.
As leituras bíblicas respondem: no amor a Deus e aos outros.

Na 1a leitura, MOISÉS convida o Povo a aderir aos MANDAMENTOS:
"Ouve a voz do Senhor, teu Deus, e observa todos os seus Mandamentos".
E acrescenta: "Esta lei não está acima de tuas forças... pelo contrário,
ela está bem perto de ti, está em tua boca e em teu CORAÇÃO" (Dt 30,10-14)

Os Mandamentos de Deus não são uma coleção de prescrições impostas, que tolhem a nossa liberdade e prejudicam a nossa realização pessoal.
Pelo contrário, correspondem aos anseios profundos da pessoa humana, são o caminho seguro, que nos conduz à Felicidade eterna desejada.
E Deus inscreveu esses preceitos em nosso próprio coração.

A 2ª Leitura mostra Cristo como o centro de toda a criação. (Cl 1,15-20)
É um hino cristológico, em que Paulo apresenta Cristo  como "imagem do Deus invisível" e o "primogênito de toda a criatura".

No Evangelho, CRISTO aponta o caminho da vida eterna, respondendo a duas perguntas de um Mestre da Lei: (Lc 10,25-37)

1. "Que devo fazer para alcançar a vida eterna"?
- Jesus o questiona: "O que diz a Lei?"
- Ele resume os 613 preceitos em dois: o Amor a Deus e o Amor ao Próximo... (Dt 6,5; Lev 19,18)
- Jesus concorda: "Respondeste bem... FAZE isto e viverás".
- E ele insiste com a segunda pergunta:

2. "E quem é o meu próximo?"
Na época de Jesus, "próximo" era o membro do Povo de Deus; excluíam os inimigos, os pecadores e os não praticantes...
Jesus responde não com uma definição, mas com um exemplo prático...
com a maravilhosa Parábola do BOM SAMARITANO...

- Um homem é assaltado por ladrões...  que o deixam jogado meio morto à margem da estrada.
- Ali passa um SACERDOTE, que sabe tudo sobre a Lei:   vê o homem jogado, mas vai adiante.
- Passa também um LEVITA, que trabalha diariamente no templo, mas não sabe nada de Deus: não tem misericórdia para aquele homem.
  Vê o homem e vai em frente...
- Passa também um "SAMARITANO" que não sabia tão bem a Lei de Moisés.
  Esse "pagão" sente "compaixão" (sentimento próprio de Deus).
  Supera a hostilidade entre judeus e samaritanos,   esquece seus negócios, seus compromissos, seu cansaço, o medo...
   "Aproxima-se dele, derrama óleo e vinho nas feridas. Depois o coloca em seu animal e completa os cuidados na pensão".
- E Jesus concluiu: "Vai e faze tu o mesmo".

A Parábola nos diz que...

- A "Vida eterna" é encontrada no Amor a Deus,   concretizado no Amor ao Próximo.
  Para ter a vida devemos fazer de quem está perto de nós o nosso próximo.
  PRÓXIMO é todo irmão, que necessita de nossa ajuda e de nosso amor.

- Mais importante do que saber quem é o "próximo", é tornar-se próximo de quem precisa...
  PRÓXIMO é quem age com misericórdia e compaixão...
  Cristo foi o verdadeiro Bom Samaritano, que antes de ensinar a Parábola a fez realidade em sua vida acolhendo a todos.
  E ele nos convida: "Vai e faze tu o mesmo..."
  Esse gesto é um aspecto fundamental da missão da Igreja.

* A Parábola propõe Três PASSOS para realizar o amor misericordioso:
   Ver, Ter compaixão e Agir...

+ Quem é o nosso Próximo, HOJE?
   Só os amigos, os familiares? Os que nos ajudam? Gente do nosso grupo?

* Ainda hoje, há pessoas à beira das estradas, assaltadas pela violência ou opressão... precisando de nossa ajuda...

- Qual é a nossa atitude para com elas?

* A do Sacerdote e do Levita, que olharam o 'coitado' e passaram à frente, porque não tinham tempo, deviam cuidar dos seus trabalhos?

* Ou a figura simpática do Bom Samaritano, que mesmo estando de viagem, soube parar... e oferecer a esse coitado aquilo que estava ao seu alcance, para  suavizar a sua situação?  

- E nós, que aqui estamos reunidos nessa celebração para fortalecer a nossa fé e o nosso amor,
  sabemos quem é o nosso próximo? Qual é o seu nome?

- Reconhecemos de fato a presença de Cristo nas pessoas que encontramos ao longo dos caminhos do mundo?
  Ou preferimos não perder tempo e seguir o nosso caminho, deixando o nosso próximo na sarjeta do abandono?

Enquanto Cristo aguarda uma resposta, professemos publicamente a nossa fé no Cristo que ainda hoje muitas vezes encontramos abandonado e espoliado, ao longo de nosso caminho...

                          Pe. Antônio Geraldo

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Homilia do Pe. Pedrinho

Meus irmãos e irmãs, a liturgia de hoje, ela faz vários convites e apresenta vários desafios para nossa fé, nossa caminhada.
O primeiro é eu ter condições de avaliar em que eu sou pobre.
Claro, que a pobreza é classificada pelo dinheiro que eu tenho disponível,  pela autonomia que eu tenho na vida, mas a pobreza não pode ser vista só com a questão do dinheiro. A pobreza pode ser o quanto eu sou egoísta. Quanto mais egoísta, mais falta eu tenho, não do dinheiro, mas de Deus. O quanto eu sou solidário para com o outro. Quanto menos solidário, menos parecido com Deus eu sou. Então, Maior é a minha falta de imagem e semelhança a Deus e assim por diante. O salmo de hoje diz: “Humildes, buscai a Deus e alegrai-vos”. Se eu não sou humilde, ao ponto de não reconhecer a necessidade de Deus, eu sou incapaz de rezar. É por isso, que cada vez menos pessoas tem o hábito da oração, porque elas não sentem necessidade de Deus. Elas se vêem “Eu me basto em  mim mesmo”. Esta é uma grande dificuldade.
O Evangelho de hoje faz um convite para nós abrirmos nossa atenção e sermos sensíveis para com aqueles que estão ao nosso redor. A pergunta do mestre da lei, ela é muito importante: “O que devo fazer para ter a vida eterna”? não é qualquer coisa que ele quer. Ele q uer algo que só Deus pode conceder. Ninguém, nenhuma proposta do mundo pode lhe oferecer vida eterna. Deus é o único que pode. Cada vez que eu dirijo uma pergunta a Deus, através de Jesus, ele me responde, segundo a minha capacidade de compreensão. Deus é fantástico! Para aquele mestre da lei, Jesus vai responder segundo a sua capacidade. Ele vai responder segundo mestre da lei, pois ele conhece a lei. O doutor da lei conhecia o Antigo Testamento todo! Jesus diz: “olhe, o que diz a lei”? O doutor da lei vai dizer: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda tua alma, com toda tua inteligência e o próximo como a ti mesmo”. Jesus diz: “faça isto então”! É vidente, que tanto ele, como qualquer um de nós, ele tentou se justificar: “quem é o meu próximo”? Era o que faltava para Jesus ajudar as pessoas a enxergar um pouco além. Além daquilo que estão vendo. O próximo é quem está ao meu lado! Normalmente, nós pensamos os próximos são os da nossa casa. Jesus diz: vamos abrir esta visão, vamos ampliar, vamos aí refletir um pouco, que o cuidado da casa é obrigação de todos e não opção. Se você é uma pessoa de responsabilidade, honrada, você vai cuidar de quem pertence a sua família. Isto é uma obrigação. Agora, estar atento às necessidades dos outros, é uma opção, é uma escolha.
Olhe o que rezamos no Ato Penitencial: “Peço à Virgem Maria e a vós, meus irmãos, que rogueis por mim”. A oração é pedindo ao irmão que reze por mim. Não eu rezar para mim. Isto também é egoísmo. É eu rezar pelo irmão, tendo a confiança de que o irmão irá rezar por mim. É aí que começa a complicar; será que vai rezar mesmo? Convém eu dar uma reforçada, pois se ele não rezar por mim, pele menos eu garanto. Veja, isto é um ato de fé; estar aberto para o próximo, confiar que o irmão reze por mim e eu rezo pelo irmão. Esta troca de oração é um exercício para eu estar aberto às necessidades do outro. Nós sabemos que muitas pessoas se santificaram pela oração do outro! Pela oração do outro! Aí é que está.
Jesus vai fazer uma leve modificação na Lei, mas profunda. A Lei diz: “Amarás a Deus de todo coração e ao próximo como a ti mesmo”. A Lei colocava como critério a pessoa. Como é que eu quero ser amado, é assim que sou chamado a amar o próximo. Mas, e quando eu não me amo? Isto tem acontecido muito! Cada vez mais tem pessoa que não tem mais a autoestima. Está disposta a qualquer coisa para se manter em evidência. Então, Jesus vai ser um pouco mais exigente: Ele vai modificar o “amar o próximo como a ti mesmo”. Ele vai dizer: “amai-vos uns aos outros COMO EU VOS AMEI”. É mais exigente! Como é que Jesus nos amou? Entregando a vida. Entregando a vida pelo irmão. É muito mais exigente. De qualquer maneira, o Evangelho de hoje também nos mostra, que ter dinheiro também não é problema. Não é que quem tem dinheiro está condenado, não! O Samaritano tinha dinheiro e crédito, porque ele leva o fulano para ser cuidado, deixa lá um dinheiro, um cheque calção, e diz: quando eu voltar, pago o que exceder a conta. Ele tem crédito também. Não é um mero desconhecido. Tem crédito, tem o dinheiro. Vamos pensar um pouco em nós. Você vê alguém baleado, esfaqueado na rua, você vai colar no seu carro, vai levar para o hospital. Primeiro, vai ser difícil conseguir vaga. Primeira coisa. Segundo, vai ter que fazer um boletim de ocorrência (BO). Depois vai ter que prestar depoimento: como você viu este fulano, por que você está levando ele lá, até onde você está envolvido, quem é fez aquilo; muita complicação. Muita complicação. Veja, que a sociedade faz de tudo, para nós não vivermos o Evangelho, embora a sociedade se diz cristã, mas se você quiser arrumar para a cabeça, faça isto: ponha alguém no seu carro e leva para o hospital. Aí é que está. Muito bem. Se isto não fosse suficiente, você ainda tem que deixar os seus afazeres. Normalmente, nós temos toda uma agenda programada. Então, veja: se quisermos começar este exercício, de um mundo novo, rezando uns pelos outros pelo menos. Pelo menos isto. Agora, cada um é convidado hoje para se colocar diante de Deus dizendo: eu tenho feito tudo, que eu tenho possibilidade?   Ótimo! Realmente falta muito para mim. O importante é ter consciência o quanto anda a minha caminhada em vista da prática do Evangelho. A partir daí, dizer: Senhor, olhe a minha pobreza onde está: eu sou incapaz disto, sou incapaz daquilo. Ajuda-me nesta pobreza. Outro vai dizer: eu não tenho dinheiro mesmo e o Senhor sabe disto. Por isso, eu não posso ajudar. Senhor, me ajude na minha pobreza. Cada um na sua realidade e respondendo a Deus. Olhe o sacerdote: é dever de ofício. Sabe o que é dever de ofício? É aquilo que eu me proponho a fazer na vida. Isto é o ofício que eu escolho. Primeiro ofício do sacerdote É SERVIR. O sacerdote olhou o fulano e passou para o outro lado. É. Os levitas. Os levitas são as lideranças do templo. As lideranças é de se esperar que sejam os primeiros a dar o exemplo. O levita passou para o lado também. Quem ajudou? Um samaritano. Quem era o samaritano? Pessoa de segunda categoria. Era tido como ateu. Não acreditava em nada, não podia ir ao templo, ele também não tinha nada a perder. É este o ponto principal. Quando eu não tenho nada a perder, eu me entrego totalmente. Mas, se eu tenho algo a perder, aí eu penso duas vezes. Então vamos abrir mão de tudo! Não é esta a questão.  A questão é não ficarmos só admirando o samaritano, mas nos colocarmos no lugar dele e saber até onde eu sou capaz de viver o Evangelho.
São Camilo de Lelis, hoje são Camilo, ele vai dizer: Eu vou viver o Evangelho, atendendo os enfermos. Ele é o protetor, o padroeiro dos enfermos. Então, olhe, é uma maneira. Nós temos muitas pessoas entre nós que visitam os enfermos. É tão importante a visita ao enfermo! Ela fica o dia inteiro na cama sem fazer nada, porque não pode. Então, uma conversa, uma visita, trocar idéia uma meia hora, isto alegra o dia do enfermo e não custa dinheiro. Pode custar um tempinho a locomoção. Outros ajudam de outras maneiras. É evidente, que o Evangelho nos pede é em vista de nossa caminhada para a vida eterna. Nós temos a vida aí para irmos caminhando. Quanto tempo de vida? Ainda bem que ninguém sabe, porque alguns esperariam o último dia para tirar o atraso todo, não é? Não. A caminhada é cada dia, até chegarmos lá.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Pe. Pedrinho – Diocese Santo André – SP.

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Homilia de D. Henrique Soares da Costa

A Palavra de Deus proposta neste Domingo é surpreendente. Tudo começa com uma pergunta que, apesar de mal intencionada, é válida, necessária, sempre urgente; pergunta que brota do mais profundo da nossa angústia: “Que devo fazer para receber a vida? Como devo viver para viver de verdade, para que minha vida valha a pena e não seja uma paixão inútil?” Apesar de um mundo que procura nos distrair dessa pergunta, não há como sufocá-la, como fazer de conta que ela não perturba nosso coração! Pelo amor de Deus, responda o mundo tão animado e cheio de distrações: onde está a felicidade duradoura? Onde está a vida, a realização da existência? Que caminho seguir, para ser feliz de verdade?
Jesus indica o caminho: “O que está escrito na Torah? Como lês?” – Aqui, há algo importantíssimo. Jesus está falando com um escriba judeu; por isso, manda-o à Lei de Moisés. Uma coisa ele quer deixar clara: a vida não está no homem, mas na vontade de Deus! O homem somente será feliz, somente encontrará a vida se procurar lealmente a vontade de Deus. Por isso, no Salmo 118, o Salmista pede, de modo comovente: “Sou apenas peregrino sobre a terra; de mim não oculteis vossos preceitos!” Perder de vista o projeto de Deus para nós, é perder de vista a própria vida, o sentido da existência! Não esqueçamos, para não sermos enganados: fechados para a vontade do Senhor, não encontraremos a realização verdadeira! E este é o drama do mundo atual, que se julga maior de idade e, portanto, independente de Deus. Na verdade, é um mundo ateu, porque é um mundo autossuficiente, que só confia de verdade na sua filosofia, na sua tecnologia, na sua racionalidade pagã e na sua moral fechada para o Infinito!
Ao invés, Jesus nos força a abrir o coração para o Alto, para o Altíssimo; convida-nos a respirar fundo o ar novo e puro, que brota das narinas de Deus e dá novo alento ao ser humano cansado e envelhecido pelo pecado! “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência”. Esta abertura para Deus dilata e realiza o coração humano, que foi criado para dar e receber amor, amor na relação com Deus, que desemboca, generoso, no amor em relação aos outros: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. – “Faze isto e viverás!” Os filósofos ateus dos séculos XIX e XX – de Feuerbach a Sartre – gostavam de insistir que Deus escraviza o homem, desumaniza a humanidade, impedindo-a de ser ela própria, de ser feliz. É mentira! É um triste mal-entendido! A verdadeira abertura para Deus nos faz crescer, nos faz superar nossos estreitos limites, nos lança de verdade em relação a Deus e nos compromete com os outros! Os mandamentos de Deus realizam o mais profundo anseio do nosso coração, que é a vida: “Converte-te ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma! Na verdade, o mandamento que hoje te dou não é difícil demais, nem está fora do teu alcance!” O próprio Deus – acreditem – nos deu o desejo e a capacidade de amar ao nos criar à sua imagem!
Jesus insiste ainda em algo muito importante: nossa relação com Deus, se é verdadeira, deve abrir-nos aos irmãos: “Quem é o meu próximo?” – A resposta de Jesus é clara: nosso próximo são aqueles que a vida fez próximos de nós. Nosso próximo são os próximos! Ou os amamos de verdade, ou não há próximo para amar. O próximo viraria uma idéia abstrata e sem valor algum. Não esqueçamos: o próximo tem rosto, tem cheiro, tem problemas e, às vezes, nos incomoda, nos atrapalha, nos desafia, nos causa raiva e contradição. É a este próximo, concreto como uma rocha, que eu devo amar! Mas, atenção: um judeu deve amar o próximo como a si mesmo: é isto que está escrito na Lei. Um cristão, não! Ele deve amar o próximo como Jesus: até dar a vida: “Amai-vos como eu vos amei. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, façais vós também!” (Jo 13,34.15).
Recordemos que o próprio Senhor nos deu o exemplo; ele mesmo se fez próximo de nós: sendo Deus se fez homem, veio viver a nossa aventura, partilhar a nossa sorte, para nos dar a sua vida: “Cristo é a imagem do Deus invisível… porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude”. Ele não viu nossa miséria de longe, não nos amou à distância: desceu e veio viver a nossa vida, fazendo-se Deus-conosco! Por isso, ele é o verdadeiro Bom Samaritano, o verdadeiro modelo daquele que “se faz próximo” do próximo: viu-nos à margem do caminho da vida; viu-nos roubados e despojados de nossa dignidade de imagem de Deus; viu-nos totalmente perdidos… Ele se compadeceu de nós, desceu à nossa miséria, fez-se homem, para nos curar e elevar. Nele, se revela a plenitude do amor a Deus e aos outros: “Deus quis por ele reconciliar consigo todos os seres que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz”. Então, somente em Cristo, encontramos a vida verdadeira e a realização pela qual tanto almejamos. Só ele nos reconcilia com Deus e no abre uns para os outros, aproximando-nos no seu amor!
Quando os cristãos não conseguem viver isso, quando não conseguem deixar que essa realidade maravilhosa transpareça, é porque estão sendo infiéis, estão sendo uma caricatura de discípulos do Senhor Jesus. Que responsabilidade a nossa! Saiamos daqui, hoje, com essa pergunta: quem são os meus próximos? Que tenho feito com eles? Pensemos em Jesus que veio ser próximo, e ainda se faz próximo hoje, em cada Eucaristia. Pensemos nele: “Vai, tu também, e faze o mesmo!” Amém.
 D. Henrique Soares da Costa

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Pe. André Vital Félix da Silva, SCJ
Em pleno Ano Santo da Misericórdia, o ensinamento de Jesus neste XV Domingo do Tempo Comum coloca-nos diante de um dos maiores apelos do evangelho da Misericórdia: viver a fé não apenas nas suas expressões de culto religioso, mas como práxis de cultivo da vida, o dom precioso saído das mãos de Deus e, portanto, destinado à plenitude. A vida na sua fase de peregrinação terrena é o momento privilegiado para descobrirmos que ela é eterna, por isso deve ser tratada com dignidade. Cuidar, admirar, conservar a obra prima de um artista é a melhor maneira de prestar-lhe a fundamental e essencial homenagem. Santo Irineu (130-200 d.C.) afirma: “A glória de Deus é o homem vivo” (Gloria Dei, vivens homo). Por conseguinte, um culto que perde esse caráter essencial de compromisso com a vida deixa de ser proclamação da glória de Deus e se torna cumplicidade com todas as formas de ameaça e destruição da vida. A chamada “Parábola do Bom Samaritano” não é apenas mais um ensinamento de Jesus sobre a importância de fazer o bem a quem quer que seja, mas é uma crítica contundente a uma religiosidade hipócrita que, buscando razões para omitir-se diante das ameaças contra a vida, torna-se cúmplice dos assaltantes da vida.
A pergunta: “Mestre, que fazer para herdar a vida eterna?”, se não tivesse como motivação: “colocar Jesus à prova” (grego ekpeirazon: tentando), seria uma questão legítima, pois está presente no coração de todo ser humano, ainda que formulada de diversas maneiras. Querendo provar Jesus, o jurista passa de intérprete-aprendiz da Lei para assumir o papel de tentador do Mestre que no início quis distorcer a autêntica compreensão da Palavra de Deus. Jesus, porém, aprofunda a questão perguntando: “O que está na Escritura? E como lês?” A Escritura sem a sua leitura (aplicação na vida) pode se tornar a grande tentação do religioso, abrindo espaço para todo tipo de fundamentalismos. Em dois momentos, o Mestre procura ampliar o horizonte do seu interlocutor. A primeira pergunta é fácil de responder: “Respondeste corretamente”. Enquanto que a segunda não se responde teoricamente, pois só as atitudes são capazes de responder: “Faz isto e viverás!”.
A distinção feita por Jesus entre “o que está escrito e como se lê” não é pura especulação acadêmica das discussões entre mestres da Escritura, mas aponta para a necessidade de recuperar a unidade entre os dois aspectos fundamentais da Palavra de Deus: a Escritura e a Vida. Separando o saber a Escritura do viver a Palavra, impedirá dar a resposta a tal pergunta. Ao contar essa parábola Jesus apresenta três modos de ler a síntese da Torá (o mandamento do amor a Deus e ao próximo). Os três personagens, mais do que representantes étnicos (judeu e samaritano), indicam maneiras de ler a vida para conhecer a Palavra e modos de ler a Escritura para compreender ou não os apelos da vida. A vida está para além das suas circunstâncias sociais, políticas ou étnico-religiosas, tanto que nem os assaltantes nem o assaltado são identificados como judeus ou pagãos. Atentar contra a vida ou comprometer-se com ela transcende todas as barreiras, vai depender de como fazemos a sua interpretação. O caminho será sempre possibilidade de aproximar-se ou optar ir para longe.
Tanto para o sacerdote quanto para o levita a reação diante do quase morto que encontraram no mesmo caminho foi passar para o outro lado e ir embora (grego antiparérchomai: passar afastando-se na direção contrária). Esta atitude indica um modo de ler a Torá que por sua vez ensinava: “Aquele que tocar um cadáver, qualquer que seja o morto, ficará impuro...Todo aquele que tocar um morto, o corpo de alguém que morreu, e não se purificar, contamina a Habitação de Javé; tal homem será eliminado de Israel” (Nm 19,11s). A razão era clara e indiscutível: cumprimento da Lei, e como homens do culto, desobedecendo esta lei, além de correrem o risco de se contaminar, também contaminariam a Casa de Deus, cuja pena era a morte. Tinham bem presente a Lei, mas não conseguiram relacioná-la com a vida; viam a Lei, mas não enxergavam a vida, não foram capazes de aproximar-se para perceber que ali não estava um cadáver, mas uma pessoa, que se fosse abandonada por eles, arriscava tornar-se um cadáver, com o qual não estariam mais obrigados a fazer nada. O samaritano, geralmente visto como um estrangeiro, objeto de inimizades e herege, na parábola aparece como aquele que dá provas que não apenas conhece a Lei (os samaritanos têm o Pentateuco), mas que consegue aproximar-se da vida para melhor compreender o Mandamento e colocá-lo em prática. Pois a Lei ensina: “Se encontrares o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, desgarrado, lho reconduzirás. Se vires cair debaixo da carga o jumento daquele que te odeia, não o abandonarás, mas o ajudarás a erguê-lo” (Ex 23,4s). Se até o socorro da vida dos animais que se encontram em risco de morte (inclusive dos inimigos) está entre os imperativos da Lei de Deus, quanto mais não será o cuidado com a vida do próximo em situações de risco. O que o jurista e seus companheiros (sacerdote e levita) ainda não compreendiam em relação à vivência dos mandamentos (Lv 19.18; Dt 6,5), o samaritano ensina com atitudes: “Amarás o Senhor, teu Deus”/ “estava de viagem, chegou perto dele viu e sentiu compaixão”: compaixão na Bíblia é a misericórdia de Deus, portanto o viajante manifesta sintonia com os próprios sentimentos de Deus, o que só seria possível se Deus tivesse o primado na sua vida. “Com todo o teu coração e com toda a tua alma”/ “fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas”: o coração na Bíblia é a sede das decisões, não apenas dos afetos, e a alma representa a interioridade, portanto, o viajante vendo o quase morto decide prestar-lhe socorro e não apenas expressar sentimentos estéreis de comiseração. “Com toda a tua força e com toda a tua inteligência”/ “Colocou o homem em seu próprio animal, levou-o para pensão, cuidou dele”: o sentimento de misericórdia do samaritano se expandiu como força para os seus braços a fim de erguer o quase morto caído; e desapego de seus bens (“dois denários”) e de seu tempo (“Quando voltar”). “Faz isso e viverás!”, eis a resposta: fazer-se próximo para aproximar o que está escrito do que é vivido e, assim, ter a vida em plenitude.

PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos e ministros ext. da Palavra):


LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR):
Pres. O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR...
Pres. COM JESUS, por Jesus e em Jesus, NA FORÇA DO E. SANTO, louvemos O PAI:
T: Louvor e glória a vós, ó Pai de bondade!
Pres.   Senhor, nosso Deus, nosso criador e nosso Pai. Nós vos bendizemos pela vossa bondade e vossa misericórdia. Sabemos pela vossa palavra que sempre estais ao nosso lado seja na alegria seja na dor. Vós nunca desamparais aqueles que vos honram e respeitam os vossos ensinamentos.
T: Louvor e glória a vós, ó Pai de bondade!
Pres.  Senhor, nosso Deus, nós vos agradecemos por nos enviar vosso Filho para nos ensinar os vossos preceitos e nos guiar por caminhos seguros rumo ao vosso Reino. Ele é a vossa imagem no meio de nós. Ele nos revela vossa bondade e vosso amor.
T: Louvor e glória a vós, ó Pai de bondade!
Pres. Senhor, nosso Deus, vosso Filho Jesus Cristo nos ensinou o amor ao próximo como forma de nos transformarmos e alcançar a salvação eterna. Sabemos que o nosso próximo é todo aquele que necessita de nossa ajuda, de nosso conselho, de nosso amor. Pai, sede a nossa força e nosso amparo nessa caminhada.
T: Louvor e glória a vós, ó Pai de bondade!
 PAI NOSSO...              EIS O CORDEIRO...



sexta-feira, 5 de julho de 2019

14º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C, homilias, subsídios homiléticos


14º DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO C

SINOPSE:

Tema: somos convidados a tomar consciência de que Deus nos envia a testemunhar o seu Reino.
Na primeira leitura, um profeta anônimo, enviado a proclamar o amor de mãe que Deus tem pelo seu Povo.
No Evangelho Os 72 discípulos de Jesus são enviados ao mundo para continuar a obra libertadora.
Na segunda leitura, Paulo sente-se enviado como testemunha da "Cruz": "Eu me glorio apenas na CRUZ de Cristo".

PRIMEIRA LEITURA (Is 66,10-14c) Leitura do Profeta Isaías.
Alegrai-vos com Jerusalém e exultai com ela todos vós que a amais;  “Eis que farei correr para ela a paz como um rio.” Sereis amamentados, carregados ao colo e acariciados sobre os joelhos. Como uma mãe que acaricia o filho, assim eu vos consolarei; e sereis consolados em Jerusalém. Tudo isso haveis de ver e o vosso coração exultará, e o vosso vigor se renovará como a relva do campo. A mão do Senhor se manifestará em favor de seus servos.

AMBIENTE - “Trito-Isaías”. Estamos em Jerusalém, após o Exílio. A população está na miséria; a esperança está em crise… Os profetas apresentam uma mensagem de esperança, a fim de que o Povo confie em Deus.

MENSAGEM - O objetivo do profeta é “consolar” esse Povo sofrido, angustiado, que já perdeu a esperança. Todo o quadro gira à volta da apresentação de Jerusalém como mãe. Depois de dar à luz o seu filho (o povo), a mãe/Jerusalém alimenta-o com um leite abundante. É Deus que está por detrás desta fecundidade que a mãe/cidade dispensa ao filho/povo; é Ele o pai que dá vida abundante e plena, que o acaricia e consola como uma mãe. Daí a alegria.

ATUALIZAÇÃO • Esta proposta de “consolação” vem de Deus através do testemunho profético. É através do profeta que Deus atua no mundo, que consola os corações feridos, que revitaliza a esperança … Todos os crentes são profetas e todos comungam desta missão. • Deus é o pai que dá vida em abundância e a mãe que acaricia e consola. É este Deus de amor que procuramos testemunhar, com palavras e com gestos?
• O medo e a angústia não podem ser os nossos companheiros de viagem, pois Deus nos acompanha, nos acaricia, nos consola e que faz nascer para nós, dia a dia, esse mundo novo de vida plena e abundante.

EVANGELHO (Lc 10,1-12.17-20) Naquele tempo, o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’. ... Os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”. Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”.

AMBIENTE - A história do envio dos 72 discípulos é uma tradição exclusiva de Lucas. Trata-se de uma catequese através da qual Lucas propõe, aos discípulos de todas as épocas, uma reflexão sobre a missão da Igreja pelo mundo.

MENSAGEM - Lucas ensina que o cristão tem de continuar a missão de Jesus, tornando-se testemunha dessa proposta de salvação/libertação que Cristo veio trazer. O número 72 trata-se de um número simbólico, onde se refere à totalidade das nações pagãs que habitam a terra. Significa que a proposta de Jesus é destinada a todos os povos.
Depois, os discípulos foram enviados dois a dois. Trata-se de valor jurídico (cf. Dt 17,6; 19,15); e que o anúncio do é uma tarefa comunitária. Os discípulos são enviados às localidades onde Jesus “devia de ir”. A tarefa dos discípulos não é pregar a sua própria mensagem, mas preparar o caminho de Jesus e dar testemunho d’Ele.
Depois, há um aviso: os discípulos são enviados “como cordeiros para o meio de lobos”. Aqui, expressa a situação do discípulo, frente à hostilidade do mundo. Há uma exigência de pobreza e simplicidade para os discípulos em missão: os discípulos não devem levar consigo nem bolsa, nem alforje, nem sandálias; não devem deter-se a saudar ninguém pelo caminho; também não devem saltar de casa em casa. As indicações de não levar nada para o caminho sugerem que a força do Evangelho não reside nos meios materiais, mas na força libertadora da Palavra; a indicação de não saudar ninguém pelo caminho indica a urgência da missão (nas intermináveis saudações típicas); não devem saltar de casa em casa sugere que a preocupação deve ser à missão e não o encontrar uma hospitalidade mais confortável.
Qual o anúncio? “A paz”. É o anúncio desse mundo novo de fraternidade, de harmonia com Deus e com os outros, de bem-estar, de felicidade. Esse anúncio deve ser complementado por gestos concretos de libertação.
A “queda de Satanás” significa que o reino do mal começa a desfazer-se, em confronto com o Reino de Deus).
Apesar do êxito da missão, Jesus adverte: eles não devem ficar contentes pelo poder que lhes foi confiado, mas sim porque os seus nomes estão “inscritos no céu”.

ATUALIZAÇÃO • Os discípulos são responsáveis pela continuação do projeto de Jesus.
• O ser “cordeiro no meio de lobos” e o não levar “nem bolsa, nem alforje, nem sandálias” sugere que o anúncio do Reino não depende do poder dos instrumentos utilizados
• O “não andeis de casa em casa” sugere que o missionário deve contentar-se com aquilo que põem à sua disposição e viver com simplicidade e sem exigências; a sua prioridade é o anúncio do Reino: tudo o mais é secundário.
• O anúncio do “Reino” não se esgota em palavras, mas deve ser acompanhado de gestos concretos… O missionário tem de mostrar nos seus gestos o amor, o serviço, o perdão, a doação que ele anuncia em palavras (se isso não acontecer, o seu testemunho é oco, hipócrita, incoerente e não convencerá ninguém).

SEGUNDA LEITURA (Gl 6,14-18) Irmãos, quanto a mim, que eu me glorie somente da cruz do Senhor Jesus Cristo. Por ele, o mundo está crucificado para mim, como eu estou crucificado para o mundo. Doravante, que ninguém me moleste, pois eu trago em meu corpo as marcas de Jesus.

AMBIENTE - Já dissemos qual a questão: face às exigências dos “judaizantes” (os cristãos, além de acreditar em Cristo, devem cumprir a Lei de Moisés), Paulo considera que só Cristo interessa e que tudo o resto são desnecessários.

MENSAGEM - Para Paulo, o único título de glória que interessa é a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Falar da “cruz de Jesus Cristo” é falar do dom total da vida, da entrega de Si mesmo por amor. Esse (e não a circuncisão) é que é o grande objetivo de Paulo, pois é a morte para o egoísmo e o nascimento para o amor (cumpridos na cruz) que fazem surgir o “Homem Novo”, o “Israel de Deus”, o novo Povo de Deus.
Na identificação do cristão com o Cristo da cruz – amor total – fará surgir um Homem Novo, liberto do egoísmo, capaz de amar sem medida. Esse Homem Novo, imagem de Jesus Cristo, será capaz de superar o pecado e a morte e de chegar à vida plena, à felicidade total.
De resto, o próprio Paulo luta pessoalmente para chegar a esse objetivo. Aliás, ele já leva “no seu corpo as marcas de Jesus”; as marcas do sofrimento por causa do Evangelho mostram que Paulo pertence a Cristo, que é propriedade d’Ele.

ATUALIZAÇÃO • Cada crente é um enviado a testemunhar o Cristo da cruz a todos os homens
• Quais são os nossos títulos de glória: a conta bancária, os diplomas universitários, o estatuto social, o êxito profissional, a visibilidade nas festas? Ou são os gestos de amor, de partilha, de doação, de entrega e as feridas recebidas a lutar pela justiça, pela verdade e pela paz?

A paz é consequência da graça santificante, como a violência, em qualquer das suas manifestações, é consequência do pecado.
A vida do cristão converte-se, então, numa luta alegre por rejeitar o mal e alcançar Cristo. Nessa luta, encontra uma segurança cheia de otimismo, mas quando pactua com o pecado e os seus erros, acaba por perdê-la, e converte-se numa fonte de mal-estar ou de violência para si próprio e para os outros.
Unicamente em Cristo encontraremos a paz de que tanto necessitamos para nós mesmos e para que os que estão mais perto. A presença de Cristo no coração dos seus discípulos é a origem da verdadeira paz, que é riqueza e plenitude, e não simples tranquilidade ou ausência de dificuldades e de luta. São Paulo afirma que o próprio Cristo é a nossa paz (Ef 2,14); possuí-Lo e amá-Lo é a origem de toda a serenidade verdadeira.
Ide! Mas, logo a seguir, o Senhor fala que nós iremos como cordeiros para o meio dos lobos. Quanto perigo! Contudo, não precisamos temer porque vamos bem unidos ao nosso Pastor.


LOUVOR: (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)
Pres.- O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR, O NOSSO DEUS...
Pres.-  COM JESUS, POR JESUS E EM JESUS, LOUVEMOS AO PAI:
T: Pai, grande é o vosso amor e imensa a vossa misericórdia.
Pres.- “Pai, nós Vos damos graças pela cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.  A Cruz que era um instrumento de morte, tornou-se para nós a origem de uma nova criação. Nós vos pedimos por todos os nossos irmãos que trazem no seu corpo a marca dos sofrimentos. Que a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo lhes dê força e os auxilie em sua caminhada.
T: Pai, grande é o vosso amor e imensa a vossa misericórdia.
Pres.- “Senhor, nosso Deus, bendito sejais pelo vosso Filho Jesus, pelos setenta e dois discípulos e todos os missionários que nos revelaram a presença do vosso Reino. Nós vos bendizemos, porque os nossos nomes estão inscritos nos céus. Senhor, nós vos pedimos: que o vosso reino venha, haja paz nas nossas casas! Enviai operários para a vossa seara”.
T: Pai, grande é o vosso amor e imensa a vossa misericórdia.
Pres.- Pai, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. São tantos os que receberam o batismo, mas poucos assumem a sua missão de ser anunciador da Boa-nova. Ajudai-nos em nossas fraquezas para possamos cumprir a vossa vontade. Vinde sempre em nosso auxílio.
T: Pai, grande é o vosso amor e imensa a vossa misericórdia.
Pres.-  Pai nosso... Eis o Cordeiro de Deus...


quinta-feira, 27 de junho de 2019

São Pedro e São Paulo, homilias, subsídios homiléticos


São Pedro e São Paulo 2019
SINOPSE:
Tema: Exemplos de fidelidade a Jesus Cristo (Pedro e Paulo).
Evangelho: Jesus confia a Pedro e à Igreja a missão de testemunhar o seu projeto.
Primeira leitura: Deus cuida dos discípulos quando o mundo os rejeita.
Segunda leitura: Paulo apresenta o “testamento”, “balanço final” do seu compromisso com o Evangelho.

EVANGELHO (Mt 16,13-19 Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas". Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Simão Pedro respondeu: "Tu é o Messias, o Filho do Deus vivo". Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, por que não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus".

AMBIENTE - A proposta de Jesus não é acolhida, senão por um pequeno grupo. Jesus pergunta aos discípulos não para ver sua popularidade, mais para tornar as coisas mais claras.

MENSAGEM – Muitos vêem Jesus em continuidade com o passado. Reconhecem que Jesus é um homem enviado ao mundo como os profetas … A opinião dos discípulos vai muito além. Pedro diz: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus”. Ele é esse libertador que Israel esperava, enviado por Deus para libertar o seu Povo. Jesus não é, apenas, o Messias: é, também, o “Filho de Deus”; significa reconhecer a profunda unidade e intimidade entre Jesus e o Pai e que Jesus realiza os projetos do Pai no meio dos homens.
Na segunda parte, Jesus elogia Pedro (a comunidade) pela fé que o anima. Pedro é “a rocha” sobre a qual a Igreja de Jesus vai ser construída? Mateus está afirmando que a base sobre a qual vai assentar a Ekklesia de Jesus é a fé que Pedro. Jesus promete a Pedro “as chaves do Reino dos céus” e o poder de “ligar e desligar”. “atar e desatar” designava interpretar a Lei com autoridade. Assim, Jesus nomeia Pedro como “administrador” da Igreja, com autoridade para interpretar as palavras de Jesus, para adaptar os ensinamentos a novas necessidades e situações, e para acolher ou não novos membros na comunidade do Reino (atenção: todos são chamados a integrar a comunidade do Reino; mas aqueles que não estão dispostos a aderir às propostas de Jesus não podem aí ser admitidos).
Pedro é o protótipo do discípulo; nele, está representada essa comunidade que se reúne em volta de Jesus e que proclama a sua fé em Jesus como o “Messias” e o “Filho de Deus”. É a essa comunidade, representada por Pedro, que Jesus confia as chaves do Reino e o poder de acolher ou excluir.
Por isso, nesse dia celebramos também o DIA DO PAPA, que ainda hoje continua sendo sinal de unidade e de comunhão na fé. O Papa é o chefe visível da Igreja na terra.
Em dois mil anos de Cristianismo, até hoje, Pedro teve 265 sucessores! Podemos dizer, ontem Pedro, hoje Francisco.

ATUALIZAÇÃO ** Muitos vêem em Jesus um homem bom, generoso, que sonhou com um mundo diferente; outros um admirável “mestre” de moral, que tinha uma proposta de vida “interessante”, mas que não conseguiu impor os seus valores; outros vêem em Jesus um revolucionário, ingênuo e inconsequente, preocupado em construir uma sociedade mais justa e mais livre, que procurou promover os pobres e os marginais e que foi eliminado pelos poderosos, preocupados em manter o “statu quo”.
• Para os discípulos, Jesus foi bem mais do que “um homem”. Ele foi e é “o Messias, o Filho de Deus vivo”. A proposta que Ele apresentou é uma proposta de Deus, destinada a tornar um pessoa nova, capaz de à vida plena da felicidade sem fim. O “Messias, Filho de Deus”, é alguém que nos transforma, renova e nos encaminha para a vida eterna e verdadeira.
  O que é a Igreja? - é a comunidade dos discípulos que reconhecem Jesus como “o Messias, o Filho de Deus”.
• A Igreja existe para testemunhar a proposta de salvação que Cristo veio oferecer.

PRIMEIRA LEITURA (Atos 12, 1-11) Naqueles dias, o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender Pedro. Eram os dias dos pães ázimos. Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam as portas da prisão. Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: "Levanta-te depressa!" As correntes caíram-lhe das mãos. O anjo continuou: "Coloca o cinto e calça tuas sandálias!" Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: "Põe tua capa e vem comigo!" Pedro acompanhou-o e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. Então Pedro caiu em si e disse: "Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!"

AMBIENTE – Nova perseguição de Herodes Agripa I, neto de Herodes, o Grande. Estamos no ano 42. Pedro foi preso, e libertado. É uma catequese de como Deus cuida dos discípulos que dão testemunho.

MENSAGEM - O plano de Deus continua a cumprir-se, mesmo depois da partida de Jesus.
1. A morte de Tiago e a prisão de Pedro mostram como o projeto de Deus gera confronto com as forças da opressão. Mas as dificuldades do mundo não podem calar o testemunho dos discípulos.
2. “A Igreja orava por ele”, mostra a unidade da Igreja e que Deus escuta a oração da comunidade.
3. A libertação de Pedro mostra que Deus está com sua igreja e cuida daqueles que dão testemunho.

ATUALIZAÇÃO A Igreja de Jesus é uma comunidade comprometida com a transformação do mundo.
• O projeto de Deus gera oposição dos que levam vantagem na exploração, na injustiça.
• Nos momentos de perseguição, Deus não nos abandona, dando-nos a coragem.
• A importância da união e da solidariedade da comunidade, com os irmãos que estão em sofrimento. A oração é uma forma de solidariedade.

SALMO RESPONSORIAL / Sl 33 (34)
De todos os temores me livrou o Senhor Deus.
• Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. / Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem!
• Comigo engrandecei ao Senhor Deus; / exaltemos todos juntos o seu nome! / Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu / e de todos os temores me livrou.
• Contemplai a sua face e alegrai-vos, / e vosso rosto não se cubra de vergonha! / Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido; / e o Senhor o libertou de toda a angústia.
• O anjo do Senhor vem acampar / ao redor dos que o temem e os salva. / Provai e vede quão suave é o Senhor! / Feliz o homem que tem nele o seu refúgio

SEGUNDA LEITURA (2Timóteo 4,6-8. 17-18 Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo. Caríssimo, quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. Mas o Senhor esteve ao meu lado e me deu forças; ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. O Senhor me libertará de todo o mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.
AMBIENTE - Paulo convida a redescobrir o entusiasmo por Jesus e pelo testemunho da Boa Nova.

MENSAGEMPaulo doou sua vida ao Evangelho. Resta-lhe receber a coroa de glória, reservada aos vencedores.  Há duas maneiras de dar a vida por Cristo: uma é gastá-la dia a dia; outra é derramar o sangue por causa da fé. Paulo conheceu as duas modalidades; imitar Paulo é um desafio. O autor pede: apesar das dificuldades, descubram a presença de Deus, confiem, mantenham-se fiéis ao Evangelho: assim recebereis a salvação que Deus reserva a quem combateu o bom combate da fé.

ATUALIZAÇÃO • Paulo é modelo. O caminho não é fácil, mas vale a pena, pois conduz à vida plena.
• Aquele que escolhe Cristo não está só; o Senhor está ao seu lado, dá-lhe força, e livra-o de todo o mal.
Olhando a escolha de Pedro para conduzir a Igreja, podemos perceber que Jesus fundou a sua Igreja sobre a fragilidade humana, ela foi fundada sobre a responsabilidade de um homem sujeito a falhas!
Jesus não edificou a sua igreja sobre homens considerados grandes aos olhos do mundo, mas sobre Pedro, um homem de origem simples, que representa os homens de toda história da Igreja: homens santos e pecadores!

Ambos foram perseverantes na missão que o Senhor lhes confiara: entre lágrimas plantaram a Igreja de Cristo. Finalmente, ambos derramaram o Sangue pelo Senhor.

Ambos viveram profundamente o que pregaram: pregaram o Cristo com a palavra e a vida, tudo dando por Cristo. Pedro disse com acerto: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo”; Paulo exclamou com verdade: “Para mim, viver é Cristo. Minha vida presente na carne, eu a vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Dois homens, um amor apaixonado: Jesus Cristo! Duas vidas, um só ideal: anunciar Jesus Cristo! Por Jesus eles apostaram tudo; por Jesus, gastaram a própria vida; da loucura da cruz e da esperança da ressurreição de Jesus, eles fizeram seu tesouro e seu critério de vida.
Finalmente, ambos derramaram o Sangue pelo Senhor. Eis a maior de todas a honras e de todas as glórias para serem herdeiros de sua glória. Eis por que eles são modelo para todos os cristãos! Que eles intercedam por nós na glória de Cristo, para que sejamos fiéis como eles foram.
Sabemos com certeza de fé que a missão de Pedro perdura nos seus sucessores em Roma. Hoje, a missão de Pedro é exercida por Francisco. Nossa comunhão com Pedro é garantia na verdadeira fé. Rezemos, hoje, pelo nosso Santo Padre, Francisco. Que Deus lhe conceda firmeza na fé.

A resposta da comunidade representada por Pedro é uma profissão de fé no “Cristo, Filho do Deus vivo”. 
Essa profissão de fé não é fruto da lógica e do esforço humano, mas é revelação divina, pois quem o revela à comunidade é o próprio Pai, que está no céu. Foi a abertura da comunidade à revelação divina que possibilitou reconhecer o Cristo e confessar a fé nele. E é sobre a fé confessada no Cristo, Filho do Deus vivo, que a Igreja é edificada. A expressão “esta pedra” refere-se à confissão de fé e é um trocadilho com a palavra “Pedro”, por cujos lábios ela é pronunciada. O fundamento da Igreja é Jesus, pedra angular (Mt. 21,42), confessado por Messias/Cristo pela comunidade de seus seguidores.

1. Pedro recebe a revelação de que Jesus é o Messias: “não foi alguém de carne e sangue que te revelou isso, e sim meu Pai do céu” (v. 17b). Mas para Pedro Jesus não passa por um humano a ponto de enfrentar a morte. Pedro está ligado ainda a um Messias glorioso e poderoso (mentalidade da época).
2. Tanto que, logo após Jesus confirmar que Pedro será a pedra sobre a qual edificará a sua Igreja (v. 18-19), Jesus vai dizer-lhe que ele é pedra de tropeço (satanás), porque não pensa do modo de Deus, mas do modo humano (v. 22-23).
3. Jesus mostra as consequências como Messias (vv. 24-28: tomar a cruz … perder a vida … que adianta ganhar o mundo inteiro …). O reconhecimento de Jesus-Messias conduz ao testemunho e à cruz. Pedro vai fazer um longo processo de conversão para identificar sua vida com a do Mestre. Vai deixar de lado um Messias à moda humana (à nossa imagem e semelhança) para tornar-se discípulo à imagem e semelhança de Jesus-Messias-Servo (1ª leitura).
4. Pedro recebe o título de satanás, porque não é inspirado pelo Pai, a pedra que se transforma em tropeço (cf. Is. 8,14-15). Pedro não aceita a paixão do Mestre porque não compreende o valor que ela tem.

5. Pedagogicamente Jesus leva os discípulos para longe de Jerusalém, centro do poder político, econômico e ideológico. Cesaréia de Filipe é uma espécie de “periferia” e terra que espera um anúncio qualificado acerca de quem é Jesus. Assim, a partir dessa realidade, – longe das influências ideológicas do centro, – é que os discípulos são convidados a dar uma resposta plena de quem é Jesus.

6. Pedro responde: “Tu és o Messias (o Cristo), o Filho do Deus vivo!”(v. 16). Jesus é a realização das expectativas messiânicas, o portador da justiça que cria sociedade e história novas. Ele supera, portanto, a barreira do velho e introduz a grande “novidade” (o novo).
7. Reconhecer Jesus desse modo é ser bem-aventurado (v. 17), porque é o projeto de Deus. Ninguém chega a entender “quem é Jesus” a não ser no compromisso com suas propostas (a justiça do Reino) que são as mesmas do Pai.
8. O reconhecimento de Jesus é fruto da vivência de seu projeto (prática da justiça). E a partir de pessoas que, como Pedro, o reconhecem e o confessam é que nasce a comunidade (v. 18a).
9 Pedro, antes pedra de edificação, se torna “satanás”, pois propõe um messianismo diferente (já rejeitado por Jesus nas tentações – cf. 4,1-11).
10. Confessar é aderir a ele com todas as consequências que o testemunho acarreta. O Mestre não é do jeito que Pedro imagina. O Mestre não é do jeito que nós imaginamos. O Mestre quer que nós sejamos do jeito que ele é.
11. E o cristianismo, o que é? É o prolongamento da ação de Cristo que promove a justiça.
12. O poder da comunidade das testemunhas de Cristo é o poder do mesmo Cristo: é o próprio Jesus quem age na comunidade, permitindo-lhe ligar e desligar. É Jesus quem construirá e dará do que é seu. A comunidade administra esse poder a partir do testemunho que vive e anuncia.
13. E Pedro? Sua liderança leva a comunidade ao discernimento e aceitação de tudo o que promove a vida e ao discernimento e rejeição de tudo o que patrocina e provoca a morte.

No livro dos Atos dos Apóstolos vemos a comunidade que sofre por causa dos conflitos e perseguições.
14. Herodes mata por interesses políticos: agradar aos judeus.
15. Acontece com Pedro o mesmo que acontecera com Jesus. Há inclusive coincidência de datas: a referência à festa dos pães sem fermento (v. 3 com Lc. 22,1). Assim como o Pai libertou Jesus da morte, o anjo do Senhor liberta Pedro da prisão.
16. Face à perseguição, Deus é aquele que liberta a comunidade dos seus seguidores. Da mesma forma que libertou Jesus da morte, também conduzirá a comunidade através dos conflitos. E a comunidade, por sua vez, reproduzirá em sua vida a paixão e a páscoa de Jesus, que é uma “paixão” por um mundo novo e libertado.

17. O chamado ‘testamento de Paulo’. Chegou o momento de dar o grande testemunho. Seu sangue derramado, ele interpreta como sacrifício de valor expiatório: “já fui oferecido em libação” (v.6a). A libação de vinho, água ou óleo era, nos sacrifícios judaicos, derramado sobre a vítima (Ex. 29,40; Nm.
18. A morte não é o fim, mas o início da nova viagem. É o último gesto de auto-entrega, a porta de entrada para a meta definitiva. Qual meta? “O Senhor… me levará para o seu Reino eterno” (4,18b).
19. Olhando o passado, Paulo tem consciência de ter cumprido sua missão de forma exemplar, com garra e constância. Usa o exemplo do soldado: “combati o bom combate”, e do atleta que corre no estádio: “terminei minha corrida”. Mas o fundamental para ele é ter corrido em vista da evangelização: “guardei a fé!” (v. 7).
20. Paulo, Olhando para o futuro tem esperança de receber a coroa da justiça.
21. A paixão de Paulo é o prolongamento da paixão de Jesus (cf. Cl. 2,14: “completo em minha carne o que falta nas tribulações de Cristo”).
22. - Abandonado por todos, sua única esperança é Jesus. E isso se torna motivo de profunda alegria, que o leva a render graças e a dar glória a Deus enquanto viver (v. 18b).

R e f l e t i n d o
1. Nos santos se manifesta o que Deus faz por nós e como ele é admirável.
2. Os santos não foram isentos de limitações e pecados (não eram anjos!). O que importa realmente é que fizeram opção radical por seguir Jesus Cristo, confiantes na graça do Espírito e na misericórdia do Pai.
3. A verdade da resposta de Pedro revela a identidade de Jesus: “o Cristo, o Filho do Deus vivo!” Essa resposta comprometeu Pedro com Jesus, pois reconheceu quem ele é e a ele aderiu. Jesus o chama de bem-aventurado.
4. Quando não conhecemos (ou reconhecemos) “quem é Jesus”, não podemos segui-lo. Seguiremos as opiniões dos outros, as convicções dos outros, talvez o caminho dos outros, … mas não o caminho de Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo!
5. Apesar dessa confissão de fé, Pedro continua com suas limitações. Não aceita que Jesus fale de sua paixão (e Jesus o chama de satanás); não queria que Jesus lhe lavasse os pés; usa a espada no monte das oliveiras; negou Jesus três vezes… e fica indeciso diante dos problemas dos não-judeus e das tradições judaicas.
6. Entretanto, Ele será o responsável por manter unidos aqueles homens (tão diferentes) no seguimento de Jesus, o Mestre. Ele não é melhor que ninguém, talvez um dos mais “fracos” dos discípulos, pois, além de abandonar Jesus no pior momento, também o renegou. Por que Jesus o escolheu? Porque Pedro (apesar dos seus pecados) se entregou totalmente no seguimento de Jesus: “tu sabes que eu te amo! Tu sabes o quanto eu te amo! Tu sabes que eu sou fraco… mas tu sabes também o quanto te amo!”
7. Pedro é um homem comum, de carne e osso, “humano” como todos nós. Pedro é um homem verdadeiro, espontâneo, honesto. Quando reconhece que errou volta atrás, se arrepende e continua seu comprometimento com o Mestre. Comprometimento que levou até às últimas consequências: perseguido, preso e martirizado.
8. Pedro foi um homem muito parecido conosco, muito humano nas suas limitações e quedas. Mas foi um homem verdadeiro (honesto consigo mesmo!) que descobriu a verdadeira identidade de Jesus e o seguiu (entrega total, de corpo e alma) … até o fim!
9. Paulo de Tarso relembra as dificuldades por que passou, reafirma sua adesão a Cristo.
10. O encontro com Jesus muda a sua vida: de perseguidor para evangelizador (ai de mim se não evangelizar!).

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Toda Igreja unida

Celebrando hoje a festa de Pedro e Paulo, exaltamos seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e seu ardoroso testemunho no projeto libertador de Deus.

Na pessoa de Pedro, destaca-se o Pastor das Comunidades, aquele que é referência da fé para os irmãos.
Na pessoa de Paulo, aparece mais o líder Missionário, que forma comunidades e faz expandir a fé em todas as nações.
Pedro recorda mais a instituição... Paulo, o carisma...

As Leituras bíblicas nos falam dos dois Apóstolos:

Na 1ª Leitura, vemos PEDRO: (At 12,1-11)

Preso pelas autoridades... "para agradar os judeus"...
Guardado como "perigoso" por 16 homens... e libertado por Deus...
- O texto mostra que o testemunho dos discípulos gera oposição e morte.
  Mas a oposição não pode calar esse testemunho.
- Mostra uma Comunidade cristã unida e solidária, na Oração.
  E Deus escuta a oração da Comunidade...
- Mostra a presença efetiva de Deus na caminhada da Igreja e
  o cuidado de Deus para os que lhe dão testemunho.
  O nosso Deus não nos abandona...

Na 2ª Leitura vemos PAULO: (2Tm 4, 6-8.17-18)

Também está preso, pela última vez: Está ciente da própria condenação.
Faz um balanço final de sua vida a serviço do Evangelho:
- "Estou pronto... chegou a minha hora... combati o bom combate ...
    terminei a corrida... conservei a fé...
- E agora aguardo o prêmio dos justos...
 - O Senhor esteve comigo... a ele GLÓRIA..."
A própria Morte ele a vê como a Libertação definitiva...

* Suas palavras são um "testamento espiritual" sereno e alegre,  consciente do dever cumprido..
   Modelo de Missionário ardoroso e entusiasta...

No Evangelho, Pedro faz a Profissão de Fé e recebe o Primado. (Mt 16, 13-19)

O texto tem duas Partes:
- A primeira de caráter cristológico:
  centra-se em CRISTO e na definição de sua identidade:  "Tu é o Cristo, o Filho de Deus Vivo".
- Na segunda de caráter eclesiológico: centra-se na IGREJA que Jesus convoca à volta de Pedro:
  "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja".
A base ("Rocha") firme sobre a qual vai se assentar a Igreja de Jesus é a fé que Pedro e a Comunidade dos discípulos professaram: a fé em Jesus como o "Messias, Filho de Deus vivo".

Dessa adesão, nasce a Igreja, a Comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro.
A Pedro e à Comunidade dos discípulos é confiado o poder das chaves, isto é, a autoridade para interpretar as palavras de Jesus, às novas necessidades e situações e para acolher ou não novos membros na Comunidade dos discípulos do Reino.
Pedro torna-se assim uma figura de referência para os primeiros cristãos e desempenha um papel de primeiro plano na animação da igreja nascente.

+ PEDRO E PAULO são figuras gigantescas da Igreja primitiva, que tinha a missão de continuar a OBRA salvadora de Cristo...

Na Igreja, Pedro recebe poderes para desempenhar a sua missão: Por isso, nem o poder do inferno terá vez contra ela...

E essa promessa de Cristo não é apenas à pessoa de Pedro.
Se a Igreja deve permanecer, mesmo depois da morte de Pedro, devemos admitir que os poderes concedidos a Pedro,  passem também aos seus legítimos sucessores, que são os PAPAS...

Por isso, nesse dia celebramos também o DIA DO PAPA, que ainda hoje continua sendo sinal de unidade e de comunhão na fé.

O Papa é o chefe visível da Igreja na terra.
Sua missão é espinhosa, sobretudo hoje, com mudanças rápidas e violentas...
com contestações dentro e fora da Igreja...
Como é difícil saber discernir, no meio de tantas turbulências!...

Ele merece o nosso amor...
mas que não seja um amor só de palavras, mas um amor concreto...
Rezando por ele... escutando a sua voz... e praticando seus ensinamentos...

Relembrando as figuras de São Pedro e São Paulo, perguntemo-nos:
- Damos testemunho de Cristo, como eles, no ambiente em que vivemos?
- Acreditamos que somos responsáveis pela continuação do Projeto de Deus?

Relembrando a figura do Papa, continuemos a nossa oração, pedindo a Deus que lhe dê:
- MUITA LUZ... para apontar sempre o melhor caminho para a Igreja... e
- MUITA FORÇA... para enfrentar com otimismo e alegria as contestações do mundo moderno...

A Igreja é um corpo vivo, que se constrói com pedras vivas.
Todos colaboramos na construção, mas sob a guia e supervisão dos que são sucessores de Pedro (o Papa) e dos demais Apóstolos (os bispos).

                                       Pe. Antônio Costa
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Homilia do Pe. Pedrinho

Meus irmãos e irmãs, a nossa idéia era esta: nós conseguimos enxergar, que a fé vai sendo transmitida de uma geração para outra geração. Como é que temos no Evangelho, que Maria cantou o Magnifat? Porque, certamente, ela cantava durante os seus afazeres. Como é que sabemos, que São José era carpinteiro? Porque alguém contou isto. E, com certeza, ele, como chefe da família, ele também rezava os Salmos. Assim, humanamente falando, eles foram transmitindo para Jesus todo o conhecimento bíblico, para que Jesus, enquanto homem, pudesse também transmitir também para a sua geração, aquilo que eles aprenderam de seus pais. Ora, Jesus vai transmitir tudo que sabe, porque ele mesmo diz: “já não vos chamo servos, mas amigos, porque tudo o que o Pai me revelou, eu vos transmiti”. Ele transmite para os doze e estes doze foram transmitindo para outros. Então, eu gostaria, que as pessoas se convencessem disto: não acabou este “de geração a geração”, de tal maneira, que em determinado ponto assumimos transmitir a fé em nosso bairro, em nossa cidade. Isto tem acontecido a mais de dois mil anos. É uma maravilha saber, que o que aprendemos de José, de Maria, passando por são Pedro e são Paulo, vem perdurando até o dia de hoje. São Pedro mostra para nós o caminho para estarmos ligados ao Céu. São Paulo nos revelou a fé, na medida em que ele buscou evangelizar os não judeus e os não judeus inclui a maioria de nós. Só temos a agradecer, agradecer a Deus, é evidente. Agradecer Nossa Senhora, São José e Jesus. Agradecer Pedro, Paulo e os fundadores desta comunidade. Claro, que aqui não podemos deixar de lembrar, que aqui também passa o martírio e o sofrimento. Eu dizia ontem para as crianças: não estamos de vermelho para homenagear a Espanha, não. Nada contra os Espanhóis, mas estamos de vermelho para lembrar o sangue dos mártires. Pedro e Paulo derramaram seu sangue pela causa de Jesus Cristo e Jesus derramou seu sangue para que toda a humanidade fosse salva.
Certamente, São José e Nossa Senhora não ficaram isentos de sofrimentos e quanto sofrimento! Existe um ditado, que diz: O sangue dos mártires rega as sementes de mais cristãos. Hoje, lembrando o martírio de Pedro e de Paulo, nós vamos lembrar destas sementes. Quem é que regou todas as sementes que nos antecederam?  Jesus Cristo. No momento em que se começou a Celebrar a Eucaristia, em cada Celebração fomos lembrando a memória de Jesus: “Fazei isto em minha memória”. Fazendo memória de Jesus Cristo, fomos fazendo Eucaristia. Que bom! Segundo São Paulo, temos dons diferentes segundo a graça que nos foi dada. Quais foram os dons de São Pedro? Certamente, um deles é a sinceridade. São Pedro não sabia bem esconder os seus sentimentos. Não sabia também filtrar as suas reações. De forma, que não é uma única vez, que está no Evangelho e Pedro sem saber o que dizer, disse tal coisa. Ou seja, o dom de São Pedro era mostrar a sua espontaneidade: “Ah, querem prender o mestre”?, Então, puxa a espada e corta no meio, que aliás pegou só na orelha do soldado.
Três anos Jesus falando “Amai-vos uns aos outros”, “Ame o seu inimigo” e na hora H ele esqueceu tudo isso e fez o que o seu coração mandava. Interessante isto. Outras vezes, ele morrendo de medo, se manda, nega Jesus. Pedro é quem ele é, mas tem uma coisa. Ainda ontem lembrava com os jovens a resposta de São Pedro: “Pedro, tu me amas”? – Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo. Jesus sabe tudo de Pedro: o quanto ele ama e o quanto ele é fraco. O quanto ele ama e o quanto ele tem dificuldade de entender a mensagem de Jesus. O quanto ele ama e conhece os seus pecados.
São Pedro é muito parecido com muitos de nós. Muitos de nós. Este é o dom que ele nos oferece. É interessante, que o Evangelho de hoje diz: que ele é a chave para estarmos ligados aos céus.  O que significa, que se formos iguais a ele, está ótimo! Jesus não quer mais do que isto. Se quer estar ligado ao céu, imite São Pedro. Está muito bom, está excelente.
Do outro lado temos São Paulo. Até hoje, no mundo religioso, teologicamente falando, não existiu um pensador que superasse São Paulo. Ninguém consegue produzir teologia, transmitir a fé de maneira mais organizada do que São Paulo. Ele é um intelectual de primeira. Como ele era cidadão romano, era destemido, não tinha medo de entrar em enrascada. Pedro, não. Coitado! Pedro era pescador que tinha pouca leitura. Paulo, não. Paulo recorre até ao imperador. Dons diferentes. Ele fazia questão de dizer: “Eu faço questão de não ser peso para ninguém”. Não é que ele se prevalecia do seu cargo para tirar privilégios, não! Ele utilizava daquilo que ele dispunha, para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo. Veja, que São Pedro e São Paulo são dons diferentes. É aí que entra cada um de nós. Cada um sabe fazer algo diferente dos outros. Alguém sabe montar as barracas para a quermesse e eu não sei. A comunidade é assim: um sabe fazer uma coisa, o outro outra coisa. Um pede aqui, outro faz ali. Um fica de nariz torto aqui, outro ali, mas vai caminhando. Por que? Porque ninguém sabe tudo. Jesus sabe o quanto o amamos e o quanto temos de dificuldade. O quanto buscamos levar o Evangelho e o quanto deixamos de fazer. “Senhor, tu sabes tudo”!
Então, hoje é um dia de agradecimento para todos nós. Eu fico feliz em saber, que vem aí uma geração nova para continuar o nosso trabalho. Daqui a sessenta anos, muitos estarão presentes, mas a maioria não! Certamente já vamos estar no céu! É isso que nós entregamos a vocês: novas sementes para serem regadas no sangue de Jesus Cristo na Eucaristia e para celebrarem: Celebrar as vitórias e também Celebrar as derrotas.
Cabe a nossa homenagem àqueles que deram o seu sangue e hoje estão na casa do Pai. Deus sabe direitinho. Isaías nos diz, que Deus tem o nome de cada um na palma da mão. Como Deus é infinito, cabe todos nós.
Peçamos a Deus que nos mantenha perseverantes.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pe. Pedrinho – Diocese de Santo André, SP.

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Homilia de D. Henrique Soares da Costa

“Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. – Estas palavras que o missal propõe como antífona de entrada desta solenidade, resumem admiravelmente o significado de São Pedro e são Paulo. A Igreja chama a ambos de “corifeus”, isto é líderes, chefes, colunas. E eles o são.

 Primeiramente, porque são apóstolos. Isto é, são testemunhas do Cristo morto e ressuscitado. Sua pregação plantou a Igreja, que vive do testemunho que eles deram. Pedro, discípulo da primeira hora, seguiu Jesus nos dias de sua pregação, recebeu do Senhor o nome de Pedra e foi colocado à frente do colégio dos Doze e de todos os discípulos de Cristo. Generoso e ao mesmo tempo frágil, chegou a negar o Mestre e, após a ressurreição, teve confirmada a missão de apascentar o rebanho de Cristo. Pregou o Evangelho e deu seu último testemunho em Roma, onde foi crucificado sob o Imperador Nero. Paulo não conhecera Jesus segundo a carne. Foi perseguidor ferrenho dos cristãos, até ser alcançado pelo Senhor ressuscitado na estrada de Damasco. Jesus o fez se apóstolo. Pregou o Evangelho incansavelmente pelas principais cidades do Império Romano e fundou inúmeras igrejas. Combateu ardentemente pela fidelidade à novidade cristã, separando a Igreja da Sinagoga. Por fim, foi preso e decapitado em Roma, sob o Imperador Nero.
O que nos encanta nestes gigantes da fé não é somente o fruto de sua obra, tão fecunda. Encanta-nos igualmente a fidelidade à missão. As palavras de Paulo servem também para Pedro: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”. Ambos foram perseverantes e generosos na missão que o Senhor lhes confiara: entre provações e lágrimas, eles fielmente plantaram a Igreja de Cristo, como pastores solícitos pelo rebanho, buscando não o próprio interesse, mas o de Jesus Cristo. Não largaram o arado, não olharam para trás, não desanimaram no caminho… Ambos experimentaram também, dia após dia, a presença e o socorro do Senhor. Paulo, como Pedro, pôde dizer: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar…”
Ambos viveram profundamente o que pregaram: pregaram o Cristo com a palavra e a vida, tudo dando por Cristo. Pedro disse com acerto: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo”; Paulo exclamou com verdade: “Para mim, viver é Cristo. Minha vida presente na carne, eu a vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Dois homens, um amor apaixonado: Jesus Cristo! Duas vidas, um só ideal: anunciar Jesus Cristo! Em Jesus eles apostaram tudo; por Jesus, gastaram a própria vida; da loucura da cruz e da esperança da ressurreição de Jesus, eles fizeram seu tesouro e seu critério de vida.
Finalmente, ambos derramaram o Sangue pelo Senhor: “Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. Eis a maior de todas a honras e de todas as glórias de Pedro e de Paulo: beberam o cálice do Senhor, participando dos seus sofrimentos, unido a ele suas vidas até o martírio em Roma, para serem herdeiros de sua glória. Eis por que eles são modelo para todos os cristãos; eis por que celebramos hoje, com alegria e solenidade o seu glorioso martírio junto ao altar de Deus! Que eles intercedam por nós na glória de Cristo, para que sejamos fiéis como eles foram.
Hoje também, nossos olhos e corações voltam-se para a Igreja de Roma, aquela que foi regada com o sangue dos bem-aventurados Pedro e Paulo, aquela, que guarda seus túmulos, aquela, que é e será sempre a Igreja de Pedro. Alguns loucos, dizem, deturpando totalmente a Escritura, que ela é a Grande Prostituta, a Babilônia. Nós sabemos que ela é a Esposa do Cordeiro, imagem da Jerusalém celeste. Conhecemos e veneramos o ministério que o Senhor Jesus confiou a Pedro e seus sucessores em benefício de toda a Igreja: ser o pastor de todo o rebanho de Cristo e a primeira testemunha da verdadeira fé naquele que é o “Cristo, Filho do Deus vivo”. Sabemos com certeza de fé que a missão de Pedro perdura nos seus sucessores em Roma. Hoje, a missão de Pedro é exercida por Bento XVI. Ao Santo Padre, nossa adesão filial, por fidelidade a Jesus, que o constituiu pastor do rebanho. Não esqueçamos: o Papa será sempre, para nós, o referencial seguro da comunhão na verdadeira fé apostólica e na unidade da Igreja de Cristo. Quando surgem, como ervas daninhas, tantas e tantas seitas cristãs e pseudo-cristãs, nossa comunhão com Pedro é garantia de permanência seguríssima na verdadeira fé. Quando o mundo já não mais se constrói nem se regula pelos critérios do Evangelho, a palavra segura de Pedro é, para nós, uma referência segura daquilo que é ou não é conforme o Evangelho.
Rezemos, hoje, pelo nosso Santo Padre, Papa Francisco. Que Deus lhe conceda saúde de alma e de corpo, firmeza na fé, constância na caridade e uma esperança invencível. E a nós, o Senhor, por misericórdia, conceda permanecer fiéis até a morte na profissão da fé católica, a fé de Pedro e de Paulo, pala qual, em nome de Jesus, “Cristo Filho do Deus vivo”, os Santos Apóstolos derramaram o próprio sangue.
Ao Senhor, que é admirável nos seus santos e nos dá a força para o martírio, a glória pelos séculos dos séculos. Amém.
D. Henrique Soares da Costa

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Pe. André Vital Félix da Silva, SCJ
A Solenidade dos Santos Pedro e Paulo não pretende simplesmente prestar uma justa homenagem àqueles que são considerados as colunas da Igreja Primitiva, mas antes de tudo, é memorial da Páscoa Daquele que é o alicerce sobre o qual essas colunas se levantaram e o fundamento de todo o Edifício, a Igreja, o Corpo de Cristo. A celebração de hoje nos recorda que a fé cristã não é algo individual, mas é um dom concedido por Deus para edificar a sua Igreja, a comunidade dos filhos e filhas de Deus chamados à vida plena. Os apóstolos, primeiras testemunhas da fé, ocupam lugar privilegiado no edifício cujas bases foram edificadas pelo seu testemunho e ensinamento. Contudo, no alicerce de tudo está a adesão a Cristo, a fé-dom que se torna fé-resposta. 
Depois de ter convivido algum tempo com os seus discípulos, Jesus os interroga sobre a sua identidade e missão. Num primeiro momento, o Mestre quer saber o que o povo diz sobre aquela figura misteriosa do Antigo Testamento chamada: “Filho do Homem” (Dn 7,13). A resposta é confusa, não se tem a certeza de quem é, de fato, este personagem. De João Batista ao profeta Jeremias, passando por Elias, enfim, até algum antigo profeta. Caso um desses citados fosse o Filho do Homem, não passaria de uma expectativa frustrada, pois todos, àquelas alturas, já estavam mortos. Mateus é o único evangelista que distingue a pergunta feita por Jesus em relação aos dois personagens diferentes: O filho do Homem e o próprio Jesus. Os outros evangelistas formulam a pergunta como se Jesus estivesse se referindo ao que o povo pensava sobre Ele, e, em seguida, o pensamento dos discípulos.
A resposta de Simão Pedro é direta: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Ainda que Simão Pedro não saiba exatamente o que estava dizendo (basta continuar o texto para comprovar isso: Mt 16,31-23), Jesus o declara bem-aventurado, mas ao mesmo tempo afirma que foi o Pai que está no céu quem revelou a Simão essa verdade de fé. A vocação dos discípulos é um dom que o Pai concedeu ao Filho, quando lhe pedira em oração (ver Mt 9,38), portanto não foi pura intuição humana (carne e sangue) que permitiu a Simão confessar tamanha fé. Por conseguinte, recebido o dom, cresce a responsabilidade: “Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. A palavra aramaica Kepha (língua falada por Jesus) significa pedra (rocha). Como foi atribuída a Simão, na tradução grega assumiu a forma masculina (Petros). Contudo é uma mesma palavra na fala original de Jesus. O jogo de palavras (pedra-Pedro) só se permite no grego, e em algumas outras línguas que têm as duas formas por causa da mudança do gênero (como no português Pedro e pedra; mas já francês tem uma única palavra tanto para pedra como para Pedro: pierre). Portanto, inútil fazer a distinção que pretendem alguns para esvaziar a força da expressão “pedra” atribuída a Pedro. Não há mudança essencial.
Ao usar essa metáfora, Jesus proclama que tanto a fé (Nele) como aquele que crê (Nele) são verdadeiramente “pedra”, isto é, têm fundamentos sólidos. Em Mt 7,24s Jesus já havia usado a metáfora da pedra para indicar o modo autêntico de viver do discípulo: “Aquele que ouve estas minhas palavras e as põe em prática será comparado a um homem sensato que edificou a sua casa sobre a rocha (kepha)”. Portanto, não pode haver dicotomia entre o crer e o crente. Pois o crente se define por aquilo que acredita, e a fé torna-se a sua identidade no mundo, assegurando-lhe a firmeza necessária para não se deixar sucumbir diante da tentação de abandonar ou ideologizar a fé (ver Mt 7,13-23).
A proclamação de fé de Pedro (confissão) sintetiza a fé eclesial: Jesus, “o Messias (Cristo), Filho do Deus vivo”. Partindo da expectativa de fé do Povo de Israel que acreditava que Deus enviaria o seu Messias, Pedro ultrapassa essa expectativa e proclama que Jesus é mais do que o Messias esperado, é o próprio Filho do Deus vivo. Portanto, esta segunda parte representa a diferença fundamental entre a fé judaica e a fé cristã. Admitir que Deus envia um Messias não contradiz a lógica da fé judaica; esta era a fé primitiva de Simão; mas reconhecer que esse Messias é o Filho de Deus, isso só era possível acolhendo a revelação do Pai, isto é um dom da fé cristã. 
Por isso, Simão é bem-aventurado (grego makarios, plenamente feliz) porque vê e ouve o que muitos profetas e justos desejaram ver e não viram, ouvir e não ouviram (Mt 13,16-17). A resposta de fé é o novo fundamento (rocha) sobre o qual será edificada a comunidade (ekklesia) do Messias, Filho do Deus vivo: “Edificarei a minha Igreja”. É a Comunidade comprometida com a Palavra do Senhor (“escuta a minha palavra e a põe em prática), que assume a missão de lutar contra o mal: “As portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela”. No horizonte histórico, na sua missão de mediação, a Igreja realiza a tarefa de abrir ou fechar o acesso ao Reino dos Céus, não tanto como detentora de um poder arbitrário, mas como depositária de uma Palavra que anuncia a vontade de Deus, mas também denuncia tudo aquilo que se opõe ao Reino: “tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus”.

Recebendo as chaves do Reino dos Céus, Pedro não se torna o dono da comunidade, nem assume o lugar do Mestre, como se fosse o seu sucessor. Mas deve ser “o servo fiel (fé) e prudente (sabedoria) que o Senhor constituiu sobre a criadagem, para dar-lhe o alimento em tempo oportuno. Feliz (bem-aventurado) aquele servo que o senhor, ao chegar, encontrar assim fazendo” (Mt 24,45s). 
Neste dia em que rezamos especialmente pelo Papa, renovemos a nossa súplica ao Senhor, que o constituiu o servo da sua Igreja, a fim de que seja sempre fiel a esta sua missão e que sua fé o torne cada vez mais Pedro
Pe. André Vital Félix da Silva, SCJ
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PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA (Diáconos e Ministros extraordinários da Palavra):

LOUVOR (QUANDO O PÃO CONSAGRADO ESTIVER SOBRE O ALTAR)        (Pedro e Paulo)
O SENHOR ESTEJA COM TODOS VOCÊS... DEMOS GRAÇAS AO SENHOR, O NOSSO DEUS.
- Por Jesus, com Jesus e em Jesus, na força do espírito santo, louvemos ao Pai!
T:  louvor e glória a Vós, ó Pai de bondade!
1 Senhor, nosso Deus e Pai, nós vos louvamos pela vossa bondade. Vos agradecemos pelo carinho com que nos criastes e pelo ardor com que nos sustentais. Sabemos que não nos abandonais em nossas dificuldades, em nossas perseguições e em nossas lutas do dia a dia.
T :  louvor e glória a Vós, ó Pai de bondade!
2 Pai querido, hoje nos falastes, através de Pedro, que Jesus é o messias, o vosso enviado e que Ele é o Vosso Filho que nos destes para que possamos, através dele, alcançar o Vosso Reino. Nós vos agradecemos por nos terdes dado vosso Filho amado.
T:  louvor e glória a Vós, ó Pai de bondade!
3 Pai, dai-nos força e coragem para que possamos, um dia, dizer como Paulo: “Combati um bom combate”. Sabemos que é difícil pregar o Vosso Reino neste mundo de injustiças, de poder opressor, de ganância pelo lucro e cheio de corrupção. Dai-nos a coragem de Paulo e esse ardor de Pedro para que não desanimemos e sejamos corajosos em construir o Vosso Reino.
T:  louvor e glória a Vós, ó Pai de bondade!  
- PAI NOSSO... A Paz ...  Eis o Cordeiro de Deus...